Família alega não saber de golpe e diz que skatista arrecadou R$ 15 mil

Skatista enviou mensagem para um amigo
mostrando o valor arrecadado
A família do skatista Zacarias Gondim, de 20 anos, declarou ao G1 que não sabia da campanha fraudulenta criada pelo jovem. O tio do rapaz, o cantor Gregório Castelo Branco, de 37 anos, disse ter sido também enganado pelo sobrinho. Segundo ele, Zacarias chegou a arrecadar R$ 15 mil. O dinheiro foi doado por pessoas que ajudaram na campanha em que o skatista afirmava ter leucemia e precisar de dinheiro para tratamento em São Paulo. O rapaz é investigado por fraude e estelionato, foi preso e liberado após prestar depoimento.

"Não recebi dinheiro em mãos, tudo era depositado na conta dele. Eu fiquei decepcionado quando soube pela televisão do que meu sobrinho fez, foi alguém que eu ajudei a criar. Não sei como olhar para as pessoas conhecidas, vizinhos e amigos, que eu pedi ajuda. Para mim a verdade deve sempre vir. Foi o maior susto da minha vida", declarou Gregório.

O tio contou que chegou a pedir dinheiro aos amigos próximos para ajudar na campanha e custear o tratamento do sobrinho. Ele disse que acreditou em Zacarias por ser leigo em assuntos médicos e que se convenceu quando o sobrinho apresentou os exames. A polícia afirmou que os documentos foram falsificados pelo jovem.

“Sempre que ele ia ao hospital, voltava com mais dores de cabeça, dizendo que tinha tomado morfina. Mostrava até as receitas com os remédios que tinha tomado. Ele chegou a desmaiar algumas vezes, então o que eu podia fazer? Era acreditar”, declarou.

Segundo ele, o jovem chegou a arrecadar R$ 15 mil, valor disponível no extrato da conta bancária do jovem e ao qual o G1 teve acesso. A polícia informou que parte do dinheiro, pouco mais de R$ 4.900, foi encontrada na casa do jovem neste sábado (21).

À imprensa, Zacarias declarou que o dinheiro será devolvido a todos que doaram. "As pessoas que doaram o dinheiro não precisam se preocupar, pois elas receberão a quantia de volta. Eu mesmo entrarei em contato com elas", declarou.

Entenda o caso
Zacarias Gondim Lins iniciou na semana passada uma campanha na internet pedindo apoio dos amigos para o custeio de um tratamento contra leucemia. O skatista gravou um vídeo falando sobre a descoberta da doença e o pedido repercutiu nas redes sociais.

"Perdi a minha mãe há um ano e uma das influências de eu ter tido um câncer foi esse. Eu estou aqui hoje para pedir ajuda. Como o meu quadro é agudo, a médica pediu para eu tratar a minha doença em São Paulo porque aqui no Piauí não se faz transplante de medula óssea. A minha médica disse que eu não tenho condições de receber as quimios (quimioterapias). Eu preciso ir para lá urgente", disse o skatista em vídeo nas redes sociais.

Para a Polícia, há indícios de que o exame usado pelo atleta seja falso. O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) informou que o laudo apresentado pelo skatista não é autêntico.



Crato (CE): Hospital Santa Tereza ameaça encerrar as atividades

Mais uma unidade hospitalar ameaça encerrar suas atividades por falta de condições financeiras para manutenção de atendimentos a pacientes neste município. A Casa de Saúde Santa Tereza, único equipamento existente no setor psiquiátrico em todo o Interior do Ceará, contabiliza prejuízos devido à falta de reajuste dos valores repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos constantes atrasos que acontecem durante o processo de liberação dos recursos. Conforme a direção da unidade, há cerca de oito anos não há reajuste no valor das diárias pagas pelo SUS, que continua sendo de R$ 42.

Criada há cerca de 45 anos, a Casa de Saúde Santa Tereza mantém atendimento mensal para aproximadamente 200 pacientes. A maioria das pessoas internadas para tratamento na unidade é oriunda de municípios de diversas regiões do Estado. Há, também, pacientes encaminhados de municípios dos Estados da Paraíba, Piauí e Pernambuco. Anualmente, pelo menos 300 pessoas destes estados são encaminhados para tratamento na unidade.

"A situação se tornou crítica. Há mais de oito anos não há reajuste nos valores encaminhados pelo SUS para que os tratamentos dos nossos pacientes possam ser mantidos. Além dos valores serem defasados, há, também, a questão do atraso constante na liberação dos pagamentos. As despesas mensais nunca são quitadas na totalidade por causa da atual situação financeira. Praticamente estamos trabalhando como entidade filantrópica e não há condições para continuarmos desta forma", desabafou a farmacêutica Ana Isabel Barreto, que também atua na diretoria do hospital.

Segundo ela, os recursos atualmente recebidos se destinam, tão somente, ao pagamento da folha dos funcionários da unidade, que hoje chega a cerca de R$ 85 mil, e de linhas de crédito que o hospital precisou contrair para se manter aberto nos últimos meses. "Também há o pagamento de outras obrigações do hospital, como impostos e taxas, por exemplo. No entanto, o recurso não oferece a condição de realizarmos ações extremamente necessárias para que os pacientes recebam tratamento digno e de qualidade", revela.

Dívidas
Na avaliação da farmacêutica, os atrasos verificados na liberação dos recursos destinados pelo SUS também acabam gerando o aumento das dívidas da unidade. "Costumeiramente há atrasos na liberação destes recursos. Isso acaba gerando juros nas nossas obrigações sociais. Só a nossa GPS ultrapassa os R$ 44 mil. Então, a cada dia que este recurso não está disponível ao hospital, juros vão se acumulando e as dívidas aumentam", disse.

A diretora geral da unidade, Luciana Abath, informou que, além das questões relativas ao atraso dos recursos, pagamento de funcionários, fornecedores e obrigações sociais, o dinheiro pago atualmente não é suficiente para que reformas possam ser realizadas na estrutura física da unidade. "Nós temos uma necessidade muito grande de reformar algumas alas do hospital. Nossos pacientes acabam quebrando muita coisa durante a fase de tratamento. Há uma necessidade enorme na troca constante de vasos sanitários, realização de pintura em paredes, troca de sistema de canos, dentre outras demandas. O problema é que não há dinheiro para que estas situações também sejam resolvidas", afirmou.

Ela informou, ainda, que a situação da Casa de Saúde foi levada ao conhecimento do Ministério Público do Estado do Ceará, na perspectiva de que o órgão ministerial possa, de alguma forma, auxiliar o hospital. "Nós procuramos o Ministério Público para pedir socorro. Na verdade, estamos buscando chamar a atenção de toda a sociedade para um problema que se agrava a cada dia. É preciso que façamos algo de concreto para salvar o hospital. Caso contrário, não haverá outra alternativa a não ser o fechamento da unidade", frisa.

Preocupação
O secretário de Saúde do Crato, Francimilton Mâcedo, informou que o município também está preocupado com a situação. Segundo ele, a gestão tem se mobilizado, nas últimas semanas, como forma de conseguir uma audiência com o secretário estadual da Saúde, Carlile Lavor, objetivando que o Estado também contribuía financeiramente com a manutenção do hospital.

"Desde que o problema chegou ao nosso conhecimento estamos tentando uma reunião, em Fortaleza, com o secretário da Saúde do Estado. A perspectiva é de que, no mais tardar, esta semana, nós repassemos todas as informações a respeito da atual situação do hospital Santa Tereza ao Estado e solicitemos que o governo crie algum mecanismo de incentivo e de apoio financeiro para reduzir o problema", informou.

Francimilton Mâcedo ressaltou, também, que na tentativa de diminuir os gastos da Casa de Saúde com internamentos, o município está disponibilizando onze leitos para tratamento psiquiátrico no Hospital São Camilo e que a rede de atendimento psicossocial que está sendo criada deverá entrar em funcionamento nos próximos meses.

"O município está organizando sua rede de saúde mental. Estamos com o projeto de criação do Centro de Atenção Psicossocial para tratamento dos dependentes de álcool e drogas, bem como para tratamento infantil", disse.

Mais informações
Casa de Saúde Santa Tereza
Avenida Doutor Rolim, S/N
Vila Alta
Crato
Telefone (88) 3523-2511

ROBERTO CRISPIM
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste



Dilma pede e ministros reagem sobre delação premiada

Por ordem da presidente Dilma Rousseff, ministros reagiram neste sábado (21) a informações dando conta de que o governo federal estaria fazendo manobras para evitar a todo custo a delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, preso há três meses na Polícia Federal, em Curitiba. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou que tenha conversado sobre a Operação Lava Jato com o advogado da UTC, Sérgio Renault, e disse não ter poderes para impedir condenações em troca do silêncio do investigado.

Em nota divulgada à tarde, Cardozo subiu o tom em relação a declarações anteriores sobre o assunto e chamou de "mentirosa" a "versão" divulgada pela segunda vez pela revista Veja. Segundo a publicação, Cardozo se reuniu com Renault, que foi secretário de Reforma do Judiciário e é seu amigo, para pedir a ele que convencesse Pessoa a não fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público sobre o esquema de corrupção na Petrobras.

O ministro insiste que o advogado da UTC esteve no Ministério da Justiça, recentemente, somente para se encontrar com o advogado Sigmaringa Seixas, que estava lá e com quem iria almoçar. Até agora, Cardozo só admite ter conversado sobre a investigação com advogados da Odebrecht, que lhe solicitaram audiência e pediram a apuração de "vazamentos criminosos" na Lava Jato.

"É lamentável que, mais uma vez, Veja se utilize de supostas declarações de um investigado (Ricardo Pessoa), encaminhadas à revista por pessoas que se escondem no anonimato, para buscar atingir a imagem do ministro e de membros do governo federal. Uma vez identificadas, estas pessoas serão processadas civil e criminalmente", diz a nota de quatro itens, divulgada pela assessoria de Cardozo.

O governo nega interferência política para barrar um novo escândalo. Segundo a revista, Pessoa quer contar à Justiça que, no ano passado, deu R$ 30 milhões que teriam sido desviados da Petrobras para abastecer campanhas de candidatos do PT. A nota do Ministério da Justiça afirma que o titular da Pasta "não dispõe de instrumentos para impedir ou negociar vantagem de qualquer natureza para que uma delação premiada não se consume" e chama a reportagem de "absurda". "Ele (o ministro) não tem poderes para determinar o fim de uma prisão, para impedir ou mitigar uma condenação ou para efetivar qualquer medida que pudesse oferecer vantagens a um investigado em troca do seu silêncio", diz o texto.

"Nada a temer"
Já o ministro da Defesa, Jacques Wagner, chamou de "ilação" a informação de que teria recebido doações "clandestinas" da UTC nas campanhas de 2006 e 2010 ao governo da Bahia e disse não ter "nada a temer". Wagner afirmou que todas as doações para suas campanhas "foram declaradas e as prestações de contas, aprovadas pela Justiça Eleitoral".

O ministro negou que tenha recebido contribuição da UTC na disputa de 2006, quando concorreu pela primeira vez ao governo da Bahia, mas confirmou a doação da construtora na campanha pela reeleição, em 2010. "Os recursos declarados encontram-se à disposição de qualquer cidadão para consulta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)", argumentou Wagner.

Um auxiliar de Pessoa disse a Veja, sob condição de anonimato, que "Ricardo pode destruir Wagner" se revelar tudo o que sabe ao Ministério Público e à Polícia Federal. "É uma frase inócua. Minha vida política está consolidada em três eleições para deputado federal e duas vitórias em primeiro turno para governador da Bahia", reagiu o ministro.

Tesoureiro da campanha de Dilma, o deputado estadual Edinho Silva (PT) afirmou, em nota, que a revista tenta "criminalizar doações legais" e vincular o comitê financeiro da presidente às investigações efetuadas na Petrobrás. Silva garantiu que a campanha de Dilma "não recebeu doações da UTC efetuadas por intermédio do Partido dos Trabalhadores".

Fonte: Estadão Conteúdo



Cariri sediará 24º Congresso Brasileiro de Paleontologia

O Cariri volta a ser sede de um dos maiores eventos científicos na área da paleontologia do Brasil, com o 24º Congresso Brasileiro de Paleontologia, de 3 a 6 de agosto deste ano. Estarão reunidos os maiores estudiosos, não apenas do País, mas de outras nações, para conhecer de perto uma das mais representativas reservas de fósseis de Cretáceo do Planeta e estudar as descobertas recentes ocorridas no Brasil. A perspectiva dos organizadores é receber cerca de 600 pesquisadores e estudantes.

O município do Crato já foi sede do evento em 1999, na 16ª edição do evento. Estudiosos de vários Estados brasileiros e países como a Suíça, Estados Unidos, Portugal e Itália farão abordagens importantes sobre os estudos mais recentes na área e as condições de pesquisa.

Segundo o doutor em paleontologia da Universidade Regional do Cariri (Urca), professor Álamo Feitosa Saraiva, que irá presidir o evento, o congresso será uma oportunidade de debater questões legais e de fiscalização no Brasil, nesse segmento de pesquisa, envolvendo representantes de órgãos como o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e o Ministério Público Federal (MPF).

Pesquisas
A expectativa é que sejam inscritos e apresentados pelo menos 500 trabalhos científicos, trazendo uma atualização nas diversas áreas de estudo da Paleontologia. As propostas de minicursos para o evento devem ser encaminhadas até o dia 28 de fevereiro. Já os resumos de pesquisas devem ser enviados até 5 de março. Segundo Álamo, a meta é fazer com que esse seja o congresso da área mais participativo, como ocorreu o de 1999 na região.

A abertura do Congresso será no Centro de Convenções do Cariri. Os minicursos e apresentações de trabalhos acontecem na Urca, Ginásio Poliesportivo e no auditório da sede do Geopark Araripe, no Crato, além das visitas de campo em área de maior incidência de fósseis na região, nas cidades de Nova Olinda e Santana do Cariri, incluindo apresentação de equipamentos como o Museu de Paleontologia de Santana. As inscrições para o evento podem ser feitas por meio do site www.24cbp.com.br. Entre os nomes da área presentes no evento, estarão uma das maiores pesquisadoras na área de botânica do mundo, com estudos relacionados à evolução das angiospermas, Else Marie Friis, do Museu Sueco de História Natural. Pesquisas suas na área de paleobotânica foram publicadas sobre estudos de fósseis da Bacia do Araripe.

Descobertas
Também marcará presença um dos 10 maiores estudiosos do período Devoniano, no mundo, o português Artur Sá, do Conselho de Datação, e outros nomes importantes de brasileiros, que já realizaram pesquisas na região da Bacia Sedimentar do Araripe, como a professora da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) Juliana Sayão, e o professor Alexander Kellner, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele já realizou importantes trabalhos relacionados aos pterossauros do Araripe.

As mais recentes descobertas relacionadas aos fósseis da Bacia do Araripe e o estado de conservação dos achados do Cretáceo numa das maiores reservas do mundo, além de serem levadas aos debates, tendo em vista a importância do grau de preservação desse material, também será enfocado o futuro da pesquisa na área. O Cariri, conforme Álamo, será motivo de reflexão, por conta da sua relevância no contexto da ciência da Paleontologia em todo mundo.

Discussões
Álamo afirma que essa será uma oportunidade de apresentar os aspectos turísticos e as belezas da região do Cariri. Mas, além disso, uma forma de discutir a Paleontologia no meio social e científico. "Com certeza uma motivação a mais para os estudos na área entre os jovens, que terão a oportunidade de estar entre os maiores ícones desta ciência mundial", diz Álamo.

Atualmente, uma das preocupações dos estudiosos do Cariri, que tem sido motivo de debates não apenas na academia, mas também na comunidade, é a possível devolução de cerca de 3 mil fósseis apreendidos pela Polícia Federal, no interior de Minas Gerais, e encaminhados para a Universidade de São Paulo (USP).

A outra parte se encontra no almoxarifado da Delegacia da Polícia Federal, em Juazeiro do Norte. O material encaminhado para a universidade paulista foi autorizado pela Justiça Federal, que já sinalizou com a possibilidade de devolver as peças ao Museu de Paleontologia de Santana do Cariri.

Houve um pedido formal por parte da Urca pela devolução do material, que daria para montar um novo museu da era Cretácea na região, pela grande quantidade de peças.

Os fósseis, segundo Álamo, iriam para os Estados Unidos, destinados a colecionadores, onde seria montado um museu. Pela beleza das peças e conservação desse material, o pesquisador avalia que, pelo mercado ilegal, deveria ultrapassar os R$ 7 milhões em negociação.

Mais informações
Geopark Araripe
Rua Carolino Sucupira, S/N
Campus do Pimenta - Crato
Telefone: (88) 3102.1237

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste



Zacarias confessa que fraudou laudo: "Vou responder pelo crime"

Na manhã deste sábado (21/02) o jovem Zacarias Gondim, deu entrada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Sua avó, Conceição, disse que um parente lhe informou que Zacarias havia sofrido um AVC, mas segundo seu irmão, Emanuel Castelo Branco, ele deu entrada no HUT por que estava passando mal, com vômitos intensos e com uma forte dor de cabeça.

Ainda no local, o jovem confessou que fraudou o laudo do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado (Hemopi). Emanuel afirmou que há dois meses Zacarias vem sentindo-se mal, mas que nas últimas semanas ele piorou.

"Ele fraudou mesmo o laudo, mas foi em ato de desespero. Há duas semanas vinha piorando, tendo vômitos intensos, com sangue, chegou a colocar de 200 a 300 ml para fora. O exame havia dado negativo, mas como a campanha já estava no ar com uma repercussão muito grande, não teve como parar. Dentro da ambulância ele teve uma parada respiratória e o bombeiro ficou até sem saber o que fazer", disse Emanuel Castelo Branco.

"O médico disse que ele não tem nada, que ele está simulando, mas quem o conhece, quem acompanha de perto sabe o que ele está passando. Não ocorreu estelionato nenhum, ocorreu um crime, que foi a falsificação do laudo, mas que ele vai responder, que ele mesmo disse que vai assumir", concluiu o irmão de Zacarias.

Ao sair do Hospital de Urgência de Teresina, ainda com aparência debilitada, o jovem skatista respondeu a imprensa com poucas palavras. "Não foi estelionato, falsifiquei o laudo, mas vou responder pelo crime e devolver o dinheiro de todo mundo", confessou.

Segundo a polícia militar, o irmão de Zacarias revelou que já havia sido arrecadado 12 mil reais na poupança, 5 mil na conta corrente e mais o que doaram em espécie.

Clique aqui e entenda o caso.

Fonte: O Olho



Crato (CE): Prefeitura fazendo mutirões de limpeza em vários bairros

A Secretaria de Serviços Públicos do Crato está realizando os serviços de limpeza, coleta de lixo e entulhos, poda da árvores nos bairros Pinto Madeira, Vila Alta, Conjunto Conviver, Vila Lobo, Seminário (principais ruas e avenidas próximas ao Seminário São José).

Estão envolvidos na ação 50 homens, três caminhões e duas máquinas, e após estes bairros serem atendidos, os bairros Alto da Penha, Pantanal e comunidade da Cecral.

Os serviços objetivam proporcionar ambientes limpos, confortáveis, seguros e com melhor qualidade de vida aos cratenses.

A Secretaria de Serviços Públicos está de plantão através do  telefone (88) 3523.1692,  para atender qualquer chamado, em virtude de problemas ocasionados pelas chuvas que estão caindo, provocando desmoronamento, entupimento de valas e esgotos na cidade e obstrução de ruas ou avenidas.

Foto meramente ilustrativa

Assessoria de Imprensa/PMC



Confira oito benefícios do sexo para a saúde

Sexo é bom e ainda faz bem para a saúde! O orgasmo, por exemplo, é uma das sensações mais íntimas e deliciosas para homens e mulheres e é muito mais do que sinal do sucesso de uma relação sexual. A cada dia, os cientistas descobrem novos efeitos desta reação orgânica que, além de melhorar as emoções, faz muito pela sua saúde. "O orgasmo contribui para que homens e mulheres vivam com mais qualidade, trata-se de um momento de prazer que reverbera por vários dias", afirma o ginecologista Neucenir Gallani, da clínica SYMCO.

Porém, apesar de proporcionar prazer e qualidade de vida, uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que 70 % dos brasileiros fazem menos sexo do que declaram em conversas e pesquisas públicas. Por isso, o Minha Vida estimula você a melhorar essa situação trazendo o que a ciência e os especialistas andam dizendo por aí sobre os benefícios que uma vida sexual ativa trazem ao corpo. Confira:

Alivia as crises de enxaqueca
Quando seu parceiro reclamar, dizendo que não quer sexo porque está com dor de cabeça, reverta a desculpa a favor da saúde dele. Segundo o médico Neucenir Gallani, o orgasmo libera substâncias, como as endorfinas, que atuam no sistema nervoso. "Elas diminuem a sensibilidade à dor, relaxando a musculatura e melhorando o humor", afirma.

Melhora o aspecto da pele
Fazer sexo, principalmente no período da manhã, é um poderoso aliado da beleza para manter a juventude. Essa foi a conclusão de um estudo, realizado por cientistas da Universidade Queens (Reino Unido). De acordo com os pesquisadores, atingir o orgasmo aumenta os níveis de estrogênio, testosterona e de outros hormônios ligados ao brilho e a textura da pele e dos cabelos.

Além disso, quando há o orgasmo, ocorre uma vasodilatação superficial dos vasos, até aumentando a temperatura em algumas pessoas. Com isso, a pele ganha uma aparência mais viçosa, e o brilho natural dela fica em destaque.

Alivia as cólicas da TPM
O ginecologista Neucenir Gallani faz questão de reforçar que isso não é uma regra, mas acontece com algumas mulheres. Os movimentos realizados durante o sexo estimulam os órgãos internos, que ficam mais relaxados e, com isso, há diminuição das dores que incomodam seu bem-estar nos dias antes da menstruação. "Mas há mulheres que, na fase pré-menstrual, não têm disposição para o sexo e forçar a barra pode ser pior", diz o ginecologista.

Melhora o sono
O relaxamento que o orgasmo traz contribui para que você durma melhor, e não apenas no dias em que houver sexo. A reação tem efeito prolongado, devido a ação dos neurotransmissores que passam a agir no seu organismo com mais regularidade e numa quantidade maior.

Diminui o estresse
O médico faz questão de ressaltar que o orgasmo não deve ser encarado como um remédio calmante, mas como parte de uma relação afetiva que traz prazer. Quando isso acontece, os níveis de estresse tendem a diminuir não só pela estabilidade emocional, mas também porque os chamados hormônios do estresse, como o cortisol, apresentam atividade reduzida. Quem trouxe essa novidade foi um estudo escocês recém-publicado na revista Biological Psychology.

Diminui os riscos de infarto
Um estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, realizado com mais de 3 mil homens de 45 a 59 anos, concluiu, após 20 anos, que o sexo frequente pode reduzir o risco de infartos fatais e de derrames. De acordo com as conclusões da pesquisa, a morte súbita causada por problemas de coração é mais comum entre homens que afirmam ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual.

Queima calorias
Segundo a Associação Americana de Educadores e Terapeutas Sexuais, a atividade sexual pode ser um ótimo exercício para o corpo. Isso porque meia hora de sexo queimam, em média, 85 calorias. Portanto, se você está sem paciência para ir à academia, que tal optar pelo plano B?

Aumenta a imunidade
Um estudo feito pela Wilkes University, nos Estados Unidos, mostrou que uma vida sexual ativa aumenta os níveis de um anticorpo conhecido como IgA , responsável pela proteção do organismo de infecções, gripes e resfriados.

Fonte: Minha Vida



Tabela do IR: Dilma diz não ter como pagar maior correção

A presidente Dilma Rousseff avisou ontem (20) que o seu compromisso é com o reajuste da tabela do imposto de renda de pessoa física (IRPF) em apenas 4,5%. Segundo Dilma, se o Congresso derrubar o veto que impedia o reajuste de 6,5%, o governo não terá como bancar este valor. "Nós não estamos vetando porque queremos. Nós estamos vetando porque não cabe no orçamento público", declarou Dilma, em rápida entrevista, após receber as credenciais de cinco embaixadores, no Palácio do Planalto.

"Eu tenho um compromisso e vou cumprir meu compromisso, que é de 4,5%", insistiu. Quando os repórteres reiteraram que o Congresso já disse que vai derrubar os 4,5%, Dilma respondeu: "eu sinto muito, eu sinto muito". E emendou: "se por algum motivo, não quiserem os 4,5%, nós vamos ter de abrir um processo de discussão novamente. Nunca deixamos de esconder que era 4,5%. O governo só tem condições para olhar os 4,5%".

Na entrevista, Dilma lembrou que já mandou a proposta de reajuste de 4,5% para o Congresso por pelo menos duas vezes. "Eu já mandei duas vezes. Vou chegar à terceira vez", comentou a presidente, explicando que vetou porque não tinha condições de pagar mais do que 4,5% de reajuste.

"Vetei sim e vetei não é porque não queira fazer. Vetei porque não tem recursos pra fazer É essa questão. Meu compromisso é 4,5%", reforçou.

Discussão
Na quinta (19), o tema foi discutido em reunião no Planalto da presidente Dilma com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa. A reunião, que em parte contou com a presença do ministro da Previdência, Carlos Gabas, tratou também da flexibilização de benefícios como pagamento de pensão por morte ou pagamento de seguro-desemprego.

Fonte: Diário do Nordeste



Não faltará nenhum recurso para a educação, diz Cid Gomes

Depois de experiências bem-sucedidas em Sobral, quando prefeito, e no resto do Ceará, estado que governou por oito anos, Cid Gomes assume o Ministério da Educação disposto a tirar do atoleiro o ensino do País a partir de dois conceitos básicos: mérito e qualidade.

Seu primeiro projeto, já em consulta pública, pretende formar administradores de escolas, diretores com autonomia e preparo para mudar o ambiente e com parte da remuneração atrelada a metas predefinidas. Por trás do “Diretor Principal”, como se chama o plano, há ideias maiores, talvez uma redefinição do número de estabelecimentos escolares que permitam aos municípios pagarem o piso nacional aos docentes.

“Valorizar o professor não é abrir um sem-número de vagas de trabalho e pagar merreca. Valorizar o professor é dar a ele oportunidade de ganhar bem”, afirma o ministro. A seguir, Gomes também fala do sistema de avaliação dos alunos, do financiamento estudantil e da promessa do governo Dilma Rousseff de investir no ensino médio.

CartaCapital: O senhor chega ao Ministério da Educação diante de um impasse. O slogan do novo governo é “Pátria Educadora”, mas foram cortados 7 bilhões de reais do orçamento da pasta. Como conciliar o slogan e a realidade?

Cid Gomes: Só se pode falar em corte orçamentário quando há um orçamento. Vivemos a realidade de não ter um. Está no Congresso, mas não foi votado. O que há é um decreto para que o governo possa executar suas despesas. Os 7 bilhões de reais são uma estimativa, não um cálculo real. Tenho segurança de que não faltará nenhum recurso para manter as ações em andamento. O desafio da presidenta é fazer mais com menos. Eu concordo. É premissa do serviço público.

CC: Há sinais de cortes no Programa de Financiamento Estudantil.

CG: O Fies começou sem grande escala, mas o crescimento deu-se de forma acelerada. Em 2014 foram assinados 740 mil contratos de financiamento. Falamos de dinheiro público, é preciso zelo. Não pode virar balcão de negócios. Trata-se de um programa de ampliação de oferta do ensino superior, mas sem abrir mão da qualidade. Para se inscrever no Fies, é necessário obter 450 pontos no Enem e não zerar na redação, uma meta generosa. Acho que se deveria exigir os mesmos 450 pontos na redação.

Defendo uma plataforma única, que estabeleça no Fies o mesmo modelo do Sisu e do ProUni. Em vez de deixar oferta e demanda sem controle, vamos pedir para as instituições mandarem o que têm de oferta, ver as áreas que precisam ser estimuladas e colocar em um programa único. E o critério de ingresso será a nota do Enem, nada mais democrático. Ou seja, mérito e qualidade. Palavras-chave que sempre vão pautar as minhas ações.

CC: Dar prêmios para quem tem mais resultado não torna cada vez mais difícil para quem não teve como alcançar os demais?

CG: Essa é uma discussão respeitável. Lá no Ceará, premiamos as 150 melhores escolas. É dado um valor per capita como prêmio financeiro para investir em melhorias. Do valor, 70% é pago imediatamente e 30% fica condicionado a que as melhores apadrinhem uma das escolas que tiveram menor desempenho. E essas também vão receber um per capita, um pouco abaixo, dividido assim: 50% imediatamente e 50% se ela avançar. É um modelo que a gente imaginou. Modéstia à parte, fui eu mesmo.

CC: Como a experiência no Ceará pode ser replicada?

CG: Agora tenho a oportunidade de, muito mais do que as boas práticas e resultados alcançados em Sobral e no Ceará, ter acesso a várias ideias do Brasil. Vou tentar conhecer boas experiências públicas, filantrópicas e privadas na educação e difundi-las. Não pretendo inventar a roda. Educação a distância é uma delas.

CC: E a reforma do ensino médio?

CG: É uma determinação da presidenta. Pela primeira vez na vida sou auxiliar, e não chefe. Fui governador e prefeito duas vezes, então, para o bem e para o mal, eu é que dava o sim e o não. Agora tenho de cumprir as diretrizes que ela tornou públicas. Trabalho para isso.

CC: Quais as mudanças previstas para o Enem? O exame será online?

CG: O Enem pode ser mais humanizado, parar de causar aquela pressão de um único dia. Pode ser feito mais tranquilamente pelo aluno. Para tanto, preciso de um banco de questões, que tem tudo a ver de novo com o currículo e a base nacional. É premissa ter mais questões. Nem fui atrás de quantas há, mas tenho certeza de que temos poucas. Pretendo lançar logo após a consulta pública do diretor principal, outra sobre esta do banco de itens para o Enem online.

Hoje, no dia do exame, você envolve Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros... A gráfica que imprime a prova tem 500 câmeras, sem exagero. Em meu juízo, isso é tenso para o aluno e complicado para o governo. Acredito que já em 2016 a gente possa ter um Enem online, embora eu vá lutar para começar ainda neste ano.

CC: É baseado no SAT, um dos exames de admissão no ensino superior dos EUA, certo?

CG: Não sou teórico, não espere de mim discussão teórica. Eu sou engenheiro civil e executivo. Podem até dizer “ah, é uma escolha política da Dilma”. Ela me escolheu por me conhecer como gestor e alguém comprometido com a educação. E não só no campo das ideias, mas da prática, na operação do dia a dia. É por fazer e melhorar indicadores. A discussão teórica fica lá com as minhas secretarias. Discussão por muito tempo, tenho pavor. Posso dizer que tive sorte de ser ministro no momento em que existe um plano de educação com metas, um roteiro claro do que precisa ser feito e quando.

CC: As prefeituras que não conseguem pagar o piso do magistério, defende o senhor, deveriam aumentar a quantidade de alunos por educador. Isso não vai causar uma briga com os sindicatos?

CG: Não quero comprar briga com ninguém. Quero sempre ouvir as demandas, é meu estilo. O que tenho dito sobre a relação professor-aluno sempre foi no plano da teoria, nunca estabeleci que a relação ideal é 1 para 10, ou para 30 ou 50. O ministério não tem poder para dizer quantos são no máximo. Há o seguinte: municípios reclamam da incapacidade de pagar o piso. Como troca de experiências, fui compartilhar medidas tomadas quando prefeito de Sobral. Nunca tive problemas de pagar o piso.

CC: Quando governador, o senhor enfrentou uma greve de 64 dias dos professores por salários em 2011.

CG: Enfrentei, mas o nosso calendário não foi prejudicado. Em Sobral, estabeleci a nucleação de escolas. Tenho a experiência de que escola boa é aquela com diversidade e quantidade de alunos. E é onde, pelo lado da administração, você pode concentrar esforços em pessoal e em recursos materiais. Penso que a nucleação de escola é boa, vou defender. Não posso obrigar ninguém a fazer, mas as políticas públicas definidas pelo ministério levarão em conta essa iniciativa. Vou citar um caso concreto: quando assumi, Sobral tinham 135 escolas. Discutimos e concentramos em 32.

CC: As demais foram fechadas?

CG: É um tabu fechar escola. Não encerrei as atividades em nenhum prédio, pois sabia que eram a única referência de poder público no lugar. Procurei melhorar os prédios e transformá-los em espaços dedicados à educação infantil ou em centro comunitário. Para tratar de educação é melhor ter menos escolas, com melhor estrutura, corpo diretivo e participação da comunidade. Isso dá a possibilidade de haver, de fato, uma relação racional professor-aluno. Eu posso ter uma situação em que a turma do 6.º ano só tem sete alunos. Se tenho escola nucleada, vou ter uma margem muito maior para fazer turmas com um número razoável.

CC: Qual a sua política de valorização do professor?

CG: Quando falo em redução das escolas, também penso nesse ponto. Valorizar o professor não é abrir um sem-número de vagas de trabalho e pagar merreca para eles, subexplorar. Valorizar é dar a ele oportunidade de ganhar bem e o município só pode pagar melhor se a relação professor-aluno for razoável.

Fonte: Carta Capital



Crato (CE): Secretaria de Obras Públicas inicia reconstrução do muro do estádio Mirandão

A Secretaria de Obras Públicas do Crato iniciou ontem, 20, os serviços de demolição de parte avariada e reconstrução  do muro do estádio Mirandão. No total  serão 587,52 metros quadrados de construção.

Os serviços serão realizados pela Werton Engenharia & Arquitetura Ltda., conforme tomada de preço Nº 2014.11.04.2, no valor total de R$ 75.394,26 (setenta e cinco mil, trezentos e noventa e quatro reais e vinte e seis centavos). As melhorias no muro do estádio Mirandão serão feitas com recursos próprios da Prefeitura do Crato.

Os serviços visam proporcionar condições para o estádio Mirandão receber os jogos do Campeonato Cearense de Futebol, segunda divisão, que se inicia no próximo mês de março, quando o Crato Esporte Clube representará a nossa cidade.

O Crato Esporte Clube vai estrear no dia 4 de março,  contra a equipe do Ferroviário Atlético Clube, no estádio o Mirandão, a partir das 16h.

Assessoria de Imprensa/PMC



Polícia revela: Laudo que confirma leucemia de skatista é falso

Pode ser fraudulenta a campanha para ajudar a financiar o tratamento de um jovem skatista de Teresina que estaria com leucemia. O delegado geral do Piauí, Riedel Batista, disse nesta sexta-feira (20) que os documentos e exames vinculados à ação para ajudar Zacarias Gondim, de 20 anos, com a intenção de comprovar a doença, são falsos e que ele não tem leucemia. A Secretaria de Saúde do Piauí informou que o laudo do Hemopi (veja abaixo) utilizado para divulgação da campanha não é verdadeiro. A polícia abriu inquérito para investigar e caso seja comprovado a prática criminosa, o jovem pode ser indiciado por estelionato e falsificação de documentos. Gondim não foi encontrado para comentar o caso.


“Duas médicas que tiveram seus nomes divulgados na campanha em exames e laudos procuraram a polícia. Uma delas negou qualquer atendimento ou exame feito com o rapaz. Já a segunda, diz que o atendeu, mas negou que o jovem tivesse leucemia. Ele pode ter outra doença, mas não a que ele alegou possuir”, afirmou Riedel.

Batista contou que após a denúncia das médicas, os investigadores começaram a agir: foram até a casa de Zacarias na tentativa de intimá-lo, mas ele não foi encontrado. “O que sabemos é que a documentação usada por ele na campanha é falsa e por isso ele pode ser indiciado por falsificação de documento”, afirmou o delegado.

Desde o início do mês de fevereiro que uma campanha pedindo ajuda financeira para Zacarias está rodando os perfis de piauienses nas redes sociais. Segundo uma arte compartilhada centenas de vezes, o skatista foi diagnosticado com leucemia aguda e precisava de dinheiro para ir para São Paulo fazer um tratamento. Imagens relacionadas à campanha mostram um laudo médico que comprovaria que ele teria a doença anunciada.

O próprio jovem gravou um vídeo contando a história e pedindo ajuda. “Perdi a minha mãe há um ano e uma das influências de eu ter tido um câncer foi esse. Eu tô (sic) aqui hoje para pedir ajuda. Como o meu quadro é agudo, a médica pediu para eu tratar a minha doença em São Paulo porque aqui no Piauí não se faz transplante de medula óssea. A minha médica disse que eu não tenho condições de receber as quimios (quimioterapias). Eu preciso estar indo para lá urgente”, disse com os olhos marejados.

O vídeo foi compartilhado por vários perfis no facebook e vizualizado por mais de 10 mil pessoas.



A Secretaria de Estado de Saúde divulgou nota afirmando que o documento com a logo do Centro de Hematologia e hemoterapia do Piauí (Hemopi) não é autêntico. A Sesapi informa que "Zacarias Gondim Lins não realizou o exame de Mielograna, como também o laudo médico divulgado pelo mesmo não é desta instuição e nem da médica mencionada. O HEMOPI confirma que Zacarias Gondim Lins esteve na semana passada nesta unidade de saúde, para uma consulta com a médica Karina Nava de Almeida. Além desta consulta, o único procedimento realizado foi um exame de Hemograma, com resultado dentro da normalidade", contou a nota.



O G1 falou com uma jovem de 18 anos que disse conhecer Zacarias e ajudou a divulgar a campanha. Perguntada sobre as informações divulgadas pela polícia, no início ela se mostrou revoltada com a instituição, pois disse que acompanhava o caso do skatista e sabia da gravidade da doença.

“Eu não estaria movimentando um mundo se isso não fosse verdade. Eu vi ele passando mal. Todos os dias eu falo com ele no whatsap. Eu acredito na história. A campanha estava dando algum resultado com Muita gente dando com R$ 50 ou R$ 20. Espero que a policia entre na história para que a caso fique claro. Eu sou mãe e me sensibilizei com a história”, disse a jovem que preferiu não ser identificada.

Entretanto, depois de saber das alegações da Polícia Civil, a estudante se disse decepcionada. “Quero que ele exploda. Eu chorei por ele”, contou.

O G1 ligou para os números de telefoens de Zacarias divulgadas na campanha, mas as ligações não completaram.





Você sabe de onde as organizações terroristas tiram tanto dinheiro?

O autoproclamado califa do (hipotético) Estado Islâmico, é extremamente influente e poderoso. Segundo as estimativas, só com a venda de petróleo no mercado negro, a organização terrorista que ele comanda acumula US$ 1 milhão por dia — e esse não é o único meio que o EI usa para levantar verbas para financiar suas barbáries.

O pior é que essa não é a única organização terrorista em atividade no mundo com um bocado de dinheiro em caixa para ser usado em ações criminosas. Mas, além de vender petróleo ilegalmente, você sabe como é que esse pessoal consegue acumular tantos recursos para bancar sua guerra?

Seth Garben do portal Guff escreveu um fascinante — e assustador — artigo sobre essa questão e, segundo explicou, tradicionalmente, as organizações terroristas conseguem dinheiro por meio de doações realizadas por instituições de caridade corruptas e indivíduos endinheirados que defendem as causas dos extremistas, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e através da comercialização de produtos falsificados.

Doações
De acordo com Seth, na cultura islâmica existe uma contribuição — equivalente a 2,5% da renda familiar — que é paga por todos os muçulmanos na forma de doações a instituições de caridade. A grande maioria dessas entidades realmente está focada em usar os donativos para o bem, mas, assim como ocorre por todo o mundo, no meio dessas associações todas, também existem algumas que são corruptas.

O problema é que, além de encher os bolsos com o dinheiro desviado pelas entidades do mal, muitas vezes acontece de as instituições do bem acabarem sendo dominadas por células extremistas — e serem obrigadas a servir ao terror. Outra prática comum é a de integrantes de organizações terroristas viajarem ao exterior como peregrinos e, uma vez em seus destinos, contatar entidades para solicitar verbas.

Destinos comuns são a Arábia Saudita, o Qatar e o Kuwait, onde também não faltam indivíduos endinheirados dispostos a fazer generosas doações para financiar os grupos terroristas. Desta forma, o dinheiro que deveria ser usado para a construção de hospitais, escolas e na melhoria da infraestrutura desaparece e ressurge na forma de mísseis e bombas. O mais assustador é que as doações não ocorrem apenas em países muçulmanos.

Segundo Seth, uma doação realizada pelo governo britânico a uma instituição muçulmana, por exemplo, acabou sendo desviada e foi parar nas mãos de uma organização terrorista. Isso significa que até mesmo países que lutam contra o terror podem acabar contribuindo sem querer.

Tráfico de drogas
Outra forma comum de arrecadar fundos é através do tráfico de drogas. De acordo com Seth, fontes do governo norte-americano revelaram que no Afeganistão — país responsável pelo cultivo de 90% do ópio de todo mundo em 2013 — o comércio de heroína gera entre US$ 70 e US$ 100 milhões por ano, embora existam fontes que apontam que essa quantia poderia chegar a US$ 400 milhões. Esse dinheiro todo vai parar nos bolsos dos insurgentes.

E as operações não envolvem apenas a comercialização do ópio propriamente dito. Os militantes ainda extorquem os fazendeiros, exigem pagamentos em troca de segurança, fabricam a droga e vendem seu produto. O pior é que atualmente o mercado do ópio está favorável, portanto, os terroristas estão lucrando ainda mais com as transações.

Aqui, assim como no caso das doações, também ocorre a participação indireta de países que lutam contra as organizações terroristas. Isso por que grande parte das drogas vai parar em locais como os EUA — que consomem o equivalente a US$ 37 bilhões em cocaína por ano — e a Inglaterra, onde um único esquema interceptado pelas autoridades evitou a entrada de 4 toneladas da droga no país, equivalentes a US$ 260 milhões.

Falsificações
Segundo Seth, não é nenhum segredo que organizações como o Hezbollah, o Hamas e a Jamaat ul-Fuqra estão envolvidas na produção e comercialização de produtos falsificados como roupas, cigarros e até medicamentos. Sendo assim, podemos dizer que, ironicamente, foi o dinheiro obtido através venda de camisetas e bolsas falsas nos metrôs e ruas de Nova York que financiaram os ataques ao World Trade Center.

As organizações terroristas estão, cada vez mais, funcionando como verdadeiras corporações do crime organizado — ou se unindo a essas corporações criminosas em países aliados —, e essa parceria significa que as autoridades precisam combater o terror vindo fora e também o que está se ramificando dentro de casa.

Estado Islâmico
Considerado como o mais poderoso grupo terrorista da atualidade, o Estado Islâmico atua de uma forma um pouco diferente das demais organizações extremistas que existem por aí. Primeiro que o grupo não costuma arrecadar dinheiro de parceiros localizados no exterior, mas sim através das receitas geradas pela economia local dos territórios que suas tropas ocupam, com como qualquer governo faria.

Ao invadir os territórios, os militantes mantêm a força de trabalho básica e substituem os ocupantes de altos cargos de gerência por integrantes do próprio grupo terrorista. Assim, depois de invadir grandes áreas da Síria e do Iraque, a organização assumiu o controle de aproximadamente uma dúzia de poços e refinarias de petróleo, por exemplo, e passou a exportar os barris.

A organização fez o mesmo com as fornecedoras de energia dos territórios invadidos e, depois de assumir o controle das plantas, os terroristas passaram a vender a eletricidade para o governo que eles pretendem derrubar. Para conseguir o comando das companhias, os terroristas ameaçam com sequestrar e assassinar os executivos que administram essas empresas, e também cobram uma taxa chamada jizya para garantir que ninguém saia ferido.

O EI ainda coleta os impostos das companhias estabelecidas nos territórios ocupados, e usa essa verba para financiar suas ações. Assim, os extremistas estão estabelecendo um novo Estado baseado na opressão e no medo — sem falar no sangue da população dos territórios invadidos. A eficiência e requinte de seu funcionamento são assustadores.

E o que pode ser feito?
De acordo com Seth, embora o custo de ataques terroristas simples não seja obrigatoriamente elevado, a verba necessária para que uma organização possa operar é extremamente alta. Portanto, é vital que as autoridades encontrem formas de garantir que o fluxo de dinheiro seja bloqueado.

Os EUA estão pressionando países do golfo para sejam adotadas medidas mais duras no sentido de frear as doações e garantir que as leis antiterror sejam aplicadas — ou que, na sua falta, elas sejam criadas. Uma das formas de conseguir isso é por meio de sanções às instituições que financiam o terrorismo, fazendo com que os bancos fechem suas portas aos extremistas e obriguem esse pessoal a lidar com sua verba através de meios menos eficazes e seguros.

Seth propõe que outra medida seria policiar as redes sociais e fóruns, já que muitos militantes usam esses meios descaradamente para solicitar doações. Além disso, com respeito ao dinheiro levantado através do pagamento de resgate de sequestros, as autoridades precisam encontrar formas mais eficientes de prevenir que as abduções ocorram — e devem se recusar a pagar os terroristas.

Por último, em relação às pessoas que vivem nos territórios ocupados — e que são obrigadas a ceder seus negócios, propriedades e pagar em troca de segurança —, a melhor saída talvez seja educar e informar a população, e equipá-la tecnologicamente para que as informações sobre as ações terroristas circulem.

Afinal, quanto mais as pessoas souberem sobre as atividades dos extremistas, sobre como seu dinheiro está sendo empregado e sobre a forma como a população está sendo enganada, mais elas estarão dispostas a lutar contra esses grupos e a corrupção que permite que eles continuem derramando o sangue de inocentes e espalhando o terror.

Fonte: Mega Curioso (Via Guff/Seth Garben)



UFC: Anderson Silva fala pela 1ª vez e nega trapaça: 'não sei do que me desculpar'

O lutador Anderson Silva manteve um longo período de silêncio, preferindo ficar longe dos holofotes por quase três semanas e sequer se defender no processo que vem sofrendo, ao falhar em testes antidoping realizados antes do UFC 183. Na madrugada desta sexta-feira, ele usou seu Instagram, que estava quase parado desde então, para fazer seu primeiro pronunciamento. E o ex-campeão dos médios do UFC negou que tenha feito uso de substâncias ilícitas de forma consciente.

Diferentemente de um comunicado divulgado pelo empresário Ed Soares e depois desmentido como sendo palavras do próprio Anderson, agora o lutador usou seu canal oficial no Instagram para postar a mensagem em português e inglês. O brasileiro afirmou que o caso está sendo analisado a partir de todos os medicamentos usados desde sua fratura e que busca "a verdade tanto quanto todos que se surpreenderam com os resultados divulgados".

"Dentro e fora do octógono jamais vacilei no respeito aos princípios que sempre me pautaram. Com muita honra e dignidade defendi meu País onde quer que lutei. Nunca usei qualquer substância para aumentar minha performance nas lutas. Amo o que faço e jamais poria em risco o que levei tanto tempo para construir. Acho injusta a pressa que alguns têm em me condenar", afirmou Anderson.

Na terça-feira, uma audiência da Comissão Atlética de Nevada, que comanda o caso, suspendeu preventivamente o lutador, até que o caso seja julgado. Anderson não compareceu. O brasileiro pode ser suspenso por nove meses a um ano, depois de falhar em um teste surpresa em 9 de janeiro com dois anabólicos e no de 31 do mesmo mês, dia da luta contra Nick Diaz, com um anabolizante e dois ansiolíticos.

Anderson, que está sendo defendido nos Estados Unidos por Michael Alonso, advogado de diversos grandes casos e da  indústria de jogos de Las Vegas, promete se defender até o fim, para salvar sua imagem.

"Sou o maior interessado no esclarecimento desse episódio. Quero que os que sempre me prestigiaram saibam que continuo lutando para que todas as sombras sobre esse triste episódio sejam dissipadas", prometeu, em seu Instagram. Também nesta madrugada, Anderson postou no Twitter um vídeo de Pedro Cardoso no programa de Pedro Bial, aparentemente uma indireta contra a imprensa no tratamento a celebridades.

Confira o comunicado na íntegra:

Não falarei nada sobre quem sou ou que fiz e passei até chegar aqui.

O que me importa agora é o respeito dos que me acompanharam até este momento da minha carreira.

Sangrei, sofri e lutei porque amo e porque sempre quis honrar e defender a bandeira do país que tanto amo.

Não sei do que me desculpar, pois ainda aguardo o resultado dos exames e a análise dos médicos e especialistas que trabalham para revelar a verdade.

Todos os remédios que tomei desde a minha fratura estão sendo analisados. Busco a verdade tanto quanto todos que se surpreenderam com os resultados divulgados.

Em dezoito anos de carreira, nunca tive problemas com exames. Sempre joguei limpo. Nunca fui trapaceiro.

Dentro e fora do octógono jamais vacilei no respeito aos princípios que sempre me pautaram. Com muita honra e dignidade defendi meu País onde quer que lutei.

Nunca usei qualquer substância para aumentar minha performance nas lutas.

Amo o que faço e jamais poria em risco o que levei tanto tempo para construir.

Acho injusta a pressa que alguns têm em me condenar.

O tempo que se leva para destruir uma reputação é infinitamente menor do que aquele empenhado em construí-la.

Sou o maior interessado no esclarecimento desse episódio. Quero que os que sempre me prestigiaram saibam que continuo lutando para que todas as sombras sobre esse triste episódio sejam dissipadas.

Fonte: UOL



Impressionante! Confira 7 mudanças que o sexo faz no cérebro humano

Quando o assunto é sexo, a conversa vai longe, já reparou? Parece até que o tema está grudado em nossa mente e, na verdade, se pensarmos de uma maneira mais científica, é exatamente isso que acontece mesmo. O sexo afeta nosso cérebro das mais diversas maneiras, e muitos cientistas em todo o mundo pesquisam sobre o assunto constantemente. A seguir, conheça algumas descobertas já feitas sobre os efeitos do sexo no cérebro humano:

1 – Sexo é como uma droga
A sensação de bem estar que sentimos depois do sexo faz com que tenhamos vontade de fazer de novo, de novo e de novo. O prazer sexual libera o neurotransmissor dopamina, que ativa o centro de recompensa em nosso cérebro. O mesmo mecanismo acontece com pessoas que usam drogas, ou seja...

De acordo com Timothy Fong, professor de psiquiatria, fazer sexo e usar cocaína não é a mesma coisa nem proporciona sensações iguais, mas as duas atividades estimulam várias regiões cerebrais e, no quesito “recompensa”, agem no mesmo lugar. Cafeína, nicotina e chocolate também atuam nessa região responsável por nos deixar com vontade de mais.

2 – O sêmen tem componentes que agem como antidepressivos
A verdade é que sexo pode atuar como um antidepressivo natural, digamos assim. Lógico que isso não significa que alguém que usa esse tipo de medicamento pode interromper o tratamento e apostar apenas em boas rodadas de sexo.

A relação entre sexo e antidepressivo foi comprovada em um estudo publicado em 2002, pela Universidade da Albânia. Na ocasião, pesquisadores avaliaram a vida sexual e emocional de 300 mulheres. Aquelas que fizeram sexo com camisinha apresentaram alguns sintomas de depressão, o que levou os pesquisadores a supor que componentes presentes no sêmen – como estrogênio e prostaglandina – têm propriedades antidepressivas.

Vale ressaltar que as mulheres que fizeram sexo sem camisinha tinham parceiros fixos há algum tempo e tomavam outros tipos de contraceptivos. O uso da camisinha é recomendado sempre, hein!

3 – Mas sexo também pode deixar você deprimido
Se um estudo encontrou relação entre fazer sexo e não ficar deprimido, outro descobriu a existência de uma espécie de síndrome chamada de “disforia pós-coito” – uma em cada três mulheres relataram sentir uma sensação de tristeza profunda depois do sexo. Entre as explicações para isso estão sensações de arrependimento ou culpa, mas a Ciência ainda não sabe explicar exatamente por que esse sentimento de tristeza aparece.

4 – É dor? Sexo!
Aquela dorzinha chata de cabeça já não é motivo para que você deixe de fazer sexo. Na verdade, muito pelo contrário: o sexo alivia as dores de cabeça, e isso vale até mesmo para quem sofre dos casos mais severos, como a migrânia, que é um tipo de enxaqueca.

Só para você ter ideia, um estudo revelou que 30% das pessoas que resolveram fazer sexo durante uma crise de enxaqueca afirmaram que a dor aliviou muito ou passou completamente.

Outra pesquisa já comprovou que quando têm seu ponto G estimulado, o limiar de dor das mulheres aumenta. De acordo com o pesquisador Beverly Whipple, da Universidade de Rutgers, nessas condições é preciso que as mulheres recebam estímulos de dor muito maiores para que sintam a dor de fato. Alguns cientistas acreditam que isso tem a ver com os níveis do hormônio oxitocina, que aumentam durante o sexo e têm propriedades analgésicas.

5 – Fazer sexo pode deixar você com amnésia
Pesquisas já relataram as experiências de pessoas que, depois do sexo, tiveram episódios de amnésia. Isso, claro, pode ser atribuído a outras condições neurológicas, e acontece depois de episódios de sexo intenso, acompanhados de fatores como stress emocional, dor, lesões na cabeça, procedimentos médicos e até mesmo mudanças bruscas de temperatura.

O esquecimento, nesses casos, dura poucos minutos ou, no máximo, algumas horas. Nesse período, a pessoa fica incapacitada de formar novas memórias ou de se lembrar de acontecimentos recentes.

6 – Mas sexo também pode melhorar a sua memória
O corpo humano e essa mania de ser tão complexo... Se já se sabe de casos raros de pessoas que sofrem amnésia depois de fazer sexo, a ciência já sabe também que, para alguns felizardos, a prática sexual pode melhorar a memória. Pelo menos em roedores.

Um estudo realizado em 2010 avaliou a memória de ratinhos que copularam pelo menos uma vez por dia durante 14 dias seguidos. O resultado? Ficaram com a memória tinindo e conseguiram produzir mais neurônios no hipocampo, região cerebral ligada à memória. Outro estudo foi feito mais tarde para provar a relação entre sexo e memória e, de fato, ela parece mesmo existir, ainda que isso não tenha sido comprovado em humanos.

7 – Sexo deixa você relaxado e sonolento
Não que isso seja uma grande novidade, mas é interessante observar como o ato sexual pode deixar a mais insone das pessoas com uma vontade absurda de tirar um cochilo. O mesmo estudo citado no item anterior descobriu também que os ratinhos que fizeram sexo ficaram menos estressados.

Isso, sem dúvidas, funciona com nós, seres humanos, também. Um estudo comprovou que pessoas que tiveram relações sexuais recentemente lidam melhor com situações de stress. Isso tem a ver com o fato de que a pressão sanguínea diminui quando fazemos sexo. Olha só que coisa boa!

Com relação ao sono, a verdade é que os homens é que sentem mais vontade de dormir depois do orgasmo, e a razão para isso pode estar no fato de que a região cerebral conhecida como córtex frontal é parcialmente desligada depois da ejaculação. Além disso, o corpo libera oxitocina e serotonina, que deixam os cuecas sonolentos.

Fonte: Mega Curioso (Time/Amanda Gardner)



Santana do Cariri (CE): Produtores temem falta de chuvas

Após a colheita da safra de sequeiro de abacaxi, concluída no mês passado, neste município, localizado na região Sul do Ceará (Cariri cearense), os produtores vivem agora a expectativa de continuidade da produção, mas temem a escassez de chuva e reclamam da falta de apoio para o financiamento de atividade de custeio. O cultivo da fruta na última década modificou o perfil agrícola local e mostrou-se viável.

Mesmo com três anos de seca, um grupo de 40 produtores vem mantendo o cultivo de abacaxi na Chapada do Araripe e obtendo boas safras. A mais recente colheita foi concluída no mês passado. A produção foi estimada em 20 toneladas e a unidade foi vendida, em média, por R$ 2,00. "Quem plantou obteve boa colheita e vendeu toda a produção para o mercado regional", disse o gerente local da Ematerce, Francisco Novais Tavares.

A colheita ocorre entre os meses de setembro e janeiro e o plantio é de sequeiro (aquele que depende exclusivamente das chuvas). O cultivo é feito durante a quadra chuvosa, geralmente a partir de março. O primeiro ciclo de produção do fruto é demorado, 18 meses, mas a partir da primeira colheita, a cada ano, há produção, por um período de três anos seguidos.

Satisfatória
O balanço da mais recente colheita é positivo. "Para as condições climáticas que vivenciamos nos últimos três anos, a safra foi satisfatória, razoável, não apresentou prejuízo", frisou Novais. "A venda ocorre nos municípios da própria região". As chuvas neste ano estão atrasadas no Cariri e de resto no Estado. No Sul cearense, é comum as primeiras precipitações ocorrerem em dezembro e se intensificarem a partir de janeiro. "Tivemos somente uma chuva de seis milímetros no último dia 23 de janeiro", lembrou Novais. "É insignificante para a média da região". Neste mês de fevereiro até o último dia 12, foram registradas apenas duas chuvas, uma de 15mm, no dia 5, e outra de 14mm no dia 11.

Os produtores estão no campo, preparando o solo, fazendo os tratos culturais, mas temem um período de estiagem ainda mais intenso do que no ano passado. Limpeza da área, queima de restos de cultura e a espera de chuvas marcam o dia a dia dos agricultores no município.

A maior parte da produção de abacaxi ocorre na Serra do Dom Leme e numa área de assentamento agrícola, com 15 famílias envolvidas na atividade. "Enfrentamos muitas dificuldades, mas a safra foi boa", disse o agricultor Francisco Souza. A produção amplia renda dos agricultores familiares. Há um produtor que se destaca, Expedito Olegário, que começou pequeno, na agricultura familiar, mas que investiu na atividade e vem obtendo bons resultados e lucros.

O abacaxi suporta um período de longa estiagem, mas uma nova seca pode afetar a atividade e prejudicar o projeto de revitalização do fruto, que se iniciou a partir do ano 2000. Além de Santana do Cariri, os municípios de Porteiras e Crato têm experimentos e produção. A variedade mais cultivada é a pérola, que apresenta boa qualidade, mas é susceptível ao ataque de pragas como fungos que causam a fusariose.

Nas décadas de 1960 e 1970, a Chapada do Araripe chegou a cultivar abacaxi em uma área superior a 1.500 hectares. Hoje foi reduzida a menos de 10%. A doença causada por fungos dizimou o plantio. A partir do ano 2000, sob o incentivo do então gerente regional da Ematerce, Sérgio Linhares Cavalcante, houve a implantação de pesquisa, estudos, com apoio de técnicos da Paraíba e do Rio de Janeiro. Foram implantadas unidades demonstrativas. Os resultados foram satisfatórios.

Falta financiamento
A partir desse período, foi implantado o projeto de revitalização do fruto, com apoio da Ematerce e da Secretaria de Agricultura do Município. Até meados da década passada ele andou a passos largos, mas a falta de financiamento bancário para o custeio restringiu a produção do fruto.

"Infelizmente, os bancos deixaram de financiara cultura, mesmo por meio de recursos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar)", lamentou o secretário adjunto de Agricultura, Ricardo Firmino.

O gerente da Ematerce, Novais, observa que o abacaxi não é um fruto zoneado para a produção de sequeiro na região. "Mediante as normas, os financiamentos foram suspensos. Já fizemos vários documentos, pedindo estudos para a Chapada do Araripe, mas até agora nada de concreto aconteceu". Outra medida seria a introdução de variedades resistentes ao ataque de fungos. O solo da região é favorável, por ser plano, arenoso, bem drenado e não encharcado.

Mais informações
Secretaria de Agricultura de Santana do Cariri
Rua Ulysses Coelho, 200 -(88)3545-1181

Escritório da Ematerce
Fone:(88)3545-1205

HONÓRIO BARBOSA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste



Corrupção na Petrobras deveria ter sido investigada nos anos 90, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff (PT) disse nesta sexta-feira (20) que se casos suspeitos de corrupção na Petrobras tivessem sido investigados durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), do PSDB, já na década de 1990, o esquema descoberto pela operação Lava Jato que envolve a estatal não ocorreria.

"Se em 1996 e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos o caso desse funcionário que ficou quase 20 anos praticando atos de corrupção. A impunidade leva a água para o moinho da corrupção", disse Dilma após cerimônia no Palácio do Planalto.

Foi a primeira entrevista de Dilma em seu segundo mandato na Presidência. A presidente não dava declarações à imprensa desde dezembro de 2014.

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco afirmou, em delação premiada, que começou a receber propina da SBM Offshore, uma fornecedora da petrolífera, em 1997, ainda durante o governo FHC.

Barusco disse à PF que abriu uma conta na Suíça no final da década de 1990 para receber as remessas ilegais de dinheiro da SBM, que, segundo ele, totalizaram US$ 22 milhões até 2010.

Dilma disse também que os esquemas de corrupção agora são investigados. "Hoje nós demos um passo e para esse passo devemos olhar e valorizar. Não tem 'engavetador da República', não tem controle da Polícia Federal, nós não nomeamos pessoas políticas para os cargos da Polícia Federal. E isso significa que o Ministério Público e a Justiça e todos os órgãos do Judiciário que o que está havendo no Brasil é o processo de investigação como nunca foi feito antes."

A presidente também isentou as empresas dos "malfeitos" investigados pela Lava Jato, dizendo que eles foram cometidos por funcionários.

Para Dilma, as investigações contra executivos e acionistas das empreiteiras suspeitas de participarem do esquema de corrupção não podem interferir nas obras no país. "É necessário criar emprego e gerar renda no Brasil".

"Isso não significa, de maneira alguma, ser conivente, ou apoiar, ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição a quem quer que seja, doa a quem doer", afirmou.

Dilma disse ainda que não irá tratar a Petrobras como principal responsável pela corrupção e que quem deve responder pelas irregularidades cometidas na empresa são os funcionários que praticaram atos de desvio e lavagem de dinheiro da estatal.

"Quem praticou malfeitos foram funcionários da Petrobras, que vão ter de pagar por isso. Quem cometeu malfeito, quem participou de atos de corrupção vai ter de responder por eles, essa é a regra do Brasil", disse.

As declarações foram dadas pela presidente em uma entrevista coletiva após a cerimônia de entrega das cartas credenciais dos embaixadores estrangeiros no Palácio do Planalto, em Brasília.

Fonte: UOL