Não renunciarei, diz Temer após delação da JBS

"Não renunciarei. Repito, não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação indubitável de dúvida não pode persistir por muito tempo", disse o presidente Michel Temer (PMDB) em pronunciamento no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (18). Temer enfrenta sua mais grave crise no cargo, acossado por denúncias de que teria assentido com a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), feitas por delatores da JBS.

"Não comprei o silêncio de ninguém, sempre honrei meu nome e nunca autorizei usar meu nome indevidamente", disse Temer. O presidente fez a declaração em um dos salões do segundo andar do Palácio do Planalto. De terno preto e mexendo na gravata cinza, Temer entrou acompanhado de uma comitiva de políticos, que, durante o discurso, ficaram em pé em um dos lados do espaço.

Temer confirmou que se encontrou com Joesley Batista, da JBS, e que o empresário contou a ele que "auxiliava um ex-parlamentar".

"Não solicitei que isso acontecesse e somente tive conhecimento do fato nessa conversa", afirmou.

Segundo Temer, seu governo viveu nesta semana "seu melhor e seu pior momento", com a melhora de indicadores econômicos e de emprego, além do avanço de reformas no Congresso, em contraste com o que chamou de "revelação de conversa gravada clandestinamente". Para Temer, a notícia "trouxe de volta o fantasma de crise política".

"Nós não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito pelo país", disse.

Temer disse ainda que não tem medo de "nenhuma delação" --as acusações contra ele partiram de um delator. O empresário teria gravado Temer dando o aval para o pagamento de propina milionária pelo silêncio de Cunha.

"Não preciso de cargo público nem de foro especial. Nada tenho a esconder. Sempre honrei meu nome. Na universidade, na ditadura, na vida profissional, nos meus escritos, nos meus trabalhos e nunca autorizei, por isso mesmo, que utilizassem meu nome indevidamente. Por isso, quero registrar enfaticamente a investigação pedida pelo Supremo Tribunal Federal será eleitório, onde surgirão todas as explicações. No Supremo demonstrarei não ter nenhum envolvimento com estes fatos", declarou o presidente.

Nesta quinta, o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou abertura de inquérito contra o presidente. A decisão de abrir uma investigação contra Temer foi tomada pelo ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

O pedido foi feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República). A partir de agora, o presidente passa a ser formalmente investigado.

Temer entrou com requerimento no STF pedindo acesso à íntegra das gravações feitas pelos delatores da JBS. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o presidente só gostaria de se pronunciar a respeito do assunto após conhecer o conteúdo da delação.

Repercussão no Congresso
O plenário da Câmara ficou praticamente vazio na tarde desta quinta. Os poucos deputados que estavam no local --às 16h35, eram dez-- fazem discursos contra o presidente Michel Temer e de defesa da realização de "eleições diretas já".

Parlamentares da oposição que esperavam uma renúncia de Temer criticaram o pronunciamento do mandatário, que por volta das 16h discursou no Palácio do Planalto e afirmou que não deixará o cargo, apesar das gravações apresentadas pelo empresário Joesley Batista à PGR (Procuradoria Geral da República) em delação premiada.

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) afirmou que o presidente "tentou enganar o povo brasileiro com uma versão que não vai convencer ninguém". Ele também reforçou a intenção da oposição de apresentar às 17h mais um pedido de impeachment contra o peemedebista, com ênfase na denúncia de obstrução de Justiça.

Já foram protocolados dois pedidos de impedimento de Temer na Câmara dos Deputados desde que o jornal O Globo revelou na quarta-feira que o presidente teria dado aval a Joesley Batista para continuar pagando uma mesada pelo silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), que protocolou o primeiro pedido, na noite desta quarta, disse que vai insistir na cassação pelo Congresso e disse esperar que o TSE antecipe para a semana que vem a retomada do julgamento da chapa Dilma-Temer.

Entenda as acusações
De acordo com informações divulgadas pelo jornal "O Globo" nesta quarta-feira (17), Joesley Batista, um dos donos da JBS, encontrou Temer no dia 7 de março no Palácio do Planalto. O empresário teria registrado a conversa com um gravador escondido. Batista disse ter contado a Temer que estava pagando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao lobista Lúcio Funaro para ficarem calados. O presidente, segundo o empresário, responde: "Tem que manter isso, viu?".

Em nota publicada ontem, Temer confirmou o encontro, mas disse que "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha" e negou ter participado ou autorizado "qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".

No caso do Aécio, ele foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Batista. O empresário entregou um áudio à Procuradoria-Geral da República em que o tucano pede a quantia, sob o pretexto de pagar as despesas com sua defesa na Operação Lava Jato. 

Hoje, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin proibiu Aécio de exercer as funções de senador. A Procuradoria-Geral da República também pediu a prisão do tucano, mas Fachin, responsável pela Lava Jato na Corte, negou o pedido. A irmã de Aécio, Andrea Neves, foi presa.

José Eduardo Alckmin, um dos advogados do tucano, afirmou que o senador está "inconformado e surpreso" com as acusações de que teria pedido R$ 2 milhões a Batista. Ele confirmou o pedido, mas disse se tratar apenas um empréstimo pessoal e que houve uma "descontextualização" da fala de Aécio na gravação.

Fonte: UOL

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PSDB deve romper com governo Temer e defender eleições indiretas

O principal partido aliado ao governo Michel Temer (PMDB) deverá entregar seus cargos, defender a saída do presidente por renúncia ou impeachment e a realização de eleições indiretas no Congresso Nacional. A decisão deve ser tomada hoje à tarde, e alguns líderes defendiam que apenas era preciso esperar a divulgação do áudio da gravação em que Temer apoia a compra de silêncio de delatores da Lava Jato.

O rompimento está sendo discutido pelos líderes tucanos, que deverão divulgar uma nota com a posição final ainda nesta quinta (18). O consenso que se forma é de que só isso garantirá a sobrevivência mínima do partido. O partido tem quatro ministros no governo, e um deles (Bruno Araújo, Cidades) já defendia o desembarque na noite de quarta (17).

A gota d'água, além do escândalo envolvendo diretamente Temer, foi a operação da Lava Jato contra Aécio Neves (MG). O senador afastado deixou o comando do partido, que dominava desde a campanha de 2014, na qual quase foi eleito presidente contra Dilma Rousseff (PT).

Aécio foi o principal fiador da união entre PSDB e PMDB desde o começo do governo Temer, após a abertura do processo de impeachment de Dilma no ano passado. Foi citado em inúmeras delações e tem inquéritos abertos contra si. Com a delação da JBS, acabou sua condição de continuar liderando os tucanos, o que precipitou a discussão sobre o rompimento.

O outro defensor da aliança, o senador José Serra (SP), já havia deixado o governo em que era chanceler e está se defendendo de acusações na Lava Jato. O principal candidato a assumir a liderança do partido é, ironicamente, o senador Tasso Jereissati (CE), que foi adversário histórico de Serra durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Se romper mesmo, como é provável, o PSDB vai defender o cumprimento da Constituição e defender eleições indiretas. Entre outros motivos, porque Luiz Inácio Lula da Silva (PT) certamente seria candidato em um momento em que as acusações na Lava Jato ainda não erodiram totalmente sua popularidade.

Com Lula candidato, o único rival tucano que poderia batê-lo, avaliam líderes, é o prefeito paulistano João Doria. Como o nome do prefeito não é consenso na cúpula do partido, que ainda gostaria de tentar apostar no governador Geraldo Alckmin (SP), que também se defende na Lava Jato, o ideal para os tucanos seria postergar o tempo político de decisões para 2018.

Fonte: Folha

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MPCE realiza “Semana da Adoção 2017” no Cariri

Dentro da campanha “MPCE por uma adoção segura”, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através do Centro de Apoio Operacional da Infância e da Juventude (CAOPIJ), promove, entre os dias 22 e 26 de maio, na Região do Cariri, a “Semana da Adoção 2017”, em alusão ao Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio. Durante os cinco dias, estão previstas diversas atividades nos municípios de Missão Velha, Barbalha, Brejo Santo, Crato, Farias Brito e Juazeiro do Norte, como inspeções a seis entidades de acolhimento, seis reuniões com as redes socioassistenciais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) dos municípios e realização de um treinamento para que promotores de Justiça e servidores do MPCE e do Judiciário se familiarizem com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), que também será tema de seis audiências públicas a serem realizadas nas cidades, dando continuidade ao projeto “CNA Forte, Adoção Segura”.

Segundo o coordenador do CAOPIJ, promotor de Justiça Hugo Mendonça, a programação tem por objetivo desenvolver, nos municípios que serão visitados, a cultura de respeito e reconhecimento do papel fundamental do CNA em garantir a segurança da criança e do adolescente a ser adotado. “Iremos ainda conhecer melhor a realidade de cada cidade no que diz respeito ao acolhimento de crianças e adolescentes que estão disponíveis para adoção e como as gestões municipais atuam para evitar a violação de direitos dos acolhidos para que, a depender de cada caso, o Ministério Público possa atuar na melhoraria da realidade deles, assegurando seu bem-estar”, informa o promotor de Justiça. Ele que visitará as cidades acompanhado da assistente social da equipe técnica do CAOPIJ, Adriana Pinheiro, e da técnica ministerial da Secretaria-Executiva das Promotorias da Infância e Juventude do MPCE, Anna Gabriella Pinto.

Projeto “CNA Forte, Adoção Segura”
No CNA são inseridos os pretendentes para adoção que somente são cadastrados depois de participarem de curso psicossocial e jurídico, serem entrevistados e avaliados pela equipe técnica do Juizado da Infância e da Juventude e terem o processo analisado por um juiz e por um promotor de Justiça, que fazem avaliação para saber se o candidato está apto a adotar.

“Todo esse passo a passo é essencial para garantir que o adotante está pronto para receber a criança ou o adolescente disponível para adoção. Quando essa preparação não ocorre e a adoção é realizada de forma direta, com os pais biológicos, ou um deles, entregando a criança ou o adolescente diretamente a quem deseja adotar, o risco é muito grande. O adotante pode não ter, por exemplo, condições de criar o adotado e colocar sua segurança em risco. Há ainda a possibilidade do adotado, pelo fato do adotante não ter sido preparado, sofrer maus-tratos, ser rejeitado ou entregue a uma instituição de acolhimento, o que é bastante traumatizante”, explica o coordenador do CAOPIJ.

Chamada de intuitu personae, a adoção dirigida não garante, assim, as medidas previstas para proteção do adotando. Essa modalidade de adoção também não respeita o procedimento previsto pela legislação nacional que foi criado, inclusive, para combater tráfico de crianças e a inserção delas em famílias totalmente incapazes de lhes acolher. Além disso, frustra quem se submete a todo o processo e que pode, a depender o perfil de adotando escolhido, aguardar até quatro anos para conseguir adotar. Atualmente, há no Ceará 473 pretendentes habilitados para adotar que aguardam o encaminhamento de uma criança dentro do perfil escolhido. Já crianças e adolescentes disponíveis para adoção são 114 no estado. Em 2016, foram realizadas 52 adoções no Ceará.

Nas audiências públicas, é distribuído material informativo sobre o CNA para divulgá-lo aos participantes, entre eles profissionais das áreas de saúde, assistência social e educação dos Municípios visitados. Eles passam, então, a conhecer melhor o processo previsto em lei e a importância dele ser respeitado. “Tentamos, ainda, sensibilizar aqueles que participam da necessidade do perfil de adotando buscado pelo adotante ser mais abrangente, não se restringindo a crianças pequenas, brancas e sadias”, ressalta Hugo Mendonça. 

O projeto “CNA Forte, Adoção Segura”, do CAOPIJ, pretende realizar um trabalho de conscientização sobre a relevância da utilização do CNA e da sua implantação em todas as Comarcas do Estado. Até o momento, já foram visitados os Municípios de Iguatu, Tauá, Morada Nova, Horizonte e Cascavel. Já estão agendadas audiências públicas a serem realizadas para o mês de junho em Goaíras, Cariré, Sobral e Canindé, e, para julho, em Cruz, Acaraú e Itarema.

Confira a programação da “Semana da Adoção 2017” na Região do Cariri

22/05 – Município Missão Velha
8h – Inspeção na unidade de Acolhimento Institucional Missão Velha
8h30 – Audiência Pública do projeto “CNA Forte, Adoção Segura” na Câmara Municipal de Missão Velha, localizada na Rua Padre Cícero, s/n.
14h – Reunião com a rede socioassistencial do SUAS

23/05 – Município de Barbalha
8h – Inspeção na unidade de Acolhimento Institucional Casa de Acolhimento Noales Filgueira Duarte.
9h – Audiência Pública do projeto “CNA Forte, Adoção Segura” no Centro Unificado de Artes e Cultura (CEU), localizado na Rua Paulo Maurício, s/n. Parque da Cidade.
14h – Reunião com a rede socioassistencial do SUAS

23/05 – Município de Crato
16h – Reunião com a rede socioassistencial do SUAS

24/05 – Município de Brejo Santo
8h – Audiência Pública do projeto “CNA Forte, Adoção Segura” no Projeto ABC/CRAS, localizado na Rua Manoel Leite de Moura, 1066. Luzia Leite.
8h – Inspeção na unidade de Acolhimento Institucional – Abrigo
14h – Reunião com a rede socioassistencial do SUAS

25/05 (Manhã) – Município de Crato
8h – Audiência Pública do projeto “CNA Forte, Adoção Segura” no Salão do Júri do Fórum Desembargador Hermes Paraíba, localizado na Rua Missão Velha, s/n. São Miguel.
8h – Inspeção na unidade de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes de Crato

25/05 (Tarde) – Município de Farias Brito
13h – Audiência Pública do projeto “CNA Forte, Adoção Segura” no Centro Cultural Marieta Pereira Gomes, localizado na Rua Dr. Raimundo Alves Bezerra, s/n. Centro.
15h – Reunião com a rede socioassistencial do SUAS

26/05 – Município de Juazeiro do Norte
8h30 – Audiência Pública do projeto “CNA Forte, Adoção Segura” no Auditório do Núcleo de Práticas Jurídicas da UNILEÃO, localizada na Av. Maria Letícia Leite Pereira, s/n. Lagoa Seca.
8h – Inspeções na Unidade de Acolhimento Institucional do Município de Juazeiro do Norte e Unidade de Acolhimento Sociedade Missionária Beneditina de Nossa Senhora de Guadalupe
8h – Treinamento sobre o CNA para promotores de Justiça, servidores do MPCE e do Judiciário
14h – Reunião com a rede socioassistencial do SUAS

Assessoria de Comunicação/MPCE

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Fachin autoriza abertura de inquérito para investigar Michel Temer

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer. O pedido de investigação foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR)

Com a decisão de Fachin, Temer passa formalmente à condição de investigado na Operação Lava Jato. Ainda não há detalhes sobre a decisão, que foi confirmado pela TV Globo.

O pedido de abertura de inquérito foi feito após um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista, dizer em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que, em março deste ano, gravou o presidente dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A informação foi divulgada pelo jornal "O Globo".

A delação de Joesley e de seu irmão, Wesley Batista, foi homologada por Fachin, informou o Supremo nesta quinta-feira.

Pela Constituição, o presidente da República só pode ser investigado por atos cometidos durante o exercício do mandato e com autorização do STF.

Assim, o presidente poderá ser investigado porque os fatos narrados por Joesley Batista na delação teriam sido cometidos em março deste ano, quando Temer já ocupava a Presidência.

Fonte: G1 

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É possível contrair dengue, zika e chikungunya ao mesmo tempo?

As arboviroses dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti. Mas, seria possível contrair os três vírus ao mesmo tempo? Segundo um estudo publicado na revista Nature Communications, a resposta é sim. Com apenas uma picada, um mosquito poderia transmitir as três infecções. A coinfecção, apesar de rara e pouco estudada, seria comum em áreas de surto.

O estudo
Em laboratório, a equipe de pesquisa da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, infectou mosquitos com múltiplos tipos de vírus para entender o mecanismo de transmissão de mais de uma infecção com apenas uma picada. Eles descobriram que o Aedes aegypti consegue transmitir a dengue, o zika e a chikungunya simultaneamente.

Os pesquisadores esperavam que algum vírus se mostrasse mais dominantes que os outros, eliminando-os do mosquito e tornando-os não mais transmissíveis para os humanos. “É interessante como os três vírus transmissíveis pelo Aedes aegypti replicaram em conjunto no corpo do mosquito”, disse Claudia Rückert, principal responsável pelo estudo, ao site especializado Science Daily

Infecções múltiplas
“Com base nos conhecimentos sobre virologia e entomologia, pensávamos que os vírus iriam competir entre si e, de alguma forma, algum iria se sobrepor”, explicou Greg Ebel, diretor do laboratório da Universidade do Colorado. “De certa forma, eles requerem quase os mesmos recursos, o que pode gerar competição entre eles. Por outro lado, todos esses vírus têm mecanismos para suprimir a imunidade do mosquito, que poderiam levar a sinergia, ou seja, uma ação simultânea entre eles.”

Os resultados foram bastante surpreendentes, de acordo com os cientistas. No entanto, não há razão para acreditar que as infecções conjuntas são mais severas do que se alguém fosse infectado por um vírus de cada vez. “Infecções duplas em humanos são bastante comuns e podem ser até mais comuns do que imaginamos. Na teoria, o mosquito pode infectar alguém com múltiplos vírus de uma só vez.”, alertou Claudia.

Complicações
Qual seria o risco para pessoas diagnosticadas com uma coinfecção? Apesar de não existirem evidências clínicas sobre as consequências de uma infecção conjunta, os estudos sobre o tema apresentam algumas contradições. Enquanto uma pesquisa realizada na Nicarágua observou amplos casos de coinfecções, sem identificar mudanças significativas no tratamento e hospitalização, outras pesquisas mostraram que podem haver complicações neurológicas.

“Podem existir indicações, mas os efeitos de uma coinfecção ainda são bastante desconhecidos”, afirmou Claudia. Além disso, as coinfecções podem, muitas vezes, serem subdiagnosticadas. “Depende muito de como o diagnóstico é feito e do que os médicos avalariam no momento. Eles podem não notar que existe outro vírus presente e isso pode levar a má interpretação da gravidade da doença.”

Casos em surtos
O Aedes aegypti se reproduz com maior frequência em áreas tropicais e subtropicais. À medida que os vírus – e os mosquitos – continuam a emergir em novas regiões, a probabilidade de coinfecção por zika,  chikungunya e dengue, pode aumentar. Em contrapartida, a frequência da coinfecção e suas implicações clínicas e epidemiológicas ainda precisam de mais estudos.

De acordo com o estudo atual, o primeiro relato de coinfecção dos vírus da dengue e chikungunya foi em 1967. Mais recentemente, infecções conjuntas de zika e dengue, zika e chikungunya e dos três vírus juntos foram relatados durante vários surtos, incluindo os mais recentes na América do Sul e América do Norte.

Pesquisas futuras
Os cientistas da Universidade do Colorado estão agora analisando mais de perto o que acontece quando os mosquitos são infectados com múltiplos vírus. Eles pretendem explorar como uma coinfecção afeta a evolução dos vírus dentro do mosquito.

“Estudaremos como essas interações, entre vírus e mosquito, mudam quando há dois vírus, o que é transmitido de um mosquito coinfectado e como isso difere de um mosquito infectado com apenas um vírus”, disse Claudia.

Fonte: Veja

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Maconha é reconhecida como planta medicinal pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou neste mês uma medida que torna a Cannabis sativa oficialmente uma planta medicinal. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) No 156, publicada no Diário Oficial da União do dia 8 de maio, incluiu a erva na Farmacopeia Brasileira, código oficial farmacêutico do Brasil.

A Anvisa já tinha admitido, em janeiro de 2015, as propriedades terapêuticas do canabidiol (CBD). O produto, que ganhou notoriedade nacional no início de 2014, por seu poder de controlar convulsões em epilepsias de difícil controle. Em novembro de 2015, foi a vez de o THC ter sua prescrição permitida, desta vez por via judicial, graças a uma ação do Ministério Público do Distrito Federal. Essa é, no entanto, a primeira vez que a Anvisa reconhece que a planta – o vegetal in natura, como se fuma, e não apenas seus componentes – tem potencial terapêutico.

Curiosamente, o reconhecimento da maconha como planta medicinal não é nenhuma novidade. Porque a primeira edição da Farmacopeia, que lista os vegetais com propriedades terapêuticas conhecidas, foi publicada em 1929 e a maconha já estava lá. Em 1938, a erva foi proibida pela primeira vez no Brasil, e logo depois a espécie foi removida da lista.

Júlio Américo presidente da Liga Canábica, associação de pacientes que usam maconha com fins medicinais, ainda estuda quais as implicações práticas da medida. “Não sabemos como isso vai afetar a questão dos pacientes, seja em autorizações para cultivo ou para importação. Precisamos saber se tem impacto ou é inócuo. Mas é uma coisa boa porque colocar a Cannabis numa lista de plantas medicinais é importante simbolicamente”, diz.

“Isso não muda o fato de ela ser proibida, a princípio. A proibição e a criminalizacão do cultivo persistem, mas com certeza é um grande avanço na perspectiva do acesso à saúde, porque abre caminho para a produção, distribuição e consumo para fins terapêuticos”, diz Emílio Figueiredo, advogado da Reforma (Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas).

Fonte: Superinteressante

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Irmã do senador Aécio Neves (PSDB) é presa pela Polícia Federal

A irmã e assessora do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, foi presa por agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na manhã desta quinta-feira (18) no condomínio Retiro das Pedras, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O primo do senador e de Andrea, Frederico Pacheco de Medeiros, também foi preso na Grande BH.

Andrea foi presa porque há suspeitas de que ela tenha pedido dinheiro ao empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, em nome do irmão. Ela é considerada operadora do senador nas investigações da Lava Jato.

O advogado Marcelo Leonardo esteve na sede da PF em Belo Horizonte, para onde Andrea foi levada, e disse que vai fazer a defesa da irmã de Aécio, mas não vai se manifestar sobre a prisão neste momento.

Às 11h, Andrea estava na sede da Polícia Federal. A previsão é que ela seja encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML) para ser submetida a um exame de corpo de delito e, depois, levada para o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte.

A operação foi deflagrada a partir da delação da JBS, revelada pelo jornal O Globo. Nela, Aécio Neves aparece pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista para pagar a defesa dele na Lava Jato. As informações foram confirmadas pela TV Globo.

De acordo com o a delação, Aécio indicou o primo Frederico Pacheco para receber o dinheiro, e a entrega foi filmada pela Polícia Federal. Em São Paulo, Fred entregou as malas para Mendherson Souza Lima.

Sempre seguido pela PF, Mendherson, que é cunhado de Perrella, fez três viagens de carro a Belo Horizonte levando a propina. Segundo a PGR, os recursos foram parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, do filho de Perrella, Gustavo.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou afastar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), do mandato de senador. Mais cedo, o G1 informou que o magistrado havia optado por não decretar monocraticamente o pedido apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) para prender o parlamentar tucano. O caso seria levado ao plenário do Supremo.

No entanto, por volta do meio-dia, o STF informou que o ministro Edson Fachin negou o pedido de prisão de Aécio Neves e não levará a decisão sobre o assunto para o plenário. Fachin apreendeu o passaporte de Aécio e o proibiu de ter contato com outros investigados.

Operação em várias cidades
No Rio de Janeiro, a operação começou por volta das 5h. Um chaveiro foi chamado para os agentes cumprirem o mandado de busca e apreensão no apartamento de Andréa em Copacabana, na Zona Sul. Este imóvel pertenceu ao ex-presidente Tancredo Neves, avô de Aécio e Andrea.Também foram feitas buscas nos apartamentos de Aécio e de Altair Alves Pinto, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha, que está preso. As diligências foram todas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Por volta das 6h15, pelo menos cinco carros descaracterizados da Polícia Federal chegaram à chapelaria do Congresso, em Brasília, que é a principal entrada e a mais utilizada pelos parlamentares. No Congresso, as buscas são feitas nos gabinetes de Aécio e Perrella e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). O G1 não conseguiu localizar a defesa deles.

Em Belo Horizonte, policiais federais estão no prédio onde mora Aécio, no bairro Anchieta, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Uma viatura da PF com cinco policiais chegou por volta das 6h. Ainda não se sabe se alguém foi encontrado no apartamento. Os agentes também estão na casa de Perrella, no bairro Belvedere, Região Centro-Sul.

Agentes também fazem buscas em fazendas da família Neves no interior de Minas Gerais.

O primo de Aécio Neves Frederico Pacheco de Medeiros também foi preso em casa, no condomínio Morro do Chapéu, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta manhã. A informação foi confirmada pelo advogado de Frederico, Maurício Campos Júnior, mas o defensor disse que, por enquanto, não vai se manifestar sobre a prisão.

O assessor parlamentar de Zeze Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza Lima, que é também cunhado do senador e ex-vice-presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), é citado na delação como a pessoa que recebeu o dinheiro. Ele foi preso nesta manhã. A Polícia Federal informou que apreendeu R$ 400 mil em dinheiro na casa do assessor. O G1 tenta localizar a defesa de Lima.

Afastamento
Também estão sendo feitas buscas em endereços ligados a Aécio em Belo Horizonte e em Brasília, e o STF determinou o afastamento de Aécio e de Rocha Loures dos mandatos.

O procurador da República Ângelo Goulart Villela foi preso e há mandado de prisão contra o advogado Willer Tomaz, que é ligado a Eduardo Cunha. A PF também faz buscas no Tribunal Superior Eleitoral, onde atua o procurador da República preso.

O G1 tentou ligar para uma assessora de Aécio Neves, mas o telefone estava desligado. Também não conseguimos contato com os outros citados na reportagem.

Delação da JBS
A operação teve início após a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou à Procuradoria-Geral da República uma gravação do senador Aécio Neves pedindo a ele R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. A informação foi divulgada pelo jornal "O Globo" na quarta-feira (17).

A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, que foi diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014.

Em nota, a assessoria de imprensa de Aécio Neves afirmou que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos".

"No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários", diz o texto.

Em vídeo públicado em sua página no Facebook, Zeze Perrella afirmou que "nunca" recebeu "um real sequer" da JBS. "Eu quero dizer para os que me conhecem e para os que não me conhecem que eu nunca falei com o dono da Friboi. Não conheço ninguém ligado a esse grupo. Nunca recebi de maneira oficial ou extra-oficial um real sequer dessa referida empresa", diz o senador no vídeo.

Ainda segundo a delação de Joesley, também foi feita uma gravação onde o presidente Michel Temer dá aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato.

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência disse que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".

Fonte: G1

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Temer cancela agenda e diz a parlamentares que "não vai cair"

O presidente, Michel Temer, acaba de cancelar sua agenda oficial para esta quinta-feira (18). Segundo a assessoria do Planalto, não houve cancelamento, mas, sim, "alteração" --o presidente se dedicará a "despachos internos" em vez de manter reuniões durante todo o dia com parlamentares.

Conforme o UOL apurou, assessores próximos ao presidente se reuniram para avaliar se Temer fará pronunciamento em rede nacional defendendo-se das acusações de que teria dado aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Temer tentou manter a normalidade dos trabalhos no gabinete. Chegou antes das 8h no Palácio do Planalto e cumpriu o primeiro compromisso político com a bancada do Acre no Congresso.

Reunião no Planalto
A um grupo de parlamentares Temer afirmou que não irá deixar o cargo. "Não vou cair", disse Temer, segundo relato feito à Reuters pelo senador Sérgio Petecão (PSD), coordenador da bancada do Acre no Congresso que cumpriu agenda com o presidente na manhã de hoje.

Essa expressão, conforme o senador, foi repetida várias vezes durante a conversa com os parlamentares.

Para um assessor do Planalto, o momento é de esperar a revelação do áudio em que Temer teria dado aval à compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e do operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato.

Segundo o interlocutor, membros do governo e da própria base aliada não podem "tomar ações precipitadas", como entregar cargos ou se colocar a favor de um eventual impeachment.

"Agora é analisar, ver como fica e qual o tamanho dessa crise toda. Mas, o fato é que nenhuma solução será boa para o governo. O governo vai perder de qualquer maneira", avaliou.

Núcleo duro sai em defesa do governo
Os ministros do chamado "núcleo duro" do presidente Michel Temer gravaram vídeos para as redes sociais na madrugada desta quinta-feira, 18, fazendo a defesa do governo e dizendo que o País não pode parar.

A estratégia foi usada para rebater as acusações de que Temer teria dado aval para compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conforme acusou o executivo da JBS, Joesley Batista, em sua delação premiada.

Os vídeos foram gravadas por volta das 1h30 desta quinta-feira no Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer. O presidente, que na quarta se manifestou por nota negando a versão do empresário, ainda não gravou, mas, segundo fontes do Planalto, o fará "no momento oportuno".

Compra do silêncio de Cunha
Joesley Batista, dono da JBS, afirmou à PGR (Procuradoria-Geral da República) que o presidente Michel Temer (PMDB) deu aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e do operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato. A informação foi divulgada pelo jornal "O Globo" nesta quarta-feira (17).

Temer ouviu do empresário Joesley Batista, da JBS, que ele estava dando a Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, um dos operadores da Operação Lava Jato, mesada para que eles se mantivessem calados. O presidente, segundo o empresário, responde: "Tem que manter isso, viu?"

Ainda de acordo com o jornal, a conversa entre Joesley e Temer teria acontecido no dia 7 de março no Palácio do Jaburu. O empresário teria gravado a conversa com um gravador escondido. A filmagem do pagamento de propina faz parte do que se costuma chamar de ação controlada, forma excepcional de investigação policial.

O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou, em nota divulgada pelo Palácio do Planalto na noite desta quarta-feira (17), que "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha" e negou ter participado ou autorizado "qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".

O comunicado foi divulgado horas após a publicação de reportagem do jornal "O Globo".

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Temer confirmou a aliados que havia sabido da mesada a Cunha e que não havia apresentado objeção.

Fonte: UOL (Com informações da Reuters)

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Assaré (CE): Tradicional banda de música pode acabar

A mais tradicional e antiga banda de música deste Município, berço do poeta Patativa do Assaré, corre o risco de acabar, conforme afirmam os integrantes do grupo. Fundada há 15 anos, a banda Manoel de Benta, composta por 27 músicos e um maestro, deverá sofrer reformulação nos próximos dias. Segundo um integrante da banda que pede para não ter sua identidade revelada, “por medo de represália”, o prefeito Evanderto Almeida “ordenou que só poderá fazer parte da banda pessoas entre 16 e 20 anos”.

Para o músico, caso a medida seja realmente posta em prática, o “risco de a banda acabar é grande”. “Dos 27 músicos, poucos estão dentro dessa faixa etária, e estes são jovens, ainda em processo de aprendizado”, acrescenta. Conforme avalia outro integrante, que também optou pela não divulgação de seu nome, “para que uma pessoa integre a banda, há todo um processo, que passa por aulas práticas e teóricas, não é da noite para o dia que a cidade vai conseguir quase 20 pessoas, dentro dessa faixa de idade, para dar continuidade à banda”.

“A banda Manoel de Benta foi fundada em 2001 pelo Padre Joaquim Ivo e, de lá para cá, ganhou destaque na cultura popular de Assaré. Além das várias apresentações realizadas anualmente, o grupo também atua no lado social e educativo, pois ensinamos aos jovens a tocar diversos instrumentos, por exemplo. Será um prejuízo cultural muito significativo”, pondera o integrante.

Para o vereador Cícero Alencar (PP), a descontinuidade da banda vai além do “prejuízo cultural”. “Cada integrante recebe uma bolsa mensal de R$ 300, com exceção do Maestro que recebe um valor maior. E muito desses músicos, têm, na banda, sua maior fonte de renda, embora seja muito pequena. São pessoas que tocam por amor, mas também tocam para tirar o sustento de casa. Caso a banda seja extinta, ou eles sejam expulsos, essas pessoas vão perder a maior fonte de receita mensal que elas dispõem atualmente”, disse o parlamentar.

O comunicado, segundo os integrantes, foi dito pelo próprio gestor municipal, em reunião realizada na semana passada na Câmara de Vereadores do Município. “Ele primeiro solicitou a devolução de todos os instrumentos e móveis da nossa sede, justificando que seria para tombamento de patrimônio. Até ai, tudo certo. Depois, ele reuniu todos nós e disse que só iria aceitar integrantes com idade entre 16 e 20 anos. Ele olhou para nós e disse que não queria os músicos caindo em cima dos instrumentos, como se fossemos descartáveis. Foi uma fala forte, além de desrespeitosa para conosco que há mais de uma década nos dedicamos na banda”, critica o instrumentalista.

Cícero Alencar disse que está tentando, junto aos demais 10 vereadores, a implantação de um projeto que proíba a limitação de idade na banda. “Sabemos que é difícil. Grande maioria dos vereadores são da situação, então nossa luta fica dificultada. Tanto que nenhum dos integrantes tem coragem de expor suas identidades, eles tem medo de alguma perseguição, já que alguns deles, 4 ou 5, possuem algum vínculo empregatício com a prefeitura”, finaliza.

A reportagem do Diário do Nordeste tentou contato, por telefone, com Evanderto Almeida, no entanto, não obteve êxito. “O prefeito está em viagem e não sabemos a data de retorno. Só quem pode se manisfestar é ele. O secretário de cultura não está autorizado a falar sobre o assunto”, informou a comunicação da prefeitura de Assaré.

ANDRÉ COSTA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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Aécio é proibido de exercer funções de senador

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin proibiu Aécio Neves (PSDB-MG) de exercer as funções de senador nesta quinta-feira (18), um dia após a divulgação da informação de que ele teria pedido R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS. Inicialmente, as informações davam conta de que o tucano havia sido afastado do mandato, mas ele continua sendo senador. 

As medidas foram tomadas com base no acordo de delação de executivos da JBS, já homologado por Fachin. Em sua decisão, o ministro impôs duas medidas cautelares ao tucano: a proibição de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da JBS e a proibição de se ausentar do país, devendo entregar seu passaporte.

A Procuradoria-Geral da República também pediu a prisão do tucano, mas Fachin, responsável pela Lava Jato na Corte, negou o pedido. Ao contrário do que foi informado inicialmente, o ministro tomou uma decisão monocrática, e não levará o pedido ao plenário do Supremo.

A Rede Sustentabilidade informou que vai apresentar ainda hoje uma representação contra Aécio no Conselho de Ética do Senado Federal. Caso o processo seja aberto, pode levar à cassação do senador, que também é presidente nacional do PSDB.

Desde a madrugada, a Polícia Federal realiza uma grande operação com base na delação da JBS. A informação é de que a operação já estava programada, mas teria sido antecipada depois do vazamento do conteúdo da delação pelo jornal "O Globo", que também implicou o presidente Michel Temer (PMDB).

Ao todo, cerca de 200 policiais federais cumprem 49 mandados judiciais, sendo 41 de busca e apreensão e 8 de prisão preventiva nos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão, além do Distrito Federal.

Entre os alvos está Andrea Neves, irmã de Aécio, presa na manhã de hoje na região metropolitana de Belo Horizonte. Ela também é acusada de pedir dinheiro para Joesley Batista, um dos donos da JBS, em nome do irmão.

O dinheiro foi dado a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, que teria sido filmado recebendo os R$ 2 milhões. Fred, como é conhecido, também foi preso.

Fachin autorizou mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Aécio em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O gabinete no Senado também foi alvo de buscas.

Deputado ligado a Temer também é afastado pelo STF
O supremo também afastou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) do cargo, ele foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil mandados pelo empresário Joesley Batista. Segundo o relato de Joesley publicado por "O Globo", Temer indicou Loures para resolver "um assunto" da J&F, a holding que controla a JBS.

O gabinete de Loures na Câmara foi alvo de mandando de busca e apreensão durante quatro horas ao longo da manhã. Os agentes da PF deixaram o gabinete apenas com um malote.

O senador Zezé Perrella (PMDB-MG) também é um dos alvos da operação de hoje. Menderson Souza Lima, assessor de Perrella, também foi preso hoje. Policiais federais também cumprem mandados no no gabinete do tucano no Senado. Segundo as investigações, o dinheiro solicitado por Aécio acabou ficando com Perrella.

A Rede Sustentabilidade informou que também vai apresentar uma representação contra os Perrella no Conselho de Ética do Senado Federal.

Parte da imprensa foi impedida de acompanhar a operação no Congresso. A Polícia Legislativa restringiu o acesso ao prédio anexo do Senado onde os gabinetes dos senadores estão localizados.

Altair Alves, conhecido por ser braço direito do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é outro alvo da operação de hoje. Segundo a delação da JBS, o silêncio de Cunha, preso desde o ano passado, foi comprado com aval de Temer.

Buscas em endereços ligados a Aécio
Agentes da PF saíram em torno das 8h20 da residência de Aécio em Brasília com um malote.

No mesmo horário, a PF fazia uma busca no apartamento de Andrea localizado na avenida Atlântica, na praia de Copacabana, zona sul do Rio. Alguns motoristas que passavam pela avenida à beira-mar se manifestam com buzinas.

Outro alvo de buscas foi um apartamento de Aécio em Ipanema, bairro nobre da zona sul do Rio. Eles ficaram por cerca de duas horas no local e saíram com um malote e uma mochila do edifício.

O grupo chamou um chaveiro para abrir o apartamento do presidente do PSDB, já que ninguém atendeu ao chamado. O imóvel estaria vazio. O prédio, que tem o nome do avô de Aécio, Tancredo Neves, está em um dos endereços mais valorizados da capital fluminense.

As buscas foram feitas em companhia de uma testemunha chamada no local, no caso, o funcionário de um hotel que fica ao lado do prédio.

A operação foi batizada de Patmos, é uma referência a ilha grega na qual o apóstolo João teria recebido mensagens do apocalipse.

Acusados se defendem
Em entrevista à rádio BandNews FM, Alberto Toron, um dos advogados de Aécio, diz não acreditar que o senador possa ser preso. "Tenho a impressão de que o afastamento dele do mandato não o desveste das prerrogativas da função, ainda que afastado. Mesmo afastado não me parece que ele pudesse ser preso".

Em nota publicada ontem, Aécio disse que estava "absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos". "No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público".

Segundo o comunicado, o senador aguardava ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Também após a denúncia, Perrella se manifestou dizendo que "não conhece Joesley Batista". "Nunca tive contato com ele, nem mesmo por telefone, ou com qualquer outra pessoa do Grupo JBS".

O secretário do senador e uma empresa do filho de Perrella teriam envolvimento com o dinheiro pago pela JBS a Aécio. "Reafirmo ainda que, os sigilos bancários das referidas empresas em nome do meu filho estão à disposição da justiça. Portanto, reafirmo que, nunca obtive qualquer importância desta empresa. Seja oficial ou extra-oficial. E me coloco a disposição para qualquer outro esclarecimento". 

Fonte: UOL (Com Estadão Conteúdo)

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Crato (CE): Prefeitura retoma importantes obras

Dando continuidade aos trabalhos de construção e reorganização de obras no município, a Prefeitura do Crato, através da Secretaria de Infraestrutura, está desenvolvendo ações para que importantes empreendimentos sejam concluídos;

Obras de grande relevância para o município, como o CRAS no Bairro Gisélia Pinheiro (Batateiras), a construção da Unidade de Acolhimento, um investimento do Governo Federal e Municipal, localizada no loteamento conviver, já se encontram rebocadas e cobertas, e em fase de tubulação elétrica e hidrosanitária.

A área do estacionamento da obra de urbanização do entorno do Mirandão, já se encontra em fase de finalização; a urbanização da Avenida Brigadeiro Macedo, já com a colocação de tijolos nas calçadas; a construção da quadra do Gesso em ritmo acelerado e a conclusão da quadra poliesportiva da Cachoeira dos Gonçalves, faltando somente a instalação elétrica que é de responsabilidade da Coelce. Algumas edificações estão praticamente prontas e poderão ser inauguradas em breve.

O prefeito Zé Ailton Brasil, declarou que todas as obras paralisadas serão retomadas para o desenvolvimento do Crato. “Vamos procurar dar celeridade às ações, pra concluirmos os serviços o mais rápido possível. Estamos trabalhando para que as obras estejam prontas o quanto antes e assim darmos um salto no crescimento do município”.

O Secretário Municipal de Infraestrutura, Luiz Wellington Brandão ressalta que essa retomada viabilizará o bom andamento da administração municipal. “Temos urgência em resolver essas questões para que essas obras sejam concluídas o mais breve possível. Obras paralisadas trazem prejuízos à população, por isso temos pressa em retomá-las e fazer as adequações necessárias para que sejam finalizadas”, frisou o secretário.

Assessoria de Comunicação/PMC

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BOMBA! Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio de Cunha

Na tarde de quarta-feira passada (10), Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no Supremo Tribunal Federal (STF) e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.

É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?".

Em nota, Temer disse que "jamais" solicitou pagamentos para obter o silêncio de Cunha e negou ter participado ou autorizado "qualquer movimento" para evitar delação do correligionário.

A assessoria do deputado Rodrigo Rocha Loures informou que ele que vai "esclarecer os fatos divulgados" sobre a delação.

Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas "ações controladas", num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação. Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril.

Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator.

A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores. Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão descarada?

Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento incomum. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores.

Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS contratou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York.

Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada.

Fonte: O Globo

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Tudo o que você queria saber sobre as promoções de passagens aéreas

Quantas vezes a seguinte situação já aconteceu com você?

É divulgada uma promoção de passagens aéreas com 90% de desconto, então você corre no site da companhia, pesquisa diversas vezes e só encontra preços de passagens bem parecidos com os praticados normalmente.

Todo mundo que compra passagens aéreas passa por essa frustração. Na hora dá uma revolta enorme, você se sente enganado e jura que nunca mais vai cair nessa “pegadinha”, até que vê o anúncio de outra promoção com passagem de volta por apenas R$ 29,00. Nova frustração, você pesquisou diversas vezes e o preço da passagem de volta é praticamente o mesmo da passagem de ida. Por que isso acontece?

Será propaganda enganosa? As companhias aéreas estão agindo de má fé? Elas se divertem enquanto eu fico horas procurando pelas passagens aéreas baratas que não existem?

Não é má fé, caro amigo. As promoções existem sim. O que acontece é que para as empresas aéreas conseguirem praticar estes preços, existem 7 detalhes que você deve observar:

1) Prazo da compra
Este é um detalhe importantíssimo, pois é o primeiro erro que as pessoas cometem. A maioria das promoções começam as 0h de sábado e vão até as 6h da manhã de segunda, então não adianta procurar passagens com desconto as 10h da manhã de segunda, se a promoção não estiver vigente, não tem passagem promocional. Então certifique-se de que a promoção está ativa.

2) Período de voo
Outro erro bem comum. Todas as promoções de passagens aéreas determinam um intervalo onde você deve efetuar sua viagem. O desconto só é concedido para voos realizados entre essas datas e nós acabamos procurando por voos fora desse intervalo, por puro descuido. Algumas vezes a data de ida e volta precisam estar neste período, outras vezes apenas a data da ida ou da volta. Sendo assim, certifique-se de que a data dos voos esteja dentro do intervalo determinado pela companhia aérea.

3) Número de assentos disponíveis
Dos mais de 200 lugares de um voo, quantos você acha que estão à venda com 90% de desconto? Será que uns 10% dos lugares? Não, definitivamente não. Geralmente esse tipo de desconto é válido para 2 ou 3 lugares, então quem chegar primeiro ganha. Outros (poucos) lugares terão um desconto menor e a maioria dos lugares estará praticamente com o preço normal. Por isso a dificuldade de se conseguir um desconto desses. Quando você faz a pesquisa no sábado de tarde, estes lugares já foram comprados.

4) Antecedência da compra
Geralmente o intervalo para realização dos voos compreende um período grande, por exemplo de 12/05 a 30/06. A probabilidade de encontrar um bom desconto nas passagens com datas mais próximas do final da promoção são muito maiores. Quanto mais antecedência você comprar uma passagem, melhor.

5) Dia da semana
Todo mundo quer viajar na sexta a noite e voltar no domingo a noite ou na segunda pela manhã a tempo de ir pro trabalho, certo? Justamente por isso as passagens nestes horários são mais caras e dificilmente você encontrará um trecho promocional. Experimente buscar trechos as terças ou quintas e surpreenda-se.

6) Permanência mínima no destino
Muitas promoções exigem que o cliente fique duas ou três noites no destino. Atente para este detalhe. Você não vai conseguir um preço promocional se estiver viajando numa segunda com volta na quarta se existir a obrigatoriedade de passar três noites no destino. Um detalhe bobo, mas que faz toda a diferença.

7) Compra do trecho de ida e volta
Não tem jeito, 99% das promoções de passagens aéreas exigem a compra da passagem de ida e volta, daí por descuido na hora da pesquisa a gente busca só pelo trecho de ida pra comparar o preço do trecho. Se não prestar atenção a esse detalhe, não vai encontrar a passagem barata.

Antes de se sentir enganado, tenha certeza de que leu todas as regras e que está fazendo a pesquisa correta. Certifique-se da vigência da promoção, período da viagem, permanência mínima no destino e obrigatoriedade da compra do trecho volta. Lembre-se também de que as poucas passagens promocionais já podem ter se esgotado. Horários menos atrativos sempre tem uma chance maior de ainda estarem disponíveis. Dias de semana e antecedência da compra são ótimas dicas para encontrar a passagem que você quer.

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Bolsonaro admitiu atos de indisciplina e deslealdade no Exército

Documentos obtidos pela Folha no STM (Superior Tribunal Militar) mostram que o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) admitiu em 1987 ter cometido atos de indisciplina e deslealdade para com os seus superiores no Exército.

O então capitão foi acusado por cinco irregularidades e teve que a responder a um Conselho de Justificação, uma espécie de inquérito, formado por três coronéis.

Ele foi considerado culpado pelos coronéis, mas absolvido depois em recurso acolhido pelos ministros do STM, por 8 votos a 4.

O processo tinha dois objetos: um artigo que ele escreveu em 1986 para a revista "Veja" para pedir aumento salarial para a tropa, sem consulta aos seus superiores, e a afirmação, meses depois, pela mesma publicação, de que ele e outro oficial haviam elaborado um plano para explodir bombas-relógio em unidades militares do Rio.

Os documentos informam que, pela autoria do artigo, Bolsonaro foi preso por 15 dias ao "ter ferido a ética, gerando clima de inquietação na organização militar" e "por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina".

O Exército detectou um movimento para desestabilizar a cadeia de comando e determinou uma investigação, a mando do ministro e general Leonidas Pires Gonçalves (1921-2015), alvo de Bolsonaro.

Em interrogatório reservado de 1987, o então capitão assinou documento no qual reconhece ter cometido uma "transgressão disciplinar" ao escrever para "Veja". "E que, à época, não levou em consideração que seria uma deslealdade mas que, agora, acha que sim", disse ao depor.

O STM decidiu que pelo artigo ele já havia sido punido com a prisão. Depois, a revista publicou que ele e outro capitão haviam elaborado um plano chamado "Beco sem saída", que previa uma série de explosões. Como evidência, a revista divulgou esboços atribuídos a Bolsonaro.

Na reportagem, ele dizia que haveria "só a explosão de algumas espoletas" e explicava como fazer uma bomba-relógio. "Nosso Exército é uma vergonha nacional, e o ministro está se saindo como um segundo Pinochet", afirmava.

Havia outros movimentos militares pelo país, como um capitão que invadiu uma prefeitura para pedir reajuste. Acuado, o então presidente José Sarney deu um aumento escalonado de 95% nos salários das Forças Armadas.

Bolsonaro negou a autoria de qualquer plano de bombas e citou que dois exames grafotécnicos resultaram inconclusos. Perícia da Polícia Federal, porém, foi inequívoca ao concluir que as anotações eram dele.

Os coronéis decidiram, por unanimidade, pela condenação. "O Justificante [Bolsonaro] mentiu durante todo o processo, quando negou a autoria dos esboços publicados na revista 'Veja', como comprovam os laudos periciais."

Segundo documento assinado por três coronéis, Bolsonaro "revelou comportamento aético e incompatível com o pundonor militar e o decoro da classe, ao passar à imprensa informações sobre sua instituição".

Pela lei, decisões do conselho deviam ser enviadas ao STM. No tribunal, Bolsonaro negou em abril de 1988 o plano das bombas, mas reconheceu a autoria do artigo: "Admito também a transgressão disciplinar [...], pela qual, acertada e justamente, fui punido com quinze dias de prisão, única punição por mim sofrida até a presente data".

Outro lado
A assessoria do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou na sexta (12) que a reportagem da Folha "é idiota e imbecil" e indagou "quem estava pagando" pelo trabalho.

A Folha pediu uma manifestação do parlamentar, mas não houve resposta até a conclusão desta edição. O assessor do parlamentar se recusou a anotar os telefones de contato do repórter.

Segundo a assessoria, a "pauta é uma merda".

Em resposta ao Superior Tribunal Militar em 1988, ele afirmou que escreveu o artigo para "Veja" para pedir reajuste salarial "em defesa de minha família e de minha classe, mesmo sabendo que estava ferindo o Regulamento Disciplinar do Exército".

"Onde encontrar indignidade no artigo publicado na revista?", indagou Bolsonaro em sua defesa.

Sobre a ideia de fazer explosões, Bolsonaro voltou a negá-la: "Nego veementemente tal plano. Como posso provar que não o conhecia? À 'Veja' cabe o ônus da prova. Baseado em que elementos chegou à absurda conclusão de que eu tinha ou sabia de um plano?"

A respeito dos exames grafotécnicos feitos pela Polícia Federal e pela Polícia do Exército que o incriminaram, ele afirmou que havia dois outros, inconclusos.

Segundo o então capitão, houve "gritante cerceamento do direito de defesa" no processo pelo qual o Conselho de Justificação o condenou, em janeiro de 1988.

Fonte: Folha

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Novo golpe do WhatsApp circula na internet. Saiba como se prevenir

Você quer trocar a cor do WhatsApp em seu celular? Pense duas vezes antes de aceitar um convite suspeito.

Uma nova fraude que promete personalizar a cor do popular aplicativo de mensagens está circulando por celulares do mundo inteiro.

Trata-se de um página na internet com o logo e a aparência do WhatsApp, mas em azul em vez de verde, além de um nome muito parecido: шһатѕарр.com.

A URL falsa usa caracteres do alfabeto cirílico ("ш"e "т") para se passar pelo original e convida usuários de dispositivos iOS, Android, Blackberry e Windows Phone a trocar a cor do WhatsApp.

A instalação, no entanto, faz proliferar um vírus que enche o aparelho de anúncios publicitários.

Como funciona e como evitar a fraude
O golpe funciona da seguinte maneira: Primeiro, pede-se que o usuário encaminhe a URL enganosa a 12 de seus contatos ou a sete de seus grupos de WhatsApp.

Em seguida, deve-se ativar um link. Pouco depois, aparece uma mensagem: as novas cores do WhatsApp estão disponíveis apenas no aplicativo de desktop.

Então, o usuário tem que instalar uma extensão do Google Chrome, cujo nome é "BlackWhats".

A página web é uma plataforma adware, ou seja, um software malicioso que mostra avisos publicitários em seu navegador.

Uma imagem de alerta já aparece no momento da instalação.

Esse tipo de golpe é conhecido como phishing e tem como objetivo acessar dados pessoais do usuário contidos em seu telefone ou conta de e-mail.

Por isso, não é recomendável clicar em sites pouco confiáveis ou fazer o download de extensões desconhecidas.

Como evitar cair em fraudes do tipo:
  • Confirme o endereço web: o fato de um endereço terminar em .org não garante que ela seja oficial. Analise o endereço com cuidado e cheque todos os caracteres.
  • https x http: mesmo que nem sempre seja uma garantia, note se aparece no início do endereço o protocolo https, a versão segura do http.
  • Não faça download de extensões suspeitas: pergunte-se se você realmente precisa instalar a extensão e por que ela é necessária.
  • Revise a gramática: os erros de ortografia são habituais nesse tipo de golpe.
  • Desconfie se o convite obriga a compartilhá-lo com seus contatos: costuma ser uma estratégia comum para distribuir o vírus adware.
Mas quem está por trás da fraude?
Não há nomes vinculados ao registro do шһатѕарр.com., mas há um endereço no Arizona, nos EUA, segundo o WHOIS, a base de dados que permite identificar o proprietário de um domínio de endereço IP na internet, explica o veículo International Business Times.

Esta não é a primeira vez que os usuários do WhatsApp são vítimas de golpes.

Algumas ações fraudulentas tentam convidar usuários para assinaturas gratuitas do Netflix ou a ganhar dinheiro muito facilmente.

O WhatsApp sugere em seu site que se evite clicar em aplicativos que pedem para reenviar a mensagem ou que prometem ganhos financeiros.

"Sempre advertimos ao remetente: ignore e apague a mensagem", diz a empresa.

Fonte: UOL

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