"Possuída", autora do impeachment diz que o Brasil “não é a república da cobra”

Coautora do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a advogada Janaína Paschoal recorreu a uma parábola bíblica no discurso que fez ontem (4) à noite na Faculdade de Direito da USP Largo São Francisco. Professora de Direito da própria instituição, Janaína disse que o Brasil “não é a república da cobra”. Segundo ela, quando “a cobra cria asa”, Deus manda “uma legião para libertar o país do cativeiro de almas e mentes”.

“Desde pequenininha, meu pai, Ricardo, me diz: ‘Janaína, Deus não dá asa pra cobra’. Aí eu digo pra ele: ‘Pai, às vezes, a cobra cria asa. Mas, quando isso acontece, Deus manda uma legião para cortar a asa dessa cobra’. Nós queremos libertar o nosso país do cativeiro de almas e mentes, não vamos abaixar a cabeça pra essa gente que se acostumou ao discurso único. Acabou a república da cobra”, discursou uma incontida Janaína, em meio a aplausos, batidas de tambores e gritos de “Fora, PT”.

Assista:


Mesmo sem citar o PT ou o nome da presidente Dilma ou do ex-presidente Lula, que se autocomparou a uma “jararaca” após ser conduzido coercitivamente para depor à Polícia Federal, a professora deixou bem claro, no início de sua exposição, a quem se referia. “As cobras que se apoderaram do poder e estão aproveitando as fraquezas humanas para se perpetuarem. Quais são as fraquezas mais características? A sede de poder, a sede de dinheiro e o medo. Eles se fortalecem no nosso medo, na omissão desmedida”, comparou.

Segundo ela, mais que discutir sobre o impeachment, o que está em jogo é a que Deus o país “quer servir”: “É ao dinheiro? Nós queremos servir a uma cobra? O Brasil não é a república da cobra. Nós somos muitos Hélios, muitos Miguéis, muitas Lúcias, muitas Janaínas, nós somos muitos Celsos, muitos Danieis. Eles derrubam um, levantam-se dez”. A professora fez alusão aos outros coautores do impeachment, Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior, e ao ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em 2002. Filha de Hélio, Maria Lúcia Bicudo também foi alvo da referência de Janaína. O ex-petista e o ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso estavam presentes ao palanque do evento.

“Nós não vamos deixar essa cobra continuar dominando as nossas mentes, as salas dos nossos jovens, porque os professores de verdade querem mentes e almas livres. Por meio do dinheiro, por meio de ameaças, de perseguições, por meio de processos montados – e eu sei o que estou falando, porque estou defendendo muito perseguido político – eles querem nos deixar cativos”, discursou Janaína.

O Largo do São Francisco foi palco nessa segunda-feira de um grande ato com a participação de juristas, advogados, alunos e ex-alunos da tradicional instituição que se manifestaram a favor do impeachment de Dilma. No último dia 17, a faculdade sediou outra manifestação, mas a favor do ex-presidente Lula e da petista.

Fonte: Congresso em Foco

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Letícia Sabatella é alvo de ataques e tem perfil bloqueado pelo Facebook

Letícia Sabatella teve seu perfil bloqueado pelo Facebook na noite deste domingo (3), após ter sofrido ataques na rede social. Sua conta segue desativada até a tarde desta segunda (4).

A atriz, que se posiciona contra o impeachment da presidente Dilma, participou, na última quinta (31), do encontro de artistas e intelectuais em defesa da democracia, no Planalto.

Desde então, ela tem sido criticada por opositores ao governo, que utilizaram o Facebook para hostilizar a estrela. O ator Fernando Alves Pinto, marido de Letícia, lançou uma campanha pela mulher.

Com a hashtag #SomosTodosSabatella, ele explicou que a atriz não excluiu sua conta na rede social, mas que seu perfil foi alvo de inúmeras denúncias, motivo pelo qual o Facebook provavelmente a bloqueou temporariamente.

Até o momento da publicação desta nota, a empresa ainda não havia se pronunciado pelo caso.

Fonte: F5/Folha.com

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Saiba o que significa o cadeado que agora aparece no WhatsApp

A criptografia do WhatsApp já arrumou muitos problemas no Brasil, e a tendência é que isso só piore. A partir desta terça-feira, 5 de abril, a empresa está implantando criptografia em todas as formas de comunicação oferecidas pelo aplicativo, o que deve dificultar ainda mais o trabalho das autoridades pelo mundo, mas também vai dificultar a vida de cibercriminosos.

A novidade vale para todas as versões do aplicativo, em todas as plataformas. Ou seja: não importa se você usa Android, iOS, Windows Phone, BlackBerry ou até mesmo um celular antigo da Nokia. O aplicativo até mesmo começou a avisar sobre a proteção das conversas, como mostra a captura abaixo.


O WhatsApp usa um protocolo de segurança chamado TextSecure, que se propõe a impedir a interceptação de mensagens, desenvolvido pela Open Whisper Systems, habilitando apenas o recipiente da mensagem a decifrá-la. O protocolo é aprovado por Edward Snowden para proteção de conversas online.

A mudança significa que todas as mensagens, anexos, imagens, clipes de áudio, chamadas telefônicas e conversas em grupo saem do celular protegidas por criptografia de ponta-a-ponta. Anteriormente, a proteção era limitada a alguns formatos de comunicação; as ligações, por exemplo, não eram criptografadas.

No caso das conversas em grupo, é importante observar que todos os usuários precisam estar com o aplicativo atualizado para que o bate-papo seja protegido. Se um deles estiver rodando uma versão antiga do app, que ainda não suporte a criptografia, os outros usuários serão notificados, e saberão quem é o responsável pela conversa estar desprotegida.

A criptografia forte começou a ser implantada em 2014, mas ainda restrita, funcionando apenas com alguns dispositivos e em situações específicas. Agora vale para tudo. Além disso, os usuários também não sabiam exatamente quando o recurso estava ativo ou não, o que tornava a tecnologia pouco confiável do ponto de vista dos mais conscientes da privacidade digital. Desde então, o aplicativo foi gradualmente expandindo a proteção às mensagens para cada vez mais usuários.

Assim, o app deve continuar no caminho de autoridades em investigações policiais. Nos últimos meses, a Justiça brasileira encontrou problemas com o serviço, que não só não guarda as mensagens dos usuários como também as codifica, tornando inviável recorrer a elas no caso de uma investigação criminal. Isso fez com que o aplicativo fosse temporariamente bloqueado no país no ano passado e causou a prisão de um executivo do Facebook. Ao mesmo tempo, a criptografia é indispensável para garantir a segurança do conteúdo das mensagens, para garantir que ela não seja interceptada pelo cibercrime ou mesmo por espionagem ilegal.

No entanto, não é só o Brasil que enfrenta problemas com a criptografia. Recentemente, o FBI entrou em uma batalha jurídica com a Apple nos Estados Unidos pelo desbloqueio do iPhone de um terrorista envolvido no ataque em San Bernardino, na Califórnia. O FBI pedia que a empresa propositalmente enfraquecesse as defesas do iPhone, enquanto a empresa se negava terminantemente a cumprir a ordem. No fim das contas, o FBI conseguiu hackear o aparelho sem a ajuda da companhia.

Fonte: Olhar Digital

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Lula diz que aceita participar das decisões do governo mesmo como conselheiro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (28) que quer participar das decisões do governo, mesmo que seja na condição de conselheiro.

A ideia do "plano B" foi divulgada na semana passada por Jaques Wagner, chefe do Gabinete Pessoal da presidente Dilma Rousseff. Isso porque há um risco de o ex-presidente não assumir a Casa Civil devido a uma batalha judicial.

No último dia 23, Wagner, que foi deslocado neste mês do comando da Casa Civil para a chefia de gabinete de forma a abrir espaço para Lula no ministério, disse que caso o ex-presidente não possa assumir como novo titular da pasta deve ser mantido no governo em outra posição, como assessor especial.

Se virar ministro, Lula terá direito a mais benefícios do que hoje, como ex-presidente. As regalias incluem salário de R$ 30,9 mil, carros oficiais e auxílios moradia e alimentação.

Acusação
Em entrevista para a mídia internacional, em São Paulo, Lula afirmou ainda que o governo precisa fazer desonerações e adotar outras medidas para que a economia possa voltar a crescer, numa aposta no potencial do mercado interno do país.

Lula acusou a oposição a Dilma de impedir que a presidente governe e a mídia de criar um clima de ódio no país, que ele comparou com a situação vivida na Venezuela.
O ex-presidente, que teve conversas interceptadas pela Polícia Federal em meio às investigações da Lava Jato e divulgadas pela Justiça, criticou o que chamou de "Big Brother" nos métodos investigativos da operação e defendeu as ações tomadas durante seu mandato, entre 2003 e 2010, para fortalecer a Polícia Federal e a liberdade de investigação.

Na entrevista, ele disse que o juiz Sérgio Moro é uma pessoa "inteligente e competente", mas que "foi ficado pela mosca azul" (se deslumbrou com o poder).

Na véspera da reunião do diretório nacional do PMDB que discutirá se o partido desembarca ou não do governo, Lula disse ver com "certa tristeza" a possibilidades de os peemedebistas abandonarem o governo. Para ele, no entanto, ainda é possível um acordo que mantenha a legenda, a maior da base de apoio a Dilma, alinhada ao Palácio do Planalto.

O ex-presidente disse ter convicção de que pode contribuir com o Brasil e acredita ser possível mudar o humor do país em poucos meses.

Lula voltou a defender Dilma e disparou contra os apoiadores do impeachment da presidente. "Impeachment sem base legal, sem crime de responsabilidade, é golpe", disse Lula aos correspondentes. "É muito importante não brincar com a democracia."

Dilma é alvo de pedido de abertura de processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados e que tem como base as manobras fiscais conhecidas como "pedaladas". Os críticos do pedido de impedimento alegam que isso não é o bastante para configurar crime de responsabilidade.

Lula como ministro
Lula foi empossado novo ministro da Casa Civil no último dia 17, mas a nomeação foi parar na Justiça devido a diversas ações questionando a legalidade de o ex-presidente assumir um ministério no momento em que é alvo das investigações da operação Lava Jato. O governo recorreu, mas a posição foi mantida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Mendes suspendeu a posse de Lula em decisão liminar, depois da divulgação de áudios anexados em um processo da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná em que Dilma avisa a Lula que está enviando um emissário com o termo de posse do ex-presidente na Casa Civil para que use "em caso de necessidade".

O diálogo gerou interpretações de que o termo de posse poderia ser usado pelo ex-presidente para evitar uma eventual prisão no âmbito da Lava Jato. Dilma rejeitou essa interpretação e disse ter enviado o documento para que Lula o assinasse, pois havia risco de ele não poder comparecer à cerimônia de posse na pasta.

Dois outros ministro do STF --Luiz Fux e Rosa Weber-- também negaram o habeas corpus movido pela AGU (Advocacia Geral da União) e mantiveram a decisão de Mendes até que seja colocada em plenário.

A Corte já tem 22 ações que discutem a possibilidade de o petista assumir um ministério no governo Dilma.

O que é a Casa Civil
A Casa Civil é uma das 31 pastas do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Diferentemente da maioria dos ministérios que estão alojados nos prédios que ficam ao longo da Esplanada dos Ministérios, a sede da Casa Civil fica no quarto andar do Palácio do Planalto, acima do gabinete da presidente da República, que fica no terceiro andar.

No papel, o titular da Casa Civil é responsável por assistir direta e imediatamente a presidente na coordenação e na integração das ações do governo. A pasta deve verificar a legalidade dos atos presidenciais, auxiliar na gestão dos órgãos e entidades da administração federal e promover a publicação e a preservação dos atos oficiais.

Na prática, a Casa Civil é responsável, por exemplo, pela articulação política com a base aliada no Congresso e pela aprovação de indicações para cargos.

Fonte: UOL (Com Reuters)

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Assembleia Legislativa de MG nega título de cidadão honorário ao juiz Sérgio Moro

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais negou título de cidadão honorário ao juiz Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato na 1ª instância, em Curitiba. O requerimento foi apresentado pelo deputado Sargento Rodrigues (PDT) na Comissão de Segurança Pública da Casa, que conta com cinco integrantes e foi negado por três votos a dois.

Além de Rodrigues, apoiou a homenagem o deputado João Leite (PSDB). Foram contra a concessão do títulos os parlamentares Durval Ângelo (PT), Cristiano Silveira (PT) e João Alberto (PMDB), todos da base do governador Fernando Pimentel (PT) na Casa. Na justificativa do pedido, Sargento Rodrigues, que é presidente da comissão, afirmou que a homenagem seria em função da atuação do juiz em "operações que buscam o enfrentamento de crimes contra a Nação".

Em resposta, a Comissão de Direitos Humanos, que é presidida por Cristiano Silveira, aprovou nesta quarta-feira, 23, manifestação de repúdio a Sérgio Moro "em razão das gravíssimas irregularidades cometidas pelo magistrado no processo da Operação Lava Jato, com a divulgação das gravações telefônicas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff para a Rede Globo de Televisão". "E a interceptação realizada fora do horário determinado para seu fim expondo a presidente da República a perigo de lesão, em afronta inclusive ao artigo 1o, III, da Lei número 7.170/83 - Lei de Segurança Nacional".

A manifestação de repúdio foi aprovada com os votos de Silveira, Rogério Correia (PT) e Professor Neivaldo (PT). A comissão também tem cinco integrantes, mas a sessão foi aberta e a votação foi realizada apenas com os três parlamentares, por maioria.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Crato (CE): Vacinas contra a gripe H1N1 estarão disponíveis ainda este mês

A Coordenação de Imunização da Secretaria de Saúde do Crato alerta a população que estão disponíveis nos Postos de Saúde municipais a vacina contra o HPV (Papiloma Vírus Humano). Jovens entre 9 e 13 anos devem procurar as unidades de saúde, a vacina faz parte do calendário básico de vacinação das adolescentes e garantem a imunização contra quatro subtipos do HPV – 6, 11, 16 e 18”, esclarece.

Além desse alerta a coordenadora da Imunização da Secretaria de Saúde do Crato Silvanete Saraiva, ressalta que já entrou em contato com a Coordenação Estadual e as vacinas contra a gripe H1N1 estarão disponíveis no município a partir da segunda quinzena desse mês de abril.

A campanha nacional de vacinação contra influenza vai até 20 de maio, segundo o Ministério da Saúde.

A vacinação atenderá o mesmo grupo de risco das campanhas anteriores, definido pelo Ministério da Saúde: idosos, gestantes, profissionais da saúde, puérperas, crianças de 6 meses a 4 anos de idade e pessoas com doenças crônicas.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Dilma: “Querem a renúncia para evitar o constrangimento de me tirar de forma ilegal”

Cinco jornalistas da mídia do exterior, incluindo do EL PAÍS, se sentam em torno a uma mesa no enorme gabinete da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, em Brasília. Colocam os gravadores em operação. Mas antes de alguém perguntar algo, Rousseff, que chegou à entrevista munida de um grande maço de papéis e documentos, começa a falar sobre o impeachment, o processo que o Congresso brasileiro já pôs em andamento e que ameaça destituí-la em menos de um mês se antes não conseguir os parlamentares aliados necessários. “Esse processo está baseado em algo bastante frágil”. E acrescenta: “Como ele surge?

O presidente da Câmara, para evitar o processo de cassação, tenta maioria dentro do Conselho de Ética e ameaça o Governo. O governo não lhe dá os votos e abre-se o processo de impeachment. Eduardo Cunha foi denunciado. A Procuradoria Geral da República o associou a cinco contas no exterior dizendo ser ilegais. Não sou eu que estou dizendo, é a Procuradoria Geral da República". Leia a edição completa da entrevista, publicada nesta sexta, aqui.

Para a presidenta do Brasil, este processo de destituição é antidemocrático: "Nós tivemos golpes militares por toda América Latina. Em um sistema democrático de Governo implica que os golpes mudam de característica. Não se trata de golpes nos termos do passado. O pacto entre nós é a Constituição de 1988. Ela assegura que não se pode tirar um presidente da República legalmente eleito a não ser que haja prova de crime de responsabilidade. Não tendo, é golpe contra a democracia. As consequências disso nós não sabemos, porque não temos a capacidade de prever o futuro."

À pergunta sobre se vai renunciar, dada a crise crescente em que vive o país, responde: "Por que eles pedem que eu renuncie? Porque eu sou mulher frágil? Não sou frágil. Não foi isso a minha vida. Sabe por que pedem que eu renuncie? Para evitar o imenso constrangimento de tirar uma presidenta eleita de forma indevida, de forma ilegal, de forma criminosa. (Sugerem:) 'Ela deve estar completamente afetada, desestruturada, pressionada'. Não estou assim nem sou assim. Tive uma vida muito complicada para que eu não seja capaz de lutar pela democracia no Brasil. Eu tinha 19 anos e fiquei três anos presa, e aqui a prisão não era leve, a barra era pesada. Eu lutei naquela época em condições muito mais difíceis, vou lutar agora em condições favoráveis, é a democracia do meu país, é ela que me dá força. Eu não renuncio. Para me tirar daqui vão ter de provar que eu tenho que sair."

Em relação à polêmica nomeação de Lula como ministro –que ao menos um ministro do Supremo considera uma manobra para ele escapar do juiz da Operação Lava Jato –, Rousseff afirma: “Vamos supor que seja verdade que ele tenha vindo se proteger. Mas que proteção estranha, porque um ministro não está protegido de investigação. Pelo contrário, ele é investigado pela Suprema Corte, e os onze juízes da Suprema Corte não são piores ou melhores, dependendo de como você quer colocar a questão, do que um juiz de primeira instância. Então que história é essa? A de tentar impedir que Lula venha. Ora, ele vem como ministro ou ele vem como meu assessor. Ou ele vem de um jeito ou ele vem do outro. Nós traremos o presidente Lula para nos ajudar o Governo. Não há como impedi-lo de ajudar o Governo."

Fonte: El País

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Gripe forte pode afetar o coração, alerta especialistas

Várias cidades do Brasil estão antecipando a campanha de vacinação contra a gripe. O vírus H1N1 faz a cada dia mais mortes, mas não é só ele. Uma menina de oito anos morreu e a suspeita é que a causa fosse o vírus B da gripe.

A cardiologista Ludhmila Hajjar explica que os vírus são a principal causa de miocardite (vírus da gripe, do resfriado, dengue, hepatite, HIV). O vírus vai para o coração e provoca inflamação do músculo cardíaco. O coração não bombeia direito e a pessoa pode ter morte súbita, porque o corpo não recebe oxigênio.

Para se proteger da gripe, a indicação é a prevenção. Tomar a vacina, lavar sempre as mãos com água e sabão e andar com álcool gel. Também é importante deixar os ambientes ventilados.

Diferenças entre vírus A e vírus B
Existem algumas diferenças entre os vírus da gripe A e B. O vírus A causa epidemias e está em humanos e em outros animais. Ele também sofre muitas mutações, é instável e a cada sete anos as alterações podem gerar grandes epidemias. O vírus A também atinge todas as faixas etárias. Já o vírus B causa surtos localizados, está apenas em humanos e afeta mais crianças.

Fonte: Bem Estar/G1

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Esquema de propina da Odebrecht funcionava desde governo Sarney

A 26ª fase da operação Lava Jato expôs, na última terça-feira (22), a existência de um "departamento de propina" na empreiteira Odebrecht, que teria sido utilizado para movimentar altas somas de dinheiro em pagamentos ilícitos para agentes públicos e políticos principalmente em 2014. O esquema, no entanto, pode ser muito mais antigo.

Documentos mostram que, durante o mandato presidencial de José Sarney (1985-1990), procedimentos bem semelhantes aos apontados pelos investigadores da Lava Jato envolviam 516 agentes públicos, empresários, empresas, instituições e políticos. Entre eles, há ex-ministros, senadores, deputados, governadores, integrantes de partidos como PSDB, PMDB e PFL (atual DEM).

O UOL teve acesso a quase 400 documentos internos da empreiteira, a maioria datada de 1988, detalhando remessas e propinas a diversos políticos. A documentação estava de posse de uma ex-funcionária da Odebrecht. Como no esquema divulgado pela Lava Jato na terça-feira (22), eram utilizados codinomes para os receptores dos pagamentos e as propinas eram calculadas a partir de percentuais dos valores de obras da empreiteira nas quais os agentes públicos estavam envolvidos.

A Odebrecht afirmou "que não se manifestará sobre o tema". Todos os políticos ouvidos negaram qualquer envolvimento em esquema de propinas com a construtora.

Na documentação chamada "Livro de Códigos", havia uma lista, batizada de "Relação de Parceiros", que detalha os codinomes de políticos, agentes públicos e empresários relacionados às obras da Odebrecht nas quais teriam atuado.

Um dos nomes que aparecem é de Antonio Imbassahy, atual deputado federal pelo PSDB – que tinha o codinome "Almofadinha", e estaria relacionado à obra da barragem de Pedra do Cavalo, na Bahia. Imbassahy presidiu a Desenvale (Companhia do Vale do Paraguaçu) nos anos 1980, quando era filiado ao PFL. A Desenvale foi o órgão público responsável pela obra de Pedra do Cavalo.

Também do PSDB, Arthur Virgílio, atual prefeito de Manaus, recebe o codinome "Arvir". Do PMDB, são citados Jader Barbalho ("Whisky"), atualmente senador, ligado à obra da BR-163, no Pará, e o ex-ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão ("Sonlo"). Os filhos do ex-presidente José Sarney, Fernando e José Filho, aparecem com os codinomes "Filhão" e "Filhote"; Roseana Sarney, como seu nome de casada, "Roseana Murad", aparece como "Princesa".

Na lista, está também o ex-presidente e atualmente senador recém-desfiliado do PTB, Fernando Collor de Mello ("Mel"), relacionado a um emissário submarino construido na década de 1980, quando ele era governador de Alagoas. Há também o nome de Aroldo Cedraz, atual presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), de codinome "Toldo" e ligado à obra adutora do Sesal – ele ocupava na época os cargos de presidente da Cerb (Companhia de Engenharia Rural da Bahia) e de secretário de Recursos Hídricos e Irrigação da Bahia.

O já falecido ex-deputado federal e governador do Mato Grosso, Dante Oliveira (1952-2006), que ficou famoso como o autor do projeto que pedia eleições diretas para presidente nos anos 1980, tinha o apelido "Ceguinho" e estaria relacionado a obras de canais em Cuiabá, cidade onde foi prefeito por três mandatos.

"Esquema sempre existiu, sempre foi esse"
"O esquema naquela época era mais ou menos como esse divulgado essa semana, só não tão organizado assim. Esse esquema de propina, de fraudar licitações, sempre existiu na empresa. Aliás em todas as grandes, o esquema sempre foi esse", explica Conceição Andrade, ex-funcionária da empresa e que trabalhou no departamento responsável pelos pagamentos – a antecessora de Maria Lúcia Tavares, que delatou o esquema atual na Lava Jato.

"Eram porcentagens de valores das obras. Era feito o fechamento, e determinava um percentual. A partir daí ocorria o superfaturamento e o pagamento. Tudo isso era feito através de transações bancárias e dinheiro. É bem semelhante ao que foi divulgado na Lava Jato, mas hoje tem um departamento específico para isso. Naquela época era feito em nível de gerência, mas acredito que tenha funcionado em diretoria e presidência também", completa Conceição.

"Quando fui demitida e peguei os pertences pessoais, esses documentos estavam no meio da caixa, acabaram vindo junto. As pessoas recomendaram que me desfizesse, mas achei bom guardar. É preciso traçar um paralelo, mostrar que isso é antigo. Alguns desses crimes podem até estar prescritos, mas isso tudo mostra que o esquema vem de bem antes. A saída é reforma, não é demonizar o PT", explica a ex-funcionária.

Investigação
Em 2015, Conceição encaminhou toda a documentação detalhando as propinas para o deputado federal Jorge Solla (PT-BA). Solla apresentou tudo em dois âmbitos: na Polícia Federal e na CPI da Petrobras.

Os documentos foram entregues ao delegado Bráulio Galloni, que, por sua vez, remeteu tudo para Curitiba, sede da força-tarefa da Lava Jato. Atualmente, estão na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal.

Outro Lado
O deputado federal Antonio Imbassahy afirmou que é "um despropósito" a menção ao seu nome na "Relação de Parceiros" da Odebrecht. "Como homem público sempre tive uma relação baseada na decência com a Odebrecht e com qualquer empresa."

O prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, enviou nota ao UOL, na qual afirma:

"Meu pai, que tinha nome igual ao meu, era, nessa época, um simples senador cassado. Eu era um ex-deputado, prefeito de Manaus entre 1989 e 1992, distante dos governos federais desse período, que nunca se relacionou com a empresa Odebrecht.

Não fui e não sou parceiro de empresas e, em meio a esse charco todo, sempre me mantive nos limites da seriedade pública.

Considero no mínimo precipitada a formulação da pergunta sobre "propina". Equivaleria a eu perguntar ao jornalista se ele vende opinião em matérias ou artigos. Perdoe-me a dureza, mas sou cioso do patrimônio de honradez que herdei e que transmito aos meus filhos.

Desviar o foco dessa lama que vem cobrindo o Brasil pode terminar servindo de válvula de escape para os que têm culpa real nos desmandos éticos que desmoralizam o Brasil.

Nos meus dois mandatos de prefeito, não houve nenhuma obra dessa empresa [Odebrecht]. Espero, sinceramente, que um veículo do peso e da respeitabilidade de vocês saiba respeitar a honra de quem a possui."

Advogado responde por Lobão e Sarney
O advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, negou que seus clientes, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e a ex-governadora Roseana Sarney, tenham cometido qualquer ato ilícito.

"O Brasil passa por um momento de criminalização da política. Isto é muito grave. Vamos afastar da atividade política, que é essencial para qualquer país, as pessoas de bem. E a delação passou a ser prova para incriminar, sem sequer investigar. Um país punitivo não serve para a democracia. A palavra do delator normalmente é falsa e estranhamente seletiva."

O senador Fernando Collor, por meio de sua assessoria de imprensa, negou que tenha recebido "contribuições de empresas que não fossem legítimas doações de campanha" e afirmou que não se manifestará "sobre listagem apócrifa".

No final da tarde de segunda-feira (28), a assessoria de comunicação do TCU enviou a seguinte resposta do presidente Aroldo Cedraz:

"O ministro informa que desconhece tais papéis e esclarece que nunca recebeu qualquer vantagem ou valor indevidos. O ministro foi Secretário de Irrigação e Recursos Hídricos do Estado da Bahia de 1987 a meados 1988, função que acumulou com a de presidente da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (Cerb) no ano de 1987. Durante sua gestão, os projetos para a obra da Adutora do Sisal foram elaborados. O então secretário não tinha relação com empresas contratadas."

O UOL ligou para os telefones do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e de seus assessores, mas ninguém atendeu aos telefonemas. O UOL não conseguiu contato com Fernando Sarney e José Sarney Filho.

Fonte: UOL

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Crato (CE): Projeto Sorriso em Ação participa de ação no Bairro Alto da Penha

A Secretaria de Saúde do Crato por meio da Coordenação de Saúde Bucal participou neste domingo (3), de uma ação alusiva ao Dia da Divina Misericórdia. A ação foi realizada na Pastoral do Menor no bairro Alto da Penha.

Segundo a Coordenadora da Saúde Bucal do Crato Saskia Barreto, o Projeto Sorriso em Ação participou com atividades preventivas, como orientações do modo correto de escovar os dentes, distribuição de kits de escovação, realização de escovação supervisionada e aplicação tópica de flúor. Além de atendimento clínico odontológico, como restaurações, exodontias e limpeza dentária.

“Foram atendidos em média 100 pessoas. A nossa idéia é que essa ação itinerante ocorra de forma quinzenal, preferencialmente aos domingos. Com objetivo de estimular a prevenção odontológica e levar atendimento dentário a população cratense”, ressaltou a Coordenadora.

A odontóloga ressalta que essa atuação foi feita em conjunto com a Fundação Terra e que no próximo dia 17 o Sorriso em Ação estará disponibilizando suas atividades no Sítio Serrinha na localidade das Guaribas.

O Projeto Sorriso em Ação tem como objetivo a prevenção e promoção em saúde bucal visando atender crianças e adolescentes do município do Crato, instituindo hábitos e atitudes saudáveis, reduzindo ao longo dos anos o número de desdentados na cidade.

Assessoria de Imprensa/PMC

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"Alguma coisa errada está havendo", diz Mello sobre delações na Lava Jato

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello afirmou na noite desta segunda-feira (4), em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, que vê "algo de errado no grande número de delações premiadas" que vêm sendo fechadas pela Justiça Federal na Operação Lava Jato.

"Nunca vimos um número tão grande de delações. Não é aceitável que se mantenha o cidadão preso temporariamente por tanto tempo para que ele faça uma delação. Alguma coisa errada está havendo", afirmou.

Esse disse ainda temer que eventuais erros que a operação possa ter cometido acabem por desqualificar outros procedimentos da operação.

"Não posso a priori dizer que todas as decisões dele [do juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato] estejam corretas, afinal todos estamos sujeitos a erros. Mas é por isso que temos recursos", disse ao destacar ter confiança no funcionamento do sistema jurídico."Penso que o sistema funcione corretamente, e conclamo todos os cidadãos a confiar nas instituições".

Apesar das ressalvas, Mello elogiou o trabalho da força tarefa de Curitiba. "Merece aplausos a Polícia Federal, Ministério Público e a magistratura, simbolizada na figura do juiz Sergio Moro".

Impeachment de Temer
Respondendo a pergunta sobre um eventual impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), Mello disse que o processo ainda está num "estágio muito embrionário".

Segundo Marco Aurélio Mello, ainda é preciso haver uma manifestação formal da Câmara dos Deputados sobre a matéria. E relativizou sua suposta inclinação ao impedimento de Temer: "Sou um juiz muito sugestionável, posso evoluir ou involuir".

Um pedido de impeachment de Temer foi protocolado na última sexta-feira (1) pelo ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT) e foi rejeitado nesta segunda pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Atualização: Nesta terça-feira, Marco Aurélio Mello determinou que Cunha aceite pedido de impeachment contra Temer e instale uma comissão especial para analisar o processo.

No "Roda Viva", Marco Aurélio criticou as interceptações telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato: "As divulgações são condenáveis a todos os títulos. Temos lei que impõe sigilo. Para divulgação de um magistrado, há pena prevista no campo administrativo. Agora, o conteúdo é algo super desagradável, para dizer o mínimo".

Sobre a convocação de eleições gerais, o ministro do STF classificou a proposta de "utópica": "De início, eleições gerais pressuporiam uma renúncia coletiva. Não só de quem ocupa cargo no Executivo como também no Legislativo. Isso é utópico. Essa emenda de início se mostraria contrária aos ditames constitucionais".

O ministro negou o suposto "acovardamento" do Supremo, sugerido por Lula, e avaliou que o cargo dá estabilidade justamente para não haver pressão, e rebateu: "Você acha que eu sou uma pessoa acovardada? Pelo contrário, existe um desprendimento [no cargo], e nós só nos curvamos à ciência e à consciência".

Golpe?
Em recente entrevista à imprensa, Mello tinha avaliado que, se a defesa da presidente Dilma Rousseff tivesse razão e um crime de responsabilidade não tivesse sido cometido, então o impedimento seria golpe. No "Roda Viva" desta segunda, o ministro voltou ao assunto, dizendo que a repercussão da declaração distorceu o que foi dito. E fez questão de ressaltar: "Eu não parei para analisar [o processo]. Não conheço e não me atreveria a dizer que estamos diante de um golpe. O que eu disse é que, se não houver fato jurídico, será um golpe".

Fonte: UOL

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STF desarquiva processos contra ex-ministros de FHC

Duas ações de reparação de danos por improbidade administrativa contra membros do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) foram desarquivadas em 15 de março último por decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), colegiado presidido pelo ministro Luís Roberto Barroso. Os processos atingem os ex-ministros José Serra (Planejamento), que atua como senador pelo PSDB de São Paulo; Pedro Malan (Fazenda); e Pedro Parente (Casa Civil), entre outros integrantes da gestão FHC.

O responsável pelo arquivamento foi o ministro do STF Gilmar Mendes, em decisão formalizada em 2008. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A reportagem informa que as ações agora desarquivadas tramitam na 20ª e na 22ª varas federais do Distrito Federal – o prosseguimento dos procedimentos judiciais só pode ser invalidado por decisão do plenário do STF. Os processos foram provocados pelo Ministério Público Federal, à época da gestão do procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza.

O procurador-geral apontou crimes cometidos por ocasião da ajuda financeira em 1994, por parte do Banco Central, aos bancos Econômico e Bamerindus, além da ilegalidade de atos do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). Em uma das ações, a 22ª vara federal já proferiu sentença parcialmente desfavorável aos réus.

Os ministros de FHC recorreram da sentença em 2002, por meio da Reclamação 2186, com o argumento de que a Justiça Federal não era foro competente para o julgamento – tarefa que, para os investigados, cabe ao STF, devido à prerrogativa de foro privilegiado conferida às autoridades envolvidas. Além do julgamento de mérito, o recurso pedia liminar suspendendo imediatamente o transcurso dos processos.

Nomeado por FHC, Gilmar Mendes deferiu a liminar em 3 de outubro de 2002, três meses depois de tomar posse na corte. Em 22 de abril de 2008, na véspera de assumir o comando do STF, o magistrado determinou o arquivamento das ações – o juiz acatou a argumentação dos ministros de FHC a respeito do foro adequado para o julgamento, e alegou que os atos de improbidade administrativa em questão constituíam crime de responsabilidade, cabendo apenas ao Supremo tal deliberação.

Por meio de agravo regimental, o então procurador-geral contestou a decisão de Gilmar Mendes em 12 de maio de 2008, cerca de 20 dias depois do arquivamento. Para Antônio Fernando de Souza, o caso em questão, de improbidade administrativa, não pode ser confundido com crime de responsabilidade – logo, no entendimento dele, a questão deve ser julgada pela Justiça Federal. Tal interpretação foi acatada pela 1ª Turma do STF no último dia 15, oito anos depois do recurso de Antônio Fernando – consequentemente, as ações retornaram para as duas varas de origem, votando a se tornar ativas.

Fonte: Congresso em Foco

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Crato (CE): Moradores fazem manifestação pelo desaparecimento de mulher

Com cerca de 500 pessoas, foi realizada manifestação no último sábado em Crato, por conta do desaparecimento, há mais de 25 dias, de Rayane Alves Machado, de 24 anos, que mora na Vila São Bento, no Município. Portando faixas e cartazes, os moradores, familiares e amigos da vítima pedem justiça e defesa da mulher. A procura tem sido desesperadora para os familiares. A vítima sumiu, após sair do trabalho, no dia 19 de março, depois da meia-noite, quando retornava para casa.

Somente na comunidade da Vila São Bento, moradores contam que esse é o terceiro caso de desaparecimento, mas que as outras duas vítimas morreram de forma violenta.
Representantes de entidades e movimentos sociais de defesa da mulher estiveram participando do movimento e, conclamam ao povo cratense, para auxiliar nas buscas. O Conselho Municipal de Defesa da Mulher Cratense (CMDMC), afirma que estará empenhado na luta, até que a vítima seja encontrada. Nesta terça-feira, representantes do órgão estarão na Câmara Municipal do Crato, a partir das 8 horas, para denunciar o caso, e, em seguida, irá formalizar a denúncia na Delegacia da Mulher.

A manifestação saiu do Cruzeiro, na comunidade da Vila São Bento, em direção ao campo Siciety, na entrada da Vila, local onde a vítima foi vista pela última vez.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

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Os perigos ocultos da ingestão de suplementos de proteína

Em janeiro, fui parar no hospital devido a uma forte dor no abdômen, que me impedia de ficar em pé na postura correta.

Depois de um exame e de muita dor, o médico me disse que eu estava com cálculos renais, provavelmente causados pela ingestão desproporcionalmente alta de proteínas.

Meu corpo simplesmente não conseguiu processar tudo, e a proteína se transformou em depósitos calcificados nos rins. O episódio me levou a pensar nos meus anos de exercícios na academia.

Depois de muitos anos treinando, me transformei em uma das pessoas que se convencem de que, com seu rudimentar conhecimento de nutrição, acham que podem fazer com que seu corpo funcione de maneira mais eficiente e seus músculos fiquem maiores.

E, como qualquer um que já tenha feito isso sabe, a base desse processo é ingerir muita proteína.

A questão é: o que acontece quando uma pessoa começa a ingerir tanta proteína?

Consequências
A Agência de Normas Alimentares da Grã-Bretanha, por exemplo, recomenda que um adulto consuma até 55 gramas de proteína por dia.

Mas essa quantidade é apenas aproximada e varia dependendo da massa corporal, do gênero e do esforço físico da pessoa.

Por outro lado, um estudo da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, descobriu que tomar proteína do soro de leite (um elemento básico para a maioria dos fanáticos por fitness) durante um período prolongado está relacionado a um risco maior de problemas renais.

E também pode ter um efeito negativo grave em outros aspectos da saúde, causando desidratação, fadiga e até aumentar o estresse do coração.

Músculos
Para que o corpo possa funcionar em um nível adequado, nutricionistas recomendam que obtenhamos nossas proteínas de forma natural, diretamente dos alimentos.

O principal problema é que os “vendedores de proteína” não têm nenhuma obrigação legal de apresentar a composição nutricional de seus produtos, já que eles são classificados como “suplementos” e não como “alimentos”.

Mas os rins correm perigo quando se trata de um produto responsável por uma grande proporção da ingestão diária recomendada --a maioria dos shakes de proteína têm cerca de 20 gramas de proteína por porção (alguns “construtores de músculos" têm mais de 50 gramas e mais de mil calorias).

A imprensa especializada em boa forma também tem parte da culpa. A especialista em treinamento pessoal Pola Pospieszalka disse à BBC que “as revistas de fitness apelam para vaidade, não se concentram na saúde”.

Pospieszalka está convencida de que podemos tirar todos os nutrientes de que precisamos de uma dieta equilibrada.

A personal trainer Jade Lindsay concorda, agregando que alguns de seus clientes em academias “desenvolveram até problemas nos ossos” após apelar para suplementos alimentares para conseguir o corpo sonhado em pouco tempo.

Responsabilidade
Nem todos os personal trainers são tão responsáveis no momento em que seus clientes buscam resultados rápidos.

Eu mesmo passei muito tempo na academia escutando sobre dietas malucas que recomendavam o consumo de mais de 200 gramas de proteína por dia.

Em meu esforço para conseguir ser musculoso, caí na armadilha. Spencer Nadolsky, ex-lutador e agora médico especializado em emagrecimento, diz que há "muita desinformação" nesse meio e que muitas vezes os personal trainers têm um conflito de interesse: ao mesmo tempo em que precisam orientar seus clientes, muitos são estimulados a vender produtos.

Este é um tema que preocupa Charlayne Hart, modelo e tetracampeã do mundo em fitness.

Ela disse que a maioria dos treinadores que aconselham o uso de suplementos “está tentando ganhar um dinheiro extra”, mas acredita que o problema está na forma como os suplementos são comercializados.

E, além dos personal trainers, "há também os promotores destas empresas (de suplementos) que tentam convencê-lo a ingeri-los para ganhar comissão”, disse Hart.

"Caí na armadilha das dietas de alta proteína sem saber muito sobre os efeitos no longo prazo que elas podem ter no corpo. Tive problemas graves de dor no estômago, cólon muito bloqueado e sofro de colite (inflamação do intestino grosso)."

O que está claro é que um aumento do consumo de proteína não é uma solução rápida para alcançar o corpo desejado. Pelo contrário, pode trazer riscos graves para a saúde.

Fonte: BBC Brasil

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Líder do governo diz que, se Dilma cair, Temer será a próxima vítima

Líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE) avaliou nesta segunda-feira que uma eventual destituição da presidente Dilma Rousseff do cargo não trará a estabilidade política desejada. De um lado, movimentos sociais alinhados ao governo não aceitarão passivamente o impeachment. De outro, acredita, não vai demorar para que os mesmos que hoje querem apear Dilma do poder façam de Temer “a próxima vítima”.

“Certamente, a julgar pela fome de poder daqueles que estão conduzindo o impeachment, certamente a próxima vítima seria o Temer”, apontou.

“As pessoas que estão indo para a rua pedir ‘fora Dilma’ não vão pedir ‘fica Temer’. Será um governo frágil, sem sustentação no Congresso e na sociedade que possa garantir que esse governo demore muito tempo. Será um presidente enfraquecido”, disse. “Esses que agora patrocinam esse movimento de ‘fora Dilma’ vão patrocinar rapidamente a saída do senhor Temer. A instabilidade política e social vai permanecer. Não vejo como um governo resultado de um golpe seja capaz de se sustentar em um sistema democrático”, continuou.

Não haverá trégua, tampouco, de PT e os aliados que restarem. “Nós do PT, dos movimentos sociais e todos aqueles que defendemos a democracia e já estamos mobilizados nas ruas vamos seguir ocupando o Brasil inteiro, de norte a sul, para denunciar a ruptura da ordem democrática e dizer que não aceitamos qualquer tipo de golpe”.

Fonte: Valor 

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Crato (CE): Projeto Neurofor será reativado no município

Durante participação na edição do último sábado, 2, do Programa Falando com o Prefeito, na rádio Educadora AM , o assessor técnico da Secretaria de Saúde do Crato, Lucimilton Macêdo, informou o retorno do programa Neurofor ao nosso município.

Na ocasião, Lucimilton comunicou que ainda este mês, o programa será reativado, e falou também que os profissionais estão sendo contratados e que posteriormente, serão capacitados para fazer um trabalho de reabilitação com as crianças cratenses.

Lucimilton informou que a prefeitura atende com essa ação a uma reivindicação da população conhecedora da importância do projeto.

Ainda em sua participação no programa, Lucimilton destacou que a Secretaria de Saúde está atendendo dentro do possível as demandas dos trabalhadores do setor. Segundo o assessor técnico, o prefeito Ronaldo vem orientando a que todas as pastas tenham um forte diálogo com os servidores municipais no intuito de atender as demandas das categorias.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Quem apoia impeachment defende 'violência', diz Dilma

Pelo terceiro dia consecutivo, a presidente Dilma Rousseff transformou o Palácio do Planalto em palco para um ato contra o processo de impeachment. Nesta sexta-feira, 1, durante a assinatura de decretos para a reforma agrária e comunidades quilombolas, Dilma acusou os seus oposicionistas de incentivarem o clima de intolerância no País.

“Nós hoje precisamos nos manter vigilantes e oferecer resistência às tendências antidemocráticas. Oferecer resistência também às provocações. Nós não defendemos a perseguição de qualquer autoridade porque pensa assim ou assado. Nós não defendemos a violência. Eles defendem. Eles exercem a violência, nós não”, disse.

Após falar sobre reforma agrária e discriminação, Dilma afirmou que a construção de um País pacífico no convívio social é o princípio que permeia as ações do seu governo. Em seguida, disse que era importante a frase dita pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, “não vai ter golpe, vai ter reforma agrária” e emendou: “O País deveria estar fazendo ações para crescimento econômico”.

Dilma retomou também a comparação entre o atual momento político com o da ditadura militar. Segundo ela, “aspectos da democracia estão sendo ameaçados” por conta do impeachment. “Não é democracia quando os direitos de alguns são atropelados pelo arbítrio de outros”, completou.

Apesar do tom adotado pela presidente, representantes de movimentos sociais que participaram do evento fizeram discursos inflamados contra os que defendem o impeachment. O secretário de administração e finanças da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Aristides Santos, por exemplo, convocou invasões de terras de parlamentares ruralistas como forma de evitar o impeachment. “Vamos ocupar as propriedades da bancada da bala. Vamos ocupar os gabinetes deles e as fazendas deles contra o golpe”, disse.

Nesta semana, a presidente já havia transformado o lançamento da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, na quarta-feira, em palanque contra o impeachment. Na quinta, Dilma reuniu dezenas de artistas e intelectuais para mais um ato de apoio à continuidade do seu mandato.

Durante a cerimônia desta sexta, foram assinados 21 decretos de desapropriação de fazendas para a reforma agrária e quatro decretos de regularização de terras quilombolas, totalizando 56.512 hectares. O governo também lançou um edital de R$ 4,5 milhões para projetos que promovam a igualdade racial.

Fonte: Estadão 

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Moro é alvo de 12 ações no CNJ que questionam sua atuação na Lava Jato

O juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Paraná, é alvo de 12 representações que pedem que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) investigue se ele cometeu infrações disciplinares no caso.

A maior parte das ações (nove delas) foi motivada pela interceptação e divulgação de gravações do ex-presidente Lula pela Lava Jato que atingiram até mesmo a presidente Dilma Rousseff –outras três tratam de questões gerais da atuação do juiz.

Os pedidos de apuração foram apresentados por sindicatos, advogados de várias partes do país e um vereador ligado ao PT, entre outros.

O mais recente foi protocolado nesta terça-feira (22) por 14 senadores –três deles são investigados no STF (Supremo Tribunal Federal) por suposta participação na Lava Jato: Humberto Costa (PT-PE), Gleisi Hoffman (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

Segundo os congressistas, o CNJ precisa avaliar a atuação de Moro: "A divulgação da mesma gravação ilegal está feita por determinação escrita do juiz Sergio Moro ao levantar o sigilo das interceptações tendo ciência não só de sua ilicitude, mas de que havia nelas diálogos de pessoa com prerrogativa de foro, sendo essa a presidenta da República".

A ação faz duras críticas ao juiz. "É preciso reconhecer que a partir de determinado momento a Operação Lava Jato passou a ser conduzida de forma midiática e espetacularizada. O juiz que a conduz mostra-se seduzido pela 'fama' e faz um diálogo com o segmento social insatisfeito com o governo federal não no sentido de esclarecê-lo e acalmar os ânimos, mas ao oposto", afirma os senadores.

"Seus atos tendem a incitar a população à subversão da ordem política e social. E o grave é que não encontra mais os limites das leis e da Constituição Federal como parâmetros", completou.

Pelas regras do CNJ, que é o órgão com poder para investigar atos de magistrados, a ministra corregedora Nancy Andrighi faz uma análise inicial de admissibilidade da representação. Caso entenda que são admissíveis, ela apresenta o caso ao plenário e propõe abertura de uma investigação que precisa ser votada. Se aprovada, é nomeado um relator entre os 15 integrantes do Conselho.

Esse processo disciplinar pode ser arquivado ou levar a diversas penalidades ao juiz –em último caso, a sua demissão.

A coluna Painel mostrou nesta terça (22) que a corregedora negou dois pedidos liminares contra Moro. Um queria o afastamento da função de juiz e outro, a proibição das divulgações de delações e escutas.

A ministra pediu que Moro se manifeste sobre os pedidos do Sindicato dos Advogados da Paraíba e de Antônio de Pádua Pereira Leite em 15 dias.

Fonte: Folha.com

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Paulinho da Força discute em aeroporto e joga dinheiro para mulher

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), foi protagonista de um bate-boca com uma dona de casa no aeroporto de Brasília nesta terça-feira (30). No desentendimento, Paulinho chegou a jogar notas de dinheiro contra a interlocutora. As imagens foram publicadas em redes sociais.

No vídeo, a responsável pela filmagem acompanha o deputado na área de desembarque do aeroporto, onde ele estava acompanhado de um assessor e do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios e Condomínios de São Paulo (Sindifícios), Paulo Ferrari.


"Vamos filmar bem os traidores, porque vai ter preço depois", diz a mulher, não identificada pelas imagens, fazendo referência ao apoio dado pelo parlamentar ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Traidor? Traidora é você, ladrona (sic)", rebate Paulinho. "O senhor está me chamando de ladrona? O senhor está me chamando de ladrona? De onde o senhor tirou isso, que eu sou ladrona?", argumenta a mulher.

"De onde você tirou que ele é traidor? De onde você tirou que ele é traidor?", pergunta um dos dois homens que acompanham Paulinho do desembarque.

"O que eu já te roubei? O que eu já te roubei para você me chamar de ladrona? Qual o esquema? Eu sou uma mãe de família, uma dona de casa, não estou roubando para ninguém. Eu estou lutando para os nossos direitos", rebateu a mulher que filma.

"Você está roubando o Brasil junto com a Dilma", argumenta Paulinho, já dentro de um carro sedã preto. Incomodado, o deputado então joga duas notas de R$ 10 para fora do carro, em direção à mulher.

"Toma um dinheiro. O dinheiro aí, ó", diz Paulinho. "Acabou a boquinha", completa, enquanto o carro vai embora do local.

Em comunicado oficial divulgado pelo Solidariedade nesta quarta-feira, o deputado afirmou ter dito "o que acredita" à mulher no aeroporto. Na nota, ainda faz duras críticas ao PT e à Dilma.

"Quero esclarecer a essa pessoa e ao povo brasileiro que os verdadeiros traidores são a Dilma e o PT, que usaram o dinheiro público e o voto da população para enriquecer", diz a nota.

"Quem acompanha de perto a política sabe que há denúncias de que os governistas estão pagando pessoas para protestar contra o impeachment e constranger deputados da oposição. Este também pode ser o caso do vídeo, pois a mulher que me perseguiu estava no aeroporto já com o objetivo de criar confusão, como fica claro nas imagens", acrescenta Paulinho.

"Dilma e o PT estão roubando o Brasil e quem os defende está ajudando esse governo a continuar a roubalheira. Foi isso o que afirmei à mulher no aeroporto, por ser o que acredito", completa a nota, agradecendo "ao povo brasileiro pelo apoio".

Fonte: UOL

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Enquanto impeachment de Dilma avança rapidamente, cassação de Cunha é protelada

"Se isto fosse uma corrida de Fórmula 1, nós estaríamos em um carro pilotado pelo [Rubens] Barrichello", admitiu o presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA), em sessão nesta terça-feira. O conselho estava reunido para receber a defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos poucos presentes à reunião, fez seu contraponto: "Se aqui somos Barrichello, a comissão do impeachment avança como o [Ayrton] Senna".

A ironia de Alencar reflete a crise política crônica brasileira deste momento. O processo que pode resultar na cassação de Cunha por ter mentido sobre contas no exterior durante a CPI da Petrobras está no mesmo ponto do que aquele que pede o impeachment da presidenta Dilma Rousseff por ter cometido manobras fiscais. Com a diferença que o de Cunha começou a ser debatido em outubro do ano passado, e vem sendo postergado por uma série de manobras de aliados do deputado. Enquanto isso, o processo de Dilma começou para valer desde a última quinta-feira, quando a Câmara acertou a Comissão de Impeachment. Ambos, porém, estão na etapa de estabelecimento de um roteiro de trabalho, que inclui definir o cronograma de sessões e votações. Diante do inusitado, Araújo pregou resignação: "Lá [na Comissão Especial do Impeachment] pode tudo, aqui não pode nada".

O presidente do Conselho tem um argumento simples para explicar o paradoxo. "Os ventos sopram à vontade do poder. Paciência, nós temos que nos resignar", constatou ele, que submeteu na reunião desta terça aos colegas um procedimento cuja decisão cabia apenas a ele, sob o pretexto de "prestar uma homenagem ao plenário". O plenário não parece ter se sentido tão honrado. Apenas oito deputados se posicionaram sobre a possibilidade de deliberar sobre o que não precisaria ser deliberado, e assim não foi possível somar os 11 votos necessários para a tomada da decisão, que voltou ao presidente do Conselho.

A poucos metros dali, no Plenário 1, a Comissão Especial do Impeachment avançava de vento em popa, e não exatamente por que não haja ninguém tentando atrasá-la. A exemplo do que os partidários de Cunha fazem no Conselho de Ética, os governistas pretendem se valer de passos em falso da oposição para alongar os trabalhos da comissão o quanto for possível. Nesta terça, o presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), voltou atrás numa decisão do dia anterior e anunciou que não iria considerar o recebimento de anexos como a delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).

Com base na decisão, e levando em conta que a defesa de Dilma já havia sido notificada sobre a inclusão da delação no processo, deputados governistas pretendem voltar à estaca zero no prazo para defesa — até agora já estariam contando três das dez sessões a que a presidenta tem direito para apresentar seus argumentos. Faltam, portanto, sete sessões (uma por dia) para se explicar, a não ser que, como desejam deputados como Paulo Teixeira (PT) e Jandira Feghali (PCdoB), a comissão decida notificar os defensores de Dilma sobre a alteração de decisão e que isso seja entendido como um reinício do processo.

Ultrapassagem
A julgar pelos ventos do Congresso Nacional, que, como bem lembrou o presidente do Conselho de Ética, "sopram à vontade do poder", os governistas dificilmente conseguirão alongar o processo contra Dilma na Câmara. Talvez por isso o Palácio do Planalto já se prepare para tratar da questão no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora advogado-geral da União, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo considera apresentar ao STF um processo de controle de constitucionalidade para questionar o processo. Foi no Supremo, aliás, que o Governo conseguiu congelar por quase três meses o avanço do impeachment na Câmara. Na próxima cartada, os governistas devem argumentar que o processo aberto contra Dilma não tem base legal.

Enquanto isso, o presidente da comissão, Rogério Rosso, prevê disponibilizar o relatório final do impeachment ao plenário da Câmara na primeira quinzena de abril. É nesse momento que a Câmara fará a votação para afastar a presidenta. Se aprovado, o processo segue para o Senado. Chegou-se a aventar a possibilidade de votar o impeachment até num dia de domingo (17 de abril), sugestão dada pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), segundo a Folha de S. Paulo. O relator do caso, Jovair Arantes (PTB-GO), prometeu pressa e pode entregar o relatório inclusive antes de seu prazo limite (cinco sessões após a entrega da defesa de Dilma).

Já o processo contra Cunha deve prosseguir na mesma e lenta toada. O presidente do conselho reforçou na sessão desta terça que não pretende convocar mais de uma reunião sobre o assunto por semana. O advogado do presidente da Câmara entregou hoje sua defesa ao Conselho de Ética, negando a acusação de que o deputado mentiu sobre ter contas no exterior. Agora, o relator do caso, Marcos Rogério (DEM-RO), que está em viagem aos Estados Unidos, tem 40 dias úteis para investigar a questão, ouvindo testemunhas e analisando documentos. Tem ainda outros dez dias para formular seu relatório. Isso poderia empurrar a entrega de seu parecer para junho. Só então o julgamento de Cunha seria conduzido pelo conselho. A essa altura, Ayrton Senna já deve terá cruzado a linha de chegada há semanas.

Fonte: El País

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A partir de agosto, diploma em medicina dependerá de teste final

O diploma de Medicina estará, a partir de agosto, condicionado à participação em um exame de avaliação dos estudantes, informou nesta sexta-feira, 1º, o Ministério da Educação (MEC). As provas serão aplicadas em caráter pedagógico a alunos dos segundo e quarto anos de faculdade; no sexto (e último), porém, quem não atingir a nota de corte não poderá se formar.

Cerca de 20 mil estudantes que ingressaram nos cursos de Medicina em 2015 já devem ser submetidos ao exame, aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no segundo semestre deste ano. A medida responde a uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicada em 2014 - e que estimava um prazo de dois anos para sua implementação.

A Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem) será um componente curricular obrigatório e os alunos e as instituições que não se inscreverem ou não participarem estarão sujeitos a "penalidades" que ainda não foram definidas. O conteúdo da prova será nos moldes do Revalida - exame que certifica diplomas médicos expedidos por instituições estrangeiras para que passem a valer também no Brasil.

No segundo e quarto anos, a prova será apenas escrita e com conteúdo proporcional ao que o estudante já aprendeu. "Isso vai permitir que as escolas de medicina acompanhem a evolução de seus alunos e trabalhem para melhorar seu processo de formação", disse o reitor da Universidade Federal do Ceará (UFCE) Henry Campos, representante da subcomissão do Revalida. Já no ano final, além de uma prova de conhecimentos médicos, haverá uma segunda etapa que avaliará as habilidades clínicas do formando - fundamental para o acesso a programas de residência médica, por exemplo.

Segundo o ministro Aloizio Mercadante, instituições e entidades médicas já apelavam para que existisse uma maneira de avaliar o progresso do estudante durante a faculdade. "O exame possibilita que problemas sejam corrigidos ao longo da formação do aluno, que terá um parâmetro para saber como está se saindo. Vamos ter um salto de qualidade. Queremos mais médicos, mas mais médicos bons", pontuou o ministro.

Campos frisou que o Anasem para graduandos em Medicina será mais frequente que o Revalida, atualmente realizado uma vez por ano. "Assim, quem não alcançou um bom resultado terá a oportunidade de, em um curto espaço de tempo, tentar de novo", disse.

A nota de corte vai variar de acordo com a prova. O escore é definido da seguinte maneira: um painel de educadores médicos, que não participaram da elaboração do exame, se debruça sobre as duas etapas do exame e, com base em seu conteúdo, estabelecem o porcentual de acertos esperados para um aluno considerado "médio". Além da residência médica, outros programas de pós-graduação como mestrados e doutorados, podem optar por avaliar a nota do candidato no Anasem. O MEC também lembrou que, uma vez que a reprovação no exame impede a expedição do diploma, o aluno que conclui a faculdade também não poderá solicitar o registro profissional (CRM).

Fonte: UOL (Com Estadão Conteúdo)

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