Digitalização de arquivos da ditadura descobre trabalhos inéditos de Djavan, Jorge Mautner e outros artistas

Uma equipe de 12 pesquisadores do Arquivo Nacional desde o início do ano está levando a cabo um projeto de valor imensurável para a memória da música popular brasileira: a organização e digitalização de todo o acervo musical submetido à censura. Perdidas entre cerca de 77 mil documentos do Serviço de Censura e Diversões Públicas, arquivados pela Polícia Federal de 1968 a 1988, período em que vigorou a censura no regime militar, estão letras esquecidas de artistas como Djavan, Aldir Blanc e Jorge Mautner,entre outros registros valiosos aos quais O GLOBO teve acesso com exclusividade.

Custeado pelo BNDES, o projeto prevê a disponibilização de todo esse acervo ao público pela internet a partir do ano que vem, quando será concluído, facilitando a realização de inúmeras pesquisas acadêmicas, documentários e biografias. No garimpo, os técnicos encontraram as jusitificativas para as proibições de Aldir Blanc (“Antes e depois”, censurada por apresentar “conteúdo erótico”) e Jorge Mautner (“Papoulas e arco-íris”, vetada pelo conteúdo “alienado, extraterrestre”), além de pareceres curiosos sobre letras de Egberto Gismonti e Geraldinho Carneiro (“Corações futuristas”) e Nelson Motta (“Boa viagem”).

— Todas as histórias já conhecidas sobre músicas censuradas fazem parte deste acervo, que é de extrema importância para a História do país — diz Marcus Alves, coordenador do departamento responsável pela digitalização. — É o caso da letra de “Cálice”, por exemplo, ou das canções que Chico Buarque assinava como Julinho da Adelaide para burlar a censura. Mas agora, mexendo nestes documentos mais a fundo, reorganizando muitos dossiês que estavam separados, refazendo os protocolos, tivemos a chance de fazer um novo pente fino no material. E sempre surgem documentos curiosos e inéditos.

Djavan estava louco para gravar o primeiro disco. Em meados de 1974, o alagoano de 27 anos que se apresentava como crooner em boates cariocas compunha vertiginosamente para ter muitas canções para mostrar ao produtor musical Aloysio de Oliveira, que já havia lançado nomes como Tom Jobim e, então na Som Livre, decidira apostar nele. Quando chegou a 60 músicas, Djavan gravou-as em fitas cassete e entregou todas a Aloysio. O produtor escolheu 12, e assim nasceu o álbum “A voz, o violão, a música de Djavan”, a estreia formal do músico, em 1976.

Entre as 48 canções que tinham ficado de fora, no entanto, estava uma das preferidas de Djavan. Intitulada “Negro”, seria a única em toda a sua carreira que abordaria explicitamente o racismo. Algum tempo antes, de passagem por São Paulo, ele tinha sido preso pelo fato de ser negro. Foi o próprio policial quem falou: “Vai preso porque é preto”. A raiva virou música, mas a música virou só uma lembrança distante, assim como todas as outras. Foi um dos grandes arrependimentos da sua carreira: não ter pedido as fitas de volta ou ter feito uma cópia para si. Nunca mais soube delas.

Até a última quinta-feira. Foi quando o músico finalmente reencontrou a letra de cinco canções daquele montante, entre elas “Negro”, 41 anos depois de tê-la composto. Surpreso, arriscou uma melodia sobre os versos — “Negra é a luz que se fechou no ar/ Negro, lágrimas, correntes/ Que identificam a gente/ De maneira má/ Negro de coração forte/ Negro eu, negro você, vida negra” — e já cogita até regravá-la.

— Isto aqui é um presente, estou muito emocionado mesmo — comoveu-se Djavan, lamentando o fato de a letra ter sido rejeitada por um dos censores justamente pelo conteúdo racial. — Eu nem sabia que havia tido músicas censuradas! O que deve ter acontecido é que o Aloysio escolheu algumas canções daquelas 60 que eu mandei a ele, submeteu à censura as que considerou prováveis para o disco, como toda gravadora fazia à época, e lá elas ficaram arquivadas. Estou impressionado, que volta que as músicas deram para retornar às minhas mãos 40 anos depois... Fiquei muito chateado que o Aloysio não a tenha escolhido para o disco, puxa, eu queria ter falado disso no meu primeiro álbum. Naquela época, eu estava sofrendo muito preconceito racial, no Rio, sozinho, sem conhecer ninguém. Sofria rejeições para entrar nos lugares, tenho essa lembrança forte até hoje, e logo depois do episódio de São Paulo. Na época, o preconceito racial chegava a mim bem mais forte do que chega hoje, claro, depois da fama. Além de tudo, ela tem uma boa letra.

A história de “Negro” guarda ainda outro mistério: a letra passou por três pareceres de censores diferentes, como era praxe na época. Um a vetou, com a justificativa de que “traz à tona problema racial”, mas outros dois a aprovaram. Apesar do carimbo definitivo liberando a canção, ela nunca mais voltou às mãos de seu autor. As outras letras de Djavan encontradas pela equipe tiveram caminho semelhante: “Joana”, “Para comigo fazer”, “Como posso saber” e “Desgruda”.

— Eu me lembro desta, “Joana”. Eu estava muito influenciado por Dorival Caymmi. “Com a tarde vem Joana, meiga, pura, simples, triste/ Guarde seus olhos mulher/ Joana, faça de conta que nada tem a ver/ com o peso que há dentro de você” — cantarola o músico, divertindo-se com a avaliação da própria obra, décadas depois. — Esta outra aqui é muito boa também (refere-se a “Como posso saber”), mas esta é terrível (sobre “Desgruda”, que tem versos já com indícios djavânicos, como “Não se pode pensar, não se pode parar, na mulher de qualquer um/ Mas a sopa vem depois/ no amor que outrora foi de dois/ tem que ser devagar/ para não machucar/ o coração de qualquer um/ se a bronca bate à porta/ é sinal que vai ter zumzumzum”).

Em 1969, aos 23 anos, em meio ao clima dos festivais da canção, Aldir Blanc compunha como quem bebe água. Ainda trabalhava em hospital, como psiquiatra, e não tinha escrito nenhum de seus clássicos “O bêbado e a equilibrista”, “O mestre-sala dos mares” ou “Resposta ao tempo”, mas já conseguia classificar canções, uma atrás da outra, nos concursos. Como ele mesmo diz hoje em dia, “naquela época, eu me achava”.

Foi quando escreveu a letra de “Antes e depois” para uma melodia de um de seus parceiros à época, César Costa Filho. A letra evocava o antes e depois de uma relação sexual com belos versos, como “Antes de amar eu procurava tua boca, tua voz ficava rouca e tu deitavas no meu peito/ Durante o amor, pedias suplicante que eu não fosse só amante, e te amasse como a derradeira vez e fizesse do meu ser o teu/ Depois de amar, adormecias qual menina, desmaiada e pequenina, que mentiu que era mulher/ E nessas horas, eu te olhava adormecida, pressentindo a despedida, te fazendo cafuné”.

— Quem era louco para gravar essa música era o Taiguara, que achava linda a canção. Era uma época muito boa, a gente compunha quatro horas por dia, em reuniões na casa em que morava o Gonzaguinha... — comenta César Costa Filho, feliz por reencontrar a canção, 45 anos depois de tê-la composto.

A música foi classificada — mais uma! — no Festival Fluminense da Canção, que seria transmitido pela TV. Para isso, Aldir e César deviam antes submetê-la à censura, como era praxe nos anos de chumbo. Mas para desalento dos dois, que só queriam cantar o amor, a letra foi censurada. E, assim como a de Djavan, que também só queria cantar o racismo que enfrentava, foi mais uma inédita que ficou todo esse tempo escondida no Arquivo Nacional, encontrada agora pelos técnicos da instituição, durante o processo de digitalização do acervo. Junto à letra e aos pareceres de veto, acharam também uma pérola: uma carta de Aldir Blanc pedindo a liberação da música, que tampouco comoveu os censores.

O parecer do primeiro era curioso: “Bonitos versos. Pena que não possa aprovar. Puro erotismo”. A avaliação do segundo seguia: “Texto para maiores de 18 anos, portanto proibido para gravação em televisão”. O terceiro dava fé: “Vetada por ferir as normas de censura”.

Quando soube do veto, cravado no dia 30 de maio de 1970, Aldir apelou ao recurso que mais o favorecia: escreveu uma carta, com a caligrafia de médico que era, mas daqueles que se esforçavam para se fazer entender. Afinal, já era o “ourives do palavreado”, como diria mais tarde Dorival Caymmi.

A missiva é uma verdadeira peça literária. Ao defender a pureza da canção, ele apela até a Jesus Cristo: “Declino vossa atenção para o fato de que o erotismo está presente em todos os anúncios de TV, em todas as publicações de imprensa, sendo também parte relevante da literatura e da poesia mundial. Não obstante solicitamos a Vs. Sra. considerar que este caminho não é novo em música brasileira, como para exemplificar ‘Helena, Helena’, (refere-se a uma canção de Taiguara) na frase “com seus homens de renome”.(...) Consta do próprio punho do censor a frase “bonitos versos” em reconhecimento de que nossa ideia foi falar de um amor que não se fez nascer, que não é imoral, que foi praticado por nossos pais e pregado por Cristo em sua frase: ‘Crescei e multiplicai-vos’”.

— Acho que só fiz dois requerimentos desse tipo. Eu tinha uns 20 anos e me achava... O gozado é que a própria famigerada censora Dona Solange, apesar de a censura ser mantida, veio ao balcão, naquele “castelinho” da Praça XV onde depois instalaram o MIS, dar “parabéns pela beleza da letra”. Fabuloso, né? — comenta Aldir, emocionado por rever a música e a carta, das quais não se lembrava mais. — Depois, a Censura mudou para o Catete, envolvia policiais e a barra era mais pesada. Era preciso ir lá “conversar”. Foi quando aconteceu, e é fato já pra lá de sabido, a famosa história de censurarem “Navegante negro”, quando um policial negro me disse que o que estava pegando era a palavra “negro”... O truque era botar um título aleatório que não gerasse associações com outros títulos já censurados. Passamos (Aldir e João Bosco) para “O mestre-sala dos mares” e a censura, burra como toda censura, comeu mosca...

Em fevereiro de 1972, Jorge Mautner submeteu à censura a letra da canção “Papoulas e arco-íris”, que tinha versos como “Você é tudo que eu preciso, você é a chave de um perdido paraíso/ Tua alma foi bordada num veludo furta-cor/ com papoulas e arco-íris, num tapete persa voador/ Você fica voando, lá pro fundo de um continente, onde a gente é só a gente, num delírio de amor/ Você é tudo que eu preciso, você me leva pelo negro labirinto”. Foi demais para a censura, que vetou a música. A justificativa é hilariante: “O título nos leva a interpretações conhecidas: papoula (ópio) e arco-íris (sonhos coloridos). Além do mais, durante toda a letra o autor se mantém em constante vibração extraterrestre com frases usuais entre os ‘viajantes’, como ‘perdido no paraíso’, ‘longínquo Oriente’, ‘delírio de amor’, ‘negro labirinto’”. Mautner gostou tanto de reencontrar o documento que pretende gravar a música em seu próximo disco:

— Reencontrei a letra há algum tempo, quando comecei a mexer nos meus arquivos para fazer meu site e vou gravá-la. Mas este parecer eu não conhecia. “Vibração extraterrestre” é demais, não? — diverte-se o músico.

Em 1974, o poeta Geraldo Carneiro fez um poema que foi musicado por Egberto Gismonti. Intitulado “Corações futuristas”, dizia, em um trecho: “Dançar a ciranda, dançar a ciranda do sono, dançar a ciranda do sono perdido na noite”. Encaminharam a música à censura, e o texto do primeiro parecer tinha justificativas peculiares: “Seus autores pertencem à escola das teorias do futuro, porém de maneira estranha e confusa; usando de hermetismo, revelam-se descrentes, prevendo um mundo onde se pulará bandeira porque o sono fora perdido, e em meio à sombra e cachaça guardar-se-á segredo afogado. Considerando-a niilista e, tendo em vista que tal doutrina significa aniquilamento, portanto anti-social, sugiro que a mesma seja vetada”

Carneiro não fazia ideia da existência do documento:

— O parecer não tem pé nem cabeça. Fiquei orgulhoso por ela me considerar niilista, péssima influência para as gerações vindouras. Ela achava que eu era o Albert Camus de Madureira! Seu surrealismo revela o terror que vivíamos no princípio dos anos 70, lembro de ir diversas vezes à censura... Seria cômico se não fosse trágico — conta Carneiro, lembrando que o título da canção batizou um disco de Egberto, lançado em 1976.

Outro documento encontrado foi uma carta enviada por Nelson Motta, tal qual fez Aldir Blanc, pedindo a revisão da censura à letra de sua música “Boa viagem”, feita em parceria com Luiz Carlos Sá. No requerimento, datado de 5 de julho de 1971, Motta tentava convencer os censores:

“Fiz esta letra dedicando-a a cada estrofe a pessoas que amo e respeito: minha mulher, meu amigo e minha irmã. (...) Trata-se, óbvia e dignamente, da grande viagem da vida, do salto para o futuro, da vontade de cada dia assumir os riscos maravilhosos de uma vida e imprevista. Trata-se da viagem que leva para a vida. A todos que gosto, desejo boa viagem. Aos que falta coragem para o amanhã, tudo fica como antes, para eles há viagem. Nem boa nem má. Para eles só há estação. É tudo. Boa viagem!”

— Eu nunca ia lembrar disto! É um documento muito curioso, pois foi a primeira vez que pedi para liberarem uma música censurada. Eu tinha 26 anos, era uma música hippie, folkzinha, com esse clima de acampamento... Fico impressionado com a minha capacidade de mentir. É claro que a “viagem” que eu falava era de ácido lisérgico... — comentou Nelson Motta, surpreso.

Fonte: O Globo

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Crato (CE): Promessa de emprego atrai refugiados haitianos

Haitianos estão sendo atraídos para o Cariri com promessas de trabalho e encontram na região uma realidade diferente da proposta recebida em São Paulo. Antes de percorrerem mais de 3 mil quilômetros de ônibus e chegarem ao Crato, eles fizeram parte de uma lista em que os nomes são disponibilizados para empregos, organizada por um padre voluntário defensor da causa do povo haitiano que chega ao Brasil. A proposta, mesmo não sendo tão vantajosa, seria um recomeço para esses 17 trabalhadores em solo cearense. Grande parte deles deixou filhos e mulheres no país de origem e mais da metade do que recebem é enviado para casa.

Decepção
Mas os sete trabalhadores que conseguiram resistir até agora a um salário mínimo, ao invés de R$ 1.200 inicialmente propostos, pensam em ir embora. Eles não esperavam encontrar na cidade a moradia coletiva em um galpão, com dormida em colchões distribuídos no chão e dividindo a feira. A jornada de trabalho todos os dias começa cedo, por volta das 7h30 e vai até às 16h30, com uma hora de intervalo para o almoço. Na empresa onde os haitianos trabalham, a Cerâmica Batateira, os responsáveis não querem falar sobre as condições de trabalho dos trabalhadores estrangeiros. Os haitianos começaram a chegar no Cariri há três meses. A maioria deles, quando percebeu que a proposta de trabalho não era igual ao que foi combinado em São Paulo, voltou logo em seguida. Segundo Jude Lerenar, no momento em que foram à empresa para trabalhar, perceberam que o salário era bem menor do que imaginavam, e para muito trabalho. No local, há produção de telhas e tijolos, numa área em que há algumas empresas do gênero bem próximas. Não há casa e a comida eles têm que preparar. O local fica no bairro Batateira, próximo à CE 55, no KM 1.

Os haitianos vieram para o Brasil pelo Acre. Percorreram milhares de quilômetros e foram para São Paulo, depois de passar pela imigração. São milhares deles que têm optado por viver no Brasil, principalmente no Sudeste. "Estamos num lugar muito distante e não imaginávamos encontrar essas condições por aqui", afirma Delins Joseph. É o mais velho do grupo e deixou filhos e esposa no Haiti, como a maioria deles. Desde que veio para o Crato, mandou pouco dinheiro para a família. O olhar se direciona ao longe e brilha, ao lembrar dos seus.

A falta de empregos no Haiti levou muitos deles a sair de casa ainda cedo, a exemplo de Joseph. Ele morou por 18 anos na República Dominicana. "Até agora pude mandar uns R$ 400 para casa. Estou muito preocupado".

Acidente
Um dos companheiros de jornada extenuante, Carlo Pierre, chegou a se acidentar no trabalho. Estava tomando remédios que ele mesmo teve que adquirir na farmácia da cidade. Todos esperavam uma ação da empresa nos cuidados necessários ao funcionário. Com os poucos recursos, os próprios moradores do galpão, próximo ao local de trabalho, dividem cerca de R$ 100 para fazer uma feira básica. Outra pequena parte do dinheiro é usada para comprar produtos de higiene pessoal. A tentativa é de economizar ao máximo para mandar para fora.

Os homens, receptivos e educados, todos com idades entre 23 e 36 anos, sorriem ao receber pessoas estranhas e não se intimidam em falar da situação que estão vivenciando. A decepção com o novo trabalho é evidente. Wiguens Julien não imaginava ser tão útil na cozinha para todos do grupo.

Saudade
Com um colar de prata e um sorriso estampado no rosto, Jean Batis Loubert, não vê a hora de buscar alternativa para viver. "Com certeza, em São Paulo podemos conseguir um trabalho melhor", diz.

Todos sentem falta de casa. Vieram em busca de um sonho e se encontraram com a decepção. Até mesmo o prometido aparelho de televisão seria útil nesses dias de dificuldades. Para eles, essa foi mais uma promessa não cumprida.

O Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio da Procuradoria do Trabalho do Município de Juazeiro do Norte, após acatar denúncia da situação dos trabalhadores haitianos, deve designar força-tarefa, com grupo móvel do MPT, para verificar a situação. Segundo a procuradora do Trabalho, Lorena Brandão Landim Camarotte, caso seja constatada situação degradante, mesmo sendo remunerados com salário mínimo e com carteira assinada, pode ser considerada análoga à escravidão.

A Procuradoria deve requerer à empresa a regularização, diante da constatação dos problemas. Caso não aconteça, pode ser ajuizada ação junto ao Ministério. Se os haitianos, nessa situação, quiserem retornar a São Paulo, a procuradora afirma que a empresa terá que dar condições, como alimentação e passagem de volta. Ela tomou conhecimento dos trabalhadores haitianos no Crato, por meio da reportagem do Diário do Nordeste.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

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Órgãos estaduais mantêm vagas para concursos

Após o anúncio feito pelo Governo Federal, em 14 de setembro, sobre o pacote de medidas que seria implantado com o objetivo de gerar uma economia de R$ 1,5 bilhão no Orçamento de 2016, milhões de concurseiros em todo o País se viram sem saber o que fazer. Isso porque uma das medidas prevê a suspensão de concursos públicos.

Aos poucos, entretanto, novas informações foram surgindo, e o cenário foi se tornando menos assustador: a medida é válida apenas para concursos do âmbito federal; não abrange seleções de estatais, como por exemplo Correios e Banco do Brasil; não vale para concursos já autorizados, como INSS e IBGE; etc.

Diante desses esclarecimentos, diversos concurseiros perceberam que não valia a pena interromper os estudos, visto que, mesmo com a paralisação de concursos federais, o funcionalismo público reserva, ainda, uma boa gama de oportunidades em outras esferas.

Se considerados apenas os órgãos estaduais de todo o país, por exemplo, estão previstas pelo menos 59.129 vagas para os próximos meses, distribuídas entre cargos destinados a candidatos de todos os níveis escolares. E esse número pode se tornar ainda mais, já que muitos destes órgãos não preveem ainda o quantitativo de postos que poderão ser oferecidos em seus concursos.

Concursos no Ceará

Fortaleza e Sobral
Metrofor/CE: novo concurso continua em pauta

Anunciado em março
PM/CE: concurso em pauta para vagas de soldado

Tramita na Câmara
TRT/Ceará: PL cria 41 vagas para concurso

Fonte: Diário do Nordeste

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Biopirataria: entenda o que é e quais os riscos para a população

Biopirataria é a exploração da natureza com fins comerciais. A prática engloba o comércio, a apropriação e a manipulação ilegal da fauna e flora local. O abuso dos recursos naturais afeta a população, que perde o direito de uso e de conhecimento dos produtos gerados a partir das plantas e animais.

Entenda a extensão da biopirataria
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a indústria pratica a biopirataria usando o conhecimento genético para manipular recursos naturais e criar produtos com que possa lucrar. Mais do que isso, se apropriam do conhecimento popular para transformar a natureza em mercadoria.

Um agravante é a obtenção de patentes sobre a utilização de plantas. Empresas que utilizam certos ativos vegetais na composição de seus produtos conseguem, através do registro de apropriação, impedir que o ingrediente seja utilizado para outros fins, seja por concorrentes e até mesmo pela população. Órgãos mundiais de proteção ao meio ambiente tentam impedir que isso aconteça.

A exploração ilegal dos recursos naturais também diz respeito a reprodução da fauna brasileira em ambientes internacionais. A Amazônia é uma região muito visada pra esse tipo de contrabando em razão da diversidade e da dificuldade de controle por parte das autoridades brasileiras.

O tráfico de animais também é considerado biopirataria. Independente da finalidade, seja para fins medicinais, estéticos ou para a criação de bichos exóticos fora do Brasil, a prática é ilegal.

A Convenção da Diversidade Biológica, documento estabelecido na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO 92), caracteriza a biopirataria e protege todas as nacionalidades envolvidas contra essa prática. O documento promove a conservação da biodiversidade e propõe estratégias de uso sustentável dos recursos naturais.

Manipulação gera transgênicos
Outra questão preocupante da biopirataria é a manipulação genética de plantas, criando os chamados transgênicos. Essa briga vai muito além do desconhecimento dos efeitos dos alimentos modificados no organismo humano.

Criados para serem mais resistentes e-ou crescerem mais rápido, os trangênicos possuem genes do DNA de outras plantas e até de animais para evitar prejuízos para o setor da agricultura. Mas a manipulação das sementes gera impacto ambiental e, possivelmente, também na saúde.

Vandana Shiva, física e ativista contra os transgênicos, disse em entrevista que a indústria alimentícia visa apropriar-se de um patrimônio da humanidade, que são as versões naturais das plantas. Ela considera os alimentos transgênicos como produtos alimentícios, e não alimentos.

Outra defensora da alimentação natural (sem modificações) é a ex-senadora Marina Silva, que em 1995 propôs um projeto de lei de regulamentação do acesso aos recursos naturais, seus usos e sua manipulação. A proposição não foi aceita.

Hoje em dia está em vigor a Medida Provisória 2.186, que regulamenta alguns pontos da Convenção assinada em 1992 mas não é específica quanto a exploração e não determina penalidade para quem comete o crime de biopirataria.

Fonte: Doutíssima

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Araripe (CE): Assaltantes explodem agência do BB e fazem quatro reféns

Um bando fortemente armado tentou assaltar a agência do Banco do Brasil do Município de Araripe e destruiu parte do local utilizando explosivos. Eles fugiram levando quatro pessoas como reféns, que foram libertadas em seguida. A agência fica na Avenida Vicente Alencar Barbosa, 601, no Centro da cidade. O local foi invadido por volta das 2 horas e estima-se que a quadrilha era formada por 10 homens, que estavam encapuzados e utilizavam uma camionete Hilux de cor preta. A quadrilha não conseguiu levar dinheiro do local, porque os caixas eletrônicos estavam desabastecidos.

Segundo a Polícia Militar, pode tratar-se uma quadrilha interestadual. A suspeita é que os assaltantes tenham vindo do Estado do Pernambuco, e para isso a polícia tem reforçado a atuação nas proximidades da divisa, no intuito de prender os assaltantes. Para dificultar a ação dos policiais, os membros da quadrilha chegaram a colocar pregos na estrada. Uma ação conjunta entre as polícias Civil e Militar, empreendida pelo comando da 4ª Companhia da Polícia Militar, com sede em Campos Sales, tendo à frente o Major Santos, está sendo realizada no objetivo de capturar os bandidos.

A população de Araripe disse ter sido surpreendida com a ação dos assaltantes, pela forma audaciosa de como agiram. Segundo a moradora Regina Pereira, depois que houve a ação os moradores todos ficaram muito assustados, pela ousadia dos bandidos. Ela disse que não conseguiu mais dormir a partir do momento começaram as explosões. “Foi um verdadeiro terror. Todos os meus vizinhos acordaram atordoados. Está prevalecendo aqui um clima de medo e intranquilidade”, lamenta.

O comerciante Carlos Augusto dos Santos disse que na cidade não se fala em outro assunto. “Foi um momento de terror e as pessoas estão desamparadas. Uma ação dessas demonstra cada vez mais a insegurança de uma cidade pequena e tranquila como Araripe”, diz ele. Após o assalto, os servidores municipais de Araripe estão se destinando aos municípios de Campos Sales e Potengi, para receberem os seus salários, além dos outros usuários da agência, que se encontra impossibilitada de realizar os serviços.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER (Colaborou Amaury Alencar)

Fonte: Diário do Nordeste

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Exposição ‘Crajubar – Cariri em movimento’ traz fotos inéditas da história regional

O Cariri visto em imagens inéditas de momentos históricos. As cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha recebem a exposição ‘Crajubar – Cariri em Movimento’, que traz à tona material de colecionador, que revela uma região dos anos 50 à atualidade. A exposição acontece de 6 a 18 de outubro, no Espaço Trevo, no Cariri Garden Shopping.

São mais de 40 fotografias e filmes, que estarão sendo disponibilizados para a apreciação do público, todos dias, das 10h às 22h. Segundo o colecionador Roberto Júnior, são mais de 4 anos reunindo um farto material de mais de 70 mil imagens do Estado do Ceará. O colecionador fez um trabalho de seleção de fotografias, que resgatasse algo associado à característica da religiosidade presente nas cidades da região, destacando os templos religiosos.

Uma das fotos refere-se a primeira imagem aérea do monumento do Padre Cicero, no Horto. Outra a imagem de destruição em Juazeiro, do mais moderno mercado já construído na cidade, o Central, da São Paulo, que foi totalmente destruído em um incêndio. As etapas de construção do Santuário dos Franciscanos, há mais de cinco décadas, são registros marcantes para a cidade de Juazeiro do Norte, que tem pouco mais de cem anos.

O desenvolvimento urbano é outro fator importante relacionados nesse trabalho, e que Roberto Júnior resgata a transformação das cidades, ressaltando nesses momentos a atuação das políticas públicas, que foram influenciadoras desse processo. Ele reuniu imagens das estações ferroviárias, para destacar o aspecto econômico. Em Juazeiro, a estação foi inaugurada em meados dos anos 20 pelo Padre Cícero Romão Batista. Em Crato, há a primeira casa de força, no balneário nascente, para geração de energia elétrica. Foi a primeira do Ceará e é a segunda do Nordeste, ainda com muitos elementos originais, como fiações e algumas máquinas. O espaço, ao longo dos anos, vem sendo depredado e se tornou um espaço público para banhistas, sem os cuidados necessários para a manutenção da memória.

Para ele, é interessante que as pessoas conheçam a história da sua própria cidade. E a exposição traz informações relacionadas a transformações sociais e econômicas, além de política. O colecionador disse que continua fortalecendo a sua coleção e o legado ficará para os filhos, como forma de conhecer os Municípios sob vários ângulos, além de um registro fidedigno da história do Ceará e do Cariri.

A maior parte do seu acervo veio da família, principalmente dos mais antigos. A outra de conhecidos e amigos, que sabiam da sua paixão pelo resgate. Pela primeira vez ele decidiu expor, para socializar com as pessoas um passado, trazendo à memória aspectos importantes de evolução e mudanças ao longo dos anos.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

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Crato (CE): Hospital Santa Teresa pode fechar a qualquer momento



Reportagem exibida originalmente no CETV da TV Verdes Mares Cariri


UFCA e URCA realizam Seminário Nacional de História e Contemporaneidades


Professores, estudantes, demais pesquisadores e interessados no campo da história na região se reúnem na próxima semana para debater acerca do passado em tempos de extremismos e exclusões. Este é o tema da segunda edição do Seminário Nacional de História e Contemporaneidades, que acontece na cidade de Crato entre os dias 14 e 16 de outubro. A expectativa é de que as discussões tratem sobre questões, dentre outras, a respeito de intolerância religiosa, relações de gênero, mídia e extremismos e ensino de história.

A Universidade Federal do Cariri é uma das organizadoras do evento, por meio do Instituto de Estudos do Semiárido (IESA) e do curso de história, ambos situados no campus de Icó. Em parceria com a Universidade Regional do Cariri (URCA), o seminário tem a proposta de “promover espaços de diálogo a partir das propostas de seus cursos de graduação em História, traduzindo-se como um dos notórios resultados da relação entre as duas instituições”, avalia o diretor do IESA, professor Ives Tavares.

Na programação do dia 15 de outubro, a UFCA contribuirá com as mesas redondas “História, Meio Ambiente: Os desafios para o futuro” e “Políticas da memória e demandas de patrimonialização”, com a presença das professoras do IESA Polliana Luna Barreto e Priscilla Régis de Queiroz. Os encontros abordam as duas ênfases adotadas pelo bacharelado de história da UFCA: Gestão do Patrimônio Histórico e Cultural e em Gestão do Patrimônio Socioambiental.

De acordo com o historiador e professor Jucieldo Ferreira Alexandre, o seminário possibilitará “um debate interdisciplinar, capaz de fomentar discussões sobre os usos do passado como projeto para o futuro, os desafios da pesquisa e do ensino na superação de posturas extremadas e processos de exclusão, assim como visa problematizar o papel do conhecimento histórico articulado a outros campos do saber”, explica Jucieldo Alexandre.

A professora da Universidade Regional do Cariri, Sônia Meneses, disse que serão discutidas as complexas questões do nosso tempo como os processos de exclusão, intolerância e violência com o objetivo de refletir em que medida as Humanidades podem atuar na superação desses extremismos. Questões contemporâneas, históricas e políticas numa articulação entre os tempos passado e presente com a formulação de demandas para o futuro. Sônia Meneses é coordenadora geral da comissão organizadora do seminário.

ANDRÉ COSTA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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Doe sangue. Hemoce irá funcionar durante todo o feriadão

O feriadão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país, chegou para felicidade de muita gente, principalmente para quem gosta de viajar. São três dias de folga. Tem gente que antes de pegar a estrada já fez a doação. Francisco Andrade, 51 anos, já está com as malas prontas. Ele vai viajar com a família para Jericoacoara, mas antes de pegar a estrada, exerceu a cidadania com a doação voluntária de sangue no Hemoce na manhã desta sexta-feira (9). "Sempre que tenho uma folga procuro dar a minha colaboração. Hoje tirei alguns minutinhos porque sei o quanto é importante doar nesses períodos de feriadão. Agora viajo tranquilo sabendo que cumpri o meu papel de cidadão", afirma.

O Hemoce, da rede pública do Governo do Estado, vai funcionar durante todo o fim de semana e na segunda-feira, 12 de outubro. Além do Hemocentro Coordenador em Fortaleza, as unidades do Hemoce no interior do Estado vão atender em horário normal para o fim de semana. Independente do destino da viagem reserve um minuto na sua agenda e exerça a solidariedade, doando sangue. A doação dura cerca de 40 minutos, tempo suficiente para ajudar até três vidas. Com a solidariedade da população o Hemoce mantém o estoque estável e atende 94% dos leitos hospitalares do Estado e 100% da rede SUS no Ceará.

Para quem está no interior do Estado e quer ajudar a salvar vidas, as doações podem de sangue são realizadas nos hemocentros regionais durante o fim de semana. Só não atendem na segunda-feira, 12.

Para ser um doador de sangue é preciso: estar saudável, bem alimentado, ter mais de 50 kg, ter entre 16 a 69 anos e apresentar um documento oficial e original com foto. ATENÇÃO: os menores de 18 anos precisam apresentar o termo de consentimento para menores de 18 anos, disponível para download no site do Hemoce (www.hemoce.ce.gov.br)

Assessoria de Imprensa/Hemoce

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Crato (CE): Equipe da SRH do Estado visita comunidades rurais junto a SAAEC

A Sociedade Anônima de Água e Esgoto do Crato (SAAEC)  recebeu na última quarta-feira, 7, representantes da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará (SRH). O objetivo da visita foi a realização de uma inspeção técnica no Distrito de Ponta da Serra para viabilizar melhorias no abastecimento d’água da região.

Após essa vistoria, a expectativa é  aguardar o parecer da secretaria para a solicitação de recursos para melhoria e ampliação do sistema da comunidade da Ponta da Serra. A requisição do projeto foi feito pela SAAEC junto ao Governo do Estado via Secretaria de Recursos Hídricos, no início do mês de setembro.  As obras serão iniciadas após a liberação de recursos.

A equipe da Secretaria de Recursos Hídricos também esteve em Dom Quintino para avaliar os trabalhos feitos no sistema de distribuição de água  da comunidade, que teve o parecer favorável.

Foto meramente ilustrativa

Assessoria de Imprensa/PMC

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Como o Facebook decide o que fica na rede e o que deve ser deletado

Foto dos seios pode, desde que sejam de uma mulher amamentando ou que passou por uma mastectomia. Afirmar que gays são pessoas ruins não pode –mas criticar o trabalho de uma ONG LGBT, sim. Dizer que quer matar alguém, bem, aí depende do seu grau de periculosidade.

Uma equipe de revisores do Facebook espalhada pelo mundo é responsável por, em tempo real, verificar quais dos posts publicados pelo montante de 1,5 bilhão de usuários e alvos de denúncia merecem permanecer no site e quais devem ser deletados.

Essas decisões são comumente alvo de críticas, como quando, em abril deste ano, a empresa tirou do ar a foto de um casal de índios, com ela de seio à mostra, postada na conta do Ministério da Cultura. O ministro Juca Ferreira classificou a remoção como "censura".

A Folha já teve conteúdo removido de sua página na rede social por mostrar seios. Em uma das vezes, a foto era de um protesto do grupo Femen. Em outra, a imagem era do toplessaço no Rio, em protesto contra a proibição da prática do topless.

Monika Bickert, uma ex-promotora americana que lidera a equipe global de revisores, classifica esse tipo de episódio como um dos "desafios" de seus comandados (há uma equipe também no Brasil para isso).

"Você está sentado no computador, vê uma imagem, não sabe quem são as pessoas ou o que acontece com elas no mundo off-line, e tem que tomar uma decisão em um contexto muito restrito", disse a executiva, durante encontro com jornalistas em São Paulo nesta quarta-feira (7).

Se um usuário denuncia um post específico, o revisor vê apenas esse conteúdo, e não a página inteira responsável pela publicação.

No caso das imagens de nudez, a orientação é "pender para o lado da segurança". "Precisamos garantir que a pessoa deu autorização para que aquela imagem tenha sido compartilhada, para evitar problemas como a "vingança pornô."

Na prática, segundo ela, o site fica no limiar entre a liberdade de expressão e a proteção à honra e segurança dos usuários.

"Nossa orientação é: se é um ataque direto a pessoas por sua raça, religião, origem ou identidade de gênero, nós removemos. Se a fala é contra um país, ou a política de um país, ou uma instituição, nós vamos permitir por causa do debate público", afirma a advogada.

Bickert não informa quantas pessoas atualmente fazem esse trabalho, que é, em grande parte realizado por humanos. Em 2012, o jornal britânico "The Telegraph" informou que a equipe era formada por profissionais terceirizados que ganhavam apenas US$ 1 por hora, o que a executiva nega.

Leia abaixo trechos da conversa com a executiva:

O papel das máquinas
Temos automação para fazer uma triagem das denúncias. Se algo foi reportado por mais de dez pessoas, nós consolidamos os dados para analisar o caso. E se algo já foi removido, por exemplo, não precisamos mais analisar. O que eu quero enfatizar é que a maior parte das denúncias, de discurso de ódio, de violência, é revisada por pessoas reais.

Análise prévia
Nós usamos uma ferramenta chamada Photo DNA, que é da Microsoft e licenciada para outras companhias. Se alguém tenta postar uma imagem de pornografia infantil, a imagem é barrada, não chega a entrar no sistema, e nós então notificamos a National Center for Missing and Exploited Children [uma ONG que auxilia crianças que sofreram abusos], que tem contato com associações e governos ao redor do mundo.

Questão de linguagem
Se alguém posta uma violência, analisamos como é a linguagem usada, e a credibilidade daquela ameaça. As pessoas usam linguagem agressiva o tempo todo, coisas como "minha professora de matemática passou muita lição de casa, quero matá-la". Não queremos interferir em dizeres que são brincadeiras, sátiras, coisas que não são ameaças reais de violência.

A exceção
Nós removemos qualquer ameaça de violência sexual, até piadas sobre estupros, que algumas pessoas pessoas podem achar humorísticas, mas com as quais não concordamos.

Diferença entre celebrar a violência e informar
Conteúdo gráfico [como fotos e vídeos] pode ser poderoso para alertar as pessoas sobre algo. Com violências aos direitos humanos –e às vezes vemos conteúdo sobre a Síria, por exemplo–, há razões para que a comunidade veja isso.

Nossa política é que, se alguém compartilha esse tipo de imagem para informar e acaba denunciado, nós vamos deixar aquilo visível para adultos e colocar um aviso. Você precisa clicar para ver. Mas se aquilo foi postado para zombar da vítima ou celebrar a violência, vamos removê-lo. Há coisas que não permitimos, como vídeos de degola, mesmo que seja para informação.

Nudez castigada
Nós não permitimos genitais e, em alguns casos, topless, a não ser em casos de amamentação ou de imagens pós-cirúrgicas. Parte da razão para isso é que precisamos garantir que a pessoa deu autorização para que aquela imagem tenha sido compartilhada, para evitar problemas como a "vingança pornô", que podem ter graves consequências para as pessoas. Por isso, pendemos para o lado da segurança.

As limitações
Nossos revisores têm um contexto limitado. Não sabem se a pessoa consentiu que aquilo [a nudez] fosse postado e se foi por fins de educação, arte, sexo ou para zombar de alguém.

Liberdade de expressão
O nosso foco é se há um ataque a uma pessoa ou a um grupo, com base, por exemplo, na orientação sexual. Não importa se quem publicou o texto foi um político ou outra pessoa. Se ela diz "eu não gosto de gays, eles são pessoas ruins", isso viola a nossa política. Mas se você critica um político por suas visões nesse assunto, ou uma instituição, como uma ONG gay, por exemplo, então nós permitiríamos.

Ao mesmo tempo, se as pessoas estão discutindo política, queremos permitir a discussão, e se alguém é ignorante em determinado assunto, é importante que os outros membros da comunidade combatam essa ignorância.

Fonte: Folha.com

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“Recessão no Brasil não se justifica. País sairá logo da crise”, diz Banco Mundial

O economista chefe para a América Latina do Banco
Mundial, Augusto da Torre, fala na apresentação do
informe "Empregos, salários e a desaceleração
na América Latina"
Augusto de la Torre, chileno, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina, lamenta o protagonismo do Brasil e sua recessão durante o encontro do FMI, que acontece em Lima, no Peru, esta semana. Na opinião de De la Torre, a recessão brasileira “é um mistério”. “Os índices macroeconômicos não justificam uma recessão tão profunda”.

Para o especialista chileno, o trabalho que tem sido feito pelo atual ministro da Fazenda brasileiro, Joaquim Levy, é admirável; a moeda “tem se sustentado bem”, aguentando o embate e se desvalorizando corretamente, mas a demanda interna “não consegue se relançar”. E a causa disso deve ser atribuída às “incertezas políticas”. Ou seja: na crise política que evidencia a fragilidade institucional de Dilma Rousseff, que se encontra de mãos atadas diante de um Congresso hostil.

O economista-chefe, porém, se diz convencido de que o Brasil sairá de sua crise econômica dentro de alguns meses. Por quê? “Porque a economia está encontrando caminhos para se ajustar. Se houver uma resposta política positiva, ela se reajustará bem; caso contrário, não; mas, de toda forma, acabará por se reajustar. E, uma vez digerida a atual crise, o que se mantém é a capacidade de reação das economias nacionais. Quando olhamos para o Brasil, que é uma economia gigantesca, sabemos que possui uma grande capacidade de reação”.

Ainda a respeito do Brasil, De la Torre comentou as aparentes diferenças existentes entre alguns países latino-americanos, como a Colômbia, o Chile e o Peru, membros da Aliança do Pacífico, que atravessam a crise em melhores condições, e o Brasil e a Argentina, que afundam. Não há o risco de se abrir uma fenda no continente? “Os países, quando a economia vai bem, são parecidos uns com os outros; mas isso não acontece da mesma forma quando ela vai mal. Nesse caso, as diferenças estruturais vem à tona. Por isso, é possível que alguns países percam o compasso, especialmente aqueles que não realizaram as reformas necessárias”, explica.

E acrescenta: “Há ditaduras que fazem reformas sem ouvir muito as pessoas. Nas democracias pulsantes, como as latino-americanas, isso é impossível. Assim, as democracias latino-americanas precisam encontrar o equilíbrio entre produtividade e desigualdade. O que não é nada fácil”.

Salário mínimo flexível
De la Torre destaca, ainda, o papel que a política de valorização do salário mínimo, implementada no Governo Lula, teve enquanto alavanca econômica. Mas, defende que se trata de um instrumento importante apenas para os tempos de vacas gordas. “Nos tempos de vacas magras, o salário mínimo não é inimigo daquele que está empregado, é claro, que está satisfeito, tem voz ativa e está organizado. Quem não é ouvido, porém, é o desempregado, que não está organizado. Cria-se, assim, uma espécie de desigualdade, pois aquele que se encontra na pior situação, o desempregado, não tem voz ativa”.

O economista tem algumas propostas para tornar o salário mínimo mais flexível: que seja diferente para cada empresa, já que as pequenas empresas têm mais dificuldade para contratar do que as grandes; ou, que ele seja diferente conforme a idade dos trabalhadores, de forma que os jovens recebam menos, ou que esses jovens trabalhem mais horas pela mesma remuneração. E conclui: “O salário mínimo que nos convém em tempos de vacas gordas não é o mesmo que nos convém em tempos de crise”.

Falar em diminuir o salário mínimo, porém, é um tabu social em qualquer lugar do mundo. La Torre, ao contrário, entende que o salário mínimo se torna um inimigo do emprego quando a economia patina e o desemprego cresce, como ocorre hoje em muitos países da América Latina. Ele defende que essa conquista dos trabalhadores (“da qual Marx já falava”, lembra) não deve ser vista apenas como um tema delicado, mas sim à luz dos ciclos econômicos. “É um tema delicado, relacionado a questões filosóficas e ideológicas.

No mundo moderno, o salário mínimo deve garantir condições de vida razoavelmente humanas. “Mas devemos evitar as paixões, para poder focar naquilo que realmente importa, que é a qualidade do emprego”, acrescenta. O economista explica, também, que o trabalhador qualificado, detentor de habilidades e de formação, não se preocupa com o salário mínimo, pois ganha bem acima disso. “Mas quem se preocupa, sim, é a empresa, que é obrigada a contratar tanto os mais qualificados quanto os não-qualificados. E, se o salário mínimo é muito elevado, ela simplesmente deixa de contratar”. Ele continua: “Nesse caso, pode acontecer algo inesperado. Pretendíamos proteger o trabalhador, para que ele tivesse uma vida decente, mas perdemos o controle por questões políticas e, em tempos de retração econômica, esse salário mínimo se torna um inimigo do emprego”.

Fonte: El País

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Crato (CE): Polícia prende acusados de vários crimes e de terem atirado em PMs do RAIO

Uma dupla apontada pela polícia como de alta periculosidade foi presa entre os municípios de Crato e Nova Olinda por policiais civis da Delegacia Regional de Crato com o apoio da Delegacia de Defesa da Mulher. José Alberlan Oliveira da Silva, de 23 anos, é apelidado por "Berlan" e mora no Sítio Cabeceiras em Barbalha, enquanto Douglas Cardoso Pereira reside na Rua Alexandre Rolim de Alencar, 35 no bairro Alto da Penha em Crato.

A dupla é suspeita de envolvimento em vários crimes, mas foi presa e autuada em flagrante para responder por receptação. Eles estavam com uma moto Honda Fan de placa OSD-2704 a qual tinha sido roubada sexta-feira na Rua Nelson Alencar no centro de Crato e disseram que tinham comprado a mesma. Entretanto, a autuação ocorreu ainda por tráfico de drogas e associação para o tráfico já que estavam com seis gramas de cocaína.

Segundo a polícia, Berlan é suspeito de comandar uma gangue que estava amedrontando moradores nos bairros Alto da Penha e Vila Lobo já que os integrantes da mesma trafegavam pelas ruas exibindo armas de fogo. No último dia 24 de setembro, ele teria atirado contra policiais militares do RAIO que promoviam ações no sentido de desarticular a gangue e foram recebidos a bala por seus integrantes. Naquele dia, Berlan conseguiu fugir.

Ele é acusado ainda de ter matado na madrugada do último dia 24 de maio o estudante Erlanio Rodrigues de Oliveira Júnior, de 22 anos, que residia na Rua São Cristóvão, 383 no bairro Alto da Penha. A vítima dormia quando dois homens chegaram em uma moto, arrombaram a porta de sua casa e passaram a efetuar disparos de revólver matando-a na cama. Enquanto isso, Douglas é suspeito de ter tentado matar António Eduardo de Souza que é apelidado por "Dudu do Lixo".

Demontier Tenório

Fonte: Miséria

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Como combater a depressão? 7 dicas que podem ajudar

A depressão está presente em toda sociedade, todos estamos propícios a cair nesse buraco escuro. Não importa se você é rico, famoso, inteligente ou talentoso, ainda assim você pode ser um daqueles a perder de vista o sentido da vida.

A pessoa depressiva deixa de encontrar seu lugar ao mundo, perde a perspectiva de luz ao final do túnel, pois acaba por ter uma visão distorcida da realidade, colocando-se sempre para baixo, culpando-se por tudo. Em alguns casos, a depressão, conduz suas vítimas a vícios, situações incapacitantes ou, em casos extremos, ao suicídio.

“Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos, sem querer” – Sigmund Freud

A seguir você confere 7 dicas para ajudar a combater a depressão, no entanto, é importante ressaltar que todas as sugestões descritas não substituem a necessidade de uma avaliação e acompanhamento profissional.

1. Procure racionalizar situações e pensamentos
Ainda que a depressão seja um transtorno de humor, a intensidade de muitos sentimentos acaba jogando para longe a capacidade de racionalizar a realidade. Uma chave extremamente importante para combater a depressão é tentar identificar os pensamentos irracionais, pois são eles que desencadeiam seus sentimentos também irracionais.

Procurar usar a razão é sempre uma boa opção, mas lidar com emoções é uma tarefa difícil, por isso acabamos optando por ceder aos sentimentos momentâneos, por atitudes que proporcionem um “falso bem-estar”, o que acarreta em problemas futuros.

Quer ser mais racional? Comece conhecendo suas emoções, reconheça que elas não aparecem do nada e que você pode escolher quais emoções alimentar, além disso é importante você pensar e questionar suas atitudes, procurando melhorá-las para o futuro.

2. Evite o uso excessivo de álcool
Muitas pessoas usam drogas ou abusam de bebidas alcoólicas para fugir da dor por alguns instantes, elas procuram por um alivio imediato, qualquer coisa possa amenizar seus sentimentos parece ser útil, no entanto, isso é um grande erro, pois além do álcool ser depressor, o uso de qualquer substância que proporcione um alívio temporário, faz com que a pessoa fique ainda mais deprimida após o efeito passar.

Estima-se que usuários de entorpecentes, depressivos, são seis vezes mais propensos a cometer suicídio.

3. Fale sobre o assunto
Conte com seus amigos ou familiares para conversar sobre seus problemas. A conexão humana é um dos melhores antídotos contra a depressão, não se isole.

Ainda não consegue falar sobre? Escreva. Uma boa conversa com você mesmo poderá ser de grande utilidade. Peça a seus amigos para ignorar o assunto por um tempo e procure andar em companhias animadas.

4. Esqueça o orgulho e busque ajuda profissional
Em alguns casos admitir a necessidade de uma ajuda profissional é o primeiro passo para ajudar a si mesmo. Um ambiente de apoio nulo de julgamentos pode ser fundamental para o combate a depressão.

O psicoterapeuta, certamente, proporciona mais do que um ouvido simpático – ele oferece dicas e ferramentas para o desenvolvimento de habilidades que auxiliam na melhora da comunicação e pensamentos doentios, por exemplo.

5. Mantenha-se ativo
Desenvolva tarefas para o seu dia, procure empenhar-se em coisas que você gosta de fazer, mesmo que aos arrastos. Disciplina e proatividade são excelentes para aumentar o humor e podem ajudar indivíduos deprimidos a sanar sensações de inutilidade e vazio.

Não sente-se a olhar para a janela esperando a vida passar.

“Procure sempre uma ocupação; quando o tiver não pense em outra coisa além de procurar fazê-lo bem feito.” – Tales de Mileto

6. Desenvolva hábitos saudáveis
Bons hábitos como comer bem e fazer exercícios físicos regularmente são incompatíveis com a depressão.

Muitos estudos têm mostrado uma ligação forte entre comer bem e se sentir bem. Dietas moderadas e equilibradas com muitas frutas e vegetais frescos, ricos em nutrientes e pobres em açúcar e gorduras em excesso, ajudam a regular o nosso humor.

E para complementar uma boa alimentação, nada melhor que exercícios físicos, que são ótimos em combater a depressão liberando endorfina, trazendo bem-estar e aumentando a autoestima.

7. Não limite-se
“O desafio é nos libertarmos do negativo… que nada mais é do que nossa própria vontade do nada. Uma vez tendo dito sim ao instante, a afirmação é contagiosa. Ela explode numa cadeia de afirmações que não conhece limites. Dizer sim a um instante… é dizer sim à toda a existência.” (Frase do filme Waking Life)

Fonte: Equilíbrio em Vida

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Venezuela será a pior economia do mundo em 2015, segundo FMI

A Venezuela verá sua economia encolher mais do que a de qualquer outro país no mundo neste ano porque os preços mais baixos do petróleo estão drenando as arcas do governo, segundo o FMI.

“A projeção é de que a Venezuela irá enfrentar uma profunda recessão em 2015 e 2016”, disse o FMI na terça-feira em sua Perspectiva Econômica Mundial.

O PIB real do país provavelmente irá se contrair 10 por cento neste ano e 6 por cento em 2016, disse.

A resposta programática do presidente Nicolás Maduro à crise econômica continua paralisada antes das eleições parlamentares marcadas para 6 de dezembro. O bolívar caiu para 792 por dólar no mercado negro, enquanto que a taxa oficial permanece em 6,3.

O governo também tem mantido fixos os preços dos alimentos básicos, apesar de a oferta estar se esgotando em muitas lojas e de os preços de outros bens estarem aumentando.

A inflação na Venezuela, que já é a mais rápida no mundo, será em média de 159 por cento em 2015 e aumentará para 204 por cento no ano que vem, disse o FMI.

Alguns países onde são esperadas contrações econômicas neste ano, enquanto a economia mundial se expande 3,1 por cento, são a Grécia (-2,3 por cento), o Brasil (-3,0 por cento), a Rússia (-3,8 por cento) e a Ucrânia (-9,0 por cento), segundo o FMI.

“O crescimento mundial continua sendo moderado”, disse o FMI. “Embora choques e desenvolvimentos específicos de certos países tenham seu peso”.

O montante que a Venezuela recebe por suas exportações de petróleo, que respondem por cerca de 95 por cento de sua receita em moeda estrangeira, caiu 52 por cento nos últimos doze meses, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O Barclays Plc caracterizou os problemas econômicos da Venezuela como a “crise econômica mais profunda de sua história” em uma nota para clientes em 25 de setembro.

“É impossível entender por que o governo não está reagindo a essa realidade, por que ele não tomou medidas para aliviar as distorções econômicas que estão destruindo a renda real dos venezuelanos”, disse o Barclays.

Fonte: Exame.com

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Canindé (CE): Prefeitura tem energia cortada por falta de pagamento

Dois órgãos da prefeitura de Canindé amanheceram sem energia nesta quinta-feira (8). O motivo seria a falta de pagamento à Coelce. O município vive uma crise política que levou à cassação do mandato do prefeito Celso Crisóstomo (PT).

Em nota, a Coelce informou que faturas de energia da prefeitura não foram pagas e o corte no abastecimento foi determinado após "tentar negociar o débito em várias ocasiões".

A cassação do mandato de Celso Crisóstomo pela câmara de vereadores de Canindé ocorreu no último dia 4 de setembro. O vice-prefeito Paulo Justa assumiu o cargo interinamente deste então.

Crisóstomo é acusado de improbidade administrativa por suspeita de irregularidades na transferências de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para o Consórcio Público de Desenvolvimento Integrado, no qual está incluído o Consórcio Regional da Saúde.

Antes do afastamento, decisões judiciais já haviam determinato em outras ocasiões seu afastamento e retorno ao cargo.

A prefeitura de Canindé foi procurada para comentar o assunto, mas a reportagem não obteve retorno até a publicação da matéria.

Fonte: Diário do Nordeste

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Crato (CE): Projeto “Arte na Praça” será realizado neste sábado (10), em alusão ao Dia da Criança

Uma parceria entre a Prefeitura Municipal do Crato, Sesc, e o Governo do Estado do Ceará, realiza pela primeira vez na Cidade ações do projeto “Arte na Praça”, com atividades e apresentações culturais para crianças e suas famílias. A programação acontece neste sábado (10), às 17h, na Encosta do Seminário, no Crato. O acesso é gratuito.

No espaço, o Sesc realiza atividades ao ar livre e abertas ao público, como contação de histórias,  com o espetáculo “Entre histórias e ciranda”, encenado pelo grupo Luz do Conto, e apresentação cultural com os grupos Aniceto Mirim e Os meninos dos tambor, do Instituto Filhos de Maria. Além de recreação infantil, com a Palhaça Pompom e equipe de recreadores do Departamento Físico Esportivo da Unidade Crato do Sesc e atrações circenses com perna de pau e palhaços.

Ainda como parte da programação, haverá pintura de rosto e distribuição de algodão doce. O público infantil também poderá se divertir no parque de brinquedos com cama elástica e pula pula.

O “Arte na Praça” é um projeto parceiro do Programa para o Desenvolvimento Infantil – Mais Infância no Ceará. A ideia é transformar praças em ambientes propícios para o desenvolvimento social de crianças de 0 a 14 anos, além de potencializar a formação cognitiva e educacional do público participante.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Fator Previdenciário: Senado aprova nova fórmula para aposentadorias

O plenário do Senado aprovou hoje (7) a Medida Provisória (MP) 676/15, que disciplina as aposentadorias do Regime Geral da Previdência Social pela regra alternativa 85/95, que permite aos trabalhadores se aposentarem sem a redução aplicada pelo fator previdenciário sobre os proventos. A matéria já foi aprovada na Câmara dos Deputados e vai à sanção presidencial.

O texto é resultado de um acordo com o governo, que vetou a primeira proposta do Legislativo de criação da regra 85/95 – soma da idade e o tempo de contribuição para mulheres e homens, respectivamente.

O veto foi mantido pelos parlamentares na semana passada e, como contrapartida, o governo trouxe de volta a proposta da regra 85/95, mas aumentando em um ponto o resultado, a partir de 2017 até 2022, quando a soma da contribuição com a idade para mulheres será 90 pontos e para homens, 100.

Pela MP 676, essa regra é uma alternativa ao fator previdenciário, criado em 1999 para desestimular o trabalhador a se aposentar muito cedo, pois ele reduz o valor do benefício para os homens que se aposentam antes dos 65 anos e para as mulheres antes dos 60 anos de idade. Além disso, a regra 85/95, com progressividade, mantém como tempo mínimo de contribuição 35 anos para homens e 30 anos para mulheres.

A Câmara incluiu no texto do projeto de lei de conversão da MP 676/15 dispositivo que permite a “desaposentação”, termo utilizado para definir o recálculo da aposentadoria para quem continua a trabalhar depois de se aposentar. Se a emenda for sancionada, vai beneficiar milhares de aposentados que continuam na ativa e contribuindo para a Previdência.

Fonte: Agência Brasil

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TCU recomenda reprovação de contas de Dilma; decisão será do Congresso

O TCU (Tribunal de Contas da União) recomendou nesta quarta-feira (7) a reprovação das contas de 2014 do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Em decisão unânime, oito ministros votaram pela rejeição das contas da petista. O parecer pela reprovação não significa que as contas foram reprovadas. Elas ainda precisam ser julgadas pelo Poder Legislativo.

A decisão foi recebida com fogos de artifício do lado de fora do tribunal. A oposição planeja usar o parecer como embasamento de um pedido de impeachment de Dilma.

Agora, o parecer pela rejeição das contas de Dilma deve ser encaminhado à Comissão Mista de Orçamento do Congresso. Lá, deputados e senadores irão avaliar o parecer e votar um relatório que deverá ser posto em votação no Congresso. Ainda não há consenso se a votação das contas acontecerá em sessões separadas da Câmara dos Deputados e do Senado ou em uma sessão conjunta do Congresso Nacional. A CMO tem, em média, 82 dias para avaliar o parecer do TCU.

Esta é a segunda vez que o TCU recomenda a reprovação das contas de um presidente desde que o órgão foi criado, em 1890.  Em 1937, o tribunal aprovou um parecer prévio pela reprovação das contas do governo de Getúlio Vargas.

Sessão de hoje
Os oito ministros que votaram pela reprovação das contas do governo Dilma de 2014 foram: Augusto Nardes (relator do processo), Walton Alencar, Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro, José Múcio Monteiro, Ana Arraes, Bruno Dantas e Vital do Rego. Só o presidente da Corte, Aroldo Cedraz, não votou e apenas proclamou o resultado.

A sessão desta quarta-feira foi marcada por muita polêmica. Líderes da oposição como os deputados federais Mendonça Filho (DEM-PE), Antônio Imbassahy (PSDB-BA), Izalci (PSDB-GO) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) estiveram presentes à sessão. O parecer do TCU deve ser usado pela oposição para embasar pedidos de impeachment de Dilma.

Desde o último domingo (4), o governo vinha tentando suspender a sessão que analisaria as contas da presidente Dilma. A AGU (Advocacia Geral da União) fez um pedido de suspeição contra Nardes argumentando que ele teria se pronunciado sobre seu voto antes do julgamento e que essa conduta feria a Lei Orgânica da Magistratura.

Na prática, o recurso pedia que Nardes fosse afastado da relatoria das contas do governo e que o julgamento fosse suspenso até que um novo relator fosse designado. Com base no mesmo argumento, o governo ingressou com um recurso junto ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas o ministro Luiz Fux rejeitou o pedido do governo alegando que a simples manifestação de Nardes sobre o processo não era motivo suficiente para que ele fosse considerado "suspeito".

Durante a sessão desta quarta-feira (7), o plenário do TCU também rejeitou, por unanimidade, que Nardes fosse afastado.

Em seu voto nesta noite, Nardes afirmou que Dilma é pessoalmente responsável pelas "pedaladas". "É importante esclarecer que a responsabilidade direta é da presidente da República sobre a prática das pedaladas fiscais", declarou.

Já o advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, foi vaiado após sua defesa. "Eu acredito que o TCU tomará sua decisão, mas o que não se pode é, artificiosamente, tentar transformar isso num movimento de cassação de mandato presidencial", afirmou Adams. Logo após sua fala, vaias foram ouvidas no plenário do tribunal.

A oposição comemorou o resultado. "O tribunal reafirmou a sua autonomia e independência e mostrou que a lei deve ser cumprida por todos, incluindo a presidente da República. Certamente, a rejeição das contas por crime de responsabilidade fiscal, em decorrência das pedaladas fiscais, reforça o pedido de impeachment protocolado na Câmara", afirmou Carlos Sampaio, líder do PSDB.

Pedaladas fiscais
O episódio conhecido como "pedaladas fiscais" foi um dos principais pontos que embasaram a decisão dos ministros. As "pedaladas fiscais" foram manobras contábeis realizadas pelo governo para "maquiar" as finanças. De acordo com técnicos do TCU, benefícios sociais e subsídios federais eram pagos por bancos estatais sem que o Tesouro Nacional tivesse feito o devido repasse dos valores a tempo.

Esse "adiantamento" feito pelos bancos foi classificado pelo TCU como "empréstimos", mas a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) proíbe o governo de fazer empréstimos junto a bancos estatais. O governo nega que as transações caracterizaram empréstimos e alega que outros governos utilizaram o mesmo mecanismo sem que suas contas fosse reprovadas.

De acordo com o TCU, as "pedaladas fiscais" envolveram um montante de R$ 40 bilhões.

Fonte: UOL

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Postos de Saúde realizarão atendimento noturno durante a campanha Crato Rosa

Tendo em vista a dupla jornada de trabalho de muitas mulheres e a falta de tempo de comparecer as outras atividades do dia, a Campanha Crato Rosa, no mês de outubro, com a meta de atendê-las em sua totalidade, realizará atendimentos noturnos em várias unidades de saúde do município.

Postos dos bairros: Vila Alta, Seminário, Independência, Belmonte, Zacarias Gonçalves, São Miguel e  Mauriti são alguns dos designados para a intensificação das ações, atendendo de segunda a quinta-feira a partir das 18horas. Luciele Pinheiro, coordenadora da campanha diz que a realização dos exames é fundamental para a detecção precoce do câncer de mama. Além disso, cerca de 40 equipes do PSF (Programa de Saúde Familiar), estão abraçando as ações.

Embora iniciadas no começo do mês, nesta terça (6) foi o marco inicial das ações da campanha. "É importante que a mulher se sensibilize e tenha total apoio dos familiares na realização dos exames" ressalta a coordenadora. A Campanha segue no Crato com apoio da Universidade Regional do Cariri (URCA), SESC, SENAC, Conselho da Mulher e  outras secretarias municipais. Ainda, várias lojas no centro da cidade já são parceiras do laço rosa.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Juazeiro do Norte (CE): Adolescente de 15 anos foi morto com um tiro na cabeça

Cinco dias após e um novo homicídio foi registrado em Juazeiro do Norte se constituindo no terceiro do mês de outubro e 96º do ano no município. Por volta das 14h30min desta quarta-feira o menor Carlos Daniel Pereira Oliveira, de 15 anos, que residia na Rua Samuel Barbosa, 70 (Bairro Antonio Vieira), foi assassinado com um tiro de escopeta calibre 12 que o atingiu na cabeça e no tórax quando trafegava pela Rua Maria Augusta perto do cruzamento com a Avenida Paulo Maia naquele bairro.

Ninguém deu informações aos policiais militares que pudessem ajudar nas diligências e elucidação do crime. Segundo a polícia, Daniel era suspeito de envolvimento com roubo de motocicletas e tombou na calçada de uma residência após ser alvejado com os disparos. Ele seria irmão de Luiz Felipe da Conceição, de 18 anos, que foi preso em sua casa na manhã de sábado e admitiu envolvimento no assalto praticado no dia anterior na Loja da TIM no centro de Juazeiro de onde ele e um comparsa levaram 12 celulares.

O último homicídio registrado em Juazeiro do Norte aconteceu sexta-feira, dia 2 de outubro, na Rua Apolo XI no bairro Salesianos. Daniel Gonçalves de Sousa, de 31 anos, residia na Rua Letícia Vasconcelos, 164 (Bairro Triângulo) e foi morto a tiros por dois homens em uma moto. Ele respondia por crimes de roubos e furtos, era suspeito de homicídio e lesão corporal e, dois dias antes, tinha deixado a Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC).

Demontier Tenório

Fonte: Miséria

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