Crato e Juazeiro entram no circuito nacional de dança

O Cariri entra para o circuito nacional de debates sobre a dança com o II Seminário de Dança e a VI Semana D da Dança, com a mobilização de mais de seis mil pessoas durante a sua realização, de 21 a 29 de abril. Locais públicos de Crato e Juazeiro do Norte, este ano, além dos teatros da região, servirão de palco para os espetáculos e também oficinas e aulas. A programação envolve grandes críticos do segmento e também coreógrafos, dançarinos e pesquisadores da área.

Segundo o idealizador e coordenação do evento, professor Alysson Amancio, há um destaque do Cariri atualmente no segmento da dança, por envolver bem mais que a cultura popular, mas um espaço se ampliando cada vez mais para a dança contemporânea. É nessa busca que as discussões serão trabalhadas, dando ênfase para a contemporaneidade em contraponto ao aspecto tradicional da dança.

Em 2006, foi criada a Associação de Dança Cariri, no intuito de reunir os profissionais e pessoas que se interessassem pela dança. Não deu outra, a entidade se fortaleceu ao ponto de criar os primeiros espaços de debate do segmento. A iniciativa de um evento de debates para a região veio em seguida, até surgir, então, a necessidade de criação de um curso.

Alysson Amancio destaca a grande demanda de profissionais que lutam pela presença de um curso acadêmico para a formação na área e, além disso, maior envolvimento das instituições. Atualmente a sua companhia de dança, que leva o seu nome, atua com 18 dançarinos profissionais, tem agenda de apresentações mais fora do Estado do Ceará e de Juazeiro do Norte. Com o espetáculo 'Cajuína', chegou a se apresentar recentemente na Alemanha.

Durante o evento, ele destaca o nível de debate dos participantes, a exemplo da Professora doutora Helena Katz, considerada a maior crítica de Dança do Brasil. Além de nomes como Sueli Guerra (RJ), Edney D. Conti (RJ), Arthur Marques (PB), Cia. Compassos (PE) Guga (SP), Teodora Alves (RN), Oswaldo Barroso (CE) e Fauller (CE).

Serão realizados 24 espetáculos, quatro oficinas, um workshop, além de aula pública, cortejo com os artistas, apresentação comunicações e artigos científicos. Um trabalho que, para Alysson Amancio, parte de iniciativas da própria associação e dos profissionais da região, que têm um espaço na rota de dança do Brasil.

O II Seminário de Dança é patrocinado pelo Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança 2013. São seis escolas de dança em Juazeiro do Norte e novos profissionais se formam no Rio de Janeiro, segundo ele, contribuindo também para o processo de formação no Cariri.

Inovação
Este ano, uma das novidades é a abertura dos espetáculos nas ruas de Juazeiro do Norte e Crato. Hoje, às 16 horas, haverá uma aula pública e, em seguida, espetáculo com 'Os Brincadores', da Cia. Compassos, de Pernambuco. A abertura oficial ocorre na noite de terça-feira, às 19h30min, no Teatro Patativa do Assaré, no Sesc de Juazeiro do Norte. Em Crato, as apresentações são no Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva, além do espaço do Centro Cultural do Araripe, na RFFSA. As oficinas e palestras acontecerão na sede da Associação Dança Cariri.

"Falta apoio do governo municipal e um olhar institucional para a região" afirma ele. Os avanços na área da dança nos últimos anos, conforme Alysson Amancio, têm sido significativo para tão poucos anos. Ele avalia que em Juazeiro do Norte praticamente não havia nada de ensino no segmento.

"Hoje, os alunos querem uma formação na área e a perspectiva é que se torne cada vez mais profissional", diz. A associação tem realizado trabalhos na região, como levar dança para a comunidade, ballet, dança regional, além de possuir biblioteca especializada.

Serão nove dias de atividades intensas, onde a região do Cariri cearense recebe artistas e professores de dança de todo país realizando um intercâmbio com os artistas locais e promovendo o fortalecimento da dança no Ceará. As inscrições das oficinas e palestras são realizadas pelo e-mail associacaodancacariri@gmail.com ou na Associação Dança Cariri.
Mais informações:

Associação de Dança Cariri
Rua Conceição, 1.391
Bairro São Miguel
Juazeiro do Norte - CE

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste


F-1: Hamilton domina e vence GP da China; Massa é o 15º

Sem dar chances para os rivais, o inglês Lewis Hamilton dominou o GP da China e faturou com tranquilidade sua terceira vitória consecutiva na temporada 2014 da Fórmula 1. O piloto da Mercedes venceu de ponta a ponta, após largar na pole position, e nem chegou a ser pressionado pelo companheiro Nico Rosberg, que chegou em segundo. Fernando Alonso, que quase acabou com a corrida de Felipe Massa, foi o terceiro. O brasileiro terminou em 15º.

Apesar do terceiro triunfo seguido, Hamilton segue na segunda colocação geral do campeonato. Com 75 pontos, ele ainda está atrás de Rosberg, com 79. O piloto da Alemanha despontou na liderança na primeira prova e vem mantendo a posição graças à regularidade nas etapas seguintes. Na madrugada deste domingo (20), ele chegou em segundo lugar pela terceira vez consecutiva.

A terceira posição geral pertence ao espanhol Fernando Alonso. Ele alcançou os 41 pontos ao desbancar no Circuito de Xangai os carros da Red Bull, que largaram na frente da Ferrari. No duelo interno entre os carros da equipe austríaca, o alemão Sebastian Vettel, atual tetracampeão, é o quinto colocado do campeonato, com 33 pontos, contra 24 do companheiro Daniel Ricciardo, da Austrália.

Motivado pelo bom rendimento no treino de sábado, Felipe Massa fez mais uma vez uma grande largada nesta madrugada. Ele largou em sexto e nas primeiras curvas já brigava pelo segundo lugar. No entanto, acabou sofrendo um toque de Alonso e caiu para quinto. O espanhol ficou em terceiro, enquanto Vettel apareceu em segundo. Ricciardo era o quarto. Na ponta, Hamilton apenas disparava à frente dos demais.

A Williams mostrava bom ritmo e a corrida parecia promissora para Massa. Até que o brasileiro sofrera novo revés. Desta vez, no pit stop. Ao parar para trocar os pneus, na 12º volta, os mecânicos da equipe tiveram dificuldade para remover a roda traseira esquerda, possivelmente em razão do toque de Alonso, e deixaram Massa por muito tempo parado nos boxes.

Ele acabou voltando em último lugar, mais de dez segundos atrás do penúltimo colocado. No pelotão traseiro, antes da metade da prova, Massa ainda conseguiu acumular algumas ultrapassagens, reduzindo a vantagem para os rivais. Mas não pôde ir além do 15º posto, fora da zona de pontuação.

Enquanto Massa sofria nas últimas posições, Hamilton ampliava sua vantagem na liderança. Depois de cair para 7º na largada, por conta de problemas na telemetria do carro, Rosberg começou a galgar posições até alcançar o segundo posto, sem ameaçar o companheiro de Mercedes.

Alonso, por sua vez, ganhou a terceira colocação ao passar Vettel na parada nos boxes. O alemão fez novo duelo interno com Ricciardo. Pela segunda vez seguida, o tetracampeão ouviu ordens da equipe para abrir passagem para o companheiro de equipe. Ele, no entanto, resistiu à ordem e, só depois da segunda investida do rival, cedeu a quarta posição.

Companheiro de Massa na Williams, o finlandês Valtteri Bottas fez outra boa corrida. Não conseguiu se aproximar dos primeiros colocados na largada, após sofrer toque de Rosberg. Mas rendeu bem no decorrer da prova e terminou em 7º lugar, atrás ainda do alemão Nico Hülkenberg - Kimi Raikkonen, Sergio Perez e Daniil Kvyat completaram o Top 10.

Com este resultado, Bottas se manteve à frente do brasileiro no campeonato. Ele ocupa a sétima posição, enquanto Massa é o 11º, com o dobro de pontos: 24 a 12.

A próxima etapa da Fórmula 1 será disputada somente daqui a três semanas. O GP da Espanha, a ser realizado no Circuito da Catalunha, em Barcelona, está marcado para o dia 11 de maio.

Confira a classificação final do GP da China:

1º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), em 1h36min52s810
2º - Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 18s686
3º - Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 25s765
4º - Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull), a 26s978
5º - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), a 51s012
6º - Nico Hülkenberg (ALE/Force India), a 57s581
7º - Valtteri Bottas (FIN/Williams), a 58s145
8º - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 1min23s990
9º - Sergio Perez (MEX/Force India), a 1min26s489
10º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 1 volta
11º - Jenson Button (ING/McLaren), a 1 volta
12º - Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso), a 1 volta
13º - Kevin Magnussen (DIN/McLaren), a 1 volta
14º - Pastor Maldonado (VEN/Lotus), a 1 volta
15º - Felipe Massa (BRA/Williams), a 1 volta
16º - Esteban Gutierrez (MEX/Sauber), a 1 volta
17º - Kamui Kobayashi (JAP/Caterham), a 1 volta
18º - Jules Bianchi (FRA/Marussia), a 1 volta
19º - Max Chilton (ING/Marussia), a 2 voltas
20º - Marcus Ericsson (SUE/Caterham), a 2 voltas

Não completaram a prova:

Romain Grosjean (FRA/Lotus)
Adrian Sutil (ALE/Sauber)

Fonte: Estadão



Barbalha (CE): Usina desativada tem área ociosa para cultivo da cana

No passado, a cultura de cana de açúcar trazia orgulho e, mais do que isso, prosperidade para o Cariri. Não foi à toa que se construiu uma usina neste município de médio porte destinado para processar a abundante matéria prima e que hoje está desativada. Aliás, a realidade atual foi na contramão. No lugar dos canaviais, cada vez mais há o cultivo da banana, numa aposta do produtor de que se trata da cultura mais viável para a região.

Quase um ano depois de ser arrematada em leilão pelo Governo do Estado, por R$ 15,4 milhões, ainda não há proposta de compra da Usina Manoel Costa Filho, em Barbalha, e nem perspectiva de funcionamento. Desativada desde 2004, o equipamento foi adquirido por meio da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece).

Os espaços de cultivo da cana são cada vez menores e produtores estão desanimados, em relação ao retorno da produção. Em lugar de cana, o plantio de bananas na região toma espaço, e até mesmo na área em volta da usina, antes tomada pelo canavial, agora é substituído pela bananicultura. A grande expectativa está voltada para a finalização do Canal da Transposição do Rio São Francisco e do Cinturão das Águas no Estado. Pode ser o incentivo que o investidor necessita para a retomada da cultura.

Proposta
Depois de vários contatos, que ainda continuam ocorrendo com os possíveis investidores da cultura canavieira, não existe nenhuma proposta firme, segundo o presidente da Adece, Roberto Smith. Ele disse que várias agências de fomento para o setor estão sendo contatadas.

Entre os investidores que se apresentaram até agora, no Estado, Brasil, Europa e Estados Unidos, nada avançou. Alguns destacaram os grandes investimentos que precisam ser efetuados, para colocar a usina em funcionamento, inclusive na área tecnológica.

Outro ponto questionado pelos empresários do setor da agroindústria, está relacionado ao potencial hídrico da região, já que a cultura canavieira seria mantida basicamente com sistemas modernos de irrigação.

Até quase um ano atrás, em 5 de junho, quando a usina foi leiloada, por meio da Caixa Econômica Federal (CEF), a esperança de alguns produtores reacendia em busca de novas alternativas para manter a tradição da cultura canavieira.

Só em Barbalha, havia quatro engenhos em funcionamento. Atualmente, são apenas dois. Um dos mais tradicionais, do proprietário Antônio Sampaio, fechou as portas. Era bastante visitado, inclusive por romeiros, com até 80 ônibus por dia em épocas de romarias, já por conta das dificuldades e custos para se manter o cultivo e as máquinas em funcionamento.

Esperança
Para o secretário de Desenvolvimento Agrário de Barbalha, Elismar Vasconcelos, havia uma expectativa muito grande dos trabalhadores e dos setores da economia, para que a usina fosse reativada logo, mas os pequenos produtores já estão praticamente sem qualquer esperanças da dinamização do setor.

De acordo com Roberto Smith, a negociação com os americanos foi uma tentativa que partiu do interesse deles, e que todos os projetos necessários para análise foram encaminhados, além das condições de negociação. A forma de gestão também vem sendo negociada junto à Adece.

Inicialmente, houve uma proposta de atuar em forma de cooperativa de produtores, mas os investimentos na recuperação da usina podem chegar a até R$ 30 milhões, conforme cálculos do Estado. As áreas de cultivo disponíveis na região seriam outro ponto importante, que foi levantado pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado, para mostrar a viabilidade do negócio na região.

Viabilidade
O trabalho foi desenvolvido no Cariri por técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Rural do Ceará (Ematerce), demonstrando essa viabilidade em 15 municípios, onde foram identificadas áreas cultiváveis. A maior parte, cerca de 70%, se concentrava até um ano atrás nas cidades de Barbalha (2,7 mil ha), Crato (1,4 mil ha) e Missão Velha, com quase 2 mil ha.

Caso a região viesse iniciar a produção de cana no ano passado ainda, com a revitalização do setor, a perspectiva de moagem era em 2015. Para isso, seriam necessários estudos técnicos e maquinário disponível.

Os levantamentos realizados pela empresa de assistência técnica, alcançaram 686 propriedades dos 15 municípios. Cerca de 2,6 mil ha disponíveis estão em estado precário, necessitando o replantio. São cerca de 8.500 hectares necessários para manter a agroindústria de médio porte em funcionamento. Pelo menos 3 mil hectares teriam de ser em terras arrendadas pela própria usina. O presidente da Adece enfatiza o trabalho que vem sendo feito pelo Estado, na oferta da agroindústria para alguns grupos industriais importantes do Ceará, além de empresas do Nordeste e internacionais.

"Alguns grupos trazem a questão de suprimentos de água para irrigação. Outros acham que não há esse tipo de problema. De qualquer forma, as previsões da obra da transposição e cinturão das águas vão correr no primeiro semestre de 2015. Condições que podem facilitar o processo de negociação", afirma Smith.

Ele ressalta o estudo minucioso antes da compra da usina. Foi constatado que para operar na parte industrial havia necessidade de um investimento em torno de R$ 30 milhões, dependendo da finalidade e também se chegar a uma área cultivada com tecnologia moderna e mecanizada. Outro importante trabalho seria agregar os pequenos, médios e grandes produtores. "Todo esse processo traria um efeito importante para a economia da região", avalia.

Mais informações
Adece
Centro de Convenções
Av. Washington Soares, 1141 Edson Queiroz
Telefone (85) 3457 3300

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste



Morre aos 66 anos o narrador Luciano do Valle

O narrador Luciano do Valle, 66 anos, morreu neste sábado vítima de infarto. Ele passou mal durante uma viagem de avião para Uberlândia, onde narraria Atlético-MG e Corinthians pela primeira rodada do Brasileirão. Luciano, que viajava de São Paulo, foi socorrido no aeroporto da cidade mineira pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para o Hospital Santa Genoveva, onde às 16h15 teve a morte confirmada.

Segundo informações do médico cardiologista Roberto Botelho, que estava no voo e prestou os primeiros socorros, Luciano sofreu uma morte súbita. "O Luciano não sofreu. O que ele apresentou é chamada de morte súbita, ela acontece menos de uma hora quando começam os sintomas", informou.

Luciano se preparava para narrar sua décima Copa do Mundo e acreditava em mais um título da seleção brasileira. Otimista por natureza, confiava que tudo daria certo no Mundial do Brasil e acreditava em uma evolução do país depois de receber o maior evento do futebol.

Também não pensava em aposentadoria. Em 2012, chegou a se afastar das suas funções devido a um problema de saúde, mas se dizia entusiasmado com os próximos eventos esportivos do Brasil.

A carreira
Luciano começou a carreira em 1963, com apenas 16 anos, como locutor da Rádio Brasil, de Campinas. Mudou-se para São Paulo quatro anos depois para trabalhar na Rádio Gazeta.

Ganhou destaque nacional em 1971, quando passou a narrar na Globo onde ficou por 11 anos. Além do futebol, narrou as conquistar de Emerson Fittipaldi na Indy, cobriu os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Dois anos mais tarde, com a saída de Geraldo José, tornou-se o principal locutor da Globo.

Deixou a emissora em 1982, teve passagem rápida pela Record e em 1983 começou sua trajetória na Band. Foi responsável pela criação do “Show do Esporte”.

Luciano era o principal narrador da Band, onde teve duas passagens, de 1983 a 2003 e depois de 2006 até os dias de hoje. Transformou a emissora em Canal do Esporte. Além de se especializar na narração do futebol, foi um dos principais divulgadores dos esportes olímpicos. Narrou boxe, onde lançou Maguila. Também foi ícone da geração de prata do vôlei masculino na década de 80. Sua importância foi tão grande que ganhou o apelido de Luciano do Vôlei. No basquete, deu apelido de Magic Paula e Rainha Hortência, quando o time feminino conquistou o Mundial no início dos anos 90.

Apresentou ao Brasil a Fórmula Indy e também foi técnico e criador da Seleção Brasileira Masters de Futebol, que contava com ídolos e amigos como Rivelino, Edu e Dario.

Luciano do Valle completou em 2013 50 anos de carreira.

Fonte: UOL



Os 10 erros mais comuns encontrados nos currículos

1- Omissão de dados
Há profissionais que omitem dados, quando consideram que estes possam lhe ser desfavoráveis, tais como idade (quando a pessoa pensa que sua idade será considerada fora da faixa da vaga); datas de conclusão de curso (quando, por alguma circunstância, ela fez o curso em um tempo bem superior do que o previsto, ou quando a data denuncia a sua idade); tempo de permanência nas empresas (quando o candidato não quer revelar o pouco de tempo de permanência nas empresas onde trabalhou). Esse tipo de recurso acaba chamando a atenção do selecionador experiente para as informações incompletas e dificultando sua tomada de decisão.

2- Informações desatualizadas
Informações desatualizadas, como, por exemplo, telefone ou e-mail, podem dificultar o contato com o candidato quando aparecer uma oportunidade interessante. Se a desatualização se refere a conhecimentos e competências adquiridas e não registradas, pode perder a oportunidade, se esta demandar exatamente aquilo que não foi registrado.

3- Excesso de Informações/Detalhes
O currículo deve ser claro, objetivo e conciso, resumindo as principais qualificações, experiências, projetos diferenciados e conquistas profissionais. Deve ser completo naquilo que é relevante e não pode pecar pelo excessivo detalhamento das informações.

4- Dar ênfase ao início da carreira
As informações sobre emprego deve vir em ordem descrescente: do último para o primeiro emprego. Deixar os últimos empregos para o fim pode fazer seu currículo ser descartado.

5- Má redação e uso de linguagem inadequada
O CV deve ser redigido de maneira formal e impessoal. Erros de ortografia ou de gramática deixam péssima impressão e podem ser fator de eliminação.

6- Fotos, RG e CPF
Só mande foto - 3 x 4 e comportada - se isso for pedido por quem está fazendo a seleção. Não é necessário incluir o número do CPF ou o RG no currículo.

7- Poluição visual
Nada de firulas e frufrus. Se for entregar o documento pessoalmente, a melhor forma de apresentar seu currículo é em folha branca. No papel ou on-line, use fontes mais clássicas, como Arial ou Times New Roman. E nada de utilizar muitas cores, que, ao invés de chamar atenção, acaba confundindo quem está lendo.

8- Erros de português
São imperdoáveis e, infelizmente, os mais comuns. É preciso muita atenção, pois este quesito pode derrubar um bom candidato.

9- Falar difícil
Palavras rebuscadas e informações demais fazem o entrevistador perder tempo. Eles não perdem mais de um minuto dando a primeira olhada no currículo.

10- Mentiras
Só inclua os cursos que realmente fez. Caso não tenha completado algum, mencione o fato ou simplesmente elimine-o do currículo. Afirmar que tem fluência em uma língua sem ter também é um grande erro. Tente não errar nas datas de permanência nas empresas, pois pode gerar desconfiança do entrevistador, que tem como checá-las através principalmente da carteira de trabalho.

Fonte: O Globo



Eleições 2014: Patamar de aprovação indica derrota para Dilma

A pesquisa Ibope divulgada anteontem que mostrou a presidente Dilma Rousseff com 34% de aprovação (somados os que acham sua administração boa ou ótima) acende um sinal amarelo em sua campanha. A julgar pelo retrospecto de 104 eleições para governadores e presidente desde 1998 em que havia um candidato tentando a reeleição, analisadas pelo cientista político Alberto Carlos Almeida, Dilma hoje não se reelegeria. (Confira os números de avaliação do governo e da pesquisa de cientista político)

O estudo de Almeida mostra que, justamente quando teve 34% ou menos de avaliações de gestão ótima ou boa antes do pleito, nenhum candidato que tentou a reeleição, desde que ela foi instituída, foi bem-sucedido. Os que tinham aprovação de 46% ou mais, ao contrário, tiveram 100% de êxito.

Segundo Almeida, mesmo liderando as intenções de voto, com esse patamar de aprovação, Dilma Rousseff hoje não se reelegeria. O cientista político, no entanto, faz uma ressalva, citando os casos das reeleições de Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e a de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Embora eles tivessem índices de aprovação abaixo de 46% em julho (os dois tinham 38%), ambos tiveram aumento nas avaliações positivas de seus governos às vésperas do pleito, e acabaram sendo reeleitos.

— É possível aumentar o desempenho de governo ótimo e bom no decorrer da campanha. A situação atual é de grande risco para a presidente Dilma, mas ela pode reverter o quadro. Se as eleições fossem hoje, a probabilidade maior seria a eleição de um candidato de oposição — diz Almeida.

Para ele, eleitores que atualmente avaliam mal o governo Dilma estão declarando voto em branco, nulo, ou dizem ainda não saber em quem votar.

— Esses votos, provavelmente, irão para os candidatos de oposição. Devem migrar, principalmente para o Aécio, que é quem tem a base mais sólida — disse o cientista político, para quem a principal reclamação do eleitorado em relação ao governo Dilma vem da área econômica.

O professor Roberto Romano, da Unicamp, cita outro dado da pesquisa Ibope: embora a diferença seja de apenas um ponto percentual, pela primeira vez o percentual dos que não gostam da maneira de Dilma governar ultrapassou o dos que aprovam — a desaprovação aumentou de 43% para 48%, e a aprovação caiu de 51% para 47%.

— Há uma percepção de que Dilma está sendo tutelada (pelo ex-presidente Lula), e o envolvimento dela no caso de Pasadena deixou evidente que, como ministra e presidente do conselho da Petrobras, ela falhou — afirma Romano.

Eleitor ainda não está preocupado com eleição
Na avaliação do cientista político Fernando Abrucio, professor e pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo, o eleitor, neste momento, ainda não está preocupado com as eleições deste ano. Ele diz que a queda na aprovação no governo da presidente, segundo mostrou a pesquisa Ibope, está mais relacionada a dois fatores: a inflação e a perda no poder de compra do “brasileiro mediano”; e a sensação de que os serviços públicos em geral não andam bem.

— É a mesma (sensação) que mobilizou as pessoas no ano passado, nas manifestações de junho — diz o professor.

Segundo Abrucio, baseado em análises qualitativas realizadas pela FGV, o eleitor tem, em geral, um apelo por mudança misturado a um sentimento de desilusão. E isso seria um problema tanto para o governo quanto para a oposição.

— Os dois principais concorrentes da presidente, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), ainda são pouco conhecidos e estão fazendo de tudo para melhorar isso. Faço muita (pesquisa) qualitativa e vejo que os eleitores querem mudanças, mas também a manutenção das transformações sociais, principalmente as dos últimos dez anos.

Apesar de a aprovação do governo ainda ser positiva, a oposição vê nos resultados das últimas pesquisas uma tendência de queda na candidatura da presidente Dilma Rousseff e um espaço para crescimento de Aécio Neves e Eduardo Campos. Os governistas, por sua vez, avaliam que é cedo para fazer qualquer prognóstico sobre as eleições de outubro e que Dilma tem resultados a mostrar na propaganda eleitoral para reverter as últimas quedas na aprovação de seu governo e nas suas intenções de voto.

— Evidentemente que ninguém pode definir as eleições antes do processo que se inicia nas convenções, mas a posição dela (Dilma) é absolutamente vulnerável. O que é pior para ela e melhor para a oposição é o viés de baixa, como se diz no meio econômico. A aprovação dela vem caindo sistematicamente — argumentou o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE).

Segundo ele, além da queda nos índices de aprovação da presidente, o que anima a oposição é o crescente desejo de mudança revelado pelos entrevistados, mesmo que os números não tenham se refletido nas candidaturas de oposição.

— O eleitor não sai de um lado para o outro automaticamente, como o pêndulo de um relógio. Primeiro, o eleitor sai da posição pró-Dilma, vai para o meio (representado pelas respostas “não sei, não respondeu, branco ou nulo”) e só então decide que rumo tomar — disse o líder do DEM.

O deputado Rubens Bueno (PPS-PR), também da oposição, concorda. Segundo ele, a queda da aprovação do governo federal e os recentes escândalos como as denúncias de corrupção envolvendo ex-dirigentes da Petrobras serão decisivos no resultado das eleições presidenciais deste ano.

Para PT, aprovação crescerá durante eleição
No campo da situação, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) reconhece que a presidente não está num bom momento, mas entende que as dificuldades são ocasionais. Segundo ele, a aprovação do governo e a popularidade pessoal da presidente voltarão a crescer durante a campanha.

— Quando começar o horário eleitoral, é o momento em que ela (Dilma) vai poder apresentar o governo dela na sua totalidade. Creio que, a partir daí, a aprovação subirá violentamente. O governo tem enorme riqueza de realizações que poderá ser mostrada a partir de agosto — diz o deputado.

O deputado argumenta ainda que escândalos como o caso da Petrobras não afetam diretamente a imagem da presidente. Para ele, a presidente não compactua com a corrupção e, quando descobre irregularidades, age prontamente.

Ex-líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) vê com reserva as análises de pesquisas sobre as eleições de outubro. Ele lembrou que o ex-prefeito de Salvador João Henrique (foi do PDT e do PMDB) tinha um governo mal avaliado, mas foi reeleito em 2008. Já em São Paulo, contou Vacarezza, Marta Suplicy tinha um governo bem avaliado e perdeu para José Serra, em 2004.

— É muito cedo para avaliar pesquisas quantitativas de qualquer natureza, e as pesquisas qualitativas não são assertivas. Acho cedo dizer que a presidente vai ganhar no primeiro turno, como acho errado dizer que não vai ganhar. Tem de esperar o programa eleitoral e as pessoas nas ruas. A eleição está em aberto. É muito cedo para fazer prognósticos — afirmou Vacarezza.

Fonte: O Globo



Justiça dos EUA determina congelamento dos bens da Telexfree

A Justiça dos Estados Unidos determinou o congelamento dos bens do grupo Telexfree, acusado pelas autoridades norte-americanas de promover um esquema de pirâmide financeira.

O pedido foi feito pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira, e determinado pelo Tribunal Distrital de Boston.

Em comunicado divulgado nesta quinta, a SEC informou que o congelamento de bens atinge milhões de dólares e foi determinado pela Justiça na quarta (16) para evitar a perda de recursos de investidores.

Segundo o órgão, a Telexfree opera um esquema de pirâmide direcionado princuipalmente para imigrantes brasileiros e dominicanos.

"Este é um de uma série de esquemas de pirâmide que a SEC investiga atualmente em que as partes alegam que os investidores podem ter lucros recrutando outros membros ou investidores em vez de desempenhar um trabalho real", diz o diretor do escritório regional da SEC de Boston, Paul G. Levenson.  “Mesmo depois de a SEC e outros órgaõs reguladores alegarem que estes programas são uma fraude, os promotores continuaram vendendo a promessa de dinheiro fácil”, acrescenta.

A denúncia também aponta que a empresa transferiu mais de US$ 30 milhões ou mais das contas da TelexFree para contas controladas por pessoas ligadas à empresa (Clique aqui para ler o documento da SEC na íntegra, em inglês).

Os representantes da Telexfree não foram localizados pelo G1 para comentar o assunto. Desde segunda-feira (15), a reportagem deixa recados no escritório do advogado da empresa, Horst Fuchs, e envia e-mails para a Telexfree no Brasil e nos Estados Unidos, mas não obtém retorno. O site internacional da empresa está fora do ar há desde a tarde de quarta-feira (16), o que deve ter relação com a decisão judicial.

Telexfree teria arrecado US$ 1,2 bi no mundo
O congelamento de bens acontece após a Secretaria de Estado de Massachusetts, EUA, ter divulgado relatório de investigação que concluiu que a Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo. Na denúncia, as autoridades norte-americanas pediram o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros e o ressarcimento das perdas causadas aos investidores, chamados de "divulgadores".

Na segunda-feira (14), o grupo Telexfree anunciou ter ingressado com um pedido de concordata no Tribunal de Falências do Distrito de Nevada, numa tentativa de reorganizar os negócios da empresa e garantir a continuidade das atividades.

As atividades da empresa no Brasil estão suspensas desde junho de 2013, por determinação da Justiça do Acre, por suspeita de pirâmide financeira. Em fevereiro, a Telexfree teve negado pela segunda vez seu pedido de recuperação judicial no Brasil.

Empresa prometia retornos anuais de 200%
De acordo com a SEC, os acusados venderam títulos na forma de "associação" à Telexfree que prometiam retornos anuais de 200% ou mais para aqueles que promovessem o negócio recrutando novos membros e colocando anúncios em sites gratuitos de anúncios na Internet.

Segundo o órgão, as receitas de vendas de telefonia  VoIP da Telexfree (por meio da internet) foram de aproximadamente US$ 1,3 milhão de agosto de 2012 a março de 2014, valor que representa pouco mais de 1% dos mais de US$ 1,1 bilhão necessários para fazer os pagamentos prometidos aos promotores.

“Como resultado, no clássico esquema de pirâmide, a Telexfree está pagando investidores anteriores não com a receita com a venda de seu VoIP, mas com dinheiro recebido de investidores mais recentes”, diz a SEC.

Em novo vídeo divulgado nesta quinta-feira aos divulgadores da empresa, o diretor da Telexfree no Brasil, Carlos Costa, diz que a empresa "vai lutar vigorosamente para provar que está sendo injustiçada" e que o negócio não é pirâmide financeira. "Respeitamos a lei do Brasil e dos outros países", afirma.

Fonte: G1



Barbalha (CE): Jerimum de 30 kg é atração no Dia Nacional da Conservação do Solo

Nesta terça-feira (15) foi comemorado o Dia Nacional da Conservação do Solo, a Praça Eng. Doria no centro da Cidade de Barbalha foi local das instalações de toda a programação que discorreu com atendimento a saúde pública, show artístico, lançamento de cordel, palestras e a Feira da Economia Solidária que recebeu um bom público visitante.

Jerimum de 30 Kg atraiu muitos curiosos
Na Feira da Economia Solidária, muitos produtos advindos da agricultura e também artesanatos tiveram boa aceitação da visitação popular, mas, um só produto despertou a curiosidade de muitas pessoas.

Um jerimum de leite, pesando 30 Kg, conforme o agricultor Wanderley Saraiva, veio das terras do Sítio Santo Antônio do Distrito do Caldas, o produto acabou sendo a principal atração para grande parte do público visitante da feira, muitos barbalhenses e até alunos da rede pública de ensino tiraram fotos com o jerimum nos braços.

O agricultor Wanderley, destacou também que a boa quadra invernosa no município de Barbalha tem favorecido ao agricultor que sofreu com a falta de chuvas no ano passado.

Silva Neto 

Fonte: Diário do Cariri



Sua saúde: Aprenda a descobrir que alimentos fazem mal para você

Você já deve ter passado pela experiência de comer alguma coisa e, de repente, passar mal, certo? Pois é. Isso acontece geralmente quando o que você come está estragado ou contaminado por alguma substância nociva. O problema é que isso não é uma regra, e você pode ficar mal comendo alguma coisa nada estragada. Nesses casos, seu corpo pode ser alérgico ou intolerante a algum componente presente no alimento que você está devorando.

Para descobrir quais alimentos fazem mal, é preciso ficar de olho no que você come e fazer alguns testes em sua dieta. Pelo menos é isso o que aconselha a médica Amy Shah, especialista em Medicina Interna, Alergia e Imunologia. Ela aconselha que seus pacientes façam dietas de restrição alimentar durante algumas semanas.

Segundo Dra. Amy, depois de seguir esse plano, muitas pessoas acabam perdendo peso e apresentando melhoras nos sintomas da TPM, além de diminuição de refluxo, melhor qualidade de sono e mais disposição para realizar as tarefas do cotidiano.

Ao perceber a melhora na qualidade de vida dos pacientes que fizeram as dietas restritas, a médica resolveu testar o próprio organismo e, após um mês de “tratamento”, decidiu cortar alguns alimentos de seu cardápio permanentemente. Esses itens cortados não eram considerados nocivos ao corpo da médica, mas, mesmo assim, ao deixar de comê-los, sua saúde melhorou.

Dra. Amy explicou que é preciso saber diferenciar a exclusão de alimentos para melhora de dieta da exclusão de alimentos que causam alergia ou intolerância. Você precisa entender que toda alergia é uma reação instantânea do seu sistema imunológico, que pode reconhecer algumas substâncias como nocivas, ainda que elas não sejam. Os sinais de alergia alimentar incluem aperto na garganta, urticária e anafilaxia. Se você acha que é alérgico a algum alimento, está na hora de procurar um médico.

As intolerâncias a certos tipos de alimentos não são instantâneas e seus sintomas incluem principalmente a presença de problemas intestinais. Há muito que se pesquisar a respeito das intolerâncias alimentares, ainda. Um fato preocupante é a descoberta de que o corpo humano está ficando cada vez mais intolerante a diversos tipos de alimentos, provocando sintomas como dores de cabeça e inchaço na região do abdome.

Se você ficou curioso e quer saber que dieta é essa desenvolvida pela Dra. Amy, nós vamos repassá-la a você. Assim é possível tentar descobrir se é intolerante a algum tipo de alimento. Vale reforçar que, caso você já apresente sintomas como os citados acima, é sempre recomendável que você procure auxílio de um médico e de um nutricionista.

A dieta proposta pela Dra. Amy é feita em oito passos e você pode tentar fazer sozinho:

1 – Evite ingerir laticínios, trigo, soja e ovos no período de duas a três semanas. Ou seja: nada de queijo, iogurte e alimentos processados feitos com ovo.

2 – Depois das três semanas, adicione um dos itens acima à sua dieta. Após três dias, adicione mais um dos itens e assim por diante.

3 – É hora de parar de comer amendoim, mariscos e tudo o que contém milho. Também por duas ou três semanas. Confira sempre os rótulos dos alimentos que você consome.

4 – Traga um dos alimentos acima de volta à sua dieta. E faça o mesmo esquema do item de número 2.

5 – Agora você precisa deixar de comer frutos secos, como amêndoas, nozes e castanha por duas ou três semanas. Peixes também estão proibidos.

6 – Volte a comer os alimentos como sugere o segundo item da lista.

7 – Dessa vez, a inspeção deve ser maior: está na hora de eliminar todos os alimentos com conservantes, como o glutamato monossódico, açúcares artificiais e corantes artificiais. O tempo agora cai para uma semana. E você precisa prestar ainda mais atenção nos rótulos dos produtos que consome.

8 – Se quiser, pode consumir os alimentos do item acima novamente. Não se esqueça do intervalo de três dias entre o retorno de um alimento e outro à sua dieta.

Logicamente, não adianta seguir todos esses passos sem reparar nas alterações do seu corpo. A dica é deixar de comer permanentemente os alimentos que tenham causado inchaço, dor nas articulações, confusão mental ou constipação intestinal. Dra. Amy defende a ideia de que alguns itens que preenchem seu prato podem, na verdade, prejudicar a sua saúde e provocar alguns dos sintomas acima.

É por isso que você precisa ficar atento também quando adicionar um alimento novamente à sua dieta. Se seu corpo reagir mal ao retorno do dito cujo, é bom que você o elimine. A médica afirma que o paciente deve deixar de ingerir o alimento que reconheceu como causador dos sintomas já descritos e que isso vai causar uma melhora significativa na qualidade de vida da pessoa. Se a desconfiança é maior, a recomendação é sempre procurar ajuda médica. E aí, o que você achou dessa dieta?

Fonte: Mega Curioso (via Life Hacker)



F-1: Sob chuva, Hamilton faz a pole para GP da China; Massa é 6º


Pela quarta vez em quatro etapas na temporada 2014 de Fórmula 1, a Mercedes fez a pole position para o Grande Prêmio da China de Fórmula 1. Em Xangai, o inglês Lewis Hamilton garantiu neste sábado o direito de sair na frente do grid, em um treino realizado com pista bastante molhada e que teve o brasileiro Felipe Massa, da Williams, na sexta posição.

Das quatro poles feitas pela Mercedes neste início de temporada, três foram de Hamilton - ele só não liderou o grid de largada do GP do Bahrein, há duas semanas. Neste sábado, o piloto britânco assegurou a primeira posição ao realizar a marca de 1min53s860 - mais de 0s5 de vantagem sobre o segundo colocado, o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull.

O alemão Nico Rosberg, companheiro de Hamilton na Mercedes, rodou no final de sua última tentativa no Q3 e ficou apenas com a quarta colocação - atrás do compatriota Sebastian Vettel, da Red Bull.

Já Felipe Massa, que tinhha sido o segundo colocado do terceiro treino livre em sessão realizada mais cedo neste sábado, ficou em sexto ao fazer 1min56s147 - atrás do ferrarista espanhol Fernando Alonso, quinto, mas à frente do finlandês Vallteri Bottas, seu colega de Williams, sétimo.

Massa, aliás, passou com emoção para a última etapa do treino classificatório para o Grande Prêmio da China - ele ficou com o nono tempo e deixou a prêmio a vaga entre os dez mais rápidos, mas não foi superado por nenhum adversário no encerrar do Q2. Pior para dois campeões mundiais: Kimi Raikkonen (Ferrari) e Jenson Button (McLaren) ficaram respectivamente com os 11º e 12º lugares.

O venezuelano Pastor Maldonado, da Lotus, ficou sem tempo. Ele teve um problema técnico logo no início do terceiro treino livre e não correu no classificatório - ele já havia levado para Xangai uma sanção de cinco posições no grid causar um acidente com o mexicano Esteban Gutiérrez.

O Grande Prêmio da China de F1 tem a largada marcada para as 4h (de Brasília) deste sábado.

Confira os tempos:

Q3
1. Lewis Hamilton (GBR/Mercedes): 1min53s860
2. Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull): 1min54s455
3. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull): 1min54s960
4. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): 1min55s143
5. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): 1min55s637
6. Felipe Massa (BRA/Williams): 1min56s147
7. Valtteri Bottas (FIN/Williams): 1min56s282
8. Nico Hulkenberg (ALE/Force India): 1min56s366
9. Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso): 1min56s773
10. Romain Grosjean (FRA/Lotus): 1min57s079

Q2
11. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari): 1min56s860
12. Jenson Button (GBR/McLaren): 1min56s963
13. Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso): 1min57s289
14. Adrian Sutil (ALE/Sauber): 1min57s393
15. Kevin Magnussen (DIN/McLaren): 1min57s675
16. Sergio Pérez (MEX/Force India): 1min58s264

Q1
17. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber): 1min58s988
18. Kamui Kobayashi (JAP/Caterham): 1min59s260
19. Jules Bianchi (FRA/Marussia): 1min59s326
20. Marcus Ericsson (SUE/Caterham): 2min00s646
21. Max Chilton (ING/Marussia): 2min00s865
22. Pastor Maldonado (VEN/Lotus): sem tempo

Fonte: Terra (com informações de Gazeta Esportiva e EFE)



Em entrevista Campos alerta: ‘Dilma sinaliza que fugirá dos debates’

O presidenciável do PSB, Eduardo Campos, acha que Dilma Rousseff emite sinais de que fugirá dos debates que estão sendo organizados por emissoras de tevê e portais de internet. Farejou o desejo de fuga nos relatos que recebeu dos assessores que o representam nas reuniões preparatórias. “Considero lamentável que a presidenta Dilma sinalize que fugirá dos debates”, disse ele, em entrevista ao blog.

Nas palavras de Campos, Dilma e seus operadores se equipam apostando “na construção de uma campanha completamente conservadora e reacionária”. Avalia que, além de esquivar-se do confronto de ideias, disseminam a “descrença em relação à participação da sociedade” e recorrem ao “terrorismo político” contra os que defendem mudanças.

“Quando você precisa correr do debate, apostar no desânimo do povo e disseminar o medo é porque alguma coisa está errada”, declarou. “O que eles não estão considerando é o seguinte: uma aparente desmotivação pode virar uma grande grande mobilização. O liame entre o desânimo absoluto e a mobilização é tênue. Basta uma fagulha”, acrescentou noutro trecho da conversa.

Após formalizar a chapa que terá Marina Silva como candidata a vice-presidente, Eduardo Campos mudou-se para São Paulo. Instalou-se num flat no bairro paulistano de Moema, onde passa o feriadão da Páscoa com a família. Despachará provisoriamente na sede do PSB estadual. Procura uma casa ou um conjunto de salas para montar o seu quartel general em junho, depois da convenção que formalizará sua candidatura.

Vai abaixo a íntegra da entrevista. Nela, Campos fala da agressividade de Dilma —“precisa se habituar à ideia de que tem pessoas que não concordam com ela”—, avalia o desempenho da supergerente —“não há dúvida de que fracassou”—, faz promessas —“vamos blindar a Petrobras contra ações fisiológicas”—, diz o que planeja fazer com os políticos tradicionais que apoiam qualquer governo —“vou mandá-los para a oposição”— e explica porque prefere não se aliar ao tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno —“precisamos ter a nossa identidade em São Paulo, a nossa cara.” Leia:

— No lançamento de sua chapa com Marina Silva, o senhor disse que, sempre que o povo se animou, obteve avanços. Na última pesquisa do Ibope, somando-se os indecisos aos que dizem votar nulo ou em branco, chega-se a 37% do eleitorado. Não lhe parece que há muita gente desencantada com a política? Nossa primeira tarefa é chamar a sociedade para participar do debate. De fato, a gente só conseguiu fazer mudanças importantes no Brasil quando o povo se aproximou da política. Foi assim para fazer a transição democrática, as eleições diretas, o impeachment —que permitiu alcançarmos as condições políticas para a estabilidade econômica —, foi assim também para garantir a vitória do Lula em 2002. Eu me pergunto: a quem interessa tirar a sociedade da participação política? Só interessa aos conservadores, a quem quer manter privilégios. Venho dizendo desde as manifestações do ano passado que a nossa grande tarefa é fazer o debate, que não foi feito em 2010, sobre as novas circunstâncias históricas em que estamos inseridos. Queremos fazer esse debate.

— No Planalto e no PT, celebra-se o fato de que a taxa de intenção de votos da presidente cai, mas seus antagonistas, o senhor e Aécio Neves, não sobem. Imagina-se que, nesse cenário, a reeleição não estaria ameaçada. Nesse cenário, acha que Dilma Rousseff participará de debates durante a campanha? Infelizmente, o que a gente percebe é que a presidenta Dilma e as pessoas mais próximas dela têm procurado dar sinais, nas reuniões com os veículos de comunicação, de que ela não vai querer participar de debates. Acho terrível que pessoas com a origem política que a presidenta tem possam apostar na construção de uma campanha completamente conservadora e reacionária.

— Por que reacionária? Considero lamentável que a presidenta Dilma sinalize que fugirá dos debates. Falo à vontade sobre isso, porque disputei a reeleição para governador. Tinha mais de 70 pontos nas pesquisas. E participei de todos os debates, com candidatos que tinham um ponto, dois pontos, três pontos nas pesquisas. Então, falo de algo que já pratiquei, não da boca pra fora. Não fugi do debate. Eu já vinha sentindo que eles fugiriam do debate. É a partir do debate que se constroem os consensos importantes para o país, independentemente do candidato A, B ou C. Além disso, não se pode apostar no desânimo.

— Como assim? É terrível verificar que tem gente apostando no desânimo, na descrença em relação à política e à participação da sociedade. Isso vai contra tudo o que nós pregamos a vida inteira. E não é só isso. Estão lançando mão de algo que sempre foi usado por nossos adversários, que é o terrorismo político do medo eleitoral, do medo da mudança.

— Isso está acontecendo? Fico verdadeiramente chocado quando vejo gente que acha que ainda é progressista fazendo o discurso que foi feito pela reação contra a gente. Um discurso que historicamente foi usado contra todas as lutas e os governos progressistas. Isso foi usado duramente contra Lula, por exemplo. Quando você precisa correr do debate, apostar no desânimo do povo e disseminar o medo é porque alguma coisa está errada.

— Acha que já está claro que Dilma não participará dos debates? Basta ouvir os assessores que têm participado das reuniões de organização dos debates. Ouça os nossos assessores e os de Aécio. Verá que, nessas reuniões, os representantes da presidenta Dilma deixam nas entrelinhas, às vezes na linha mesmo, a indicação de que não vão participar. O que eles não estão considerando é o seguinte: uma aparente desmotivação pode virar uma grande grande mobilização. O liame entre o desânimo absoluto e a mobilização é tênue. Basta uma fagulha.

— Acha mesmo que a oposição conseguirá acender essa fagulha? Minha impressão é de que ela já está foi acendida nas rua. Vivemos um tempo que, pela lógica, é o tempo da presidenta Dilma. Era para ela estar crescendo nas pesquisas. Os outros estão ausentes da mídia e ela está 100% presente. Tem a possibilidade de fazer mobilizações Brasil afora, inaugurações, isso e aquilo. A oposição não tem espaço pra se colocar. Num momento como esse, em que tudo favorece a presidenta Dilma, ela cai nas pesquisas. Imagine como será quando começar o tempo mais duro para ela.

— Como será esse tempo duro? Daqui a pouco a populaçãoo vai se dar conta de que vai ter eleição para presidente. E vai checar as promessas dela. As pessoas vão querer saber se o governo dela melhorou a vida da família, se melhorou as condições da cidade. Todo mundo vai ficando mais exigente. É natural. O tempo da cobrança sobre o governante chega mais forte na época da eleição. Quando o governo tem falhas, elas aparecem mais durante a campanha. E as falhas do atual governo são evidentes. As pesquisas variam conforme a metodologia, mas trazem três dados coincidentes: 1) caem a avaliação do governo e também a avaliação dela; 2) há uma variação bem pequena entre o percentual dela no primeiro e no segundo turno; e 3) o desejo de mudança.

— Que avaliação faz desses dados? Para a presidenta Dilma, esse é um tripé muito duro de ser enfrentado. As pessoas a qualquer hora vão procurar uma alternativa. Tem 70% de eleitores que não querem a continuidade. Quando você quer um alimento diferente, às vezes o que você procura não está visível na gôndola do supermercado. Você vai ao gerente diz: ‘meu amigo, aqui só tem carne? Você não teria um peixe? Não quero comer dobradinha nem feijoada, quero uma coisa mais leve’. Essas variáveis têm que ser consideradas. As pessoas vão procurar alternativas. E vão achar, não tenha dúvida.

— Na hipótese de Dilma fugir dos debates, ela perde mais do que ganha? Creio que, até o dia da eleição, ela vai perder em qualquer circunstância. Mas, sem dúvida, ela perderá mais com a ausência. Por um lado, isso vai passar uma impressão de arrogância, de desconsideração com o eleitor. Por outro, ficará patente que ela não tem o que dizer. Qualquer justificativa que for criada vai levar as pessoas em casa a se perguntarem: porque ela não foi? Acha que já está eleita? Por que esse salto alto, essa arrogância? Ninguém gosta disso. E também fica mal para ela a sensação de que não tem o que dizer. Ou não tem preparo para enfrentar o debate. A ausência é sempre muito ruim.

— O modelo político favorece a fisiologia. Quem está no poder e pode conceder benesses forma coligações de dimensões amazônicas. Dilma deve ter entre 12 e 13 minutos de propaganda na tevê e no rádio, o senhor terá algo como dois minutos. O Aécio, pouco mais de 4 minutos. Como fazer para levar a mensagem ao eleitor com uma vitrine tão pequena? É mais difícil, mas não é impossível. Fiz uma eleição majoritária com pouquíssimo tempo de televisão, cerca de três minutos. Tem que ter mobilização. Hoje as mídias sociais são um diferencial em relação às eleições de 2006 e 2010. Elas têm agora uma expressão maior do que tinham. O Brasil tem hoje 100 milhões de pessoas com smartphones. E temos de contar com a cobertura da própria mídia tradicional, que deve começar tão logo as convenções aconteçam, porque aí já existirão candidatos formais. Você passa a ter espaço na televisão aberta, no rádio. Além disso, é preciso andar muito, mobilizar a militância e participar dos debates.

— Ao discursar no ato que formalizou sua chapa com Marina Silva, o senhor mencionou a Petrobras. Disse que não vai permitir que a estatal se transforme em caso de polícia. No mesmo dia, em Pernambuco, sua terra, a presidente Dilma dizia que não vai permitir que ninguém destrua a Petrobras. Acha que essa será uma campanha encarniçada? Eu não vou entrar nessa. Vou fazer uma campanha limpa, respeitosa com a presidenta e com Aécio. Farei minha campanha com ideias. Mas também não vou me intimidar. Farei o debate com franqueza. O que eu achar que está errado direi que está errado. Ela precisa entender que o debate é democrático. Precisa se habituar à ideia de que tem pessoas que não concordam com ela. Tem hora que a intolerância e a arrogância não resolvem nada. É preciso ter tranquilidade.

— Portanto, continuará falando de Petrobras. Disso e de muito mais. Tenho enorme respeito pela Petrobras. Cresci vendo meu avô [Miguel Arraes] dizer que participou da campanha ‘o petróleo é nosso’. Tenho muito respeito pela empresa e sei que a gente precisa de uma Petrobras forte, que possa ajudar na retomada do desenvolvimento brasileiro. Então, ninguém vai conseguir dizer agora que fizemos alguma coisa contra a Petrobras. Estamos prontos para defender a Petrobras.

— O que significa defender a Petrobras? Significa separar as coisas boas que existem na Petrobras das coisas ruins que colocaram lá. Defender a Petrobras é garantir uma direção profissionalizada, sem nenhum tipo de ingerência partidária e ideológica. É preciso respeitar o planejamento da empresa.

— Isso inclui respeito ao planejamento tarifário? Claro. É preciso ter uma política para o preço dos combustíveis. Algo que não fique ao sabor da inflação do mês seguinte, mas que garanta à maior estatal brasileira condições para que ela ajude o Brasil. O problema é que o Brasil não está ajudando a Petrobras que, por consequência, também não ajuda o Brasil.

— Se entendi direito, o senhor acha que há dois tipos de problema na Petrobras, um econômico e outro ético-moral. É isso? Tem uma questão de conjuntura econômica que, sozinha, jamais justificaria o que está acontecendo na Petrobras. E tem a constatação óbvia de que uma empresa como a Petrobras não pode continuar sendo palco de arranjos fisiológicos e partidários. Como sou candidato à Presidência e acho que vou ganhar a eleição, quero assumir publicamente um compromisso com o país: a Petrobras não terá interferência política do meu partido ou de qualquer partido. Vamos profissionalizar a direção da Petrobras, blindando a empresa contra ações fisiológicas. Vamos garantir o planejamento estratégico da empresa e, sobretudo, dar a ela condições de realizar seus projetos. Devo dizer que tenho respeito pela Graça Foster. Tenho ela como uma pessoa séria. Mas não é uma pessoa sozinha que vai resolver o problema.

— Esse seu compromisso de blindagem vale para todas as estatais? Sem dúvida nenhuma. Vale para todas. Alguém tem que botar a cara nessa eleição para dizer algo definitivo: meus amigos, nós vamos mudar esse jeito de fazer as coisas. Não é desrespeito à política. Não posso falar contra a política. Já nasci numa família de perseguidos políticos, sentindo os efeitos da política. Tenho muito respeito pela atividade política. E é isso o que me anima a dizer que chegou a hora de compreender que há um novo paco político na sociedade. É preciso elevar o padrão político do país. Essa é uma tarefa de todos.

— O diagnóstico da doença é bom. Como chegar à cura? Eu citei no discurso que fiz nesta semana o exemplo de Teotônio Vilela. Ele era eleito por uma base latifundiária, conservadora, atrasada. Esse cara virou um arauto da redemocratização no Brasil. Tornou-se o porta-voz do que havia de mais avançado em termos políticos no Brasil. Ele chegou a segurar a onda do Lula preso, no ABC Paulista. Quando disseram que a anistia iria excluir Prestes, Brizola e Arraes, ele foi a voz que discursou a favor da anistia ampla, geral e irrestrita. Isso depois que ele e as forças que representava haviam figurado numa articulação que ia matar meu avô em 1963. Tem uma hora que a pessoa precisa olhar em volta e dizer: isso aqui não dá mais para mim. Nós chegamos nessa hora.

— Nesse mesmo discurso em que o senhor citou Teotônio Vilela, disse que, se eleito, mandará para a oposição esses partidos que ficam de plantão para apoiar qualquer governo. Entendi que falava de legendas como o PMDB. Se for eleito, fará isso mesmo? Ah, é isso mesmo. Vou mandá-los para a oposição. Do contrário não faz nada, amigo. Se não fizermos isso, a energia da sociedade não servirá para ajudar nas mudanças que são necessárias. O trabalhador sai de casa, pega um trem, leva duas horas e meia para ir até o trabalho, mais duas horas e meia para voltar, rala o mês inteiro, fica devendo ao agiota… Chega em casa, liga a televisão e vê que a política está sendo conduzida pelas mesmas pessoas que estão aí há mais de 30 anos. Se você estiver do lado dessa gente, como é que as pessoas vão acreditar que algo de novo vai acontecer nesse país? O povo toda razão quando desconfia.

— Esses políticos que gravitam ao redor do Estado há mais 30 anos, como o senhor diz, podem atrapalhar um bocado. Como governar com eles na oposição? Essas bases de apoio gigantescas são uma ficção. Quando não querem, não votam. Isso é tudo uma ficção. É hora de trazer o conteúdo e chamar a sociedade para participar. A internet está aí, as redes sociais. Confio também que vai haver uma mudança no perfil do Congresso que será eleito.

— Como governador de Pernambuco, o senhor praticou a política tradicional, governou com uma grande coligação partidária. Antes de sua aliança com Marina Silva, buscava o apoio de partidos que integram a coligação de Dilma. Ao falar em ‘nova política’, está fazendo uma autocrítica? Nós fizemos um governo completamente inovador em Pernambuco. Em 2010, disputei com Jarbas Vasconcelos e Sérgio Xavier. Tive 83% dos votos e chamei o Sérgio Xavier para comandar a área do Meio Ambiente. Ele fez uma campanha mostrando insuficiência do nosso governo nessa área. E eu o chamei para o governo. Fizemos um entendimento em cima de 14 pontos.

— Sérgio Xavier é da Rede? Sim, ele hoje está na Rede. Era fundador do PV. Não me apoiou em 2006. E disputou a eleição contra mim em 2010. Fez a campanha falando dos desafios ambientais que tinham que ser mais bem cuidados. E eu o chamei para o governo.

— E quanto à sua grande base de apoio? Tivemos uma base ampla porque nosso apoio popular é amplo, não porque a gente foi cooptar os partidos. São duas coisas diferentes. Uma coisa é um governo ter pouco mais de 30% de apoio, como no caso do governo da Dilma, e ter 90% do Parlamento. Outra coisa é o governo ter 90% na rua e ter 70% do Parlamento, como é o nosso caso em Pernambuco. São caminhos distintos. Tive um amplo apoio político-partidário porque construí um amplo apoio junto à população, não o contrário. Eu comecei a minha primeira campanha com 4%, em cima de um caixotinho, na Praça do Diário de Pernambuco.

— E sobre a reorientação política do seu projeto a partir da chegada de Marina Silva, como se deu? Nós tínhamos um cenário em que teríamos a nossa candidatura, a de Marina e a de Aécio. Na hora em que a candidatura de Marina foi inviabilizada pela decisão do TSE, que negou o registro à Rede, ela veio para o nosso lado. Nós agora temos que representar um conjunto mais amplo. E nesse conjunto, temos que expressar os valores que estão sendo reclamados pela nossa base. Por isso estamos elaborando um programa. Temos histórias construídas no mesmo campo político, mas somos diferentes. Então, nossa aliança tem um programa. Que será cumprido. Logicamente, esse programa tem que estar sustentado numa aliança política que o traduza adequadamente. As pessoas que olham para nós precisam enxergar um eixo que dê consistência ao nosso projeto. Não queremos ganhar por ganhar. Estamos em busca de disputar uma eleição e ganhar para fazer um governo inovador. Algo que dê conta desse novo ciclo político que a sociedade reclama.

— O senhor tem defendido a tese segundo a qual o país precisa de um líder, não de um gerente. Acha que a fórmula da supergerente, associada a Dilma em 2010, fracassou? Não há dúvida de que fracassou. As pessoas percebem que, nesses últimos três anos, as coisas pararam de acontecer e o Brasil perdeu o rumo estratégico. Em muitos aspectos as coisas pioraram. Há um testemunho generalizado de quem trabalha próximo ao serviço público de que o padrão de eficiência piorou. Isso acontece na relação com prefeitos, governadores e prestadores de serviço. Governar um Estado ou um país não é coisa para gerente. Um governo pressupõe o trabalho de vários gerentes, sob a coordenação de um líder —tudo girando em torno de um projeto. Não pode ser só um gerente. Muito menos um gerente que não ouve ninguém e faz o que lhe dá na telha. Essa visão é ultrapassada.

— Hoje, o senhor diz que não se fez na campanha de 2010 um debate sério sobre o país. Nas suas palavras, ‘a anulação do debate político descambou para temas religiosos’. No entanto, o PSB poderia ter lançado Ciro Gomes naquela eleição e, a pedido de Lula, optou por integrar a coligação pró-Dilma. Foi um erro? Na verdade, eu e Ciro defendemos durante todo o ano de 2009 a tese de que deveríamos ter mais de um candidato, porque [José] Serra estava muito acima nas pesquisas, mais de 40%. Estava mais alto do que a Dilma está agora. Por isso defendíamos duas candidaturas. E o Lula fazia o apelo reiterado para que não lançássemos candidato. Definimos que avaliaríamos até março de 2010. E fomos até março. Nessa fase, ela já tinha crescido e Serra começava a cair. O crescimento dela se deu sobretudo engolindo o Ciro. Aí, muitos Estados tinham seus interesses nas composições de chapas. Isso se contrapunha à posição de Ciro ser candidato. Os Estados começaram a balançar. E o Ciro tinha delegado ao Lula, talvez por delicadeza política, a atribuição de coordenar o processo. Chegou uma hora que nós fomos para o voto. Em 24 Estados, o partido decidiu a favor do apoio a Dilma já no primeiro turno. Na Executiva, foram na mesma linha todos os votos, exceto dois. Então, se à época foi um erro, esse erro foi coletivo. Mas mesmo com uma candidatura só o debate sobre o país deveria ter acontecido durante a campanha. E esse debate não houve.

— O senhor já se mudou para São Paulo? Já estou em São Paulo.

— Mudou-se para um flat? Isso, estou em Moema.

— Sua estrutura de campanha já está montada em São Paulo? Já estamos com uma pequena estrutura na sede do PSB. Mas só a partir de junho, depois da convenção, teremos uma casa ou um conjunto de salas maior onde dê para montar um estúdio. Estamos vendo tudo isso.  

— Podemos concluir que o senhor atribui a São Paulo uma importância estratégica. São Paulo sempre teve esse relevo. E vai continuar a ter. A diferença é que dessa vez não há nenhum candidato paulista disputando as eleições. Esse dado da realidade precisa ser considerado.

— Nesse contexto, o senhor já está convencido de que o melhor para o seu projeto é não fazer uma aliança com o governador tucano Geraldo Alckmin ou essa questão ainda está em aberto? Estamos discutindo a questão de São Paulo já há algum tempo. Essa será uma eleição em dois turnos em São Paulo, todos sabem. E eu acho que nós precisamos ter a nossa identidade em São Paulo, a nossa cara. Nossa campanha aqui precisa falar as mesmas coisas que vamos falar nacionalmente. Acho importante que a gente tenha essa identidade própria. Mas se a gente puder somar outros partidos, será melhor. Por isso temos que ter a paciência habitual para conversar, como estamos conversando. Há outros partidos que podem se somar, tanto na aliança nacional como na aliança aqui em São Paulo.

— Acha mesmo que irá atrair novos parceiros? Ao que se sabe, o último partido que havia disponível, o PV, optou por uma candidatura presidencial própria, não? Eu sempre tenho esperança. O PV tem identidade programática com o nosso conjunto. Eles estão na tese da candidatura própria, mas continuamos dialogando. Tem muito chão pela frente até a data das convenções.

Fonte: Blog do Josias / UOL



Abertas inscrições para concurso público do BNB

As inscrições para o concurso público do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) estão abertas até o dia 8 de maio. As vagas são para o cargo de nível médio, Analista Bancário 1.

Para fazer a inscrição, os candidatos devem acessar o site da Fundação Getúlio Vargas, organizadora da seleção, onde  devem preencher o  Requerimento de Inscrição e emitir o boleto bancário. A taxa de inscrição é de R$ 60,00.

Lançado no último dia 8 de abril, o edital prevê oportunidades em toda a área de atuação do Banco – região Nordeste e norte de Minas Gerais e Espírito Santo.  O provimento imediato será de 12 vagas, ficando os demais aprovados como cadastro de reserva.

O concurso conta com Prova Escrita que está marcada para o dia 08 de junho de 2014 e terá 80 questões objetivas de Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Matemática, Conhecimentos Gerais) e de Conhecimentos Específicos.

Ao todo, a prova específica será aplicada em 34 cidades para aplicação da Prova Escrita Objetiva.

No momento da inscrição, o candidato deve indicar o Polo de Classificação para o qual deseja concorrer. A cidade onde deseja realizar a Prova Escrita Objetiva poderá ser escolhida por ele independente do Polo para onde deseja concorrer.

Remuneração e atribuições
A remuneração inicial é de R$ 2.043,36. Os benefícios adicionais são: auxílio-refeição (R$ 509,89), Auxílio Cesta de Alimentação (R$ 397,33) e Auxílio-Creche (R$ 330,71). A jornada de trabalho é de 30 horas semanais. O novo empregado será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e terá também a oportunidade de ingressar nos planos de saúde e previdência privada do BNB.

Entre as atribuições previstas para o cargo está a de atuar em projetos e processos típicos de uma organização de desenvolvimento regional, em termos de concepção, desenvolvimento, implementação, operacionalização e monitoração, nos níveis operacional, tático e estratégico do BNB.

O prazo de validade do concurso é de dois anos, e poderá ser prorrogado por mais dois anos, o que permitirá a convocação de um maior número de aprovados no concurso.

Todas as informações sobre o concurso neste link.

Os interessados devem esclarecer suas dúvidas exclusivamente com a FGV, empresa responsável pela condução do processo, por meio do telefone 0800-2834628 ou do e-mail concursobancodonordeste@fgv.br

Fonte: O Povo



Sua saúde: Por que vale a pena cortar o açúcar a partir de agora

Já pensou em como seria sua vida sem açúcar? Apesar de, para muita gente, esse cenário ser um tanto assustador, o quadro pode não ser tão terrível quanto se pode imaginar. O livro "Year of No Sugar", lançado recentemte pela americana Eve Schaub, conta a experiência vivida por ela, o marido e suas duas filhas, em que passaram um ano inteiro sem consumir açúcar, mel e alimentos com o doce adicionado artificialmente.

Isso significou uma mudança radical nos hábitos da família, já que a maior parte dos itens dos supermercados continham alguma quantidade de açúcar em sua fórmula. Até mesmo comidas salgadas vinham com o ingrediente, como bacon, biscoitos, papinha para bebês e molhos para salada. A saída adotada foi preencher o cardápio com mais vegetais frescos (esse açúcar era permitido) e verificar, rótulo por rótulo, tudo que ia para o carrinho.

O esforço, no entanto, foi recompensador. Ao se livrarem do "vício", aos poucos, todos passaram a se sentir melhor, com mais disposição e menos problemas de saúde. De acordo com reportagem publicada no site da revista Time, numa ocasião em que se permitiram comer uma sobremesa, para comemorar o aniversário do marido, Eve não conseguiu terminar de comer e ainda ficou com dor de cabeça por conta da doçura exagerada.

Essa mudança no paladar é real. De acordo com a nutricionista Claudia Coelho, esse sentido fica acostumado ao hábito alimentar e, ao consumirem muito açúcar, as pessoas têm cada vez mais necessidade de comer doces. Ao interromper o consumo e, mais tarde, voltar ao costume, o corpo sofre em vários sentidos. "Depois que se torna um hábito comer os alimentos com menos açúcar, é muito difícil voltar a consumir os muito doces. Outro fator é o funcionamento intestinal, que pode ficar mais descompensado quando você volta a consumir açúcar em excesso", afirma.

Mas, se voltar a comer açúcar causa tantos incômodos, porque valeria a pena parar, em primeiro lugar? Segundo Claudia, como esse ingrediente é um carboidrato simples, ele é rapidamente incorporado pelo organismo. Há pesquisas que relacionam o excesso de açúcar à hiperatividade, ao déficit de atenção e à sobrecarga do pâncreas (produtor de insulina, hormônio que disponibiliza açúcar para as células). "Se consumido sem controle, pode causar ou agravar patologias preexistentes, além da obesidade. Mas o pior de tudo é o fato de não conter nenhum outro nutriente", diz.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu o valor recomendado de açúcar de 10% para 5% de uma dieta de 2.000 calorias diárias. Isso equivale a cerca de 20 gramas, ou cinco colheres de chá. Uma lata de refrigerante, por exemplo, já é o dobro do indicado, pois pode ter até 40 gramas de açúcar.

Antes de pensar que substituir todo o açúcar de mesa (cristal ou refinado) pelos adoçantes artificiais (edulcorantes), Claudia afirma que eles são mais recomendados para diabéticos e, ainda, com restrições. "Os edulcorantes artificiais não são absorvidos e metabolizados pelo nosso corpo e, mesmo não representando incremento nas calorias da dieta, prefiro usar moderação, tentar educar o paladar para sabores menos intensos", diz.

Moderação foi a palavra de ordem para a família de Eve Schaub, que, depois de um ano radical sem açúcar, voltou a consumir os alimentos adoçados com mais controle. Para quem está disposto a encarar a empreitada, um bom começo é cortar a adição de açúcar de mesa, substituindo-o por frutas secas e mel, já que é mais difícil eliminar os itens industrializados da rotina. Nos momentos de dificuldade, alguns alimentos ricos em aminoácidos como o triptofano (banana e o grão de bico, por exemplo) são bons aliados, pois reduzem a compulsão por doces.

Fonte: Exame



Crato (CE): Mais um jovem morre afogado dentro de um barreiro

Mais um caso de afogamento foi registrado por volta das 13 horas desta Sexta-feira Santa na região do Cariri. O auxiliar de serviços gerais Roberto Alexandre Alves, de 18 anos, foi retirado sem vida de um barreiro localizado numa propriedade denominada Doutor Paulo que fica situada no bairro Vila Lobo em Crato. O jovem residia no Vale do Amanhecer naquele município.

A polícia foi avisada e quando o Sargento J. Santos e o Soldado Adriano chegaram ao local já encontraram uma equipe do Corpo de Bombeiros cuidando do resgate. Eles removeram o corpo para um ponto mais próximo da pista já que se trata de um trecho de difícil acesso e não daria para o rabecão se aproximar do manancial. Amigos de Roberto disseram que ele tinha problemas de saúde e apresentava, vez por outra, quadros de convulsões.

Antes de cair nas águas, ele teria gritado e terminou morrendo afogado segundo constataram os banhistas que conseguiram chegar ate onde o mesmo se encontrava. O último caso de afogamento na região do Cariri aconteceu por volta das 17 horas de domingo, dia 13 de abril. Naquela data, Carlos Daniel Pereira Gonçalves, que tinha apenas 12 anos de idade, morreu afogado em um barreiro no Sítio Catolé na zona rural de Juazeiro. Ele residia na Rua do Horto, 848 no bairro do mesmo nome.

Demontier Tenório

Fonte: Miséria