Pelo sexto mês seguido, o Brasil demitiu mais do que contratou. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na última semana pelo Ministério do Trabalho, a economia brasileira fechou 95.602 vagas formais de emprego em setembro. O resultado é o pior para o mês desde 1992, quando começou a série histórica. No Ceará, a situação também é complicada.
Segundo os dados do Caged, somente em setembro de 2015 foram eliminados 1.508 empregos celetistas no Ceará, equivalentes à redução de 0,12% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Tal desempenho foi proveniente da queda do emprego principalmente nos setores da Construção Civil (-1.722 postos), da Indústria de Transformação (-983 postos) e do Comércio (-310 postos) cujos saldos superaram a expansão do emprego da Agropecuária (+1.508 postos). Nos primeiros nove meses do corrente ano, houve decréscimo de 14.346 postos de trabalho.
Mas na contramão da crise, há cidade do Ceará que possuem saldo positivo em 2015. São Gonçalo, Caucaia, Granja, Icapuí e Aracati, por exemplo, mais contrataram do que demitiram. Confira os municípios que aina sobram vagas de trabalho do Estado:
Com duras críticas ao governo, às “elites plutocratas brasileiras” e à oposição “golpista”, Ciro Gomes recebeu CartaCapital no apartamento no qual está morando em São Paulo para analisar a situação política e econômica do País, falar de seu atual trabalho na CSN (onde coordena as obras da Ferrovia Transnordestina), ajuste fiscal e mídia. E, apesar de citar dúvidas sobre seu “apetite” para 2018, o ex-governador do Ceará e ex-ministro dos governos Itamar Franco e Lula admite ser candidato a presidente pela terceira vez (disputou em 1998 e 2002) “se outros não puderem fazer melhor”. Leia os principais trechos da entrevista.
CartaCapital: Hoje o senhor cuida da Ferrovia Transnordestina. Fale um pouco sobre esse trabalho.
Ciro Gomes: A Transnordestina é uma revolução logística. Ela passa por um interior de enorme potencial agrícola e regiões com ferro e níquel, integrando dois portos: o do Suape, em Pernambuco, onde está ficando pronta a Refinaria Abreu Lima, e o Porto do Pecém, no Ceará, onde fica a Siderúrgica do Pecém. Chega ainda até Eliseu Martins, no Piauí. São 1,8 mil quilômetros, e mais de 54% já estão prontos. Temos 6,4 mil homens trabalhando, e a evolução da obra passa de 1% ao mês. É uma grande frente onde não se fala em crise. E eu estou no board da Companhia Siderúrgica Nacional, como diretor-presidente da Transnordestina. Na prática, sou o responsável por fazer as coisas acontecerem. (A ferrovia é uma concessão do poder público ao grupo CSN.)
CC: Por que temos tão poucas ferrovias no Brasil?
CG: Hoje temos menos ferrovias do que na década de 1950, quando o País tomou a decisão de privilegiar a indústria automobilística. Foi um equívoco estratégico: 80% da população mora a até 200 quilômetros de uma costa gigante, a interligação deveria ser feita por cabotagem. Os grandes centros de produção, por sua vez, estão a mil, 1,5 mil quilômetros para o interior. Tudo isso deveria ser drenado para a cabotagem por ferrovias. Uma ferrovia é mais cara de se implantar, porém muito mais barata de usar. A rodovia é o contrário: mais barata de implantar e muito mais cara de usar.
CC: Como o senhor vê a crise política?
CG: O governo administra muito mal a economia e as suas responsabilidades. E passa um sinal desagradável para a sociedade, que em sua maioria votou nesse governo. Isso gera certa raiva e rancor, em cima dos quais o moralismo a serviço da imoralidade e o golpismo inerente às elites plutocratas brasileiras começam a formular as suas estratégias de interrupção da democracia.
O preço caro é que a esmagadora maioria da população mais pobre estava em ascensão social, melhorando de vida a cada dia há 12 anos, imaginando com segurança ser para sempre, prevendo seus filhos livres de suas humilhações e com condições que os pais jamais tiveram. E agora estão escorregando. Estamos em decadência.
Enquanto isso, o Congresso, em vez de enfrentar a despesa mais criminosa e imoral de todas, a despesa com os juros para o financiamento dos bancos, vem propor cortes no Bolsa Família. Isso é bem a cara da plutocracia escravagista brasileira. Eles perderam o pudor na medida em que nós, deste lado, estamos falhando na tarefa de administrar a economia, na tarefa de passar um sinal de decência no trato da coisa pública e na tarefa de sinalizar esperança para o futuro da sociedade brasileira.
CC: Com o ajuste fiscal podemos voltar a crescer?
CG: A saúde fiscal do País está abalada, e é ruim na esquerda tradicional antiga brasileira o descompromisso com esses valores, como se isso fosse uma coisa lateral ou secundária. A sanidade fiscal é a premissa de um Estado energizado, que, essencialmente, é tudo que um pensador progressista quer e precisa. Não vamos superar a desigualdade do Brasil, melhorar sua infraestrutura, resolver o gravíssimo hiato tecnocientífico do País e o gravíssimo hiato social que ainda nos faz a economia mais desigual do mundo sem uma entidade pública energizada, empoderada, capaz de intervir e de capitalizar as iniciativas privadas.
Nós temos 1% da população brasileira dona de um terço da renda do País. E ainda temos, apesar de todas as melhorias, 30 milhões ou 40 milhões de pessoas vivendo apenas com o básico. Nosso modelo econômico destina à maioria das pessoas empregos de baixa qualidade. Nosso povo merece mais do que Bolsa Família e um emprego de servente de pedreiro. Nada contra essa função, mas essa etapa tem de ser superada, e isso exige um Estado com condições de financiamento.
CC: De onde cortar? Há como cobrar a maior conta do andar de cima?
CG: Quando você olha sem preconceitos, com a sua inteligência, só tem duas despesas fora da curva, umas delas absolutamente criminosa: o Brasil vai gastar este ano 380 bilhões de reais com juros intermediados por 20 bancos para beneficiar 10 mil famílias de endinheirados, os rentistas do nosso país.
A outra grande despesa fora da curva é o rombo da Previdência próximo a 60 bilhões de reais. Mas veja a distância entre os valores, e aqui não é o povão. São aposentadorias e pensões especiais para uma casta de abastados do setor público, poderosíssima na discussão do País. Fora dessas duas grandes despesas, nenhuma outra está fora do quadro.
CC: Fala-se que o Estado brasileiro “é grande demais”, inclusive, o governo federal promoveu cortes recentes.
CG: O Brasil tem menos médicos, professores, polícia ou Forças Armadas do que precisa. Há muitas distorções, mas pesando e medindo, é completamente mentirosa essa crítica de o Estado brasileiro ser grande. O Estado brasileiro é até balofo, gorduroso. Mas quando você cortar e fizer as lipoaspirações necessárias, o Estado ficará magrinho e ainda assim faltará massa muscular.
E Dilma caiu nessa bobagem de eliminar ministérios. Com essa medida, este ano não vamos economizar sequer 200 milhões de reais. Não quer dizer que não deveria fazer, na política vive-se muito do símbolo. Não seria razoável exigir austeridade da sociedade brasileira e deixar na boca de um picareta desses que infestam a vida pública brasileira, o argumento dos 39 ministérios, que não precisa disso. Mas deveria ter sido feito como símbolo de um conjunto coerente de práticas de austeridade, e, infelizmente, isso não está acontecendo. O governo aumentou a taxa de juros, sua maior despesa, e está fazendo despencar a receita pública em padrões nunca vistos mesmo por mim em 36 anos de vida pública.
CC: Sobre a crise econômica, o que é real e o que é exagero?
CG: É uma crise real, mas hoje o calor político não deixa sequer pararmos para pensar na crise, muito menos tratá-la com a devida cautela. Esse é o ponto. Aqueles da retórica da denúncia da crise exploram o sofrimento de toda a população – menos dos bancos, que estão ganhando 40% a mais dos números recordes do ano passado. São pessoas que impedem o governo de parar e refletir. Atrapalham e impõem o que a imprensa chama de “pauta-bomba”.
E a crise tem outros componentes. Por exemplo, a Petrobras, no foco aí dessa novela moralista, podre. Eu espero que deem punição severa para todos os responsáveis, sejam eles quem forem, do nosso lado ou contra nós, não importa. Mas tem de passar o País a limpo.
Precisamos é refazer a compreensão estratégica do desenvolvimento brasileiro, e isso é urgente. Nossas reservas cambiais estão sendo torradas financiando quem especula com nossa moeda. No momento em que eu lhe falo, após poucos meses de governo Dilma, meia dúzia de especuladores que atacaram o real ganhou 112 bilhões de reais. São três vezes o déficit estimado para orçamento de 2016. É isso que está em jogo no Brasil.
CC: Falando um pouco da crise política, ainda há risco de impeachment?
CG: O risco é permanente. Mas neste momento nós estamos virando o jogo golpista. Estamos ganhando a parada. Apesar de todos os erros, fomos ajudados pelo Ministério Público da Suíça, que nos mandou essas contas espúrias do picareta-mor da República, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, representante de uma maioria de corruptos.
A elite brasileira percebeu que é absolutamente inexplicável você evoluir para impedir a Presidência da República, romper as instituições e introduzir uma instabilidade política de 20 anos no País, começando pela assinatura de um picareta processado como formador de quadrilha, ladrão do dinheiro público, manchete nos jornais do mundo inteiro. Esse ciclo (do golpe) estamos vencendo. Mas ele voltará muito rapidamente se não acertarmos a mão.
CC: Há algum motivo real para o impedimento da presidenta?
CG: Impeachment não é a solução para governo ruim, para governo que a gente não gosta. Numa democracia madura, a impopularidade do governo só pode ser apurada nas eleições, porque eventualmente qualquer governante tem de encarar momentos de impopularidade, de incompreensão, para fazer o que tem de ser feito.
Então, a impopularidade não é motivo. A razão para impeachment é só uma: o cometimento de crime de responsabilidade dolosamente praticado, ou seja, com culpa consciente do presidente da República. E mesmo o mais picareta dos nossos adversários sabe que Dilma é uma senhora honrada e que não dá para acusá-la de ter cometido crime de responsabilidade, muito menos dolosamente.
E aí começam a inventar caminhos fraudulentos. Você não pode fazer impeachment toda hora. Na história da humanidade, do Direito Constitucional mundial, o impedimento só aconteceu no Brasil e na Venezuela: foram tirados Collor e, na sequência, Carlos Andrés Pérez. A Venezuela até hoje não se governa. E é o que estaria aprazado para o Brasil se permitirmos agora essa imprudência patrocinada por uma fração da elite brasileira.
CC:Como o sr. vê a mídia brasileira?
CG: Nossa grande mídia pertence basicamente a 5 famílias. Vamos ter essa clareza: a mídia brasileira é nepotista. São 5 famílias donas do que se chama mídia nacional. Qual a solução para isso? É uma bobajada a la PT, regular a mídia, fazer um despotismo esclarecido de cima para baixo? Ao fazermos isso, imediatamente entregamos para eles o discurso correto da censura, da intervenção indevida.
Ainda que haja boa intenção, ainda que você possa ter exemplos, como a proibição da propriedade cruzada de meios de comunicação nos Estados Unidos, onde isto é proibido. Na pátria do capitalismo você não pode ter rede nacional 24h na televisão. A NBC não possui revista. A Newsweek não pode possuir TV, rádio. Mas isso é a experiência deles.
Por aqui temos de financiar alternativas. E já há essas alternativas, como as cooperativas de jornalistas. Temos que empoderá-las, mudar a distribuição da verba publicitária do governo. Distribuir progressivamente as verbas publicitárias ao invés de ficar em critério de audiência. Temos que fazer o esforço de toda sociedade sadia: reforçar as minorias, acreditar na inteligência do povo e enfrentar essa interdição [do debate sobre mídia].
CC: O senhor já teve problemas com a mídia?
CG: Pessoalmente, não tenho queixa. A única coisa que não consegui foi ser presidente da República, mas já fui ministro, governador... Enfim, tenho 36 anos de vida pública e nunca nenhum deles pegou. A revista Veja já deu capa insinuando coisas e levou processo na mesma hora, porque não dou meu rabo para ninguém pegar. Não deixo ninguém pegar no meu pulso. E esse é o nosso erro, do nosso lado. Tem de enfrentar.
CC: O senhor é candidato a presidente em 2018?
CG: Vejo o quadro ainda muito nebuloso. Até um mês atrás eu estava muito angustiado com a escalada do golpe, não via como a gente escapar. Do lado dos opositores há um golpismo despudorado, e do nosso lado há uma sequência de besteiras, de contradições, incoerências, erros estratégicos monstruosos.
Acho, entretanto, que a preço de hoje será um 2018 algo parecido com 1989. Os grandes partidos completamente desmoralizados e um conjunto de experiências tentando galvanizar essa indignação moral, tentando manipulá-la, como foi o caso de Collor.
Collor foi pulso moralista e levou a eleição feita pela Veja, pela Globo. Collor nós todos conhecíamos. Eu que sou do Ceará o conhecia de perto, todo mundo sabia quem era o Collor, e ele foi empacotado como caçador de marajás. Hoje, Marina Silva tenta representar essa renovação, com esse ambientalismo difuso... não que ela seja má, como Collor o era, mas ela não compreende o Brasil e já assumiu compromissos que jogariam o Brasil para trás, trariam retrocessos graves, como a tal autonomia do Banco Central.
A tarefa, neste momento, de ser candidato com meus valores, com o que quero representar, os compromissos ao redor dos quais eu me ligo, vai ser uma tarefa inumana. Haverá um processo violentíssimo de desconstrução. Não tenho rabo de palha, mas não sei se tenho mais apetite para enfrentar esse tipo de coisa. Mas admito ser candidato se eu entender ser essa a minha responsabilidade e que outros não possam fazer melhor.
Hoje começa o fim de semana, e muitos brasileiros planejam as mais do que tradicionais peladas, com três, quatro horas de futebol. A princípio, diversão e sinal de que, afinal, não são sedentários. Mas a batida expressão “só-que-não” nunca teve uso tão apropriado. Não só são sedentários quanto temerários. O exercício visto pela lente da ciência revela que a pelada pode até ser divertida, mas não traz benefício para a saúde. Na verdade, é arriscada. O mesmo vale para desportistas de fim de semana em geral. São os motoristas de domingo da saúde. Retrato de um país sedentário, em que só 30% da população é fisicamente ativa e apenas entre meros 2% a 5% fazem exercícios em volume ideal. No Brasil, 300 mil pessoas morrem por ano de doenças associadas diretamente ao sedentarismo, uma a cada dois minutos, diz o médico Victor Matsudo, consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) para atividade física e coordenador da Rede de Atividade Física da América Latina.
No mundo, afirma ele, são 5,3 milhões de mortes por ano. O vírus ebola, observa ele, matou cerca de 16 mil pessoas em 18 meses.
— De ontem para hoje, 154 mil pessoas no mundo morreram dessas doenças, principalmente as do coração. O sedentarismo é o fator de risco isolado, mas prevalente. A comunidade médica e científica demorou muito para acordar para o problema — diz Matsudo.
Corpo pré-histórico em roupa moderna
Especialistas compartilham a preocupação:
— O sedentarismo é hoje o maior problema de saúde pública do país, o maior fator de risco isolado. É epidêmico e não recebe a devida atenção. Está na origem de uma série de doenças evitáveis — garante o professor de cardiologia da UFRJ Claudio Gil Araújo, um dos maiores especialistas do país em medicina do esporte e do exercício, com décadas de experiência que incluem o atendimento de atletas olímpicos a senhores de 97 anos.
O sedentarismo avança com a vida moderna, na qual se faz quase tudo sentado, no transporte, no lazer e no trabalho. Um exemplo está na exposição “Rio: primeiras poses — Visões da cidade a partir da chegada da fotografia (1840-1930)”, no Instituto Moreira Salles. A observação de fotos antigas de transeuntes do Centro do Rio há mais de um século revela como a maioria das pessoas era mais magra, destacam os médicos. Não que fizessem ginástica, mas suas vidas eram ativas, andava-se mais. Atividade física não é o mesmo que esporte, lembra Matsudo.
A dose semanal mínima de exercício, segundo Araújo, é de 75 minutos de atividade intensa ou 150 minutos de moderada. Ele lembra que o estado do sedentarismo pode ser ainda mais grave do que o oficial, pois os dados vêm da pesquisa nacional Vigitel, importante, mas baseada em autodeclaração e feita apenas nas capitais. Ou seja, nem todo mundo que se declara ativo de fato é. E aí voltamos aos atletas de fim de semana, aquelas pessoas que fazem exercício uma vez a cada sete dias e se consideram ativas.
O fisiologista Igor Lucas Gomes-Santos, da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP, explica por que o exercício esporádico é perigoso:
— Jogar futebol durante três horas, uma vez por semana, é pior do que não fazer nada. Isso gera estresse oxidativo nas células, um processo que deflagra inflamação e desequilíbrio no organismo. Se você faz atividade até por menos tempo de uma vez, mas com regularidade, seu corpo é vacinado pelo exercício. Ele gera doses pequenas de estresse e essas levam a adaptações benéficas, ativam mecanismos protetores — salienta o pesquisador. — O exercício é homeostático. Ele normaliza tudo o que está alterado. Se a pressão está alta, ele baixa, por exemplo. E isso acontece porque nosso corpo evoluiu para o movimento. E essa adaptação ao movimento faz com que precisemos de estímulos. Pequeninos estresses diários. O exercício faz esse papel — diz.
E quando essas doses de estresse que mantém o corpo azeitado entram em descompasso, começam os problemas, observa.
O Homo sapiens surgiu há cerca de 200 mil anos e evoluiu para ser ativo, para correr pelo menos uns dez quilômetros por dia para comer e não ser comido. E assim foi a vida até há cerca de 11 mil anos, quando surgiu a agricultura. Ainda esta exigia grande gasto energético.
Repouso absoluto gera efeitos colaterais
As coisas não mudaram muito em termos de consumo de energia com a Revolução Industrial, já que as pessoas trabalhavam com grande esforço físico e andavam muito. Só há pouco mais de um século o trabalho se tornou mais sedentário; o transporte, idem; e a comida, abundante. A vida se tornou confortável. Só esqueceram de combinar com a evolução. O corpo continua o da Idade da Pedra, apenas vestido para o século XXI, em tamanhos cada vez maiores. A vida moderna proporcionou maior expectativa de vida (cerca de 30 anos maior que há um século), maior estatura (em média, sete centímetros a mais nos homens) e a eliminação de doenças infecciosas em grande parte. Porém, trouxe números epidêmicos de doenças menos frequentes há cem anos, como diabetes do tipo 2, certos tipos de câncer, mal de Alzheimer e males cardíacos.
— Vivemos com tecnologia moderna e corpo pré-histórico. E a regra do jogo é: tudo o que você não usa perde. Quando surge uma doença, não está preparado — salienta Gomes-Santos.
Quando nos exercitamos, o RNA em nossas células responde. É convertido em proteínas. A meia-vida desse RNA alterado pelo exercício é de segundos a dias. Em geral, o efeito dura cerca de 36 horas, diz Gomes-Santos.
— Hipertensos que se exercitam reduzem a pressão em 24 horas. Diabéticos sentem melhora nos níveis de insulina em duas semanas. Mas o efeito é temporário — destaca.
Precisamos sempre renovar a dose de atividade. Se paramos, o efeito é negativo, diz:
— Ficamos sem proteção e apenas com a parte ruim, que é o estresse oxidativo. Por isso, a regularidade e a progressão são importantes, e os exercícios intensos e esporádicos, péssimos.
O educador físico Marcelo Cabral, que trabalha com reabilitação, alerta para outro aspecto do problema:
— A atividade faz tanta diferença que, muitas vezes, uma pessoa com doença cardiovascular, mas bem condicionada fisicamente, apresenta um risco menor de males do coração do que um sedentário aparentemente saudável.
Araújo acrescenta que o repouso absoluto é um vilão a ser evitado. Pessoas doentes confinadas numa cama sofrem danos colaterais sérios.
— A cada dia deitado se perde 1% da capacidade física. Um mês de internação produz efeitos avassaladores sobre o corpo, que não foi feito para isso. Nosso manual de fábrica tem instruções para atividade e nenhuma para repouso exagerado. É por isso que o exercício é o melhor remédio. Atacar as causas. Os medicamentos atuam sobre as consequências — frisa Araújo.
O cardiologista Claudio Domenico é pioneiro na prescrição do exercício a seus pacientes.
— O indivíduo condicionado vive melhor e tem risco reduzido para muitas doenças — observa, ele próprio atleta, que rema de quatro a cinco vezes por semana — O médico precisa dar exemplo — diz.
Tanto ele quanto Araújo destacam que o estímulo à atividade física é o maior legado que as Olimpíadas podem deixar para o país.
A diferença do preço dos combustíveis entre postos do Crajubar, em apenas um litro de gasolina, pode chegar a até R$ 0,32, já que é vendida pelo preço mais baixo de R$ 3,38, enquanto há postos que comercializam o produto por até R$ 3,70. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos) alerta para essa realidade de mercado que está sendo praticada, com a venda em bomba por preços de custo para os donos de postos, e diz que é no mínimo preocupante, inclusive para o consumidor, esse valor atualmente praticado pela minoria, pode ser o barato que mais na frente sairá caro, podendo comprometer os veículos.
A maioria dos proprietários de estabelecimentos não consegue baixar os preços para chegar ao patamar de menor custo que vem sendo ofertado. Eles afirmam que tem sido difícil se manter diante da concorrência, mas ressaltam a qualidade dos seus produtos, que normalmente trazem a bandeira da empresa na qual adquirem o combustível. Muitos até admitem que, por se tratar de preços bem abaixo da maioria dos postos, os consumidores devem ficar mais atentos, pois podem estar comprando um produto "genérico".
Qualidade
Os donos de estabelecimentos que repassam os produtos mais em conta atestam a qualidade da gasolina. Eles até realizam testes e fazem demonstrações para os clientes. É o caso de Mateus Brasil. Ele disse que está disponível sempre para realizar a checagem, acompanhado de uma tabela com os parâmetros exigidos, para garantir o combustível que está comercializando. Caso gere alguma diferença, é comunicado ao fornecedor.
Mas, segundo o assessor do Sindipostos, Antônio José Costa, o mercado é livre e cada um pode marcar o seu preço. No Cariri, a média de custo da gasolina tem sido entre R$ 3,55 e R$ 3,69. Para o Sindicato, os cuidados devem estar relacionados quando há maiores disparidades, que por exemplo estejam acima de R$ 0,15.
Há componentes que podem estar inseridos no combustível, conforme Costa, comprovados apenas em laboratórios, como os solventes, capazes de comprometer o motor do veículo.
Nesse caso, os testes eram realizados no Estado apenas nos laboratórios da Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio de Agência Nacional de Petróleo (ANP), mas os convênios foram suspensos.
A venda com pagamentos em dinheiro tem sido a meta para manter as promoções. Um dos postos, em Crato, consegue ter os preços reduzidos, além da gasolina, a R$ 2,38, do etanol a R$ 2,55, e do diesel, de R$ 2,84, e ainda o mesmo valor da gasolina aditivada e comum, de R$ 3,38. Uma placa enorme anuncia no local a promoção permanente, e as filas de carros abastecendo são frequentes. A manutenção do preço, conforme os proprietários, depende justamente dessa grande quantidade de clientes.
O que tem facilitado a comercialização da gasolina mais em conta tem sido a venda à vista ou mesmo em débito no cartão. Mateus Brasil afirma que, além das promoções que tem feito em seu estabelecimento, que comercializa a gasolina a R$ 3,38, o preço mais em conta que tem sido praticado na região, conseguiu negociar com a distribuidora melhores condições para poder repassar ao consumidor final. Ele chegou a usar como promoções para melhorar os abastecimentos o sorteio de motocicletas, até que obteve a alternativa da redução no preço do produto. O mesmo não acontece com os outros tipos de combustíveis no local. De acordo com a gerente de posto em Juazeiro do Norte, Maria Quezado Peixoto, os cálculos dos combustíveis são feitos de acordo com o repasse por parte do distribuidor. Antes, os preços eram tabelados pelo governo, e hoje pode haver maior negociação. Ela afirma que os produtos têm a ver com a qualidade, e esse tem sido um dos cuidados do seu estabelecimento. "Não é fácil sobreviver no mercado, justamente por conta da concorrência que hoje se encontra de forma bastante diferenciada", diz. No seu estabelecimento, a gasolina chega a custar R$ 3,69.
O empresário Fernando Lacerda, proprietário de posto de combustível em Crato, afirma que normalmente as empresas com bandeiras, como a BR, por exemplo, têm comercializado seus produtos praticamente no mesmo preço, mas atestam a qualidade do produto, até pela sua origem.
Procedência
Quanto aos combustíveis que vêm sendo comercializados no mercado a baixo custo para o consumidor, para ele não se sabe de onde vêm em sua maior parte e muitos postos chegam a ser abastecidos pela madrugada. "É estranho que sejam poucos que ofereçam essa margem tão grande em relação à maioria dos postos da região", diz ele.
Tem empresas que estão comprando a gasolina, segundo ele, a um preço bem inferior, com a margem mínima. Chegam a adquirir o produto em leilões, em Recife (PE), ou até mesmo em Salvador (BA). "Com é bandeira branca, trazem sem pagar o imposto estadual", explica Fernando Lacerda.
Os caminhões que fazem as entregas dos combustíveis mais em conta normalmente não seguem os padrões das grandes empresas fornecedoras. "Na verdade, ninguém sabe mesmo a origem desses combustíveis, mas não digo que são adulterados", afirma ele. O comércio, diante dessa realidade, segundo Fernando, acaba sendo um pouco desleal, já que o seu produto, como em muitos postos na região, é adquirido por um preço praticamente na mesma base, e a margem de lucro para todos fica praticamente nos mesmos patamares. É uma realidade que muitas pessoas, conforme ele, acusam de cartel, mas não segue por esse caminho. Isso acontece por conta da compra por um preço aproximado.
E os consumidores aproveitam enquanto podem comprar a preços bem inferiores aos outros estabelecimentos, alguns deles levando até tambores de plástico para serem abastecidos. O funcionário público, Joceildo Leite, residente em Juazeiro do Norte, desde que soube da promoção, vem aproveitando para dar uma aliviada no bolso.
Ele afirma que inicialmente ficou meio desconfiado com o preço, mas seguiu a opinião de alguns amigos e passou a abastecer no Município vizinho, quando vai trabalhar na cidade.
Já o construtor, Edilson Gomes de Lima, afirma que, durante a semana, o consumo tem sido alto com o seu trabalho, e aproveita para levar ao distrito de Palmeira, em Crato, uma boa quantidade de gasolina. A sua economia chega a ser de até R$ 200 por semana. E os consumidores afirmam que até o momento não tiveram problemas com os veículos.
Quando no final da vida, após anos cuidando de filhos e trabalhando para mantê-los, o mínimo que se espera é uma retribuição de carinho e atenção daqueles a quem se dedicou o tempo, o dinheiro, as noites não dormidas etc. Para muitos, a afirmação é óbvia, porém para um homem inglês de 62 anos, cuidar da mãe idosa é uma questão de finanças.
A notícia divulgada pelo Mail Online chocou internautas na Inglaterra. Um cidadão identificado supostamente como Martin estaria cobrando uma taxa de aproximadamente 400 libras (cerca de R$ 2.400) de sua própria mãe para que ele fosse visitá-la em um asilo de Buckinghamshire. Além disso, o mesmo homem ficou responsável por cuidar das economias da idosa, identificada como Sheila. No entanto, contabiliza-se que ele já gastou mais de 120 mil libras (R$ 730 mil) com despesas pessoais.
Por conta de tantos absurdos, ele está sendo processado. O juiz Denzil Lush, que está analisando o caso, classificou a atitude de Martin como repugnante e o acusou de "abuso de posição de confiança". Não precisa ser graduado em direito para conseguir perceber o quão egoísta e frio é este homem. Não é mesmo?
Martin confessou que cobrou as visitas de sua mãe da mesma forma que o faria com um cliente comum de seu trabalho. Ele também comentou que agora não adiantaria em nada reaver sua mãe nas despesas, já que mais cedo ou mais tarde ela irá morrer e os valores serão passados a ele.
De acordo com o juiz, o homem privou tanto a mãe de ter acesso a seus bens que nem mesmo foi capaz de liberar uma parte do dinheiro para que a senhora pudesse tingir os cabelos brancos.
O caso foi levantado pelos oficiais da Guarda Pública, que protegem pessoas que não têm capacidade mental de fazer escolhas e decisões a respeito de sua saúde ou bens. De acordo com o juiz, Sheila convive com problemas de saúde mental há alguns anos.
Motoristas que realizam o transporte de Romeiros para a cidade de Juazeiro do Norte, durante a Romaria de Finados, fecharam as principais vias de acesso à cidade em ato de protesto contra a “intensa fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”. Segundo a Polícia Militar, a manifestação teria iniciado por volta das 16 horas.
Os romeiros teriam articulado o protesto após fiscais da ANTT apreenderem um ônibus com pelo menos 30 romeiros, na noite desta sexta-feira (30). O veículo, segundo funcionários da autarquia federal, apresentava irregularidades. Após inúmeras tentativas, sem sucesso, de liberar o ônibus, cerca de 50 motoristas de ônibus, micro-ônibus e vans decidiriam pela interdição da Avenida Padre Cícero, via que liga os municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, os quais formam o triângulo Crajubar.
Os manifestantes bloquearam o trânsito pondo os veículos na vertical e atearam fogo em pneus. Para fugir do congestionamento quilométrico, condutores manobraram pela contramão e utilizaram ruas paralelas. “Entendo que eles queiram protestar, mas fechar a entrada da principal cidade da região é um absurdo”, critica o caminhoneiro Oliveira Conceição. Ele explica que não tem como manobrar o caminhão e ressalta que “cada minuto parado, é dinheiro perdido”. Oliveira transporta produtos alimentícios.
Por volta das 18 horas, um grupo de motoristas se reuniu no centro Praça Feijó de Sá, conhecida como Praça do ‘Giradouro’, para debaterem o andamento do protesto. “Não iremos sair daqui enquanto não soltarem os dois motoristas detidos e liberarem o ônibus apreendido”, disse um dos motoristas.
O motorista pernambucano Carlos Alberto conta que há 14 anos realiza o transporte de Romeiros para a “Capital da Fé” na romaria de Finados e diz “nunca ter visto tanto desrespeito com os romeiros”. “Estamos sendo tratados como bandidos, o que não somos. Prenderam o ônibus ontem meia-noite e os romeiros ficaram largados, sem ter como chegar a Juazeiro ou voltar para Pernambuco”, detalha.
A burocracia para regularizar os transportes foi questionada por alguns manisfestantes. “Tenho uma empresa de ônibus e mandei toda documentação que a ANTT pediu em agosto. Três meses se passaram e não tive resposta nenhuma. É muita exigência, temos que trabalhar”, conta o recifense Fábio Cardoso que viajou sem o registro do órgão.
O protesto é acompanhado de perto pela Polícia Militar (equipes do Raio e Ronda do Quarteirão) e Guarda Civil Municipal. Até a publicação desta reportagem, nenhum incidente havia sido registrado. De acordo com os manifestantes, não há previsão para liberação da Avenida.
500 mil
A cidade de Juazeiro do Norte deve receber neste feriado prolongado quase meio milhão de pessoas, a maioria peregrinos que visitam à “Capital da Fé” para participarem da Romaria de Finados, também chamada da Esperança. O número de peregrinos, no entanto, poderia ser maior caso o transporte em veículos de carga, conhecido como “paus de arara” não tivesse sido proibido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF/CE).
A proibição, bem como a fiscalização da ANTT, é uma medida para reduzir acidentes e garantir a segurança dos deslocamentos em rodovias federais. A operação “Romaria Segura, desenvolvida desde o ano passado pela PRF, teve início na terça-feira (27) e se estende até o dia 02 de novembro. A ação também promove o reforço no policiamento ostensivo e preventivo em locais e horários de maior incidência de morte e feridos por conta do feriado prolongado do Dia de Finados.
O Brasil aparece entre os cinco piores colocados em um ranking que mede as perspectivas econômicas para os jovens abaixo de 25 anos de idade em 64 países, divulgado nesta semana.
O índice Youthoconomis usa 59 indicadores coletados de organizações internacionais como o Banco Mundial, a Unesco e a OCDE para medir dados como saúde, oportunidades de educação, acesso a emprego, participação política, otimismo, entre outros.
O Brasil fica em 60ª lugar, seguido por Uganda, Mali, África e Costa do Marfim. No ranking específico sobre perspectiva para jovens, o país cai para 63º lugar. Porém, no quesito "otimismo entre os jovens", o Brasil sobe para 32ª posição.
No quesito "finanças públicas", o Brasil é o pior colocado, precedido de Japão, EUA, Bélgica e Coreia do Sul. "Eles têm grandes responsabilidades, e suas populações sofrem declínio", diz o relatório.
A Noruega ocupa a primeira colocação no ranking geral, seguida de Suíça, Dinamarca, Suécia e Holanda.
Na América do Sul, o mais bem colocado é o Chile, em 24ª posição, enquanto a Argentina fica em 43º. Os EUA ficam em 13º lugar, atrás de Nova Zelândia, Canadá e outros.
No quesito "oportunidades econômicas", a China é número 1.
Segundo o criador do índice, Felix Manquardt, o sucesso de um país depende de dois fatores: se ele está disposto a se transformar para atrair jovens e se tem capacidade econômica de fazê-lo.
"Por exemplo, jovens suecos têm a oportunidade de tirar um ano sabático para explorar diferentes profissões e países", disse ele ao "Washington Post". "Noruega e Suécia mutualizam os dados de desemprego. Se há uma vaga na Suécia, jovens noruegueses são pagos para se mudar para o país vizinho para preencher essa vaga."
"Deixem os jovens irem para o exterior", diz Marquardt . "Muitos voltarão porque têm saudades, mas estarão equipados com novas experiências e conhecimentos que adquiriram no exterior."
O estudo intitulado “Equality in the Home”, ou seja, “Igualdade em casa”, foi desenvolvido pelo Instituto de Ciências Sociais Nova, concluiu que em famílias onde as tarefas domésticas são partilhadas, as hipóteses de divórcio aumentaram em 50% em comparação com aquelas famílias onde a maioria do trabalho de casa é realizado por mulheres.
“Quanto mais ajudar um homem na casa, maior o risco de divórcio”, disse quinta-feira à AFP Thomas Hansen, coautor do estudo. Para os pesquisadores, isso não é casual. De acordo com Hansen, “casais modernos distribuem tarefas domésticas e têm uma percepção menor do casamento sagrado.”
“Nestes casais modernos, as mulheres muitas vezes são altamente qualificadas e têm empregos bem pagos, tornando-se menos dependentes economicamente dos seus maridos. Portanto, podem lidar mais facilmente com casos de divórcio, “acrescentou.
A Noruega tem uma longa tradição de igualdade de gênero e a educação dos filhos é compartilhada igualmente entre mães e pais em 70% dos casos, mas quando se trata de tarefas domésticas, as mulheres na Noruega ainda fazem a maior parte das tarefas. O estudo enfatizou que as mulheres fazem isso por sua própria vontade estão “felizes” como as mulheres dos casais “modernos”.
Os dados mostram claramente que “quanto mais um homem faz em casa, maior a taxa de divórcio”, continuou ele. Com informações do Jornal The Telegraph.
E você acha que o homem deve ou não ajudar em casa?
Reduzir a quantidade de gordura na alimentação parece ser a dieta óbvia para quem deseja emagrecer, mas um estudo publicado na revista médica "The Lancet" nesta sexta-feira mostra que não é bem assim.
"Não há provas contundentes que sustentem as dietas de redução de gordura", afirma a autora do estudo, Deirdre Tobias, da Faculdade de Medicina da Harvard University.
Segundo a nutricionista, "por trás da habitual recomendação de reduzir as gorduras - que contêm o dobro de calorias por grama em relação a carboidratos ou a proteínas -, está a crença de que basta reduzir a ingestão de gordura para reduzir o peso naturalmente".
Uma análise detalhada de 53 pesquisas sobre 68.000 casos de adultos - comparando dietas magras com as outras, entre elas a ausência de dieta - demonstra claramente o contrário, quando o objetivo é a redução de peso a longo prazo, ou seja, superior a um ano.
As dietas com redução de gordura se mostraram mais eficazes apenas quando comparadas com a ausência total de dieta.
Segundo Tobias, "a Ciência não sustenta as dietas reduzidas em gordura como a melhor estratégia de perda de peso a longo prazo".
"Para combater eficazmente a epidemia de obesidade", agrega, "precisamos continuar investigando para alcançar essa meta de mais longo prazo e mantê-la, incluindo ver além da composição dos alimentos em função dos macronutrientes, ou seja, a proporção de calorias que provêm das gorduras, dos carboidratos, ou das proteínas".
Dessa forma, o que conta não é reduzir a quantidade de calorias geradas pelas gorduras, mas reduzi-las no absoluto, qualquer que seja sua origem.
"A mensagem que retenho desse estudo é que o que determina a perda de peso é a quantidade de energia que se ingere, mais do que a quantidade relativa de gorduras e carboidratos na dieta", comentou o nutricionista Tom Sanders, do King's College, de Londres.
"Mas é a ingestão total de gorduras e carboidratos que determina a ingestão de energia", completou.
Conclusão para emagrecer: uma caloria é uma caloria. É preciso comer menos quantidade, porções menores e evitar excesso de gordura e açúcar, especialmente em carnes, comidas fritas, pastéis e bebidas açucaradas.
Sobral, Groaíras e Porteira, no interior do Ceará, são as três cidades brasileiras com melhores oportunidades de educação, é o que mostra o ranking do Ioeb (Índice de Oportunidade da Educação Brasileira).
Coincidência ou não, o Ceará também é onde está mais presente o projeto Círculos de Leitura, que organiza e dissemina grupos semanais de discussão de livros em escolas públicas, e é tido por educadores como uma das razões para a boa classificação do Estado em rankings de educação. São 7.000 estudantes no Estado engajados no projeto, divididos por 52 escolas em 31 municípios, de acordo com o Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, que toca o programa.
"Trabalhamos com leitura, tendo como objetivo não apenas desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita, mas o desenvolvimento do protagonismo estudantil", explica a coordenadora pedagógica do projeto, Maria Aparecida Lamas.
"Formamos multiplicadores, jovens que identificamos que tenham o perfil gosto pela leitura, habilidade de trabalhar em grupo, que seja um bom mediador de entendimento. E esses jovens realizam grupos de leitura semanalmente", completa.
Além de autores contemporâneos, como Rubem Alves, Mia Couto e Lygia Fagundes Telles, os estudantes leem obras clássicas, como 'Dom Casmurro', de Machado de Assis, e 'Hamlet', de Shakespeare. Segundo Lamas, essas obras conseguem dialogar bem com os alunos. "Há um mito na educação de que não se pode trabalhar com o clássico. Tudo depende da forma como você apresenta isso aos jovens. Debatemos os temas desses livros, que dizem respeito às principais inquietações do ser humano e por isso são universais".
De acordo com Lamas, A principal dificuldade para a expansão do projeto é a qualidade do transporte no interior do país. "A 30 km de Sobral, está uma cidade chamada Alcântaras. Apesar da proximidade, é bastante isolada porque praticamente não há linha de ônibus que a sirva. Então é difícil levar o Círculos para lá".
Além do Ceará, o Círculos de Leitura está presente em escolas de São Paulo e na Bahia, e assessora projetos semelhantes em Pernambuco e em Minas Gerais.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (29) que a "prioridade zero" do PT no Congresso Nacional deve ser aprovar as medidas de ajuste fiscal enviadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT).
"Qual é a prioridade zero do nosso partido no Congresso Nacional hoje? É a gente criar condições para aprovar as medidas que a presidenta Dilma mandou para o Congresso Nacional para que ela encerre definitivamente essa ideia do ajuste [fiscal], para que a gente possa ver a economia voltar a crescer", disse Lula. "Sem a conclusão desse ajuste, ficamos numa confusão política muito grande", afirmou.
O ex-presidente disse ainda que hoje é mais difícil costurar acordos políticos no Legislativo pois os líderes partidários não têm o mesmo controle sobre suas bancadas. Lula citou ainda a influência do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre um grupo suprapartidário de deputados como elemento que dificulta o consenso.
O governo tem sofrido derrotas sucessivas na Câmara, sem conseguir pautar votações importantes para o ajuste da economia.
O petista também defendeu o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, alvo de críticas do próprio PT. "Eu fico vendo os companheiros gritarem fora Levy com a mesma facilidade que gritava fora FMI, e não é a mesma coisa. Importante lembrar que o programa de ajuste estava feito antes do Levy".
O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou em entrevista à "Folha de S.Paulo", que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deveria ser substituído caso não concorde com uma eventual mudança de rumo na economia determinada pela presidente.
No mesmo dia, Dilma rebateu as declarações do dirigente de seu partido, afirmando que a opinião do PT não é a do governo e que o ministro permanece no cargo.
O Diretório Nacional discute nesta quinta-feira a aprovação de resolução com a visão do PT sobre a conjuntura política e econômica. O documento deve pedir mudanças na política econômica do governo Dilma Rousseff, como a ampliação do crédito para investimento e consumo e a redução da taxa de juros.
Impeachment
A defesa do governo contra os pedidos de impeachment da presidente Dilma apresentados pela oposição foi citada por Lula como a segunda prioridade do PT. "Nós não temos o direito de permitir que se discuta impeachment da forma que se quer discutir: sem nenhuma base legal e sem nenhuma razão", disse. "Se a moda pega, qualquer um que perca a eleição entra com pedido de impeachment."
Lula discursou na abertura da reunião do Diretório Nacional do PT, realizado nesta quinta-feira (29), em Brasília. O ex-presidente foi recebido por gritos de "Lula, guerreiro, do povo brasileiro" e os presentes cantaram "Parabéns pra você". Lula completou 70 anos na última terça-feira.
O encontro deve aprovar um documento que trará a defesa do ex-presidente face às investigações do Ministério Público e da Polícia Federal que apontaram suspeitas de irregularidades envolvendo familiares do ex-presidente.
Esta semana um dos filhos de Lula, o empresário Luís Cláudio, teve seu escritório revistado por mandado de busca e apreensão expedido para a operação Zelotes, que investiga um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) para reverter anular multas tributárias.
A empresa de Luís Cláudio é suspeita de ter recebido repasses da Marcondes e Mautoni, empresa de lobby investigada por ter atuado na aprovação da medida provisória que prorrogou a isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria automobilística.
O advogado de Luís Cláudio diz que o pagamento se refere a serviços de marketing esportivo, área de atuação da empresa.
Se para vários ramos da economia o ano tem sido de crise, de retração nos negócios, de perda de receitas e de choque no orçamento, para o setor de energia elétrica 2015 tem sido de bons resultados e lucros. Nos primeiros nove meses deste ano, a Companhia Energética do Ceará (Coelce) registrou lucratividade líquida de R$ 313,27 milhões, montante 253,44% maior do que os R$ 88,63 milhões de lucro anotados em igual período de 2014.
Após computar lucro de R$ 132 milhões no primeiro trimestre (1T15), de R$ 88,9 milhões, no segundo trimestre (2T15), a Coelce registra agora, de julho até setembro (3T15), lucro líquido de R$ 92,351 milhões, revertendo por completo os prejuízos de R$ 2,817 milhões anotados em igual período de 2014 (3T14). Essa lucratividade no 3T15, refletiu uma margem líquida de 10,06%.
Isso em um cenário de retração da economia e de redução no volume de energia vendida e transportada pela companhia, no Estado. No terceiro trimestre deste ano, a Coelce comercializou no mercado cativo 2.808 GWh, volume 1,2% menor do que os 2.843 GWh comercializados nos meses de julho a setembro do ano passado.
Baixa renda migra
Os números constam no balanço financeiro do terceiro trimestre (3T15) e nos resultados dos nove primeiros meses de 2015 (9M15), divulgados ontem pela Coelce, que encerrou setembro último com um total de 3.721.471 consumidores, número 3,8% superior aos 3.585.994 usuários registrados no mesmo período do ano anterior.
O relatório revela uma queda de 0,9%, de 6.008 para 5.954 no número de clientes industriais da Companhia, quando comparado o fechamento de setembro de 2015 com o de 2014, o que reflete a atual situação porque passa o setor industrial cearense. Já na área rural, a Coelce registrou incremento de 12%, passando de 473.748 no 9M14, para 530.696 consumidores; de 3% no segmento público e de apenas 0,5% de crescimento no setor comercial no Ceará, que fechou setembro último com 176.580 usuários cadastrados na companhia.
Forte alteração, no entanto, foi registrada nos segmentos residencial convencional e residencial de baixa renda.
Enquanto este segmento recuou de 1,223 milhão para 761.919 usuários, com queda de 37,7%, nos primeiros nove meses deste ano, ante igual período de 2014, a faixa residencial convencional cresceu na mesma proporção, 36,5%, subindo de 1,344 milhão para 1,835 milhão de consumidores, o que denota a migração de usuários de classes mais baixas para outra categoria, com tarifas maiores.
De acordo com relatório de resultados divulgado pela Coelce, essa migração é reflexo "do não atendimento a certas exigências por parte destes consumidores (de baixa renda) e seu consequente desenquadramento. (em termos contábeis, isso significa que houve uma "reclassificação" da rubrica Subsidio Baixa Renda para Fornecimento de Energia Elétrica)".
Receita operacional
A receita operacional bruta da Coelce apresentou um incremento de 50,6%% no 3T15, em relação ao 3T14 (+R$ 545 milhões). Conforme o relatório da empresa, esse incremento é resultado do aumento de 35,6% (R$ 1.343 milhões versus R$ 990 milhões) na receita pelo fornecimento de energia elétrica do mercado cativo (+R$ 353 milhões), decorrentes de sucessivos reajustes nas tarifas de energia elétrica, autorizados pela Aneel, neste ano.
Com a Revisão Tarifária Extraordinária aplicada a partir de 01 de março de 2015, as tarifas da Coelce aumentaram 10,3%, em média; e no mês seguinte, em 22 de abril, subiram mais 11,69%, em média, por conta do efeito do Reajuste Tarifário anual. A entrada em vigor do sistema de bandeiras tarifárias, que durante todo o 3T15 manteve a bandeira vermelha, também contribuiu para gerar um impacto médio sobre as tarifas no 3T15, de aproximadamente 9%, apenando ainda mais os consumidores, mas aquecendo os lucros da companhia.
Internada em um hospital de Porto Alegre para tratar um câncer, uma mulher de 49 anos teve a chance de realizar um pedido. Ela escolheu encontrar com alguém especial: Ritchie, seu cachorro. Foi a primeira vez que um paciente pediu para ver um bicho de estimação no Hospital Ernesto Dornelles.
O vídeo do encontro foi gravado na quinta-feira (29) e emocionou familiares, amigos e a equipe médica do hospital.
Rejane Chili, a paciente, está internada com câncer em fase terminal. O encontro dela com Ritchie foi autorizado pelo Grupo de Cuidados Paliativos do hospital. Por questões de segurança, a visita seria realizada em uma sala específica. Mas não deu tempo: no meio do caminho, o cachorro subiu na maca onde estava a dona. Deu muitas lambidas no rosto dela e recebeu carinho.
“É tudo para ela aquele cachorro. Ela ama aquele cachorro que nem ama o filho dela. Desde três meses ela tem aquele cachorrinho. Ela não via a hora de ver ele, foi muito emocionante, apesar da dor," disse Jandira do Prado, cunhada de Rejane e testemunha do sentimento da dona pelo cãozinho.
Jandira contou que Rejane sempre perguntava do cachorro e que na quinta-feira foi providenciado o encontro. "O filho dela Tiago pegou o táxi e trouxe ele para ver ela. Meu Deus, foi uma felicidade, ela ficou muito feliz”, afirmou.
Emoção
Rejane fez questão de trocar de roupa e passar batom antes de encontrar Ritchie. Quem presenciou o reencontrou se emocionou. Logo depois, a família levou o cachorro embora e a paciente precisou voltar para o quarto.
Segundo a psicóloga Bárbara Cristine Heck, do Grupo de Cuidados Paliativos do hospital, ações como essa melhoram o processo de final de vida dos pacientes. A equipe médica que atende Rejane observou uma mudança grande no humor da paciente depois que ela esteve com Ritchie.
"Ela, que já estava em um processo de maior recolhimento, conseguiu se expressar, se tornou mais falante, mais ativa. E sempre que a gente pensa em qualidade de vida, a gente vai pensar em relações afetivas. Sejam essas com pessoas, familiares, animais de estimação, como foi esse caso", afirma a psicóloga.
Projetos para permitir visitas de animais
Na Assembleia Legislativa, um projeto de lei proposto pela deputada Regina Becker Fortunati (PDT) quer permitir a chamada Terapia Assistida por Animais (TAA). A proposta prevê a permissão de visitas de animais domésticos e de estimação em hospitais privados, públicos contratados, conveniados e cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.
De acordo com o projeto, a autorização da presença dos animais terá prazo definido e sob condições prévias de cada hospital. Estão previstos no projeto cães, gatos, pássaros, coelhos, chinchilas, tartarugas ou hamsters.
Outras espécies terão que passar pela avaliação do médico para autorização, de acordo com o quadro clínico do paciente.
Na Câmara dos Deputados, também já tramita projeto de lei para regulamentar o uso de TAA no SUS. Em Porto Alegre e em São Leopoldo, no Vale do Sinos, propostas de lei semelhantes também estão sendo discutidas.
A Companhia Energética do Ceará (Coelce) realizou nesta sexta-feira (30) o corte de energia elétrica de unidades das prefeituras de Baturité, Pacajus, Capistrano e Mulungu, no Ceará, por falta de pagamento de faturas por parte do município. De acordo com a empresa, a decisão de interromper o abastecimento de energia se deu após tentar negociar o débito em várias ocasiões, sem que o problema fosse sanado. O G1 não conseguiu falar com os prefeitos dos municípios afetados com o corte de energia elétrica.
Segundo a Coelce, o corte do fornecimento de energia elétrica foi realizado em 10 unidades administrativas dos quatro municípios. De acordo com a Companhia, a suspensão no fornecimento de energia deve permanecer por tempo indeterminado, até que as prefeituras quitem as contas atrasadas ou negociem o valor das dívidas.
Em setembro deste ano, a Coelce cortou a energia elétrica da prefeitura de quatro cidades do Ceará - Aiuaba, Chaval, Missão Velha e Santana do Cariri - por falta de pagamento das contas dos municípios. O corte afetou a sede da prefeitura das cidades, secretarias e prédios públicos municipais, mas mantêm em unidades com serviços essenciais, como escolas, postos de saúde e hospitais.
Praticar atividade física ajuda a retardar o envelhecimento celular. É o que diz um estudo publicado recentemente, no periódico científico Sports & Exercise.
O novo estudo, realizado por pesquisadores das Universidades do Mississipi e da Califórnia, ambas nos Estados Unidos, comprova que a prática de atividade física (em qualquer quantidade) retarda a diminuição do comprimento dos telômeros. Essas estruturas são pequenas cápsulas encontradas no final de cadeias de DNA que o protegem contra possíveis danos causados pela divisão e replicação celular. À medida que as células envelhecem os telômeros naturalmente encurtam e se desgastam.
Sendo assim, muitos cientistas usam a medida do comprimento dos telômeros para determinar a idade biológica de uma célula. Também é importante ressaltar que o desgaste destas estruturas pode ser acelerado por fatores como obesidade, tabagismo, insônia, diabetes e outros aspectos relacionados ao estilo de vida. As informações são do jornal americano The New York Times.
O trabalho da Universidades do Mississipi reuniu dados sobre a saúde de 6.500 participantes, com idade entre 20 e 84 anos. Após responderem perguntas relacionadas à prática de exercícios, eles foram categorizados em quatro grupos, de acordo com a quantidade de exercícios praticada. Os resultados mostraram que para cada atividade realizada (caminhada, corrida ou ir ao trabalho a pé ou de bicicleta), os riscos de encurtamento dos telômeros diminuíram significativamente.
O estudo também mostrou que quanto mais exercicíos fossem incorporados à rotina, menor era o risco do envelhecimento celular. Dessa forma, as pessoas que realizavam apenas uma atividade eram 3% menos propensas a ter telômeros muito curtos, em comparação com aquelas que não se exercitavam. Entre as pessoas que realizavam dois tipos de exercícios, o índice subiu para 24%. Três tipos, 29%. Quatro tipos, 59%.
Para surpresa dos pesquisadores, a associação entre a prática de atividade física e o tamanho dos telômeros foi mais forte entre as pessoas com idade entre 40 e 65 anos. De acordo com eles, essa descoberta sugere que a meia-idade pode ser um momento chave para iniciar ou manter um programa de exercícios para afastar os telômeros de encolhimento.
O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) Seminário recebeu na última quinta-feira, cerca de 30 instrutores e monitores do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (SCFV) para a III Formação Continuada do ano. O momento, promovido pela Proteção Social Básica da Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social (SMTDS), teve o objetivo de capacitar os profissionais que atuam diretamente com os grupos de convivência.
O dia foi de muita interação e aprendizado. A programação trouxe oficinas, palestras e apresentações culturais. O artista plástico e instrutor de artes, Wanderson Cavalcante, apresentou um monólogo teatral que, segundo ele, teve a ideia de levar as pessoas a uma viagem, a um personagem que tem todo tipo de problema e que mistura isto com o trabalho, afetando tudo em volta. “Eu me mostrei nessa realidade como eu mesmo, e todos ali a minha volta. Transformei a sala no meu quarto e utilizei as coisas que eu tinha nele, os lápis eram os moradores da minha rua, a rua era o estojo, o estojo era meu bairro, que fica guardado no meu porta-trecos, tudo o que eu via, eu usava eu vivia”, explicou Wanderson. O espetáculo problematizava a vida, falava dela, transformava a sala em tela.
A coordenadora pedagógica do SCFV, Elisangela Nepomuceno, disse que a avaliação é positiva, diante de cada empenho e relato dos profissionais presentes. “Cada área trabalhada traz em si um conteúdo próprio capaz de transformar as atividades diante da criatividade possível e do diálogo envolvido, pois a troca de informação mediante o encontro pedagógico favorece confiança ao fazer produtivo, não somente pelas sugestões de trabalho oferecidas, mas pela construção de todos juntos, que avaliando o fazer diário planejam o amanhã de forma mais satisfatória ainda e com comprometimento”, destacou a coordenadora.
O Diretor da Proteção Social Básica, Eugênio Silva, afirmou que o serviço oferecido pelo CRAS é de ações continuadas e precisam ser executados, pois a efetivação das Políticas Públicas depende disso. “Por isso a importância dessas capacitações, pois os profissionais que atuam diretamente com essa prática necessitam também de empoderamento”, finalizou.
O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), concluiu nesta sexta-feira (30) que o inquérito sobre o esquema de corrupção na companhia estatal Eletronuclear deve ser separado do processo da Petrobras. Na prática, a medida tira das mãos do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná, as investigações sobre o caso que surgiu no âmbito da Operação da Lava Jato. Com a medida, os autos relacionados à estatal do setor elétrico deverão ser encaminhados à Justiça Federal no Rio de Janeiro, onde se localiza a sede da Eletronuclear.
A informação foi obtida com exclusividade pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Relator da Lava Jato no STF, Teori já havia determinado a suspensão do processo por meio de liminar concedida no começo de outubro, a pedido da defesa de Flavio Barra, executivo da empreiteira Andrade Gutierrez. Na oportunidade, os advogados de Barra alegaram que o caso não tinha relação com o esquema na Petrobras.
A situação é similar à dos processos da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do ex-ministro Paulo Bernardo. Os dois foram citados em depoimentos colhidos na Justiça Federal do Paraná em meio às investigações da Lava Jato. No entanto, o esquema investigado relaciona-se a fraudes em contratos de serviços prestados no Ministério do Planejamento por uma empresa de São Paulo.
Por causa disso, Zavascki concordou com a tese de que o caso não se relacionava ao inquérito da Lava Jato e concluiu que não deveria mais relatá-lo no STF. Desse modo, pediu que o processo fosse redistribuído a outro ministro - Dias Toffoli acabou sorteado. Isso fez também com que as investigações em primeira instância deixassem de ser comandadas por Moro.
Em 22 de setembro, o plenário STF aprovou a decisão de Zavascki por 8 votos a 2. Os ministros também decidiram repassar as provas contra Gleisi para o novo ministro relator e determinaram que o caso em primeira instância passasse a tramitar na Justiça Federal de São Paulo, onde os crimes teriam ocorrido.
A assessoria da Procuradoria Geral da República avalia que a decisão do ministro do Supremo sobre a Eletronuclear deve ser submetida ao plenário da Corte. Falando em tese, o ministro Marco Aurélio Mello tem entendimento diferente. "O declínio da competência da relatoria suscita a redistribuição. Portanto, a investigação em primeira instância deve ser encaminhada para o Rio de Janeiro", disse ele à reportagem.
PMDB
O caso do esquema da Eletronuclear envolve o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia. Ele foi citado pelo dono do UTC, Ricardo Pessoa, que fez acordo de delação premiada. Em um dos seus depoimentos, Pessoa afirmou que teve um encontro Lobão, em 2014, e em que ele pediu R$ 30 milhões para campanhas eleitorais do PMDB.
De acordo com o delator, o então ministro solicitou um porcentual entre 1% e 2% do valor total do custo das obras tocadas por um consórcio formado pela UTC e mais seis empreiteiras na usina de Angra 3, cuja administração cabe à estatal Eletronuclear.
Ainda no seu depoimento, Pessoa contou que também participaram da reunião os executivos Dalton Avancini, da Camargo Correa, e Flavio Barra, da Andrade. Avancini, que também fez acordo de delação premiada, confirmou o encontro.
No começo de outubro, quando concedeu liminar suspendendo a ação, Zavascki criticou o fato de o nome de políticos terem sido omitidos durante os depoimentos coletados por Moro. "É de se estranhar, portanto, que, na oportunidade da tomada do depoimento, as autoridades responsáveis pela diligência não tenham tido o elementar cuidado de questionar o colaborador sobre a identidade dos agentes políticos beneficiários das supostas propinas", escreveu o ministro do STF.
Como Lobão tem foro privilegiado por ser senador da República, o inquérito relacionado a ele permanecerá no STF, mas não mais com Zavascki.