Mãe caririense raspa a cabeça em apoio ao filho de 2 anos que está em tratamento contra um câncer no olho

A decisão foi imediata! Logo que o câncer no olho do João Ananias foi descoberto e ele iniciou o tratamento em Fortaleza, mês passado, antes do dia das mães, os pais decidiram acompanhar o filho e o gesto de solidariedade emocionou familiares, amigos e acompanhantes das outras crianças. 

“Se eu pudesse daria meu olho, meu braço, minha perna. Raspar o cabelo não é nada demais pra mim e para meu esposo, afinal cabelo cresce. A nossa atitude é para que o João, agora careca, olhe pra gente e sinta que estamos com ele, que ele está diferente, mas não está só ”, conta a confeiteira Karina Santos. 

A família está na casa da Acold - Associação Comunitária Lucas Dantas, em Fortaleza, que acolhe crianças, jovens e familiares com câncer do Cariri quando são transferidos para tratamento de quimioterapia e radioterapia no Hospital Albert Sabin, na capital. A Acold também tem casa de apoio em Barbalha, no Conjunto Nossa Senhora de Fátima, mas como o tipo de câncer do João não trata no Hospital São Vicente, a família está na capital há cerca de um mês e deve ficar por lá até janeiro do ano que vem.

A descoberta da retinoblastoma no João Ananias, de 2 anos, foi um grande susto. Os pais tiveram que pedir demissão do emprego para acompanhar o tratamento do filho caçula; a filha mais velha do casal ficou no Cariri com  parentes.

Sem renda fixa, a família do João Ananias criou uma “vaquinha on line” para que as pessoas possam ajudar:

Quem preferir fazer depósito ou transferência na conta da mãe do João na Caixa Econômica Federal, seguem dados:

Karina M Santos Cartaxo
Agência : 3587
Op: 013
Conta: 8707-9
Caixa Econômica Federal

“Toda ajuda é importante e bem-vinda para despesas dele, como fralda, produtos de higiene, alimentação e nossas também, que ficamos sem
Trabalho”, conta Karina.

Sobre enfrentar o câncer infantil, esse tipo diagnosticado no João, segundo INCA acomete de crianças de 0 a 5 anos, no Brasil. Nos casos mais graves, o olho precisa ser retirado, nos menores, a criança continua enxergar normalmente. 

“Tudo que estiver ao meu alcance será feito! Tenho fé e vamos lutar. João não me pertence, ele é de Deus e eu sou apenas a mãe dele. Então, qualquer que seja a vontade de Deus, eu recebo! Agradeço a acolhida da Acold e a todos que deixam suas doações aqui. Deus abençoe”, diz Karina.

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URCA lança a primeira edição da revista Cidade Nuvens

A Universidade Regional do Cariri (URCA), por meio do Centro de Artes Reitora Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau, lançou através de live, nesta terça-feira, 12, a revista acadêmica Cidade Nuvens, em homenagem ao ex-reitor da Universidade, Plácido Cidade Nuvens.

A dinâmica de trabalho do periódico acadêmico será plural e abre espaços para a diversidade de opiniões. Conforme a coordenação dos trabalhos, serão conjugadas  diferentes formas de Arte e a pretensão é  encantar e enriquecer seus leitores e colaborar para o pensamento sobre a arte contemporânea.

Para se inscrever é necessário fazer um cadastro na página de periódicos da URCA, como autor. Entrar no espaço Novas Submissões e escolher a categoria em que seu trabalho se enquadra.

O Reitor da URCA, Professor Francisco do O’ de Lima Junior destacou a revista como instrumento que fundamenta ações de militância em defesa das artes, “num momento tão singular que o mundo vive e o Brasil em particular. Chegou a ser emocionante”, disse ele.

Segundo ele, é importante destacar a homenagem por trazer à memória do grande Reitor da URCA na sua designação, como foi bem-dito, a transitoriedade entre um signo de lugar definido, de cotidianos, a Cidade, e às alturas, a iminência e a leveza das Nuvens, “impressos na linda e marcante personalidade da revista”, completa.

Além dos membros do Núcleo Gestor da revista, direção do Centro de Artes, participaram do lançamento autores colaboradores, além do Vice-Reitor Carlos Kleber de Oliveira e pró-reitores, artistas e integrantes do Centro e demais convidados. A revista traz a apresentação da professora Maria Odete Monteiro Teixeira. Ela conta a sua trajetória, a história do nome e concepção do formato atual.

Segunda edição
A revista já passou a receber novas submissões para compor o seu segundo volume. A  segunda edição da revista está prevista para ser lançada em novembro/dezembro de 2020, e será composta pelas seções: o Dossiê Temático, Artigos Inéditos, resenhas, traduções,  entrevistas, ensaios críticos, Ensaios Visuais e Alvorecer.

Antes de submeter o trabalho, retirar dos textos e da imagem (no Ensaio Visual) qualquer referência dos autores, para garantir a avaliação às cegas. Todos os textos e imagens submetidas passarão por avaliação de membros do Comitê Editorial e avaliadores convidados. Serão aceitos na revista apenas os trabalhos que forem avaliados positivamente.

O período para submissão de trabalhos está aberto. No entanto, para o segundo exemplar, serão aceitos os textos submetidos até agosto de 2020. Os demais trabalhos, automaticamente, se aprovados, comporão o terceiro exemplar, que está previsto para ser lançado em maio/junho de 2021.

A revista Cidade Nuvens contará com as seções Dossiê Temático, para trabalhos que abordam uma questão específica, definida pela Equipe Gestora a cada exemplar. Para esse número o tema definido é O Desafio do Artista Contemporâneo: entre a inspiração e a asfixia. Também estarão presentes os artigos, Resenhas, traduções, entrevistas, ensaios críticos, Ensaios Visuais, em que cada artista só poderá inscrever uma única obra, além da seção Alvorecer, com tema livre de estudantes de graduação e iniciação científica, assinados junto ao orientador. A formatação do material será com imagens publicadas ou adaptada em tamanho A4, posição retrato e 300 dpi (jpeg, png e padrão RGB).

A revista Cidade Nuvens pode ser acessada através do link.

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Surto do coronavírus no Brasil só está no começo, diz ex-ministro Mandetta

O Brasil já está pagando o preço dos atritos que o governo de Jair Bolsonaro criou com a China, em plena pandemia do coronavírus. O alerta é do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Em entrevista à coluna, o ex-chefe da pasta defendeu que o governo se concentre em lutar contra o vírus, e não compre uma briga neste momento com Pequim.

Para ele, o surto no Brasil está "apenas começando". Nesta quarta-feira, também em entrevista à rede americana CNN, o ex-ministro não descartou que o número diário de mortes no Brasil ultrapasse a marca dos mil casos.

Mandetta deixou o cargo no mês passado, depois de uma série de desentendimentos com o Planalto sobre a condução da resposta à pandemia. Agora, diz que o "tempo vai dizer" quem estava certo.

Para ele, o surto que já matou mais de 12 mil pessoas no Brasil vive ainda suas primeiras semanas. "Estamos no início", apontou. Segundo ele, o pico pode já ter sido atingido em Manaus. Mas continua a crescer em outras capitais. "E no Sul ele ainda não começou", alertou.

"A população não sabe para que lado ela vai", lamentou, numa referência às ordens diferentes dadas por diferentes entidades políticas no país. "Eu dizia uma coisa e o presidente dizia outra", admitiu.

Bullying com China dificulta adquirir equipamentos, diz ex-ministro
Mas o ex-ministro também se preocupa com o posicionamento internacional do país. Nas últimas semanas, o chanceler Ernesto Araújo passou a criticar a China por conta da crise internacional. Além disso, passou a difundir em diferentes fóruns e textos a ideia de que existe um "plano comunista" para moldar a nova ordem internacional que vai se formar no momento pós-pandemia. Filhos do presidente e deputados aliados ao governo também usaram as redes sociais para atacar Pequim.

Mandetta não esconde que tem sérias dúvidas sobre os números divulgados pelos chineses e que acredita que a ciência irá desnudar os problemas que ocorreram no país asiático. Mas insiste que esse debate precisa ficar para depois. "A impressão que eu tenho é que, num local cheio de pólvora, o Itamaraty entra fumando", disse.

"Não é o momento de uma briga", afirmou. Mandetta conta como tentou se aproximar do governo chinês e fechar entendimentos com a participação também da Organização Panamericana de Saúde. "Se eu não tenho uma boa relação, vai ser difícil o abastecimento (de materiais de saúde)", disse.

O ex-ministro aponta como até mesmo o governo de Donald Trump reduziu já em parte das críticas contra a China, pensando justamente em assegurar seu abastecimento. "Não é hora de apontar dedos. Primeiro precisamos enfrentar o coronavírus. Depois podemos lavar roupa suja", insistiu.

Para ele, o Brasil já "paga o preço" de um comportamento agressivo contra Pequim. "Cadê as máscaras? Estamos perdendo enfermeiros", disse. "Respiradores não chegam", lamentou.

Para Mandetta, modelo da OMS é ultrapassado e "sem ferramentas"
Mandetta também deixou claro que a atual estrutura da OMS não permite à entidade ter os instrumentos necessários para lidar com crises como a atual. Segundo ele, a pandemia do coronavírus pode ser determinante para o futuro da instituição. "Vai ficar marcado", afirmou. "A OMS não tem as ferramentas necessárias para arbitrar", lamentou.

Segundo ele, a instituição teve um papel limitado em administrar o fornecimento de equipamentos e tampouco tem o poder de apresentar alternativas. "O modelo é falido", disse.

O ex-ministro acredita que o Brasil perde com um sistema internacional enfraquecido. Mas lamenta a postura tomada pelo governo nas últimas semanas. "O Brasil está sem gente para pensar seu papel na saúde pública mundial. Se não sabemos nem se abre ou não cabeleireiro, como é que vamos saber nossa posição no mundo?", questionou, numa alusão à decisão do governo federal de liberar a abertura desse setor.

Mandetta defendeu sua gestão no Ministério da Saúde e diz que, ao assumir a pasta, notou como o Brasil estava ausente do debate internacional depois do governo de Michel Temer e de uma aproximação dos governos de Lula e Dilma a países como Cuba. "O Brasil era carta fora do baralho. Eu comecei a reposicionar o Brasil. Mantivemos bons canais com EUA, Israel e Europa, mas também com a China, Alemanha, Reino Unido e Rússia", disse. "Estávamos reposicionando o Brasil. Mas agora, como vai ser?", questionou.

Mandetta não esconde que teme que o governo adote uma postura de alinhamento exagerado com os EUA e com um discurso de confrontação às entidades internacionais. "Meu medo é de o Brasil com um discurso anti-organizações (internacionais). Os EUA têm musculatura para se defender. Mas nós podemos ficar pelo caminho", alertou.

Por Jamil Chade

Fonte: UOL

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Famílias de comunidades rurais recebem conta de água quitada neste mês de maio

(Foto: Samuel Pinheiro/Blog Cariri)
“Graças a ação do nosso governador Camilo Santana, já recebi minha conta de água zerada neste mês de maio. Aqui na Associação Manuel Ferreira de Sousa, localizada no sítio Monte Belo, em Acopiara, cerca de 45 famílias foram beneficiadas“, afirma Marlos Monte, 36 anos, que mora com mais três pessoas em sua residência. Neste mês, e nos meses de junho e julho, cerca de 120 mil famílias cadastradas como baixa renda, pelo Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar), e com consumo mensal de até 10m³ de água, terão suas contas de água quitadas, conforme Lei Complementar n º 214, de 17 de abril de 2020.

Esta é mais uma ação do Governo do Ceará, de apoio ao saneamento rural, por meio da secretaria das Cidades, que gerencia o Fundo Estadual de Saneamento Básico (FESB), em razão da pandemia do Coronavírus. Sendo a primeira ação de recursos do FESB, fundo instituído em 2016, e regulamentado em 2019. É estimado transferir, nos próximos três meses, cerca de R$ 9 milhões para ressarcir o Sisar das isenções dadas as famílias.

“Com a chegada deste vírus, muitas pessoas perderam renda, emprego, e coube à Secretaria das Cidades participar deste esforço atendendo uma questão fundamental que é a questão da conta de água da população de mais baixa renda do Ceará”, afirma o secretário das Cidades, Zezinho Albuquerque.

São estimadas 593 mil famílias beneficiadas, agregando a isenção de faturas e a tarifa de contingência na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), com mais os beneficiários atendidos pelo Sisar estimados em 120 mil famílias, somam um total de mais de 713 mil famílias cearenses beneficiadas por esta ação do Governo do Ceará.

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14 de maio

1796 - Edward Jenner realiza o primeiro teste da vacina contra a varíola.
1948 - Em Tel Aviv, David Ben-Gurion pronuncia a declaração do Estado de Israel .
2005 - Estoura a crise política brasileira conhecida como escândalo do mensalão.

Nasceram neste dia…
1265 - Dante Alighieri, escritor italiano.
1969 - Cate Blanchett, atriz australiana.
1983 - Anahí, cantora e atriz mexicana.

Morreram neste dia…
1610 - Henrique IV de França.
1940 - Emma Goldman, anarquista lituana.
1998 - Frank Sinatra (cantor), cantor e ator estado-unidense.

Fonte: Wikipédia

Coronavírus: Bolsonaro fará Brasil pagar caro, diz ex-economista do FMI

Ex-economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld afirmou que as atitudes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao coronavírus vão "custar caro" ao Brasil.

Em entrevista ao jornal Valor, o norte-americano, que também é professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, crê que a economia brasileira pode encolher mais do que os 5,3% previstos pelo FMI - e isto pode ter ligação direta com as decisões do presidente da República.

"A resposta desdenhosa do presidente Bolsonaro à doença vai custar caro ao Brasil, tanto em termos de vidas como de renda. Com uma liderança apropriada, o Brasil claramente teria a capacidade de salvaguardar a saúde das pessoas, mas agora é uma área de alta incidência na América Latina. Isso não protege a economia, pelo contrário", disse ele.

Obstfeld também não descarta uma segunda onda de novas contaminações por covid-19 no país, causando um maior rombo na economia, já que "as pessoas podem não ser capazes de participar integralmente da economia se elas estiverem doentes ou temerem a infecção".

Ao ser questionado pelo veículo sobre o que o país precisa fazer para minimizar os efeitos da crise na economia, Obstfeld não deu um posicionamento otimista.

"A falta de espaço nas contas públicas claramente vai afetar a eficácia da política fiscal. Ao mesmo tempo, a estabilidade social requer que o governo proteja os menos favorecidos, custe o que custar. Enfrentando condições financeiras globais, o resultado tende a ser um período de inflação mais alta", falou ao Valor.

O economista também descartou uma reação da economia mundial em "V" - retomada na mesma rapidez do declínio - diante da pandemia.

"Não se pode consertar o desemprego e as falências tão rápido, mesmo se a resposta à doença for encontrada com agilidade", completou.

Fonte: UOL

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IFCE Crato promove Semana da Zootecnia online

A tradicional Semana da Zootecnia do campus de Crato do Instituto Federal do Ceará não deixará de acontecer em 2020. Em tempos de isolamento social, a oitava edição do evento será realizada online. Aberta a todos os interessados na área, a programação conta com palestras, roda de conversa e live. As inscrições estão abertas pelo link even3.com.br/viiisemanazoocrato.

A SemaZoo foi pensada para celebrar o Dia do Zootecnia, comemorado em 13 de maio. A programação debate as várias possibilidades da profissão, com convidados de todo o país. O evento começa no dia 13 e segue com mais atividades do dia 19 ao dia 22 de maio.

Programação completa

13 de maio

1ª roda de conversa sobre a profissão de zootecnista
Tema: A Zootecnia e a produção animal
Com os zootecnistas: Abner Girão, Bruna Dantas, Cláudia Villaça, Luiz Moreira, Messias Alves e Ricardo Martins
Moderação da professora Gabriela Liberalino

18h | no instagram @meat_quality
Live: Relato de experiência sobre estágio supervisionado em um abatedouro de aves
Com: Victoria Athina Almeida Pinto, estudante de Zootecnia
Moderação da professora Giselle Cruz

19h | no app Webex (reunião reunião 291 633 894 Senha: Webinar1305)
Webinar Caprinocultura e Ovinocultura (evento promovido por Guia Planejamento e Soluções)
Tema: Alimentos proteicos alternativos para caprinos e ovinos
Com: professor Marcus Góes

19 de maio (link a ser divulgado no site ifce.edu.br/crato)

19h
Palestra de abertura: Zootecnia: onde estamos e para onde queremos ir?
Com: Marinaldo Divino Ribeiro, professor da UFG e presidente da ABZ

20 de maio (link a ser divulgado no site ifce.edu.br/crato)

19h
Palestra on-line. Tema:  Minha vida de Zootecnista como pesquisador da EMBRAPA.
Com: Dr Guerman Garcia Leal de Araújo, pesquisador A da EMBRAPA Semiárido,

21 de maio (link a ser divulgado no site ifce.edu.br/crato)

19h
Palestra on-line. Tema: Minha vida de Zootecnista com professor universitário.
Com: Dr José Neuman de Miranda Neiva, professor da UFT

22 de maio (link a ser divulgado no site ifce.edu.br/crato)

19h
Palestra on-line. Tema: A vida de Zootecnista na iniciativa privada.
Com: prof. Dr Pedro Veiga, Gerente Global de Tecnologia de Bovinos de Corte da Cargill Nutrição Animal

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Covid-19: Sobe para seis o número de óbitos confirmados em Juazeiro do Norte

A Secretaria da Saúde de Juazeiro do Norte, informou na manhã desta terça-feira (12), que foram confirmados mais dois óbitos por coronavírus no Município. Trata-se de um homem, de 77 anos, que tinha doença cardiovascular crônica e que já havia recebido o resultado positivo do exame para Covid-19. Ele faleceu neste domingo (10).

O segundo caso foi registrado no início da noite desta segunda, após a divulgação do boletim oficial da Prefeitura. O paciente residia no município. Trata-se de um homem, de 80 anos, com comorbidades. O óbito ocorreu no domingo (10). O paciente estava internado em Acopiara. Portanto, são 06 óbitos de Juazeiro do Norte confirmados por Covid-19.

Até a tarde desta segunda-feira no Município juazeirense, foram notificados 311 pacientes, dos quais 28 são casos suspeitos que estão aguardando os resultados dos exames, 248 casos descartados e 36 casos confirmados. 

Entre os casos confirmados há 13 recuperados, 05 pacientes internados, 12 em isolamento domiciliar, e 06 óbitos. 

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Alimentos saudáveis contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico

Uma boa imunidade não impede a contaminação pelo novo coronavírus. Ainda assim, cuidados com a saúde evitam visitas a postos de saúde, clínicas, UPAs e hospitais em casos menos urgentes. Os cuidados que todos cearenses aprenderam a ter incluem atividades físicas, cuidados com a saúde mental, ingerir pelo menos dois litros d´água por dia e uma alimentação saudável para combater possíveis ameaças. O sistema imunológico é a porta de entrada contra intrusos colocando nossa vida em risco.

Apesar de já nascermos com essa defesa, a nossa imunidade só atinge maturidade por volta dos 12 anos e volta a apresentar “brechas” nos idosos. O consumo de álcool, o hábito de fumar e distúrbios genéticos são ainda outros complicadores que favorecem infecções por bactérias, fungos, vírus e parasitas sob determinadas circunstâncias. E é bom lembrar: o isolamento social e os cuidados com a higiene pessoal são a melhor forma de evitar a contaminação por um vírus que ainda se conhece tão pouco.

Se a questão é permanecer saudável, a ingestão de água e de alimentos ricos em ferro e vitaminas C e D ajuda e muito. “O ferro e a vitamina C são importantes para diversas funções do organismo acontecerem de forma positiva, como na produção de células de defesa e transporte de oxigênio pelos vasos sanguíneos”, explica a nutricionista Débora Melo. “Por outro lado, 60% do nosso corpo é feito d´água e o bom funcionamento fisiológico depende dela: da proteção ao cérebro à digestão”.

“Diminuir o consumo de alimentos industrializados, refinados e ricos em açúcares e gordura trans são outras orientações que deveríamos ter conosco. Alimentos industrializados e ricos em conservantes, geralmente, passam por processos físicos, químicos ou ambos, o que acaba modificando a estrutura dos nutrientes e tornando os alimentos menos benéficos”, justifica Débora. “É também extremamente indicado o consumo de sucos e os chás precisam de orientação médica no caso das gestantes”.

Por fim, os exercícios físicos precisam seguir orientação profissional e evitar doces e massas não precisa se transformar numa preocupação constante. “O problema está na quantidade e na frequência do consumo. Em breve, a rotina retornará ao normal e será mais difícil se manter em equilíbrio caso exagere agora. Experimente fazer receitas mais saudáveis durante a semana e deixe para comer aquela guloseima, ou massa, só no final de semana”, finaliza a profissional do programa Mais Nutrição.

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Coronavírus: Juazeiro do Norte toma medidas mais duras para tentar conter o avanço da doença

A Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte, no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, tomou uma série de medidas de prevenção, isolamento e distanciamento social para que não haja crescimento número de casos na cidade.

Com este objetivo, diversas praças foram interditadas e algumas ruas também. Foram elas as praças Padre Cícero, José Geraldo da Cruz (Cacimbas), José Ilanio Couto Godim (La Favorita), Feijó de Sá (Giradouro), Industrial Anderson Borges de Carvalho (Alegria) e Dr. Edvard Teixeira Férrer (Bíblia). Além de trechos das ruas São Pedro e São Paulo, das 7h às 17h30.

Além disso a população é fiscal da própria comunidade e pode auxiliar a gestão quando houver o descumprimento dos decretos Estadual e Municipal. Basta ligar acionar algum órgão regulador ou de fiscalização como a Semasp, pelo 3511.3512, ou até mesmo a Polícia Militar, através do 190.

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Mais de 64 mil vale-gás são entregues no primeiro dia de atendimento

Mais de 64 mil tíquetes do vale-gás social já foram entregues a 123 prefeituras cearenses. O benefício, anunciado pelo governador Camilo Santana como uma das medidas de auxílio às famílias vulneráveis no enfrentamento ao coronavírus, dá direito a uma recarga de gás e está sendo executado pela Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos. Nesta segunda, técnicas da SPS entregaram a primeira parte dos tíquetes. O total de tíquetes foi dividido em três lotes, que serão todos entregues até o próximo mês. Nesta terça-feira (12), outras 61 prefeituras devem retirar seus vales na Secretaria.

“A SPS adotou todas as medidas cabíveis para evitar aglomerações e a proximidade entre as pessoas como forma de seguir as normativas da Secretaria de Saúde. Os representantes dos municípios também estão recebendo todas as orientações no sentido de que, em suas cidades, sejam adotadas todas as medidas para evitar aglomerações e assim alcançarmos o objetivo proposto pelo governador Camilo Santana de levar esse benefício às famílias mais vulneráveis do Estado do Ceará”, destaca o secretário-executivo da Proteção Social, Francisco Ibiapina.

Agora, as prefeituras irão distribuir os vales às famílias beneficiadas. A lista de beneficiados você confere aqui. Nos municípios, essas pessoas devem procurar a prefeitura levando documento de identificação e comprovante de residência para receber o tíquete. Com o tíquete em mãos, há três formas de receber a recarga de gás. A primeira é indo direto à revenda mais próxima da Nacional Gás; a segunda é entrando em contato, por telefone, com a distribuidora da Nacional Gás da sua região; e a última é buscando os canais de atendimento da empresa, como o 0800-7021200.

“É um grande benefício porque todas as pessoas em vulnerabilidade estão passando dificuldades”, pontuou o prefeito do Eusébio, Acilon Gonçalves, que recebeu os primeiros 197 tíquetes do município. Acilon destacou que a entrega no município será feita com o cuidado de evitar aglomerações.

“A Nacional Gás está disponibilizando o atendimento em casa. Nossa orientação é que as famílias entrem em contato e agendem esse serviço, evitando filas e aglomerações. O serviço é gratuito”, reforça a titular da SPS, Socorro França. Os tíquetes são válidos até julho. Para obter a recarga, a família deve ter um botijão de 13kg vazio para fazer a substituição.

O vale-gás social pretende ofertar o gás em botijão como auxílio para amenizar os impactos sociais decorrentes da Covid-19. Foram contempladas com o benefício, as famílias beneficiárias do Cartão Mais Infância; inseridas no Cadastro Único e beneficiárias do programa Bolsa Família com renda per capita igual ou inferior a R$ 89,34; e os jovens inseridos no programa Superação.

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Covid-19 matou mais do que AVC, infarto e câncer de pulmão no CE

As três primeiras mortes por Covid-19 no Ceará foram registradas pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) no dia 24 de março. Começava ali um ciclo doloroso e agressivo. Desde então, as perdas são recorrentes e numerosas. Até domingo (10), às 17h15, a pasta registrava 1.114 pessoas mortas no Estado vítimas da doença. Mais de 309 estavam sob investigação.

Para se ter dimensão da gravidade do problema, em dois meses, março e abril, a Covid-19 já matou sozinha mais pacientes no Ceará que as causas historicamente mais comuns de óbitos juntas, como infarto, AVC e câncer de pulmão (tipo mais recorrentes de neoplasia). Juntas, as três causas mataram em março e abril 579 pessoas no Estado. Nesse mesmo período, o Ceará teve 705 pacientes mortos por coronavírus.

Os dados analisados pelo Sistema Verdes Mares constam na plataforma IntegraSUS do Governo do Estado. A opção por sistematizar as informações de março e abril e não incluir os indicadores de maio, que nos primeiros nove dias já teve, pelo menos, mais de 409 óbitos por Covid-19, deve-se à limitação da própria plataforma. O IntegraSUS não permite a consulta das mortes por causas gerais por dia, restringindo a disponibilização das informações por mês. Portanto, poderia haver uma imprecisão de períodos caso os dias de maio fossem contabilizados no comparativo entre os indicadores de mortalidade por outras causas e por Covid-19.

Doenças do aparelho circulatório
O IntegraSUS, plataforma pública da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), tem, dentre outras informações, os indicadores da mortalidade nos 184 municípios do Ceará nos últimos 10 anos. Conforme dados da plataforma, juntas, as doenças do aparelho circulatório até maio de 2020 foram as que mais mataram pessoas no Ceará nos meses analisados - março e abril. Dentre elas estão: infarto agudo do miocárdio, AVC, hipertensão, insuficiência cardíaca e doença cardíaca hipertensiva.

Somadas, junto a outras enfermidades dentro da mesma categoria (doenças do aparelho circulatório) totalizaram 1.344 mortes nos meses de março e abril. Mas os casos de Covid-19 isolados superam todas as demais causas separadas dessa categoria.

Os óbitos por Covid-19 em março e abril superam as 285 mortes por infarto agudo do miocárdio, as 253 mortes por pneumonia por micro-organismo não especificado, as 180 mortes por AVC e as 114 mortes por câncer dos brônquios e dos pulmões no Ceará nesse mesmo período.

Outra dimensão é que a Covid-19, em dois meses, já matou mais pessoas no Ceará que doenças como câncer de fígado (394 mortes), do pâncreas (372) e do colo do útero (301), edema pulmonar (165), cirrose hepática (366) e HIV (267) ocorridas durante o ano inteiro de 2019 no Estado.

Vítimas da Covid-19
A mortes por coronavírus no Estado podem ser ainda mais numerosas somente nesses dois meses, tendo em vista que há ainda 94 óbitos ocorridos em março e abril em investigação sob suspeita de Covid-19. Em Fortaleza, epicentro da doença no Estado, nesses dois meses, 525 pessoas morreram de coronavírus. A quantidade supera todos os óbitos por câncer de todos os tipos no mesmo período deste ano na Capital. O total de morte por neoplasias diversas foi de 368 pessoas.

Dentre as perdas, está a morte da aposentada Maria Aparecida dos Santos, de 69 anos. Moradora do bairro Papicu, Aparecida contraiu o vírus quando a epidemia ainda estava no início no Ceará. Após oito dias de tratamento em casa, ela careceu de internação. Ficou cerca de 30 dias hospitalizada, conforme conta o filho Felipe Augusto Roseno, e morreu no dia 19 de abril.

"Por mais de oito dias fiquei cuidando dela aqui em casa. Os sintomas foram se repetindo. Febre de 38° e 39° graus e começaram a ficar de manhã, de tarde e de noite, foi ficando tudo mais intenso", relembra Felipe.

Após o dia da internação, Felipe nunca mais viu a mãe. Ela foi hospitalizada em uma unidade particular e, na época, ainda não haviam os gargalos que o sistema de saúde enfrenta hoje. Não se tinha ainda o estrangulamento dos leitos. Embora houvesse a previsão. Aparecida não tinha nenhuma comorbidade, conta Felipe. Ainda assim, a doença avançou. E Felipe que tenta se recuperar da perda lamenta: "ninguém está preparado para perder alguém. Mas perder alguém nas condições que essa doença está levando as pessoas é muito pior. É um ciclo que não se fecha. É como a pessoa desaparecida. Você não viu. Você não sabe nada".

Estrutura da saúde
Para o presidente da Sociedade Cearense de Infectologia (SCI), médico Guilherme Henn, os índices atuais de mortes por Covid-19 no Ceará têm duas justificativas: a letalidade da doença que é considerada alta por natureza e colapso do sistema de saúde.

"Enquanto tínhamos condição de absorver demanda, há três, quatro semanas, um paciente chegava num serviço de saúde, em um hospital privado e ele podia ser internado. Se ele ficasse grave provavelmente existiria leitos de UTI. Estávamos conseguindo levar, mas de umas três a há duas semanas pra cá, a gente entra em uma fase mais complicada. As equipes de saúde estão lutando muito pela vida dos pacientes que estão internados. Enquanto essa luta acontece esse paciente vai ficando 7, 14, 20 dias internado e os pacientes que precisam de internamento, aquele que tinha a indicação relativa, muitas vezes, é mandado para casa e volta já um pouco mais grave. Quando ele volta com indicação plena de internamento, muitas vezes, tem sequer vaga".

Guilherme explica que já era esperado que os óbitos por Covid-19 suplantassem as outras doenças. Ele acrescenta: "mesmo que tivéssemos condições de atender a todos os óbitos por Covid-19, ainda assim ela suplantaria as demais doenças, porque é uma quantidade enorme de casos em um curto espaço de tempo de uma doença aguda". Porém, o médico pondera que a taxa de letalidade atual está superestimada no Estado, já que, segundo ele, o número de pessoas contaminadas é maior do que o registrado oficialmente e o cálculo da letalidade leva em consideração os casos confirmados e as mortes registradas.

O médico avalia também que o Governo do Estado e a Prefeitura de Fortaleza se preparam de forma adequada para enfrentar a doença, no entanto, os gargalos estruturais do sistema de saúde ficam evidentes diante da demanda. "Esse problema estrutural resultou do colapso. Por melhor que o Governo e a Prefeitura de Fortaleza tenham se preparado, foi insuficiente. Não tem como absorver a demanda de uma cidade de quase 3 milhões de habitantes".

Para o infectologista, uma das possibilidades de mudança, passado o momento do pico de casos de coronavírus é a reestruturação do sistema de saúde para emergência pública. Ele reforça que tanto a rede pública como a privada no Estado sempre conviveram com sobrecarga e, para ele, isso evidencia que, de algum modo, a preocupação com essa ausência de estrutura "não era grande o suficiente".

Por Thatiany Nascimento

Fonte: Diário do Nordeste

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Ceará ultrapassa 141 países do mundo em número de mortes por Covid-19

O número de mortes provocadas pela Covid-19 no Ceará já é maior que o registrado em pelo menos 141 países do mundo, segundo dados da universidade estadunidense Johns Hopkins, que mapeia, em tempo real o número de casos confirmados e óbitos pela doença ao redor do globo. A análise considera locais onde a pandemia já está em declínio; onde ela acabou de começar; ou que têm curva epidemiológica parecida com a do estado.

No Brasil, o Ceará é o terceiro em mortes provocados pela Covid-19 no Brasil e, atualmente, fica atrás apenas de São Paulo (3.743) e Rio de Janeiro (1.770).

Na segunda-feira (11), até às 17h21, o Ceará ultrapassou a marca de 1,1 mil óbitos em razão do novo vírus. Outras 334 mortes suspeitas da doença seguem em investigação. As informações constam na plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

Em número de mortes, o Ceará está à frente de países com populações maiores que a sua e que fazem fronteira com outras nações já castigadas pela pandemia da Covid-19, como é o caso de Portugal.

Na Europa, os portugueses dividem limites com a Espanha e o Oceano Atlântico. Porém, enquanto 26,6 mil espanhóis morreram por causa do coronavírus, em Portugal foram 1.144 até essa segunda-feira, conforme a Johns Hopkins.

Comparativo
Quando comparado a um país latino americano vizinho ao Brasil, os índices cearenses também são elevados. O Estado já registrou quase quatro vezes mais mortes que a Argentina. Até essa segunda, 305 argentinos faleceram em razão da infecção viral.

Na Argentina, o publicitário Mardônio Andrade, 33, se mudou para a cidade Buenos Aires em fevereiro deste ano, antes de o país vizinho confirmar o seu primeiro caso da Covid-19, registrado em 3 de março, conta que, pelo que consegue observar nas ruas e na mídia local, as pessoas aderiram ao isolamento social decretado pelo governo, com punição para quem desobedecesse às regras.

“As pessoas realmente estavam respeitando. Logo no começo, quando ia pro supermercado, teve a loucura inicial, todo mundo comprando as coisas, mas, depois que rolou isso, quando fui novamente, todo mundo tinha que ficar de fora, com um metro de distância, e as pessoas respeitavam. Foi uma das coisas que me surpreenderam aqui”, narra Mardônio.

Ele mora com a esposa que estuda medicina na capital argentina e iniciou as atividades no país latino em um curso de espanhol, a fim de se familiarizar com a língua local. Contudo, as aulas presenciais não foram mais do que duas.

Países mais populosos
Outra dimensão da quantidade de casos de mortes no Ceará é que dos cinco países mais populosos do mundo, os cearenses apresentam maior índice de óbitos do que dois deles: Paquistão (667 mortes com população de 212,2 milhões) e Indonésia (991 óbitos, com população de 267,7 milhões). Ambos estão na Ásia, continente que teve o primeiro registro da Covid-19. Os dois países, atualmente, passam por um aumento no número de casos e mortes.

Para o epidemiologista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luciano Pamplona, é “muito difícil” comparar a situação da Covid-19 no Ceará com a dos demais estados do Brasil, mais complexo ainda, diz ele, é tecer semelhanças com outros países do mundo.

No entanto, ele afirma: “a gente está pior do que os outros países porque, de fato, a nossa situação é muito grave. O país que tem mais ou menos óbitos neste momento está ligado à informação ser divulgada, à condição de investigação desses óbitos e ao acesso ao tratamento”.

Fonte: G1 CE

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Governo do Ceará amplia número de leitos durante a pandemia

Desde o início da pandemia de Covid-19, o Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), trabalha em diversas frentes para o combate à doença. Uma das ações adotadas foi aumento no número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de enfermaria para atenção exclusiva a pacientes com coronavírus.

Em 46 dias, mais de dois mil leitos foram criados em Fortaleza e no interior do Estado para atendimento de casos de Covid-19. Deste total, 481 são leitos de UTI e 1.521, de enfermaria. Antes da pandemia, o Ceará contava com 730 leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ceará possui uma estrutura de saúde bem distribuída pelo interior, com hospitais regionais em Juazeiro do Norte, Sobral e Quixeramobim, além de hospitais-polo em cidades estratégicas, como Maracanaú, Caucaia, Itapipoca, Crateús, Tauá, Iguatu e Icó. Durante a pandemia, as unidades receberam incremento de leitos de enfermaria e de UTIs para o enfrentamento à Covid-19.

Investimento
Além de realizar investimento nas unidades da rede estadual, o Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Saúde, requisitou o Hospital Leonardo da Vinci e o Hospital Batista para atendimento exclusivo a pacientes diagnosticados com coronavírus. Ao todo, as unidades oferecem 361 leitos.

Hospitais de campanha
Para reforçar o atendimento à população, o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), o Hospital Geral César Cals (HGCC) e o Hospital São José (HSJ) passaram a contar com hospitais de campanha anexos às unidades da rede pública da Sesa. O Hospital de Messejana Doutor Carlos Alberto Studart Gomes (HM) também está montando uma estrutura que terá 32 leitos de enfermaria de média complexidade. Há ainda o Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, que iniciou a montagem da estrutura do hospital de campanha na última sexta-feira (8). A unidade já conta com 30 leitos de UTI e duas enfermarias, com 29 leitos cada uma para atendimento exclusivo aos pacientes com Covid-19.

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Coronavírus: Pacientes recuperados devem manter rotina de cuidados após alta hospitalar

“Assusta. A gente pensa que é só uma gripe”, disse o pescador Valmyr Alves de Sá, de 77 anos. Diagnosticado com coronavírus, o idoso ficou oito dias internado no Hospital São José (HSJ), unidade da rede pública da Secretaria da Saúde do Ceará. Após receber alta, ele finalmente pôde voltar para casa.

“Fiquei feliz. Foi bonito, cantaram pra mim, nem sabia que tinha música de pescador. Todo mundo aqui [no Bairro Serviluz] ficou emocionado. Mas a doutora ainda mandou ficar isolado”, contou Valmyr, que é conhecido na praia do Titanzinho.

A recomendação de isolamento não é à toa, pois, mesmo recebendo alta do hospital, o vírus ainda pode estar no organismo. É o que explica o médico infectologista Keny Colares, do HSJ. Segundo o especialista, o processo de recuperação dos pacientes acontece de duas formas.

A primeira, a “cura clínica”, ocorre quando não há mais sintomas da doença. Já a “cura microbiológica” significa que organismo eliminou totalmente o vírus, algo que pode demorar mais para acontecer. “Isso varia muito de pessoa para pessoa. Aparentemente, os pacientes levam algum tempo eliminando o vírus, principalmente se compararmos casos leves e graves”, explica.

Nos casos mais graves, normalmente, as pessoas apresentam dificuldades para respirar e precisam de internação. “Pode ser um caso de um dia de internação ou dois. A depender da situação, medicamentos e oxigênio deixam o paciente bem o suficiente para ir para casa. O ideal é que ele fique o menor tempo possível no hospital”, afirmou o médico. Nestes casos, o isolamento em casa deve ser feito de preferência em um quarto, sem manter contato direto com os demais membros da família para não haver contaminação.

“Há casos graves mais severos em que, mesmo com o tratamento, não conseguem respirar, se cansam. Esses [pacientes] precisam de apoio, entubar, traqueotomia. Isso tudo vai depender da avaliação médica. E eles podem ficar muitos dias até que o pulmão funcione sem ajuda”, ressaltou.

Nestes casos, após a alta hospitalar, cabe ao médico avaliar a necessidade de isolamento em casa e orientar o paciente. “O paciente só está de fato recuperado quando ele está sem sintomas. Mais especificamente sem febre e tosse (forte) por, pelo menos, três dias. Lembrando que uma tosse leve, pigarro, pode permanecer com o paciente por um tempo”, ressaltou o especialista.

Os casos leves são aqueles que podem permanecer em casa. Porém, entre o quinto e o sétimo dia, o paciente deve ficar atento para uma possível piora ou melhora dos sintomas. Caso não apresente qualquer melhora, é preciso procurar ajuda médica. “Principalmente se se tratar de grupo de risco, ou seja, hipertenso, diabético, cardíaco, entre outras coisas”, disse o médico

Casos assintomáticos
Algumas pessoas podem ter o vírus e não apresentar sintomas. Com isso, não saberão que estão doentes. “A proporção da quantidade desses casos ainda não é clara. Imagina-se que a pessoa também possa transmitir, mas ainda não se sabe o alcance disso. Esse é um dos motivos que tornam o distanciamento social tão importante. Ele dificulta a transmissão, não importa se o transmissor é um caso leve, grave ou assintomático”, disse Keny Colares.

Vida pós-Covid-19
Uma semana após receber alta hospitalar, Valmyr Alves de Sá teve de comparecer a uma consulta de acompanhamento ambulatorial no HSJ. Dependendo de como o paciente reage à doença, a avaliação é necessária para evitar complicações futuras. “Eu fui pra consulta, a doutora me examinou e passou uns exames. Eu vou fazer pra ficar bom. Graças a Deus e aos doutores do São José, eu estou ótimo, respiro e como bem”, disse o pescador, ainda está em processo de recuperação.

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Bolsonaro ignora mortes e confirma churrasco, neste sábado (9), para 3 mil

O presidente Jair Bolsonaro ironizou as críticas que sofreu ao anunciar que pretende fazer um churrasco neste sábado (9), contrariando recomendações do próprio Ministério da Saúde. Ao voltar para o Palácio da Alvorada, no fim da tarde desta sexta-feira (8), Bolsonaro disse que deve receber 3 mil pessoas para a confraternização.

Na noite de quinta, o presidente havia afirmado a apoiadores que receberia “uns 30 convidados” para um churrasco e cobraria R$ 70 de cada um. A realização de eventos como esse esbarra também em orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que defende o isolamento social como principal estratégia para combater a pandemia do novo coronavírus.

Foram necessárias apenas 24 horas, porém, para que Bolsonaro inflasse o número de convidados. Primeiro, disse que convidaria apenas profissionais da imprensa. Depois, passou a aumentar as projeções. “Já tem 180 convidados”, “tem 210 chefes de família, deve dar umas 500 pessoas”, “vai ter umas 900 pessoas no churrasco amanhã”, afirmou. “Tem mais um pessoal aqui de Taguatinga, 1,1 mil”.

Antes de se despedir dos seguidores que se aglomeravam em um cercado montado em frente do Palácio do Alvorada, o presidente fez um último cálculo. “Quem estiver aqui amanhã a gente bota para dentro. Três mil pessoas no churrasco amanhã”, disse ele, aplaudido por aliados.

Bolsonaro também usou de ironia para evitar perguntas de jornalistas sobre a indicação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. O delegado foi escolhido pelo presidente para dirigir a corporação, mas teve a nomeação barrada pela Justiça. A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que reconsiderasse a decisão sobre o impedimento de Ramagem para exercer o cargo.

Moraes suspendeu a nomeação depois que o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro acusou o presidente de tentar interferir politicamente na PF. Ramagem é amigo da família Bolsonaro. Questionado se ainda dá para reverter a decisão de Moraes, Bolsonaro abriu um sorriso. “Dá para reverter? Não dou nada, não”, respondeu.

Mais cedo, após cumprir agenda no Ministério da Defesa, o vice-presidente Hamilton Mourão desconversou sobre o churrasco anunciado por Bolsonaro. Recorrendo também à ironia, Mourão disse que ainda não havia sido convidado. “O presidente ainda não falou comigo sobre churrasco e R$ 70 está muito caro”, comentou.

Fonte: Estadão

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Por que o governo nega os R$ 600 ou deixa pedido em análise? Caixa responde

Ter carteira assinada, receber seguro-desemprego ou outros benefícios, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada), são alguns dos motivos que levam o governo a negar o auxílio emergencial de R$ 600, pago durante a pandemia do novo coronavírus.

Quem tem o benefício negado e não concorda pode fazer a contestação do resultado pelo site Caixa Auxílio Emergencial ou pelo aplicativo, disponível para Android e iOS. Outra opção é fazer uma nova solicitação.

Segundo a Caixa, os motivos para negar o auxílio são:

• Ter menos de 18 anos;
• Ser empregado com carteira assinada;
• Estar recebendo seguro-desemprego;
• Ser aposentado ou pensionista do INSS;
• Receber outros benefícios, como BPC (Benefício de Prestação Continuada), auxílio-doença, garantia safra e seguro defeso (com exceção do Bolsa Família);
• Ser de família com renda mensal por pessoa de mais de meio salário mínimo (R$ 522,50) ou ter renda familiar mensal total maior do que três salários mínimos (R$ 3.135);
• Ter tido rendimentos tributáveis, em 2018, acima de R$ 28.559,70, ou seja, ter declarado Imposto de Renda em 2019;M
• Mulher casada ter se cadastrado como "mãe solteira";
• Mais de duas pessoas da minha família terem feito o cadastro;
• Limite maior que duas pessoas que recebem Bolsa Família;
• Cadastro com CPF irregular (deve regularizar na Receita Federal);
• Cadastro com CPF de pessoa falecida;
• Cadastro em aplicativo ou site fraudulento, que não seja o auxílio emergencial da Caixa.

Erros na hora do cadastro
A Caixa diz que alguns outros erros na hora de preencher os dados do cadastro podem implicar "numa maior demora da verificação" ou fazer com que a resposta seja "dados inconclusivos", o que exige o preenchimento de uma nova solicitação para corrigir os dados.

De acordo com a Caixa, os principais erros de cadastro e preenchimento são:

• Indicou que é chefe de família, mas não cadastrou nenhum outro membro na família;
• Cadastro sem informação sobre sexo;
• Inserção incorreta de dados de membro da família, tais como CPF e data de nascimento;
• Mais de uma pessoa realizou o cadastro e houver divergência entre os dados informados por eles;
• Cadastro por mais de duas pessoas do mesmo grupo familiar;
• Inclusão de alguma pessoa da família com indicativo de óbito;
• Regularizou ou atualizou os dados do CPF recentemente. É preciso aguardar pelo menos três dias para tentar novamente.

Há dados que o trabalhador não consegue mudar
Alguns dos erros de cadastro apontados pela Caixa não podem ser corrigidos pelo trabalhador.

Isso acontece, por exemplo, com quem não possui informação sobre sexo no cadastro. O cadastro preenchido pelo trabalhador no site ou no aplicativo não pede essa informação. A partir dos outros dados informados, como nome e CPF, o próprio governo consulta suas bases de dados para dizer se a pessoa é do sexo masculino ou feminino. O trabalhador não consegue alterar essas bases de dados.

Quem solicita o auxílio também não consegue mudar o cadastro se alguma base do governo que essa pessoa já morreu.

Como consultar o andamento da solicitação?
Além do site da Caixa, a consulta também pode ser feita em www.cidadania.gov.br/consultaauxilio ou consultaauxilio.dataprev.gov.br.

Será preciso informar:

• CPF
• Nome completo
• Nome da mãe
• Data de nascimento

Fonte: UOL

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Aulas presenciais continuam suspensas no CE como forma de enfrentamento à disseminação da Covid-19

O Governo do Ceará prorrogou por mais 30 dias a suspensão de aulas presenciais em escolas, cursos, faculdades e universidades públicas e privadas. A prorrogação consta no Decreto nº 33.574, de 05 de maio de 2020, publicado terça-feira (05), onde o Estado afirma que a medida busca dar continuidade às ações de enfrentamento à disseminação do novo coronavírus (Covi-19) no território cearense.

Na rede pública estadual de ensino, a suspensão das atividades presenciais vai até 1º de junho, conforme o Decreto. O período não representa antecipação das férias escolares. Cada unidade de ensino elaborou um Plano de Atividades Domiciliares para garantir que o processo de ensino e aprendizagem diário continue de forma remota, configurando como dia letivo.

As diretrizes da Secretaria da Educação do Estado do Ceará apontam o livro didático como principal ferramenta para as aulas remotas. Para os alunos que não têm acesso à internet, professores elaboram atividades impressas, de forma que todos possam acompanhar os conteúdos. Há ainda uma parceira com a TV Ceará (TVC) para a transmissão de aulas de diversas disciplinas, de segunda a sexta-feira, às 14h.

“Nós construímos diretrizes que estão norteando as nossas escolas para esse período. As aulas estão ocorrendo de forma remota todos os dias. Os nossos professores e gestores estão todos envolvidos e empolgados, passando atividades diárias para que os estudantes possam acompanhar da melhor forma os conteúdos didáticos, garantindo uma boa aprendizagem”, ressalta a secretária da Educação, Eliana Estrela.

Conectividade
A Seduc também apoia alunos e educadores para o uso de aparatos tecnológicos a fim de facilitar a conexão neste período de ensino domiciliar. Entre as plataformas disponíveis estão o Aluno Online, Professor Online e o Google Sala de Aula (Google Classroom). A Secretaria estabeleceu parceria, por meio de chamada pública, com 12 plataformas de ensino, as quais oferecem, gratuitamente, apoio na organização das atividades de educadores e estudantes.

Durante o mês de maio, a Seduc realiza a ação “Conexão Seduc: diálogos e experiências sobre os estudos domiciliares”, que tem o objetivo de aprimorar a experiência de professores e gestores escolares nesse período de distanciamento social. Trata-se de uma série de encontros virtuais, em formato de palestras, colóquios temáticos e fóruns para trocas de conhecimentos.

Cartão vale-alimentação
Desde o dia 29 de abril, o Governo do Ceará, por meio da Seduc, vem realizando a entrega do cartão vale-alimentação para os 423 mil estudantes matriculados na rede estadual. A iniciativa garante um auxílio de R$ 80,00 com o objetivo de contribuir para a segurança alimentar dos alunos durante o período em que as atividades presenciais permanecem suspensas.

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Justiça do Ceará determina redução de 30% nas mensalidades escolas privadas

A Justiça do Ceará determinou, nesta quarta-feira (6), a redução de mensalidades em 47 escolas de ensino privado no estado com imediato desconto de 30% do valor total das mensalidade. A decisão diz que, caso não atenda ao desconto, instituição deve permitir a imediata rescisão contratual sem imposição de multa aos consumidores. (Veja a lista das escolas abaixo)

A decisão atende ação civil pública proposta pela Defensoria Pública Geral do Estado. Em caso de descumprimento, está fixada multa diária no valor de R$ 5 mil, limitada a R$ 100 mil, para cada instituição.

Procurado pela reportagem, o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe) informou que ainda não foi notificado oficialmente da decisão e que, quando isso acontecer, o departamento jurídico da entidade se pronunciará.

Um projeto de lei que ainda tramita na Assembleia Legislativa (AL-CE) prevê descontos nos valores cobrados por instituições privadas no estado durante a pandemia da Covid-19.

A decisão desta quarta é do juiz Magno Gomes de Oliveira contra o Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica, Escolas de Idiomas, Ensino Livre, Ensino Profissionalizante e Educação Superior e outras 47 instituições de ensino particular.

Na decisão, o juiz ressalta que foram realizadas reuniões com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular (Sindepe) na tentativa de realizar um acordo, mas não houve êxito.

Conforme o magistrado, "as entidades insistem, de forma contrária às regras consumeristas, em negociar individualmente com os pais/responsáveis, sem se comprometerem, como seria de esperar, com qualquer tipo de redução em percentual para a totalidade de seus alunos, a despeito de o serviço contratado, na modalidade presencial, não estar sendo efetivamente prestado, e desta forma a parte mais fraca e vulnerável da relação, qual seja o consumidor, está suportando de forma exclusiva os prejuízos advindos da pandemia".

Na decisão, o juiz define que o desconto terá alcance do ensino infantil ao ensino médio, durante a vigência do Decreto Estadual que determina a situação de emergência em saúde.

Rescisão contratual
Para as instituições privadas que não quiserem aderir ao desconto, a Justiça deu como alternativa permitir aos pais a "imediata rescisão contratual sem a imposição de multa, independente do resguardo de vaga para o próximo ano/semestre letivo". Nesse caso, a instituição poderá exigir taxas de matrículas e outros acessórios na futura renovação ou nova contratação do serviço escolar.

A decisão não atinge eventuais acordos firmados entre os responsáveis pelos alunos e as instituições de ensino, bem como bolsas de estudo ou descontos mais benéficos ao consumidor já concedidos pelas instituições de ensino em razão da suspensão das aulas presenciais.

Confira a lista das escolas:
  • Colégio 21 de abril
  • Colégio Educar 21 de abril
  • Colégio Sete de Setembro
  • Colégio Acadêmico
  • Colégio Academos
  • Colégio Ágape
  • Colégio Antares
  • Colégio Ari de Sá Cavalcante
  • Colégio Ateneu Ceará
  • Colégio Militar Batalha de Riachuelo
  • Colégio Batista Santos Dumont
  • Colégio Dom Bosco Salesiano
  • Colégio Cearense Total
  • Colégio Santa Isabel
  • Colégio Santa Cecília
  • Colégio Christus
  • Colégio Darwin
  • Colégio Espaço Aberto
  • Colégio Equipe
  • Organização Educacional Farias Brito
  • Colégio Genius
  • Colégio Globomax
  • Instituto Pedagógico Guri Ltda
  • Colégio Gustavo Braga
  • Colégio Santa Helena
  • Colégio Santo Inácio
  • Colégio Jim Wilson
  • Organização Educacional Juscelino Kubitschek
  • Colégio J. Oliveira
  • Colégio Juvenal de Carvalho
  • Colégio Casa da Tia Léa
  • Escola Marista do Sagrado Coração
  • Colégio Master
  • Associação de Educação Vicentina Santa Luisa de Marilac
  • Colégio Nossa Senhora das Graças
  • Colégio Nova Dimensão
  • Colégio Novo Tempo
  • Instituto Educacional Carinho
  • Colégio Provecto
  • Colégio Queiroz Belém
  • Colégio Dom Quintino
  • Colégio Teleyos
  • Colégio Tiradentes
  • Colégio Santo Tomás de Aquino
  • Colégio Vasconcelos Vieira
  • Colégio Veja

Fonte: G1 CE

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Ceará usará câmeras de monitoramento para fiscalizar deslocamento durante quarentena

O Governo do Ceará vai utilizar o sistema de videomonitoramento da Secretaria da Segurança e dos órgãos de trânsito para fiscalizar o deslocamento de pessoas durante a vigência do novo decreto de isolamento social. O objetivo é endurecer as medidas restritivas de circulação para conter o avanço do coronavírus no estado.

Anunciado nesta terça-feira (5), a determinação do governador Camilo Santana restringe a mobilidade de pessoas e de veículos que não estejam cumprindo atividades essenciais. Com o novo decreto, Fortaleza terá medidas mais rígidas de quarentena, como a restrição de mobilidade de pessoas e veículos que não estejam cumprindo atividades essenciais.

As intervenções são similares às praticadas em São Luís, no Maranhão, que iniciou nesta terça o lockdown. Camilo Santana e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, no entanto, evitaram usar o termo "lockdown".

Até as 11h41 desta quarta-feira (6), o Ceará havia registrado 12.206 casos do novo coronavírus. 816 pessoas já morreram com a Covid-19 no estado. Os dados são da plataforma IntegraSUS, da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa).

O governador Camilo Santana disse que as pessoas terão permissão para se deslocar ao trabalho e fazer compras, por exemplo, desde que cumpram as determinações legais. Camilo explicou que agentes de segurança estarão nas ruas realizando abordagens a pedestres e motoristas.

“Se a pessoa for abordada a pé, provavelmente ela estará próxima a um supermercado, estará visualmente observável. Se a pessoa está de carro, em um primeiro momento, o policial vai fazer a abordagem. Ele terá que confiar muitas vezes no cidadão que preste essa informação. Mas nós vamos estar monitorando a placa do carro, que será anotada. Vamos fiscalizar e acompanhar esse carro, o destino deste veículo pelo sistema Spia (Sistema Policial Indicativo de Abordagem)", disse o governador em entrevista ao Bom Dia Ceará, da TV Verdes Mares.

Além do Ceará, 17 estados e o Distrito Federal anunciaram nesta semana a ampliação do isolamento social no mês de maio com o objetivo de conter o avanço do coronavírus.

Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraíba , Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia , Santa Catarina, São Paulo, Piauí e Sergipe também estenderam as restrições de acesso a escolas, comércio e outros locais públicos.

Plano operacional
Camilo afirmou ainda que nesta quarta será definido todo o plano operacional das principais ações do novo decreto, onde Fortaleza terá medidas mais rígidas de quarentena. O governador destacou ainda que o cidadão deve se conscientizar sobre o avanço da Covid-19 em Fortaleza e quem não for obediente às determinações do governo será punido conforme a lei.

“O decreto não tem nenhum objetivo de fazer qualquer tipo de multa à população. Queremos que a população se conscientize da importância nesse momento de ser solidário, com essa pandemia, à população. Mas está previsto no decreto penas, sanções tanto cíveis e administrativas como penais”, acrescentou.

Camilo também destacou a importância dos prefeitos municipais para que as novas normas sejam cumpridas à risca e com sucesso.

“Esse decreto não tem finalidade de punir ninguém, mas será punido aquele que desobedecer porque está colocando em risco a vida dos outros. Portanto, é fundamental que os prefeitos municipais colaborem, ajudem, muitos têm feito muitas ações pra que a gente possa garantir que a situação grave que chegou a Fortaleza não se repita em outros municípios do interior do Ceará”.

Fonte: G1 CE

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Decreto prolonga isolamento social em Juazeiro do Norte e obriga uso de máscara em locais públicos

A Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte publicou nesta terça-feira (5), no Diário Oficial do Município, o Decreto 521, com o acréscimo de normas mais específicas nas ações de combate ao novo coronavírus e à disseminação da Covid-19, estabelecendo novas regras que serão incorporadas as demais medidas vigentes em Juazeiro do Norte, durante a pandemia.

Além do prolongamento do período de isolamento social, que seguirá até o dia 20 de maio, a Prefeitura de Juazeiro do Norte, em consonância com as ações adotadas pelo Governo do Estado do Ceará, torna obrigatório para a população o uso de máscara de proteção facial, sejam industriais ou de fabricação caseira, devendo cada cidadão, ao sair da residência, estar utilizando a mesma. 

A entrada e permanência de pessoas sem o uso deste acessório em transporte público, coletivo ou individual ou ainda em locais públicos ou dentro estabelecimentos abertos ao público passam a ser proibido.

O decreto também determina, a partir desta quarta-feira (6), a autorização das atividades internas das instituições de ensino para a preparação de aulas de transmissão virtual e ainda o prolongamento do prazo de suspensão das atividades educacionais presenciais em todas as escolas da rede de ensino público municipal, que será estendido por mais 30 dias.


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Devido a pandemia, órgãos pedem liberação total do Garantia Safra

Entidades ligadas à produção agrícola de base familiar, com apoio do Fórum dos secretários de Estado responsáveis pelas Políticas de Apoio à Agricultura Familiar do Nordeste e da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), solicitaram ao ministro da Fazenda, Paulo Guedes, e à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, a liberação, em caráter extraordinário, do pagamento do Garantia Safra referente a 2018/2019 para todos os agricultores inscritos no programa federal.

A medida visa beneficiar os sertanejos que, embora não tenham tido prejuízos na lavoura, estão enfrentando dificuldades para escoar a produção devido à pandemia do novo coronavírus. As feiras livres, cuja realização está vetada, era o principal canal de venda da produção dos agricultores.

Atualmente, o recurso é destinado apenas para agricultores cuja perda da safra foi igual ou superior a 50% por decorrência de estiagem ou excesso de água. Nesta edição do programa (2018/2019), cujos pagamentos tiveram início no mês passado, apenas Icapuí e Jucás se enquadraram no requisito. Deste modo, dos 182 municípios cearenses aptos a participarem do programa, apenas agricultores de dois deles estão recebendo, neste ano, o montante no valor de R$ 850.

Do total de 164.430 agricultores que aderiram ao programa, apenas 791 - de Jucás e Icapuí - estão recebendo o seguro. Caso o pedido seja aceito pelo Governo Federal, os demais agricultores também serão beneficiados. Conforme o Mapa, "o pedido está sendo analisado e deve ter uma deliberação até a próxima semana". Para o presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Nilson Diniz, o recurso seria de "grande valia para os agricultores que, em sua maioria, são pobres e com baixa renda".

Diniz argumenta que o pagamento não oneraria os cofres do Governo pois o montante a ser liberado "é um recurso que já existe, já está em caixa". O fundo do Garantia Safra é composto por pagamentos anuais da União, dos estados, dos municípios e dos próprios agricultores. O montante é destinado aos sertanejos que tiveram perdas na safra do ano anterior.

"Esperamos a sensibilidade do Governo Federal", pontuou Diniz.

Mudanças
Neste ano, devido ao estado de calamidade pública decretado pelos municípios por conta da pandemia, as análises de perda da safra 2019/2020 não contarão com visita a campo dos técnicos da Ematerce. A mudança, determinada pelo Mapa, deve-se "às dificuldades de deslocamento de técnicos às áreas de produção".

Deste modo, para atestar o direito ao Garantia Safra, serão analisados os índices pluviométricos segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), além de dados do Suprimento de Água para o Crescimento Vegetal do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se apenas um desses índices comprovar perda igual ou superior a 50% da produção, o município terá o benefício desta edição disponibilizado em 2021.

Por Honório Barbosa

Fonte: Diário do Nordeste

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