Brasileiro passa mal durante voo, morde passageiro e morre

Um brasileiro de 25 anos morreu durante um voo da companhia aérea irlandesa Aer Lingus que ia de Lisboa a Dublin após passar mal e morder outro passageiro.

Segundo testemunhas, o passageiro viajava sozinho e teve que ser controlado pelos tripulantes após morder outra pessoa durante a indisposição. Ele perdeu a consciência em seguida.
O comandante declarou emergência médica e redirecionou a aeronave para o aeroporto de Cork, também na Irlanda, mas o óbito foi registrado logo após o pouso, quando o passageiro ainda estava no avião, por volta das 17h40 de domingo (18), horário local.

O corpo do brasileiro, cuja identidade não foi revelada, foi levado ao hospital da Universidade de Cork para passar por uma autopsia. Os resultados finais da avaliação serão revelados nos próximos dias.

O passageiro ferido pela mordida recebeu tratamento médico num hospital local e passa bem. Depois do pouso na cidade, todos os outros 168 passageiros e seis tripulantes foram interrogados pela polícia local, e suas bagagens foram revistadas.

Depois da revista, a polícia prendeu uma mulher com cerca de 40 anos com passaporte angolano que levava cerca de 2 kg de anfetaminas. Não estava claro se a mulher tinha relação com o passageiro que morreu.

Os demais passageiros seguiram ainda na noite de domingo de ônibus para a capital irlandesa. O avião ficou no aeroporto de Cork à disposição das autoridades.

Em nota, a Embaixada do Brasil em Dublin afirmou estar em contato com as autoridades policiais irlandesas, que realizam procedimento policial e forense para determinar as causas do falecimento.

"As autoridades consulares do Ministério das Relações Exteriores informaram o ocorrido à família do brasileiro e mantêm contato sobre as providências a serem tomadas a respeito do caso e sobre o apoio da Embaixada à família", relata a nota.

A embaixada afirmou que, em proteção à privacidade e à intimidade do passageiro e da família, não seriam divulgados seus dados pessoais nem as possíveis causas da morte".

Fonte: Folha.com

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Conheça o melhor hospital do mundo


Um físico sueco rodeado de pedreiros mostra, com o semblante muito sério, um fotograma de Os Smurfs. Está nas obras de construção do que pretende ser um dos melhores hospitais do mundo: o Novo Karolinska Solna, em Estocolmo (Suécia). O pesquisador, Stefan Skare, explica o desafio que enfrenta. Trabalha com equipes de ressonância magnética, esses equipamentos compostos por um potente ímã com formato de anel no qual se introduz um paciente para obter imagens detalhadas de seus órgãos. Qualquer um que tenha estado dentro sabe o que se sente. Durante minutos intermináveis o paciente tem de permanecer estirado e absolutamente imóvel, dentro de um túnel apertado, sobre uma mesa dura e submetido a um zunido irritante.

“Temos um problema”, explica Skare. “As pessoas não aguentam quietas dentro do aparelho. E, quando se movimentam, a foto de seus órgãos sai mexida. Calcula-se que o movimento custa o equivalente a 59 reais para cada minuto perdido, uns 450.000 reais desperdiçados a cada ano em cada equipe de ressonância magnética”, diz. O físico sueco menciona crianças e pacientes com claustrofobia, dor, mal de Parkinson ou lesões cerebrais. Não são capazes de ficar quietas. Mas Skare mostra o vídeo de um menino entrando no aparelho ofuscado por uma tela colocada em sua cabeça. “Está vendo Os Smurfs e não se mexe”, observa. Graças a essa solução, a imagem médica fica mais nítida e milhares de euros são economizados.

“Buscamos tratamentos mais eficazes a preços mais baixos e para isso criamos um novo modelo de colaboração com a indústria”, explica a biotecnóloga Annika Thoresson, do Centro de Inovação do complexo hospitalar, que inclui o antigo Hospital Karolinska, construído em 1940. O novo Karolinska Solna receberá o primeiro paciente em 2016. Terá 613 quartos, todos individuais –para evitar infecções e erros na medicação–, e com mais de 20 metros quadrados cada um, com capacidade para acomodar um familiar e com janelas quase até o chão para que as crianças e as pessoas em cadeiras de rodas possam ver sem problemas o lado de fora.

O novo hospital estará conectado por uma passarela ao Instituto Karolinska, um dos centros de pesquisa médica mais reconhecidos da Europa. Meia centena de seus professores escolhe todos os anos os ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina. No complexo hospitalar haverá 2.500 pesquisadores trabalhando lado a lado com médicos, pacientes e, algo mais surpreendente, com a indústria.

“Estocolmo pretende se tornar a região do mundo que liderará a pesquisa em saúde humana e qualidade de vida”, diz um cartaz no hospital, sem desmerecer outros centros médicos de fama mundial, como a Clínica Mayo, em Rochester (EUA). O novo hospital sueco será universitário, 100% público, mas uma das chaves de seu modelo será a mencionada cooperação com a indústria. O centro firmou acordos de inovação com empresas como Boston Scientific, GE Healthcare, Philips Healthcare, Olympus, Siemens e Getinge.

“O custo do cuidado da saúde está crescendo muito. E nós vemos que temos interesses comuns com a indústria para melhorar juntos os processos. Não queremos comprar uma máquina, queremos a máquina mais o compromisso do fabricante de melhorar os processos de atenção ao paciente durante anos”, acrescenta Thoresson. “Se economizamos seis milhões de euros em custos, nós os dividimos com a indústria.”

Conheça:


O departamento de imagem do cérebro, que Stefan Skare dirige, já adota esse conceito no antigo Hospital Karolinska. Dois técnicos da GE Healthcare, a multinacional que organizou e pagou a viagem deste jornal e outros órgãos internacionais da mídia ao Novo Karolinska Solna, trabalham inseridos em uma equipe de quatro radiologistas. Juntos se esforçam para desenvolver aparelhos de ressonância magnética capazes de detectar os movimentos da cabeça de uma pessoa com Parkinson e adaptar-se a eles. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé.

O Novo Karolinska Solna é especial logo à primeira vista. Um total de 1% do equivalente a 6,7 bilhões de reais orçados para sua construção se destina a obras de arte: esculturas, pinturas e objetos de design salpicados pelo hospital, até no teto das salas de raio-X. “A arte e a cultura em todas as suas formas têm tanto efeitos preventivos como curativos. No novo hospital a arte desempenhará seu papel na caixa de ferramentas médicas”, resume em um folheto Gunnar Bjursell, um biólogo molecular do Instituto Karolinska, interessado na fusão entre a neurociência e a área de humanidades.

Também surpreende a rede de tubos pneumáticos que conecta todos os pontos do hospital. Os fármacos, as bolsas de sangue e os materiais de laboratório serão transportados rapidamente por essa malha de tubos. Outros itens, como lençóis e toalhas, viajarão a bordo de carrinhos robotizados.

Se essa estratégia do novo hospital funciona se saberá em pouco tempo. “Sabemos quando um carro é caro, mas quando é caro um tratamento contra o derrame cerebral? Se você for a 10 hospitais te darão 10 respostas diferentes”, afirma o médico Andreas Ringman, diretor de operações do Novo Karolinska Solna. Sua equipe já mede no antigo Karolinska os resultados médicos obtidos em cada paciente e o custo de seu tratamento, para tomar futuras decisões com base nas evidências.

“Nós não nos perguntamos como foi a estada de um paciente no departamento de Cardiologia, mas como ele passou desde que entrou no hospital até que saiu. Fazemos uma medida transparente dos resultados e dos custos. E em tempo real, não em dois ou três anos, mas em três dias”, afirma Ringman.

Um vídeo promocional ilustra como funcionará o Novo Karolinska Solna, se os planos derem certo. Nas imagens aparece uma possível paciente com câncer chegando com seu companheiro ao hospital pela manhã. A consulta, os exames e os testes que antes requeriam várias semanas serão realizados em um dia, desde análises de sangue até biópsias e uma tomografia computadorizada, o scanner de raios-X que fotografa o corpo em fatias. Todos os laboratórios estão sob um mesmo teto. Na mesma tarde a paciente tem o diagnóstico, um plano de tratamento e uma data para começá-lo na semana seguinte. A equipe médica também a convida a participar de um experimento clínico de um novo medicamento antitumoral. No vídeo, tudo parece muito fácil. A partir de 2016, será preciso ver como será.

Fonte: El País

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CE perde 2,6 mil professores da rede pública em três anos

Da precariedade na infraestrutura até a desvalorização salarial. A vida de quem opta por lecionar é repleta de desafios sentidos no cotidiano, o que, muitas vezes, motiva a evasão de professores das salas de aula. No Ceará, de janeiro de 2013 a agosto deste ano, 2.631 professores saíram da rede pública de ensino, incluindo escolas da Prefeitura de Fortaleza e do Governo do Estado do Ceará.

O número assusta, mas pode ser compreendido por englobar pedidos de exoneração e aposentadorias. Apenas nas escolas municipais de Fortaleza, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação (SME), durante o período mencionado, 192 professores foram desligados. Já para outros 1.296 chegou a hora de se aposentar. As estatísticas ganham força em 2014, ano em que dos 1.296, um total de 941 se aposentou e 76 se desvincularam das escolas municipais, por diversas razões.

Nos colégios de nível médio, sob a responsabilidade da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), a situação não é diferente. Com uma rede composta por 705 escolas com o atendimento de mais de 400 mil alunos, 243 professores pediram para sair da rede e, em média, 270 profissionais se aposentaram a cada ano, afirma a assessoria da Pasta.

O presidente do sindicato da Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, ressalta que os números alarmantes se repetem em todo o Brasil. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), no País, há uma carência de 250 mil professores para atuar nas salas de aulas, principalmente, na área de ciências.

"A quantidade de profissionais que se forma não é suficiente para atender a demanda. Pelo fator salarial, há muitos abandonos. Houve uma evolução na estrutura das escolas, mas ela não é universalizada. Em Fortaleza, encontramos situações muito complexas", garante o presidente, que acrescenta a dificuldade de relacionamento com os estudantes em uma sala lotada.

Para muitos, a estabilidade de um concurso público junto ao sonho de uma renda mensal garantida já não são atrativos suficientes para atuar dentro das salas de aula.

Hoje, o professor que ingressa na rede municipal e está no início de carreira, recebe R$ 14,11 por hora/aula ministrada. Nas escolas governamentais, o docente nas mesmas condições ganha R$ 2.840,17, mais auxílio transporte e vale alimentação.

Relato
A professora de química Kelly Araújo Leite, aprovada, pela primeira vez, em um concurso público promovido em 2003 pela Seduc não chegou a assumir o cargo que, na época, somava 200 horas mensais, equivalente a dois turnos de trabalho, de segunda-feira a sexta-feira.

Kelly conta que em 2010 resolveu prestar novamente o concurso, desta vez, chegando a assumir. Três meses foi tempo para abandonar o cargo. Lotada em uma escola no bairro Siqueira, o perigo e as condições inapropriadas determinaram que a mais nova concursada fosse à Pasta pedir exoneração. "Tudo no entorno da escola era extremamente perigoso. Eu trabalhava de 13h às 22h. Não tinha condições de dar aula, não tinha livro, nem pincel. Eu decidi sair quando um aluno quebrou a cadeira nas costas de um professor e outro entrou armado para assistir aula. A Seduc não queria aceitar minha exoneração e alegaram que tinha pouco professor de Química, mas eu não aguentava mais", conta. Em 2013, a professora decidiu tentar mais uma vez pela oferta de um melhor salário. Pela terceira vez, foi aprovada. "Agora, trabalho em uma escola no Montese. Lá tem seus problemas, como a falta constante de pincel e folha de papel ofício, mas a equipe é boa e faz de tudo para dar certo", ressaltou.

Conforme Giovanna França, coordenadora de Gestão de Pessoas, da Seduc, as condições de trabalho nas escolas mudaram. "Houve uma melhoria das condições de trabalho nas escolas em ambientes adequados e equipados para as atividades de estudos, planejamento e reuniões de trabalho", ressalta.as

Consequências
O diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute) Wellington Monteiro ressalta que uma das consequências no afastamento dos professores das salas de aula é o acúmulo de funções para outros funcionários. "O prazo de 15 dias para sair um professor e entrar outro nunca foi cumprido. Tem turma que fica sem professor de matemática o ano todo. Mesmo sem ter aula, os alunos não podem voltar para casa. Essa determinação é correta, mas acaba sobrando para o coordenador pedagógico ter que ficar com a turma. Estamos alertando a Prefeitura para que esse coordenador não se torne um professor substituto de luxo".

Reconhecendo o déficit de professores em Matemática, Português e Inglês, a gerente da Célula de Política de Formação de Pessoas da SME, Roberta Batista, afirma que a contratação de professores temporários supre o problema, parcialmente, já que, de segunda à sexta-feira, há professores tirando licença. "A gestão escolar se organiza para não deixar o aluno voltar para casa. A situação dos coordenadores ficarem em sala diminui substancialmente com a presença dos professores substitutos, mas não conseguimos zerar essa carência. São problemas que dependem da saúde do professor naquele dia", conta a gestora.

Dados
Atualmente, conforme dados da SME, há 8.254 professores efetivos e 2.824 substitutos nas salas de aulas dos 501 prédios da rede de ensino pública municipal - inclusas escolas patrimoniais, escolas especiais, creches conveniadas e anexos - com 195.443 alunos regularmente matriculados. Até agosto de 2015, 342 docentes estavam afastados por licença. Em maioria, o número se deve à disfonia (alteração ou enfraquecimento na voz), problemas psicológicos, psiquiátricos ou ortopédicos.

Para o presidente da Apeoc, a necessidade do afastamento se deve à ausência de política pública de saúde preventiva para os docentes. "Quando o professor vai para a sala de aula, ele vai desconectado das condições de trabalho e sem habilidade para utilização da voz. Eles também acabam se deparando com a violência. São muitos os problemas sociais e não há um suporte nas escolas", garante o presidente.

A gerente da Célula de Política de Formação de Pessoas da SME assegura que existe um treinamento prático disponibilizado para os professores que ingressarão na rede. Roberta Batista afirma que antes de assumirem, há uma semana de formação intensiva. "É realizada uma vivência sobre a vida docente, perfil do aluno da rede municipal, sala de aula e planejamento. Já em atividade, os docentes passam por formações mensais", conta a responsável pela célula.

Fonte: Diário do Nordeste

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Dilma critica intervenção russa na Síria e rejeita diálogo com Estado Islâmico

A presidente Dilma Rousseff criticou nesta segunda (19) a intervenção militar da Rússia em território sírio e fez questão de frisar que é contra qualquer tipo de diálogo com a facção radical Estado Islâmico.

As declarações foram dadas durante entrevista coletiva após o comunicado conjunto feito por ela ao lado do primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, em Estocolmo. O conflito na Síria fez parte das discussões entre os dois.

Para Dilma, as grandes potências deveriam buscar em conjunto uma solução diplomática antes de optar por ações militares distintas na região.

"Não é necessariamente através de bombas que se resolve o problema, mas sentando para negociar com todos os que estão presentes", afirmou.

Ela, no entanto, deixou claro que o Estado Islâmico, na sua visão, não faz parte desse diálogo —no ano passado, uma declaração da presidente na ONU, em Nova York, causou polêmica porque teria aberto brecha para interpretação de que ela defendia negociar com a facção terrorista.

Segundo a presidente, essa interpretação na época foi uma "falsidade". "No momento eleitoral, infelizmente as coisas são distorcidas. Óbvio que não tem conversa com o Estado Islâmico, não é com o EI que tem de conversar. Você tem de ser uma tentativa de solução via grandes potências. Dentro da Síria não há só o Estado Islâmico", afirmou.

De acordo com Dilma, o EI deve ser "combatido com armas", mas numa ação que envolveria uma discussão entre as principais potências. "Nós somos radicalmente contra grupos terroristas como o Estado Islâmico e não acreditamos que é uma simples questão de invadir e bombardear um país e tudo estará resolvido. Isso também é o que cerca a intervenção russa. A intervenção russa tem a sua explicação baseada no fato de que é a proteção contra, entre outros, o EI, e tem outros grupos também que tem um componente similar, como a Al Qaeda", disse a presidente.

Desde 30 de setembro, a Rússia, aliada do ditador sírio Bashar al-Assad, tem atuado militarmente na Síria sob o discurso de combater o EI, que vem ocupando territórios sírios e no Iraque.

O movimento das forças do governo de Vladimir Putin que tem recebido críticas dos Estados Unidos e da União Europeia por supostamente estar atingindo civis e rebeldes que fazem parte da oposição moderada ao regime.

Fonte: Folha.com

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Governo Dilma corta verba de sete programas sociais

Sete programas sociais do governo federal sofreram cortes em decorrência da crise econômica e das medidas de ajuste fiscal. Apesar da promessa de que a área social seria poupada, programas nas áreas de saúde, educação e agricultura familiar como Pronatec, Farmácia Popular e Aquisição de Alimentos sofreram redução de investimentos, como mostra levantamento feito pelo jornal O Globo.

Apenas para o Pronatec e para o programa de Aquisição de Alimentos os gastos previstos no orçamento de 2016 caíram R$ 2,487 bilhões em relação à previsão de despesas deste ano. Já o orçamento da Farmácia Popular terá R$ 578 milhões a menos em subsídios que garantem descontos em farmácias e drogarias da rede privada no próximo ano.

Em fevereiro deste ano o Minha Casa Melhor teve suas contratações suspensas, e não há previsão de retomada. Alguns programas já vinham sofrendo cortes, como o Água para Todos, que em 2014 teve um orçamento de R$ 800 milhões e em 2015 caiu para R$ 250 milhões, uma redução de R$ 550 milhões. Em 2016 o governo pretende gastar R$ 268 milhões com o programa.

O Fies é outro exemplo, a oferta de vagas do primeiro para o segundo semestre de 2015 caiu 75%, um cenário que já vinha se desenhando: entre 2014 e 2015 o programa de financiamento estudantil sofreu uma redução de 418 mil vagas (passou de 731 mil para 313 mil). Além disso, em 2015 os juros cobrados subiram de 3,5% para 6,5% ao ano.

O Ciência Sem Fronteiras, cujo objetivo inicial era distribuir até o final de 2015 101 mil bolsas para brasileiros interessados em estudar no exterior, também sofreu cortes. O programa não cumprirá a meta, e até o primeiro trimestre de 2016 serão oferecidas 87 mil bolsas.

O Pronatec, programa exaltado durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff, sofreu corte de mais da metade em seu orçamento para 2016, em comparação ao gasto previsto para 2015, que é de R$ 4 bilhões. Na lei orçamentária apresentada à Câmara pelo governo, a previsão caiu para R$1,6 bilhão no próximo ano. Em 2015 foram ofertadas um milhão de vagas, o que representa um terço do oferecido em 2014.

O programa Aquisição de Alimentos, que em 2014 contava com um orçamento de R$ 1 bilhão, este ano tem a previsão de gastos de R$ 647 milhões, sendo que até o mês de setembro foram gastos R$ 300 milhões. Dando continuidade aos cortes, o orçamento previsto para 2016 é de R$ 560 milhões.

O Ministério do Planejamento declarou que foi preciso fazer escolhas, e que a prioridade é pagar o que já está contratado e alterar o calendário de novas ações.

Fonte: Congresso em Foco

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Conheça os 10 passos mais importantes para ser promovido no emprego

Não importa a área. Crescer profissionalmente deve ser o objetivo de qualquer profissional. Afinal, tem uma meta a alcançar é o que motiva e combate o temível comodismo, que separa um simples funcionário daqueles que, de fato, se destacam. Muito se tem falado sobre a postura ideal e a formação necessária para conquistar a vaga de emprego tão sonhada. Mas é preciso ir além. Galgar novos degraus deve ser parte de um contínuo processo.

O temor atual é de que a crise econômica que ganha força no País levará a demissões e a preocupação deve ser manter o que se tem e deixar para depois a busca por novas posições no mercado de trabalho. Mas não é bem assim. Como se diz por aí, da crise podem surgir oportunidades.

E não há segredo. Sendo proativo e seguindo alguns passos, será mais difícil encontrar um tempo ruim. A promoção pode ser um processo natural. O Diário Plus ouviu especialistas e trouxe uma lista de 10 condutas essenciais para que se construa uma carreira sólida rumo ao topo.

O consultor master e professor de MBA Rodrigo Said tem mais de 20 anos no mercado e já viu diversos exemplos de sucesso e fracasso entre colaboradores dos mais diversos tipos de empresa. Para ele, “todas essas características podem ser desenvolvidas através de conhecimentos e da prática”, afirmou, “Estar perto de pessoas que tenham essas características também é importante”, completou. Vamos a elas:

1. Diferente dos demais No mundo corporativo, os colaboradores estão cada vez mais parecidos em suas competências e comportamentos. Uma ótima forma de ser promovido é a diferenciação destas características utilizadas na prática. Mas não se trata apenas de ser diferente por ser diferente. É preciso observar a atitude dos demais, da massa, e se diferenciar deles em ocasiões como reuniões, operação, treinamentos, no horário de chagada ao trabalho, resultados, relacionamentos, na análise dos indicadores da empresa, etc.

2. Capacitação constante Outra forma de ser promovido é ter competência intelectual com formação, como especialização, MBA, Mestrado e Doutorado, como também seminários com carga horária menor que a especialização ou a pós-graduação. Por exemplo, seminários com carga horária de 80 horas. Se possível, priorizar o mestrado logo depois da graduação é o ideal. Contudo, é importante lembrar: qualquer pessoa com graduação faz uma pós. Mestrado poucos conseguem entrar e concluir. Assim, aqueles que o fazem são vistos com um deferencial pelas organizações. Se houver uma oportunidade entre dois profissionais com perfis semelhantes, certamente será escolhido o que tem melhor currículo ou capacitação.

3. Responsabilidade pelo resultado Uma ótima maneira de ser promovido é ser responsável por todos os resultados do seu trabalho. A grande maioria das pessoas atualmente não consegue assumir seus erros e fracassos. Somente os responsáveis mudam, crescem e prosperam. Esse é um comportamento importante na visão da direção e gestão de uma organização.

4. Comunicação com segurança Em uma pesquisa recente de nível mundial, foi constatado que, na comunicação, o conteúdo tem uma importância de apenas 7% na percepção das pessoas, 38% na forma de falar e 55% na adequação do assunto e na postura enérgica ao falar. Para obter uma promoção é importante comunicar de forma segura, ter um olhar firme, olhando nos olhos das pessoas, e ter uma voz de comando. Você pode ser o melhor profissional da empresa mas, se as pessoas não perceberem, de nada vai adiantar. Percepção é realidade na mente dos outros. Essa comunicação eficiente e eficaz será utilizada para vender ideias novas, para treinamento, reuniões e relacionamentos estratégicos.

5. Relacionamento interpessoal Ter um ótimo relacionamento interpessoal com todos sempre é muito importante. Conquistar aliados e amigos, somado a resultados brilhantes, certamente pode promover o profissional. A era do “quem indica” está acabando, pois assumir responsabilidade em uma indicação tem sido perigoso para quem o faz. Cada vez mais as empresas estão efetivando uma pesquisa de análise 360 graus para saber quem é o colaborador na visão de todas as pessoas, como também nas seleções. Isso tem sido fator importante na contratação. Grande parte das demissões acontecem por problemas nos relacionamentos interpessoais. Pense bem: como não promover um colaborador que é mais admirado que o próprio diretor da empresa? Casos assim acontecem, mas isso só acontecerá se o profissional um tiver ótimo relacionamento interpessoal.

6. Desafiar os líderes Esta habilidade, atitude ou comportamento cada vez menos percebida. As pessoas estão mais passivas, fugindo do que elas consideram “problemas”. Elas comunicam: “Aqui na empresa ninguém vai me escutar!”, “Aqui nada muda mesmo!”, e esquecem que os diretores e presidentes gostam e admiram quem participa com ousadia, assim como eles se comportaram para abrir o negócio. Os gestores das empresas gosta de pessoas que dão ideias e, muitas vezes, até os desafiam. Ressalte-se que essa atitude precisa ser embasada e sua ideia e opinião é o melhor para a companhia, não se tratando de um “achismo”.

7. Necessário e produtivo Quem no tempo atual não se mostra necessário ou não demonstra uma boa produtividade tem sido demitido. Por outro lado, quem se faz imprescindível pelas suas habilidades e mostra resultados nunca antes atingidos, é tido pelos gestores como alguém sem o qual eles não podem ficar. Esse está com um pé na promoção. “Tenho visto ao longo destes muitos anos casos variados de pessoas que eram consideradas quase que insubstituíveis por serem necessárias à empresa. Esta é uma boa forma de ser promovido”, ressaltou Rodrigo Said.

8. Colocar-se como “dono” da empresa Uma das formas de ser promovido é adotar uma postura de dono ou sócio da empresa. Isso inclui trabalhar mais que os demais se necessário for, envolver-se com o resultado final, estar atento ao resultado financeiro. Não adianta somente ganhar. A forma como se ganha é importante. É preciso mostrar atitudes que sejam rentáveis para a empresa, ter atitudes estratégicas e um senso de ousadia e coragem elevado. “Talvez isso possa gerar certo ciúme por parte dos outros colaboradores, mas costumo dizer que quem paga minhas contas sou eu. Sendo assim, ter uma atitude de dono do negócio é fundamental para uma promoção”, afirmou o consultor.

9. Habilidades de liderança Mesmo sem um cargo de liderança, agir como líder é uma boa forma de ser promovido na empresa. Para exercer liderança, não é preciso o “poder” de um cargo, mas somente a conquista da autoridade típica de um líder. Esta habilidade tem sido cada vez menos encontrada no mercado de trabalho gerando uma oferta maior para os que a possuem.

10. Conhecimento do todo Ter conhecimento do todo é importante para o crescimento de um negócio. Os profissionais que possuem tal visão e conseguem influenciar os demais em outros setores têm maiores chances de promoção. Nenhum setor funciona de forma isolada como se fosse uma ilha. Em uma empresa tudo funciona como corpo, uma só unidade.

Os últimos meses não têm sido fáceis para a economia. O aumento de impostos, inflação e instabilidade política tem afetado a vida de todos os brasileiros. E com as empresas não é diferente. Diariamente notícias de demissões e corte de gastos assustam os trabalhadores de todo o País. Mas a verdade é que não há motivo para pânico e, pelo contrário, é preciso ter o crescimento em mente.

Expressões como “faça do limão uma limonada” e “o copo está meio cheio e não meio vazio” são mais do que expressões de efeito utilizadas por palestrantes motivacionais. De fato, não se deixar contaminar pelas ameaças do ambiente externo, como a situação econômica atual, pode fazer a diferença para o desenvolvimento profissional.

“As pessoas que se destacam não deixam de ter a possibilidade de ser promovido. Quem tem que se preocupar é quem não se destaca” Rodrigo Said, diretor de consultoria

“A crise tem também o lado da oportunidade. Existe a possibilidade de crescimento neste período”, garante Rodrigo Said, diretor da consultoria que leva o nome dele. “As pessoas que se destacam não deixam de ter a possibilidade de ser promovido. Quem tem que se preocupar é quem não se destaca”, ressaltou.

E ele reforça: “Há grandes possibilidades (de ser promovido) sim. Mesmo a gente ouvindo falar de empresas que fecharam, ou de algum cenário que não seja tão positivo para que não se preparou”, disse.

Por isso, a assessora de carreiras da Catho, Elen Souza, ressalta que, para garantir o sucesso em momentos como este, “é preciso ter determinação, foco e persistência, sempre de forma organizada”. Para ela, um profissional aberto para novas experiências, focado no trabalho para contribuir com a empresa e que vê na crise “uma oportunidade de demonstrar suas qualificações profissionais, tem grandes chances de se tornar um forte aliado e pode, sim, obter neste cenário uma promoção”, destaca.

Segundo ela, muitas empresas estão atualmente passando por um cenário de retração. “Dessa forma, aqueles que fazem parte da equipe, muitas vezes, precisam acumular mais de uma função”, observa. “Essa necessidade de fazer malabarismo exige habilidades a mais, além de muito esforço e competência”, completa. Com isso, abre-se a oportunidade para o empregado demonstrar seu potencial e buscar “estratégias aliadas aos objetivos das empresas para reduzir os custos e superar a crise”, afirma.

Elen Souza ressalta ainda que é preciso estar aberto a novas experiências. “Mudanças fazem parte do cotidiano do mundo dos negócios. Logo, se adaptar e estar aberto a mudanças são características essenciais para que o mercado o veja como um profissional diferenciado e apto a competir com os melhores”, concluiu.

Com mais de um milhão de usuários cadastrados em busca de vagas em 95 mil empresas parceiras, a Catho se tornou um grande banco de dados, com know-how suficiente para revelar as atitudes e competências para alavancar a vida profissional. A pedido do Diário Plus, a assessora de carreiras do serviço, Elen Souza preparou com exclusividade um guia para garantir a ascensão na carreira.

Consciente ou não, ter aplicado na vida profissional as 10 condutas de um empregado digno de ser promovido garantiram uma ascensão rápida na carreira do hoje gerente comercial Denison Melo. Ele iniciou a carreira em 2007, trabalhando no segmento de móveis. A empresa era da família. Mas a suposta facilidade para se manter no cargo não o acomodou.

O foco de Denison passou a ser a formação e logo iniciou uma faculdade. “Estudando administração, mudei de segmento. Sempre estudando e trabalhando”, ressaltou Denison. De trás do balcão, ele saiu para ser vendedor numa rede de lojas de materiais de construção.

“Na dinâmica da seleção, Denison demonstrou ser totalmente diferente dos demais em todos os aspectos que foram analisados, principalmente flexibilidade, comportamento enérgico, humor, transparência e vontade”, destacou o consultor Rodrigo Said, responsável pela seleção do então candidato.

Menos de um ano depois, o vendedor se candidatou a uma vaga de trainee. “Como foi previsto, seu nível de responsabilidade foi elevado, assim como seus resultados com foco”, disse Said. Ou seja, ele foi aprovado. “Candidatei-me com 40 pessoas para três vagas e fui escolhido”, orgulha-se Denison.

Mas a rápida ascensão dele não ficou por aí. “Dos três, fui selecionado para ser gerente de uma loja”, comemorou. “Como sua produção em vendas e o perfil dele demonstraram que ele era necessário para empresa, Denison foi selecionado antes mesmo do término do seu treinamento para assumir uma filial como gestor comercial”, explicou o consultor.

Logo as propostas começaram a aparecer e, depois de algumas lojas da mesma rede, o profissional aceitou o desafio de gerenciar uma grande loja de um concorrente. “Hoje sou responsável pelos vendedores, pelas metas, pós-venda, o patrimônio da empresa e cuido de 50 a 55 funcionários diretos”, orgulha-se. Trabalho todos os dias”, acrescenta.

O sucesso dele pode ser justificado através d suas condutas e determinação, garante Rodrigo Said. “Ele recebeu capacitação da consultoria e formação em um Programa de Desenvolvimento de Líderes. Sua comunicação sempre foi sua marca mais forte, sendo percebido assim por todos que trabalhavam com ele, sempre buscando ter um bom relacionamento interpessoal aliado a sua sinceridade que era marcante ao desafiar seus gestores e líderes”, resumiu.

Outro ponto importante foi sua atitude de gestor. “Se colocar como dono da empresa fez com que o nível do seu empenho fosse rápido em promover resultados positivos”, afirmou o consultor. “As habilidades de um líder firme e estratégico fazem parte do perfil dele e o conhecimento do todo o fizeram ter uma boa carreira”, concluiu.

Denison tem consciência das características que resultaram nas promoções que teve. “A gente erra e acerta, mas é preciso ter a mente de um gestor”, opina. Para ele, no topo das ações para garantir o crescimento profissional está o cuidado com o cliente. “É preciso atender da melhor forma, fidelizar”, ressalta. O trabalho duro, claro, não pode faltar. “Era para eu entrar na empresa às 11h, mas eu sempre chegava às 9h30 para resolver todos os problemas”, disse.

E os resultados vieram. “Com isso, tive muitos retornos e elogios pelo SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), e por email para a diretoria”, completa. “Tem que pensar com a empresa e no crescimento, e não no salário. É crescer com ela e motivar a equipe para alcançar os objetivos”, aconselha.

Aliado à garra do dia a dia, o gerente reforça a necessidade de estudar. “Estou concluindo a faculdade e depois vou fazer mestrado, tudo no seguimento do comércio”, destaca. E ele já tem planos para o futuro. “Tudo isso é para ficar afiado e ser um consultor futuramente, dando palestras e, quem sabe, ser um coach*”, revelou Denison.

Fonte: Diário do Nordeste

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Cinturão das águas terá aporte de R$ 40 mi do BNDES

Mesmo com a dificuldade no repasse de recursos do Governo Federal para o projeto do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), não há perspectiva de paralisação das obras, segundo o secretário de Recursos Hídricos do Estado (SRH), Francisco Teixeira. Continuam sendo executados serviços em áreas consideradas prioritárias, incluindo o lote 1, na parte mais próxima da barragem de Jati, que receberá, até setembro do próximo ano, as águas da transposição do Rio São Francisco, e, no lote 5, com menor número de trabalhadores. São construídos nove túneis, com mais de 5 quilômetros. Até setembro, o CAC receberá um aporte do Governo do Estado, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 40 milhões.

No próximo mês, segundo a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará (SRH), deverão ser injetados pela União, cerca de R$ 20 milhões. Os repasses atuais são em torno de R$ 10 milhões. A obra conta nos dois trechos onde estão sendo realizados os serviços, com 1.163 trabalhadores, a maioria de 802 pessoas no lote 1, que dá prioridade aos 38 Km dos 150 Km da primeira etapa do projeto do Cinturão das Águas, iniciado em 2013 e que deveria estar pronto em 24 meses. Os trechos mais prejudicados serão os que incluem os lotes 3 e 4. Segundo Teixeira, a meta é que, em 2016, as dificuldades de repasses sejam minimizadas. Os novos aportes de recursos serão para as empresas.

O projeto já empregou, desde 2013, mais de 3 mil pessoas. O investimento total é de R$ 6,8 bilhões. Na primeira etapa, estão previstos gastos de R$ 1,6 bilhão, com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A crise de investimentos e a quebra nos repasses motivam a lentidão no avanço as obras.

O secretário ressalta que, pela magnitude do Cinturão das Águas, para chegar à sua conclusão, o projeto deverá passar por cinco administrações. "Estamos diante de dificuldades no Brasil, que acabam refletindo nos estados", explica Teixeira. Ele esclarece que o CAC não tem relação com o abastecimento da Capital.

Conforme o secretário, as águas da transposição serão recebidas no Ceará na Barragem de Jati (em conclusão), e dali derivarão para a Barragem Atalho (já existente). Em seguida, Barragem dos Porcos, em Brejo Santo, também em fase de conclusão, derivando para o Rio Salgado, que é tributário do Rio Jaguaribe e que abastece o Castanhão. Depois, passam pelo Eixão das Águas até a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Essas águas, chegadas por esse caminho, abastecerão as comunidades instaladas nos vales do Salgado, médio e baixo Jaguaribe, bem como a RMF.

Ele ainda ressalta que as obras da transposição seguem em ritmo normal. São 10 mil pessoas trabalhando, inclusive com turnos de 24 horas.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

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O grande salto tecnológico que pode acabar com a sede no mundo

Em tempos de escassez de água em diversos Estados do Brasil, a solução para o problema poderia ser óbvia: aproveitar a abundância da água do mar para o uso comum por meio da dessalinização.

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra e contêm 97% da água do planeta.

Mas a energia necessária para esse processo era muito custosa e, com isso, inviabilizava o uso da água do mar para esses fins.

Recentemente, porém, graças às novas tecnologias, os custos foram reduzidos à metade e enormes usinas de dessalinização estão sendo abertas ao redor do mundo.

Usinas
A maior usina dessalinizadora do planeta está em Tel Aviv (Israel) e já está sendo ampliada para alcançar seus limites máximos de produção.

Isso significa 624 milhões de litros diários de água potável. E ela pode vender mil litros (que é o consumo semanal médio de uma pessoa) por US$ 0,70 (cerca de R$ 2,71).

Outra usina de dessalinização, que fica em Ras al-Khair, na Arábia Saudita, alcançará sua produção plena em dezembro.

A usina que será a maior do mundo, na Arábia Saudita, poderia produzir 1 bilhão de litros por dia

Instalada no leste da Península Arábica, ela será maior do que a de Israel e abastecerá Riad - cuja população está crescendo rapidamente - com 1 bilhão de litros por dia.

Uma usina de energia elétrica vinculada a ela pode produzir até 2,4 milhões de watts de eletricidade.

Da mesma forma, será instalada em San Diego a maior usina dessalinizadora dos Estados Unidos, que estará operando a partir de novembro.

No Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão disse no início deste ano que está analisando a possibilidade de construir uma usina dessalinizadora para abastecer até 1 milhão de pessoas no Estado.

Em São Paulo, após o agravamento da crise hídrica recente, o governador Geraldo Alckmin chegou a dizer que houve um estudo sobre o uso da dessalinização como fonte alternativa de água potável, mas que o custo inviabilizaria o processo.

A técnica já é usada na região semiárida do Brasil e em outros 150 países.

Tecnologia
O método tradicional de transformar água do mar em água potável é aquecê-la e depois recolher a água evaporada como um destilado puro.

Isso demanda uma grande quantidade de energia, mas torna-se algo factível se combinado com usinas industriais que produzem calor em seu funcionamento normal.

As novas dessalinizadoras da Arábia Saudita estão sendo construídas juntamente com usinas de energia exatamente por esse motivo.

Essa osmose reversa utiliza menos energia e deu uma nova oportunidade a uma tecnologia que existe desde os anos 1960.

Basicamente, o sistema consiste em empurrar a água salgada através de uma membrana de polímero que contém furos minúsculos, do tamanho de um quinto de nanômetro.

Esses orifícios são suficientemente pequenos para bloquear as moléculas de sal e suficientemente grandes para permitir a passagem das moléculas de água.

"Esta membrana remove completamente os sais minerais da água", explica o professor Nidal Hilal, da Universidade de Swansea, no Reino Unido.

Dessalinização
Mas essas membranas poderiam entupir facilmente, o que prejudicaria muito o desempenho do processo.

Agora, porém, existe uma tecnologia mais avançada de materiais e técnicas de tratamento prévio que fazem com que essas membranas funcionem com maior eficiência por mais tempo.

E em Israel, os designers de Sorek conseguiram poupar energia usando vasos de pressão com o dobro do tamanho.

Mais de dois quintos de 800 milhões de pessoas da África vivem em regiões de "estresse hídrico".

Tecnologia alternativa
A osmose direta é uma forma alternativa de eliminar sal da água do mar, segundo o professor Nick Hankins, engenheiro químico da Universidade de Oxford.

Em vez de empurrar a água através da membrana, uma solução concentrada é utilizada para extrair o sal.

Depois, essa solução é eliminada restando apenas a água pura. "É possível separar a água do sal usando bem pouca energia", assegura o professor.

Outro método possível é a chamada dessalinização capacitiva que, basicamente, significaria ter um ímã para atrair o sal.

"Deveríamos ser capazes de dessalinizar a água usando algo entre a metade e a quinta parte da energia usada para a osmose reversa", diz Michael Stadermann, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, da Califórnia.

Essa técnica ainda está em fase de testes.

E o sal que sobra?

Um problema gerado pela dessalinização da água do mar é justamente o que fazer com o sal que sobra.

A água no Golfo Pérsico historicamente tem 35 mil partículas de sal por milhão (ppm). Mas segundo o Ministério do Meio Ambiente e da Água, algumas áreas próximas às usinas chegam a ter 50 mil ppm.

"É preciso garantir que a água muito salgada seja deslocada para um local suficientemente longe do mar para que não haja recirculação dessa água, porque, se isso acontecer, ela voltará ainda mais salgada", disse Floris van Straaten, da empresa de engenharia suíça Pöyry, que supervisiona a construção do projeto Ras al-Khair.

"Nossa usina está sendo instalada ao lado de uma usina de energia que usa a água do mar para refrigeração", diz Jessica Jones, da Poseidon Water, empresa que está construindo a usina de Carlsbad na Califórnia.

"Nosso descarregamento é misturado, mas, no momento em que ele entra no oceano, o sal já está dispersado."

Nos Estados Unidos, porém, grupos ecologistas têm lutado nos tribunais contra a construção de novas usinas de dessalinização, dizendo que as consequências da reintrodução da salmoura no mar ainda não foram estudadas o suficiente.

"E quando a água está sendo extraída do oceano, ela traz peixes e outros organismos. Isso tem um impacto ambiental e econômico", explica Wenonah Hauter, diretor da Food And Water Watch em Washington.

Preço da água
A dessalinização pode se tornar cada vez mais barata, ainda que ela seja muito cara para os países pobres - dos quais muitos sofrem com escassez de água.

Mais de dois quintos da população de 800 milhões do continente africano vivem em regiões de "estresse hídrico", o que significa viver com o fornecimento de menos de 1.700 metros cúbicos de água por pessoa.

A ONU prevê que, em 10 anos, quase 2 bilhões de pessoas viverão em regiões com escassez de água, vivendo com menos de mil metros cúbicos de água cada uma.

Tudo o que essas regiões mais precisam é de um dispositivo de dessalinização que possa abastecer cada 100 ou 200 pessoas.

A dessalinização capacitiva é uma solução em potencial, da mesma forma que a dessalinização com energia solar, cujos custos já reduziram o triplo em 15 anos.

Assim, enquanto a dessalinização já avançou enormemente nos países ricos, também é necessário que chegue às regiões pobres, que são as que mais sofrem com a falta de água.

Fonte: BBC Brasil

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Tabuleiro do Norte (CE): Eletricista cria equipamento de baixo custo capaz de perfurar poços

Em tempos de seca e risco de colapso no fornecimento de água, boas ideias são sempre bem-vindas. Especialmente quando é possível aliar baixo custo com resultados rápidos. Foi o que fez o eletricista Antonio de Oliveira, também conhecido como Neguinho em Tabuleiro do Norte, na região Jaguaribana.

Com a ajuda do cunhado, ele montou um equipamento capaz de perfurar poços de até 80 metros de profundidade, uma espécie de perfuratriz.

“Meu cunhado queria cavar um poço, só que nós não estávamos com condições. Para você tirar do bolso R$ 20 mil a R$ 22 mil para realizar a operação é difícil. Então eu disse que, se ele comprasse o material, eu faria a perfuratriz. Então ele foi comprando devagarzinho o material. Não é igual uma profissional, ela é pequenininha, mas faz o serviço. O motor não gira a broca, ele joga a água dentro do buraco e volta por fora, tirando o material de dentro do poço”, explica o eletricista.

Um fator que faz a diferença na perfuratriz desenvolvida por Antonio de Oliveira é o preço da montagem. Ele utilizou seus conhecimentos de eletricista e mecânico para baratear os custos.

De acordo com o inventor de Tabuleiro do Norte, já foram perfurados 3 poços com a perfuratriz criada por ele. E garante que está à disposição para quem desejar utilizar a máquina.

O último poço perfurado por Antonio de Oliveira com o equipamento chegou a 78 metros de profundidade e, segundo ele, já está em funcionamento.

Fonte: Tribuna do Ceará

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O mundo está esquentando. Mas sem problema: Jesus vai voltar antes

Estamos vivendo dias de fritar ovo no asfalto.

E olha que nem chegamos ainda ao verão, que promete ser um dos mais quentes de todos os tempos.

Isso me lembrou que, tempos atrás, liguei a TV e, zapeando canais, descobri um debate no qual um sujeito afirmava que via com bons olhos as mudanças climáticas porque elas são sinais da volta do Messias.

Ou seja, para o sujeito em questão, megatempestades, eventos extremos, extinção de espécies, desaparecimento de países-ilhas, pessoas morrendo, refugiados ambientais, tudo isso faz parte de um plano sobrenatural (#SomosTodosPlaymobil).

E, portanto, que temos pouca influência por ter causado tudo isso. Ou, pior: quem somos nós para irmos contra a vontade de Deus?

Daí você, que não acredita na vinda de salvadores porque a salvação depende de nós mesmos, só pensa na chegada de um meteoro redentor. Daqueles bem gordinhos, do tipo que redimiu os dinos.

Se ainda fossem aqueles pseudocientistas e seu séquito de zumbis seguidores que dizem que o clima não está mudando, vá lá. Ou ainda algumas corporações que ganham dinheiro devorando o mundo como se não houvesse amanhã. Há um mínimo de racionalidade nessas ações bisonhas.

Mas dizer que o Criador (se ele existir – vejam que estou dando o benefício da dúvida com esse “se'') resolveu “permitir'' que o mundo fosse para o brejo para cumprir interpretações questionáveis a partir de livros cheios de metáforas e, dessa forma, apoiar um grande cataclisma global para prenunciar uma nova era deveria ser analisado como manifestação de alguma psicopatia grave.

A declaração é da mesma escola daquela de um assessor de George W. Bush quando questionado sobre a herança deixada às próximas gerações pelos gases geradores de efeito estufa da indústria norte-americana. Não me lembro da frase exata, porque lá se vão anos, mas foi algo do tipo: “não será um problema, porque Cristo voltará antes disso”.

A beleza de viver em uma sociedade em que há livre expressão de manifestações religiosas é que eles podem dizer o que quiserem. Podem, inclusive proferir discursos de ódio. Lembrando que a mesma democracia que não aceita censura prévia também prevê a punição em caso de discursos que incitem a violência.

Quem quiser acreditar em forças sobrenaturais determinando o seu dia a dia, tudo bem.

Quem quiser dedicar sua vida a seguir certos códigos de conduta religiosos e ter vergonha por sentir um tesão doido por alguém do mesmo sexo e se reprimir com vergonha disso, tudo bem.

Quem quiser se ajoelhar antes e depois de partidas em pleno gramado de futebol e justificar seu fracasso ou sucesso pela ação do sobrenatural e não por competência individual e coletiva, tudo bem.

Quem quiser acreditar que foi a fé em Jesus(.com) que garantiu uma frota de luxo ao presidente da Câmara dos Deputados, tudo bem.

Façam o que quiserem de suas existências.

Mas, por um acaso (e infelizmente), também vivo neste mundo em que vocês. Somos os responsáveis por afetar o frágil equilíbrio climático. E somos responsáveis pelo que acontecer daqui para frente. Se vamos sofrer muito ou pouco.

E a única verdade palpável, real e concreta por aqui, é que vamos sofrer por termos explorado o planeta além de sua capacidade. E se não fizermos nada agora, o que inclui mudar os atuais padrões de consumo e forçar governos e corporações a alterar mais rapidamente suas políticas, milhões vão morrer.

Daí, sim. Restará apenas lamentar.

E rezar.

Por: Leonardo Sakamoto

Fonte: Blog do Sakamoto/UOL

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O que você precisa saber para não cair em roubadas ao viajar sozinho

Ser dono do seu nariz e não ter que dar satisfações a ninguém, não ter compromissos, horários ou acordos. Mas não ter também com quem dividir a corrida do táxi, o peso da mala, o quarto do hotel.

Viajar sozinho é uma experiência enriquecedora sob muitos aspectos, mas também pode se revelar mais custosa.

Ainda assim, é um tipo de turismo que não para de crescer. No comparador de hotéis e passagens Kayak, mais da metade das buscas são feitas por pessoas que pretendem viajar sozinhas; um levantamento do site TripAdvisor descobriu que 25% das mulheres brasileiras já embarcaram nesse tipo de passeio –e pretendem repeti-lo.

No Google, as buscas pelo termo "solo travel" (jargão usado no exterior) em agosto de 2015 foram 47% maiores que no mesmo mês em 2014 e o dobro das registradas no mesmo período de 2013.

As empresas já começam a entender que quem viaja sozinho não é só "destemido" ou "sem companhia"; o prazer de viajar está mais associado a um estilo de vida.

"Esse fenômeno se dá em parte pela questão demográfica –há mais gente vivendo sozinha–, mas também por mais incentivos. As pessoas estão mais confiantes e confortáveis em viajar por conta própria", diz Lea Dorf, sócia da agência Next 2 Travel.

Segundo Erik Sadao, diretor da Teresa Perez Tours, as maiores procuras são por expedições de aventura ou de imersão, para viagens de autoconhecimento.

"A necessidade de se desligar é o grande motivo para uma 'solo travel'. Mas a tecnologia também exerce um papel inverso: como as pessoas conseguem se manter conectadas, não se sentem sozinhas quando viajam", diz.

Na ponta do lápis
É fato que viajar sozinho, em geral, custa mais –especialmente para quem não tem perfil mochileiro-alberguista.

A maioria dos hotéis cobra o mesmo por quartos simples ou duplos, e alguém sem companhia arca integralmente com despesas cotidianas.

Mas uma parte do setor tem se movimentado para atender à demanda de viajantes solitários que priorizam o conforto de hotéis e táxis –em detrimento de albergues e caronas.

Três navios de cruzeiro da Norwegian Cruise Line têm cabines para quem viaja sozinho. Na Silversea, o "single supplement fee" (taxa suplementar para solteiros) foi abolido em vários roteiros.

Cresce a oferta de operadoras e agências de viagens especializadas. A americana G Adventures (gadventures.com) e a australiana Intrepid Travel (intrepidtravel.com) organizam grupos de até dez turistas pensando em quem viaja sozinho –e está disposto a dividir um quarto de hotel com um desconhecido.

No Brasil, Keep Company e Terrazul vendem pacotes "para solteiros". No feriado de 2 de novembro, por exemplo, a Keep Company promove viagem a São Miguel Arcanjo (a 180 km de São Paulo) –três dias por R$ 990. Na Terrazul, há até bate-volta para o segmento: Ubatuba, em 7 de novembro, por R$ 220.

Veja dicas para viajar sozinho
Estando ou não acompanhado, em viagens há que se tomar cuidados com segurança –mas quem está sozinho precisa redobrar a atenção, pois não terá alguém para dividir a responsabilidade.

Envie para o seu e-mail cópias de documentos, dados do cartão de crédito e do seguro-viagem. E, se possível, deixe alguém avisado (no Brasil ou até o recepcionista do hotel) de seu itinerário –sem alardear a todo tempo que está sozinho ou sozinha.

No local, tenha sempre um mapa à mão e pesquise os costumes da região e as redondezas de onde vai ficar. Reúna o máximo possível de informações antes da viagem.

"Hoje é muito rápido solucionar dúvidas em blogs e redes sociais", diz o analista de TI Wilson Lima, 27, que já encarou três viagens sozinho. "Ter tanta gente disposta a compartilhar informações ajuda a vencer nossos receios e encarar a viagem sem medos."

A solidariedade local pode ser acionada em momentos como o da refeição. Especialmente por quem tem pavor de ir desacompanhado a um restaurante –embora o hábito seja comum em destinos como Paris, e a oferta de locais com mesas coletivas cresça em várias cidades.

Viajantes solo podem recorrer à economia compartilhada por ferramentas como o Eat With (eatwith.com), que desde 2012 promove almoços e jantares na casa de anfitriões locais, em mais de 30 países.

Há outras empresas do gênero, como Colunching (colunching.com) e VizEat (vizeat.com). E ideias semelhantes na hora de se hospedar (airbnb.com e couchsurfing.com), passear (rentalocalfriend.com e withlocals.com) e até viajar (lyft.com e blablacar.com).

Mapa-múndi
Na hora de escolher o destino, saiba que cidades maiores costumam ser mais fáceis para marinheiros solitários de primeira viagem: como têm mais estrutura de transportes e informação turística, é mais simples entender o ambiente e pedir ajuda.

"Não falo quase nada de inglês e fui muito bem tratado na Inglaterra –parece haver uma atenção especial com quem está sozinho", conta o analista de sistemas Jefferson Fernandes, 41.

Cidades universitárias também costumam ser opção, já que oferecem intensa programação cultural e têm moradores em geral mais abertos aos estrangeiros.

Salamanca (Espanha) e Oxford (Inglaterra) são bons exemplos disso.

Para a primeira vez, também pode valer apostar em pacotes ou hotéis que estimulem a integração dos hóspedes.

Na rede chilena Tierra (tierrahotels.com), os funcionários promovem integração nos passeios, inclusos na diária, nas mesas coletivas de refeições e espaços comuns.

Matricular-se em cursos (de idiomas ou gastronomia, por exemplo) é outra ferramenta usada por "solo travelers". As escolas costumam oferecer suporte constante aos alunos e atividades para incentivar o convívio social.

Como viajar sozinho

A escolha
Qualquer um pode viajar sozinho –mas experimentar é o único caminho para saber se você realmente se adapta a essa situação, que envolve testar os próprios limites e força a sociabilidade; comece em destinos próximos

O destino
Costumam receber bem turistas solitários as metrópoles (Paris, Nova York, Barcelona, Rio), cidades universitárias (Valência, Cambridge, Ouro Preto) e destinos de aventura (Atacama, Patagônia)

A segurança
Viajar sempre requer atenção –mas, estando sozinho, ela deve ser redobrada, já que não há uma segunda pessoa para prestar atenção em você; se possível, mantenha alguém informado, antes ou durante a viagem, de seu itinerário; em deslocamentos, quando se sentir inseguro, apele para o celular, fones de ouvido ou óculos escuros para disfarçar e evitar contato visual

Os custos
Não ter com quem dividir gastos pode deixar a viagem mais cara; busque hotéis sem 'single supplement fee' (taxa para hospedagem individual), almoços executivos e agências que promovem interação entre turistas solo

Fonte: Folha.com

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Cid se filia ao PDT, ataca Cunha e chama Temer de "chefe de quadrilha"

Em convenção realizada em Fortaleza, o ex-governador Cid Gomes confirmou neste sábado, 17, sua filiação ao PDT. Em discurso no evento, Cid não poupou críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), a quem chamou de “chefe da quadrilha que achaca o País”.

“O PMDB é um partido podre e fisiologista, e o Temer é o chefe da quadrilha que achaca o País”, disse. Cid disse ainda que Eduardo Cunha é “o que existe de mais podre, cínico e demoníaco” na política brasileira.

Logo após o discurso, muito aplaudido por lideranças do PDT, Cid assinou ficha de filiação. O documento foi abonado pelo presidente nacional da legenda, o ex-ministro do Trabalho nos governos Lula e Dilma, Carlos Lupi.

Antigos aliados, cidistas e peemedebistas romperam em 2014, após Eunício Oliveira (PMDB) sair candidato ao governo do Estado. Além de Lupi, acompanhavam o ato o ministro André Figueiredo (Comunicações), o ex-ministro Ciro Gomes e o prefeito Roberto Cláudio.

Direção do partido
Na manhã deste sábado, o PDT Ceará também confirmou o prefeito Roberto Cláudio como novo presidente da sigla na Capital. André Figueiredo foi reconduzido ao comando do partido no Ceará. Filiação dos vereadores do partido, no entanto, deve ficar para março do ano que vem.

Antes esperado apenas para oficializar a filiação de Cid, ato acabou tendo ares de apoio à candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Em suas falas, lideranças do partido elogiaram Ciro e destacaram pretensões presidenciáveis da legenda.

“Vamos agora construir um projeto nacional de candidatura à Presidência da República (...) o PDT tem sido um partido que sempre esteve ao lado das grandes causas, queremos fortalecer a história do PDT”, disse Roberto Cláudio, pré-candidato à reeleição.

Os elogios foram subscritos por vários dos presentes. “Quero cumprimentar Ciro Gomes, nosso futuro presidente do Brasil”, disse o presidente da Câmara de Fortaleza, Salmito Filho (PDT).

Apesar do apoio a Ciro, André Figueiredo destacou que o partido irá trabalhar pela “governabilidade” de Dilma Rousseff. “Dilma pode ter vários defeitos, mas nunca fugiu à luta”, disse. (colaborou Wagner Mendes)

Bastidores
A organização do evento esperava público bem maior do que o que realmente esteve presente no sábado. Sobraram cadeiras e as arquibancadas ficaram praticamente vazias. O grupo de Cid chegou com quase duas horas de atraso.

O POVO tentou entrar em contato com a vice-presidência da República para comentar o caso, mas não obteve resposta..

Um grupo de jovens tentou animar o evento batendo tambores entre as falas das lideranças. Em meio ao forte calor, parte do grupo acabou se dispersando com o avançar da hora.

Fonte: O Povo

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Três mitos falsos e ultrapassados sobre o Brasil - Por: Tim Vickery*

Aos 16 anos – uma idade em que a gente se impressiona facilmente –, meu pai testemunhou, nos céus, acima de sua cabeça, a luta de pilotos da Força Aérea britânica contra os alemães, que acabou impedindo uma invasão nazista.

Essa foi a época que definiu o patriotismo do meu pai e de toda uma nação. "Éramos nós, sozinhos", ele me contava até o fim de seus dias. "Somente nossa ilha contra o poder de Hitler."

Sem nenhuma dúvida, trata-se de um momento glorioso. Mas há ressalvas. Primeiro, a frase "era a gente sozinho" esquece que, na época, essa "ilha" (o Reino Unido) ainda era dona de um império. E os milhões de súditos indianos?

Também não é um momento que se pode tomar como representativo da política externa do país, pelo menos nos tempos de império. Foram séculos de conquistas e roubos. O verão de 1940, então, fornece uma base frágil para se construir um senso de patriotismo.

Mas é típico das histórias que as nações contam sobre si próprias. E, às vezes, o mito acaba valendo mais do que a verdade.

No Brasil, por exemplo, tem um mito que é contado todos os dias, e aceito como se fosse a verdade mais pura e incontestável. Impossível contar quantas vezes ouvi essa frase das mais diversas pessoas nas mais diversas situações. Mas, normalmente, em tom de lamúria.

"A gente foi colonizado pelos portugueses".

Obviamente, o Brasil fazia parte do império de Portugal. A terra, sim, foi dominada pelos "portugas". Mas o povo? Aí é outra história.

Os indígenas foram colonizados, e os africanos vieram como mercadoria, no processo brutal e desumano de escravidão. O restante – e não é pouca gente, não – veio para cá por opção. Chegou da Europa, do Oriente Médio e da Ásia. As pesquisas de DNA mais atuais estão revelando um Brasil muito mais europeu do que se pensa, por exemplo.

A verdade é - mais do que colonizados, o Brasil é cheio de descendentes de colonizadores, principalmente em posições de poder e em que mudanças podem, sim, ser implementadas. E estão fazendo o quê? Culpando os portugueses.

Por que, então, tanta confusão sobre um assunto tão básico? Uma coisa é certa. O conceito de Brasil colonizado é bastante útil para a elite. Coloca a massa do povo numa posição de passividade. Sempre tem alguém para culpar. Atraso, subdesenvolvimento? Não tem saída além de lamentar a herança portuguesa.

Claro, as cartas foram marcadas contra a América do Sul, tachada como mero fornecedor da matéria-prima. Mas houve uma elite local que ficava bastante satisfeita com isso, com um interesse no próprio atraso do país, na passividade do povo.

Foi somente a grande crise financeira de 1929 nos Estados Unidos, e a consequente queda na demanda externa por produtos agrícolas, que obrigou a elite a apoiar um projeto de desenvolvimento nacional, chefiado por Getúlio Vargas.

Mas culpar a elite traria uma armadilha semelhante a culpar os portugueses.

Acho que a maioria aqui concorda que o Brasil tem que mudar muita coisa. Uma delas são os mitos. O Brasil precisa é de encontrar novos mitos. Os velhos estão ultrapassados.

Quer ver outro? "Brasil, a terra da alegria". Quantas vezes ouvi o povo, muitas vezes até explicando essa passividade frente aos problemas, sacar esse do leque de mitos. "A terra de alegria" não sobrevive a uma rápida caminhada por qualquer rua comercial do país. A quantidade de farmácias é impressionante! Será que um povo feliz precisa tomar tantos remédios?

A "terra de diversidade cultural" também já era. Felizmente, a miscigenação no mundo é hoje em dia muito mais comum e, em muitas cidades europeias, por exemplo, encontra-se uma gama muito mais ampla de etnias e religiões do que no Brasil.

Aí a questão prática é: surgirão novos mitos, quais? É tema para longas conversas e uma outra coluna.

*Formado em História e Política pela Universidade de Warwick, Vickery é um dos poucos jornalistas estrangeiros a ter uma carreira verdadeiramente bilíngue, com colaborações regulares tanto para veículos brasileiros quanto estrangeiros, sobretudo britânicos.

Fonte: BBC Brasil

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Ciro Gomes diz que oposição brasileira perdeu a noção e é chefiada por um calhorda



Antes de embarcar para Brasília no início da manhã desta quinta-feira (15), Ciro Gomes fez uma breve análise da atual situação política brasileira em entrevista ao jornalista José Maria Melo, do Diário do Nordeste. Indagado sobre a possibilidade de afastamento de Dilma, o atual presidente da Transnordestina defendeu a Chefe de Estado.