Temer é “traidor” e cortará direitos sociais, diz presidente do PT

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse nesta segunda-feira (25) que o vice-presidente Michel Temer prepara plano contra os direitos civis e sociais caso assuma a Presidência da República. “Traidor de sua colega de chapa, contra a qual conspira abertamente, Temer já anunciou um programa antipopular, de supressão de direitos civis e sociais, de privatizações e de entrega do patrimônio nacional a grupos estrangeiros”, disse em discurso durante seminário promovido pela Aliança Progressista, uma rede internacional de partidos e organizações de esquerda. Falcão classificou o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff de golpe de Estado.

“Mas o fato é que vivemos um novo e indigno capítulo da nossa história: após 31 anos de vida democrática, um golpe de Estado busca depor a presidenta Dilma Rousseff, a primeira mulher a governar o Brasil e que foi reeleita em 2014 com mais de 54 milhões de votos”.

O presidente do PT voltou a dizer que não existem os indícios necessários para que Dilma Rousseff seja processada por crime de responsabilidade. “Ocorre que a lei maior brasileira exige, para que o impedimento se processe, a existência de crime de responsabilidade cometido pela presidenta. Como todos sabem, porém, a presidenta Dilma não cometeu crime algum. Não pesa contra ela qualquer denúncia de corrupção ou de recebimento de propina”, acrescentou, durante discurso no seminário.

Falcão criticou ainda o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que classificou como “principal algoz” da presidenta. “Ao contrário de seu principal algoz, o presidente da Câmara dos Deputados, que conduziu a primeira fase do processo, o deputado Eduardo Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e evasão de divisas”, disse. Cunha recebeu denúncia que deu início a abertura do processo de impeachment, após ter sido aprovado pelos deputados federais. O processo agora está sob análise do Senado.

O movimento pela saída de Dilma é coordenado, segundo Falcão, por setores da sociedade insatisfeitos com o resultado das eleições. “A escalada golpista só foi possível graças à participação ativa do grande capital, de setores do aparato policial e judicial do Estado, mancomunados com a mídia monopolizada e a oposição de direita. São eles o centro dirigente de uma operação destinada a subverter o resultado das urnas, nas quais foram batidos em quatro eleições presidenciais consecutivas desde 2002”, ressaltou.

Para o presidente do PT, o modo como as investigações contra corrupção estão sendo conduzidas mostram riscos às instituições democráticas. “Sucedem-se vazamentos ilegais e atropelos de garantias individuais a evidenciar que a nação está sendo sangrada pela construção de um regime de exceção e arbítrio, sob o comando de forças conservadoras cujo único objetivo é voltar ao governo a qualquer custo”.

Ao final, Falcão disse que o partido resistirá, caso a ação pelo impeachment de Dilma continue em curso, e pediu ajuda das organizações internacionais contra o processo. “Esperamos contar com a solidariedade dos democratas de todos os países para que este atentado à democracia não se consume. Juntos, poderemos resistir e derrotar as forças do ódio, da intolerância e do retrocesso”.

Temer
No último dia 22, Michel Temer disse que o Brasil não merece ser desqualificado com agressões à Vice-Presidência e que decidiu dar entrevistas à imprensa estrangeira após se sentir atacado por declarações da presidenta Dilma Rousseff. O peemedebista ocupou a Presidência, quando Dilma Rousseff viajou para os Estados Unidos na semana passada.

“Fui provocado para aquelas entrevistas, achei que deveria dizer alguma coisa à imprensa internacional, já que houve manifestações [de Dilma] em relação à imprensa internacional, especialmente pretendendo desqualificar a minha posição. Aí não é a coisa do vice-presidente, é uma coisa do Brasil, acho que o Brasil não merece desqualificação por meio de eventuais agressões à Vice-Presidência”, disse Temer em entrevista na saída de seu gabinete, no anexo do Palácio do Planalto.

A jornais norte-americanos, Temer negou que esteja conspirando contra Dilma, disse que está preocupado com as declarações da presidenta sobre o Brasil no exterior, como se o país fosse uma “República menor” onde “ocorrem golpes”. Ao The New York Times, Temer disse ainda que passou quatro anos no “ostracismo absoluto”.

Fonte: Congresso em Foco

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José de Abreu no Domingão: "O Cunha é ladrão, ele não pode impichar a presidente"

Era para ser uma simples e manjada homenagem no "Arquivo Confidencial", mas a participação de José de Abreu no "Domingão do Faustão" (Globo) deste domingo (24) deu oportunidade para o ator falar sobre a discussão em que se envolveu no final de semana, em São Paulo. Abreu ressaltou que não se arrepende de ter cuspido no casal que o teria ofendido porque "não pode se arrepender de um ato impensado, não sou responsável".

"Nunca cuspi em ninguém, nunca briguei com ninguém, não tenho um processo", disse a Fausto Silva. "A atitude dele [do advogado com quem discutiu] foi pensada, a minha não".

Segundo Abreu, o casal que estava na mesa ao lado da sua o chamou de "vagabundo" e ofendeu sua mulher, Priscila Petit. "Eles falaram que a bolsa da minha mulher foi comprada com o dinheiro do povo, pela lei Rouanet".

O ator de 69 anos contou que seu primeiro impulso ao ouvir os xingamentos foi pensar em derrubar as mesas que estavam por perto, mas que "conseguiu se segurar".

Sobre a jovem que acompanhava o advogado, disse: "Nenhuma feminista do Brasil a defendeu, ela xingou minha mulher pelo simples fato de ela ser mulher". Nas redes sociais, no entanto, militantes feministas repudiaram a postura de Abreu.

Faustão fez questão de deixar claro que o quadro estava marcado "desde o final de 'A Regra do Jogo', mas foi adiado porque ele [José de Abreu] estava viajando". O ator interpretou Gibson, o pai da facção da trama de João Emanuel Carneiro.

José de Abreu aproveitou a oportunidade para comentar o cenário político do país.

"O Temer já foi citado quatro vezes na Lava Jato. É ele que querem colocar no lugar de Dilma.O Cunha é ladrão, ele não pode impichar a presidente".

E o ator voltou a falar de discriminação de gênero: "O Brasil é um país machista. A Dilma não tem happy hour.Ela não vai tomar uisquinho com os políticos. O Lula tem saco para essas coisas. Ela não tem, então não faz."

Pouco interrompido por Faustão, ele continuou: Você viu a votação do impeachment? Dá para a Dilma conviver com esses deputados?." E mencionou a reportagem da Folha que revelou o envolvimento de deputados que disseram sim à deposição da presidente com o mercado de prostituição de luxo em Brasília.

Abreu lembrou Lobão e Roger, dizendo que estes, por serem de "direita", não são incomodados "enquanto jantam" em algum lugar. No Twitter, Roger ofendeu o ator e afirmou que não é xingado porque está "do lado dos bons". Lobão se limitou a retuitar o que opiniões de internautas.



Fonte: F5/Folha.com

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Afastamento de Cunha ainda está longe de ser julgado no STF

Enquanto a presidente Dilma Rousseff enfrenta no Congresso Nacional o processo de impeachment, com o risco de ser afastada do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), continuará exercendo o cargo, por tempo indeterminado. No que depender do Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de afastamento de Cunha ajuizado pela Procuradoria Geral da República não será julgado tão cedo. Isso porque os ministros não se convenceram de que existe um motivo jurídico forte o suficiente para tirá-lo da cadeira. Adiar a análise do caso foi a solução encontrada para não precisar declarar oficialmente que Cunha pode permanecer no cargo. Uma decisão desse tipo daria ainda mais poderes ao parlamentar nesse momento de crise — e isso o tribunal quer evitar.

Em conversas reservadas, ministros do STF declaram estar convencidos de que Cunha utiliza o cargo para se beneficiar no processo que corre contra ele no Conselho de Ética da Câmara, para tentar prejudicar Dilma no pedido de impeachment e também para ameaçar adversários. Entretanto, esse motivo não teria respaldo em lei para justificar que ele seja afastado do cargo. No tribunal, o entendimento é pacífico de que um parlamentar só pode deixar o mandato em caso de condenação judicial. Ainda assim, essa determinação cabe à Câmara, e não ao Judiciário. Cunha responde a uma ação penal e a dois inquéritos no STF. Não há previsão para o julgamento final.

No pedido para afastar Cunha do cargo e do mandato de deputado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também argumentou que o presidente da Câmara não poderia permanecer na linha sucessória da Presidência da República. É ele quem assume o posto em caso de afastamento ou ausência da presidente Dilma e do vice, Michel Temer. A Constituição Federal diz que o presidente da República não pode exercer o cargo caso responda a processo no STF. Cunha não preenche esse pré-requisito: ele é réu no tribunal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Esse argumento parece ter mais força, ao menos para o ministro Gilmar Mendes. Na segunda-feira, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Gilmar disse que o motivo é “plausível”.

— A Constituição diz que, se for recebida a denúncia contra o presidente da República, ou uma queixa-crime, ele deve ficar afastado do cargo por 180 dias, uma regra equivalente à regra do impeachment. Eles (juristas) estão dizendo que também o seu substituto não poderia estar a exercer cargo se teve uma denúncia contra si recebida, o que é um argumento plausível. Poderia ser aplicado ao presidente da Câmara — declarou o ministro.

Regra não vale para presidente do Senado
A regra não valeria para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também está na linha sucessória da Presidência da República, depois de Cunha. Isso porque Renan responde a inquéritos no STF. Ainda não houve recebimento de denúncia contra ele. Portanto, nenhuma investigação é ação penal.

O pedido de Janot para afastar Cunha de suas atividades chegou ao STF em dezembro do ano passado. Em tese, o caso já estaria pronto para ser julgado, porque a defesa do parlamentar já foi apresentada oficialmente.

O ministro Teori Zavascki, relator do pedido da PGR e também dos inquéritos na Lava-Jato, não tem previsão de quando vai liberar o caso para o julgamento em plenário. A interlocutores, ele tem dito que não quer levar o caso ao plenário antes de o impeachment da presidente ser resolvido, para não embaralhar ainda mais o jogo político. A tendência de manter Cunha no cargo também sujaria a imagem no tribunal perante a sociedade, o que é uma preocupação entre os ministros.

No pedido de afastamento, Janot lista uma série de justificativas para tentar comprovar que Cunha usa o cargo em benefício próprio, para obstruir investigações e achacar adversários. O principal argumento são os requerimentos de investigação que aliados de Cunha apresentaram perante a Câmara. Em um deles, houve pedido para investigar operações do grupo Mitsui. O objetivo seria pressionar o lobista Júlio Camargo para retomar o pagamento de propina ao parlamentar. Cunha também teria ordenado a apresentação de requerimentos e convocações com o intuito de pressionar donos do grupo Schahin. A pressão teria favorecido o doleiro Lúcio Funaro, amigo de Cunha, em um negócio. Ainda segundo a PGR, Cunha teria obstruído a pauta em benefício próprio e ameaçado o deputado Fausto Pinato (PRB-SP), ex-relator do processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.

Fonte: O Globo

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Teori Zavascki determina investigação de planilhas de doações da Odebrecht

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki determinou a abertura de procedimento para apuração preliminar sobre planinhas apreendidas na Operação Lava Jato com nomes de políticos que teriam recebido doações da Odebrechet.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai analisar a lista e decidir se há ou não indícios para pedir ao STF a abertura de inquérito contra os políticos citados, de acordo com a assessoria de comunicação da Corte.

As planilhas foram apreendidas na casa de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, executivo da empreiteira Odebrecht, e listam mais de 200 políticos da oposição e do governo que teriam recebido repasses da empreiteira. O executivo foi alvo da 23ª fase da Operação Lava, conhecida como Acarajé. Nos documentos, não há juízo sobre a legalidade dos pagamentos feitos pela construtora, que é uma das maiores doadoras a políticos.

Teori Zavascki também decidiu devolver ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, responsável pelos processos da Lava Jato, duas investigações que haviam sido remetidas ao Supremo, as da 23ª e 26ª fases da Operação Lava Jato, denominadas Acarajé e Xepa.

Em março, Moro decidiu enviar ao STF os processos decorrentes das duas fases da operação, que incluem a lista que trata dos pagamentos feitos pela Odebrechet a políticos. Moro havia colocado a lista em segredo de Justiça em função do foro privilegiado de alguns dos citados.

Fonte: Agência Brasil

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Por que ficamos tão chateados quando uma celebridade morre?

2016 já trouxe diversas perdas no campo das artes. O mundo se despediu de David Bowie, Alan Rickman e, mais recentemente, de Prince, que foi encontrado morto dentro de um elevador em sua casa na última quinta-feira (21). Mas afinal, por que sentimos tanto a morte de pessoas que, muito provavelmente, nunca conhecemos? A emoção pode até causar estranhamento em quem não compartilha da mesma tristeza, causando enxurradas de comentários nas redes sociais, como se o sentimento fosse "insincero".

Mas há realmente uma razão psicológica para lamentarmos tanto a morte de celebridades. Michael Brennan, um sociólogo em entrevista para o site QZ, explica que "fãs lamentam não apenas a perda da celebridade, mas outros aspectos de suas vidas pessoais que se relacionam com a pessoa famosa". Quem chorou pela perda de David Bowie não sentiu tristeza apenas pelo falecimento do cantor, por exemplo, e sim por todos os momentos em que a obra de Bowie foi importante em sua vida.

Brennan explica que quando ouvimos música — especialmente nos primeiros anos da vida adulta —, somos mais propensos a formar memórias fortemente ligadas às canções. Quando pensarmos na música desses artistas no futuro, refletiremos sobre relacionamentos, sonhos e até arrependimentos do que nunca aconteceu. "Ao entrarmos no luto por uma pessoa famosa, os fãs também estão em luto pela perda de relações pessoais, pela perda de algo dentro de si mesmos, de suas memórias", escreveu o sociólogo.

A morte de uma celebridade também nos lembra da nossa própria mortalidade. "Você também pode morrer sozinho e dentro de um elevador, não importa quão rico ou talentoso seja", explica Hamira Riaz, uma psicóloga baseada em Londres.

Em outro ponto de vista, talvez um tanto mais cínico, a Scientific American aponta que há também um fator "cosmopolita" em homenagear a celebridade em suas redes sociais. Ao compartilhar links ou twittar a respeito da morte de um artista, mostramos que sabemos o que está acontecendo no mundo. Brennan, contudo, reforça que a presença de artistas — cantores em especial — nas nossas vidas realmente deixa marcas profundas. "Isso não desvalida as reações de luto que indivíduos podem sentir, e sim sugere o poder da mídia moderna", explica. Somos tão bombardeados pela presença de celebridades em nosso cotidiano que a perda é, de fato, real.

Fonte: Galileu

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Decisivo para impeachment, Senado já reverteu derrotas de Dilma na Câmara

Aprovado na Câmara dos Deputados, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) segue agora para o Senado Federal. É lá que será decidido se o processo de afastamento da presidente será realmente aberto e, mais importante, se ela perderá mandato presidencial conquistado na eleição de 2014.

É no Senado também que o governo Dilma terá a chance de reverter a derrota mais importante já imposta a ele pela Câmara. A missão é difícil, mas o histórico mostra que é possível que senadores ajam contra deputados e a favor da presidente até mesmo sobre os assuntos mais polêmicos.

Desde que Dilma iniciou seu segundo mandato na Presidência, senadores já contrariaram deputados e colocaram-se ao lado do governo ao menos seis vezes. Em todos esses casos, a Câmara, presidida por Eduardo Cunha (PMDB), votou projetos de lei contra a orientação do Palácio do Planalto. Já o Senado, presidido por Renan Calheiros (PMDB), reformou esses projetos em favor da presidente ou agiu para minimizar eventuais prejuízos ao governo. Confira:

Redução da maioridade penal: a Câmara aprovou em agosto do ano passado a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos, como estupro, e para homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. A aprovação aconteceu após manobra de Cunha e à revelia do governo. A PEC seguiu para o Senado. Lá, acabou "engavetada". Renan diz ser contra a redução.

Financiamento privado de campanhas eleitorais: a Câmara manifestou-se mais de uma vez em favor do direito de empresas financiarem campanhas eleitorais no país. Em maio, deputados rejeitaram uma proposta que proibia as doações. Depois, aprovaram um projeto garantindo o direito às contribuições privadas. A proposta foi ao Senado, que votou contra. De volta à Câmara, o projeto foi novamente modificado para autorizar as contribuições de empresas. Dilma vetou a proposta. Os vetos foram analisados pelo Congresso Nacional e prevaleceu a posição do Senado e do governo, que proíbe as doações.

Reajuste de dívidas de Estados e municípios: Em abril de 2015, enquanto o governo federal tentava reequilibrar suas contas com um ajuste fiscal, a Câmara do Deputados aprovou um projeto de lei que revia os índices de correção de dívidas de Estados e municípios com a União. Na prática, a medida reduzia correções monetárias e comprometia a arrecadação federal, o que desagradava o governo. O projeto seguiu para o Senado. O então ministro da Fazenda Joaquim Levy negociou com senadores e incluiu na proposta um prazo para que o governo pudesse se adaptar. A alteração nos índices passou a vigorar apenas em janeiro.

Reajuste de salários de servidores do MP: Ainda durante as discussões do ajuste fiscal, a Câmara aprovou um projeto de lei que concedia reajustes salariais de até 59% aos servidores do MPF (Ministério Público Federal). O governo era contra o aumento. Quando a proposta foi ao Senado, ele agiu para que o índice de reajuste fosse revisto. O aumento salarial médio caiu para 41%, e seu pagamento ainda passou a ser parcelado até 2019.

Maior correção para o FGTS: Outro projeto de lei que desagradava o governo e que acabou aprovado pela Câmara dos Deputados foi o que aumentava o índice de correção do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de trabalhadores. Hoje, o saldo das contas é corrigido em cerca de 3% ao ano. A Câmara determinou que a correção fosse de cerca de 6% ao ano, ou seja, igual à poupança. Para o governo, a mudança poderia inviabilizar programas como o Minha Casa, Minha Vida. Por isso, ele agiu para que a proposta não avançasse no Senado. O projeto está parado há mais de seis meses.

Projeto sobre a terceirização do trabalho: A Câmara também aprovou no ano passado um projeto que visa a estabelecer regras mais claras para a terceirização do trabalho em empresas. Sindicatos e movimentos sociais são historicamente contrários à medida e têm o apoio do governo federal nessa questão. Após aprovação pelos deputados, o projeto foi enviado ao Senado e não avançou.

Cenário mudou
Apesar de os senadores serem mais compreensivos com o governo Dilma do que deputados, isso não significa que a presidente terá mais chances de se livrar do afastamento no Senado. Cientistas políticos ouvidos pelo UOL apontam que o cenário político atual é incomparável com o de meses atrás, quando senadores livraram a presidente de derrotas na Câmara. Para eles, a tendência hoje é que senadores abram o processo de impeachment e tirem Dilma da Presidência ao menos temporariamente.

"O quadro mudou completamente. No cenário atual, o impeachment deve avançar no Senado", afirmou o cientista político Ricardo Ismael, professor da PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio). "Em janeiro, víamos a Câmara, controlada por Cunha, fazendo oposição à Dilma. Já o Senado, presidido por Renan, estava mais neutro. Agora, cresce dia após dia a posição pró-impeachment no Senado. A compreensão de senadores está acabando."

A queda do apoio a Dilma no Senado também é observada pelo cientista político e diretor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio), Geraldo Tadeu Monteiro. "É difícil senadores segurarem essa onda contra a presidente que vem da Câmara", disse. "Eles são políticos e, claro, sensíveis à opinião pública. Não querem perder a credibilidade de seus eleitores. Com o impeachment aprovado por deputados, ele não deve ser barrado pelo Senado."

Fonte: UOL

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Bateria dura 400 vezes mais e cientistas não sabem o porquê

Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine criou uma bateria com uma vida útil 400 vezes maior do que as usadas normalmente em smartphones.

Mas não era isso que eles estavam tentando fazer - e nem sabem exatamente o que aumentou tanto o desempenho da nova criação.

A maior parte dos nossos celulares e laptops usa baterias de íon de lítio - ela é adotada em todos os produtos da Apple, por exemplo.

Ela pode ser carregada, em média, 500 vezes (um ciclo completo é contado quando a bateria fica zerada).

Depois disso, o lítio começa a corroer a estrutura interna, o desempenho vai caindo aos poucos e ela precisa ser substituída.

Essas baterias e pilhas que usamos no dia a dia tem líquidos no interior.

Sabe bem disso quem já guardou uma pilha por tempo demais e encontrou uma gosma escura vazando dela.

Por serem líquidas, elas pegam fogo com facilidade e são muito afetadas por mudanças de temperatura.

Por causa disso, os cientistas de Irvine queriam desenvolver uma bateria quase sólida, que usasse gel ao invés de líquido. O grupo usou nanocabos de ouro para armazenar a eletricidade, revestidos de óxido de magnésio e protegidos por uma camada do gel eletrolítico.

Depois, eles decidiram testar a resistência do conjunto para ver quantas vezes a bateria poderia ser carregada sem se desgastar.

Os nanocabos são muito frágeis e, em experimentos anteriores, eles ficavam completamente destruídos depois de cerca de cinco mil ciclos de carregamento.

Mas, nos testes mais recentes, o resultado foi outro. Eles puderam ser carregados 200 mil vezes seguidas sem perda de desempenho ou corrosão.

Os cientistas ainda não conseguiram explicar como foi que o material se tornou tão resistente, mas acreditam que o efeito protetor do gel foi essencial para evitar a destruição dos cabos.

Por enquanto, a tecnologia ainda está longe de se tornar uma bateria funcional.

A preocupação dos cientistas foi manter um ciclo contínuo de carregamento para ver o quão resistente e durável era a nova tecnologia.

Falta, por exemplo, ver como o conjunto funcionaria ao ter que transmitir essa eletricidade para um outro equipamento.

Outra dificuldade para a adoção comercial da tecnologia é que ela utiliza pequenos pedaços de ouro - e isso encarece bastante o processo de produção.

Mas, com o aperfeiçoamento da nova criação, o ouro pode ser substituído por materiais mais baratos mas que cumpririam a mesma função, como o níquel.

Enquanto isso, vale aprender a aumentar a vida útil da sua bateria para ela não te deixar na mão.

Fonte: Exame.com

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Anatel proíbe limites na internet de banda larga 'por prazo indeterminado'

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu nesta sexta-feira (22) que as operadoras ficarão proibidas de limitar o acesso à internet de banda larga fixa "por tempo indeterminado". Nesta semana, o órgão havia determinado que as empresas cumprissem a ordem "em caráter preventivo", por 90 dias.

A proibição vai valer até que o Conselho da Anatel julgue a questão, o que não tem data para acontecer. Assim, as prestadoras "continuarão proibidas de reduzir a velocidade, suspender o serviço ou cobrar pelo tráfego excedente nos casos em que os consumidores utilizarem toda a franquia contratada, ainda que tais ações estejam previstas em contrato", diz o órgão.

Segundo a Anatel, a decisão considera que mudanças na cobrança desses serviços, mesmo as previstas por lei, "precisam ser feitas sem ferir os direitos do consumidor" e acrescentou que o órgão "não proíbe a oferta de planos ilimitados", que dependem de cada operadora.

Polêmica
Nas últimas semanas, gerou polêmica a informação de que as operadoras querem oferecer planos de internet fixa, usada nas residências e empresas, com limite de download, em que o serviço pode ser suspenso quando o usuário atinge uma determinada quantidade de arquivos e dados baixados.

Atualmente, esse serviço é cobrado de acordo com a velocidade de navegação contratada, sem teto de uso da internet. Já o sistema que limita a quantidade de dados baixados, ou seja, que fixa uma franquia, já funciona na internet móvel, dos celulares.

A primeira decisão da Anatel foi divulgada quatro dias depois de o Ministério das Comunicações ter cobrado da agência medidas para garantir que as empresas respeitem os direitos dos consumidores.

A Anatel já havia informado que comunicou às operadoras que pretendem oferecer internet fixa com franquia limitada que elas só poderão começar a interromper o serviço se garantirem aos consumidores ferramenta para acompanhar o consumo. Nesta segunda, no entanto, as exigências divulgadas foram maiores – e sujeitas a multa.

As novas determinações
O despacho da Superintendência de Relações com os Consumidores da Anatel, publicado na edição de segunda-feira (18) do "Diário Oficial da União", determina que as empresas de telefonia não podem reduzir a velocidade, suspender o serviço ou fazer cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia – mesmo se isso estiver previsto em contrato – até que cumpram as condições estabelecidas pela agência reguladora.

Entre as condições definidas pela Anatel está a comprovação, por parte da operadora, de que disponibilizou aos clientes ferramentas que permitam o acompanhamento do consumo do serviço, o histórico da utilização e a notificação quanto à proximidade do esgotamento da franquia, além da possibilidade de comparar preços.

Também é necessário, segundo a Anatel, que a operadora deixe explícito em sua oferta e nas publicidades a existência e o volume de eventual franquia nos mesmos termos e com mesmo destaque dado aos demais elementos essenciais da oferta, como a velocidade de conexão e o preço. As operadoras terão que comprovar à Anatel que adotaram as medidas.

Fonte: G1

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Críticos da corrupção na sessão do impeachment são alvos de denúncias

A deputada Raquel Muniz (PSD-MG) em sessão da Câmara
Alvo de pelo menos quatro inquéritos criminais, entre eles por suspeita de formação de quadrilha e tentativa de homicídio, o deputado André Moura (PSC-SE) iniciou seu voto em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff afirmando que o país vive o maior escândalo de corrupção da história.

Um dos mais fiéis aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado sergipano também é investigado por suposto desvio de recursos públicos.

Pelos menos 7 dos 70 parlamentares que citaram "corrupção" na tribuna durante a sessão de domingo respondem a inquéritos ou ações penais no STF (Supremo Tribunal Federal) que miram em delitos graves como corrupção e desperdício do dinheiro público.

O caso da deputada Raquel Muniz (PSD-MG) é emblemático. Favorável ao impeachment e investigada por crime contra a fé pública, ela disse no plenário que o Brasil tem jeito e deu como exemplo de correção seu marido, o prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz.

Menos de 24 horas depois, Muniz foi preso sob a acusação de tentar inviabilizar o funcionamento de hospitais públicos e filantrópicos concorrentes da unidade de saúde que pertence à família dele.
Alberto Fraga (DEM) encabeçou a lista dos mais votados no Distrito Federal em 2014. Da tribuna, ele bradou: "Se 342 votos eu tivesse, 342 votos eu daria para salvar o país dessa corrupção, dessa ladroagem que se chama PT. Meu voto é "sim".

No STF, Fraga aparece como suspeito de ter recebido R$ 350 mil em propina quando era secretário de Transportes do DF, durante a gestão do governador José Roberto Arruda, preso pela PF em 2010.

Eleito pelo PSB da Paraíba, Rômulo Gouvêia afirmou, na sessão do fim de semana, que a Câmara estava votando "o combate à corrupção". "É o fim da corrupção", decretou.

Gouveia responde a uma ação penal sob a acusação de ter dispensado de forma ilegal licitação para contratação de uma empresa de publicidade quando presidia a Assembleia Legislativa da Paraíba, em 2003.

Ele também é um dos alvos de inquérito do STF, em segredo de Justiça, que investiga fraude no programa de internet gratuita no Estado. O contrato sob suspeita teve verba destinada pelo deputado.

Já Duarte Nogueira (PSDB-SP) não figura na relação de alvos do Supremo, mas em janeiro foi apontado pelo ex-presidente da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) Cássio Izaque Chebab como beneficiário da propina do esquema da merenda escolar.

Ele justificou seu voto em favor do afastamento de Dilma "pelo reencontro desse país maravilhoso com a esperança, porque não aguenta mais tanta afronta à Constituição, mentiras, impunidade e corrupção".

Um dos que pregaram a extinção "do projeto de poder e de corrupção" integra a lista de congressistas da Operação Lava Jato. Trata-se de Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

O doleiro Alberto Yousseff citou o nome do parlamentar como um dos possíveis destinatários do suborno pago ao líder do PP à época. O dinheiro seria proveniente de desvios na Petrobras.

Não foi só a ala anti-Dilma que levantou a bandeira do fim dos malfeitos. A petista Érika Kokay (DF) afirmou votar contra a "corrupção que está sentada na presidência desta sessão [se referindo a Cunha]".

Ela responde no STF a inquérito por lavagem, corrupção e formação de quadrilha.

Outro lado
Deputados ouvidos pela Folha negaram participação em irregularidades.

André Moura argumenta que não foram encontradas provas contra ele. "Foram denúncias de um adversário político, afastado da prefeitura por corrupção, que admite não ter provas e que já mudou depoimentos. Fui inocentado pela Justiça de Sergipe".

Duarte Nogueira ressaltou que a corregedoria do Estado concluiu a primeira etapa da apuração das fraudes na merenda em São Paulo e concluiu que ele "não recebeu nenhuma vantagem indevida". "Meu nome foi citado de forma irresponsável e leviana", acrescenta o tucano.

Érika Kokay atribui a investigação a um falso testemunho encomendado por um adversário que ela investigou na Comissão de Ética. Luiz Carlos Heinze diz que a citação a ele feita por Alberto Youssef é frágil. "Mostraram uma imagem minha e perguntaram ao Youssef se eu recebia. Ele pestanejou e disse que 'para mim, recebia'".

A Folha não conseguiu falar com Rômulo Gouveia e Raquel Muniz. Alberto Fraga não quis comentar. Em manifestações anteriores, Gouveia e Fraga se declararam inocentes.

Em nota oficial, Raquel disse não ver razão jurídica para a prisão do marido.

Fonte: Folha.com

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Julgamos as pessoas menos de 1 segundo depois de conhecê-las

Todo mundo gosta de pensar que dá o benefício da dúvida aos desconhecidos. Mas novas pesquisas provam o contrário.

Nossos cérebros processam opiniões e julgamentos sobre as pessoas milissegundos depois de conhecê-las, de acordo com um estudo da Universidade Albert Ludwigs, de Breisgau, Alemanha.

Sim, em menos de um segundo avaliamos se gostamos da pessoa ou não.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores ministraram o Teste de Associação Implícita, uma medida usada na psicologia que detecta as associações e atitudes imediatas e geralmente inconscientes entre certos conceitos.

O teste ajuda a determinar a reação inicia da pessoa, uma vez que o que ela diz não é necessariamente um reflexo preciso do que ela pensa.

Os participantes do estudo responderam a conceitos como “amor” e “morte” e nomes de coisas com as quais estavam familiarizadas, como seus jogadores de futebol prediletos, por exemplo. Enquanto isso, os pesquisadores mediam as ondas cerebrais por meio de eletroencefalogramas.

O experimento foi realizado para analisar os passos do cérebro no processamento de informações e o tempo que ele leva para fazer uma avaliação subconsciente. Os pesquisadores puderam observar fases individuais no processamento, chamadas de “microestados”, nos quais as redes neurais realizam passos específicos do processo.

Embora já se saiba que os tempos de reação no Teste de Associação Implícita são mais longos quando as pessoas associam conceitos desconhecidos com características positivas, este estudo indicou que a demora ocorre porque alguns dos passos exigem mais tempo, não porque há mais passos. Isso significa que estamos julgando tudo quase instantaneamente.

“Este estudo demonstra o potencial das imagens elétricas neurais modernas no entendimento da origem e do tempo dos processos sociais relevantes do cérebro”, disse o neurocientista Bastian Schiller em um comunicado de imprensa.

Os pesquisadores esperam usar os resultados da pesquisa para ajudar nas terapias de doenças mentais que envolvem problemas de relacionamento social.

Estudos anteriores indicam que as primeiras impressões são realmente importantes: pesquisadores da Universidade de Princeton descobriram que decidimos se uma pessoa é confiável em um décimo de segundo. Mas isso não deveria te deixar nervoso na sua próxima entrevista de emprego... definitivamente não.

Fonte: Exame.com

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Após hiato de três anos, Kid Abelha anuncia oficialmente o fim da banda

O Kid Abelha, ícone do rock brasileiro dos anos 1980, chegou oficialmente ao fim. A banda divulgou nesta sexta-feira (22) em suas redes sociais uma carta aos fãs anunciando o término das atividades. O grupo não se apresentava desde 2013, quando encerrou a turnê comemorativa de 30 anos.

"Optamos por um soft-ending, um final suave, evitando o sensacionalismo, com a convicção de que nossa trajetória vitoriosa sempre se deveu ao entusiasmo e dedicação sempre renovados a cada disco, cada turnê", diz o comunicado, assinado pelos três integrantes da banda: Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato.

Ex-vocalista, Paula Toller já falou sobre o fim do Kid Abelha em entrevistas, porém a banda nunca havia pronunciado a respeito. Desde 2007, o Kid Abelha fazia hiatos e reaparecia em turnês comemorativas. A última foi em 2011, para celebrar os 30 anos da banda, que não lançava um álbum com músicas inéditas havia 11 anos. O último, "Pega Vida", é de 2005.

Criada em 1981, Kid Abelha foi um dos expoentes do rock nacional e vendeu mais de 9 milhões de álbuns. O recordista, "Acústico MTV" (2002), teve mais de 2 milhões de cópias comercializadas. Entre os principais hits da banda, estão "Como Eu Quero", "Lágrimas e Chuva", "Fixação" e "Pintura Íntima".

Leia abaixo a carta do Kid Abelha sobre o fim da banda:


Fonte: UOL

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STF nega novamente habeas corpus a vereador Zé de Amélia

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o habeas corpus impetrado pela defesa do vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, José Duarte Pereira Júnior, conhecido como Zé de Amélia. A decisão é do ministro Edson Fachin, relator do caso, que entendeu que a medida era incabível porque a jurisprudência do Supremo não admite que ele seja em substituição a instrumento recursal constitucionalmente previsto

Segundo o STF, Fachin destacou que não é o caso de concessão da ordem de ofício, pois não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal. A defesa alega ao STF que não há fato concreto que justifique prisão e que ele já se encontrava cautelarmente afastado de suas funções junto à Administração Pública.

Zé de Amélia foi preso preventivamente sob a acusação de ordenação de despesa não autorizada, aumento de despesa de pessoal no último ano do mandato, falsidade ideológica, uso de documento falso, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O ministro disse ainda que a decisão do juízo de primeira instância, que decretou a prisão preventiva do vereador, informou que foi encontrado na residência de Zé de Amélia uma lista com particularidades de agentes públicos ocupantes de cargos de livre nomeação e exoneração e que seriam inquiridos na qualidade de testemunhas, o que atestaria o intuito de interferência na investigação.

Entenda o caso
Uma decisão da 2ª Vara Criminal da Juazeiro do Norte prendeu preventivamente, em dezembro de 2014, o vereador com justificativa de garantia da ordem pública e econômica e da instrução criminal. A denúncia dizia que Zé da Amélia era líder de uma organização criminosa que realizava empréstimos consignados fraudulentos e, para alcançar esse objetivo, outras práticas ilícitas eram necessárias. O desvio chegaria a R$ 3,3 milhões.

A medida cautelar, inicialmente revogada, foi restabelecida pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em dezembro de 2015, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, negou liminar em que a defesa pedia a revogação de sua prisão preventiva.

Fonte: Diário do Nordeste

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Justiça suíça amplia investigação contra políticos brasileiros

A Justiça suíça ampliou as investigações contra políticos brasileiros, ex-executivos da Petrobras e offshores da Odebrecht. O governo solicitou a cooperação de Panamá, Holanda e Liechtenstein para apurar o destino de milhões de dólares identificados nas contas de bancos do país. Entre os beneficiados estaria o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

No caso dele, o foco é a companhia Penbur Holdings, administrada pela consultoria Mossack Fonseca. Nos documentos revelados pelos Panamá Papers, o nome do banqueiro suíço David Muino é citado como a pessoa que atuaria para administrar parte da estrutura de Cunha.

O deputado, que nega que tenha cometido irregularidades, não é o único. No total, 57 nomes envolvidos na Lava Jato apareceram nos Panamá Papers, com a abertura de 107 sociedades offshore. As companhias teriam relações com Odebrecht, Schahin, Queiroz Galvão e outras. Nomes como o do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró também estão na lista.

A reportagem confirmou com pessoas próximas ao processo em Brasília que os suíços já haviam informado o Ministério Público brasileiro.

Segundo a imprensa suíça, cerca de uma centena de advogados de Genebra, Zurique e Lugano está envolvida na defesa dos suspeitos, entre eles Cunha, para evitar que os dados sejam transmitidos ao Brasil.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Barbalha (CE): Servidores dizem não a manobra de Zé Leite

Servidores fazem protesto no centro administrativo
em Barbalha
A greve dos servidores públicos ligados à saúde do município de Barbalha deve continuar. Essa é a informação da diretoria do SindMub (Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Barbalha) depois da a proposta do prefeito Zé leite (PT) ser recusada durante uma assembleia realizada nessa semana. Eles afirmam que o reajuste equivalente aos índices inflacionários não contempla a pauta de reivindicação que ocorre desde o ano passado.

A informação é que a gestão está tentando distorcer as informações para sobre as causas da greve que ocorre desde abril de 2015. Conforme o sindicato que representa a categoria, o reajuste proposto pelo prefeito, Zé Leite, de 10,67% para todas as categorias, contempla também os servidores da saúde, mas só sobre a campanha salarial 2016. A greve ocorre pela campanha salarial referente ao ano anterior que estabelece reajuste de 30% e quanto a essa pauta não houve proposta do governo.

Zé Leite, prefeito de Barbalha
Além do reajuste salarial, os mais de 120 profissionais de varias categorias cobram o a regulamentação do PMAQ-AB (Programa de Melhorias do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica), melhores condições de trabalho, entre outras pautas especificas de cada categoria. E nada dessas reivindicações foram levadas em consideração pela gestão municipal desde 2015.

Na última terça-feira (19), os profissionais realizaram um ato dentro do Centro Administrativo da cidade, onde funciona a Prefeitura Municipal. De acordo com a direção do sindicato o ato foi uma resposta aos repetidos pedidos de ilegalidade da greve que a gestão ingressa junto à Justiça do Trabalho afirma. Entre os argumento para considerar a greve ilegal, eles alegam que as atividades grevistas não estariam sendo desenvolvida.

Adriano Duarte

Fonte: Miséria

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STF recebe pedido de abertura de impeachment contra Temer

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu mais um pedido de abertura de processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer. O novo pedido foi protocolado no sábado (16) pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O parlamentar alega que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff deve ser analisado ao mesmo tempo que um processo contra Temer. Lopes aguarda que a liminar seja concedida ainda hoje, antes da votação sobre o processo contra Dilma.

"O governo da nação pode sair das mãos de quem foi democraticamente eleito pelo povo, indo para as mãos de uma pessoa que está sendo acusada de ter cometido exatamente os mesmos crimes. Não pode haver, em nenhuma situação possível e imaginável, risco maior para o povo brasileiro", afirmou o deputado.

O mandado de segurança protocolado por Reginaldo Lopes é relatado pelo ministro Marco Aurélio. No dia 5 de abril, o ministro determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitasse pedido de abertura de processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer.

O pedido foi protocolado pelo advogado Mariel Marley Marra, de Minas Gerais. De acordo com o advogado, há indícios de que o vice-presidente cometeu crimes de responsabilidade. O advogado tinha feito o mesmo pedido à Mesa da Câmara dos Deputados, mas a abertura foi rejeitada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na semana passada, sete dos 25 partidos com representação na Câmara dos Deputados indicaram nomes para compor a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment de Temer.

Após a decisão de ministro, a Mesa da Câmara dos Deputados recorreu à Corte e alegou que Temer não pode responder por crime de responsabilidade, porque sempre assumiu a Presidência da República eventualmente, na ausência da presidenta. Na semana passada, a Câmara apresentou primeiro recurso contra decisão do ministro.

Os advogados da Câmara também argumentam que o vice-presidente não pode ser responsabilizado pelos decretos que assinou sobre abertura de créditos suplementares. Segundo eles, Temer apenas deu continuidade às “iniciativas da presidente”.

Fonte: Agência Brasil

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STF quebra sigilos bancário e fiscal de Agripino Maia e familiares

O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), do deputado Felipe Maia (DEM-RN), seu filho, e de mais 14 pessoas em inquérito que investiga um "complexo" esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

A decisão é do ministro Luís Roberto Barroso, que atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República. Além dos dois políticos e empresas ligadas a eles, a medida atinge ainda outros familiares do senador, assessores, como seu motorista e chefe de gabinete, e servidores públicos. Os sigilos serão afastados entre 2010 e 2015.

Agripino é alvo de um inquérito que apura se o parlamentar negociou o pagamento de propina da empreiteira OAS durante a construção da Arena das Dunas, estádio em Natal usado na Copa do Mundo de 2014.

Para a procuradoria, há indícios de pagamento de propina ao senador, uma vez foram identificadas operações suspeitas de lavagem de dinheiro na época de campanhas eleitorais, em 2010 e 2014.

"Isso, igualmente, indica que os pedidos de doações eleitorais feitos pelo parlamentar à OAS, prontamente atendidos, podem constituir, na verdade, solicitações e repasses de propina, de forma dissimulada", completa a procuradoria.

Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou depósitos fragmentados e movimentação atípica. Em outubro de 2010, por exemplo, foram efetuados, no caixa, seis depósitos em espécie no valor de R$ 9.900 cada, totalizando R$ 59,4 mil, além de outros 44 depósitos em envelope no caixa eletrônico, cada um com R$ 2.500, totalizando R$ 110 mil. O relatório do órgão de fiscalização foi revelado pela Folha, em outubro de 2015.

Segundo o Coaf, tais operações sugerem "tentativa de burla dos mecanismos de controle e tentativa de ocultação da identidade do depositante."

Ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que as investigações revelam um "complexo esquema de recebimento de valores ilícitos para várias pessoas, mediante a utilização de diversas empresas, com a finalidade de ocultar a origem e o destino final dos recursos envolvidos".

Segundo Janot, a quebra é essencial para "para desvendar as particularidades das estratégias de lavagem de dinheiro possivelmente adotadas pelo senador".

A Procuradoria afirmou ao STF que informações prestadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), pelo Tribunal de Contas da União e pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte "evidenciam" que a obra do estádio, entre 2011 e 2014, passou por diversos entraves perante os órgãos de controle externo e o próprio agente público financiador, o que corrobora a suspeita de que o senador efetivamente atuou no sentido de agir nos bastidores para superar tais dificuldades, conforme diálogo por ele mantido com Léo Pinheiro, dono da OAS, diretamente interessado no assunto.

Em sua decisão, o ministro do STF afirmou que os elementos apresentados por Janot apontam "para a presença de indícios de condutas que, aparentemente, se subsumem à descrição de crimes de lavagem de dinheiro".

"Há nos autos informações de operações financeiras realizadas pelo investigado que consubstanciariam indícios da prática de lavagem de dinheiro. Como explicitado pelo procurador-geral da República, estes elementos, aliados aos demais indícios coletados, recomendam o aprofundamento da investigação com o deferimento da medida requerida".

Outro lado
Em nota, o senador José Agripino afirmou que a quebra vai agilizar os esclarecimentos dos fatos. "As providências requeridas vão acelerar o processo de esclarecimento dos fatos investigados. Tenho certeza que tornarão clara a improcedência da acusação que me é feita, de conduta irregular na construção da Arena das Dunas".

Fonte: Folha.com

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Crato (CE): “Comissário de Menores” é preso sob a acusação de tráfico de drogas

Averiguações e abordagens feitas por policiais militares resultaram na descoberta de uma “boca de fumo” na Travessa 07 de setembro, 59 (Bairro São Miguel) em Crato. Três pessoas foram presas, incluindo uma mulher e mais o vigilante Cícero Roberto Gonçalves, de 42 anos, que é agente de proteção (antigo comissário de menores) e ainda possuía carteira de agente penitenciário e distintivo de membro do poder judiciário. Tudo começou pela prisão do suposto entregador de substâncias entorpecentes.

No final da manhã, os Sargentos Sérgio e Cláudio e o Soldado Olimpío abordaram Jonathan da Silva Bezerra, de 23 anos, residente na Rua 7 de setembro, 336 no bairro Pinto Madeira em Crato, sob a suspeita de atuar em favor do ponto de venda de drogas. Este acabou apontando o imóvel onde mora Cícero Roberto chegando a delatar o mesmo e a polícia foi lá. Na chegada, a jovem Cícera Barbosa do Nascimento, de 28 anos, correu.

Ela mora na Rua Ministro João Gonçalves, 289 naquele mesmo bairro e foi na direção de um muro quando tentou arremessar uma sacola para a casa vizinha, mas não deu tempo. Na sacola foram encontrados 56 papelotes com pedras de crack e uma pedra com cerca de 20 gramas de crack. Foi solicitado um reforço e chegou uma viatura do Ronda do Quarteirão com os Soldados Mendonça e Rafael Barros. Cícero Roberto estava em casa e autorizou buscas da PM que encontrou R$ 1,8 mil.

Para a polícia, dinheiro supostamente originário da venda de drogas. Os militares recolheram ainda quatro aparelhos celulares, quatro cadernos com anotações da contabilidade dos “negócios”, uma moto Yamaha YBR Factor 125 de cor vermelha que está sendo averiguada e mais três cartões de credito de diferentes titulares. Cícero atuou como juiz de futebol apitando jogos do Campeonato Rural da Asseajuno em Juazeiro do Norte e ainda desenvolvia atividade como mototaxista em Crato.

Demontier Tenório

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'É de chorar de vergonha!', diz Joaquim Barbosa sobre votação do impeachment

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e hoje advogado Joaquim Barbosa utilizou nesta segunda-feira (18) seu perfil no Twitter para desabafar sobre seu descontentamento com o teor dos votos dos deputados no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no último domingo. O ex-ministro não se manifestou a favor nem contra o impeachment da petista.

"É de chorar de vergonha! Simplesmente patético!", afirmou o ex-ministro, que ficou famoso pela sua atuação dura no processo do mensalão, que levou à prisão os principais nomes da cúpula do PT.

O comentário de Barbosa foi feito logo após criticar a imprensa brasileira e recomendar aos seus seguidores assistirem a entrevista de Glenn Greenwald à emissora de TV americana CNN e também lerem a matéria da revista britânica "The Economist" listando as justificativas dos deputados em seus votos pelo impeachment.

Nos votos, a maioria dos parlamentares favoráveis ao afastamento da petista não fez nenhum comentário ou posicionamento sobre as pedaladas fiscais - manobras contábeis que embasam o pedido de impeachment - e utilizou como justificativa seus próprios familiares, "Deus", "cristianismo", o fim da corrupção, dentre outros motivos que surpreenderam até jornais internacionais.

"Anotem: teremos outras razões para sentir vergonha de nós mesmos em toda essa história", seguiu Barbosa, que em nenhum momento se manifestou se era favorável ou contra o afastamento da presidente.

No último domingo, 17, a Câmara dos Deputados aprovou, com 367 votos favoráveis, mais do que os 342 necessários, a continuidade do processo de impedimento de Dilma Rousseff, que agora está sob análise no Senado. Se for aceito também no Senado, a presidente será afastada por 180 dias para ser julgada pelo Congresso e, neste período, o vice-presidente Michel Temer assume a Presidência.

Se ao final do processo o Congresso decidir pelo afastamento da petista, o vice segue como presidente até o final do mandato, em 2018.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Solidão aumenta risco de infarto em quase 30%

Pessoas solitárias correm um risco aumentado de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com aquelas que têm fortes relações sociais. A descoberta é de um estudo publicado recentemente na revista científica Heart.

Pesquisadores da Universidade de York, na Grã-Bretanha, revisaram 23 estudos já existentes, envolvendo 181.000 pessoas saudáveis. Eles descobriram que a solidão - definida por um sentimento negativo em pessoas que estão infelizes com a falta de relacionamentos - está associada a um aumento de 29% no risco de ataque cardíaco e 32% de AVC. Isso faz com que a solidão seja considerada um fator de risco para doenças cardiovasculares, como a ansiedade e o stress no trabalho.

"Nosso trabalho sugere a solidão e o isolamento social podem ter um papel importante na prevenção de duas das principais causas de morbidade em países de alta renda. Combater essas condições pode ser uma estratégia de prevenção contra doença cardíaca e acidente vascular cerebral. Os profissionais de saúde têm um papel importante ao conscientizar seus pacientes sobre a importância das relações sociais.", disse Nicole Valtorta, líder do estudo.

Segundo Nicole, a solidão nos afeta por três caminhos diferentes: comportamental, biológico e psicológico. No que se refere ao fator comportamental, a autora afirma que pessoas isoladas ou sós seriam mais propensas à obesidade, ao sedentarismo, ao fumo e a evitar visitas periódicas aos médicos. Biologicamente, a solidão afeta o sistema imunológico e a resposta do organismo ao stress. Por fim, no quesito psicológico, a solidão está associada a maiores taxas de ansiedade e depressão.

Felizmente, estudos anteriores mostraram que o contrário também é verdade. Ou seja, ter amigos e manter fortes relações sociais faz bem à saúde do coração tanto quanto a prática de exercícios.

Fonte: Veja.com

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Abaixo-assinado pela cassação de Cunha atinge 1 milhão de apoiadores

Um abaixo-assinado na internet que pede a cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alcançou, às 14h15 desta terça-feira (19), a marca de 1 milhão de apoiadores. A campanha, publicada no Avaaz, pretende atingir 2 milhões de assinaturas. Só então o pedido será entregue ao Conselho de Ética da Câmara. O processo contra Cunha é o mais longo da história da Casa e está próximo de completar seis meses, ainda sem perspectiva de votação no Conselho. Ele é acusado de ter mentido à CPI da Petrobras ao negar que tivesse conta bancária fora do país.

“Vamos pressioná-lo para escolher o caminho certo, concluir o processo o quanto antes e colocar na presidência da casa alguém que espelhe melhor o povo brasileiro”, conclama o manifesto. Nas últimas três horas, mais de 58 mil pessoas apoiaram a petição.

Quer assinar? Clique aqui

O ritmo de adesões acelerou após a aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. Na votação do último domingo, ele foi chamado de “gângster” e “canalha” por parlamentares contrários à abertura de processo conta a presidente.

Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro, Eduardo Cunha é acusado de receber propina do “petrolão” por meio de contas não declaradas no exterior. A denúncia da Procuradoria-Geral da República é baseada em delações premiadas e documentos.

Além da ação penal, ele também é alvo de três inquéritos abertos pela Operação Lava Jato no Supremo. O mais recente deles, autorizado pela corte no mês passado, apura a suspeita de que  o deputado solicitou e recebeu propina do consórcio formado pela Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia, que atuava na obra do Porto Maravilha. Os valores chegam a R$ 52 milhões.

Defensores da cassação de Cunha o acusam de adotar medidas protelatórias e manobrar no Conselho de Ética para salvar o mandato. O relator da representação e integrantes do colegiado já foram trocados. O processo contra ele foi aceito em março por diferença de um voto. Deputados do PT e partidos aliados acusam a oposição de ter negociado com Cunha a aprovação do impeachment em troca da sua absolvição no Conselho de Ética.

Veja os argumentos da petição eletrônica pela cassação de Cunha:

“Por que isto é importante
Atualização 08h38, 26 de abril de 2016: Acabamos de passar de 1,3 milhão de assinaturas — vamos conseguir 2 milhões e entregá-las no Conselho de Ética da Câmara. Compartilhem via Facebook, Twitter e para todos seus contatos.

Eduardo Cunha, o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, que nada mais é que o lugar onde o povo brasileiro é representado, é suspeito de esconder contas bancárias na Suíça e acusado de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Cunha nega, mas a imprensa divulgou cópias de seu passaporte que teriam sido usadas na abertura das contas, assim como documentos contendo sua assinatura.

Sendo assim, foi iniciada uma representação contra Cunha no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar que pode leva à cassação do mandato. No início de março, depois de quatro meses de manobras de Cunha e aliados para adiar a decisão – o que tornou este o mais longo processo de cassação da história do legislativo – o Conselho votou por aceitar o pedido de investigação.

No dia 22 de março, Cunha apresentou sua defesa. Agora, o Conselho tem 40 dias para apresentar o relatório final, que pode recomendar ou não a cassação de Cunha. Vamos pressioná-lo para escolher o caminho certo, concluir o processo o quanto antes e colocar na presidência da casa alguém que espelhe melhor o povo brasileiro. Assine agora e envie para todos.”

Fonte: Congresso em Foco

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Fazer sexo com amigo melhora a amizade, revela pesquisa

Amigos desde a faculdade. Amizade pura mesmo, sem segundas intenções. Compartilham segredos, desabafam sobre novos e velhos amores, contam detalhadamente sobre a pegação da noite anterior (por que o sexo foi ruim – ou bom). Até que um dia, seja lá por qual motivo, vocês se agarram loucamente e terminam a noite juntos. E agora? Dá para levar a mesma amizade ou melou tudo?

Bem, a ciência diz que sim – e até recomenda que você o faça. A pesquisadora Heidi Reeder, da Universidade Estadual de Boise, nos Estados Unidos, perguntou a 300 pessoas, entre homens e mulheres, se já haviam feito sexo com amigo. Entre eles, 20% disseram que sim. E a maioria (76%) contou que a amizade melhorou depois do sexo – muitos deles até começaram a namorar depois. Os outros 24% devem ter sofrido de amor não correspondido.

E você, o que acha? Mesmo se não rolar um namoro, dá pra levar a amizade e ainda manter o bônus do sexo?

Fonte: Superinteressante

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