Impeachment hoje serve a corruptores e corruptos, diz sociólogo

A operação Lava Jato está expondo o coração do capitalismo brasileiro, que é inteiramente corrupto. Ela fere interesses empresariais e políticos que usam o Estado em seu benefício. Quem defende o impeachment hoje quer que essa limpeza acabe. Por isso, o impeachment serve aos corruptores e corruptos.

A visão é do sociólogo Adalberto Cardoso, 53, diretor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Para ele, é ingenuidade não identificar interesses externos na crise política.

"O impeachment interessa às forças que querem mudanças na Petrobras: grandes companhias de petróleo, agentes nacionais que têm a ganhar com a saída da Petrobras da exploração de petróleo", diz.

Doutor pela USP, Cardoso afirma que o projeto sobre terceirização leva as relações de trabalho para o século 19. Na sua análise, as mobilizações da semana passada mudaram a qualidade do debate sobre o tema, e votar a favor da mudança na CLT é suicídio político.

Autor de dez livros –entre eles "A Construção da Sociedade do Trabalho no Brasil" (FGV, 2010) e "Ensaios de sociologia do mercado de trabalho brasileiro" (FGV, 2013)–, ele avalia que o projeto sofrerá mudanças. A seguir, trechos da entrevista concedida por telefone.

Folha - Como o sr. avalia os desdobramentos da crise política após a prisão do tesoureiro do PT?
Adalberto Cardoso - O combate à corrupção é necessário. A corrupção é uma prática empresarial antiga no Brasil, basta lembrar dos usineiros. O que vivemos hoje é parte de um processo de limpeza e, espero, de correção dessa herança histórica de conluio entre o público e o privado. As elites e vários agentes sociais não sabem separar o púbico e o privado. O Estado sempre funcionou a serviço das elites econômicas.

Quando há um amplo combate à corrupção, o potencial de crise é muito grande. O que a Lava Jato está expondo é a forma como o capitalismo se organiza no Brasil. O capitalismo no Brasil é constituído de forças com capacidade de corromper os poderes públicos para que a sua atividade possa caminhar sem problemas. Há uma burocracia infernal, os custos operacionais são grandes.

A cada passo a empresa tromba com uma agência estatal. Aí corrompe essa agência para que sua atividade possa continuar. É a maneira mais fácil e rápida. Existe uma simbiose muito grande entre agências estatais e grandes corporações e grupos econômicos, que usam o Estado como agente seu.

A Lava Jato está mexendo com profundos interesses empresariais e políticos. Aqueles que estão clamando pelo impeachment estão querendo impedir que essa limpeza continue. O impeachment hoje serve aos corruptores e aos corruptos. A história recente mostra que há um certo viés na ação anticorrupção, principalmente no Paraná.

Só petista ou próximo ao PT vai para cadeia. Há uma profunda revisão do que é o nosso capitalismo e o agente desse processo é o governo. Nenhum outro governo jamais fez isso. Está agindo sobre o coração do capitalismo brasileiro, que é inteiramente corrupto.

É essa imbricação entre o público e o privado que está sendo desvendada hoje. Infelizmente, pelo viés antigovernista dos agentes da PF, não se investigou nada da época do FHC. Sergio Moro é um juiz ligado de muitas maneiras ao PSDB. Sua esposa é assessora do PSDB. Por um viés da radicalização política, está se colocando na cadeia membros do PT. Esse processo vai ter um impacto de longo prazo no partido.

Como o sr. analisa as posições que apontam interesses externos nesse ambiente, especialmente em relação à Petrobras e ao pré-sal?
Seria ingenuidade imaginar que não há interesses internacionais envolvidos nessa questão. Trata-se da segunda maior jazida do planeta. Existem interesses geopolíticos de norte-americanos, russos, venezuelanos, árabes. Só haveria mudança na Petrobras se houvesse nova eleição e o PSDB ganhasse de novo. Nesse caso, se acabaria o monopólio de exploração, as regras mudariam.

O impeachment interessa às forças que querem mudanças na Petrobras: grandes companhias de petróleo, agentes nacionais que têm a ganhar com a saída da Petrobras da exploração de petróleo. Parte desses agentes quer tirar Dilma. Esse tema vai voltar como o mais importante da eleição de 2018.

Há uma ação coordenada vinda de fora?
Não acho. Não acredito em teorias internacionais da conspiração. Mas não há dúvida que há financiadores desses movimentos de direita que chamam as pessoas para rua. As faixas têm a mesma tinta, mesmos dizeres, as camisetas são iguais, os enfeites. Alguém está bancando.

Interessa a determinadas forças internacionais a desestabilização política do Brasil. O petróleo é um ativo num ambiente altamente explosivo, um recurso importante de poder. O Brasil está se tornando independente em petróleo. Daqui a pouco, será exportador. É obvio que os EUA estão olhando para isso. Não tem como não estar.

Como o sr. analisa a ação do Congresso?
Eduardo Cunha está agindo como manda Maquiavel: fazendo maldades de uma vez. Em parte porque não sabe se há sustentabilidade para essa agenda que resolveu abrir: redução da maioridade penal, terceirização, armas.

Mas os protestos na semana passada contra o projeto de terceirização não provocaram um recuo, com o adiamento da votação?
Eduardo Cunha percebeu que cometeu um erro no caso da terceirização. Uma coisa é tirar da gaveta temas conservadores da agenda dos costumes –proibição do aborto, redução da maioridade penal. É diferente de mexer em direito das pessoas, principalmente no direito do trabalho.

A CLT, que tem 72 anos, faz parte do que o Brasil é. Foi uma conquista dos trabalhadores, fruto de lutas, greves ao longo de décadas. Os trabalhadores nascem sabendo que terão direito. Cunha tocou num ponto muito sensível de uma maneira muito atabalhoada e gerou a reação que gerou.

Por que houve recuo no amplo apoio recuo ao projeto?
É um suicídio político para qualquer partido [apoiar o projeto]. No caso do PMDB é mais grave porque ele foi o patrono da Constituição de 1988. O projeto da terceirização é um tiro no peito da Constituição de 88, pois destrói direitos sociais e do trabalho no Brasil. O custo para os partidos será muito alto se isso passar e isso foi percebido. Paulo Pereira da Silva deu um tiro na cabeça com esse projeto.

Com as manifestações da última quarta o projeto tem menos chance de passar?
Não tenho dúvida. Houve uma mudança na qualidade do debate. A sociedade reagiu ao projeto. A CUT, os sindicatos e partidos conseguiram botar mais gente na rua no que nos protestos de 12 de março. Os políticos que não levarem isso em consideração estão dando um tiro no pé.

Essa mobilização pode virar o jogo e galvanizar a esquerda?
No parlamento, essa é uma possiblidade real. não sei se uma reentrada no debate das posições de esquerda. Existe a possibilidade de pacificação no parlamento, principalmente na Câmara. O presidente do Senado disse que a lei como está não passa na casa. O PMDB não é só o que se diz na mídia. É um partido de alguma maneira comprometido com as causas sociais. Ele, em parte, herdou a história da luta contra a ditadura e da construção da democracia. Ainda que dois de seus líderes estejam sob investigação judicial, não quer dizer que o partido tenha abdicado inteiramente da sua história de apoio às lutas sociais. Abrir mão disso é um risco muito alto para esse partido também. Outros movimentos por parte de Dilma, como chamar Michel Temer e flexibilizar o ajuste fiscal, podem ajudar na pacificação. Não vai pacificar Cunha, que tem uma agenda conservadora do lado dos costumes e vai continuar tentando implementá-la.

O projeto da terceirização vai fracassar?
Metade da Câmara é composta por empresários, que apoiam o projeto e têm muito a ganhar com ele, sem exceção. Ele precariza as relações de trabalho e gera redução de custos. Vai haver uma pressão muito grande por parte do lobby empresarial e financeiro. Mas haverá também povo na rua fazendo barulho. Político preocupado com sua sobrevivência ouve a rua. Político preocupado com sua reeleição ouve quem paga a campanha. Isso vai criar uma tensão séria no Congresso.

Suspeito que vai haver uma amenização do projeto, mas não acho que a questão da terceirização foi para o brejo. Foi para o brejo tal como está. A regulamentação da contratação de terceiros vai passar com algum outro formato. Esse formato do atual projeto leva as relações de trabalho no Brasil para o século 19, um momento na história do mundo ocidental que não havia proteção para o trabalhador.

A presidente deveria ter anunciado que vetará o projeto?
Ela já deveria ter feito isso.

Por que não o fez? Faz pare da guinada da presidente?
Não chamaria de guinada. Muitos se esquecem das maquiagens feitas nos anos anteriores. A contabilidade criativa foi aceita pelos agentes econômicos porque eles estavam ganhando com isso. O governo estava emprestando muito dinheiro via BNDES, injetando muitos recursos na economia para ver se estimulava o investimento. Desonerou a folha de pagamento e deu subsídio a empresas. O governo perdeu R$ 28 bilhões por conta da desoneração da folha.

Isso significou a transferência líquida de R$ 28 bilhões da mão do Tesouro para as empresas. O deficit gerado nas contas foi para sustentar a economia e transferir recursos públicos para o empresariado.

Para ver se investiam; nem assim investiram. As empresas entesouraram o dinheiro, aplicaram no mercado financeiro e ficaram esperando para ver se ela iria perder a eleição. O que o Joaquim Levy fez foi acabar com a maquiagem das contas públicas. O ajuste era inevitável.

A presidente não fala sobre terceirização para não se indispor com o empresariado?
Não acho. Ela sabe que, em alguns setores da economia, o trabalho terceirizado dá mais eficiência e pode ser necessário. O que é inaceitável –e deveria ser inaceitável para um governo do PT– é a terceirização das atividades fim. Há um ponto central. Um artigo no fim do projeto anistia os empresários que hoje estão em situação ilegal. Ficam anistiados todos que hoje contratam ilegalmente mão-de-obra terceirizada, inclusive os que têm trabalho escravo.

Se o projeto for aprovado, no dia seguinte esses contratos vão ser rescindidos sem que os contratados tenham direito a qualquer tipo de recurso. Isso é um descalabro tão claro que qualquer um diz que o projeto está querendo destruir o Brasil.

Dilma deve ter claro que o projeto como esta é inaceitável. No meu mundo ideal, não haveria terceirização. Haveria proteção do trabalhador, e os empresários que busquem redução de custos em outro lugar. Não naqueles que produzem a riqueza, que são os trabalhadores

Como explicar a queda abrupta na aprovação da presidente?
O ajuste fiscal é profundo, mas ainda não atingiu o cotidiano das pessoas. O que atingiu foi a inflação e a queda na popularidade tem mais a ver com isso e com a construção de um ambiente político que diz que o Brasil acabou. Estrangeiros que chegam aqui não entendem esse clima de fim de mundo. A população não é imune a esse tipo de propaganda.

Qual a responsabilidade no governo nesse quadro?
Existe uma incapacidade de liderança política do governo, que poderia estar tentando liderar a construção de uma visão alternativa. Mas hoje, nesse ambiente de fim de mundo, a possibilidade de fazer isso é muito pequena. Tudo a Dilma diz cai nesse ambiente e é triturado. A voz dela não é ouvida. Se fala em petralhas, ladrões, esse é o clima.

A mídia tem uma importância brutal e central nisso. O clima pós-eleitoral ainda não acabou e a oposição ainda não aceitou que perdeu a eleição.

Como o sr. analisa o futuro do PT?
Tudo vai depender do que vai acontecer nos próximos meses. Se a questão do impeachment evoluir –o que não considero o cenário mais provável–o PT vai sofrer um revés que levará anos para se refazer. Há um outro cenário de sangramento contínuo de Dilma, com ela ficando totalmente submissa ao Congresso, um esvaziamento da presidência.

O cenário mais provável é de uma crise este ano, estabilização em 2016, retomada em 2017 e o Brasil chegar bombando em 2018, como aconteceu em 2010. Isso com o ajuste produzindo os efeitos que os economistas dizem que ele vai produzir: mudança da expectativa dos empresários, retomada de investimentos pelo Estado, mais infraestrutura, retomada do emprego, de melhoria dos salários, inflação mais controlada. Um governo mais bem avaliado, com possibilidade de fazer sucessor.

Com Lula?
A tentativa hoje é destruir o governo, o PT e o Lula. Destruir essa alternativa eleitoral. O que está em jogo no país é um processo de desconstrução de uma alternativa eleitoral de esquerda. Querem destruir o PT como alternativa de poder no Brasil.

O PT paga um preço alto por fazer o que os partidos de esquerda fazem: distribuição de renda, melhoria de vida para os mais pobres, redução da desigualdade social. Uma parte do Brasil está reagindo de forma muito pesada contra isso. São empresários, os que votaram na oposição e não aceitam o resultado eleitoral, a imprensa.

O PT não agiu contra si próprio?
O PT tem culpa nisso. Isso decore dos paradoxos do sucesso de qualquer organização que chega ao poder central. PT foi efetivo ao dar ao capitalismo condições mais dignas de funcionamento, proporcionando melhores condições de vida para as pessoas. O PT nunca foi partido revolucionário.

A liderança de Lula foi abalada?
Ninguém está imune ao processo de desconstrução. Mas Lula é o Lula. Hoje ele sofre as consequências do dessoramento do projeto político do PT em função da crise econômica e política. Se cenário da retomada se concretizar, Lula pode voltar a ser o que era.

Ele estará no segundo turno de qualquer eleição e tem muito o que mostrar. Se for candidato, é um dos mais fortes em 2018. A única alternativa da oposição é continuar batendo no impeachment.

Qual sua visão sobre Aécio?
Aécio voltou com a agenda do impeachment, que parte do PSDB estava abandonando, por duas razões. Primeiro, porque Eduardo Cunha tomou a dianteira da agenda da oposição e de direita de maneira muito eficiente nos últimos meses. Em segundo lugar, porque os que foram às ruas no domingo começaram a chamar Aécio de "cagão", porque ele não vinha [às ruas].

A única bandeira que ele tem nesse debate é a do impeachment. No PSDB já foi dito que eles não podem cometer o mesmo erro de 2005, quando não levaram adiante o processo. Estão escaldados. Perderam em 2006 e em 2010. Acharam que o Lula iria sangrar até o final, mas o Brasil voltou a crescer e o Lula saiu com 80% de aprovação. Isso pode acontecer de novo.

Eles olham para traz e dizem que cometeram um erro. Dizem que Dilma não é o Lula, que o Congresso não vai sustentar Dilma como sustentou Lula e querem levar até o fim esse negócio. A agenda do impeachment, que o Aécio diz que não é golpista, nesse caso é. É uma agenda de quem ainda não aceitou o resultado do processo eleitoral.

Como o sr. define esse momento historicamente. Há paralelos?
O momento é único. Comparam com Jango, mas é muito diferente. Lá havia paralisia decisória no Congresso, com uma presidência muito fraca, e com os militares sendo a força de oposição mais importante. Hoje não há isso. Não temos conspiração militar. O clima hoje é de fim de mundo em razão da corrupção. Isso matou Vargas.

É um momento de muita incerteza. É único também porque nunca tivemos instituições democráticas tão sólidas. Temos um Judiciário autônomo como nunca tivemos, um parlamento que é representativo do que é o Brasil, que é conservador.

Temos uma crise desse tamanho –com perda da capacidade do PT de liderar o centro político, com pedidos de impeachment– e ela não está desestabilizando o sistema político. Pelo contrário, a crise reforça os aspectos virtuosos da nossa democracia. Isso também é uma novidade. Antes, crises assim levavam a golpismo militar. Agora se tem golpismo, mas institucional.

Nesse ambiente contaminado, o PT e a esquerda perderam a capacidade de liderar o centro. Lula conseguiu fazer isso. Dilma o fez até 2013, quando ela perdeu o centro, capturado pela direita. Cunha puxou o centro para o seu lado.

Como chegamos até aqui?
Essa situação de radicalização decorre, em parte, de um processo mais longo de desgaste, não só eleitoral, mas da capacidade de condução política do PT. Começou há mais tempo, mas os movimentos de junho de 2013 são emblemáticos e mudaram a pauta do Brasil. Até ali, o governo tinha uma aprovação acachapante e o controle da agenda política.

O caldeirão continuou fervendo em 2013 e 2014 e explodiu na eleição. Os temas continuaram se radicalizando nas redes sociais. O caminho do meio, de conciliação de políticas contrárias, foi perdido.

Por quê?
As mídias sociais permitem um certo tipo de radicalização que na esfera política não tinha como prosperar no Brasil. As mídias sociais e a imprensa abdicaram da construção de um caminho do meio, tomaram partido, e isso ajudou no processo de radicalização.

O governo foi se sentindo mais acuado; suas forças de apoio também radicalizaram suas posições, o que levou a uma campanha eleitoral muito radicalizada. Não esperava que a agressividade de ambos os lados chegasse ao nível que chegou, de ameaças à própria democracia. Foi exagerada a forma como a campanha de Dilma destruiu a Marina.

Aécio também fez uma campanha radicalizada para a direita, porque o centro foi ocupado pela Marina. Chegamos a 1º de janeiro saídos de uma campanha eleitoral muito sangrenta. O Congresso foi impondo à Dilma seguidas e grandes derrotas. A primeira foi a eleição de Eduardo Cunha, um inimigo declarado do PT.

Fonte: Folha.com

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Cuba vai fornecer vacinas contra o câncer para os Estados Unidos

Cuba vai fornecer vacinas terapêuticas contra o câncer aos Estados Unidos, com a assinatura de vários acordos com organismos norte-americanos na área da saúde, noticiou hoje (22) o diário oficial cubano Granma.

Os acordos foram anunciados durante a visita à ilha do governador de Nova York, Andrew Cuomo, que ocorreu segunda-feira (20) e terça-feira (21). Uma das organizações norte-americanas envolvidas é o Instituto Roswell Park contra o Câncer de Nova York, que assinou um acordo com o Centro de Imunologia Molecular de Cuba.

As vacinas terapêuticas contra o câncer atuam na área da imunoterapia, método terapêutico que consiste em estimular as defesas naturais (sistema imunológico) das pessoas com câncer para que possam combater de forma mais eficaz a doença e eventuais metástases. A vacina é o segundo medicamento cubano a entrar nos Estados Unidos, dois anos depois da entrada de um remédio indicado para o tratamento do diabetes.

Outro acordo assinado prevê o fornecimento de aplicações informáticas norte-americanas para uma empresa farmacêutica cubana, que não foi identificada. O protocolo com a empresa tecnológica norte-americana Infor também envolve intercâmbios “com uma universidade cubana para ações de formação com estudantes” na área das novas tecnologias.

Acompanhado de uma delegação de empresários, Andrew Cuomo foi o primeiro governador norte-americano a visitar o território cubano depois do anúncio, em 17 de dezembro de 2014, da aproximação histórica entre Washington e Havana, que não têm relações diplomáticas oficiais há mais de meio século.

Fonte: Agência Brasil

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Pacote de infraestrutura pode chegar a R$ 150 bi, diz Guimarães

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou nesta segunda-feira (27) que o pacote discutido pelo governo para ampliar os investimentos em infraestrutura no país deveficar em torno de R$ 150 bilhões.

"Essa reunião de sábado foi muito estratégica para o país. Vai ser anunciado um grandioso pacote de infraestrutura para o país, principalmente no que tange a concessões de aeroportos, portos e rodovias. [...] Acho que essa reunião foi a mais importante dos últimos três meses. Esse grande pacote que está orçado, mais ou menos, em torno de R$ 150 bilhões nas concessões", afirmou Guimarães após se reunir na Câmara com líderes da base aliada.

No sábado, a presidente Dilma Rousseff reuniu um terço de sua equipe ministerial, por cerca de 10 horas, para tentar tirar o governo da marcha lenta e implantar, apesar da atividade econômica fraca e das limitações orçamentárias, um programa de investimentos.

Segundo a Folha apurou com ministros que participaram da reunião, Dilma cobrou a ampliação do número de aeroportos que serão licitados. Já estavam na lista os terminais de Florianópolis, Salvador e Porto Alegre.

Com a ordem, devem entrar outros, sendo um do Nordeste –Recife ou Fortaleza–, um do Sudeste e um terceiro no Centro-Oeste.

Os aeroportos de Goiânia e Vitória foram citados no encontro, mas não há nenhuma definição sobre a inclusão nos futuros leilões.

Em praticamente todas as áreas consideradas estratégicas, como agricultura, energia e transportes, a discussão sobre a dificuldade de financiamento dos projetos deu a tônica da reunião.

Além da reunião ministerial, Guimarães se reuniu com os líderes partidários para definir uma agenda de votações para esta semana.

Segundo o petista, a votação acirrada do projeto que regulamenta a terceirização no país, aprovado pela Câmara na semana passada, deixou lições para os parlamentares.

"As lições são que em matéria como essa, polêmica, é necessário um afinamento maior entre a base a o governo e entre o governo e os movimentos sociais. [...] O conselho que os líderes me deram foi que quando houver uma matéria que divide a base, deixa os partidos disputarem, deixa eles dialogarem para ver se chegam a algum consenso. Aquilo que dividir a base, nós vamos fazer esforço para evitar que o governo assuma um lado", afirmou. Em relação ao projeto da terceirização, o governo emitiu notas e articulou para derrotar a proposta.

Guimarães se reúne ainda nesta segunda com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), responsável pela articulação política entre o governo e o Congresso, e os ministros Eliseu Padilha (Aviação Civil) e Ricardo Berzoini (Comunicações).

O petista quer ainda propor um encontro entre o PT e o PMDB para apaziguar as diferenças entre os dois partidos, tornadas explícitas em votações acirradas na Câmara.

Fonte: Folha.com

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Crato (CE): Saúde reduz casos de judicialização, favorecendo e orientando usuários dos serviços

A Secretaria de Saúde do Crato tem auxiliado usuários do setor na agilização de ações relacionadas a procedimentos de judicialização. Esse encaminhamento oferecido pela secretaria começou a ser realizado, por conta de muitos cidadãos que recorriam em busca de atendimentos diversos, que na grande parte das vezes era de competência do Estado e até mesmo do Governo federal. Com isso, os resultados têm sido positivos, com encaminhamentos facilitados, por meio da mediação entre secretaria, usuário e Defensoria Pública.

São desde exames, medicamentos, fraldas. “Enfim, vários procedimentos que não conseguiam em trâmite normal”, afirma o secretário de Saúde, Lucimilton Macêdo. Com isso, a secretaria montou uma equipe para trabalhar nessa área e hoje tem resultados positivos. Para se ter uma ideia, de 71 itens que seriam judicializados este mês, houve uma redução para apenas seis. A mediação tem acontecido por meio de uma equipe que vem trabalhando no Município só com a parte de judicialização.

“Isso significa que a Saúde está resolvendo essas questões junto à população, sem a necessidade de ir ao juiz ou ao promotor para resolver”, ressalta. Mensalmente, a saúde recebia de 20 a 18 ordens judiciais, hoje são de quatro a seis. “Então, estamos resolvendo essas questões sem ter que levar à justiça. Já estamos colhendo esse fruto”, explica ele.

A meta é chegar a resolução de 90% ou até 98% dos casos. E esses números, conforme o secretário, já são bem significativos. Tem alguns procedimentos mais complexos, e geralmente a maioria de competência do Estado, de média e alta complexidade, a exemplo de uma cirurgia de embolização de aneurisma cerebral. O secretário afirma que, muitas vezes, uma pessoa, por falta de informação, busca o Município e até processa. Ele orienta procurar antes a Defensoria.

A Saúde do Crato está disponibilizando o serviço uma vez por semana para que seja realizada a mediação. A funcionária responsável vai a Defensoria e agenda com as pessoas, para resolver o problema. Se for necessário vai a Fortaleza, para agilizar todas as pendências daquela semana. O trabalho que a secretaria vem desenvolvendo já chegou a receber elogios da própria Defensoria Pública. O Secretário de Saúde, Lucimilton Macêdo, disse que foi muito difícil o processo de implementação desse novo serviço, mas que agora vem dando certo e resolvendo questões em menos tempo para a população.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Vê se pode! Lobão, que esculhamba Dilma, aceita patrocínio do BB

Lobão não faz nada que preste em música há décadas, se é que algum dia fez.

Mas nas horas vagas do ativismo político de direita obtusa ele continua tentando.

A música na qual ele aposta agora – divulgada com estrondo pela Veja – chama-se A Posse dos Impostores.

Não consegui ouvi-la inteira, mas li a letra.

Um trecho:

"Há uma sobra de fúria na impostora eleita

Rodeada de castrados com a nossa receita

Com sua pompa vulgar de botijão de gás."

Eis Dilma, segundo Lobão. Botijão de gás é uma referência – vulgar, vulgaríssima, para pegar emprestado o adjetivo de Lobão – ao vestido que Dilma usou na posse.

A nova música deverá ser o destaque do show que Lobão fará em São Paulo no próximo dia 6 de maio.

Tudo isso não mereceria sequer menção, não fosse por um detalhe: o espetáculo é patrocinado pelo Banco do Brasil.

Na internet, o patrocínio do BB – ainda que indireto – a alguém que vive de insultar a impostora eleita, de quem pede a derrubada obsessivamente – viralizou.

No Twitter, um seguidor do DCM escreveu: “Isso é muito hilário. A cada dia que passa, maior é a minha impressão de que estou vivendo numa paródia mal feita da realidade.”

Outro seguidor foi menos filosófico: “Esse governo tem mais que se f*** mesmo. Gasto meu tempo defendendo esses imbecis e eles dando grana a golpistas.”

Um terceiro notou a ideologia de Lobão. “A ideologia de seres abjetos como Lobão começa e termina no bolso.”

Alguém notou o slogan “pátria educadora” no cartaz. “Fico imaginando as lições que ele vai lecionar no show.”

Lobão, a certa altura, aderiu ao debate no twitter do DCM.

Em caixa alta, gritando portanto, ele disse que não é patrocinado pelo BB.

Mas não era isso que se dizia. O que se notava é que o espetáculo, sim, é.

Num mundo menos imperfeito, Lobão recusaria qualquer coisa patrocinada pelo BB.

E o BB evitaria associar seu nome a alguém que move uma campanha feroz contra o governo que o administra.

Mas este em que vivemos está longe de ser um mundo perfeito.

E então, sob os auspícios do BB e da pátria educadora, os paulistanos poderão ouvir Lobão cantar sua ode à “impostora eleita”.

Como notou um tuiteiro, podemos todos imaginar as lições que Lobão dará à sua plateia nos intervalos das músicas que executará.

Por: Paulo Nogueira

Fonte: DCM

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Juazeiro do Norte (CE): Ministério Público pede afastamento de prefeito e secretário

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) pediu a Justiça o afastamento do prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Antônio de Macedo, o Raimundão, por improbidade administrativa devido ao não pagamento do piso salarial dos professores da rede pública. Além dele, o secretário de Educação do município, Geraldo Alves da Silva teve um pedido de afastamento feito contra ele pelo MPCE. O requerimento data do dia último dia 22.

De acordo com o órgão, a ação civil pública requere o afastamento dos gestores municipais devido a lesão à Constituição Federal, que pede o pagamento do piso salarial aos profissionais da educação. Além disso, postula o ressarcimento integral de eventual dano; perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por cinco anos; pagamento de multa civil; e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

A ação foi interposta pelo promotor de Justiça da Infância e da Juventude de Juazeiro do Norte, José Carlos Félix da Silva, com o intuito de garantir as reivindicações feitas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juazeiro do Norte (SISEMJUN) para pôr fim a greve deflagrada no dia 19 de fevereiro de 2015 e apurar ato de improbidade administrativa referente ao descumprimento de Lei que estabeleceu o piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública.

Segundo o promotor, ficou comprovado que o Município de Juazeiro do Norte não concedeu aos professores o reajuste estabelecido pelo Ministério da Educação para o ano de 2015 no patamar de 13,01%, e sim apenas o percentual de 6,5%, motivo que ensejou a greve dos professores municipais que já dura mais de dois meses.

Apesar de várias tentativas do promotor de Justiça em negociar com o Município e o Sindicato, o prefeito Raimundo Macedo e o secretário Geraldo Alves mantiveram-se irredutíveis em aplicar o reajuste de 13,01% nos salários dos professores, ensejando a instauração da ação civil pública pelo Ministério Público pleiteando liminar de afastamento das funções dos referidos gestores.

Segundo José Carlos Félix da Silva “o argumento utilizado pelo secretário de Educação em conjunto com o procurador-geral do Município nas frustadas audiências conciliatórias de que a integralização do piso salarial municipal implicaria impacto sem precedentes no orçamento, não pode prosperar, tendo em vista que o simples cumprimento da mesma Lei pelos Poderes Executivos das cidades circunvizinhas afasta o alegado “impacto sem precedentes” no orçamento municipal.

Para o promotor, se o Município apresenta incapacidade para cumprir com as obrigações do reajuste, deveria apresentar ao Ministério da Educação solicitação fundamentada acompanhada de planilha de custo para comprovar a necessidade de complementação pela União e não negar um direito fundamental dos professores que já percebem tão pouco e é uma classe tão desprestigiada pelo Poder Público em todas suas esferas.

O pagamento do piso salarial e as condições adequadas de trabalho vincula-se ao que estabelece a Constituição Federal como um dos princípios do ensino: “garantia de padrão de qualidade; e não é segredo afirmar que grande parte das escolas públicas não oferecem condições adequadas de trabalho”, afirmou o promotor de Justiça.

Versão da Prefeitura
A reportagem tentou conversar com o prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Mâcedo (PMDB). O mesmo, no entanto, não foi localizado no município e o número celular do prefeito estava desligado ou fora da área de cobertura. Também não foi possível localizar o secretário de Educação de Juazeiro do Norte, Geraldo Alves. O Procurador do município também não atendeu às ligações feitas para seu número celular.

Conforme a assessoria de Imprensa do município, o gestor ainda não havia se manifestado sobre o pedido feito à Justiça pelo Ministério Público do Ceará. A assessoria esclareceu, no entanto, que a Prefeitura encaminhou à Câmara de Vereadores, na última quinta-feira (23), projeto que reajusta o salário do professorado em mais 6,5%. Desta forma, somado com o reajuste concedido no mês passado nos mesmos índices, o município atende a reivindicação dos professores e garante os 13,01% de aumento no Piso Nacional do Magistério, conforme determinado no início do ano pelo Ministério da Educação.

Com a aprovação do novo reajuste, que deve acontecer na sessão desta terça-feira (28), a expectativa é que haja o anúncio do fim da greve e os professores retornem para sala de aula.

Fonte: Diário do Nordeste

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Movimentos sociais "descomemoram" 50 anos da Rede Globo

Organizações sociais como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação (FNDC), entre outros, promoveram neste domingo (26) atos para "descomemorar" os 50 anos da Rede Globo.

"A Globo é um império constituído a partir da relação com a ditadura", afirma ao iG Adriana Oliveira Magalhães, dirigente da CUT de São Paulo.

Os atos foram realizados em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília.

Há alguns dias, a Rede Globo vem comemorando o meio século de vida com quadros especiais no Jornal Nacional. No sábado (25), logo depois da novela "Babilônia", vai exibir um show gravado nesta quinta-feira (23) no ginásio do Maracanãzinho (no Rio de Janeiro), que teve participação de Tony Ramos, Renato Aragão, Angélica, Gustavo Lima, Michel Teló e Anitta.

O MTST vai levar ao protesto todos os que estão na Ocupação Vila Nova Palestina –cerca de 5 mil famílias, segundo Ana Paula Ribeiro, coordenadora nacional do movimento.

"A Globo é o filtro de boa parte dos brasileiros, e não retrata de fato a realidade. O MTST fez parte de notícias da Globo, mas em apenas poucos segundos, enquanto o parto da Xuxa [hoje na concorrente Record] ganha o jornal inteiro. É desigual."

Adriana Magalhães, da CUT, afirma que "existe uma luta de pelo menos 20 anos para que no nosso país tenhamos uma nova lei para a concessão pública de rádio e TV, como se tem nos EUA, Argentina, Reino Unido. Existe um monopólio nos meios de comunicação do Brasil que não dá voz para todos os setores organizados da sociedade".

As entidades divulgaram o manifesto "50 Anos da TV Globo: Vamos descomemorar", que diz, entre outras coisas, que a "revolta contra a Globo que ganha corpo está ligada também à postura sempre autoritária diante dos movimentos sociais brasileiros. As lutas dos trabalhadores ou não são notícia na telinha ou são duramente criminalizadas. A emissora nunca escondeu o seu ódio ao sindicalismo, às lutas da juventude, aos movimentos dos sem-terra e dos sem-teto".

Procurada pelo iG, a Rede Globo disse, por meio da assessoria de imprensa: "Não comentamos eventos que ainda não aconteceram".

Fonte: Último Segundo

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Crato (CE): Prevenção e combate à dengue são intensificadas

A Secretaria de Saúde do Crato, com as últimas chuvas, vem tendo uma preocupação maior no combate à dengue. O secretário de Saúde, Lucimilton Macêdo, esteve reunido com os agentes de Endemias, no sentido de fortalecer as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Até o momento, foram confirmados 18 casos da doença na cidade, mas preocupa o número de notificações, conforme o secretário.

Com isso, os agentes solicitaram o maior número de equipamentos e materiais necessários e foram atendidos pela Saúde para facilitar o trabalho em todo o Município. Com isso, o secretário solicitou mais empenho dos profissionais de Endemias, para intensificar o trabalho, principalmente nas áreas de maior risco de proliferação do mosquito. Ele ainda faz um apelo à população, que tem sua cota de responsabilidade, além da própria secretaria. “A melhor maneira de prevenir a dengue é por meio da prevenção e é importante que cada pessoa, em um dia da semana na sua casa, verifique se existe algum foco de dengue”, ressalta.

Quanto ao fumacê, ele diz que não é a melhor opção, mas sim deve acontecer a prevenção. O carro vem no último caso. “Pedimos o apoio da população para essa batalha.  O carro fumacê vai sair nas ruas, mas o mais importante mesmo é prevenir”, diz ele.

O secretário ainda afirma que o trabalho da saúde vem obtendo avanços. Mais cinco unidades de saúde serão construídas em Crato, além de outras que estão passando por reforma. Lucimilton diz que, aos poucos, o Crato avança e, a longo prazo, haverá um bom resultado.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Banco Mundial aponta que Brasil praticamente erradicou a pobreza extrema

O Brasil conseguiu praticamente eliminar a pobreza extrema e fez isso mais rápido que seus vizinhos. A afirmação é do Banco Mundial, que em seu último relatório ressalta que o número de brasileiros vivendo com menos de 2,5 dólares (cerca de 7,5 reais) por dia caiu de 10% para 4% entre 2001 e 2013. O estudo “Prosperidade Compartilhada e Erradicação da Pobreza na América Latina e Caribe” acrescenta que a renda de 60% dos brasileiros aumentou entre 1990 e 2009 e que o Brasil é um dos exemplos mais brilhantes de redução de pobreza na última década.

“Ao todo 25 milhões de pessoas deixaram de viver na pobreza (extrema ou moderada), isso representa uma em cada duas pessoas que saíram da miséria na América Latina e no Caribe entre 1990 e 2009. Os autores explicam que, até 1999, os índices de pobreza extrema no Brasil e no restante da região eram semelhantes e rondavam os 26%. Foi em 2012 que a instituição começou a observar uma maior redução em território brasileiro: 9,6% ante 12% do restante do continente.

A instituição explica as causas dos bons resultados, em um momento em que um Brasil estagnado batalha para não entrar em recessão. A primeira é o crescimento econômico a partir de 2001, iniciado durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, “bastante mais estável que o registrado durante as duas décadas anteriores”. Em segundo lugar são elogiadas as políticas públicas que têm como objetivo a erradicação da pobreza, como o Bolsa Família, que oferece uma modesta renda mensal em troca da escolarização dos filhos, ou o Brasil sem Miséria, pensado para os mais pobres. Em último lugar se destaca o mercado de trabalho nacional, onde as taxas de emprego formal aumentaram 60% e a evolução do salário mínimo, hoje de cerca de 260 dólares (788 reais).

“O crescimento, modesto mas contínuo, tornou-se mais inclusivo graças a políticas fortemente enfocadas na redução da pobreza e a favor de um mercado de trabalho forte”, afirma o relatório, que adverte que o desafio ainda não acabou: “Embora o país tenha eliminado quase por completo a pobreza extrema na última década, 18 milhões de brasileiros continuam vivendo na pobreza, um terço da população não conseguiu acessar a classe média e se mantém economicamente vulnerável”.

Brasil e México têm metade da população latino-americana extremamente pobre, mais de 75 milhões de pessoas. A desigualdade, acima da média da região, é outro aspecto para o qual alerta o Banco Mundial: “O 0,1% mas rico da população brasileira fica com 13% da renda, mais do que os 11% que chegam aos 40% mais pobres”. Os motivos que levam o Brasil a manter uma enorme disparidade social estão na má qualidade dos serviços públicos, o que os autores do relatório chamam de “estagnação da produtividade”. O conceito se explica pelo contexto de “baixo nível de investimento, infraestrutura precária, pouca especialização dos trabalhadores e um ambiente de negócios que não favorece o setor privado e a concorrência” em que o Brasil está mergulhado.

Entre as recomendações do Banco Mundial para continuar enfrentando a pobreza apesar do fraco crescimento econômico está a de não aumentar os impostos. A arrecadação equivale hoje a 33% do PIB e é uma das mais altas do mundo. Os autores sugerem ajustes fiscais para promover o gasto público eficiente para incentivar a competitividade, melhorar a infraestrutura e os serviços públicos, além de não abandonar os programas sociais.

Uma reforma tributária, segundo os especialistas, favoreceria os mais pobres já que muitos impostos são cobrados na compra de produtos, para onde vai a maior parte da renda dos mais pobres.

Fonte: El País

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Revoltada, Sheherazade começa a projetar sua saída do SBT

Rachel Sheherazade está tomada pela fúria. Divina ou não. A apresentadora rejeita a proibição de fazer expressões faciais no SBT Brasil. Sente-se censurada pela direção de jornalismo da emissora.

O caso eclodiu na quinta-feira (23), quando ela bufou e fez cara de enojada após a exibição de matéria sobre adolescentes que praticam sexo, engravidam e contraem doenças sexuais durante bailes funk.

Sheherazade foi convocada para uma reunião de emergência com o diretor de jornalismo do SBT, Marcelo Parada. Ele determinou o fim das ‘caretas’ de desaprovação na bancada.

A apresentadora saiu da sala inconformada. Na redação, chegou a dizer que estava sendo vítima de censura interna. O clima entre a jornalista e a equipe do SBT Brasil atingiu alto nível de tensão.

Rachel teria insinuado que poderia se queixar da nova proibição diretamente com o responsável por sua contratação, Silvio Santos, dono do canal.

Foi ele quem a trouxe da TV Tambaú, afiliada do SBT na Paraíba. Sheherazade estreou no SBT em maio de 2011. Desde então protagonizou várias polêmicas suscitadas por seus comentários diante das câmeras.

A maior delas aconteceu em fevereiro do ano passado, quando a âncora defendeu a ação de pessoas que prenderam um assaltante menor de idade a um poste, no centro do Rio. Classificou o ato de “legítima defesa coletiva”.

O comentário gerou protestos de entidades, políticos e uma ação do Ministério Público Federal contra o SBT. A repercussão negativa fez a direção da emissora suspender o espaço para opiniões pessoais no telejornal.

Evangélica e com ideologias de direita, Rachel Sheherazade não esconde as influências da religião e de seu pensamento político na atividade como jornalista, seja no SBT, na Rádio Jovem Pan, em seu blog ou nas redes sociais.

Esse posicionamento cristão e anti-esquerda (ela participou com o marido e os filhos dos protestos contra o governo e a corrupção, em março), a fazem ter muitos admiradores — e quantidade proporcional de desafetos e haters.

No ano passado, o contrato de Sheherazade com o SBT foi renovado até 2018. Houve a promessa de um programa solo, no qual ela teria 100% de liberdade para expor opiniões. O projeto não saiu do papel.

O evidente descontentamento da apresentadora com o canal de Silvio Santos projeta uma possível troca de emissora. Isso quase aconteceu em 2014, quando a Band se mostrou interessada em tê-la como estrela de telejornal ou programa de entrevistas.

O blog apurou que diretores da cúpula da Record aprovariam sua contratação. Em um momento de ascensão de audiência, o jornalismo da emissora de Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, não tem nenhum âncora tão midiático como Sheherazade.

Fonte: Sala de TV/Terra

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Quatro capitais registram protestos contra a Rede Globo

No domingo (26) que marca os 50 anos de fundação da Rede Globo, movimentos sociais e sindicatos promoveram neste domingo em quatro capitais protestos contra a emissora fluminense por sua suposta colaboração com a ditadura militar e numa campanha de apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Os atos aconteceram em São Paulo (SP), Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG) e foram apoiados por sindicatos como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e Movimento dos Sem-Terra (MST).

Em São Paulo, a concentração ocorreu na Praça General Gentil Falcão, que fica próxima da sede paulista da emissora. A seguir, o grupo seguiu em marcha ao local. Estimativas iniciais dos organizadores indicam que pelo menos mil pessoas participaram do ato.

Na sede da emissora em São Paulo, no bairro do Itaim Bibi, protestantes picharam a fachada com frases como "Globo mente", "Globo golpista" e "assassina".

Também foram realizados atos em Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS). Na capital gaúcha, a afiliada da Rede Globo foi denunciada na Operação Zelotes, da Polícia Federal, que investiga manobras para sonegar impostos.

Fonte: Último Segundo

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Crato (CE): Reunião do PRODECRATO debate formas de financiamento com empreendedores

Um encontro para debater o processo de planejamento para novas ações em prol do crescimento do Município, por meio do Programa de Desenvolvimento do Crato (PRODECRATO). Na ocasião, foram apresentadas para os empresários do Município as principais propostas voltadas ao financiamento de novos empreendimentos. A reunião foi realizada na última sexta-feira, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Crato, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

O representante da superintendência do Banco do Nordeste (BNB), André Bernard Ponte Lima, Gerente Estadual da Célula de Negócios do BNB, realizou ampla explanação dos projetos desenvolvidos pelo órgão financiador no Nordeste e outras regiões do Brasil e as principiais ações de financiamento, oferecidos pelo banco, através do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNDE).

Ele destacou as condições de investimentos com taxas de juros mais baixas e prazos mais longos. Diante disso, esclareceu diversas dúvidas para os participantes. “As condições diferenciadas podem chegar a prazos de 12 anos, com quatro anos de carência, permitindo o investimento para o empresário de forma mais facilitada e taxas de juros para empreendimentos urbanos, de 7% ao ano, e fixa. E para a área rural chega a ser mais baixa”, diz ele. Para André, esse projeto para o Crato catalisa investimentos para a cidade e iniciativas como essa atrai investidores de fora para aportar os seus negócios.

Mais empresas para o município
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Crato, Venâncio Saraiva, disse que há um ano o PROCRATUR era lançado com a finalidade de possibilitar o debate e o planejamento de novas propostas em prol do Município. Durante esse primeiro momento várias portas foram abertas e o programa apresentado em diversos setores econômicos. Os resultados, segundo ele, começam a se apresentar com a abertura de novas empresas, em 20 áreas que serão ocupadas com empreendimentos em vários setores. Além dessa nova possibilidade de crescimento, com a perspectiva de mais de 300 novos postos de trabalho.

O secretário disse que a luta nesse momento é possibilitar a formação de profissionais qualificados para o mercado de trabalho. Por conta disso, o Município vem pleiteando o prédio do antigo SESI, junto à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), da superintendência do SESI e também do Senac, como forma de garantir uma estrutura adequada para esse processo de formação, mas ainda aguarda resposta.

O médico Roberto Jamacaru foi um dos participantes do encontro. Ele destacou o processo de engajamento de profissionais de saúde de diferentes especialidades, que juntos estão articulando forma de atendimento no setor privado, cada vez mais qualificada com serviços amplos e facilitados para os usuários, com o ‘Corredor da Saúde’. Ele ressaltou a participação do setor público, por meio da Sedetur, dentro desse processo, como forma de incentivo para estimular um dos segmentos que teve grande relevância regional há algumas décadas e que é necessário se fortalecer para ofertar melhores serviços à população, por meio do setor privado.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Congresso Nacional: Em breve, revogaremos a República e a Lei Áurea

Os movimentos sociais, organizações e setores da sociedade civil de caráter mais progressista sempre empurraram o Congresso Nacional para que ele fosse menos conservador do que a população do país. Em outras palavras, a força da mobilização e da organização desses grupos na política nacional conseguia fazer com que esse descompasso acontecesse entre a representação política e a realidade.

Boa parte desse pessoal, contudo, contava com relações com o Partido dos Trabalhadores e, na minha opinião, enfraqueceram-se ao fazer parte de sua base de apoio por várias razões – do “vamos influenciar o programa'', passando pela “escolha do menos pior'', resvalando ao “é um governo ruim, mas é melhor que o outro'' ao “cargo amigo''. Além disso, houve um afastamento dos militantes tradicionais desses movimentos sociais ou mesmo de partidos políticos com o distanciamento do governo federal com pautas tradicionais da esquerda e a caminhada em direção ao pragmatismo político e do vale-tudo da governabilidade. Estou atualizando essa análise que fiz há algum tempo, pois o tempo pede.

Há um intenso desgaste com a atuação média de representantes sindicais que estavam no Parlamento, independentemente de partido. Não é que o motor capital-trabalho tenha deixado de empurrar a História, muito pelo contrário. Mas uma parte das pessoas que clamam para si a autoridade de falar pelos trabalhadores há muito só falam por interesses corporativistas (na melhor das hipóteses) ou por si mesmas, na maioria das vezes. Muitos deles nem participaram de ações importantes, como a aprovação da PEC do Trabalho Escravo ou a campanha contra a ampliação da terceirização legal. Ou, pior, votaram a favor desse projeto de lei que representa o estrangulamento da CLT.

Empresários, por outro lado, são sempre bem representados. Em sua maioria, podem financiar campanhas que estão cada vez mais caras. Dessa forma, há uma distorção de representatividade: não são necessariamente grupos ou ideias que possuem assento, mas o dinheiro. Se não garantirmos limites para o financiamento privado de campanha, a situação vai só piorar. De um lado, aumentando a dificuldade de eleição de quem não tem recursos e não quer sujar as mãos para se eleger e, do outro, gerando mais corrupção através de quem aceita se “endividar'' com doadores de campanha. Nesse meio do caminho, surgem “petrolões'', “mensalões'' e “trensalões'' que ajudam a garantir financiamentos dos próprios partidos ou de duas bases aliadas.

Há boas pessoas que fazem um bom trabalho, independente do partido, sejam elas conservadoras ou progressistas. Pessoas que estão no parlamento e já honram a função que exercem e outras entrando pela primeira vez, cheias de ideias. Essas pessoas estão se frustrando diante da impossibilidade de garantir direitos adquiridos com base em lutas sociais ao longo de décadas.

Acompanho pautas que dizem respeito à defesa dos direitos humanos. E marcos legais que garantem dignidade aos mais pobres, como a que pune o trabalho escravo contemporâneo, estão por um fio para serem mudadas e reduzidas.

Parlamentares já elencaram essas leis como “barreiras'' a serem removidas nos próximos quatro anos para garantir o “progresso''. E esses grupos, que deram especial sustentação à eleição do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, estão agora passando a fatura.

A violência é um problema real no Brasil. Dezenas de milhares são assassinados anualmente e muito pouco é investigado, menos ainda indiciado, uma pequena fração julgada e quase ninguém punido conforme a lei. Mas as narrativas da violência urbana, que já existiam, circulam com mais força graças não apenas às redes sociais, mas também a determinadas pessoas que se dizem jornalistas mas, na verdade, espalham o ódio e o terror (lembrando, é claro, que a mídia pode funcionar como partido político). A situação da segurança pública é péssima mas, acredite: não raro, a espiral do vale-tudo pela audiência do jornalismo escreme-que-sai-sangue faz ela parecer o rascunho do mapa do inferno.

Há soluções mais efetivas do que a redução da maioridade penal (usada para atacar a “causa'' do problema quando, na verdade, nem resvala na “consequência''). Contudo, mandar a criançada para o xilindró é um discurso facilmente deglutível – tanto que pesquisas mostram que até 93% da população são a favor dele. Usar e abusar desse discurso, bem como o da repressão policial, ajudou a elevar o número de pessoas eleitas que surfaram no medo da população, aumentando as bancadas da bala e da segurança pública.

Ao mesmo tempo, o número de parlamentares evangélicos cresceu porque tinha que crescer mesmo. Havia uma sub-representação desses grupos, organizados em uma série de igrejas com pontos de vista diferentes. Eles não formam um movimento coeso como a Frente Parlamentar da Agropecuária (que cresceu junto com a força econômica do agronegócio no país). Pelo contrário: há gente que se detesta de ódio mortal entre eles. E, ao contrário do que pregam críticos inconsequentes, nem todos são reacionários. Muitos são bem progressistas, diga-se de passagem.

Há uma desmotivação muito grande com a democracia representativa tradicional. Isso vale tanto para jovens que estão cheios de gás para “mudar o mundo'' quanto para militantes, ativistas e figuras proeminentes da esquerda brasileira. Pessoas que, em outras épocas, aceitariam candidatar-se ao Parlamento para serem puxadoras de votos. Hoje, muitas querem distância. Tem medo de pegar tétano se chegarem muito perto.

A base do PT e do PSDB, que possuem quadros para discutir e defender o interesse coletivo, parecem estar mais preocupados com governabilidade e obstruções. A corrupção deve ser combatida e uma limpa-geral seria necessária e bem-vinda. O problema é que enquanto uns se preocupam apenas em se defender e outros em atacar, deixando o caminho livre para quem defende pautas bizarras, o Brasil vai retornando ao período colonial.

Liberação da terceirização para qualquer atividade da empresa. Transferência do poder de demarcação de Terras Indígenas para deputados e senadores. Redução da maioridade penal para 16 anos. Proibição de adoções por casais do mesmo sexo. Alteração do conceito de trabalho escravo contemporâneo para diminuir as possibilidades de punição. Redução da idade mínima para poder trabalhar de 14 para 10 anos. Proibição do aborto nos casos de estupro, risco de vida para a mãe e má formação fetal. Aprovação da pena de morte. Fim do voto feminino. Derrubada da República. Revogação da Lei Áurea…

Não sou pessoa de fé. Mas se Deus existir, que nos ajude.

Por: Leonardo Sakamoto

Fonte: Blog do Sakamoto/UOL

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Crato (CE): Sobre a operação do MP na Prefeitura: "Foi só um show!"

Uma operação do Ministério Público autorizada pela justiça terminou em nada, por determinação da própria justiça na cidade do Crato.

Promotores, com mandados em mãos e apoiados pela polícia invadiram residências de secretários municipais e levaram pertences, computadores e até dinheiro. Tudo filmado pela TV, repórteres de rádio registrando tudo, um show.

O secretário de Governo do prefeito Ronaldo Gomes de Matos, Rafael Branco, foi à justiça e o juiz mandou liberar tudo que havia sido apreendido. "O juiz me disse que tudo que foi recolhido estava jogado na sala dele, os promotores não olharam nada, sumiram e ele achou tudo estranho. Foi só um show. Até o procurador Igor Pinheiro que comandou tudo sumiu, dizem que pediu férias e vai morar em Portugal", declarou o secretário de Governo do prefeito. Com a palavra o Ministério Público.

Fonte: Blog do Roberto Moreira/Diário do Nordeste

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Economista de Columbia defende Bolsa Família

Se a carga tributária brasileira precisa ser repensada, bem como os serviços prestados pelo Estado à sociedade, o Bolsa Família é um programa que deve ser preservado, na opinião do economista Thomas Trebat, diretor do Columbia Global Center Latin America e professor da Universidade de Columbia. 

"A carga tributária nada mais é que do que outra face da moeda [dos governantes], a demanda por serviços do Estado. O povo espera pensão, educação, saúde, infraestrutura, emprego. Isso tudo é muito caro. Acho que o debate sobre carga tributária não vai a lugar nenhum até a sociedade sentar e dizer que a carga tem que ser diminuída, quais serão os serviços que poderemos dispensar", afirma ele.


Para Trebat, um exemplo é a quantidade de ministérios no país, algo aceito pela sociedade. "Está faltando no país um debate honesto sobre o que nós vamos deixar de gastar, e, depois poderemos ver a carga tributária. Se os prestados pelo Estado, em diversas formas, só tende a crescer, e a sociedade só quer mais serviços, então é uma coisa que não tem solução. A carga tributária não só não vai diminuir, se não vai ligeiramente aumentar no Brasil."

Para ele, que afirma que o Estado brasileiro tem obrigações demais e que parte da sociedade deveria assumir tais papeis, serviços de transferência de renda, como o Bolsa Família, devem ser mantidos.

"Eu, como economista, vejo as evidências empíricas, vejo o gasto, vejo o resultado e concluo que esses programas de Bolsa Família são razoáveis, tem um alto retorno social e econômico, mas o debate no Brasil é muito envenenado. (...) Queremos tirar esse benefício, mas não houve um debate rico na sociedade, de entender, como eu acho que pode ser demonstrado, que o Bolsa Família é bom para todo mundo, não é apenas uma caridade, não é uma benevolência de um governo interessado. Esse tipo de gasto deveria ser preservado."

Fonte: Folha.com

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Com 103 casos de sarampo, Ceará prorroga campanha de vacinação

O Ceará já tem 103 casos confirmados de sarampo  em 2015, de acordo com Boletim Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (24), pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Em 2014, foram confirmados 95 casos de sarampo no Ceará. Por causa do aumento no número de casos, a Secretaria de Saúde decidiu prorrogar a camapanha de vacinação contra a doença até o próximo sábado, 2 de maio.

No quatro primeiros meses de 2015, foram notificados 797 casos da doença, dos quais 604 foram descartados e outros 90 estão em investigação. De acordo com a Sesa, o Estado vive um surto de sarampo que já dura 15 meses, sendo este considerado  extensão do surto de sarampo de Pernambuco que ocorreu nos anos de 2013 e 2014. Em todo o Brasil, foram registrados 104 casos de sarampo em 2015: Ceará (103) e Roraima (1).

A população-alvo da campanha de intensificação está recebendo uma dose da vacina dupla viral, que também protege contra a rubéola. Em qualquer dia, independentemente da campanha de vacinação, as pessoas que têm de 30 a 49 anos de idade, que nunca se vacinaram ou não têm comprovação de vacina, são imunizadas nos postos de saúde.

Surto
De acordo com a Sesa, desde o início do surto, em dezembro de 2013, foram notificados no Ceará 3.224 casos suspeitos de sarampos. Desse total, 2.335 foram descartados e 799 confirmados. De 2014 a 2015, o município com maior incidência foi Massapê, 349,6 por 100 mil habitantes, seguido por Uruburetama 300,7 por 100 mil habitantes e Caucaia 103,3 por 100 mil habitantes. A incidência no Estado do Ceará é de 9,1.

Sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. É transmitida diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

De acordo com especialistas, essa forma de transmissão é responsável pela elevada contagiosidade da doença. Entre os sintomas da doença estão febre, tosse, manchas brancas na parte interna das bochechas, coriza, conjuntivite, mal-estar e perda de apetite.

Em janeiro, representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde se reuniram em Fortaleza para discutir a quantidade de casos de sarampo no Ceará. Segundo o Ministério da Saúde, o estado pode tirar das Américas o status de área livre do vírus do sarampo caso a doença não seja contida. “É um momento de concentrarmos esforços. Crianças de 6 meses até 5 anos devem estar devidamente vacinadas”, afirmou a coordenadora nacional de imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Vacina
A vacina é eficaz em cerca de 97% dos casos. Deve ser aplicada em duas doses a partir do nono mês de vida da criança. Exceção feita às mulheres grávidas e aos indivíduos imunodeprimidos, adultos que não foram vacinados e não tiveram a doença na infância também devem tomar a vacina.

A principal forma de prevenção é a vacinação, por meio da tríplice viral disponível nos postos de saúde durante todo o ano. “Se a pessoa não sabe se tomou a vacina tríplice viral, se não sabe se teve sarampo na infância e não tem nenhum comprovante de vacina, deve procurar um posto de saúde para se vacinar”, alerta Renata Dias, assessora técnica de Imunização da Secretaria de Saúde do Município (SMS).

Fonte: G1 CE

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Nove órgãos abrem 3,3 mil vagas em concursos públicos

Pelo menos 9 órgãos abrem inscrições na segunda-feira (27) para 3.386 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de todos os níveis de escolaridade.

Os salários chegam a R$ 15.217 na Prefeitura de Curitiba. Somente na Polícia Militar de São Paulo são 2 mil vagas.

Departamento Penitenciário Nacional (Depen)
O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) divulgou edital de concurso público para 258 vagas em cargos de níveis médio/técnico e superior. Os salários vão de R$ 3.679,20 a R$ 5.403,95. As inscrições devem ser feitas de 27 de abril a 17 de maio pelo site www.cespe.unb.br/concursos/depen_15. As provas objetivas serão aplicadas na data provável de 28 de junho. O concurso terá validade de 2 anos e poderá ser prorrogado, uma vez, pelo mesmo período.

Marinha
A Marinha divulgou dois editais para um total de 273 vagas, sendo 230 vagas para o Colégio Naval e 43 para a Escola Naval. Para o colégio, as inscrições podem ser feitas no período de 27 de abril a 15 de junho pelos sites www.ensino.mar.mil.br e www.ingressonamarinha.mar.mil.br. Já para a escola, as inscrições estarão abertas de 27 de abril a 5 de junho. Os candidatos serão avaliados por meio de prova objetiva, além de inspeção de saúde, teste de aptidão física, entre outros.

Polícia Militar de São Paulo
A Polícia Militar do Estado de São Paulo vai abrir concurso público para 2 mil vagas de soldado PM de 2ª classe do Quadro de Praças de Polícia Militar (QPPM). O salário é de R$ 2.901,03. As inscrições estarão abertas de 27 de abril a 22 de maio pelo site www.vunesp.com.br. As provas escritas serão aplicadas na data provável de 5 de julho, a partir das 14h.O concurso terá validade de 90 dias e poderá ser prorrogado por igual período.

Prefeitura de Catolé do Rocha (PB)
A Prefeitura de Catolé do Rocha (PB) divulgou edital de concurso público para 48 vagas em cargos de níveis fundamental, médio e superior. As remunerações vão de R$ 788 a R$ 5.075,59. As inscrições estarão abertas de 27 de abril a 10 de maio pelo site http://comvest.uepb.edu.br. A prova objetiva está prevista para o dia 31 de maio.

Prefeitura de Curitiba (PR)
A Prefeitura de Curitiba abrirá concurso público para 460 vagas em cargos de níveis médio e superior. Os salários vão de R$ 2.362,80 a R$ 15.217. As inscrições podem ser feitas de 27 de abril a 20 de maio pelo site www.nc.ufpr.br. As provas estão previstas para o dia 28 de junho.

Prefeitura de Jaguaruçu (MG)
A Prefeitura de Jaguaruçu (MG) fará processo seletivo para 13 vagas em cargos de níveis médio e superior. As remunerações variam de R$ 872 a R$ 2.180. Os candidatos podem se inscrever de 27 de abril a 10 de maio pelo site www.integralsolucoes.com.br. A validade da seleção será de 2 anos, podendo ser prorrogado por igual período.

Prefeitura de Pesqueira (PE)
A Prefeitura de Pesqueira (PE) divulgou edital de concurso público para 87 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários variam de R$ 788 a R$ 1.595,82. As inscrições devem ser feitas de 27 de abril a 30 de maio pelo site www.funvapi.com.br. A prova objetiva será aplicada na data provável de 12 de julho.

Prefeitura de Santa Rita do Araguaia (GO)
A Prefeitura de Santa Rita do Araguaia (GO) vai abrir concurso público para 97 vagas em cargos de níveis fundamental, médio e superior. Os salários vão de R$ 788 a R$ 10 mil. As inscrições estarão abertas de 27 de abril a 22 de maio pelo site www.torresadvogadosassociados.com.br. Todos os candidatos serão avaliados por meio de prova objetiva, ainda haverá prova de títulos para os cargos de nível superior e prova de digitação para agluns cargos.

Prefeitura de São José do Rio Claro (MT)
A Prefeitura de São José do Rio Claro (MT) fará concurso para 150 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de todos os níveis de escolaridade. As remunerações variam ade R$ 788 a R$ 10.609,07. As inscrições podem ser feitas pelo site www.grupoatame.com.br no período de 27 de abril a 14 de maio. A prova está prevista para o dia 14 de junho.

Fonte: G1

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