Nos primeiros 20 dias do ano, casos de dengue crescem 48% e chegam a 73 mil

Apenas nas três primeiras semanas deste ano, o número de casos notificados de dengue disparou e já chega a 73 mil registros no país –um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia 49 mil casos.

Ao todo, 15 Estados tiveram aumento nos casos de dengue nos primeiros 20 dias de 2016 em comparação ao mesmo período de 2015, ano em que foi registrada a pior epidemia da doença no país.

Os dados, que fazem parte de novo balanço do Ministério da Saúde, reforçam a avaliação de que a dengue têm preocupado mais cedo a cada ano.

Historicamente, o auge dos casos de dengue ocorre próximo a abril. No último ano, porém, o aumento começou a ser registrado desde outubro –e disparou nos primeiros dias deste ano.

Os casos são informados ao Ministério da Saúde por municípios e Estados, após atendimento de pacientes nas unidades de saúde. A doença é diagnosticada por exames clínicos.

Para o infectologista Carlos Magno Fortaleza, professor da Unesp, o alto número de casos mais cedo aponta a possibilidade de uma epidemia "de grandes proporções" neste ano.

"Isso mostra uma epidemia que não está no início, mas que, em janeiro, já está de vento em popa", afirma.

Ele considera que o período de comparação, porém, ainda é curto para dizer se a situação será pior do que em 2015, quando o país registrou mais de 1,6 milhão de casos em todo o ano.

Um dos Estados com maior número de casos é Minas Gerais, que já registra 19 mil notificações de dengue somente nas três primeiras semanas de 2016. Eram 2.977 no mesmo intervalo de 2016.

São Paulo, por sua vez, teve uma leve queda nos registros neste mesmo período: passou de 24 mil para 18 mil. Ainda assim, o Estado, um dos maiores afetados pela epidemia no último ano, já é o segundo em número de casos.

Uma das cidades que registra aumento de casos de dengue é a capital paulista, como a Folha revelou nesta quinta-feira (11). Lá, o número de casos confirmados da doença teve aumento de 40% nas três primeiras semanas deste ano em comparação ao mesmo período de 2015, segundo dados da prefeitura.

Mortes
Enquanto o número de casos mostra crescimento, o número de mortes diminuiu no mesmo período. De 50 mortes mortes no início de 2015, o número caiu para quatro neste ano, uma redução de 92%.

Já o número de casos graves de dengue ou com sinais de alarme –quando a doença pode se agravar rapidamente— passou de 622 para 146 neste ano.

Em geral, os sintomas da dengue são febre alta, dores de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar sangramentos, queda de pressão arterial e insuficiência respiratória.

Para o Ministério da Saúde, essa diminuição no número de casos graves e de mortes indica que as unidades de saúde estão mais alertas para a doença, o que permite que os casos sejam tratados mais rapidamente, informa.

Outras doenças
O aumento de casos de dengue também acende o alerta para o risco de outras doenças transmitidas pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, como zika e chikungunya.

Hoje, o vírus zika já tem circulação confirmada em 21 Estados do país, além do Distrito Federal. Já a chikungunya têm ao menos 20 mil casos notificados desde 2015.

Apesar do alerta pelo avanço dos novos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, o infectologista Carlos Magno Fortaleza reforça que é preciso manter o alerta para diagnosticar rapidamente os casos de dengue.

"Dengue é muito mais perigoso que zika. Já são três mortes por zika. Mas o número de mortes por dengue ainda é muito maior", ressalta.

Segundo ele, alterações climáticas, com períodos mais longos de calor, somados ao acúmulo de água e lixo nas cidades, fatores que facilitam a proliferação do mosquito transmissor, colaboram para o aumento de casos.

"Temos um comportamento humano urbano cada vez mais propício à proliferação do mosquito. Precisamos de uma grande mudança de hábito", afirma, referindo-se à necessidade de eliminação de criadouros do mosquito.

"Não iremos resolver o problema do mosquito só com repelente ou veneno. Ou tomamos medidas, ou vamos ter dengue por muito tempo como temos agora."

Fonte: Folha.com

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Crato (CE): MPS comprova irregularidades na gestão de Samuel Araripe

O Instituto de Previdência Municipal dos Servidores do Crato (Previcrato) tem um rombo de superior R$ 1 milhão. A denúncia é do atual presidente da instituição, Antônio Albuquerque.

O presidente Antônio Albuquerque apresentou a reportagem do Site Miséria um relatório de auditoria feita pelo Ministério da Previdência Social (MPS). Segundo o documento, só em diárias foi gasto quase R$ 30 mil e mais de R$ 280 mil com serviços terceirizados.

Segundo o relatório, a ex-gestão teria excedido o limite de gasto referente à taxa de administração que equivale a R$ 488.997,55. Teriam sido gastos R$ 701.139,84 nas despesas em 2012. O valor extrapolou o limite em R$ 212,142,29 somente com questões administrativas.

Ainda de acordo com o relatório, o município teria deixado de repassar aos cofres da Previcrato os recursos recolhidos nos meses de novembro e dezembro do último ano da gestão Samuel Araripe. Em novembro e dezembro, Samuel deixou de repassar R$ 848.952,72; mais taxa de administração de R$ 265.683,61 perfazendo num total de R$ 1.114.636,33 (um milhão, cento e quatorze mil, seiscentos e trinta e seis reais e trinta e três centavos).

O valor teve que ser parcelada pela gestão do atual prefeito, Ronaldo Gomes de Mattos (PSC). Segundo o presidente da Previcrato, caso a divida não fosse assumida e quitada pelo atual gestor, o município enfrentaria restrições junto ao MPS, deixando de receber recursos de programas do Governo Federal.

Sobre os parcelamentos, o presidente Antônio Albuquerque disse que o município assumiu a confissão da divida deixada e parcelou o débito. A expectativa é que até o final de 2016 se encerrem os dois parcelamentos do município com a previdência.

Segundo o procurador Geral do Município, George Borges, a gestão anterior se justificou em uma peça processual argumentando que o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) enviou parecer favorável pelas contas de 2012. Para o procurador, o documento diverge da auditoria feita pelo MPS.

Na justificativa, a ex-gestão argumentam a existência de um equivoco nos cálculos do MPS, quanto aos recursos da taxa administrativas de 2012. Ainda conforme argumentou a defesa do ex-prefeito, o repasse referente ao mês de dezembro, no valor de R$ 265.683,61, seria depositado no mês de janeiro seguinte.

A defesa não fala onde foi parar o montante descontado dos servidores em novembro de 2012 e que seria repassado a Previcrato.

Fonte: Miséria

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Vacina contra zika deve ter testes em humanos em um ano

Em parceria com os Estados Unidos, o governo brasileiro quer ter uma vacina contra o vírus da zika pronta para testes em humanos em aproximadamente um ano. Para isso, o Ministério da Saúde vai destinar US$ 1,9 milhão nos próximos cinco anos na parceria entre o Instituto Evandro Chagas e a Universidade do Texas.

A iniciativa faz parte de diversas parcerias estabelecidas entre o Ministério da Saúde e autoridades de saúde dos EUA anunciadas nesta quinta-feira (11) em Brasília. O prazo não significa que a vacina estará disponível na rede de saúde em um ano. Além de testes, será preciso o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a vacina chegar à população.

Segundo Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas, a agilidade se dará porque serão realizados testes simultâneos tanto no Brasil quanto nos EUA. "Na fase dos testes pré-clínicos serão feitos testes simultâneos em camundongos no Texas e em macacos em Ananindeua, no Pará. Em procedimento padrão, se faz primeiro (testes) em camundongos e depois em macacos. Mas, estamos diante de uma situação de emergência. Desse modo, a vacina estará pronta para avaliação em humanos em 12 meses", diz.

EUA e Brasil juntos contra a zika
Técnicos do CDC (Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos) irão à Paraíba para investigar outras possíveis relações, além do vírus da zika, com casos com suspeita de microcefalia. Essa é a segunda etapa da parceria do CDC com o governo brasileiro.

Desde o início do ano, profissionais do órgão de saúde norte-americano estão em campo, junto com técnicos do Ministério da Saúde, para investigar a associação entre a zika e suspeitas de microcefalia e síndrome de Guillain-Barré.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, chegará ao Brasil entre os dias 23 e 24 de fevereiro para acompanhar as ações e pesquisas relacionadas ao problema e participar de uma reunião com o CDC, NIH (Instituto Nacional de Saúde, sigla em inglês), Fiocruz, IEC (Instituto Evandro Chagas) e o Instituto Butantan.

Estudo confirma associação entre zika e microcefalia
Um estudo publicado no periódico científico "The New England Journal of Medicine" confirmou a associação entre o vírus da zika e os casos de microcefalia. A pesquisa relata o caso de uma jovem da Eslovênia, que foi infectada por zika em Natal (RN), no primeiro trimestre da gestação e conta com imagens do feto, análises patológicas do cérebro danificado pelo vírus e o sequenciamento completo do vírus da zika encontrado nas estruturas cerebrais do bebê.

O estudo está sendo considerado o mais completo já feita sobre o mecanismo do vírus no corpo da mãe infectada e do bebê. Enquanto alguns cientistas falam que essa era a prova que faltava, outra parte da comunidade científica ainda afirma que serão necessários mais estudos para estabelecer de fato essa relação.

Fonte: UOL (Com informações da agência Reuters)

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Juazeirense mora em rodoviária e procura emprego enquanto espera por parente

Um idoso está vivendo há cerca de 20 dias na rodoviária de Palmas. Damião Rodrigues da Silva, de 73 anos, veio para o Tocantins com a mudança, em busca de uma prima e de emprego. Ele é de Juazeiro do Norte (CE) e como ainda não encontrou a parente está passando os dias no local.

O idoso dorme nas cadeiras da rodoviária ao lado das sementes que trouxe para plantar quando encontar uma chácara para trabalhar.

Durante o dia, Silva vai até a agência do Sistema Nacional de Empregos (Sine), no centro da capital, para procurar trabalho. (Veja o vídeo)

O idoso espera por uma prima chamada Maria José Miranda, que arrumaria um emprego para ele em uma chácara.

"Eu vim para arrumar serviço. Um homem para ser direito tem que dar conta de tudo. Quero arrumar um canto para ficar aqui perto de Palmas para levar minhas coisas. Depois eu posso procurar por ela."

Para comer, Silva conta com a boa vontade dos comerciantes da rodoviária e dos funcionários do Sine.

"O senhor Damião foi procurar atendimento no Sine especial. Como eu trabalho nesse setor decidi ajudar", contou Gláucia Branchina.

A mulher diz que até encontrou um local para Silva ficar, mas ele não aceitou. "Ofereci uma casa, mas o senhor Damião disse que tinha medo de a mulher chegar na rodoviária e não o encontrar. Então, ele vem procurar emprego no centro e volta para a rodoviária."

Fonte: G1 TO

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Pesquisadores apontam elo entre a crença em Deus e honestidade

Acreditar em deuses que punem malfeitores faz com que as pessoas fiquem um pouco mais honestas e dispostas a compartilhar bens com estranhos –ao menos se tais estranhos pertencerem à mesma religião que elas.

É isso o que concluiu uma equipe internacional de pesquisadores após realizar experimentos com 591 membros de comunidades tradicionais mundo afora, inclusive da ilha de Marajó, no Brasil.

Os dados, publicados na prestigiosa revista científica "Nature", prometem intensificar ainda mais o debate sobre as origens e a função da crença em Deus.

Para alguns psicólogos e antropólogos, a fé religiosa poderia levar a piores escolhas morais, dando combustível à intolerância e à agressividade. Outros especialistas, no entanto, propõem que, em certas circunstâncias, a crença ajudaria a criar sociedades mais cooperativas e a "domar" a violência.

É a esse segundo grupo que pertencem os autores do novo estudo, liderados por Benjamin Purzycki, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá). Eles trabalham com o conceito de "Deuses Grandes": divindades que conhecem as ações humanas e que atuam de forma "moralizante", punindo os maus e recompensando os bons.

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Como foi feito o experimento
Pesquisadores fizeram experimento com 591 pessoas de oito comunidades pelo mundo

Cada pessoa recebia 60 moedas (30 para cada jogo), dois cofrinhos e um dado pintado com duas cores

1. Dois jogos
Usando esse material, os voluntários participavam de dois tipos de jogos. Num deles, as moedas colocadas nos cofrinhos podiam ir para membros da mesma religião do jogador que moravam perto dele ou para membros da mesma religião que moravam longe. No outro jogo, o dinheiro ia para companheiros de religião que moravam longe ou para o próprio jogador

2. Cada um no seu cofrinho
Antes de jogar o dado, a pessoa escolhia mentalmente um dos cofrinhos para colocar o dinheiro. Se o dado caía numa das cores, a pessoa podia colocar a moeda no cofrinho que escolhera; se caía na outra, tinha de colocar o dinheiro no outro cofrinho

3. Tentação
Se as pessoas fossem 100% honestas, o esperado seria que eles colocassem mais ou menos metade das moedas em cada cofrinho. Mas é claro que existe a tentação de beneficiar a si mesmo e às pessoas mais próximas

4. Deus está vendo?
O pulo-do-gato do experimento foi perguntar às pessoas se elas acreditavam em um Deus ou em deuses que punem os malfeitores e são oniscientes. Entre os que não acreditavam nesse tipo de divindade, as pessoas distantes recebiam, em média, 13 moedas; para os que acreditavam, a média foi de 15 moedas -o que indica que a crença pode ter levado essas pessoas a agirem de modo mais honesto

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Para a maioria das pessoas hoje, esse tipo de figura divina não tem nada de surpreendente, já que as grandes religiões mundiais, como o cristianismo e o islamismo, baseiam-se na crença numa divindade nesses moldes.

Estudos com pequenas sociedades de caçadores-coletores (único modo de vida durante a maior parte da evolução da nossa espécie), no entanto, revelaram que tais grupos normalmente não creem em "Deuses Grandes".

Foi então que surgiu a seguinte hipótese: talvez a crença nos tais "Deuses Grandes" tenha uma relação direta com o surgimento de sociedades complexas e de larga escala, como Estados e impérios.

Num grupo de caçadores-coletores, com umas 200 pessoas, todo mundo se conhece e não há grandes diferenças sociais, o que minimiza conflitos e desconfianças.

Quando a sociedade passa a ter milhares ou milhões de membros, pessoas precisam interagir com desconhecidos sem sucumbir à tentação de roubá-los ou cortar-lhes a garganta. A crença em deuses que monitoram e punem ações malévolas funcionaria como um antídoto a isso.

Para todos os gostos
Partindo desse modelo teórico, a equipe realizou entrevistas e experimentos em comunidades de locais tão distintos quanto a Melanésia, a Sibéria, a Tanzânia e o município paraense de Soure.

"Em cada local, estimamos tanto a adoração a um 'Deus Grande' quanto o culto de divindades, espíritos etc. que fossem localmente importantes e, ao mesmo tempo, considerados menos moralistas, punitivos e oniscientes do que o deus supremo", explicou Purzycki à Folha.

Entre as grandes religiões adotadas pelos voluntários do estudo estavam o cristianismo, o hinduísmo e o budismo. Curiosamente, em Marajó, o "deus local" não é alguma divindade indígena, como se poderia imaginar, mas a Virgem Maria. "As pessoas costumavam considerá-la menos onisciente e menos punitiva do que Deus, além de ser mais próxima, por sua capacidade de interceder a favor deles", explica Emma Cohen, pesquisadora da Universidade de Oxford (Reino Unido) responsável pela parte do estudo realizada no Brasil.

Em duas baterias de experimentos, os pesquisadores instruíram os participantes a jogar dados e colocar moedas em dois cofrinhos. Dependendo do resultado da jogada, a pessoa tinha o direito de escolher em que cofrinho colocar o dinheiro –um deles era era destinado a pessoas que o voluntário não conhecia e que moravam longe dele, mas que pertenciam à mesma religião.

O detalhe crucial é que o jogador escolhia mentalmente a quem beneficiar. Assim, em tese, o natural seria que as pessoas se sentissem tentadas a fingir que os dados haviam favorecido a si mesmas ou a seus conhecidos.

Por outro lado, se o jogador fosse honesto, em média metade do dinheiro iria para cada cofrinho (15 moedas para cada lado, das 30 disponíveis para cada bateria).

Os resultados? Entre as pessoas que não acreditavam no potencial de Deus ou dos deuses de vigiar e punir, parece ter havido ligeira malandragem: só 13 moedas iam parar no cofrinho das pessoas desconhecidas, em média.

Já entre os que creem na onisciência e justiça dos "Deuses Grandes", a média de moedas ofertadas aos desconhecidos da mesma religião era de cerca de 15.

A pesquisa não investigou, porém, se o mesmo efeito ocorreria no caso de os desconhecidos serem de outra religião. "É possível que sim, mas precisamos de mais estudos", admite Purzycki. 

Fonte: Folha.com

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Lei que obriga escolas e clubes a combaterem bullying entra em vigor

A lei que obriga escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção e combate o bullying entrou em vigor nesta semana. O texto, publicado no "Diário Oficial da União" de 9 de novembro havia sido aprovado pela Câmara em outubro e enviado para a sanção presidencial. (veja aqui o texto com a íntegra da lei)

Pelo texto aprovado, bullying é definido como a prática de atos de violência física ou psíquica exercidos intencional e repetidamente por um indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima.

O projeto determina que seja feita a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para implementar ações de prevenção e solução do problema, assim como a orientação de pais e familiares, para identificar vítimas e agressores.

Também estabelece que sejam realizadas campanhas educativas e fornecida assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores.

Segundo o texto, a punição dos agressores deve ser evitada “tanto quanto possível” em prol de alternativas que promovam a mudança de comportamento hostil.

Fonte: G1

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Quatro pontos para entender a descoberta que confirma teoria de Einstein

Há 100 anos, Albert Einstein previu a existência de ondas gravitacionais como parte de sua Teoria Geral da Relatividade.

Durante décadas, os cientistas vinham tentando, sem êxito, detectar essas ondas - fundamentais para entender as leis que regem no Universo.

Isso até esta quinta-feira - um dia que já vem sendo considerado histórico, já que um grupo de cientistas de vários países anunciou ter conseguido detectar pela primeira vez as chamadas ondas gravitacionais.

Essa comprovação é uma das maiores descobertas da ciência do nosso tempo porque, além de confirmar as ideias de Einstein, abre as portas para maneiras totalmente novas de se investigar o Universo. A partir de agora, a astronomia e outras áreas da ciência entram uma nova era.

Os pesquisadores do projeto LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory, ou observatório de Interferometria de Ondas Gravitacionais), em Washington e na Lousiana, observaram o fenômeno e acompanharam distorções no espaço com a interação de dois buracos negros a 1,3 bilhão de anos-luz da Terra.

Mas o que exatamente essa descoberta significa? Veja quatro dos principais pontos.

O que exatamente são ondas gravitacionais?
Segundo a teoria de Einstein, todos os corpos em movimento emitem essas ondas que, como uma pedrinha que afeta a água quando toca nela, produz perturbações no espaço.

A Teoria da Relatividade de Einstein é um pilar da física moderna que transformou nosso entendimento do espaço, do tempo e da gravidade. E por meio delas entendemos muitas coisas: da expansão do Universo até o movimento dos planetas e a existências dos buracos negros.

Essas ondas gravitacionais são basicamente feixes de energia que distorcem o tecido do espaço-tempo, o conjunto de quatro dimensões formado por tempo e espaço tridimensional.

Assim, qualquer massa em movimento produz ondulações nesse tecido tempo-espaço. Até nós mesmos.

E Einstein previu que o Universo estava inundado por essas ondas. Esse efeito, no entanto, é muito fraco, e apenas grandes massas, movendo-se sob fortes acelerações, podem produzir essas ondulações em um grau razoável.

Assim, quanto maior essa massa, maior é o movimento e maior são as ondas. Nessa categoria entram explosões de estrelas gigantes, a colisão de estrelas mortas super-densas e a junção de buraco negros. Todos esses eventos devem radiar energia gravitacional na velocidade da luz.

Como os cientistas detectaram essas ondas?
Os pesquisadores trabalhavam há anos para detectar as minúsculas distorções causadas quando as ondas gravitacionais passam pela Terra. Os detectores nos Estados Unidos - localizados no Ligo - e na Itália (conhecido como Virgo) são ambos formados por dois túneis idênticos em forma de L, de 3 km de largura.

Nele, um feixe de laser é gerado e dividido em dois - uma metade é disparada em um túnel, e a outra entra pela segunda passagem.

Espelhos ao final dos dois túneis rebatem os feixes para lá e para cá muitas vezes, antes que se recombinem. Se uma onda passa pelo túnel, ela vai distorcer levemente seu entorno, mudando a longitude dos túneis em uma quantidade diminuta (apenas uma fração da largura de um átomo).

E a forma com que as ondas se movem pelo espaço significa que um túnel se estira e outro se encolhe, o que fará com que um raio laser viaje uma distância levemente maior, enquanto o outro fará uma viagem mais curta.

Como resultado, os raios divididos se recombinam de uma maneira diferente: as ondas de luz interferem entre si, em vez de se cancelarem. Essa observação direta abre uma nova janela para o cosmos, uma janela que não seria possível sem Einstein.

E qual a implicação disso?
Os objetos também emitem essas perturbações que acabaram de ser detectadas, mas a partir de agora os físicos poderão olhar os objetos com as ondas eletromagnéticas e escutá-los com as gravitacionais.

"Agora, o que se tem são sentidos diferentes e complementares, para estudar as mesmas fontes. E com isso, podemos extrair muito mais informações", disse à BBC Mundo, Alicia Sintes, do departamento de física do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha, na Espanha, que participou do projeto.

"Não estamos falando de expandir um pouco mais o espectro eletromagnético, mas de um espectro totalmente novo."

A especialista afirma as ondas eletromagnéticas dão informações do Universo quando ele tinha 300 mil anos de idade.

"Já com as ondas gravitacionais, pode-se ver as (ondas) que foram emitidas quando o Universo tinha apenas um segundo de idade."

É isso que será possível estudar a partir de agora.

Outro impacto diz respeito aos buracos negros: nosso conhecimento sobre a existência deles é, na verdade, bastante indireto. A influência gravitacional nos buracos negros é tão grande que nem a luz escapa de sua força. Mas não podemos ver isso em telescópios, só pela luz da matéria sendo partida ou acelerada à medida que chega muito perto de um buraco negro.

Já as ondas gravitacionais são um sinal que vem desses objetos e carrega informações sobre eles. Nesse sentido, pode-se até dizer que a recente descoberta significa a primeira detecção direta dos buracos negros.

Qual o efeito causado por essas ondas na Terra?
Quando as ondas gravitacionais passam pela Terra, o tempo-espaço que nosso planeta ocupa deve se alternar entre se esticar e se comprimir.

Pense em um par de meias: quando você as puxa repetidas vezes, elas se alongam e ficam mais estreitas.

Os interferêmetros do Ligo, aparelhos usados para medir ângulos e distâncias aproveitando a interferência de ondas eletromagnéticas, vêm buscando esse estiramento e compressão por mais de uma década.

A expectativa era a de que ele detectaria distúrbios menores do que uma fração da largura de um próton, a partícula que compõe o núcleo de todos os átomos.

Fonte: BBC Brasil

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Professores do Estado do CE cobram reajuste instituído pelo MEC

Os professores da rede pública do ensino das cidades da Região do Cariri, ligados à secretaria de educação do Estado do Ceará, estão sendo convocados pelo sindicato da categoria para a realização de assembleia nesta sexta-feira (12). O movimento é conjunto e ocorre simultaneamente em todas as regiões do Estado.

Na pauta será debatido o reajuste salarial determinado pelo Ministério da Educação (MEC). O reajuste dado pelo Governo Federal é de 11,36% para 2016 e já deveria entrar em vigor desde o dia 1º de janeiro, mas até o momento não foi instituído pelo Governo do Estado no Ceará. Para debater a situação, foram convocadas assembleias regionais pela APEOC (Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais Ceará).

De acordo com o diretor da APEOC no Cariri, Bartolomeu Leandro Rodrigues, a intenção é cobrar do governo que seja pago o reajuste. Ele conta que em 2015 o governo demorou a repassar o recurso, o que gerou transtornos para os professores.

“O governo tá ‘preguiçoso’ e nós já deveríamos ter recebido esse dinheiro agora em fevereiro. Com isso, nós queremos chamar a atenção do governo, que o recurso que vem do MEC deve ser repassado para os professores.” (sic) Conta.

A categoria deve lançar proposta de reajuste de 12,67% a ser pago retroativo a janeiro de 2016. Eles se dizem preocupados com as conversas extraoficiais que fala em reajuste somente no mês de abril.

“Houve uma conversa que seria em abril, mas a gente pensou logo que seria primeiro de abril, né? Então a gente quer acelerar esse processo e para isso pedimos o apoio de todos (sic)” destaca o Professor Bartolomeu.

Adriano Duarte

Fonte: Miséria

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Confiança no País melhora e pode indicar que o pior da crise ficou para trás

Cinco de seis indicadores que medem a confiança e as expectativas em diferentes setores da economia voltaram a crescer em janeiro em relação ao final do ano passado. Economistas dizem que é cedo para falar em recuperação porque o cenário econômico ainda é ruim e os indicadores estão em um patamar muito baixo. Mas o fato de a confiança interromper a trajetória de queda em vários setores e voltar a crescer pode ser uma primeira pista de que o pior da crise pode ter ficado para trás, especialmente no caso da indústria.

No mês passado, o índice de confiança dos empresários da indústria, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), atingiu 78 pontos e avançou 2,6% em relação a dezembro, descontadas as variações que sempre ocorrem nesse período. Nas mesmas bases de comparação, movimentos semelhantes de alta de dezembro para janeiro de outros indicadores de confiança da FGV foram registrados nos serviços (2,8%), no comércio (6,4%), no consumidor (2,5%) e no emprego (5,4%). Só o setor de construção civil destoa: a confiança recuou 0,7 ponto de dezembro para janeiro.

"Há uma boa chance que tenhamos atingido o piso desses indicadores no final do ano passado, mas acredito que vamos ter que esperar um pouco mais para confirmar se houve uma virada", afirma o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo.

Dúvidas sobre a reação
O economista da Tendências Consultoria, Rafael Bacciotti, diz que é cedo para acreditar em reversão sustentável. "O cenário econômico é bastante adverso: estamos no meio de um ajuste do emprego e da renda, convivendo com inflação elevada e contração do crédito."

Para Francisco Pessoa, economista da LCA Consultores, os índices de confiança podem ter parado de cair não porque a situação da economia tenha melhorado, mas porque a atividade está tão ruim que os agentes acreditam que não possa piorar mais. "Neste ano ainda vejo queda na atividade, mas num ritmo menor do que no ano passado."

Para Campelo, houve uma espécie de "aterrissagem" dos indicadores de confiança no final de 2015 e na indústria já é possível notar uma melhora. Em janeiro, a confiança dos empresários da indústria teve a segunda alta seguida. O indicador subiu em 12 de 19 segmentos na comparação com dezembro.

"A confiança dos empresários da indústria parou de cair desde agosto", diz Campelo. Isso porque o setor, baseado na forte contração da produção, conseguiu ajustar o estoque ao tamanho menor do mercado.

Bacciotti concorda com Campelo e diz que o cenário é mais favorável para a indústria porque, além do ajuste de estoques, o setor é beneficiado pelo câmbio depreciado, que amplia a competitividade das exportações, e pelo arrefecimento dos custos salariais que ocorrem por causa da recessão.

No caso da confiança do consumidor, Campelo também vê fatores objetivos para que o índice tenha parado de cair. Ele lembra que o consumo das famílias despencou no ano passado, as pessoas ficaram mais cautelosas, reduziram as compras e fizeram um ajuste. "Os orçamentos domésticos continuam apertados, mas, daqui para a frente, as taxas começam cair de forma menos intensa, pois a base de comparação é fraca", argumenta.

O economista lembra que esse movimento provocado pela base fraca de comparação é esperado nos ciclos da economia. O difícil é saber se ele veio para ficar.

Zigue-zague
Um ponto levantado pelo superintendente da FGV é a sustentabilidade dessa possível recuperação. "Fiz um exercício com 37 países e constatei que quanto mais longa a fase de queda da confiança, mais tempo demora para a economia se recuperar."

Isso significa que em recessões longas, como a atual, a recuperação é mais volátil. Isto é, pode ter início uma fase de recuperação que depois é interrompida. Como os economistas gostam de ilustrar, seria uma recuperação afetada por turbulências, no formato da letra W.

Enquanto não se sabe ao certo se, de fato, o avanço da maioria dos índices de confiança é um sinal de recuperação, no caso da construção civil, essa hipótese está descartada. Em janeiro a confiança do setor atingiu o menor nível da série iniciada em julho de 2010.

Além de o ciclo da construção ser mais longo comparado aos demais, hoje há incertezas que afetam o setor tanto no segmento imobiliário como no de infraestrutura. Além disso, as turbulências por causa das investigações da Lava Jato ajudam a piorar o cenário.

Fonte: Infomoney (Com informações da Agência Estado) 

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"Cometemos erros e quem comete erros paga", diz Lula em vídeo para o PT

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira (10) um vídeo na internet em homenagem aos 36 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores.

Aparentemente abatido, o ex-presidente reconheceu que o partido cometeu erros, mas disse que o PT é o partido "mais importante da política brasileira". "É certo que cometemos erros e quem comete erros paga pelos erros que cometeu", disse Lula.

No vídeo, com pouco mais de três minutos e meio, Lula não disse a que "erros" ele se referia e disse a inclusão da chamada classe trabalhadora na política incomoda setores mais conservadores da sociedade. "Isso incomoda porque a parte mais pobre da população, a parte mais humilde da população, ocupando um papel de protagonismo que não existia antes, afinal de contas, nós só existíamos para bater palmas, nunca para sermos aplaudidos", disse o ex-presidente.

Lula afirmou que o PT foi o partido que "mais inovou" na política brasileira quando criou, nos anos 80, o chamado orçamento participativo. "Foi uma revolução", disse o ex-presidente. Lula disse também que o PT foi o partido que mais "fez política social na história" do país e que por isso "vive enfrentando os adversários conservadores que não aceitam o jeito petista de governar".


Nas últimas semanas, o ex-presidente vem sendo alvo de reportagens e investigações que colocam sob suspeita a propriedade de um tríplex no Guarujá (SP) e um sítio em Atibaia (SP), frequentado pela família de Lula. O petista nega ser proprietário dos dois imóveis. Os donos do sítio são sócios de Fábio Luis, filho de Lula. No vídeo, Lula não cita as investigações.

O ex-presidente afirmou que o PT não é uma "seita" e elogiou o que chamou de pluralidade da sigla. "O PT não é uma seita em que todo mundo tem que pensar a mesma coisa, comer a mesma coisa, andar pelo mesmo caminho. O PT é um partido político plural", afirmou.

Antes de encerrar o vídeo, Lula reconheceu que o partido, abalado por casos como o mensalão, a Operação Lava Jato e a Operação Zelotes, passa por "adversidades". "Esse é o PT criado por você, criado por mim, criado pelo povo brasileiro, que se Deus quiser, apesar de toda a adversidade momentânea, ainda vai continuar sendo o grande partido da história desse país", afirmou.

Lula termina a gravação fazendo uma nova menção ao momento atual do partido. "Um abraço e vamos torcer para que quando estivermos comemorando 37 anos, estejamos mais fortes do que estamos hoje", disse.

Fonte: UOL

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'Virose da mosca' lota emergências no Interior do CE

Com a chegada das chuvas, as moscas ressurgem e, com elas, as doenças sazonais - surto de diarreia, vômito, febre, dor de cabeça, dores musculares - que tem acometido um número crescente de moradores no Interior e na Capital. As emergências dos hospitais, de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os postos de saúde diariamente estão lotadas de pacientes com queixas semelhantes.

O médico infectologista Ivo Castelo Branco Coelho lembra que o surto começou antes do Carnaval. "Todos os anos, nessa época, o problema se repete. Com as chuvas, os poços transbordam, o nível do lençol freático sobe e há a proliferação de moscas, que pousam no ambiente contaminado, disseminando o agente etiológico", detalha.

Como suspeita-se que o principal vetor do surto é a mosca, que proliferou muito nas duas últimas semanas, popularmente, o quadro de náuseas, diarreia e febre passou a ser denominado "virose da mosca". Entretanto, o agente pode ser vírus ou bactéria. "Não sabemos a causa específica, o agente etiológico desse. Só com realização de exames", diz Castelo Branco.

Na maioria dos casos, não há necessidade de internação. O tratamento é feito com hidratação oral. Se houver mais de dez evacuações por dia, com vômito, é preciso reidratação venosa, por algumas horas, em unidade de atendimento médico.

Na emergência do Hospital Regional de Iguatu, a toda hora, chegam pacientes apresentando os sintomas da virose. O mesmo ocorre na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Não se tem uma estatística de aumento de casos dos últimos 15 dias, mas os médicos e enfermeiros dizem que o número de pacientes com a queixa da virose triplicou.

O médico plantonista Carlos Alberto Brady Moreira disse que, de janeiro a março, é comum o surgimento dessas doenças: "É cíclico. As moscas proliferam e favorecem a contaminação". Ele reforça a necessidade de hidratação bem feita, principalmente em idosos e crianças.

A médica pediatra Lúcia Abrantes, que também atende na emergência do Hospital de Iguatu, mostrou-se preocupada com o que chamou de descuido das mães em deixar de usar o soro caseiro ou mesmo do que é distribuído nas unidades do Programa Saúde da Família (PSF): "As crianças chegam com sintomas de desidratação. Nessas duas últimas semanas, houve um aumento significativo".

Na tarde de ontem, o ajudante de pedreiro Carlos Gonçalves procurou a emergência do Hospital de Iguatu, reclamando de vômito e diarreia. "O mal-estar aumentou e não aguentei", contou. No hospital, ontem, três funcionários, deixaram o trabalho com sintomas semelhantes.

Cariri
Nas unidades básicas de saúde da região do Cariri, os médicos já registram acréscimo na quantidade de pacientes, principalmente crianças, apresentando sintomas como diarreia, febre e vômito. No Hospital São Francisco, do Crato, que atende outros 12 municípios, a média diária saltou de 30 para 100 atendimentos, nas duas últimas semanas.

A enfermeira Amanda Holanda explica que, apesar do aumento no número de pessoas acometidas, o quadro não preocupa. "A gente já espera sempre que começa a chover. É algo bastante comum, característico do período. Não é nada grave. O número de pacientes começa a reduzir ao passo em que as chuvas perdem intensidade", explica.

Na feira livre, as moscas pousam nos alimentos. O mesmo ocorre nas lanchonetes e padarias. Consumidores e funcionários reclamam do aumento do inseto. É preciso cuidados básicos de higiene, limpeza das mãos e proteção da comida. Essas são as recomendações dos médicos para evitar o aumento dos casos de diarreia e vômito nessa época do ano.

Mais informações
Hospital São Francisco - Crato
Telefone: (88) 3212-4000

Hospital Regional de Iguatu
Telefone: (88) 3510-1250

HONÓRIO BARBOSA/ANDRÉ COSTA
COLABORADORES

Fonte: Diário do Nordeste

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Estudo publicado nos EUA confirma relação de zika com microcefalia

Para parte da comunidade científica brasileira, não resta mais dúvida: é mesmo o vírus da zika o responsável pelos casos de microcefalia.

A convicção veio após a publicação nesta quarta-feira (10) à noite de um novo estudo no periódico científico "The New England Journal of Medicine", relatando o caso de uma jovem da Lituânia, que foi infectada por zika em Natal (RN), no primeiro trimestre da gestação.

O trabalho está sendo considerado o mais completo já realizado para demonstrar essa associação. Entre outras coisas, conta com imagens do feto, análises patológicas do cérebro danificado pelo vírus e o sequenciamento completo do vírus da zika encontrado nas estruturas cerebrais do bebê.

"Para mim, é evidência definitiva. Não se fala em outra coisa entre os cientistas", afirma o infectologista Esper Kallas, professor da USP (Universidade de São Paulo). No entanto, para outra parte da comunidade científica, ainda serão necessários mais estudos para estabelecer de fato essa relação.

"É mais um exemplo de coexistência, apenas mais um caso de detecção do vírus em um feto com microcefalia. Coisas podem coexistir. Não é válido dizer que isso é evidência", diz o cardiologista Luis Correia, especialista em medicina baseada em evidência.

Estudo
O estudo descreve o caso de uma mulher da Lituânia, de 25 anos, que morava e fazia trabalhos voluntários em Natal desde dezembro de 2013. No final de fevereiro de 2015, ela engravidou. Na 13ª semana de gestação, apresentou sintomas de zika, como febre alta, dores no corpo e manchas avermelhadas pelo corpo.

Na época, várias pessoas da comunidade onde trabalhava como voluntária tiveram os mesmos sintomas, depois diagnosticados como infecção por zika. A mulher realizou duas ultrassonografia, na 14ª e na 20ª semanas de gestação e, em ambas, o crescimento e a anatomia fetal estavam normais.

Segundo estudo, a gestante retornou à Europa com 28 semanas de gestação e, com 29, um terceiro ultrassom mostrou os primeiros sinais das anomalias fetais. Com 32 semanas, o quarto ultrassom confirmou o diagnóstico. O bebê apresentava diminuição da circunferência do crânio (microcefalia ), aumento dos ventrículos cerebrais e várias calcificações em diferentes áreas do cérebro.

Segundo os pesquisadores, por conta da severidade das lesões cerebrais, a gestante optou por interromper a gestação ainda na 32ª semana, o que foi permitido por dois comitês de ética (um nacional e outro do hospital onde foi atendida).

Na autopsia feita no feto (um menino), foram analisados amostras de todos os órgãos, placenta e cordão umbilical. No cérebro, além dos danos que o ultrassom já havia revelado, os pesquisadores encontraram as estruturas neuronais destruídas, o que aponta os neurônios como a "morada" da zika no cérebro.

O vírus foi encontrado em grande quantidade somente no tecido cerebral. Os pesquisadores testaram as amostras como outras flaviviroses, como dengue, chikungunya e febre amarela, além de citomegalovirus, rubéola, toxoplasmose, entre outros, mas todas foram negativas.

Também foi feito um completo sequenciamento do genoma do vírus, que mostrou uma identidade de 99,7% com a zika isolada na Polinésia Francesa e, depois, no Brasil.

"A moça estava em Natal no primeiro trimestre de gestação. Depois, encontram uma imensa quantidade de vírus no cérebro, com sequenciamento igual à da [zika] brasileira. Para mim, acabou. Não resta mais dúvida", diz Kallas.

O neotalogista Manoel Sarno, que também pesquisa a zika na Bahia e já examinou mais de 80 crianças com microcefalia, também se entusiasmou com o estudo. "É fantástico, muito consistente, embora ainda vão dizer que é só mais mais um caso."

Fonte: Folha.com

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Crato (CE): Governo Municipal realizou operação Carnaval da Paz; veja balanço

O Município do Crato realizou o período de 1 a 9 de fevereiro a operação “Carnaval da Paz” através de uma parceria do  Departamento Municipal de Trânsito, Guarda Municipal, Polícia Militar, Raio Polícia Civil e Agentes de Proteção.

A operação resultou na apreensão de 176 veículos, sendo 168 motocicletas, 5 automóveis, 2 caminhonetes e um microônibus.

Dentre os condutores abordados na operação 4 foram conduzidos à Delegacia  de Polícia Civil em Crato  em decorrência da combinação álcool e direção em desacordo com o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro.

Para o secretário de Segurança Pública do Crato, Wladimir Carvalho, a operação foi um sucesso, já que a parceria dos órgãos municipais com os órgãos estaduais de segurança garantiram um trabalho eficaz no período carnavalesco.

Para a Semana Santa, no final do mês de março, a Secretaria já promete mais ações de segurança no trânsito, e dessa vez deve acontecer uma parceria também com a Polícia Rodoviária Estadual.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Jamaica quer tornar reggae um patrimônio cultural da Unesco

O Ministério de Cultura da Jamaica iniciou o processo para inscrever o reggae na lista de patrimônio cultural intangível da Unesco, onde pode figurar como um bem jamaicano, informou nesta terça-feira (09/02) o governo da ilha caribenha em sua conta no Twitter.

A diretora da Divisão de Indústrias Culturais e Criativas do Ministério, Janice Lindsay, explicou que a ideia é designar um comitê que preparará a proposta com o objetivo de apresentá-la em março de 2017.

"Temos que proteger a história distintiva do reggae como um patrimônio intangível e devemos fazê-lo antes que alguém mais apresente elementos desta proposta como sua", disse Lindsay em comunicado.

A funcionária ressaltou a importância que esta designação teria para as futuras gerações, já que serão elas as que "não nos perdoarão se tiverem que ler ou escutar trechos de obras musicais de nosso país porque o resto foi se perdendo com o passar do tempo".

Além disso, assegurou que a inscrição como patrimônio cultural intangível da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) será vista como evidência da "origem e distinção do que é ser um jamaicano".

Fonte: Opera Mundi

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Casos de microcefalia ligados ao zika são investigado em 59 cidades do CE

Os 234 casos de microcefalia supostamente ligados com o zika são investigados em 59 cidades de 16 regiões do Ceará, segundo a Secretaria da Saúde do Ceará. Em pelo menos sete casos, de acordo com a secretaria, já confirmada a relação entre a malformação do crânio da criança o vírus contraído pela mãe durante a gestação.

Fortaleza tem o maior número de casos investigados, 82. Em seguida aparecem Maracanaú (30) e Maranguape (13). A Secretaria da Saúde também confirmou quatro óbitos em consequência da microcefalia, sendo três em Fortaleza e um Tejuçuoca.

O Brasil já registrou 3.670 casos confirmados de microcefalia desde o início da atual epidemia do vírus zika, associado a esse problema de desenvolvimento neurológico. Desse total, em 709 casos está descartada a relação com o zika vírus, segundo o Ministério da Saúde.

Bolsa
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informou nesta quarta-feira (27) que mães de crianças diagnosticadas com microcefalia podem se inscrever no Benefício de Prestação Continuada (BPC). O pagamento do BPC corresponde a um salário mínimo e só pode recebê-lo quem possui renda per capita familiar inferior a um quarto de salário mínimo, atualmente em R$ 220.

O auxílio tem o valor de um salário mínimo por mês e é normalmente concedido a idosos com mais de 65 anos que não recebem aposentadoria e a pessoas diagnosticadas com um algum tipo de deficiência.

Segundo o MDS, o benefício também só é pago a quem for atestado pelo INSS com algum tipo de deficiência (que é o caso da microcefalia) e quando a família comprovar que tem dificuldades financeiras.

Microcefalia
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 33 centímetros. A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo menos 34 centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.

Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez – que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. De acordo com os especialistas, outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de síndromes genéticas, como a síndrome de Down.

Recomentações
Para evitar o contágio, a Secretaria de Saúde orienta sobre os cuidados com o mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus. As gestantes devem fazer uso de repelente tópico, considerando a relação causal entre o Zika vírusx e os casos de microcefalia relacionada ao vírus Zika diagnosticados no país. Estudos indicam que o uso tópico de repelentes a base de DEET por gestantes não apresenta riscos.

Em casa, os repelentes ambientais  saneantes regularizados devem ser regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisax). Esses produtos não devem ser indicados ou utilizados diretamente em seres humanos, mas em superfícies inanimadas e/ou ambientes, seguindo sempre, com atenção, as orientações do fabricante.

É importante que as gestantes realizem um acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico.  Elas também não devem consumir bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.

Além disso, a população  deve adotar medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas. Gestantes devem usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Fonte: G1 CE

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Teorias da conspiração furadas dizem que o vírus Zika é uma arma biológica


Não faz nem uma semana desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a microcefalia, ligada ao Zika vírus, uma emergência global, e teorias da conspiração já estão pipocando pela internet. Uma pandemia que acendeu uma discussão sobre direito a aborto e sobre uma guerra genética? A família Rockefeller só pode estar envolvida.

Eis algumas “teorias” sobre a origem do vírus Zika, colhidas do bastião do discurso científico racional, também conhecido como internet.

Mosquitos geneticamente modificados/Oxitec
Talvez o mais difundido dos rumores espalhados online é que o surto do Zika foi causado por mosquitos geneticamente modificados liberados por uma empresa de controle de insetos chamada Oxitec. É verdade que a Oxitec atua na área de criação de mosquitos geneticamente modificados, e também é verdade que a Oxitec conduziu testes desses insetos aqui no Brasil, mas aqui acaba o vínculo da teoria com a realidade.

Os mosquitos da Oxitec carregam um traço genético hereditário que torna qualquer um dos seus descendentes incapaz de sobreviver sem o antibiótico tetraciclina. Quando uma fêmea selvagem cruza com um macho geneticamente modificado, as larvas morrem antes de chegar à vida adulta. Para a teoria que envolve a Oxitec funcionar, um punhado de mosquitos geneticamente modificados tem que ter sido liberado com grandes quantidades de tetraciclina.

Além disso, a empresa de controles de insetos tinha um monte de vírus Zika guardados? E de alguma forma o epicentro do surto da Zika começou a centenas de quilômetros de onde a Oxitec estava conduzindo seus testes? Ainda por cima, em que mundo mosquitos programados para morrer são prováveis responsáveis por uma pandemia?

Essas são questões que não podem ser respondidas facilmente.

Experimentos com macacos dos Rockefeller/Illuminati
Você sabia que o governo dos EUA tem o vírus Zika em seus arquivos biológicos desde 1947? Você sabia que o vírus Zika foi originalmente isolado de macacos criado em um laboratório secreto da família Rockefeller e está disponível para venda online?

A ideia de que a epidemia atual do Zika tem como origem amostras obtidas a partir da American Type Culture Collection (ATCC) é uma categoria especial de paranoia. Sim, a ATCC possui conhecidas amostras de patogênicos em sua coleção de cultura biológica, e sim, o Zika está entre elas, e SIM, cientistas podem requisitar acesso a esses espécimes para fins de pesquisa. Mas não é exatamente como comprar uma pizza online. Se você fizer um pedido de qualquer espécime que for minimamente patogênico, precisa apresentar uma série de credenciais, e também precisa ter esses documentos legais assinados por representantes da sua instituição de pesquisa.

E de novo – podemos confiar em qualquer organização associada com o homem que afundou o Titanic?

Controle populacional/Vacinas/Bill Gates
laro que é controle populacional – por qual outro motivo a principal vítima do vírus são as mulheres grávidas? E qual o melhor jeito de colocar o plano em prática do que através de vacinas?

Existem algumas versões diferentes dessa teoria espalhadas por aí, e é tudo um pouco nebuloso. Mas eis alguns “fatos” que coletei a partir de uma “pesquisa”:

– No fim de 2014, o governo brasileiro adicionou difteria, tétano e coqueluche à lista de vacinas de rotina para mulheres grávidas
– O vírus Zika se espalhou pelo país em 2015
– A fundação Bill and Melinda Gates recentemente lançou um programa para estudar as respostas imunológicas das mulheres grávidas às vacinas contra difteria, tétano e coqueluche. Supostamente, esse seria o “teste da segurança do regime de vacina”. No entanto:

Fonte: Gizmodo

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Lana Del Rey - Young and Beautiful



Aumenta o rombo da Previdência estadual

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O Estado do Ceará, em 2015, arrecadou R$ 3,5 bilhões a menos do previsto para aquele ano, além de experimentar um déficit de R$ 1,2 bilhão no seu Sistema Previdenciário, e ter sentido um aumento na folha de pagamento dos servidores em relação ao ano anterior.

As limitações orçamentárias, por certo, impediram alguns dos setores da administração de implementar projetos, como demonstram os números oficiais conhecidos no início da última semana, por imposição da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o diploma legal mais temido, nos dias de hoje, por qualquer gestor responsável.

A realidade impõe vislumbrarmos dificuldades maiores ao longo dos próximos meses, quiça no ano todo. A economia nacional não dá sinais de recuperação tão cedo. E como só ela gera os tributos para regar os cofres da União, o Fundo de Participação dos Estados (FPE), a segunda maior fonte do Orçamento cearense, continuará minguado.

Mais ainda, o Governo Federal não terá dinheiro para financiar parte da infraestrutura imprescindível ao crescimento do Estado, com suas liberações denominadas de voluntárias, do que já nos ressentimos no ano passado, com uma das obras mais importantes para os cearenses, o Cinturão das Águas.

A diligência do responsável pelo erário estadual, no ano pretérito, evitou o pior naquilo que dele dependia, embora a inflação gerada pelas políticas públicas federais tenha minimizado os efeitos da arrecadação própria estadual.

O alerta feito pelo secretário da Fazenda, Mauro Filho, publicado na edição de quarta-feira deste jornal, sobre a necessidade de novos reajustes na máquina administrativa, é o sinal claro de que estamos no limite, embora ele próprio ressalte ser o quadro de dificuldade do Ceará menos grave do que o de estados outros, incapacitados até de honrarem os compromissos com os seus respectivos servidores.

Judiciário
Os chefes do Legislativo e do Judiciário, desde o ano passado, estão sendo alertados sobre a situação econômica do Ceará. O Ministério Público também. Em dezembro passado para garantir o pagamento do salário do mês a juízes, promotores e servidores, o Orçamento das duas instituições teve que ser suplementado com recursos dos Depósitos Judiciais, pouco mais de R$ 100 milhões. Na quinta-feira passada, a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Iracema do Vale, baixou uma portaria e distribuiu uma circular para todos os magistrados, afirmando que "As dificuldades vivenciadas em 2015 serão potencializadas neste ano de 2016".

A magistrada determina cortes nos mais diversos setores daquele Poder. Ela destaca o crescimento do gasto com pessoal e faz relação com a queda da Receita Corrente Líquida do Estado, enfatizando que o "momento é grave e exige adoção de providências efetivas para garantir o respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal". Arrocho idêntico experimentarão a Defensoria Pública e a Procuradoria de Justiça, cujos gastos com o auxílio moradia inflaram suas folhas de pessoal.

O Estado não pôde contar, como pretendia, dos depósitos judiciais, no exercício passado. Embora com a existência de uma lei específica, embargos, segundo o Governo, da parte do Judiciário, impediram a liberação dos depósitos da ordem de R$ 1,2 bilhão. Só a parte referente ao pagamento das folhas de pessoal acima referido foi acordada. Mas não foi apenas esse empecilho a abalar o Orçamento.

Saneamento
O Ceará não conseguiu oficializar os empréstimos programados para 2015. Só a metade do previsto foi efetivada, tanto em relação aos externos quanto aos internos. Isso deixou um buraco de R$ 1,3 bilhão.

No programa de Saneamento do Estado para 2015, foi gasto menos da metade do projetado. Idem em relação à Gestão Ambiental. E bem ainda na rubrica Ciência e Tecnologia, e no Turismo, área sempre destacada como importante para a alavancagem da economia. O trio Educação, Saúde e Segurança não foi atingido. E não poderia ser diferente, tanta é a significação de cada uma das três áreas, mas motivam uma grande preocupação no curso deste ano em razão da dependência dos recursos federais sobretudo para a Educação e a Saúde.

Ainda no início de dezembro passado, neste espaço, anunciamos a impossibilidade de o Governo nem sequer poder repor as perdas salariais dos seus servidores. Já era evidente, com os números oficiais dos dez primeiros meses do ano, o não cumprimento da projeção do que seria amealhado em 2015. Ninguém contestou a afirmação.

Falou-se, e continua o mesmo discurso para não antecipar a reação dos barnabés, em discutir, a partir de março, o que será possível fazer para minimizar os efeitos das perdas salariais. A arrecadação do mês de janeiro, tanto a própria quanto a das transferências, decepcionou, e o governador Camilo Santana, no plenário da Assembleia, anunciou a queda brusca do FPE.

EDISON SILVA
EDITOR DE POLÍTICA

Fonte: Diário do Nordeste

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Londres é sondada para substituir Rio nas Olimpíadas de 2016

Membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) teriam procurado autoridades de Londres para saber se a cidade poderia assumir mais uma Olimpíada devido aos atrasos na preparação da edição 2016 por parte do Rio de Janeiro. A informação é do jornal London Evening Standard, mas já se espalhou pela mídia britânica, como o The Telegraph.

Nesta sexta, o COI negou a possibilidade e disse que o boato não tem "qualquer fundamento e é totalmente impraticável".

Segundo o jornal – que, vale dizer, é um tabloide – uma consulta “informal” foi feita por dirigentes do comitê temerosos com os atrasos no Rio.

"Numa fase comparável de planejamento, em 2004 Atenas tinha feito 40% dos preparativos de infraestrutura, estádios e assim por diante. Londres tinha 60%. O Brasil fez 10% - e eles têm apenas dois anos de sobra. Então, o COI está pensando, 'qual é o nosso plano B’?”, teria afirmado uma fonte ao jornal.

O rumor da mudança surge logo após as críticas do vice-presidente do COI, John Coates.

Há menos de duas semanas, ele disse que os preparativos do Brasil para os Jogos de 2016 são "os piores" que ele já viu. Na ocasião, no entanto, Coates afirmou que não havia plano B.

Um dos organizadores que trabalhou com as Olimpíadas de 2012, Will Glendinning, afirmou ao Evening Standard que Londres teria tempo de se recompor para mais uma edição.

Na cidade, porém, vários dos palcos dos últimos jogos já foram transformados em arenas de acesso público. A vila onde ficaram hospedados os atletas, por exemplo, já tem moradores.

A questão é saber se a informação que está sendo replicada na imprensa britânica reflete uma possibilidade real ou se aparece apenas para fazer o Rio correr com os preparativos.

Em entrevista à Folha de S. Paulo publicada hoje, Michael Payne, que esteve entre os diretores do COI por cerca de duas décadas e hoje é consultor, disse que o comitê vive uma crise.

“É, inquestionavelmente, e de longe, a organização mais atrasada entre todas as (Olimpíadas) anteriores. O COI enfrenta atualmente sua pior crise operacional nos últimos 30 anos. Não é uma opinião, é algo comentado e compartilhado por muitas pessoas de dentro da própria entidade”, afirmou Payne.

De qualquer forma, vale se restringir à matemática, mesmo que inexata: mesmo as fontes do jornal londrino reconheceram que as chances da mudança acontecer são “infinitamente pequenas”.

Fonte: Exame.com

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