Cid se filia ao PDT, ataca Cunha e chama Temer de "chefe de quadrilha"

Em convenção realizada em Fortaleza, o ex-governador Cid Gomes confirmou neste sábado, 17, sua filiação ao PDT. Em discurso no evento, Cid não poupou críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), a quem chamou de “chefe da quadrilha que achaca o País”.

“O PMDB é um partido podre e fisiologista, e o Temer é o chefe da quadrilha que achaca o País”, disse. Cid disse ainda que Eduardo Cunha é “o que existe de mais podre, cínico e demoníaco” na política brasileira.

Logo após o discurso, muito aplaudido por lideranças do PDT, Cid assinou ficha de filiação. O documento foi abonado pelo presidente nacional da legenda, o ex-ministro do Trabalho nos governos Lula e Dilma, Carlos Lupi.

Antigos aliados, cidistas e peemedebistas romperam em 2014, após Eunício Oliveira (PMDB) sair candidato ao governo do Estado. Além de Lupi, acompanhavam o ato o ministro André Figueiredo (Comunicações), o ex-ministro Ciro Gomes e o prefeito Roberto Cláudio.

Direção do partido
Na manhã deste sábado, o PDT Ceará também confirmou o prefeito Roberto Cláudio como novo presidente da sigla na Capital. André Figueiredo foi reconduzido ao comando do partido no Ceará. Filiação dos vereadores do partido, no entanto, deve ficar para março do ano que vem.

Antes esperado apenas para oficializar a filiação de Cid, ato acabou tendo ares de apoio à candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Em suas falas, lideranças do partido elogiaram Ciro e destacaram pretensões presidenciáveis da legenda.

“Vamos agora construir um projeto nacional de candidatura à Presidência da República (...) o PDT tem sido um partido que sempre esteve ao lado das grandes causas, queremos fortalecer a história do PDT”, disse Roberto Cláudio, pré-candidato à reeleição.

Os elogios foram subscritos por vários dos presentes. “Quero cumprimentar Ciro Gomes, nosso futuro presidente do Brasil”, disse o presidente da Câmara de Fortaleza, Salmito Filho (PDT).

Apesar do apoio a Ciro, André Figueiredo destacou que o partido irá trabalhar pela “governabilidade” de Dilma Rousseff. “Dilma pode ter vários defeitos, mas nunca fugiu à luta”, disse. (colaborou Wagner Mendes)

Bastidores
A organização do evento esperava público bem maior do que o que realmente esteve presente no sábado. Sobraram cadeiras e as arquibancadas ficaram praticamente vazias. O grupo de Cid chegou com quase duas horas de atraso.

O POVO tentou entrar em contato com a vice-presidência da República para comentar o caso, mas não obteve resposta..

Um grupo de jovens tentou animar o evento batendo tambores entre as falas das lideranças. Em meio ao forte calor, parte do grupo acabou se dispersando com o avançar da hora.

Fonte: O Povo

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Três mitos falsos e ultrapassados sobre o Brasil - Por: Tim Vickery*

Aos 16 anos – uma idade em que a gente se impressiona facilmente –, meu pai testemunhou, nos céus, acima de sua cabeça, a luta de pilotos da Força Aérea britânica contra os alemães, que acabou impedindo uma invasão nazista.

Essa foi a época que definiu o patriotismo do meu pai e de toda uma nação. "Éramos nós, sozinhos", ele me contava até o fim de seus dias. "Somente nossa ilha contra o poder de Hitler."

Sem nenhuma dúvida, trata-se de um momento glorioso. Mas há ressalvas. Primeiro, a frase "era a gente sozinho" esquece que, na época, essa "ilha" (o Reino Unido) ainda era dona de um império. E os milhões de súditos indianos?

Também não é um momento que se pode tomar como representativo da política externa do país, pelo menos nos tempos de império. Foram séculos de conquistas e roubos. O verão de 1940, então, fornece uma base frágil para se construir um senso de patriotismo.

Mas é típico das histórias que as nações contam sobre si próprias. E, às vezes, o mito acaba valendo mais do que a verdade.

No Brasil, por exemplo, tem um mito que é contado todos os dias, e aceito como se fosse a verdade mais pura e incontestável. Impossível contar quantas vezes ouvi essa frase das mais diversas pessoas nas mais diversas situações. Mas, normalmente, em tom de lamúria.

"A gente foi colonizado pelos portugueses".

Obviamente, o Brasil fazia parte do império de Portugal. A terra, sim, foi dominada pelos "portugas". Mas o povo? Aí é outra história.

Os indígenas foram colonizados, e os africanos vieram como mercadoria, no processo brutal e desumano de escravidão. O restante – e não é pouca gente, não – veio para cá por opção. Chegou da Europa, do Oriente Médio e da Ásia. As pesquisas de DNA mais atuais estão revelando um Brasil muito mais europeu do que se pensa, por exemplo.

A verdade é - mais do que colonizados, o Brasil é cheio de descendentes de colonizadores, principalmente em posições de poder e em que mudanças podem, sim, ser implementadas. E estão fazendo o quê? Culpando os portugueses.

Por que, então, tanta confusão sobre um assunto tão básico? Uma coisa é certa. O conceito de Brasil colonizado é bastante útil para a elite. Coloca a massa do povo numa posição de passividade. Sempre tem alguém para culpar. Atraso, subdesenvolvimento? Não tem saída além de lamentar a herança portuguesa.

Claro, as cartas foram marcadas contra a América do Sul, tachada como mero fornecedor da matéria-prima. Mas houve uma elite local que ficava bastante satisfeita com isso, com um interesse no próprio atraso do país, na passividade do povo.

Foi somente a grande crise financeira de 1929 nos Estados Unidos, e a consequente queda na demanda externa por produtos agrícolas, que obrigou a elite a apoiar um projeto de desenvolvimento nacional, chefiado por Getúlio Vargas.

Mas culpar a elite traria uma armadilha semelhante a culpar os portugueses.

Acho que a maioria aqui concorda que o Brasil tem que mudar muita coisa. Uma delas são os mitos. O Brasil precisa é de encontrar novos mitos. Os velhos estão ultrapassados.

Quer ver outro? "Brasil, a terra da alegria". Quantas vezes ouvi o povo, muitas vezes até explicando essa passividade frente aos problemas, sacar esse do leque de mitos. "A terra de alegria" não sobrevive a uma rápida caminhada por qualquer rua comercial do país. A quantidade de farmácias é impressionante! Será que um povo feliz precisa tomar tantos remédios?

A "terra de diversidade cultural" também já era. Felizmente, a miscigenação no mundo é hoje em dia muito mais comum e, em muitas cidades europeias, por exemplo, encontra-se uma gama muito mais ampla de etnias e religiões do que no Brasil.

Aí a questão prática é: surgirão novos mitos, quais? É tema para longas conversas e uma outra coluna.

*Formado em História e Política pela Universidade de Warwick, Vickery é um dos poucos jornalistas estrangeiros a ter uma carreira verdadeiramente bilíngue, com colaborações regulares tanto para veículos brasileiros quanto estrangeiros, sobretudo britânicos.

Fonte: BBC Brasil

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Ciro Gomes diz que oposição brasileira perdeu a noção e é chefiada por um calhorda



Antes de embarcar para Brasília no início da manhã desta quinta-feira (15), Ciro Gomes fez uma breve análise da atual situação política brasileira em entrevista ao jornalista José Maria Melo, do Diário do Nordeste. Indagado sobre a possibilidade de afastamento de Dilma, o atual presidente da Transnordestina defendeu a Chefe de Estado.



Crato (CE): Mais um homicídio perto da Praça dos Quatro Bancos no Seminário

O jovem Germano Yuri Batista Gonçalves, de 22 anos, foi assassinado com um tiro na face por volta das 22 horas deste sábado na Travessa Caririaçu, imediações da Praça dos Quatro Bancos, no bairro Seminário em Crato. Ele morava na Rua Juvêncio Barreto, Bairro Gizélia Pinheiro daquele município e, segundo a polícia, respondia por crimes de lesões corporais praticados nos dias 24 de junho de 2011 e no último dia 3 de abril em Crato.

Os Soldados Roberto e Fabiano foram avisados sobre estampidos de arma de fogo no local efetuados por dois homens em uma moto vermelha quando duas pessoas lesionadas tinham sido socorridas por populares. Quando os PMs chegaram ao Hospital São Francisco já souberam do óbito de Yuri. Outro jovem identificado por Nailton Batista de Sousa Silva, de 18 anos, que mora na Rua Maria Ivonete, 34 no bairro Seminário, foi atingido de raspão na cabeça e segue internado.

Este foi o segundo homicídio do mês de outubro em Crato e o 39º do ano no município. Na manhã do último dia 10 de outubro populares encontraram crivado de balas o corpo de Eduardo da Silva Vieira, de 36 anos, que residia na Rua Campos Elísio, 148 no bairro Santa Tereza em Juazeiro. O achado se deu no Sítio Malhada (Distrito de Ponta da Serra) em Crato dentro do mato perto de uma estrada carroçável com tiros na cabeça, no joelho e na coxa esquerda.

Demontier Tenório

Fonte: Miséria

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O que os bancos fazem para deixar você no vermelho

Tenho R$ 50 mil aqui para sortear. Todo mês. E de graça - não precisa comprar bilhete, rifa, nada. Na verdade, é melhor do que de graça: você ganha dinheiro para participar dos meus sorteios. E aí? Está dentro? "Lógico", qualquer um responderia. Não aceitar uma proposta dessas parece insanidade.

Justamente por isso, esse tipo de jogo existe na vida real. São os títulos de capitalização, aqueles que qualquer banco tem, e que 11 entre 10 gerentes tentam empurrar para os clientes de vez em sempre. À primeira vista, o título parece mesmo um negócio bacana. Você paga uma mensalidade pequena, R$ 20, por exemplo, e ganha o direito de participar de vários sorteios - um por semana, um por mês, um de R$ 10 mil, um de R$ 50 mil, eventualmente um especial de R$ 2 milhões; depende do banco. Aí, quando você não quiser mais participar da brincadeira, beleza: pega de volta o dinheiro todo que colocou ali. Corrigido.

Por esse ponto de vista, nem parece jogo. Parece investimento, e, ainda por cima, com emoção. Uma amizade financeira with benefits. A coisa é tão atraente que, só no ano passado, todos os títulos de capitalização do País captaram, juntos, R$ 21,8 bilhões. Uma cachoeira de dinheiro. Dá quase a captação líquida que a poupança teve no mesmo ano (ou seja, a quantidade que os brasileiros depositaram a mais do que retiraram das cadernetas, que foi de R$ 24 bilhões em 2014). Só tem um problema. Se você for pedir um conselho para um economista sobre títulos de capitalização, ele provavelmente vai começar a conversa com um verbo no imperativo: "Foge". Porque a coisa é uma roubada mesmo, pelo menos para quem pretende proteger o próprio dinheiro - e proteção é justamente o que as pessoas procuram num banco; quando elas querem outra coisa, vão para Las Vegas, ou para a lotérica.

A pegadinha dos títulos de capitalização é justamente a "capitalização". O dinheiro que você coloca ali vai render, na melhor das hipóteses, um pouco menos que a poupança, que já toma pau da inflação. Na pior das hipóteses, rende bem menos. É que alguns títulos corrigem o dinheiro aplicado só pela TR, a Taxa Referencial. No ano passado, ela foi de 0,8%. Neste, deve fechar o ano em pouco mais de 1,5%, contra quase 10% só de inflação. Ou seja: seu dinheiro evapora.

E até para tirar o dinheiro evaporado é difícil. Para entrar num título de capitalização, você firma um contrato longo - quatro anos, por exemplo, nos quais precisa pagar religiosamente a mensalidade para poder participar dos sorteios. Se você tiver que cortar essa despesa da sua vida e pegar o dinheiro de volta, vai pagar multas pesadas. Nos primeiros meses, ela pode chegar a 90% de tudo que você aplicou. Mesmo depois de dois anos, a multa ainda pode ser altíssima, na faixa dos 30%. O resgate total você só consegue, neste cenário de um título com contrato de quatro anos, justamente quatro anos depois de ter entrado na jogada. E o seu dinheiro virá com um rendimento pífio, bem abaixo da inflação, até porque acabam descontadas as despesas administrativas e o custeio das premiações - aquelas que você provavelmente não terá ganhado.

Sim, porque a chance de ganhar, na melhor das hipóteses, é de uma em 10 mil. É a mesma de ganhar na Mega-Sena marcando 15 números no bilhete. E igual a de você ser atingido por um raio uma vez na vida. Ou seja: se o seu gerente pedir para que você leve um título desses em troca da liberação de um empréstimo, procure outro banco. E, se você quiser diversão, melhor arriscar na loteria mesmo. Afinal, é mais caro imobilizar R$ 20 por mês durante quatro anos para concorrer a R$ 2 milhões do que gastar R$ 3,50 num dia para tentar R$ 100 milhões na Mega-Sena. O sonho, ao menos, é maior.

Se títulos de capitalização fazem o seu dinheiro evaporar, rolar dívida do cartão de crédito equivale a tocar fogo na sua grana, e depois jogar gasolina para ver se apaga o incêndio. Quando você não tem dinheiro para quitar a fatura e faz só aquele pagamento mínimo, entra no "cartão rotativo" - o nome popular para o ato de pagar dívida do cartão de crédito com o crédito do próprio cartão.

Em qualquer país do mundo, isso é a pior coisa que você pode fazer com o seu dinheiro, fora picá-lo para produzir confete. Mas no Brasil é pior: fazer confete com as notas pode ser uma alternativa mais atraente. É que os nossos juros do cartão são os maiores do mundo, de longe. Dá 378% ao ano. Isso em média, porque, dependendo do banco e do tipo de cartão, a brincadeira pode sair a 600%, 700% ao ano. É juro de fazer agiota corar. Na Colômbia, que não é nenhuma Suíça, a média do rotativo está em 62%. Na Argentina, que tem a nota mais baixa possível no ranking de bons pagadores da Standard & Poors e, portanto, tenderia a praticar juros altos em todos os ramos da economia, o rotativo não passa de 37%/ano. Nos EUA, 22%. Na Suíça, 15%.

Por aqui, levando em conta só a média, R$ 1.000 no rotativo viram R$ 4.780 em um ano. Em cinco anos, a dívida cresce para R$ 3 milhões. Em 14 anos, dá o PIB do Brasil. Mais encargos. É suicídio financeiro num país cujos estudantes ocupam a 58ª posição de 65 em matemática no Pisa, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. Tanto que 96% das pessoas não sabem quais são as taxas de juros cobradas quando optam por pagar o mínimo, segundo uma pesquisa da SPC.

Talvez por isso mesmo 61%, dos inadimplentes no Brasil, ainda de acordo com a Sociedade de Proteção ao Crédito, estão com o nome sujo porque deixaram de pagar a fatura do cartão. Falta de planejamento? Sem dúvida. Mas não dá para apontar só para a irresponsabilidade financeira dos inadimplentes. Quando você vai pagar seu cartão pela internet, o pagamento mínimo surge na tela com tanto destaque quanto o valor de fato da fatura. Para quem está pendurado, venden­­­do o carro para pagar a gasolina, isso induz ao endividamento. E pode garantir um passaporte para o Mundo Fantástico dos Maiores Juros da Terra.

Para escapar desse trem fantasma, o jeito é ir até o banco, pedir um empréstimo pessoal, e usar o dinheiro para pagar a fatura. Nisso os juros podem cair de 400%, 500% ao ano para algo menos nocivo. Alguns bancos já dão essa opção na própria fatura do cartão, até - se não puder pagar tudo nem quiser cometer o erro de entrar no rotativo, eles parcelam a dívida a juros menos escorchantes. Já é alguma coisa. Mas cuidado: se você pedir para o banco errado, pode sair mais caro ainda. Aqueles que oferecem crédito (extremamente) fácil, chegam a cobrar mais de 700% ao ano nos empréstimos.

Seja como for, entidades civis como a Associação Brasileira de Defesa ao Consumidor pedem é a extinção dos juros galácticos no rotativo. Querem que os bancos se atenham aos valores terráqueos que o resto do mundo já pratica para quem fica devendo no cartão. Bacana, mas falta combinar com os bancos, porque ninguém, em nenhum ramo da economia, gosta de mexer em time que está ganhando.

As vitórias ali, por sinal, são só de goleada, amigo da SUPER: no ano passado, nossos maiores bancos tiveram uma rentabilidade de 18,23% sobre o próprio patrimônio - nos EUA, que não são exatamente um país antipático aos bancos, eles rendem apenas 7,68%. Das quatro empresas de capital aberto mais lucrativas da América Latina, três são bancos brasileiros: Itaú-Unibanco (US$ 7,6 bilhões em 2014), Bradesco (US$ 5,6 bilhões) e Banco do Brasil (R$ 4,2 bilhões).

A explicação para esses números está no aumento acelerado da demanda por crédito, o famoso empréstimo de dinheiro. No início do século 21, só 28% dos brasileiros tinham conta bancária. Hoje, são 60%. Em 2003, o saldo de crédito oferecido pelos bancos era de 21,8% do PIB. Quando Lula passou a faixa presidencial para Dilma, em 2010, era de 44%. Hoje, de 54%. Bom, do mesmo jeito que uma siderúrgica vende aço e uma petroleira vende petróleo, banco vende crédito. Nossos bancos, então, estão vendendo mais. Natural. Só que eles vendem mais caro também, e não só no rotativo. Olha só. Os brasileiros gastam, em média, 9,5% dos seus salários pagando juros. Nem parece tanto. No Canadá, aquela maravilha da civilização ocidental, é quase a mesma coisa: eles gastam 7% da renda mensal só com juros. Então estamos até bem, certo?

Certo. Mas falta um detalhe aí. O endividamento médio das famílias no Brasil equivale a 46,3% da renda anual delas. Ou seja: uma família que ganha R$ 100 mil por ano tende a ter R$ 46 mil em dívidas. Nos Canadá, são 167%. Um canadense que faz o equivalente a R$ 100 mil por ano deve R$ 167 mil. Uma bica. E, mesmo assim, o canadense típico gasta só 7% com juros. Nós, quase 10%.

E não é só com crédito que banco ganha. Também tem as taxas. Se você coloca o seu dinheiro num fundo DI, por exemplo, o rendimento dele vai acompanhar a Selic (tirando IR e tudo o mais, dá um pouco menos que a taxa básica de juros, mas já ganha da poupança). Bom, os bancos têm cobrado taxas na faixa de 2% ao ano no DI. Isso significa que, se você colocar R$ 10.000 num DI desses, R$ 200 (2% do total) já vão direto para o bolso do banco.

Não faz sentido. Um fundo DI de banco investe em títulos públicos que pagam a Selic. Se você comprar esses títulos por conta própria, via Tesouro Direto, vai pagar 0,5% ao ano (0,3% que a Bovespa cobra mais algo em torno de 0,2% para a corretora). Mais um pouco de numeralha: essa diferença de 1,5% ao ano no rendimento faz diferença. Em 20 anos, o 1,5% a mais se transforma em 35% a mais, graças à magia dos juros compostos. É aí que o banco ganha forte no longo prazo, e você perde. Pois é: um fundo DI comum costuma ter patrimônio na casa dos R$ 250 milhões em dinheiro de clientes. 1,5% disso dá R$ 3,8 milhões ao ano. O banco fica com essa diferença basicamente para comprar títulos públicos por você, coisa que não dá muito trabalho. Tanto que poderia ser feita por você mesmo. Até porque é divertido investir por conta própria. Com a vantagem de que, nesse caso, você não gasta dinheiro. Ganha.

Fonte: Superinteressante

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Barbalha (CE): Menor é assassinado dentro de uma chácara na zona rural

Um homicídio foi registrado por volta das 14 horas deste sábado dentro de uma chácara localizada no Sítio Venha Ver na zona rural de Barbalha. O adolescente Wedson dos Santos Ribeiro, de 15 anos, conhecido como "B", que residia na Rua P4 número 673 no Sítio Mata dos Limas naquele município tinha acabado de chegar ao local - onde mora um amigo - acompanhado de outros dois menores.

Segundo informações colhidas pela polícia, dois homens chegaram ao imóvel em uma moto vermelha se passando por policiais quando mandaram todos ali presentes deitaram no chão. Um dos acusados já com arma em punho foi direto ao encontro de Wedson que estava no chão e efetuou cinco disparos de revólver, sendo a maioria na cabeça. Depois, a dupla fugiu na moto em alta velocidade.

Este foi o primeiro homicídio do mês de outubro em Barbalha e o 27º do ano no município ou quatro a mais que os 23 registrados no decorrer do ano passado. O último aconteceu na tarde do dia 25 de setembro na Rua Projetada 3, número 792 no Sítio Mata dos Limas. Francisco de Sousa Pereira Filho, de 19 anos, o “Juninho”, morava na casa número 672 da mesma rua e estava em um andaime colocando um forro de gesso quando dois homens chegaram em uma moto Honda de cor vermelha e o mataram a tiros.

Demontier Tenório

Fonte: Miséria

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O que você precisa saber sobre o Brasil de hoje para o Enem

Daqui a menos de uma semana, 7,8 milhões de estudantes brasileiros devem prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – porta de entrada para algumas universidades públicas e requisito para a obtenção de bolsas de programas como o ProUni.

Nesta reta final, é comum que o candidato tire um tempinho para revisar o que já foi estudado durante o ano e se atualizar. Para facilitar um pouco a tarefa, EXAME.com consultou um time de professores que indicaram sete aspectos do Brasil de hoje que podem ser abordados tanto nas questões objetivas como na redação. Veja quais foram as apostas.

Crise da água
Desde o ano passado, as grandes metrópoles do Sudeste convivem com o medo das torneiras secarem.

Em São Paulo, a diminuição drástica do volume dos sistemas de abastecimento como o Cantareira fez com que parte da população sofresse com a redução da pressão de água e cortes no abastecimento.

A crise também afetou indústrias e comércio, que precisaram diminuir o ritmo da produção.

Para os professores consultados, o tema poderá aparecer na prova objetiva, com questões relacionadas ao meio ambiente, mas, também, ao desperdício e à responsabilidade do poder público de administrar o recurso.

“Apesar da questão ser mais ligada ao centro-sul do país, o tema é de interesse nacional e foi muito repercutido”, diz Rui Calaresi, professor de Geografia do Cursinho da Poli.

PEC das Domésticas
Em junho deste ano, Dilma Rousseff sancionou o texto que regulamenta a chamada PEC das Domésticas.

A PEC entrou em vigor em 2013, mas alguns temas ainda precisavam ser regulamentados. Dois anos depois, as regras saíram do papel e trouxeram mudanças importantes para quem emprega e para quem trabalha na área.

Como o tema gerou muitas discussões na época, a aposta dos professores é que ele apareça no Enem deste ano – inclusive, como tema da redação.

Violência contra mulher
A sanção da lei que classifica o feminicídio como crime hediondo é outro tema que deve ser abordado nas provas do Enem. Desde março deste ano, o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou discriminação de gênero.

O texto prevê o aumento da pena quando o crime for cometido na presença de descendente ou ascendente da vítima, se for contra menores de 14 anos ou maiores de 60 e se acontecer durante a gestação.

A proposta foi aplaudida pela Organização das Nações Unidas, que a caracterizou como “um avanço político, legislativo e social”.

Ética e corrupção
Para os professores consultados, é pouco provável que apareça na prova questões ligadas às recentes investigações de corrupção no Brasil, como as da Operação Lava Jato.

Isso, no entanto, não impede que a ética de governantes e dirigentes seja abordada nas questões, sugere João Puglisi, diretor editorial do Sistema de Ensino Poliedro.

Maioridade penal
Outro tema que gerou polêmica neste ano foi a proposta de redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue, agora, para o Senado.

Segundo uma pesquisa feita pelo Datafolha, 87% dos brasileiros dizem ser favoráveis à redução da maioridade penal.

A questão, no entanto, é complexa e, por isso, é apontada como um provável tema da redação.

Mobilidade Urbana
A vida nas cidades é tema recorrente no Enem. Neste ano, podem ser abordadas questões ligadas à mobilidade urbana, como a construção de ciclofaixas e, até mesmo, o Uber.

“A questão da especulação imobiliária e a periferização das cidades também podem inspirar questões”, diz Hugo Anselmo, professor de Geografia do Anglo Vestibulares.

Conceito de família e discussão de gênero
Há uma definição correta de família? Em fevereiro deste ano o tema ganhou destaque depois que uma enquete que questionava justamente isso foi colocada no site da Câmara dos Deputados.

A ideia era medir a aprovação do projeto de Lei 6583/13, do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), que coloca família como o núcleo formado pela união de um homem e de uma mulher.

Recentemente, a Comissão Especial que avalia o projeto de Lei aprovou a mesma definição, excluindo do texto os casais homoafetivos. A decisão gerou polêmica e muitas discussões, mas segue para votação na Câmara.

Fonte: Exame.com

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Brasil registra primeira união estável entre 3 mulheres

Há pouco mais de uma semana, o Brasil registrou sua primeira união estável entre três mulheres. O local escolhido para a formalização foi o 15º Ofício de Notas do Rio, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste. De acordo com o Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), este é o segundo trio que declara oficialmente uma relação. O primeiro caso aconteceu em Tupã, no interior de São Paulo, em 2012. Na ocasião, um homem e duas mulheres procuraram um cartório para registrar a relação.

Com medo de serem hostilizadas, as três mulheres preferiram não dar entrevista. De acordo com a tabeliã Fernanda de Freitas Leitão, que celebrou a união, o fundamento jurídico para a formalização desse tipo de união é o mesmo estabelecido na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2011, ao reconhecer legalmente os casais homossexuais. "Não existe uma lei específica para esse trio, tampouco existe para o casal homoafetivo. Isso foi uma construção a partir da decisão do STF, que discriminou todo o fundamento e os princípios que reconheceram a união homoafetiva como digna de proteção jurídica. E qual foi essa base? O princípio da dignidade humana e de que o conceito de família é plural e aberto. Além disso, no civil, o que não está vedado, está permitido", explicou a tabeliã.

O presidente do IBDFAM, Rodrigo Pereira, declarou que a relação entre três pessoas é reconhecida quando for caracterizada como núcleo familiar único. "Essas três mulheres constituíram uma família. É diferente do que chamamos de família simultânea (casais homo ou heterossexuais). Há milhares de pessoas no Brasil que são casadas, mas têm outras famílias. Esses são núcleos familiares distintos. Essas uniões de três ou mais pessoas vivendo sob o mesmo teto nós estamos chamando de famílias poliafetivas", afirmou Pereira.  Por lei, uma mesma pessoa não pode se casar com outras duas. Mas o caso do trio é diferente por ser visto como uma união única.

Fonte: Jornal do Commercio

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Servidores do IFCE mantêm greve em todo o Ceará, diz sindicato

Por maioria dos votos, os servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), decidiram manter a greve. Segundo o sindicato da categoria, as paralizações vão continuar até que seja assinado o acordo entre o Comando Nacional de Greve, do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) e o Governo Federal, por meio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

A assinatura de acordo está prevista para quarta-feira (21). "Até lá a categoria seguirá mobilizada no Ceará, inclusive realizando novas reuniões para debate e continuidade de ações quanto à pauta local de reivindicação e preparação de novas", informa o sindicato, em nota.

Na assembleia desta sexta-feira (16) os servidores aprovaram acordo com a reitoria, quanto a 15 pontos de reivindicação apresentados pelos trabalhadores. A proposta será agora levada para assinatura pela Reitoria e pelo Comando Geral de Greve, formalizando o acordo.

Nova assembleia
Uma nova assembleia geral dos servidores do IFCE foi marcada para a próxima sexta (23), onde os servidores farão nova votação para encerrar ou não a greve. Segundo o sindicato, caso seja confirmada a assinatura do acordo com o Governo Federal, os servidores cearenses decidirão na assembleia do dia 23 quando e como se dará o retorno às atividades.

Fonte: G1 CE

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Sem seguro, usinas nucleares de Angra 1 e 2 podem parar

As usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 podem ter de parar de operar no fim deste mês, conforme antecipou o jornalista Ancelmo Gois em sua coluna no jornal O GLOBO na edição deste sábado (17). De acordo com fontes do governo, a apólice de seguro das duas unidades, que era feita pelo Bradesco, venceu no dia 30 de setembro. O fato de o Bradesco não ter renovado pegou de surpresa a própria Eletronuclear, responsável pelas usinas. Assim, “no sufoco”, segundo essa fonte, a apólice do Bradesco foi renovada por mais um mês, prazo que vence no dia 30 deste mês.

A Eletronuclear iniciou conversas com outras seguradoras, uma chegou a negociar a apólice, mas desistiu.

— É um problema complicado que tem de se resolver até 30 de outubro. Sem isso, as usinas vão ter que parar como manda a lei — disse essa fonte do governo que não quis se identificar.

A apólice paras usinas têm duração de três anos. No caso de Angra 1 e Angra 2, o valor somado é de US$ 1,3 bilhão.

— As usinas para operarem têm que ter um seguro cujos os termos são estabelecidos em tratado internacional de que o Brasil é signatário. É o Tratado de Paris — explicou essa fonte.

As duas usinas de Angra geram 648 megawatts médios, o que equivale a 0,94% de toda a energia gerada no país. Os dados são referentes ao dia 16 de outubro, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Procurada, a Eletronuclear não estava disponível para comentar. Também ainda não foram encontrados representantes do Bradesco.

Problemas também em Angra 3
Mas os problemas vão além de Angra 1 e 2. A unidade Angra 3 - que está com 57,1% das obras concluídas e foi alvo de pagamento de propina, segundo revelou a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal - está hoje com as obras suspensas temporariamente. Segundo a Eletronuclear, o objetivo é “ter um apanhado geral da situação e verificar as condições financeiras”. Aind de acordo com a Eletronuclear, “será feita uma reavaliação minuciosamente de todos os contratos e as fontes de financiamentos, diante das dúvidas que passaram a pairar em função da Operação Lava-Jato”.

Apesar da paralisação, o objetivo é tentar concluir as obras de Angra 3 no final de 2018 e iniciar sua operação comercial em 2019. O empreendimento demandará investimentos totais diretos de cerca de R$ 14,8 bilhões, conforme a Eletronuclear.

Fonte: O Globo

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4 razões científicas para gostar de cerveja

Não é difícil gostar de cerveja. Afinal, basta um gole para você se sentir bem – pelo menos é o que garante a ciência. Mas existem ainda outros benefícios à saúde. Dá uma olhada. (em tempo: eles só não vão funcionar se você sempre exagerar na dose, ok?)

Cerveja faz bem para os ossos
Uns cientistas espanhóis perguntaram a 1700 mulheres, com idade média de 48 anos, quais eram os hábitos alcoólicos. E perceberam que as voluntárias fãs de cerveja tinham melhor densidade óssea (isso diminui o risco de osteoporose) do que as que bebiam vinho ou não tomavam álcool. Segunódo a pesquisa, os benefícios vêm dos hormônios naturais da cerveja – e não do álcool.

Cerveja protege contra a pneumonia
Só que exigiria um fígado de aço. Segundo pesquisa da Universidade Sapporo Medical, o humulone, componente do lúpulo, ajuda a combater um vírus que causa bronquiolites e pneumonia. Mas como não vai muito humulone nas receitas de cerveja, seria necessário beber 10 litros por dia para sentir os efeitos benéficos dele. Melhor cuidar da pneumonia de outra forma, né?

Cerveja faz bem para o coração
A pedido de pesquisadores gregos, 17 homens tiveram de beber 400 mL de cerveja em uma hora. Antes e depois desse difícil desafio, eles passaram por testes para avaliar a saúde dos vasos sanguíneos. E, tcharan, depois da cervejinha, as artérias ficaram mais flexíveis. Culpa do álcool e dos antioxidantes da bebida: essa união protege contra doenças cardíacas. Segundo a pesquisa, beber um pouco mais de meio litro de cerveja por dia diminui os riscos de infarto e derrames em até 30%.

Noite com cerveja pode acabar em sexo
Pois é. O pessoal do OkCupid, site de relacionamento americano, perguntou aos seus usuários se curtiam uma cerveja e se topavam sexo no primeiro encontro. Resultado: os cervejeiros são 60% mais propensos a ir para cama com um recém-conhecido.

Fonte: Superinteressante

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Crato (CE): Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano participa de capacitações

A Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Ceará – SEMA realizou nos dias 15 e 16 de outubro, em parceria com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará – COGERH,  a capacitação das Comissões Gestoras das Fontes Engenho de Serra no Distrito de Santa Fé e Batateiras no Sítio Luanda.

Durante a formação, foram discutidas questões relativas à Área de Preservação Permanente - APP  da Chapada do Araripe, bem como temas como os Serviços Ambientais Florestais e Cadastro Ambiental Rural – CAR. Foi também discutida a situação das nascentes e os problemas de abastecimento das comunidades e a qualidade da água e contaminação da água por efluentes domésticos.

A capacitação é parte do Programa PforR – Projeto de Apoio ao Crescimento Econômico com Redução das Desigualdades e Sustentabilidade Ambiental (Programa por Resultados), e contou com a parceria SEMA/COGERH, esta última envolvida na mobilização dos membros das respectivas comissões. Ministraram estas capacitações os gestores ambientais Sérgio Mota e Milton Alves, da Coordenadoria de Educação Ambiental e Articulação Social – COEAS/SEMA. A Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato foi representada pelos Técnicos Ianamar Peixoto e Paulo Botelho.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Intelectuais lançam manifesto contra impeachment de Dilma

Na última sexta-feira (16),um grupo de intelectuais lançou um manifesto contra as propostas de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No documento, intitulado A Sociedade Brasileira Precisa Reinventar a Esperança, o impedimento é apontado como um risco à “constitucionalidade democrática” e uma violação do Estado de Direito. Segundo o manifesto, não há base jurídica para os pedidos. “Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidenta Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime”, enfatiza o texto. A ideia do grupo é, a partir de agora, continuar a articulação contra o impeachment com movimentos sociais.

Um dos responsáveis por elaborar o documento, o jurista Fabio Konder Comparato, disse que os argumentos a favor do afastamento de Dilma referem-se a ações do mandato anterior. Porém, de acordo com ele, a chefe do Executivo só poderia ser declarada impedida por fatos relativos à gestão atual. “O que a oposição, por intermédio de dois eminentes juristas, está fazendo é levantar para a discussão fatos ocorridos durante o primeiro mandato da presidente Dilma”, ressaltou.

Foi registrado na manhã da última quinta-feira (15), no 4º Cartório de Notas, na zona oeste da capital paulista, um pedido de impeachment assinado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Conceição Paschoal. Segundo Reale, o pedido é um compilado de diversos textos apresentados anteriormente, com acréscimo da rejeição das contas do governo referentes à 2014 pelo Tribunal de Contas da União [TCU]”.

Para Comparato, ainda que os atrasos em repasses a bancos públicos tenham continuado a ocorrer neste ano, o tema só pode ser apreciado pelo TCU em 2016. “Trata-se de uma irregularidade orçamentária que precisa de um processo de definição, um processo no Tribunal de Contas da União. Esse processo é feito só no exercício financeiro imediatamente posterior”, explicou.

O cientista político André Singer chamou o movimento que busca afastar Dilma de “golpista”. “Nós estamos aqui para dizer, em alto e bom som, que a tentativa de cassar a presidenta Dilma Rousseff é um grave retrocesso institucional e um grave atentado a democracia”, disse o ex-porta-voz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao abrir as falas da reunião em que foi lançado o manifesto. O encontro ocorreu no campus Maria Antônia da Universidade de São Paulo, no centro da capital paulista.

“Evidentemente que o impeachment é uma figura constitucional, faz parte das regras do jogo, mas não na forma de um pseudoparlamentarismo, em que se tenta sem nenhuma justificativa racional, demonstrável, derrubar um governo constitucionalmente eleito, legítimo e que está governando”, criticou Singer.

A filósofa Marilena Chauí disse que vê os pedidos de impeachment como um ataque aos avanços democráticos construídos após o fim da ditadura. “Independentemente das limitações das ações desses últimos governos, foi nessa direção que se caminhou. Na direção de um espaço público republicano e de um espaço democrático de direitos. É isso que ser quer frear”.

O escritor Fernando Morais destacou que haverá resistência política caso se queira afastar Dilma institucionalmente, como feito com Fernando Lugo, no Paraguai, ou à força, como feito com Manuel Zelaya em Honduras. “Nós temos que deixar absolutamente claro que no golpe não levam. Só levam no voto. Seja golpe paraguaio ou hondurenho, não importa. Só mudam o projeto de nação, com o qual nós estamos comprometidos, no voto. Na mão grande [com trapaça] nós não permitiremos”.

Leia a íntegra do manifesto:

“A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança

A proposta de impeachment implica sérios riscos à constitucionalidade democrática consolidada nos últimos 30 anos no Brasil. Representaria uma violação do princípio do Estado de Direito e da democracia representativa, declarado logo no art.1o. da Constituição Federal.

Na verdade, procura-se um pretexto para interromper o mandato da Presidente da República, sem qualquer base jurídica para tanto. O instrumento do impeachment não pode ser usado para se estabelecer um “pseudoparlamentarismo”. Goste-se ou não, o regime vigente, aprovado pela maioria do povo brasileiro, é o presidencialista. São as regras do presidencialismo que precisam vigorar por completo.

Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidente Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime. Impeachment é instrumento grave para proteger a democracia, não pode ser usado para ameaçá-la.

A democracia tem funcionado de maneira plena: prevalece a total liberdade de expressão e de reunião, sem nenhuma censura, todas as instituições de controle do governo e do Estado atuam sem qualquer ingerência do Executivo.

É isso que está em jogo na aventura do impeachment. Caso vitoriosa, abriria um período de vale tudo, em que já não estaria assegurado o fundamento do jogo democrático: respeito às regras de alternância no poder por meio de eleições livres e diretas.

Seria extraordinário retrocesso dentro do processo de consolidação da democracia representativa, que é certamente a principal conquista política que a sociedade brasileira construiu nos últimos trinta anos.

Os parlamentares brasileiros devem abandonar essa pretensão de remover presidente eleita sem que exista nenhuma prova direta, frontal de crime. O que vemos hoje é uma busca sôfrega de um fato ou de uma interpretação jurídica para justificar o impeachment. Esta busca incessante significa que não há nada claro. Como não se encontram fatos, busca-se agora interpretações jurídicas bizarras, nunca antes feitas neste país. Ora, não se faz impeachment com interpretações jurídicas inusitadas.

Nas últimas décadas, o Brasil atingiu um alto grau de visibilidade e respeito de outras nações assegurado por todas as administrações civis desde 1985. Graças a políticas de Estado realizadas com soberania e capacidade diplomática, na resolução pacifica dos conflitos, com participação intensa na comunidade internacional, na integração latino-americana, e na solidariedade efetiva com as populações que sofrem com guerras ou fome.

O processo de impeachment sem embasamento legal rigoroso de um governo eleito democraticamente causaria um dano irreparável à nossa reputação internacional e contribuiria para reforçar as forças mais conservadoras do campo internacional.

Não se trata de barrar um processo de impeachment, mas de aprofundar a consolidação democrática. Essa somente virá com a radicalização da democracia, a diminuição da violência, a derrota do racismo e dos preconceitos, na construção de uma sociedade onde todos tenham direito de se beneficiar com as riquezas produzidas no pais. A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança.

Assinam, entre outros: Antonio Candido; Alfredo Bosi; Evaristo de Moraes Filho e Marco Luchesi, membros da Academia Brasileira de Letras; Andre Singer; o físico Rogério Cézar de Cerqueira Leite; Ecléa Bosi; Maria Herminia Tavares de Almeida; Silvia Caiuby; Emilia Viotti da Costa; Fabio Konder Comparato; Guilherme de Almeida, presidente Associação Nacional de Pós-Graduação em Direitos Humanos, ANDHEP; Maria Arminda do Nascimento Arruda; Gabriel Cohn; Amelia Cohn; Dalmo Dallari; Sueli Dallari; Fernando Morais; Marcio Pochman; Emir Sader; Walnice Galvão; José Luiz del Roio, membro do Fórum XXI e ex-senador da Itália; Luiz Felipe de Alencastro; Margarida Genevois e Marco Antônio Rodrigues Barbosa, ex-presidentes da Comissão Justiça e Paz de São Paulo; os cientistas políticos Cláudio Couto e Fernando Abrucio; Regina Morel; o biofísico Carlos Morel; Luiz Curi; Isabel Lustosa; José Sérgio Leite Lopes; Maria Victoria Benevides, da Faculdade de Educação da USP; Pedro Dallari; Marilena Chaui; Roberto Amaral e Paulo Sérgio Pinheiro”

Fonte: Congresso em Foco

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O “alarmante” uso de agrotóxicos no Brasil atinge 70% dos alimentos

Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano. É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). "Os dados sobre o consumo dessas substâncias no Brasil são alarmantes", disse Karen Friedrich, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa. Segundo o Dossiê Abrasco - um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas. "Isso sem contar os alimentos processados, que são feitos a partir de grãos geneticamente modificados e cheios dessas substâncias químicas", diz Friederich. De acordo com ela, mais da metade dos agrotóxicos usados no Brasil hoje são banidos em países da União Europeia e nos Estados Unidos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam, anualmente, 70.000 intoxicações agudas e crônicas.

O uso dessas substâncias está altamente associado à incidência de doenças como o câncer e outras genéticas. Por causa da gravidade do problema, na semana passada, o Ministério Público Federal enviou um documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendando que seja concluída com urgência a reavaliação toxicológica de uma substância chamada glifosato e que a agência determine o banimento desse herbicida no mercado nacional. Essa mesma substância acaba de ser associada ao surgimento de câncer, segundo um estudo publicado em março deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) juntamente com o Inca e a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC). Ao mesmo tempo, o glifosato foi o ingrediente mais vendido em 2013 segundo os dados mais recentes do Ibama.

Em resposta ao pedido do Ministério Público, a Anvisa diz que em 2008 já havia determinado a reavaliação do uso do glifosato e outras substâncias, impulsionada pelas pesquisas que as associam à incidência de doenças na população. Em nota, a Agência diz que naquele ano firmou um contrato com a Fiocruz para elaborar as notas técnicas para cada um dos ingredientes - 14, no total. A partir dessas notas, foi estabelecida uma ordem de análise dos ingredientes "de acordo com os indícios de toxicidade apontados pela Fiocruz e conforme a capacidade técnica da Agência".

Enquanto isso, essas substâncias são vendidas e usadas livremente no Brasil. O 24D, por exemplo, é um dos ingredientes do chamado 'agente laranja', que foi pulverizado pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, e que deixou sequelas em uma geração de crianças que, ainda hoje, nascem deformadas, sem braços e pernas. Essa substância tem seu uso permitido no Brasil e está sendo reavaliada pela Anvisa desde 2006. Ou seja, faz quase dez anos que ela está em análise inconclusa.

O que a Justiça pede é que os ingredientes que estejam sendo revistos tenham o seu uso e comércio suspensos até que os estudos sejam concluídos. Mas, embora comprovadamente perigosos, existe uma barreira forte que protege a suspensão do uso dessas substâncias no Brasil. "O apelo econômico no Brasil é muito grande", diz Friedrich. "Há uma pressão muito forte da bancada ruralista e da indústria do agrotóxico também". Fontes no Ministério Público disseram ao EL PAÍS que, ainda que a Justiça determine a suspensão desses ingredientes, eles só saem de circulação depois que os fabricantes esgotam os estoques.

O consumo de alimentos orgânicos, que não levam nenhum tipo de agrotóxico em seu cultivo, é uma alternativa para se proteger dos agrotóxicos. Porém, ela ainda é pouco acessível à maioria da população. Em média 30% mais caros, esses alimentos não estão disponíveis em todos os lugares. O produtor Rodrigo Valdetaro Bittencourt explica que o maior obstáculo para o cultivo desses alimentos livres de agrotóxicos é encontrar mão de obra. "Não é preciso nenhum maquinário ou acessórios caros, mas é preciso ter gente para mexer na terra", diz. Ele cultiva verduras e legumes em seu sítio em Juquitiba, na Grande São Paulo, com o irmão e a mãe. Segundo ele, vale a pena gastar um pouco mais para comprar esses alimentos, principalmente pelos ganhos em saúde. "O que você gasta a mais com os orgânicos, você vai economizar na farmácia em remédios", diz. Para ele, porém, a popularização desses alimentos e a acessibilidade ainda levarão uns 20 anos de briga para se equiparar aos produtos produzidos hoje com agrotóxico.

Bittencourt vende seus alimentos ao lado de outras três barracas no Largo da Batata, zona oeste da cidade, às quartas-feiras. Para participar desse tipo de feira, é preciso se inscrever junto à Prefeitura e apresentar todas as documentações necessárias que comprovem a origem do produto. Segundo Bittencourt, há uma fiscalização, que esporadicamente aparece nas feiras para se certificar que os produtos de fato são orgânicos.

No mês passado, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) sancionou uma lei que obriga o uso de produtos orgânicos ou de base agroecológica nas merendas das escolas municipais. A nova norma, porém, não tem prazo para ser implementada e nem determina o percentual que esses alimentos devem obedecer.

Segundo um levantamento da Anvisa, o pimentão é a hortaliça mais contaminada por agrotóxicos (segundo a Agência, 92% pimentões estudados estavam contaminados), seguido do morango (63%), pepino (57%), alface (54%), cenoura (49%), abacaxi (32%), beterraba (32%) e mamão (30%). Há diversos estudos que apontam que alguma substâncias estão presentes, inclusive, no leite materno.

No ano passado, a pesquisadora norte-americana Stephanie Seneff, do MIT, apresentou um estudo anunciando mais um dado alarmante: "Até 2025, uma a cada duas crianças nascerá autista", disse ela, que fez uma correlação entre o Roundup, o herbicida da Monsanto feito a base do glifosato, e o estímulo do surgimento de casos de autismo. O glifosato, além de ser usado como herbicida no Brasil, também é uma das substâncias oficialmente usadas pelo governo norte-americano no Plano Colômbia, que há 15 anos destina-se a combater as plantações de coca e maconha na Colômbia.

Em nota, a Anvisa afirmou que aguarda a publicação oficial do estudo realizado pela OMS, Inca e IARC para "determinar a ordem prioritária de análise dos agrotóxicos que demandarem a reavaliação".

Os alimentos mais contaminados pelos agrotóxicos
Em 2010, o mercado brasileiro de agrotóxicos movimentou 7,3 bilhões de dólares e representou 19% do mercado global. Soja, milho, algodão e cana-de-açúcar representam 80% do total de vendas nesse setor.

Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), essa é a lista da agricultura que mais consome agrotóxicos:
  • Soja (40%)
  • Milho (15%)
  • Cana-de-açúcar e algodão (10% cada)
  • Cítricos (7%)
  • Café, trigo e arroz (3 cada%)
  • Feijão (2%)
  • Batata (1%)
  • Tomate (1%)
  • Maçã (0,5%)
  • Banana (0,2%)
As demais culturas consumiram 3,3% do total de 852,8 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nas lavouras brasileiras em 2011.

Fonte: El País

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Crato (CE): STDS recebe visita técnica do Estado

A técnica da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social, Áurea Lobo, visitou durante os dias 14 e 15 deste mês, alguns equipamentos da Proteção Social Básica do município do Crato, como os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS). A culminância das visitas se deu com uma reunião na sede da SMTDS, sobre o Pacto de Aprimoramento. Participaram do momento, coordenadores, técnicos, a Secretária Elisangela Rodrigues, o diretor da Proteção Social Básica, Eugênio Silva, e a Secretária Adjunta da SMTDS, Ana Lúcia Gomes.

De acordo com Áurea Lobo, essas visitas já fazem parte do calendário de ações e são feitas pelo menos duas vezes por ano. A técnica informou que desta vez foi muito importante, pois foi possível aprimorar algumas questões, como algumas mudanças relacionadas ao CRAS, discussões de metas a serem cumpridas até 2017, além do prontuário eletrônico simplificado, que diz respeito a uma ferramenta de acompanhamento das famílias. “O momento foi muito positivo, sobretudo essa reunião com os coordenadores e técnicos, onde todos puderam colocar as suas dificuldades e através do diálogo nós conseguimos visualizar saídas”, ressaltou Áurea.

Eugênio avaliou a reunião como a consolidação da transparência dos serviços executados pela pasta no município doa Crato. “A efetivação dos nossos serviços fica evidente quando ocorre o monitoramento do Estado, uma vez que o nosso município é percussor na região do Cariri, de grande porte, garantido ainda mais as famílias atendidas por esta politica”, afirmou o diretor da Proteção Social Básica.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Enem: Saiba quais são os 12 erros mais cometidos na redação e como escapar deles

Para escrever uma redação nota 1.000 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o candidato deve estar bem treinado nas cinco competências avaliadas durante a correção do texto. Na primeira delas, a banca avaliadora irá conferir o domínio da norma padrão da língua escrita. De acordo com os professores, é nessa habilidade que se concentra a maioria dos erros dos candidatos: ortografia, acentuação e uso de expressões da língua falada são os principais deslizes que derrubam a nota.

Além de domínio da norma culta, o estudante precisa ainda compreender a proposta do texto dissertativo, defender um ponto de vista com bons argumentos, demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos e elaborar uma proposta de intervenção para o problema abordado na prova.

A pedido do site de VEJA, professores de cursinhos listaram as falhas mais comuns dos estudantes na hora de produzir a dissertação. Os erros vão desde fuga do tema - que resulta em um zero na redação - até uso de abreviações da internet. Confira os 12 principais erros cometidos pelos participantes e saiba como escapar deles:

Os erros mais cometidos na redação do Enem:

1- Fuga ao tema
A proposta de redação no Enem tem um tema dado pelo enunciado e três textos de apoio relacionados ao assunto. Suponha que o tema apresentado pelo exame seja "ações dos governos para combater a crise hídrica". O candidato, então, escreve um texto apresentando boas informações sobre a questão da escassez de água (dados geográficos e informações sobre o abastecimento), mas não fala nada sobre as ações de governo. A nota é zero.

Falar apenas sobre um aspecto do assunto em vez de abordar todo o tema acontece porque o aluno não dá a devida atenção à proposta de redação e aos textos motivadores – ambos muito importantes. “Normalmente a redação do Enem traz três textos de apoio, é preciso primeiro ler e considerar todos os textos para, só assim, escrever a redação”, diz Aníbal Telles, professor de redação no cursinho Anglo. “Isso acontece, muitas vezes, quando o candidato se identifica ou conhece um dos textos. Ele se empolga e se esquece de relacionar todos os textos de apoio”, completa Telles.

2- Ambiguidade
A ambiguidade é resultado de textos mal elaborados. Ela surge quando uma mesma frase possui sentidos diferentes, contrários até, confundindo a interpretação e a intenção do autor.

Exemplo com ambiguidade: “Houve discussão sobre o tráfico de drogas no Senado”

Na avaliação dos professores, há no exemplo acima uma ambiguidade gravíssima. A frase não deixa claro se o Senado discute a questão do tráfico de drogas — onde quer que ele ocorra —, ou se o que está em debate é o tráfico ocorrido no interior da Casa legislativa. Se a intenção é dizer que o Senado discutiu a questão do tráficon no Brasil, a frase poderia ser escrita como no exemplo a seguir: “Em uma sessão do Senado, houve uma discussão sobre o tráfico de maconha.”

"A orientação é que o candidato seja bem específico no que escreve e se certifique de que as frases expressam exatamente o que ele está pensando. Para isso, deve ler e reler as sentenças, imaginando todas as possíveis interpretações", afirma Aníbal Telles, professor de redação no cursinho Anglo.

3- Períodos muito longos
Frases longas podem ser um problema para a coesão do texto. Uma frase copmprida tem em média mais de 25 palavras. Quanto mais longas, maior a chance de erros. “O uso de conectivos inapropriados pode prejudicar o entendimento do texto. Além disso, as frases longas prejudicam a compreensão e dão chance a problemas de concordância”, diz Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli.

Confira um exemplo de frase longa com erro:

"Um homem costumava escrever para seus pais, que moravam no interior do país, e contar sobre suas aventuras na capital e também em outras cidades espalhadas pelo continente e pelo mundo, sempre escondendo nas cartas problemas que têm no dia a dia."

Nesse caso, o sujeito é "o homem". É ele quem escrevia e contava as aventuras. É ele também quem escondia os problemas. Logo, está errado o trecho "... problemas que têm no dia a dia." Isso seria correto se o sujeito fossem os pais, já que o verbo “ter” está no plural.

A sugestão é preferir frases curtas ou médias com, no máximo, 15 a 20 palavras. O exemplo com frases mais curtas eliminaria o erro:

"Um homem costumava escrever para seus pais, que moravam no interior do país. Nos textos, contava sobre suas aventuras na capital e também em outras cidades espalhadas pelo continente e pelo mundo. Ele sempre escondia, porém, os problemas do dia a dia."

4- Generalização e terceirização de problemas
Uma das cinco competências da redação do Enem exige que o candidato elabore uma proposta de intervenção ao tema proposto. “É preciso evitar argumentos que convoquem terceiros a lutar pela causa. A ideia do Enem é que o aluno pense detalhadamente em uma proposta de intervenção considerando as próprias ações”, diz Aníbal Telles, professor de redação no cursinho Anglo.

Exemplo: “Vamos todos corrigir o grave problema da violência contra a mulher”.

Nesse caso, o aluno deverá detalhar como isso pode ser feito, sugerindo, por exemplo, programas sociais nas escolas públicas. O mesmo vale para generalizações. É o caso de afirmações como "as pessoas não se preocupam com o meio ambiente". O candidato não pode garantir que todas as pessoas não se preocupam com o meio ambiente – a afirmação se torna, assim, imprecisa.

Além disso, palavras como “todos”, “nunca”, “jamais”, “único” e "sempre" devem ser evitadas, pois ajudam a construir generalizações indevidas.

5- Escrever em primeira pessoa do singular
No texto dissertativo-argumentativo é necessário escrever na terceira pessoa do singular. Termos como “na minha opinião”, “eu acho”, “eu penso” e “no meu ponto de vista” fogem da impessoalidade do texto proposto.

Exemplo com erro:

“Eu acho que a terra é redonda”

O pronome "eu", da primeira pessoa do singular, transmite uma opinião, o que foge da proposta dissertativa. O correto seria:

“A terra é redonda."

Além de ter o tom impessoal, a sentença também demonstra mais objetividade e força.

6- Expressões típicas da língua falada e gírias
A primeira competência da redação do Enem avalia a capacidade dos candidatos em demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. Isso exige, portanto, escrever dentro dos padrões da norma culta. Por isso, o candidato deve evitar expressões típicas da língua falada, registros da oralidade e gírias como “né”, “daí”, “tipo assim”, “tá ligado”. Prefira marcadores da língua padrão: “após esse instante”, “depois disso”, “além disso”.

A gíria pode ser usada, mas o estudante precisa deixar claro que sabe que se trata de um termo típico da língua falada. “Se forem aplicadas para exemplificar algo, colocadas entre aspas, pode valer a pena. Já os vícios da escrita informal e da escrita em meios digitais devem ser evitados”, disse Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli.

Além disso, também é preciso evitar o uso de abreviações da internet, como “vc”, “tb”, “cmg”, “pq”, “pra”. Prefira “você”, “também”, “comigo”, “porque”, “para”.

7- Erros ortográficos
Os erros ortográficos são o mais comum nas redações. “Os equívocos podem ser evitados com muita leitura e com atenção para os recursos utilizados pelos autores e para a forma e tom com que escrevem”, afirma Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli.

Erros ortográficos mais comuns: concientização (errado) no lugar de conscientização (certo); pretencioso (errado) em vez de pretensioso (certo); compreenssão (errado) em vez de compreensão (certo).

8- Uso incorreto das palavras "mal" e "mau"
Outro erro comum é a confusão na escolha das palavras “mau” e “mal”. Mau é um adjetivo, ou seja, qualifica um substantivo, como ocorre em “menino mau”. Já “mal” pode assumir a função de substantivo ou advérbio, ou seja, qualifica um verbo ou adjetivo.

Para facilitar, os professores aconselham uma antigaorientação: nas frases, substitua as palavras por seus antônimos: “bom” em lugar de “mau” e “bem” em lugar de “mal”.

Exemplos: “Fernanda anda mal de bicicleta.” >> substitua por >> “Fernanda anda bem de bicicleta.” “João é um mau exemplo.” >> substitua >> “João é um bom exemplo.”

9- Falta de progressão textual
As ideias do texto devem fluir da maneira mais compreensível e natural possível. Antes de iniciar a redação, organize um roteiro com suas ideias sobre o tema e a ordem em que serão apresentadas. “Normalmente o texto dissertativo argumentativo é divido em três grandes blocos, começando pela introdução, depois desenvolvimento do texto e por fim a conclusão”, diz Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli.

Para evitar erros nessa questão, os professores sugerem o uso de marcadores de conexão, que ajudam a dar ritmo e progressão ao texto. Os conectivos são conjunções que ligam as orações e ajudam a estabelecer a ligação entre as orações.

Conectivos como: “contudo”; “entretanto”; “porém”; “todavia”; “no entanto”; “embora”; “ainda”; “uma vez que”, são grandes aliados para contribuir para a progressão textual.

10- Não use palavras que não façam parte de seu vocabulário
A vontade de demonstrar domínio da norma culta pode levar candidatos a empregar termos sofisticados e incomuns de maneira equivocada. “Quando não tiver certeza do emprego deste ou daquele termo, seja pela grafia ou pela pertinência gramatical, troque-o por outro que dê o mesmo sentido à ideia que deseja desenvolver”, afirma Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli. “Essa habilidade só se consegue com muita escrita, erros e acertos.” Um dos erros mais comuns está no uso de "adentrar" no lugar de "entrar”. Porém, é preciso lembrar que "adentrar" é um verbo transitivo direto e, por isso, pede objeto direto (sem preposição). Exemplo: "A mãe entrou na casa." (certo) "A mãe adentrou na casa." (errado) Para não correr o risco de errar a orientação é uma só: não precisa falar difícil, é preferível escolher palavras e construções simples e prezar pela clareza do texto.

11- Crase
Os erros de acentuação gráfica normalmente acontecem por dois motivos: desconhecimento das normas ortográficas e gramaticais ou desconhecimento da posição correta da sílaba tônica. Nas redações, é possível destacar erros comuns em relação ao uso da crase.

A orientação é olhar para a palavra que segue o uso do "a" do com crase: se for masculina, um verbo ou pronomes como "você, "ele", "ela" não tem o acento tônico. Haverá crase sempre que o termo antecedente exija a preposição e o termo consequente aceite o artigo a.

12- Uso incorreto do pronome relativo "onde"
Os pronomes relativos substituem um termo da oração anterior e estabelecem relação entre duas orações. Porém, como o pronome relativo "onde" entra na classe de pronomes relativos invariáveis como "que" e "quem", muitos candidatos erram no uso do pronome como conjunção. Por exemplo:

“A palestra apresentou muitas ideias, onde nós aprendemos muito”. (errado)

O pronome relativo “onde” só deve ser usado como referência para lugares. A melhor opção nesses casos é substituir a palavra por conjunções como: “no qual” “na qual” e “em que”, por exemplo.

Fonte: Veja

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Crato (CE): CRM apresenta serviços a alunos da Faculdade Leão Sampaio

A coordenadora do Centro de Referência da Mulher (CRM), Ivoneide Antunes, acompanhada da assistente social Ana Teresa Duarte e da advogada Evaneide de Sousa Ribeiro, estiveram na Faculdade Leão Sampaio nesta quinta-feira, 15, para participarem do evento Roda Profissional. Na ocasião as representantes da Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social do Crato (SMTDS) apresentaram os serviços desenvolvidos pelo equipamento no município há mais de seis meses, aos alunos da instituição de ensino.

A palestra teve o objetivo de mostrar a importância das ações executadas pelo CRM, assim como despertar nos estudantes a vontade de atuar da média complexidade, sobretudo no combate a violência contra a mulher, já que a Região do Cariri apresenta altos índices relacionados a esse tipo de demanda.

A coordenadora, Ivoneide Antunes, avaliou o evento como fundamental para o desenvolvimento das políticas, bem como para a aproximação da prática profissional no âmbito acadêmico.

Ana Teresa Duarte disse que debater a violência contra a mulher é sempre um avanço. “Só podemos evoluir enquanto sujeito quando discutimos e refletimos sobre o que vivenciamos”, pontuou.

Ainda seguindo as atividades de divulgação dos serviços, a equipe do CRM esteve na noite da última  quarta-feira, 14,  no Posto de Saúde Edite Mariano, no bairro Zacarias Gonçalves, para uma roda de conversa em prol da campanha “Outubro Rosa” de combate ao câncer de mama, com o tema “Viver sem violência também é saúde”.

Assessoria de Imprensa/PMC

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