Temer pode tirar 10,5 mi de famílias do Bolsa Família

A Fundação Perseu Abramo, centro de estudos ligado ao PT, apresentou nesta terça-feira (24) um estudo sobre os possíveis impactos das políticas sociais do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) no programa Bolsa Família, vitrine das gestões petistas.

Conduzido pelo presidente da fundação, o economista Marcio Pochmann, o estudo afirma que 10,5 milhões de famílias serão excluídas do Bolsa Família caso Temer leve adiante as propostas do programa "Travessia Social - Uma ponte para o futuro".

"O Programa Bolsa Família, reconhecido e premiado nacional e internacionalmente, está atualmente sob o ataque mais pesado. Mesmo sendo responsável por manter próximo de 36 milhões de pessoas distantes da linha de pobreza e ter acumulado 3,1 milhões de famílias que se desvincularam voluntariamente do programa, constata-se que se o Plano Temer vier a ser implementado, a sua regressão será consolidada", diz o estudo.

O documento da Perseu Abramo cita os trechos do programa elaborado pela fundação do PMDB, a Ulysses Guimarães, em que está destacado que a política social do governo Temer será focalizada nos 5% mais pobres da população brasileira.

"Neste caso, segundo as informações oficiais do IBGE e disponibilizadas pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2014, o contingente dos 5% mais pobres seria 3,4 milhões de famílias, equivalendo a cerca de 12,2 milhões", afirma o documento.

Segundo o estudo apresentado por Pochmann, em abril deste ano, 13,9 milhões de famílias eram atendidas pelo Bolsa Família, "o que equivalia a cobertura de 97,3% dos pobres estimados pelas informações do IBGE 2014".

"Com a implementação possível do Plano Temer de atender 5% das famílias mais pobres (3.377.857 segundo a Pnad 2014), a cobertura média nacional da pobreza cairia para somente 23,7%".

De acordo com os dados da Perseu Abramo, com 39,3 milhões de pessoas deixariam de ser atendidas pelo programa. As famílias pobres das regiões Norte e Centro-Oeste deverão ser as mais afetadas.

Pochmann afirma que, caso o política de Temer prospere, haverá "impactos na pobreza, na violência e na educação", mas pouco mudará o panorama econômico. "Hoje o país gasta cerca de 0,46% do PIB com o Bolsa Família. O que é custo baixo se comparar com outros países."

Fonte: Folha.com

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IFCE Crato promove Semana do Meio Ambiente

A décima edição da Semana do Meio Ambiente do IFCE campus Crato (SEMEIA) aborda a agricultura familiar. O evento ocorre de 1 a 3 de junho e terá como tema geral “Pensar, Comer, Conservar”. A programação da Semana, que comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), conta com palestras, feira agroecológica e oficinas para os estudantes. Todas as atividades ocorrem pela manhã, de 8h às 11h.

A pedagoga Alaíde Régia Sena faz parte da comissão de organização da SEMEIA. Ela explica que o objetivo é sensibilizar os estudantes para a importância da agricultura familiar, principalmente para a região do Cariri. “O objetivo é chamar atenção para a grande necessidade que a gente tem do aumento da produção de alimentos orgânicos, da agricultura familiar. Tentar sensibilizar ao máximo sobre essa necessidade e aflorar isso nas pessoas, essa urgência em produzir alimentos saudáveis, livres de veneno”.

O professor Marcus Góes, que também integra a comissão de organização, afirma que a temática da já é abordada na maioria das disciplinas oferecidas pelos cursos técnicos em Agropecuária e a graduação em Zootecnia. “A agroecologia é a temática que promove um link entre a questão da preservação do meio ambiente com os métodos tradicionais de produção agropecuária”.

Aluna do terceiro período do curso técnico subsequente em Agropecuária, Damiana Vicente da Silva é agricultora. Ela explica que, com as técnicas de agroecologia que aprende no curso, conseguiu aumentar a produção da família.“Minha iniciativa de fazer o curso foi pelo fato de querer aprender novas técnicas de produção para aplicar na minha propriedade e aumentar minha produção. Tudo aquilo que eu tenho de informações boas, eu tô aplicando e tá dando certo”

Seguindo a agroecologia e com uma produção quase completamente orgânica, a família de Damiana produz uma diversidade de hortaliças e frutas, além de apicultura e pecuária. São esses produtos que estarão na feira da SEMEIA, que ocorre na manhã da quinta-feira (2).

A importância da agricultura familiar é destacada por Damiana. A família produz para a venda e para consumo próprio. “Isso tem melhorado nossa renda e diminuído nossas despesas com alimentação. Nós só compramos realmente aquilo que não produzimos. A agroecologia torna as pessoas independentes, melhora a renda e impulsiona as pessoas a produzirem, investirem na sua propriedade”.

Para Alaíde Régia, há uma urgência em debater as questões ambientais com os estudantes, principalmente aqueles que trabalharão envolvidos com a natureza e a produção de alimentos, como é o caso dos alunos de Agropecuária e Zootecnia. “A grande importância de debater esse tema com os estudantes é a sensibilização que um profissional precisa ter para trabalhar com a natureza. É pensar que uma grande necessidade hoje é a convivência harmônica com o nosso meio, o semiárido. Tendo essa consciência, a gente consegue produzir de modo sustentável”.

PROGRAMAÇÃO

01/06 – de 08 às 11h

Apresentação cultural (Estudantes)

Palestras / Mesa Redonda (Com representantes da Secretaria do Meio Ambiente do Crato, da Associação Cristã de Base (ACB), da Floresta Nacional Araripe/Apodi (FLONA) e do IFCE)

– Mudanças de comportamento social: Impactos no meio ambiente

– Produção e comercialização de produtos orgânicos;

02/06 – 08 às 11h

Relato de caso da Agricultura Familiar: Damiana Vicente da Silva

Feira da Agricultura Familiar e Produção Orgânica:

– Exposição e venda de produtos orgânicos;

– Exposição de banco de sementes e defensivos alternativos;

– Exposição de painéis com o tema produção orgânica e outros assuntos vinculados.

03/06 – 08 às 11h

Palestra de abertura dos trabalhos.

OFICINAS:

– Produção de mudas de plantas nativas.

– Produção de defensivos naturais.

– Irrigação por inundação: efeitos ao meio ambiente e proibições legais.

Assessoria de Comunicação/IFCE Crato

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Menina de 14 anos morre eletrocutada ao usar celular que estava carregando

Uma adolescente de 14 anos, que não teve sua identidade revelada, morreu eletrocutada ao tentar usar seu celular que estava carregando na tomada, enquanto ela tomava banho. O acidente aconteceu em Moscou, na Rússia.

A menina, que vivia com sua mãe e seu irmão mais velho, conectou o cabo ao celular, mas acidentalmente deixo o aparelho cair na água.

A mãe da vítima a encontrou com o corpo começando a queimar, após notar demora para sair do chuveiro. De acordo com o site Mirror, a menina usava um cabo de extensão para ligar o telefone à energia elétrica, já que não havia tomada dentro do banheiro.

Em entrevista à imprensa local, a procuradora Yulia Ivanova afirmou: “Ainda estamos investigando e vamos chegar a uma decisão sobre as medidas a serem tomadas.”

Fonte: Rede TV! 

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Crato (CE): Prefeito Ronaldo decreta ponto facultativo na próxima sexta-feira (27)

O prefeito do Crato, Ronaldo Sampaio Gomes de Mattos, decretou ponto facultativo no Município na próxima sexta-feira, dia 27, por conta do feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira, dia 26. O decreto tem como base a interrupção nas atividades normais no ferido, e leva em consideração o princípio da economicidade administrativa.

O ponto facultativo será voltado para o funcionalismo, exceto os dos serviços essenciais, a exemplo do fornecimento de água, atendimento médico-hospitalar de urgência, Departamento Municipal de Trânsito e da Secretaria de Educação, por conta do cumprimento de carga horária.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Crato (CE): Caminhada marca 64 dias do desaparecimento de Rayane

Caminhada pelas ruas do Crato pede respostas sobre o desaparecimento de Rayane Alves
(Foto: Cícero Valério/Ag. Miséria)
Uma caminhada na manhã desta segunda-feira (23) marcou os 64 dias de desaparecimento da Jovem Rayane Alves Machado. Cerca de 200 pessoas participaram do movimento, que saiu em caminhada desde a Vila São Bento até a Praça São Vicente, no centro da cidade do Crato. Intitulado “Onde está Rayane”, o ato cobra das autoridades uma investigação e respostas sobre o desaparecimento da jovem.

Rayane tem 24 anos de idade e desapareceu no dia 19 março quando voltava do trabalho e se dirigia para Casa, na Vila São Bento. Desde então não há qualquer informação oficial sobre o paradeiro da jovem.  Uma campanha nas Redes Sociais está sendo feita na busca de obter informações sobre o paradeiro da garota.

Diversos movimentos sociais estão engajados em busca de respostas sobre o caso. Esse já e o segundo movimento que é realizado. Familiares de Rayane já estiveram na Câmara de Vereadores pedindo apoio dos parlamentares para desvendar o caso. Os familiais contam que desde que a situação começou, eles já receberam diversos trotes com falsas informações sobre o destino de Rayane.

Segundo informações da Delegacia Regional de Polícia Civil do Crato, o caso havia sido enviado para a Delegacia da Mulher, no município. Já a titular da delegacia, Camila Brito, informou que o caso ainda não deu entrada naquela entidade.

Adriano Duarte

Fonte: Miséria

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Ouça trechos dos diálogos entre Romero Jucá e Sérgio Machado

Leia abaixo os trechos divulgados pelo jornal "Folha de S.Paulo" de diálogos de uma conversa gravada entre o atual ministro do Planejamento e senador licenciado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Os trechos do diálogo obtidos pelo jornal podem ser ouvidos no vídeo abaixo.

De acordo com a reportagem, Romero Jucá sugeriu na conversa que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Lava Jato. Jucá foi um dos dos principais articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Segundo o jornal, os diálogos estão em poder da Procuradoria Geral da República (PGR), têm uma hora e 15 minutos de duração e foram gravados em março, semanas antes da votação na Câmara que autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Em entrevista, Jucá disse que não tem "nada a temer" e que não deve "nada a ninguém". Ele disse também que o diálogo reproduzido pelo jornal faz parte de uma conversa extensa e que o que foi divulgado são "frases soltas". “Não estou dizendo que houve descontextualização de tudo. As frases que estão ali, são frases que. dentro do contexto da economia e da política, eu tenho repetido isso abertamente”, afirmou.



Leia abaixo a íntegra do que o jornal divulgou.

SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO - Agora, ele acordou a militância do PT.

JUCÁ - Sim.

MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ - Eu acho que...

MACHADO - Tem que ter um impeachment.

JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO - E quem segurar, segura.

JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO - Odebrecht vai fazer.

JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[...]

JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[...]

MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.

MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.

[...]

MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

*

MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...

JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...

MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[...]

MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...

MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.

JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.

MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

*

MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...

JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...

JUCÁ - É, a gente viveu tudo.

*

JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...

MACHADO - ...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...

JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.

[...]

MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Fonte: G1

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MPCE disponibiliza vagas de cadastro de reserva para estagiários em Direito


O Ministério Público do Estado do Ceará está com inscrições abertas para processo seletivo de cadastro de reserva para estagiários na área de Direito em unidades de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Iguatu, Quixadá, Russas, Maracanaú, Caucaia, Sobral, Tianguá e Crateús.

Os interessados devem se cadastrar no site do Núcleo Gestor de Estágio, do MPCE, até as 23h59 de 5 de junho. Para se inscrever, o aluno precisa estar matriculado em uma das 36 Instituições de Ensino Superior (IESs) conveniadas com o MPCE e estar matriculado em qualquer semestre letivo. No ato de convocação, é preciso comprovar o cumprimento de pelo menos 40% dos créditos da faculdade.

Para realizar a inscrição, o candidato que optar por uma das Unidades Regionais no interior do Ceará deve informar a unidade onde pretende fazer a prova (Juazeiro do Norte, Iguatu, Quixadá, Russas, Maracanaú, Caucaia, Sobral, Tianguá ou Crateús) e, em caso de convocação, será direcionado a uma comarca pertencente à região, definida pelo órgão.

Os estagiários terão direito a uma bolsa no valor de R$ 880, auxílio-transporte de R$ 121 e terão que cumprir uma carga horária semanal de 20 horas. A prova será realizada na data provável de 19 de junho de 2016, em local a ser indicado no edital de convocação. Os candidatos serão avaliados por meio de prova escrita objetiva, contendo 50 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas cada.

Fonte: G1 CE

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5 coisas inacreditáveis que são proibidas ao redor do mundo

1. Kinder Ovo
Nos Estados Unidos, uma antiga lei, de 1938, proíbe brinquedos que possam causar asfixia em crianças, por isso o Kinder Ovo é banido por lá. Quem tenta entrar no país com a guloseima pode ser barrado por contrabando! O lance é se deliciar com ele por aqui, se você tiver coragem de pagar o preço dele...

2. Nomes de bebês
Já fizemos uma lista com nomes proibidos ao redor do mundo, mas é sempre curioso nos lembrarmos de alguns casos. No Brasil, não se pode colocar o nome de Saddam Hussein; enquanto na Nova Zelândia é proibido Stallion, algo como “garanhão”, em tradução do inglês. Já a Dinamarca mantém uma lista de 7 mil nomes permitidos.

3. Chiclete
Cingapura é considerado um dos países mais limpos do mundo, principalmente por suas leis severas contra cuspir ou jogar lixo na rua. Talvez seja por isso que o chiclete seja banido. Você só pode consumi-lo se tiver alguma receita médica que indique a sua necessidade.

4. Dançar em clubes noturnos
Durante a Segunda Guerra Mundial, os salões de dança no Japão se tornaram fachadas para a prostituição. Por isso, o país proibiu as danças em discotecas a partir da meia-noite. A aplicação dessa lei já foi mais severa, mas estão tentando aliviá-la por conta dos Jogos Olímpicos de 2020, que serão realizados em Tóquio.

5. Cortes de cabelo
Em 2010, o Irã sancionou a lei que proibia os homens de ostentarem penteados considerados ocidentais. Por isso, rabos de cavalo e mullets estão fora dos cardápios dos cabeleireiros iranianos. O mesmo vale para quem usa cabelos espetados! Ainda assim, o gel está liberado.

Fonte: Mega Curioso

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Gravação de Jucá sobre a Lava Jato joga bomba no coração do Governo Temer

Bastaram 11 dias para que o Governo interino de Michel Temer enfrentasse seu primeiro grande escândalo. Nesta segunda-feira, gravações obtidas pelo jornal Folha de S. Paulo mostram o ministro do Planejamento, Romero Jucá, dizendo a um interlocutor que o impeachment de Dilma Rousseff resultaria em um pacto para deter a operação Lava Jato. Horas depois da divulgação da gravação, Jucá anunciou, por volta das 17h, que se afastará do ministério a partir desta terça-feira.

Senador licenciado pelo PMDB de Roraima, Romero Jucá é um dos principais articuladores da destituição da presidenta petista. A interceptação ocorreu em março deste ano e, segundo a Folha, o outro interlocutor era Sergio Marchado, o ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, que foi indicado ao cargo pelo PMDB. Tanto Jucá quanto Machado são investigados no escândalo de desvio de recursos da Petrobras descoberto pela operação Lava Jato.

Nos diálogos, que duraram uma hora e quinze minutos, Machado relata a Romero Jucá que teme que seu caso passe a ser julgado pela primeira instância da Justiça, na 13ª vara federal de Curitiba que está sob a responsabilidade do juiz Sergio Moro. O peemedebista sugere, então, que para evitar isso era necessário trocar o Governo por meio de uma ação política. “Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o Governo para estancar essa sangria”, disse o então senador. A gravação agora está sob os cuidados da Procuradoria-Geral da República, que é quem investiga Jucá por ele ter prerrogativa de foro.

De acordo com a Folha, na conversa Romero Jucá afirmou que um eventual governo Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”. A resposta de Machado “aí parava tudo”. “É. Delimitava onde está, pronto”, respondeu o senador, sobre as investigações.

Em outro trecho da gravação, o peemedebista chama Moro de Torre de Londres, em alusão ao castelo da Inglaterra onde aconteceria torturas entre os séculos 15 e 16. A referência se trata do temor de Machado de se ver forçado a fazer uma delação premiada. Machado afirma que acredita que os investigadores da Lava Jato o identificavam como o caixa do PMDB dentro do esquema de desvios de recursos da Petrobras.

As interceptações são uma bomba no colo do Governo Temer que já enfrenta desconfianças sobre sua postura em relação à Lava Jato, mesmo antes de assumir a presidência interina. Com grandes nomes do seu partido sendo investigados, havia uma desconfiança de que houvesse um acordo para cercear a atuação dos procuradores depois do impeachment da presidenta. Temer, porém, tem dito reiteradas vezes que não vai interferir na investigação, mas algumas nomeações, como o de aliados e ex-advogados do deputado afastado Eduardo Cunha para cargos chaves no seu Governo, só aumentam as incertezas.

Até agora, Cunha garantiu quatro nomes na gestão Temer: Alexandre de Moraes (Ministério da Justiça), Gustavo do Vale Rocha (secretaria de de Assuntos Jurídicos da Casa Civil), Carlos Henrique Sobral (chefia de gabinete da Secretaria de Governo) e Marcelo Ribeiro do Val (assessor na Advocacia-Geral da União) . A gravação de Jucá piorou ainda mais essa percepção. Além disso, outros dois ministros de Temer também são investigados pela Lava Jato: Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Geddel Vieira Lima (Governo).

Não ficou claro na reportagem de onde partiram as gravações. Jucá disse que não tratou desse assunto pelo telefone com Machado, que já foi senador pelo PSDB do Ceará. E disse que caberia ao jornal ou ao ex-senador revelarem a fonte.

Reunião com Temer
O advogado do ministro, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse à Folha que seu cliente não tentou interferir na Lava Jato e que as conversa não contêm ilegalidades. Na manhã desta segunda-feira, o ministro admitiu à rádio CBN que conversou com Machado, mas afirmou que não vai se demitir do cargo porque não teria feito nada irregular. Ele cobrou celeridade nas investigações. Sobre a sangria, o peemedebista diz que não falava sobra a Lava Jato.

“Quando disse em estancar sangria não me referia à Lava Jato. Falava sobre a economia do país e entendia que o governo Dilma tinha se exaurido. Entendia que o governo Temer teria condição de construir outro eixo na política econômica e social para o país mudar de pauta”, declarou o ministro à emissora de rádio.

Em entrevista coletiva no início da tarde, Jucá reclamou do contexto dado na reportagem da Folha e afirmou que não teme nenhuma investigação. “Se eu tivesse telhado de vidro não teria assumido a presidência do PMDB em um momento de embate com o PT”. Ele reafirmou que não pretende deixar o Governo Temer, mas que o cargo é de livre indicação do presidente interino. “Não vejo nenhum motivo para eu pedir afastamento. Me sinto muito tranquilo”.

Logo após a divulgação da notícia, Jucá se reuniu com Temer e com o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil. Após o encontro, o presidente disse aos aliados que esperaria as explicações oficiais de seu ministro do Planejamento para tomar uma decisão se o mantinha ou não no cargo. No entanto, o próprio Jucá anunciou, por volta das 17h desta segunda, que se licenciará do ministério nesta terça.

Sem fugir das perguntas durante a coletiva, Jucá disse ainda que defende as investigações da operação Lava Jato, que “não perde um minuto” de seu dia preocupado com as apurações, e aproveitou para atacar o Partido dos Trabalhadores. “Uma coisa é a operação Lava Jato no Governo do PT, que tinha a direção do PT envolvida diretamente e o Governo paralisado. Outra coisa é no Governo Michel Temer, que já declarou apoio à investigação”.

Nos diálogos, Jucá sugeriu a Machado que procurasse outros peemedebistas para conversar como o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o ex-presidente da República José Sarney. O ex-presidente da Transpetro sugere que seja feita uma reunião conjunta entre os quatro, mas o ministro pede que as conversas sejam individuais e depois os três políticos se sentam para debater a situação dele.

Fonte: El País

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URCA prorroga prazo de inscrição para vestibular

A Comissão Executiva de Vestibular da Universidade Regional do Cariri (URCA) prorrogou o prazo de inscrições para o vestibular 2016.2. A instituição, divulgou nessa segunda-feira (23), que o prazo foi estendido até o próximo dia 2 de junho.

As inscrições podem ser realizadas no site da URCA. O valor do boleto é de R$ 120,00 e pode ser reduzido pela metade.

O certame oferta 1.210 vagas em 18 cursos em unidades presentes em cinco municípios cearenses: Crato, Juazeiro do Norte, Iguatu, Campos Sales e Missão Velha.

De acordo com o presidente da Comissão do Vestibular, Ricardo Bacurau, a estimativa é que mais de seis mil pessoas se candidatem às vagas. Número menor que o vestibular anterior quando foram registradas 10 mil inscrições.

Rogério Brito

Fonte: Miséria

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Câncer colorretal aumenta entre pessoas com menos de 50 anos, revela estudo

A taxa de câncer colorretal continua aumentando entre as pessoas menores de 50 anos nos Estados Unidos, enquanto a enfermidade baixou na população mais velha graças a melhoras na prevenção e controle, segundo estudo apresentado nos Estados Unidos.

O estudo se baseia em análise de amostras de mais de um milhão de casos entre 2004 e 2013 e estabelece que a quantidade de pessoas menores de 50 anos que foram diagnosticadas com câncer colorretal aumentou 11,4%, um aumento anual médio de 1,28%.

Durante o mesmo período, este tipo de câncer – que surge no cólon ou no reto – diminuiu 2,5% entre maiores de 50 anos.

Estes resultados foram apresentados no grande Congresso Internacional Digestive Disease Week, que acontece nesta semana em San Diego, na Califórnia.

O principal autor do estudo, Elie Sutton, do Hospital Mount Sinai de Nova York, recordou que cinco anos atrás outro levantamento já havia percebido um aumento como o observado nos adultos mais jovens.”Isto mostra que não temos feito o necessário para reduzir o risco de câncer colorretal entre os menores de 50 anos”, avaliou.

De acordo com Sutton, a grande maioria dos tumores colorretais aparecem depois dos 50 anos como um pólipo no intestino. Graças à colonoscopia é possível detectar e retirar os tumores do intestino grosso antes que se tornem cancerígenos.

Fonte: Veja.com 

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Reitora da UFCA renuncia ao cargo; vice assume

A reitora da Universidade Federal do Cariri (UFCA), professora Suely Salgueiro Chacon, após ser redistribuída para a Universidade Federal do Ceará (UFC), renunciou ao cargo. O vice-reitor, professor Ricardo Lange Ness, assume a Reitoria em Exercício, até definição do Ministério da Educação (MEC).

O comunicado foi feito em reunião do Conselho Superior Pro tempore, realizada nesta segunda-feira, 23, no campus de Juazeiro do Norte. O procurador federal Aluisio Martins de Sousa Junior, da Procuradoria Federal junto à UFCA, informou que, em caso de vacância, o vice assume, conforme estatuto da Universidade Federal do Ceará.

Ele explicou que, devido à tutoria da UFC, a UFCA deve seguir a orientação do Estatuto da Universidade Federal do Ceará no que for aplicável. “Dessa forma, o vice acumula a Vice-reitoria e a Reitoria”, disse.

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Gravação entre Jucá e Machado revela que impeachment foi pacto para deter Lava Jato

Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente "jamais pensaria em fazer qualquer interferência" na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades.

Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: "O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. [...] Ele acha que eu sou o caixa de vocês".

Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma "estrutura" para protegê-lo: "Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu 'desça'? Se eu 'descer'...".

Mais adiante, ele voltou a dizer: "Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída".

Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam "pedra sobre pedra". Jucá concordou que o caso de Machado "não pode ficar na mão desse [Moro]".

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. "Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária "uma coisa política e rápida".

"Eu acho que a gente precisa articular uma ação política", concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. "Não pode", disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.

O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Moro não seria uma boa opção. "Não é um desastre porque não tem nada a ver. Mas é um desgaste, porque você, pô, vai ficar exposto de uma forma sem necessidade."

E chamou Moro de "uma 'Torre de Londres'", em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá "para o cara confessar".

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional "com o Supremo, com tudo". Machado disse: "aí parava tudo". "É. Delimitava onde está, pronto", respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com "ministros do Supremo", os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem "poucos caras ali [no STF]" ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de "um cara fechado".

Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado "pelo PMDB nacional", como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan "remotamente, como destinatário" dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.

LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

Data das conversas não foi especificada

SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO - Agora, ele acordou a militância do PT.

JUCÁ - Sim.

MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ - Eu acho que...

MACHADO - Tem que ter um impeachment.

JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO - E quem segurar, segura.

JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO - Odebrecht vai fazer.

JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[...]

JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[...]

MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.

MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.

[...]

MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

*

MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...

JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...

MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[...]

MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...

MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.

JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.

MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

*

MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...

JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...

JUCÁ - É, a gente viveu tudo.

*

JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...

MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...

JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.

[...]

MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça]. 

Fonte: Folha.com

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Crato (CE): Sorteio de 982 casas do MCMV acontece nesta quarta (25)

O maior programa habitacional já realizado no município cratense, o ‘Minha Casa Minha Minha Vida’, com investimentos de mais de R$ 100 milhões, e com 1.578 casas, chega praticamente a sua etapa final até ser entregue aos moradores contemplados. O sorteio de 982 unidades habitacionais, do Conjunto Filemon Limaverde, será dia 25 de maio, às 17 horas, no Ginásio da URCA, no Pimenta, na cidade, com previsão de participação de mais de 2 mil pessoas.

Está sendo programada a entrega de 596 unidades do Monsenhor Montenegro, no próximo mês de junho, o primeiro conjunto habitacional. As famílias visitaram pessoalmente o local e ficaram surpreendidos pela grandeza da obra, 100% concluída. Neste momento, está sendo aguardada a data a ser anunciada pela Caixa Econômica Federal para a entrega das chaves das residências.

Com 90% de conclusão das obras, o conjunto Filemon Limaverde deverá estar sendo entregue até o mês de setembro. As famílias que forem sorteadas devem comparecer à Secretaria da Cidade para assinar os contratos junto à Caixa Econômica. Após isso, começa a ser realizado um trabalho social junto às famílias.

O secretário da Cidade, José Muniz, lembra que os dois conjuntos foram iniciados na gestão do prefeito Ronaldo Gomes de Mattos. Ele destacou o esforço da administração na parceria com o Governo Federal para a efetivação da obra. Forma fechados 1.300 dossiês para o sorteio das 982 casas. As famílias que não forem inseridas passam a fazer parte de um cadastro reserva no município, para o caso de alguém desistir ou não esteja em todas as condições de cumprimento do contrato. “Nossa meta é reduzir e zerar o déficit habitacional da cidade do Crato”, afirma.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Dilma: "O último capítulo do impeachment ainda não se encerrou"


Dilma Rousseff, ao contrário do que pretende a propaganda da mídia nativa, aparenta notável tranquilidade. Ela enfrenta até com sorrisos o seu peculiar exílio no Palácio da Alvorada, hoje residência permitida a uma presidenta afastada, e esta não é a visão de quem não trai a verdade factual.

Há uma lógica no comportamento de Dilma, surgida de uma esperança plausível, como se verá por esta entrevista, a mostrar que ela pretende resistir, e jogar cartas na mesa ao longo do capítulo final e ainda inconcluso do processo do impeachment, conforme a pauta do inédito golpe à brasileira.

Dilma Rousseff: Eu entendo que algo vai se revelar de forma muito clara. Quem conduz este processo? A questão é importante para perceber sua natureza, e o véu se levanta ao se analisar a composição do ministério provisório, ligado ao controle de um certo grupo do PMDB que assumiu o PMDB, capaz de transformar um partido de centro em um partido golpista de direita. Temos o governo do Cunha. Que mais é do Cunha? Os 217 parlamentares do centrão indicam André Moura, homem do Cunha. Podem tirar o André Moura, indicarão outra pessoa ligada ao Cunha.

CC: André Moura, salvo engano, é réu no STF...
DR: Haverá dificuldade em achar quem não é. Mas voltando. Desde 1988, nosso presidencialismo requer uma coalizão, até aí nada de mais. É impossível um país desta envergadura e deste tamanho ser dirigido sem uma coalizão. Ela foi de centro-direita, no período FHC, ele precisava de três partidos para conseguir a maioria, às vezes de quatro ou cinco para fazer os dois terços. Cada vez mais, pela fragmentação partidária, pelo aumento dos interesses em criar partido dado o fundo partidário, foi aumentando a quantidade de partidos e esse aumento se deu dentro dessa ideia muito imprecisa de centro político, mas é a que eu tenho.

Lula já precisava de oito partidos para ter a maioria simples, em torno de uns 10 ou 12 para ter dois terços e eu precisei, nos meus dois períodos, cada vez mais de mais partidos. Aí depende de quantos e de quem. No grande partido de centro, o que veio desde a Constituinte, emerge uma figura tipicamente conservadora de direita, fundamentalista, com uma capacidade de articulação razoável, com mecanismos de reprodução e controle de parlamentares também razoáveis, e esse processo leva a uma imensa dificuldade na relação Executivo-Legislativo, Eduardo Cunha.

Imensa dificuldade que não é determinada somente, por exemplo, pelos três votos que ele nos pediu para não entrar com o processo de impeachment, chantagem que o próprio autor do processo de impeachment, o ex-ministro do FHC, Miguel Reali Júnior, chamou de chantagem explícita. A origem do impeachment não está  no PSDB e no DEM, não tinham força para tanto. Se na Câmara tivemos 145 votos e eles 367, o Centrão hoje é muito significativo, é o maior grupamento... se você fizer a conta, verifica que se estabelece um controle pela direita de 217 parlamentares no mínimo.

CC: Uma reforma política não resolveria o problema do nosso presidencialismo?
DR: Reforma política é imprescindível. Recordam 2013? Propusemos uma Constituinte a qual precisa do respaldo das instituições, a não ser que a rua tenha a reforma como bandeira. Ora, a rua não tinha, vinha com uma fala mais difusa. Talvez, em momento algum, como hoje se tenha percebido a premência da reforma.

CC: O que a senhora acha do parlamentarismo, que volta e meia vem à baila?
DR: Acho muito difícil a compreensão do povo brasileiro. O presidencialismo foi a única instância que permitiu fazer transformações dentro da legalidade. Por quê? Porque a relação do voto popular com o presidente implica uma discussão sobre rumos que não têm filtros, nem oligárquicos nem regionais, nem de interesses econômicos. É uma relação quase direta. O Senado tem alguma autonomia nos espaços estaduais, mas a melhor oportunidade para a relação transformadora no Brasil por meio de eleições diretas foi o presidencialismo. O parlamentarismo do Brasil tenderia a ser oligárquico, porque teria enorme influência nos poderes localizados. Isso vem desde o império, a meu ver.

CC: O que explicaria o fato de a senhora ter tido como companheiro de chapa alguém que na interinidade lançou uma agenda tão distinta daquela que foi vitoriosa em 2014. São os problemas do nosso sistema político sobre os quais falamos há pouco aqui ou foi um processo exterior que tem a ver mesmo com tomada de poder?
DR: Já vi o PMDB como partido de centro e acho que segmentos dele ainda são, mas uma parte do PMDB foi de fato capturada para uma posição conservadora de direita. Perdão, é falar mal dos conservadores, na realidade são golpistas de direita. Acho que houve um processo dentro do PMDB de reagrupação de forças, de tal forma que hoje a hegemonia dentro do partido é de Eduardo Cunha e seu grupo. Mesmo afastado pelo Supremo, ele continua dando as cartas na Câmara e no governo. E mesmo no Senado através de Romero Jucá.

Fonte: Carta Capital

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Gilmar Mendes defende que Temer não é "ficha-suja" e pode se eleger

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, disse nesta sexta-feira que não há abuso na doação eleitoral acima do teto legal feita pelo presidente em exercício Michel Temer (PMDB-SP) a candidatos da legenda em 2014. Temer foi condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo e está inelegível pelos próximos oito anos.

"A jurisprudência do TSE indica que a partir de um dado limite poder-se-ia caracterizar, mas não parece ser o caso aqui, não me parece que seja o caso", afirmou Mendes, durante visita ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE) na manhã desta sexta-feira.

O presidente do TSE afirmou que ainda não examinou o caso de Temer, mas que acha que "o debate está mais colocado no plano político". "Acho que não houve esse tipo de caracterização, em geral, ocorrem estes erros por pequenas margens. Às vezes saber qual é a sua capacidade de doação, isso acontece. Isso por si só não caracteriza qualquer abuso".

O presidente da República em exercício foi condenado por unanimidade pelo plenário do TRE-SP ao pagamento de multa de R$ 80 mil por ter realizado doações acima do limite legal na campanha de 2014, na qual concorreu como vice da agora presidente afastada Dilma Rousseff (PT). A decisão ocorreu no dia 10 de maio.

A representação ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral narra que Temer doou um total de R$ 100 mil para dois candidatos do PMDB do Rio Grande do Sul a deputado federal, Darcísio Perondi e Alceu Moreira. Cada um recebeu R$ 50 mil.

Segundo a procuradoria eleitoral, o valor supera em quase 12% o rendimento declarado por Temer em 2013. A legislação eleitoral estabelece teto de 10% do rendimento declarado pelo doador no ano anterior ao da doação.

Fonte: Valor

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Ceará já tem 915 casos confirmados de febre chikungunya em 2016

O Ceará já tem 915 casos de febre chikungunya confirmados em 2016, de acordo com Boletim Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (20) pela secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Dos 3.930 casos suspeitos notificados no período, 416 (10,6%) casos foram descartados e 2.599 (66,1%) seguem em investigação. Assim como a dengue, vírus da zika, febre amarela e síndrome de Guillain Barré, a febre  Chikungunya é transmitida pelo vírus Aedes aegypti.

O boletim mostra que a maioria dos casos confirmados ocorreu em adultos, predominantemente na faixa etária de 51 a 60 anos. A doença foi identificada em 120 dos 184 municípios cearenses. Desses, os que notificaram ou enviaram amostras ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), 44 (36,7%) tiveram a confirmação de casos de febre de chikungunya. Destacam-se os municípios de Assaré, Campos Sales e Capistrano com maior incidência de casos confirmados, acima de 300 casos por 100.000 habitantes.

A ocorrência de casos da febre chikungunya de forma autóctone no Ceará deu-se em novembro do ano de 2015, com a  confirmação de um caso residente no município de São Gonçalo do Amarante. O segundo caso autóctone ocorreu em Fortaleza, no mês de dezembro de 2015, este associado ao contato com caso confirmado laboratorialmente importado do estado do Pernambuco.

A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa "aqueles que se dobram", em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.

Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue. O risco aumenta em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia.

Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.

Sintomas
Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.

Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.

Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.

Fonte: G1 CE

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"Temos um ministério de homens velhos, ricos e brancos", diz Dilma

"Temos um ministério de homens velhos, ricos e brancos, sem negros e sem mulheres", afirmou a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) para os participantes do 5° Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais, que acontece na capital mineira, e de uma manifestação, na praça Afonso Arinos, organizada pela FBP (Frente Brasil Popular). "Esta é a cara e a face mais triste do governo [Temer]".

Dilma voltou a fazer críticas ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "O governo tem um grande personagem, que indica ministros, líderes de governo que é o ex-presidente suspenso da Câmara. Esse senhor é o responsável pela face mais conservadora do Congresso Nacional".

Ao falar do governo do presidente interino, Dilma brincou com a plateia, que chamava de governo "golpista". "O caráter provisório do governo [Temer] é importantíssimo e deve ser enfatizado", afirmou.

Dilma também afirmou que a partir de agora vai transformar-se em uma "zeladora" da democracia e dos direitos da população. "Tempos atrás, queriam que eu fosse faxineira. Mas, agora, estou atrás de ser zeladora da democracia e dos direitos populares", afirmou a presidente afastada.

A presidente criticou as primeiras iniciativas anunciadas pelo governo Temer, entre elas, uma reforma na Previdência Social. "Não se pode misturar direitos previdenciários e assistenciais", disse.

A presidente afastada ainda atacou a política externa anunciada pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra. Ela citou frase que disse ser do compositor Chico Buarque, em que ele dizia que a tradicional política brasileira era falar fino com os países ricos e falar grosso com países como a Bolívia. "Nossa política é a que deu valor à América Latina, à África, aos Brics, e foi o que deu respeito ao Brasil", lembrou.

Dilma participou nesta sexta-feira (20) de seu primeiro ato político num hotel no centro de Belo Horizonte, uma semana após o seu afastamento da Presidência da República. Com a presenca de poucas liderancas do PT de Minas Gerais, entre elas, os ex-ministros Patrus Ananias, Otavio Duci e Nilmario Miranda, a presidente afastada foi recebida por cerca de mil pessoas, segundo estimativa da Policia Militar. Os organizadores calculam em 20 mil.

Convidados para o evento, nem o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram do encontro.

Na quinta-feira (19), o governo Michel Temer mandou suspender o patrocínio da CEF (Caixa Econômica Federal) ao evento desta noite dos blogueiros e ativistas, que são contrários ao impeachment de Dilma Rousseff. O patrocínio de R$ 100 mil do banco estatal havia sido autorizado pela petista.

Fonte: UOL

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