Câmara volta atrás e desiste de pagar passagens aéreas para cônjuges de deputados

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados suspendeu, na manhã desta terça-feira (3) a decisão de pagar passagens aéreas para os maridos e mulheres dos deputados. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que o ato publicado na última quarta-feira (25) será revogado por decisão unânime dos membros da Mesa.

— A Mesa Diretora se reuniu e, por unanimidade, decidiu revogar o ato que fez a concessão dos diretos às passagens aéreas para os cônjuges.

Cunha disse que, em alguns casos excepcionais, os parlamentares poderão requerer o benefício e que cada situação será analisada individualmente. O presidente reconheceu que a decisão foi mal vista pelos eleitores e que a pressão da sociedade pesou na nova decisão.

— Temos sempre que ter a humildade de andar em consonância com que as versões chegam à opinião pública. Houve um entendimento equivocado, se cristalizou uma versão de um princípio de um benefício, de uma regalia, que não era o caso. Mas a sociedade, de uma certa forma, demonstrou sua contrariedade e nós queremos atuar em sintonia com a sociedade. Não poderíamos fechar os olhos ao entendimento que a sociedade teve.

O "pacote de bondades" aprovado na última semana incluiu ainda uma série de benefícios aos parlamentares, como o aumento das verbas de gabinete.

As mudanças faziam parte das promessas de campanha de Cunha para ser eleito presidente da Câmara. Além do PMDB, a Mesa Diretora tem parlamentares dos partidos PP, PR, PRB, PSD, PSDB, PTB, DEM, PSB e PSC (saiba quem são).

Além das viagens liberadas, o gasto com verba de gabinete — destinada ao pagamento dos funcionários dos gabinetes — sofreu reajuste de 18% e passou de R$ 78 mil para R$ 92 mil.

Também houve aumento de 8% no “cotão”, que banca gastos como aluguel, alimentação, transporte, entre outros, todo mês. O cotão varia conforme o Estado, e passa a ser de R$ 30 mil a R$ 44.900.

Por fim, o auxílio-moradia dos deputados foi reajustado em 10,5%, passando de R$ 3.800 para R$ 4.200.

Fonte: R7



Chuvas ficaram abaixo da média em janeiro e fevereiro

O mês de fevereiro recém-terminado voltou a registrar índices pluviométricos negativos em comparação com a média para o período, que é de 127.1 milímetros (mm). Choveu 106.8 mm, verificando um desvio negativo de 15.9 mm. Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que prevê para a quadra chuvosa de 2015, 50% de probabilidade de ocorrência de uma nova estiagem, totalizando um ciclo de quatro anos seguidos de seca.

Fevereiro é o primeiro mês da quadra chuvosa no Estado (fevereiro a maio). O olhar do sertanejo e das autoridades está voltado para março, que se inicia. Este mês traz uma esperança mística, a celebração do padroeiro do Ceará, São José. Comemorado no próximo dia 19, acredita-se que, se chover nessa data, o inverno está assegurado no sertão. É um mito. Não há correlação científica, mas, apenas coincidência com a passagem do equinócio de outono no hemisfério Sul.

As chuvas registradas em média em fevereiro último, 106.8 mm, depois de três anos seguidos de seca, foram as mais intensas para o período desde 2013. Já com o mês de janeiro passado ocorreu o inverso. A Funceme registrou apenas 28.8 mm, bem abaixo do que foi observado nos últimos quatro anos.

Queda
Os dados comparativos são úteis para observarmos que o sertão nordestino vem enfrentando queda na média pluviométrica desde 2012, quando as chuvas ficaram 50% abaixo da média histórica para o período de fevereiro a maio. Começou naquele ano o ciclo de estiagem que perdura até hoje. Para este ano, a Funceme prevê que a probabilidade maior é a ocorrência de pluviometria abaixo da média. O levantamento mais recente, divulgado no dia 20 de fevereiro, aponta um índice de 50% de chance de as chuvas ficarem abaixo da média. De ocorrência dentro da média, são 35%, e acima da média, apenas 15%.

A média histórica de precipitações acumuladas no Estado entre os meses de março, abril e maio é de 480,3 mm. Por se tratar do quarto ano consecutivo de seca, as chuvas registradas em 2015 pela Funceme mostram índices preocupantes e que podem agravar o quadro de escassez de água para o consumo humano e animal, tanto nos centros urbanos, quanto na área rural, além de queda acentuada da produção agropecuária.

A estatística mostra que, desde 2011, quando foram registrados em média 212.9 mm em janeiro, os índices obtidos no primeiro mês dos anos subsequentes só caíram. Neste ano, houve o menor registro, 28.8 mm, contribuindo para aumentar a preocupação dos produtores rurais e dos gestores públicos.

As previsões da Funceme vêm se verificando graças ao aprimoramento dos estudos, a ampliação de dados comparativos com temperatura dos oceanos Atlântico e Pacífico, a troca de informações com outros centros meteorológicos. A tendência de mais um ano de chuvas abaixo da média trouxe preocupação para o governo do Estado, que lançou, na semana passada, o Plano Estadual de Convivência com a Seca.

O Plano repete ações adotadas e em andamento nos últimos anos e tem por base a ampliação da oferta de água por meio de carro-pipa, de adutoras emergenciais e perfuração de poços profundos. Os críticos observam que a demora na conclusão e no início de obras é inimiga de um socorro emergencial às vítimas da estiagem.

Os reservatórios estão secando no Estado. O volume atual médio acumulado nos 149 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) é de 19%. São 127 barragens com volume abaixo de 30%. As situações mais críticas encontram-se nas bacias do Curu e dos Sertões de Crateús com açudes secos e outros secando rapidamente.

Sem água nos poços e nos açudes, as cidades enfrentam racionamento e o pior é que neste mês deve faltar água em 25 cidades do Interior do Estado do Ceará: Parambu, Coreaú, Moraújo, Senador Sá, Uruoca, Apuiarés, Itatira, Paracuru, São Luís do Curu, Jaguaretama, Ipaporanga, Novo Oriente, Forquilha, Groairas, Morrinhos, parte de Sobral, Santana do Acaraú, Ibicuitinga, Morada Nova, Itapajé, Tejuçuoca, Trairi, Iracema, Pereiro, São Gonçalo do Amarante. A previsão é do governo. Até o fim do ano, o risco de desabastecimento atinge 32 municípios e 400 mil habitantes.

"Teremos chuva"
O meteorologista da Funceme, Raul Fritz, observa que as precipitações vão ocorrer durante toda a quadra chuvosa. "Teremos chuvas, mas com tendência maior de ficarem abaixo da média histórica", disse. "Vamos observar chuvas localizadas e podemos ter fenômenos intensos em alguns municípios".

Expectativa
A expectativa é se as chuvas serão suficientes apenas para assegurar a lavoura de grãos ou suficientes para a recarga dos açudes. "Pode ocorrer o pior, nem uma coisa, nem outra", teme o prefeito de Iguatu, Aderilo Alcântara. "O Ceará precisa de pluviometria intensa, enxurradas, que faça o nível dos reservatórios subir, evitando ampla crise de desabastecimento por mais tempo".

Mais informações
Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme)
Avenida Rui Barbosa, 1246, Aldeota - Fortaleza
Fone: (85) 3101.1088
Site: www.funceme.br

HONÓRIO BARBOSA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste



Dilma receberá líderes e garante R$ 10 milhões para novos deputados

Em um esforço para sinalizar maior disposição de articulação com o Congresso, a presidente Dilma Rousseff deve receber os líderes da base aliada na Câmara até quinta-feira (5) em uma reunião para discutir a relação e avaliar os cenários econômico e político.

O recado foi transmitido nesta terça-feira (3) pelo ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) e pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), a 12 líderes governistas.

O Planalto chamou os líderes numa mobilização para votar ainda nesta terça-feira (3) o Orçamento de 2015, que está pendente, e também para garantir a manutenção de vetos a projetos incômodos, com impacto nas contas públicas.

Para destravar o Orçamento, o governo assumiu o compromisso de não vetar os R$ 10 milhões que cada um dos 267 novos deputados e senadores estreantes no Congresso apresentaram na proposta orçamentária, destinando recursos para obras e projetos em seus redutos eleitorais, as chamadas emendas parlamentares.

A inclusão dos novos congressistas no Orçamento foi uma promessa de campanha dos presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e que teve aval do relator, o senador Romero Jucá (PMDB-RR). A medida custará R$ 2,67 bilhões.

"O governo tem compromisso com os R$ 10 milhões ", afirmou Guimarães. Os deputados que foram reeleitos terão direito a R$ 17 milhões em emendas. Os recursos apontados no Orçamento de 2015 pelos deputados que não foram reeleitos deve ser congelados.

Medidas provisórias
A equipe da presidente também fez um novo aceno aos deputados afirmando que os líderes serão consultados antes de o governo enviar medidas provisórias ou propostas ao Congresso.

Em relação aos vetos, o Planalto pediu que a base aliada mantenha as propostas rejeitadas por Dilma. Uma das principais preocupações é com um veto que impedia as contribuições do empregador e do empregado doméstico de serem fixadas em 6%. O governo deixaria de recolher cerca de R$ 600 milhões por ano, o que, não seria "condizente com o momento econômico atual".

A equipe econômica também deve reabrir as discussões com os aliados sobre o índice de correção da tabela do Imposto de Renda. Dilma vetou a proposta do Congresso de fixar em 6,5%. O veto começa a trancar a pauta nesta semana. O Planalto sinalizou que enviaria uma medida provisória estabelecendo o índice em 4,5% , mas agora vai ouvir as demandas dos parlamentares.

Força-tarefa
Diante das resistências dos aliados para aprovar o ajuste fiscal com mudanças nas legislações trabalhistas e previdenciárias, o Planalto também montou uma espécie de força-tarefa para convencer a bancada do PT na Câmara a assumir a defesa das propostas.

Os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil) devem se reunir nesta quarta com os deputados petistas para tratar das propostas.

"O PMDB e o PSD assumiram que vão bancar, ser protagonistas para aprovação do ajuste. A bancada do PT não pode ficar na retranca", cobrou o líder do governo.

Fonte: Folha.com



Crato (CE): Câmara aprova reajuste de 13,01% para os professores do município

Foi aprovado por unanimidade, em primeira discussão, na sessão ordinária da segunda-feira, 2, da Câmara Municipal, o projeto de lei, de autoria do Executivo, que reajusta o salário dos professores da cidade do Crato.

Para os profissionais do magistério, foi concedido o percentual de 13,01%, conforme determina a Lei Nacional do Piso do Magistério. Além disso, os professores também terão acrescidos 3% na regência de sala.

Saiba mais sobre a Lei Nacional do Piso do Magistério. Clique AQUI

Assessoria de Imprensa/PMC



Ceará recebe 121 novos profissionais do Mais Médicos

O Ceará recebeu, nesta terça-feira (3), 121 novos profissionais do Programa Mais Médicos, que devem atuar em Fortaleza e em municípios da Região Metropolitana a partir da próxima semana. Os selecionados participaram, nesta manhã, de recepção e orientação comandada pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, que veio à Capítal para divulgar a nova etapa do projeto.

Conforme Chioro, nas duas primeiras chamadas do Mais Médicos em 2015, foram ofertadas 528 vagas para 113 municípios cearenses. Destas, 514 já foram preenchidas, todas por médicos brasileiros. Segundo o ministro, por conta da alta adesão dos profissionais locais, é provável que não sejam convocados médicos estrangeiros.  A terceira chamada do ano está marcada para os dias 17 e 18 de março.

"O balanço deste ano é surpreeendentemente positivo porque, com apenas duas chamadas, 97% das vagas foram preenchidas por medicos brasileiros. Diferente das edições, onde tivemos uma participação muito pequena dos brasileiros, dessa vez, muito provavelmente, não será necessário chamar médicos estrangeiros", afirmou Chioro. Conforme Chioro, em 2015, serão realizados processos seletivos de médicos para o programa a cada três meses.

Municípios
Os novos profissionais atuarão nos municípios de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Cascavel, Pacatuba, Horizonte, Itaitinga, Pacajus, Maranguape e São Gonçalo do Amarante. O trabalho deve começar ainda nesta semana.

Presente no evento, o governador do Estado, Camilo Santana, destacou que os municípios contemplados com os novos profissionais já possuem médicos atuando pelo programa. "Será um reforço, para garantir que consigamos chegar à universalidade do atendimento da atenção básica em todos os municípios", afirmou.

Fortaleza será a cidade com o maior número de médicos, totalizando 50 profissionais. Segundo o prefeito Roberto Cláudio, a nova remessa será importante para aumentar a cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF). "Desde o início do programa, já recebemos 234 médicos. Com isso, estamos quase triplicando a cobertura das equipes de PSF", frisou.

Fonte: Diário do Nordeste



Crato continua apto a receber faculdade de medicina. Novos cursos não são oficiais, diz MEC

A instalação de cinco novos cursos de graduação em Medicina no Ceará, nos municípios de Iguatu, Crateús, Russas, Itapipoca e Quixeramobim ainda não está oficializada no Ministério da Educação. A informação foi repassada ao O POVO pela assessoria de comunicação do órgão. Por enquanto, os cinco municípios estão autorizados a pleitear o curso quando houver processo de seleção no Ministério.

Segundo o MEC, nos próximos meses deve ser aberto edital para que municípios se inscrevam para receber as faculdades e a expectativa é de que as cidades do Ceará sejam contempladas.

O anúncio da autorização para abertura dos novos cursos foi feito, hoje, pelo presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Zezinho Albuquerque (Pros), durante sessão na Casa. Os deputados Ely Aguiar (PSDC) e Miriam Sobreira (Pros) chegaram a discutir sobre a escolha do município de Iguatu e a desclassificação da cidade do Crato. Na segunda-feira, 2, a deputada Miriam Sobreira (Pros) divulgou a escolha de Iguatu como anúncio do ministro Cid Gomes, ex-governador do Ceará.

“O MEC e o nosso ministro da Educação, Cid Gomes, aprovaram a autorização para a abertura de cursos de medicina nos municípios de Crateús, Iguatu, Itapipoca, Quixeramobim e Russas. É uma grande conquista para o nosso ensino superior”, ressaltou o presidente do Legislativo.

Para liberar um curso de Medicina, o MEC faz uma análise da estrutura dos municípios que pleiteiam a faculdade para autorizar o processo de implantação, que ocorre em etapa posterior à autorização. No final de 2013, o Ministério divulgou lista de municípios pré-selecionados para a implantação de cursos de Medicina por instituições de particulares de educação superior. Do Ceará, apenas o Crato figurava na listagem.

Fonte: O Povo



Skatista do PI que fingiu doença foi tema de reportagem no Fantástico

O skatista do Piauí que forjou estar doente para conseguir dinheiro para um falso tratamento pede perdão às vítimas.

Numa entrevista exclusiva ao Fantástico, ele disse que está arrependido e chegou a ficar frente a frente com uma moça que doou o dinheiro da formatura para ele.

A conversa foi tensa.

O skatista Zacarias Godim postou um vídeo que circulou durante 15 dias na internet. Ele dizia que tinha leucemia aguda. Que a médica pediu para ele tratar a doença em São Paulo porque no Piauí não faz transplante de medula óssea e pedia ajuda financeira.

Luma Cardoso viu o vídeo e foi à casa do surfista. Convenceu todos os colegas a doar todo o dinheiro da festa de formatura ao Zacarias. Até uma ONG ajudou a divulgar a campanha.

A farsa foi descoberta. Uma médica viu sua assinatura no laudo sobre a doença de Zacarias.


O advogado Fabiano Nogueira disse que quando fez o vídeo ele achava que estava doente. Ele já tinha recebido o dinheiro quando recebeu o resultado dos exames. Ele não sabia o que fazer.

Diz que arrecadou R$ 23 mil e que gastou R$ 50 do dinheiro. Ele pediu perdão.

“Queria agradecer a todo mundo e pedir perdão a todo mundo de coração”.

Luma ficou frente a frente com ele:

“Você me enganou. Eu sofri junto contigo.”, diz Luma

Luma conta que por causa dele algumas pessoas a ofenderam na escola e que queriam a festa de volta.

“Eu fiquei com raiva de mim. Quando eu recebi o exame fiquei sem saber o que fazer. Aí desesperado eu fiz isso. Você me perdoa?”, diz Zacarias.

“Eu não tenho raiva, mas falar que te perdoo aqui seria da boca para fora. Você prejudicou muita gente que necessita,” diz Luma.

“Zacarias deve responder por estelionato  e pela falsificação de documento público. A pena é de 1 a 6 anos de prisão. A Justiça vai decidir a quantia que será devolvida a cada pessoa que contribuiu para a campanha, diz o delegado-geral do Piauí, Riedel Batista.

“Eu espero ter de volta esses R$ 450 para realizar a nossa festa”, resume Luma.

Fonte: G1



Juazeiro do Norte (CE): Acusado de estuprar menor disse à polícia que gosta de crianças

Um homem quase era linchado e foi recolhido pela polícia sob a acusação de ter estuprado uma criança de 8 anos de idade por volta do meio dia deste domingo no bairro Tiradentes. A menor chegou em casa assustada e sua madrasta notou a mesma com o short ensangüentado e quis saber o que tinha ocorrido. Ela revelou que ia passando perto de uma construção na Rua Romão Alexandre Felipe daquele bairro quando foi surpreendida por um homem que de maneira agressiva a violentou.

Imediatamente, a mulher avisou à polícia e uma equipe da Força Tática de Apoio - FTA Motos seguiu ao local passando a diligenciar. No primeiro momento, os PMs encontraram no local uma Xerox de identidade em nome de uma pessoa, mas nada tinha a ver com o fato. Não demorou e a CIOPS (Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança) recebeu informações sobre um homem que estava sendo espancado por populares no cruzamento das ruas Sebastião Mariano e Romão Alexandre Felipe.

Equipes do Ronda do Quarteirão foram ao local e tomaram o homem das mãos dos moradores do bairro o identificando como sendo Antonio Lopes Gomes, de 47 anos,  que disse residir, provisoriamente, em uma construção na Rua Romão Alexandre Felipe, coincidentemente, onde o crime aconteceu vizinho ao número 342. Ele foi reconhecido pela vítima e apenas disse aos policiais que gostava de crianças quando terminou levado para a Delegacia de Polícia Civil.

Demontier Tenório

Fonte: Miséria



Crato (CE): 20 bairros já passaram por mutirão de limpeza feita pela Secretaria de Serviços Públicos

A limpeza pública na cidade do Crato, além da coleta seletiva diária de lixo, vem sendo feita através de mutirões de limpeza nos bairros da zona urbana e nos distritos.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Antonio de Mano, a ideia é fazer com que as comunidades  sejam atendidas com os mutirões e colaborem orientando as equipes, fazendo sugestões e reivindicando   a limpeza de rampas de lixo.

Para Antonio de Mano a participação da população é importante para localizar aqueles lugares que mais precisam de limpeza e comunicar à secretaria.

No ano de 2015, em janeiro foram feitos mutirões em 10 bairros. Em fevereiro mais dez comunidades foram atendidas. Agora em março que se inicia os mutirões irão continuar.

Através do telefone (88) 3523 1692 a população pode ligar e pedir a limpeza de sua comunidade. A secretaria envia um fiscal e em seguida constatada a necessidade de limpeza faz o mutirão.

Foto meramente ilustrativa

Assessoria de Imprensa/PMC



Camilo Santana quer realizar concurso e equiparar salários para a Polícia em 2015

O Governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, divulgou a intenção de realizar um concurso público para a Polícia Militar do Estado do Ceará (PMCE), ainda em 2015. O interesse do gestor público foi um dos planos comentados no discurso realizado na solenidade de promoção de oficiais e praças da PMCE. O evento ocorreu no Quartel do Comando Geral (QCG).

Na solenidade foram promovidos 27 oficiais e 71 praças, sendo três coronéis,  cinco tenentes-coronéis, seis majores, seis tenentes, sete capitães, 15 sargentos e 23 cabos. Todas as graduações ocorreram por tempo de serviço e merecimento.

"Vocês estão sendo promovidos por mérito, Justiça e trabalho. Vocês são cobrados e honram a nossa Gloriosa Polícia Militar do Estado do Ceará.  Quero parabenizar as famílias, porquê sei o que significa a profissão daqueles que se dedicam a Polícia Militar. Fico imaginando a esposa e os filhos, que a qualquer momento podem receber a notícia de uma morte, como já aconteceu neste ano", comentou.

O governador destacou que a área da Segurança é uma das mais delicadas e onde há uma cobrança maior da sociedade, pelo número de homicídios e assaltos. "Temos o objetivo de garantir que as pessoas fiquem mais seguras. Não descansarei para garantir uma sociedade mais justa e fraterna", discursou.

Camilo ainda comentou sobre os compromissos que assumiu com a Corporação PMCE e citou o problema das promoções. "A primeira coisa que pedi foi que abrisse uma discussão para elaborar um novo sistema de promoções para a PMCE. Que ouvissem não só os oficiais, mas as entidades", disse.

O segundo compromisso seria o de nivelar os salários da Polícia Militar ao nível do Nordeste. "Eu já determinei a Secretaria de Planejamento um estudo de impactos e ainda farei essa equiparação para que os profissionais tenham um salário mais justo. Estamos com 1.206 novos soldados da PM e tenho a intenlção de já convocar um novo concurso público para a Polícia Militar do Estado do Ceará", revelou.

Homicídios apresentam redução de 15% em fevereiro 
Em relação à redução do número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou, por meio do Secretario de Segurança, Delcy Teixeira, que os casos de CVLI reduziram de 386 registro em 2014, contra 328 registrados neste ano.

O número ainda não está consolidado, mas a diminuição representa cerca de 15%. Os números consolidados serão apresentados ainda esta semana.

Fonte: Diário do Nordeste



Hemoce lança campanha de doação de sangue para Semana Santa

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará - Hemoce, unidade da Secretaria de Saúde do Estado, realiza na quinta-feira (12), às 19 horas, na praça de alimentação do Via Sul Shopping, o lançamento da campanha de doação de sangue para a Semana Santa 2015 com um show do cantor Waldonys, que é padrinho desta campanha há três anos.

Durante a campanha, que acontece do dia 12 de março a cinco de abril, o Hemoce estará em vários pontos da cidade para facilitar a vida dos doadores voluntários de sangue. As doações podem ser feitas no Via Sul Shopping, no North Shopping Maracanaú, nas coletas externas que acontecem diariamente e, em Canindé, nos dias 28 e 29 de março.

A Semana Santa, um dos feriados mais violentos do ano, precisa de uma atenção especial dos doadores, visto que o banco de sangue precisa estar preparado para atender, além do habitual,  qualquer demanda emergencial durante os três dias de feriado.

Lançamento da campanha
DATA: 12 de março
LOCAL: Praça de Alimentação - Via Sul Shopping
HORÁRIO: 19 horas

Assessoria de Imprensa do Hemoce



Crato (CE): Secretaria de Educação do município abre inscrições para Projovem Urbano

A Secretaria de Educação do Crato continua realizando inscrições para o Programa Nacional de Inclusão de Jovens - Projovem Urbano que atende jovens com idade entre 18 e 29 anos que não concluíram o Ensino Fundamental. O programa do Governo Federal, desenvolvido em parceria com a Prefeitura do Crato, além de elevar a escolaridade de jovens possibilita o aprendizado de uma profissão a partir da qualificação profissional adequada às oportunidades de trabalho da cidade.

O curso tem início no dia 23 de março e funcionará na Escola São Francisco, no turno noturno, durante 18 meses. Os alunos que frequentarem regularmente as aulas receberão mensalmente um auxílio financeiro no valor de R$ 100,00. Para melhor atender os alunos, será oferecida uma sala de acolhimento para crianças de 0 a 8 anos que acompanharem os pais.

As matrículas podem ser feitas na Secretaria de Educação e na Escola São Francisco, próxima ao Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti. Os documentos necessários são: Xerox da carteira de identidade, CPF, certidão de nascimento, comprovante de residência e histórico escolar.

Assessoria de Imprensa/PMC



'Ricos nutrem ódio ao PT e a Dilma', afirma ex-ministro de FHC e Sarney

O pacto nacional-popular articulado pelos governos do PT desmoronou pela falta de crescimento. Surgiu um fenômeno novo: o ódio político, o espírito golpista dos ricos. Para retomar o desenvolvimento, o país precisa de um novo pacto, reunindo empresários, trabalhadores, setores da baixa classe média. Uma união contra rentistas, setor financeiro e estrangeiros.

A visão é do economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, 80, que está lançando "A Construção Política do Brasil", livro que percorre a história do país desde a independência. Ministro nos governos José Sarney e FHC, ele avalia que o ódio da burguesia ao PT decorre do fato de o governo defender os pobres.

Folha - Seu livro trata de coalizões de classe. O sr. diz que atualmente a coalização não é "liberal-dependente", como nos anos 1990, nem "nacional-popular", como no tempo de Getúlio Vargas. Qual é, então?

Bresser-Pereira - Não há. Desde 1930 houve cinco pactos políticos. O nacional-popular de Getúlio, de 1930 a 1960. De 1964 ou 1967 até 1977, há um pacto autoritário, modernizante e concentrador de renda, de Roberto Campos e dos militares.

Depois, há o pacto democrático-popular de 77, que vai promover a transição. Esse chega ao governo, tenta resolver o problema da inflação e fracassa. Com Collor e, especialmente com FHC, há um pacto liberal-dependente, que fracassa novamente.

Aí vem o Lula, que se propõe a formar novamente um pacto nacional-popular, com empresários industriais, trabalhadores, setores da burocracia pública e da classe média baixa. O governo terminou de forma quase triunfal, com crescimento de 7,4%, e prestígio internacional muito grande. Mas esse pacto desmoronou nos dois últimos anos do governo Dilma.

Por quê?
O motivo principal foi que o desenvolvimento não veio. De repente, voltamos a crescer 1%. Houve erros nos preços da Petrobras e na energia elétrica. E o mensalão. Aí os economistas liberais começaram a falar forte e bravos novamente, pregar abertura comercial absoluta, dizer que empresários brasileiros são todos incompetentes e altamente protegidos, quando eles têm uma desvantagem competitiva imensa.

É o que explica o desparecimento de centenas de milhares de empresas. O pacto político nacional-popular... Vupt! Evaporou-se. A burguesia voltou a se unificar.

E achou que podia ganhar a eleição do ano passado?
Sim. Aí surgiu um fenômeno que eu nunca tinha visto no Brasil. De repente, vi um ódio coletivo da classe alta, dos ricos, contra um partido e uma presidente. Não era preocupação ou medo. Era ódio.

Esse ódio decorreu do fato de se ter um governo, pela primeira vez, que é de centro-esquerda e que se conservou de esquerda. Fez compromissos, mas não se entregou. Continua defendendo os pobres contra os ricos. O ódio decorre do fato de que o governo revelou uma preferência forte e clara pelos trabalhadores e pelos pobres. Não deu à classe rica, aos rentistas.

Mas os rentistas tiveram bons ganhos com Lula e Dilma, não?
Não. Com Dilma, a taxa de juros tinha caído para 2%. Isso, mais o mau resultado econômico, a inflação e o mensalão, articularam a direita. Nos dois últimos anos da Dilma, a luta de classes voltou com força. Não por parte dos trabalhadores, mas por parte da burguesia que está infeliz.

Ao ganhar, Dilma adotou o programa dos conservadores?
Isso é uma confusão muito grande. Quando se precisa fazer o ajuste fiscal vira ortodoxo? Não faz sentido. Quando Dilma faz ajuste ela não está sendo ortodoxa. Está fazendo o que tem que fazer. Havia abusos nas vantagens da previdência. Subsídios e isenções foram equívocos. Nada mais desenvolvimentista do que tirar isso e reestabelecer as finanças. Em vez de dar incentivo, tem que dar é câmbio. E de forma sustentada.

Dilma chamou [o ministro da Fazenda] Joaquim Levy por uma questão de sobrevivência. Ela tinha perdido o apoio na sociedade, formada por quem tem poder. A divisão que ocorreu nos dois últimos anos foi violenta. Quando os liberais e os ricos perderam a eleição, muito antidemocraticamente não aceitaram isso e continuaram de armas em punho. De repente, voltávamos ao udenismo e ao golpismo. Não há chance disso funcionar.

Dilma está na direção certa?
Claro. Mas não vai se resolver nada enquanto os brasileiros não se derem conta de que há um problema estrutural, a doença holandesa. Enquanto houver política de controle da inflação por meio de câmbio e política de crescimento com poupança externa e âncora cambial, não há santo que faça o país crescer. Juros altos só se justificam pelo poder dos rentistas e do sistema financeiro. Falar em taxa alta para controlar inflação não tem sentido.

Qual pacto seria necessário?
Um pacto desenvolvimentista que una trabalhadores, empresários do setor produtivo, burocracia pública e amplos setores da baixa classe média. Contra quem? Os capitalistas rentistas, os financistas que administram seus negócios, os 80% dos economistas pagos pelo setor financeiro e os estrangeiros.

Um pacto assim não fere interesses consolidados?
Em primeiro lugar, fere interesses do capitalismo. Não há nada que o capitalismo internacional queira mais em relação aos países em desenvolvimento do que eles apresentem déficit em conta-corrente. Porque esses déficits vão justificar a ocupação do mercado interno nosso pelas multinacionais deles e pelos empréstimos deles. Que não nos interessam em nada. O Brasil está voltando a ser um país primário-exportador. Esse câmbio alto resultou numa desindustrialização brutal.

No livro o sr. trata das dubiedades da burguesia. Diz que muitos industriais são hoje quase "maquiladores". Viraram rentistas. Como compor esse pacto com empresários?

A burguesia tem sido ambígua, contraditória. Em alguns momentos se uniu a trabalhadores e ao governo para uma política de desenvolvimento nacional, como com Vargas e Juscelino. Em outros, não foi nacional, como entre 1960 e 1964. Ali, a burguesia se sentiu ameaçada. No contexto da Guerra Fria e da Revolução Cubana, se uniu e viabilizou o regime militar.

Estamos vendo isso novamente. A burguesia voltou a se a unir sob o comando liberal. Há esse clima de ódio, essa insistência de falar de impeachment.

Mas esse espírito não vai florescer. A democracia está consolidada e todos ganham com ela, ricos e pobres. O Brasil só se desenvolve quando tem uma estratégia nacional de desenvolvimento.

Como define a burguesia hoje?
É muito mais fraca do que nos anos 1950. Tudo foi comprado pelas multinacionais. O processo de desnacionalização é profundo. Todos que venderam suas empresas viraram rentistas, estão do outro lado. Mas continuam existindo empresários nacionais e jovens com ideias. Mas não há oportunidade de investir com esse câmbio e esse juro. É uma violência que se está fazendo contra o país. Em nome de uma subordinação da nação aos estrangeiros e de uma preferência muito forte pelo consumo imediato.

Os brasileiros se revelam incapazes de formular uma visão de seu desenvolvimento, crítica do imperialismo. Incapazes de fazer a crítica dos déficits em conta-corrente, do processo de entrega de boa parte do nosso excedente para estrangeiros. Tudo vai para o consumo. É o paraíso da não-nação.

Por que isso aconteceu?
Começamos a perder a ideia de nação no regime militar. Porque os militares se identificaram com o nacionalismo e o desenvolvimentismo. Os intelectuais brasileiros aderiram à teoria da dependência associada e abandonaram a ideia de burguesia nacional e de nação. Porque não há nação em burguesia nacional. A nação é uma coalizão entre a burguesia nacional e os trabalhadores com o governo. Depois foi a crise da dívida externa e o fracasso do Cruzado. Nos anos 1980, o mundo foi dominado pelo neoliberalismo. Quando veio Lula, ele começou a pensar na era Vargas. Isso fracassou. Não foi possível fazer essa reconstrução da nação.

O sr. escreve que Lula foi fortemente social e hesitantemente desenvolvimentista

O desenvolvimentismo não deu certo. Sua política não foi a do novo desenvolvimentista [sobre a qual Bresser-Pereira teorizou].

Desnacionalização preocupa?
Profundamente. É uma tragédia. Vejo uma quantidade infinita de áreas dominadas por empresas multinacionais que não estão trazendo nenhuma tecnologia, nada. Simplesmente compram empresas nacionais e estão mandando belos lucros e dividendos para lá. Isso enfraquece profundamente a classe empresarial brasileira e, assim, a nação.

Então o senhor está pessimista em relação à burguesia?
A burguesia brasileira está sendo um cordeiro nas mãos do carrasco. O carrasco é o juro alto e o câmbio apreciado. Ela é incapaz de se rebelar. Suas organizações de classe se mostram muito fracas. Como vão defender mudanças no câmbio se têm empresas endividadas em dólar? Líderes ficam manietados. Eles sentem que estão indo para o cadafalso, mas não sabem o que fazer; estão divididos.

Não é fato que muitas empresas ganham mais com o mercado financeiro do que com a produção?
Isso também. Na hora em que se transforma uma indústria numa maquiladora, o câmbio já não importa mais. Porque se importa tudo. É até bom que seja alto porque seu produto fica barato. O câmbio é importante quando há conteúdo nacional e se paga salários para trabalhadores e para engenheiros. Quando não se paga nada disso, acabou, não é mais empresário industrial. Precisamos de um desenvolvimento baseado na responsabilidade fiscal e cambial, na afirmação de uma taxa de lucro satisfatória para empresários, da não necessidade de uma taxa de juros satisfatória para os rentistas. Para isso é preciso convencer a sociedade e precisamos de políticos com liderança que sejam capazes de fazer isso.

O sr. enxerga essa liderança?
Não. O PT perdeu essa oportunidade, que foi a primeira que tivemos desde o Cruzado. Pode ser que se reconstrua. A indicação do Levy representa um fracasso para os desenvolvimentistas. Eles não conseguiram fazer o seu trabalho. Mas não deixaram o país numa grave crise. A crise de 98 foi muito pior.

O sr. se arrependeu de ter apoiado a presidente naquele ato no Tuca?
Não me arrependo. Era preciso escolher entre um candidato desenvolvimentista e social e um outro candidato liberal, portanto profundamente contrário aos interesses nacionais, que era o Aécio.

Não houve, então, estelionato eleitoral?
Isso é bobagem. É uma concepção muito grosseira e simplista de entender o que é desenvolvimentismo. As boas ideias desenvolvimentistas são de responsabilidade fiscal, portanto ela tinha que restabelecer isso.

Qual sua avaliação do governo Dilma?
Os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula/Dilma fracassaram do ponto de vista econômico. Quem foi altamente bem-sucedido foi Itamar Franco, em cujo governo FHC foi herói por causa do Real. Mas nos quatro anos que ele governou, o câmbio se apreciou brutalmente e resultado foi muito ruim; houve duas crises financeiras.

No governo do PT houve o boom de commodities, o crescimento dobrou. Lula teve o grande mérito de fazer distribuição de renda com êxito e foi muito bom. Mas Lula deixou para Dilma uma taxa de câmbio absolutamente apreciada. Ela não conseguiu sair dessa armadilha do câmbio altamente valorizado e do juro alto. Ela tentou nos dois primeiros anos e fracassou. Não houve retomada dos investimentos industriais porque o câmbio era insatisfatório e porque precisa tempo para isso.

A economia voltou à sua situação dos últimos 35 anos: semi-estagnação, um crescimento baixíssimo. Ela tentou a política industrial, um velho erro dos desenvolvimentistas clássicos, que supõem que ela resolve tudo. Resolve coisa nenhuma. É uma compensação para uma taxa de câmbio apreciada no longo prazo que torna as empresas não competitivas e com expectativas de lucro muito baixas. Ela gastou quase 2% do PIB em desonerações fiscais que resultaram em nada.

São políticas de enxugar gelo. Sou a favor delas, mas de forma estratégica, em momentos específicos. Todos os países fazem. Nos asiáticos foi elas foram muito importantes e continuam sendo. Mas esses países tinham a macroeconomia absolutamente equilibrada, os preços macroeconômicos certos.

Como certos?
É uma tese central do novo desenvolvimentismo que venho desenvolvendo nos últimos 15 anos. Na macroeconomia do novo desenvolvimentismo, países devem ter cinco preços certos. A taxa de lucro deve ser satisfatória para os empresários investirem; a taxa de juros deve ser baixa; a taxa de câmbio dever ser competitiva; a taxa de salários deve ser compatível com a taxa de lucro dos empresários; a inflação deve ser baixa.

São os pressupostos. No Brasil, desde Plano Real, a inflação é baixa, a taxa de lucros é insatisfatória para os empresários do setor produtivo, a taxa de câmbio é absolutamente apreciada no longo prazo. A taxa de juros permaneceu alta quase o tempo todo. E a taxa de salários cresceu mais do que a produtividade. Nessas condições, não há economia que cresça. É preciso fazer ajuste fiscal porque os dois últimos anos desorganizaram fiscalmente o país. Mas ajuste fiscal não resolve os problemas do país. Tem que ser feito, estou de acordo com a política do [Joaquim] Levy agora nesse ponto.

Estamos de volta a uma situação de semiestagnação de longo prazo, que vivemos há muitos e muitos anos. O Brasil continua numa armadilha macroeconômica de uma taxa de câmbio altamente apreciada e uma taxa de juros muito alta. Isso inviabiliza qualquer investimento das empresas industriais e significa desindustrialização e baixo crescimento ou quase estagnação. O crescimento da economia brasileira per capita de 1980 para cá é de menos de 1%, é 0,9%. Quando foi de 4,1% nos trinta anos anteriores. É o país que não faz o 'catching up', não estamos diminuindo a distância em relação aos países ricos.

Nós brasileiros, no plano econômico, estamos fracassando lamentavelmente nos últimos 30 e tantos anos. Por que a taxa de jutos é escandalosa. E mais ainda porque a taxa de câmbio é apreciada no logo prazo desde 1990/1991. O Brasil só cresceu de maneira extraordinária porque neutralizou a doença holandesa entre 1930 e 1980, que foi o período da revolução industrial brasileira, quando tivemos um crescimento sem igual no mundo.

A doença holandesa é uma apreciação permanente e variável da taxa de câmbio. Decorre do fato de que o país tem recursos naturais abundantes e baratos, que podem ser exportados com lucros satisfatórios para as empresas um a taxa de câmbio substancialmente mais apreciada do que a taxa de câmbio que é necessária para as empresas industriais e de serviços tecnológicos comercializáveis internacionalmente sejam competitivas.

Em preços de hoje, as empresas de commodities precisam de uma taxa de câmbio de R$ 2,50 por dólar. As empresas industriais brasileiras para serem competitivas precisam, na média, de R$ 3,10. Essa diferença é a doença holandesa. O jeito de neutralizá-la é através de um imposto. Nós tínhamos esse imposto, que era o confisco cambial. Foi desmontado com a abertura comercial de 1990/91.

Eu me penitencio nesse ponto porque, como ministro da Fazenda em 1987, fui quem deu início formalmente ao processo de abertura comercial.

E agora com o dólar mais elevado, o que muda?
Agora diminuiu a diferença e a doença holandesa fica bem menor. Mas é temporário. Consequência da queda do preço das commodities, da política norte-americana e de uma certa perda de confiança na economia brasileira. Passada a crise ele volta a se apreciar e em termos reais e vai voltar a girar em torno de R$ 2, 50, não em torno de R$ 3,10. A desvantagem competitiva vai continuar, o Brasil vai continuar semi-estagnado, a desindustrialização vai continuar a acorrer.

O senhor está pessimista?
É claro. Não vejo nenhum sinal de que esse problema vai ser enfrentado. Nem da parte do governo, nem das oposições, nem da academia.

Fonte: Folha.com



Igrejas arrecadam R$ 20 bilhões no Brasil em um ano

Em um país onde só 8% da população declaram não seguir uma religião, os templos dos mais variados cultos registraram uma arrecadação bilionária nos últimos anos.

Apenas em 2011, arrecadaram R$ 20,6 bilhões, valor superior ao orçamento de 15 dos 24 ministérios da Esplanada --ou 90% do disponível neste ano para o Bolsa Família.

A soma (que inclui igrejas católicas, evangélicas e demais) foi obtida pela Folha junto à Receita Federal por meio da Lei de Acesso à Informação. Ela equivale a metade do Orçamento da cidade de São Paulo e fica próxima da receita líquida de uma empresa como a TIM.

A maior parte da arrecadação tem como origem a fé dos brasileiros: R$ 39,1 milhões foram entregues diariamente às igrejas, totalizando R$ 14,2 bilhões no ano.

Além do dinheiro recebido diretamente dos fiéis (dos quais R$ 3,47 bilhões por dízimo e R$ 10,8 bilhões por doações aleatórias), também estão entre as fontes de receita, por exemplo, a venda de bens e serviços (R$ 3 bilhões) e os rendimentos com ações e aplicações (R$ 460 milhões).

"A igreja não é uma empresa, que vende produtos para adquirir recursos. Vive sobretudo da doação espontânea, que decorre da consciência de cristão", diz dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Entre 2006 e 2011 (último dado disponível), a arrecadação anual dos templos apresentou um crescimento real de 11,9%, segundo informações declaradas à Receita e corrigidas pela inflação.

A tendência de alta foi interrompida apenas em 2009, quando, na esteira da crise financeira internacional, a economia brasileira encolheu 0,3% e a entrega de doações pesou no bolso dos fiéis. Mas, desde então, a trajetória de crescimento foi retomada.

Impostos
Assim como partidos políticos e sindicatos, os templos têm imunidade tributária garantida pela Constituição.

"O temor é de que por meio de impostos você impeça o livre exercício das religiões", explica Luís Eduardo Schoueri, professor de direito tributário na USP. "Mas essa imunidade não afasta o poder de fiscalização do Estado."

As igrejas precisam declarar anualmente a quantidade e a origem dos recursos à Receita (que mantém sob sigilo os dados de cada declarante; por isso não é possível saber números por religião).

Diferentemente de uma empresa, uma organização religiosa não precisa pagar impostos sobre os ganhos ligados à sua atividade. Isso vale não só para o espaço do templo, mas para bens da igreja (como carros) e imóveis associados a suas atividades.

Os recursos arrecadados são apresentados ao governo pelas igrejas identificadas como matrizes. Cada uma delas tem um CNPJ próprio e pode reunir diversas filiais. Em 2010, a Receita Federal recebeu a declaração de 41.753 matrizes ou pessoas jurídicas.

Pentecostais
Pelo Censo de 2010, 64,6% da população brasileira são católicos, enquanto 22,2% pertencem a religiões evangélicas. Esse segmento conquistou 16,1 milhões de fiéis em uma década. As que tiveram maior expansão foram as de origem pentecostal, como a Assembleia de Deus.

"Nunca deixei de ajudar a igreja, e Deus foi só abrindo as portas para mim", diz Lucilda da Veiga, 56, resumindo os mais de 30 anos de dízimo (10% de seu salário bruto) à Assembleia de Deus que frequenta, em Brasília.

"Esse dinheiro não me pertence. Eu pratico o que a Bíblia manda", justifica.

Fonte: Folha.com



Juazeiro do Norte (CE): Buraqueira e lama aumentam com mais chuvas e ausência de drenagem

A preocupação dos moradores deste Município aumenta na medida em que as chuvas se intensificam no Cariri cearense, com mais buracos e possibilidade de alagamentos em áreas onde a situação é recorrente. Nos bairros São José, Tiradentes, Lagoa Seca, Triângulo e João Cabral, em Juazeiro do Norte, é comum os moradores passarem por problemas em virtude da infraestrutura precária das localidades.

Neste período há até iniciativas das comunidades de sinalizar áreas para que não ocorram acidentes e busca de soluções, que não são as ideais, em muitos casos, para evitar tragédias.

É o que acontece com moradores da Rua Antônio Torres de Melo, no bairro São José. Comerciantes também se sentem prejudicados, por não terem seus estabelecimentos preservados de chuvas, como a que ocorreu há pouco mais de um mês, de 20 milímetros, e foi responsável pelo alagamento na área.

O local fica por trás do supermercado da rede de Atacadão. Quando o prédio foi construído na localidade faltou ser realizada obra de drenagem. O resultado tem sido constantes alagamentos numa área de intenso tráfego de veículos. Carros já chegaram a ser praticamente coberto pelas águas no local.

Danos
Uma das soluções encontradas pelos moradores foi cavar buracos nos muros da rede de supermercado, para permitirem que a água escoe. Mesmo sendo novamente consertado pelos administradores do Atacadão, moradores continuam a fazer novas aberturas, temendo que fiquem no prejuízo por conta da forma, que eles consideram inadequada, como foi erguida a edificação no local. Os moradores afirmam que acabaram pagando as consequências.

Para o comerciante Alan Emanoel Figueiredo, há dois anos no local, é lamentável que se chegue ao ponto de buscar alternativas de pessoas cavarem buracos no muro. Ele disse que há dois anos tem sofrido com a situação e já teve o seu estabelecimento invadido pelas águas. Tanto que tratou de construir o que chama de comportas, para impedir a passagem das águas.

Associação
O seu estabelecimento fica num dos pontos de maior risco. "Todos os dias coloco essas placas para evitar surpresas desagradáveis no dia seguinte", afirma Alan, que não conta os prejuízos que já teve.

Por conta dos problemas relacionados aos alagamentos e da falta de infraestrutura, os moradores decidiram criar uma associação. Mas ficou apenas no papel, já que a comunidade se desestimulou com as reivindicações junto ao poder público e o problema e, principalmente, a solução, esbarrarem nas promessas. O crescimento rápido da Cidade e sem o planejamento adequado, segundo o secretário de Infraestrutura, Rógeris Macedo, acabou sendo o grande responsável pelos problemas que Juazeiro do Norte vem enfrentando.

Segundo ele, está sendo realizado um levantamento, no Município, dos pontos que necessitarão de drenagem, para que sejam feitos os projetos. Outros estão sendo encaminhados para licitação. Ele disse que será iniciada uma operação para tapar os buracos em toda Cidade, mas não divulgou ainda a data por conta do processo estar em andamento. Atualmente já há projetos sendo licitados de drenagem em alguns bairros, como o Pio XII, Salesiano, Lagoa Seca, Planalto e Triângulo. Rógeris disse que entre 30 e 45 dias esses trabalhos já devem ser iniciados pela Prefeitura.

No que diz respeito às obras relacionadas aos calçamentos recentes, algumas vêm sendo realizadas por conta do decreto de estado de emergência na Cidade, pelo prefeito Raimundo Macedo. De acordo com o secretário, os levantamentos estão sendo realizados em toda Cidade, para que os serviços sejam efetuados dentro da maior brevidade de tempo.

Queixas
As paredes estão com as marcas das chuvas ainda do ano passado e chegam a cerca de um metro. A casa foi invadida pela lama e os cuidados para pelo menos prevenir uma situação semelhante já foram tomados. Mas não é o suficiente para a moradora Francisca Gomes de Oliveira, que tem sua casa no lugar onde, nos últimos anos, foi o mais afetado com as chuvas. Ela disse que não suporta mais tanto descaso e promessas da administração pública.

"Até parece que não temos prefeito na Cidade. O cidadão fica abandonado", diz dona de casa Jordana Jaciele Bernardo Feitosa. Ela disse que o começo do inverno representa um período em que fica assustada. Está totalmente desacreditada que o poder possa resolver a situação do seu bairro. Nas proximidades do local, uma rua se encontra parcialmente destruída e moradores com dificuldades até de entrar na própria residência.

No bairro Tiradentes, o representante comercial José Marques Maciel afirma que chegou a se formar uma lagoa na rua em que mora, na Raimoldo Bender, ainda incluindo as ruas Coronel José Xandu com a Rua Santo Amâncio. Além de conviver com o esgoto a céu aberto, houve uma grande lagoa que se formou e o mato nas proximidades. Uma das vizinhas de Maciel afirma que não suporta mais o descaso e até cobras já encontrou dentro de casa, por conta da situação em que se encontra a rua onde reside.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste



Lista de Janot com investigados da Lava Jato incluirá pelo menos 35 políticos

A Operação Lava Jato avança para o seu momento mais aguardado desde que foi deflagrada, há quase um ano, em 17 de março de 2014. É aguardado para esta semana o pedido de abertura de inquéritos contra políticos envolvidos com o esquema de desvio de recursos da Petrobras. Fontes ouvidas pelo Congresso em Foco relatam que pelo menos 35 políticos deverão ser alvo das investigações a partir de agora, após terem sido citados nas apurações que correm na Justiça Federal no Paraná. Esta, no entanto, será apenas a primeira parte envolvendo detentores e ex-detentores de mandato. Até agora, as apurações recaiam sobre ex-funcionários da estatal e empreiteiras acusadas de atuar em cartel e obter contratos da Petrobras mediante o pagamento de propina.

As apurações contra políticos tramitarão em diferentes esferas da Justiça. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedirá no Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquéritos contra deputados e senadores. O tribunal é o foro responsável por dar andamento e julgar os processos contra parlamentares, ministros e outras autoridades federais. Caberá ao ministro Teori Zavascki a condução dos procedimentos na corte.

Investigadores da Lava Jato ressaltam que Janot deverá pedir o arquivamento de procedimentos preliminares contra alguns políticos, por considerar os indícios de crime frágeis. Já tramitam no Supremo mais de 40 petições ocultas, sem qualquer referência ao andamento processual ou identificação dos alvos, contra autoridades, decorrentes dos depoimentos recolhidos na Operação Lava Jato.

O procurador-geral da República decidiu não pedir a abertura de ação penal contra nenhum dos políticos, nem mesmo o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), contra quem já tramita inquérito no STF. A força-tarefa chefiada pelo procurador-geral defende tratamento isonômico para todos os políticos.

Ainda não se sabe quais parlamentares estarão na temida lista de Janot. A expectativa é que figuras de projeção no Congresso Nacional apareçam na relação. Delatores já citaram, de um modo ou de outro, desde o nome do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), até o do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ambos negam qualquer envolvimento com as denúncias de corrupção na estatal. Diversas lideranças partidárias também já tiveram seus nomes associados ao esquema em algum depoimento.

As apurações envolvendo ex-governadores e ex-parlamentares que não desfrutam mais da chamada prerrogativa de foro correrão nas esferas inferiores da Justiça Federal. No caso dos governadores citados, os processos seguirão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A fase de inquérito (investigação preliminar) será conduzida pelo ministro Luís Felipe Salomão. Mas a eventual abertura de ação penal dependerá da autorização das respectivas assembleias legislativas.

Há pelo menos duas petições contra governadores citados nos depoimentos da Lava Jato no STJ: uma contra Tião Viana (PT-AC) e outra contra Pezão (PMDB-RJ). Esses casos, porém, estão ocultos e não aparecem no sistema de busca processual do tribunal. Há um dificultador para os processos contra os chefes dos Executivos estaduais: em geral, eles fazem prevalecer a maioria que tem em seus legislativos para barrar as apurações no STJ.

O andamento do processo depende do aval de dois terços dos deputados estaduais. Até hoje, apenas o então governador Ivo Cassol (PP-RO), em litígio com a assembleia à época, virou alvo de uma ação penal no Superior Tribunal de Justiça. No STJ também tramitam ações contra conselheiros de tribunais de contas. Neste caso tende a se enquadrar o ex-deputado e atual conselheiro do TCE da Bahia Mário Negromonte (PP-BA), citado por delatores do esquema como beneficiário de repasses destinados ao Partido Progressista.

No caso de políticos atualmente sem mandato, como ex-governadores e ex-parlamentares, as investigações seguirão na Justiça Federal. Alguns ex-governadores como Roseana Sarney (PMDB-MA) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ) já foram citados por delatores.

Além de pedir a quebra dos sigilos fiscal e bancário dos políticos sob suspeita, o procurador-geral também quer que o Supremo também quebre o sigilo de todas as movimentações nos procedimentos contra deputados e senadores.


Fonte: Congresso em Foco


Barbalha (CE): Mostra destaca valores da arte

Movida pela possibilidade de abrir um debate sobre os espaços destinados à arte e aos artistas de Barbalha, está sendo realizada a exposição Sob o Céu de Barbalha, por meio de Edital da Funarte para ocupação dos CEUs das Artes.

Há mais de um mês que obras de artistas estavam sendo expostas no Centro de Artes e Esporte Unificado (CEU) do município barbalhense e agora se encontra no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN), em Juazeiro do Norte, onde permanece durante um mês. A exposição coletiva prossegue até o dia 20 de março, na terra do Padre Cícero, e tem sequência até o mês de junho em Barbalha.

É uma forma também de protestar contra a destruição de um dos mais importantes patrimônios da Cidade, que são suas edificações, com prédios históricos já inventariados pelo Município e que já poderiam ter sido tombados.

Essa é uma das vertentes do trabalho que chama atenção de grupos simbólicos da religiosidade popular e da cultura, expostos por meio de peças produzidas pelos artistas e também de pinturas das fachadas dos prédios históricos.

Para a professora da Universidade Federal do Cariri (UFCA), Adriana Botelho, curadora da exposição, a intenção foi mostrar as manifestações da arte e do patrimônio imaterial da cidade, mas também das fachadas e ruínas históricas e outras casas que ainda se mantém conservadas.

O carvão mineral foi utilizado na elaboração de algumas fachadas, para exposição. Conforme a curadora, é uma forma de transmitir o efêmero, algo que mostra que aquilo vai acabar. Isso tem a ver com as casas, que estão sendo ocupadas e, ao longo dos anos, segundo ela, estão sendo modificadas. O uso de cerâmicas nas residências históricas já traz algo diferenciado em relação ao período de construção.

Reflexão
A inserção de elementos que remetem diretamente às tradições culturais de Barbalha, como os grupos religiosos, a festa do pau da bandeira, usando formas de arte como a pirografia, com o desenho das fachadas no couro, tentam proporcionar uma reflexão, não apenas ao lugar do artista, mas à preservação da história, tradições populares e o patrimônio material e imaterial.

Com a sua vivência em Barbalha, a curadora teve a oportunidade de conhecer diversos artistas da Cidade. O produtor da exposição, Gilsimar Gonçalves, fez uma performance no dia da abertura da exposição, 20, de personagens singulares do município. Inicialmente, a proposta era reunir os artistas de Barbalha para realizar essa exposição. E deu certo. Gilsimar destaca a dificuldade que havia de expor em outras cidades, e isso acabava restringindo o espaço do artista de Barbalha e fazendo com que os trabalhos artísticos tivessem pouca visibilidade.

Com isso, houve a tentativa de concorrer por meio de edital do BNB. "No começo, até os próprios artistas mão viam o seu trabalho como arte, mas como artesanato, e assim era comercializado", diz a curadora.

A partir da parceria do BNB no projeto, a exposição foi levada para o Juazeiro. Assim, foram montadas mais peças e os artistas fizerem intervenções nas paredes do próprio local. Há uma necessidade de discutir o patrimônio arquitetônico, conforme Adriana. É a primeira exposição a ser realizada por esse coletivo, constituído para essa exposição, com sete artistas. Um deles, o Severino, que está vestido como um monge. Ele andava pela cidade de Barbalha e queria ser um religioso. Fazia peças para vendas, com frases religiosas, e até estudou em seminário, mas não se tornou um religioso. Há cerca de dois anos faleceu e na exposição há uma foto em sua homenagem. Na verdade, ele sequer se considerava um artista.

Ela também destaca a proposta de conscientização para a preservação do patrimônio, mas principalmente para chamar a atenção da presença dos artistas, por não terem espaço para levar os seus trabalhos.

Para o artista plástico, Raimundo Nonato Sousa, essa tem sido a grande oportunidade de pessoas como ele poderem exercitar a arte. Ele chegou a fazer cursos em São Paulo para desenvolver a pirografia. Segundo Nonato, esse trabalho se tornou muito restrito em Barbalha, e acabam fechando os espaços destinados à arte na Cidade. A sua especialidade temática é a história de Barbalha. Na exposição tem trabalhos como a casa do Padre Murilo, a rodoviária, um prédio histórico da estação e desenhos de ladrilhos.

Mais informações
Exposição Sob o Céu de Barbalha
Local: Centro de Artes e Esporte Unificado (CEU)
Parque da Cidade
Telefone: (88) 9720.4946

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste



Com aumento de benefícios, deputado custará R$ 2 mi por ano ao contribuinte

O pacote de bondades autoconcedido pela Câmara esta semana vai elevar para R$ 2 milhões o gasto anual com cada deputado federal. Na média, cada parlamentar custará aproximadamente R$ 170 mil por mês. Os valores variam de acordo com o estado de origem do congressista, a utilização integral ou não da verba para custear o mandato e do uso do auxílio-moradia. No ano passado, antes do reajuste de todos os benefícios, o custo mensal de cada deputado era de aproximadamente R$ 145 mil e o anual, de R$ 1,77 milhão. Com isso, a estimativa de gasto com os 513 parlamentares, que girava em torno de R$ 908 milhões em 2014, passará a ser de R$ 1,06 bilhão – um aumento anual de R$ 157 milhões (cerca de 17%).

Com os novos valores, a despesa mensal por mandato poderá chegar a R$ 177 mil. Essa cifra poderá ser alcançada por um deputado de Roraima que fizer uso do auxílio-moradia e utilizar toda a verba a que tem direito para o exercício da atividade parlamentar (Ceap), mais conhecida como cotão. Nesse caso, cada um dos oito representantes de Roraima custará até R$ 2,15 milhões por ano.

Os dados são de levantamento do Congresso em Foco.  Uma estimativa que considera os novos valores dos 13 salários anuais, da verba de gabinete, do cotão, do auxílio-moradia e de uma ajuda de custo equivalente a dois salários extras – um no começo e outro no final da legislatura. Com o pagamento da primeira parcela dessa ajuda de custo, cada parlamentar receberá em fevereiro R$ 67,4 mil apenas em vencimentos.

Com exceção do salário de R$ 33,7 mil, em vigor desde o início do mês, os valores reajustados dos demais benefícios – verba de gabinete, cotão e auxílio-moradia – passarão a valer em abril. Segundo a direção da Câmara, apenas os reajustes desses três benefícios vão ter impacto de R$ 112,7 milhões nos cofres da Casa no restante de 2015. Essa diferença deve passar dos R$ 150 milhões a partir do ano que vem.

Outra realidade
Um aumento que, segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), será compensado com cortes do mesmo montante sobre outras despesas. Ou seja, mesmo que não haja aumento, a Casa não fará esforço para economizar e se enquadrar na política de ajuste fiscal patrocinada pelo governo federal e parte dos governos estaduais diante do cenário de agravamento da crise econômica e de déficit nas contas públicas.

Os parlamentares vivem outra realidade. A sucessão de “boas notícias” para os congressistas começou em dezembro, ainda no final da legislatura passada, quando a Câmara e o Senado aprovaram o aumento de 26% de seus vencimentos. Desde 2010, os parlamentares recebiam R$ 26,7 mil. A remuneração pelos próximos quatro anos será de R$ 33,7 mil. Ou seja, apenas em vencimentos, cada parlamentar receberá R$ 1,8 milhão ao longo do mandato – 13 salários anuais e outros dois extras no período de quatro anos.

Ao acabar com os chamados 14º e 15º salários, que cada congressista recebia por ano até 2013, o Congresso decidiu instituir uma “ajuda de custo”, correspondente a um mês de salário, para o primeiro e o último mês de mandato. O argumento utilizado para a benesse é que os parlamentares têm despesas extras nesses dois períodos com a mudança de cidade. Mas os reeleitos, que já têm estrutura montada na capital federal, também têm direito à regalia.

Promessas de campanha
O aumento no valor dos benefícios faz parte da lista de compromissos assumidos com os deputados por Eduardo Cunha durante sua campanha à presidência. Parte das promessas ele cumpriu na quarta-feira (25), quando a Mesa Diretora aprovou, além do pacote de aumento dos benefícios, a liberação a esposas e maridos de parlamentares para voarem com a cota de passagens aéreas asseguradas a deputados para o exercício do mandato. Alguns congressistas reclamaram de ter de tirar do próprio bolso dinheiro para pagar o voo de suas companheiras. Por normas internas, o uso está restrito ao deputado e a assessores em viagem de trabalho desde 2009, quando o Congresso em Foco revelou a “farra das passagens“.

A verba aérea sai do cotão, que cobre despesas dos parlamentares com locomoção, refeição, hospedagem, telefone, aluguel de escritório, contratação de consultoria e divulgação do mandato, entre outras. O cotão teve aumento de 8,7%, o que deve onerar os cofres públicos de abril a dezembro em R$ 14,6 milhões, segundo a Câmara. O menor benefício é pago a deputados do Distrito Federal, que devem passar a receber R$ 30,4 mil por mês. A quantia mais elevada é garantida aos deputados de Roraima, que poderão gastar depois de abril até R$ 45,2 mil por mês.

Mais de R$ 753 milhões
Na legislatura passada, o cotão consumiu mais de R$ 753 milhões da Câmara e do Senado, como mostrou a Revista Congresso em Foco. Dinheiro que saiu dos cofres públicos sem licitação. Com esse montante, daria para erguer mais de 11 mil casas popu­lares ou 115 escolas públicas para atender aproximadamente 500 alunos. Ou construir 40 hospitais com uma centena de leitos. Na maioria dos casos, o parlamentar apresenta a nota fiscal e é ressarcido imediatamente pela Câmara.  Alguns já foram denunciados no Tribunal de Contas da União (TCU) e na Justiça por mau uso dessa verba pública, já que os controles de conferência são frágeis. Por suspeitas de mau uso do benefício, o Ministério Público Federal cobra que parte dessas despesas seja alvo de licitação.

Já a chamada verba de gabinete permite a cada deputado contratar até 25 funcionários. Com o aumento de 18%, saltará de R$ 78 mil para R$ 92 mil por mês. Nesse caso, o impacto será de R$ 97,3 milhões.

O auxílio-moradia teve reajuste de 11,92%; passou de R$ 3,8 mil para R$ 4,2 mil. Este benefício não é usufruído por todos os deputados. Parte deles vive em amplos apartamentos funcionais, recentemente reformados pela Câmara. A Casa ainda não atualizou, em sua página na internet, o número de parlamentares que utilizam essas unidades neste começo de legislatura. Mas também nesses casos há gasto público para a manutenção dos imóveis. A estimativa da Câmara é que a elevação do valor do auxílio vai gerar gastos extras de R$ 805,5 mil até o final deste ano.

Sob demanda
Com exceção do salário, os demais benefícios são usados de acordo com a demanda. Um deputado pode, por exemplo, economizar na verba de gabinete ou no cotão e não utilizar todo benefício a que tem direito ou mesmo abrir mão do auxílio-moradia e do apartamento funcional, caso tenha imóvel em Brasília. Os valores não utilizados ficam na conta da Câmara.

A lista de benefícios dos deputados ainda contempla itens de difícil mensuração. Além de plano de saúde, os parlamentares têm à disposição os serviços prestados pelo Departamento Médico da Câmara. Eles ainda podem ser reembolsados com suas despesas médico-hospitalares casos os serviços tenham sido prestados fora da Casa.

Diferentemente do Senado, onde cada senador tem um veículo oficial à sua disposição; na Câmara, os carros oficiais estão restritos a 11 ocupantes de cargos de direção, como o presidente da Casa, os integrantes da Mesa Diretora, o chefe do Conselho de Ética, entre outros. Todos os deputados deputado têm direito a uma série de materiais de impressão, como 5 mil cartões de visita por ano e quantidades generosas de resmas de papel e blocos de anotação, entre outros itens de papelaria.

Fonte: Congresso em Foco