Açúcar é apontado como vilão pelo seu colesterol alto, não a gordura

Artigos e revisões que contestam o argumento de que a gordura é o grande vilão das doenças coronárias têm ganhado força. Em vez dela, a culpa seria do açúcar. No mês passado, a revista JAMA Internal Medicine publicou um estudo que sugere que a indústria do açúcar pagou o equivalente a US$ 48 mil para uma pesquisa relacionar doença do coração à gordura saturada e tirar o foco do risco causado pelo açúcar.

Outro famoso é o Estudo dos Sete Países, publicado pelo médico americano Ancel Keys em 1970, uma das pedras fundamentais para se afirmar que as doenças cardíacas são causadas pela gordura, também vem sendo questionado.

Na pesquisa, Keys ignorou países que consomem muita gordura, mas pouco açúcar, como a França, e tem taxas baixas de doenças coronárias. Além disso, o artigo diz que "a taxa de doenças coronárias é correlata à média de calorias derivadas da sacarose (o açúcar comum) na dieta explicada pela interrelação da sacarose com a gordura saturada". Ou seja, Keys não fez um teste controle para separar o resultado da gordura e do açúcar, apenas considerou os dois juntos.

Um dos maiores acusadores do açúcar, o endocrinopedriatra e pesquisador Robert Lustig, da Universidade da Califórnia, defende que ele causa diretamente doenças cardiovasculares, gordura no fígado, diabetes tipo 2 e cárie.

Ele publicou neste ano na revista Obesity, da Sociedade Americana de Obesidade, o resultado da troca do açúcar por carboidratos na dieta de crianças obesas nos Estados Unidos por nove dias, sem alterar a quantidade ingerida. Observou então uma redução de 10 pontos do colesterol LDL, implicado em doenças do coração, além de reduzir os triglicérides (gordura armazenada no corpo) em 33 pontos e a pressão arterial em 5 pontos. Mesmo sem alteração significativa do peso, o metabolismo melhorou consideravelmente. Para Lustig, a obesidade não é a causa, mas um dos sintomas dos problemas causados no corpo pelo açúcar.

Lustig argumenta que as orientações para reduzir o consumo de gordura saturada que vigoraram por 50 anos provocaram um aumento no açúcar adicionado à grande parte dos produtos industrializados: pães, ketchup, e principalmente refrigerantes e sucos. As orientações também fizeram médicos recomendarem a troca de manteiga por margarina e banha por óleos vegetais, entre outros. E o colesterol ruim não diminuiu.

Neste ano, um grupo multidisciplinar nos EUA avaliou dados que haviam sido deixados de fora de um dos estudos mais completos e que dava suporte à hipótese de que a dieta rica em gorduras saturadas aumenta o risco de doenças coronárias, chamado Experimento Coronário de Minnesota (1968-73). "Quando você analisa a sequência histórica da hipótese da dieta-coração dos anos 1950 até agora, parece claro que a publicação incompleta de estudos importantes gerou um viés na pesquisa e na política de nutrição", diz Daisy Zamora, pesquisadora da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte que participou da pesquisa.

Veneno para o fígado e coração
Lustig descreve o açúcar como "veneno" por ser metabolizado da mesma forma que o álcool e produzir colesterol nesse processo. A digestão do açúcar leva à formação de uma substância chamada acetilcoenzima A, que forma o triglicérides e acaba se transformando em uma lipoproteína chamada VLDL, que, quando quebrada no fígado, produz colesterol LDL pequeno e denso. Há consenso de que este LDL alto está associado a doenças do coração, já que ele forma placas nas artérias.

Já quando a gente come gordura, eleva o nível de colesterol LDL grande e leve, que é mais inofensivo. "Na corrente sanguínea, você mede os dois juntos, pois é muito difícil distinguir um LDL do outro", diz Lustig. "O que você faz é olhar o nível de triglicérides em associação ao LDL, pois os triglicérides dizem de qual deles se trata". Os triglicérides estão associados ao colesterol baixo e denso alto, que significa risco ao coração.

O médico cita uma pesquisa que mostrou que o mesmo número de calorias de glicose e frutose (as duas juntas formam a sacarose) se transformam em coisas diferentes. No caso da glicose, quase nada virou gordura. Mas, das calorias de frutose, 30% se transformam em gordura. Parte dessa gordura não consegue sair do fígado e causa esteatose hepática não alcoólica, ou gordura no fígado.

Essas reações ocorrem independentemente de o açúcar ter passado por menos processos químicos, ou seja, aumenta com ingestão de açúcar refinado, cristal, demerara, mascavo e até mel. A diferença entre os açúcares é, por quanto mais processos de refinamento passar o açúcar, menos minerais ele vai conter, explica Gabriela Rebello, nutricionista clínica do hospital Santa Casa de Misericórdia de Vitória (ES). Entre os adoçantes, ainda não há estudos que comprovam a relação, mas ambos recomendam cuidado. A única fonte de frutose recomendada por Lustig é a das frutas, pois elas vêm com fibras e em quantidade que somos capazes de metabolizar.

A gordura como vilã
No entanto, existem os defensores da hipótese de que é a gordura saturada, presente em laticínios e carne vermelha, que aumenta o LDL. Marcelo Bertolami, diretor da divisão científica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia cita estudos como o de Ancel Keys, alvo da controvérsia atual, outro da década de 1970 chamado Nihonsan, que estudou homens japoneses no Japão, Havaí e na Califórnia, e concluiu que o ambiente e os níveis de colesterol prevalecem sobre a genética como fator de risco para doenças cardíacas.

Ele concorda que o consumo de açúcar está relacionado ao colesterol pequeno e denso. Porém, discorda que haja uma relação causal direta por ser difícil mensurar e separar os dois tipos de LDL. "Quanto mais triglicérides você têm, você tem uma tendência a ter mais LDL pequeno e denso, mas não concordo que o açúcar causa diretamente doença cardíaca", afirma.

Todos entrevistados concordam que a gordura trans é péssima para o organismo, pois não é metabolizada. "A gordura trans é pior do que o açúcar. O açúcar pode pelo menos ser oxidado e usado para energia. Nós não temos enzima para metabolizar a gordura trans, o corpo não tem outra escolha senão armazenar no fígado, o que causa doença hepática", diz Lustig. No Brasil, a gordura trans é permitida em porções muito pequenas, como em bolachas industrializadas.

Até hoje, o alerta sobre o risco de consumir gordura saturada existe na orientação do governo americano apesar de a Associação Americana do Coração, a OMS (Organização Mundial da Saúde) e outras autoridades também terem começado a alertar sobre a adição de açúcar ser uma das possíveis causas de risco de doença cardiovascular. O Ministério da Saúde do Brasil recomenda uma dieta mais próxima do natural possível, ou seja, evitar o consumo de alimentos industrializados.

A OMS recomenda que o consumo de açúcar não ultrapasse 10% das calorias consumidas por dia, o que equivale a, aproximadamente, 50 gramas/dia. O brasileiro consome em média 16,3% de açúcar do total de calorias. A nutricionista lembra que um pão francês já tem 25g de açúcar.

Açúcar também está relacionado com câncer e demência
Lustig afirma ainda que o açúcar é responsável pelo aparecimento de demência. Apesar de as pesquisas ainda não terem sido testadas em seres humanos, um estudo publicado em 2015 na revista Biochim Biophys Acta mostrou que a ingestão de frutose (açúcar 33% mais doce que a sacarose) por camundongos reduziu a plasticidade sináptica do hipocampo, afetando o aprendizado e a memória. A maioria das sequelas foi revertida três meses após corte do açúcar da dieta.

Outra pesquisa associa o açúcar ao câncer. Publicada no jornal Cancer Research, o estudo mostra que a dieta rica em açúcar aumenta o risco de câncer de mama e metástase nos pulmões. Lorenzo Cohen, da Universidade do Texas, apontou que substâncias no sangue associadas a esses tipos de câncer são elevadas com o consumo de açúcar em camundongos.

Fonte: UOL

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Crato, Juazeiro e Barbalha recebem conjunto de semáforos em rotatória

Os motoristas que trafegam na rotatória que liga as rodovias entre Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha devem ficar atentos ao novo semáforo de dois tempos a partir da meia-noite de sexta-feira (16). Conforme o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran), a iniciativa visa para garantir a segurança dos pedestres e motoristas que circulam diariamente no local.

O conjunto de equipamentos será instalado na ligação da rotatória com a CE 292, no sentido Juazeiro ao Crato e Barbalha e no sentido Crato a Juazeiro e Barbalha. O equipamento também disciplinará a fluidez do tráfego. A sinalização horizontal e vertical já foi implantada pelo Detran.

A circulação na rotatória será por meio de duas faixas. A faixa interna é para ser acessada obrigatoriamente para o motorista que trafega pela CE 292, Rodovia Padre Cícero, sentido Crato a Juazeiro para ter seguir em direção ao centro de Juazeiro; e a faixa externa é para ser acessada pelo motorista que seguir em direção a Barbalha.

No próximo ano, o Detran construirá passarela na rotatória, para dar mais segurança à travessia de pedestres. Outros trechos da CE 292 e CE 060, na Região do Crajubar, também terão passarelas.

Fonte: Diário do Nordeste

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Deixe de comprar comida orgânica imediatamente se quiser salvar o planeta

Não poucos rótulos de produtos orgânicos (aqueles cujos produtores garantem não ter sido tratados com nenhum tipo de pesticida que não seja natural, que foram cultivados respeitando os ciclos próprios da natureza e não foram modificados geneticamente) prometem não apenas um sabor autêntico, mas que ao escolhê-los você contribuirá para preservar a natureza. Na Espanha, 36% das pessoas que consomem produtos orgânicos o fazem movidos por motivos ambientais, segundo uma pesquisa de 2014 do Ministério da Agricultura. Se você é dos que acreditam que ao comprar estes alimentos contribui para salvar o planeta, poderia estar incorrendo em um erro: um artigo recente publicado na New Scientist afirma que é um tipo de agricultura menos eficiente, com a qual não se reduzem as emissões de CO2 e que, além disso seus produtos não são necessariamente mais saudáveis.

“Está na moda aderir ao orgânico pelo atrativo da palavra, mas ninguém tem ideia de como é produzido”, sentencia o engenheiro agrônomo Marco Antonio Oltra, professor associado de Fisiologia Vegetal na Universidade de Alicante. Para este especialista, uma produção totalmente orgânica não abasteceria toda a população: “Somos 7 bilhões de pessoas diante de 1% de produção orgânica. Mudar para uma agricultura orgânica faria com que metade da população mundial deixasse de comer. Só se cultiva assim em regiões onde faltam meios para a agricultura técnica, como na Índia ou em alguns países africanos. Mas não são levados pelo respeito ao meio ambiente, embora o consumidor ignore isto. Muitos consumidores associam o orgânico ao bom”, opina o especialista.

Embora você não perceba, a agricultura orgânica demanda a utilização de mais terras por causa de seu baixo rendimento em relação à convencional, o que leva à degradação de ecossistemas como as florestas nas zonas tropicais. Uma pesquisa publicada na Nature em 2012, baseada em uma meta-análise (um procedimento estatístico avançado) de todos os dados publicados, concluía que a produção orgânica produz entre 5% e 34% menos que a convencional. “Para satisfazer as necessidades da crescente população [em 2050 terá aumentado em 1 bilhão de habitantes, segundo a FAO], haverá a necessidade de mais superfície para o cultivo, e isso significa que, se forem respeitadas as normas da agricultura orgânica, seria preciso desmatar florestas. No entanto, com a agricultura convencional, tecnologicamente muito avançada, seria possível cultivar em regiões de estepe e até em desertos”, afirma Emilio Montesinos, microbiologista, catedrático em Patologia Vegetal e diretor do Instituto de Tecnologia Agroalimentar – CIDSAV da Universidade de Girona.

Maior rastro ecológico
Quando se fala dos gases do efeito estufa, certamente que a primeira coisa que vem à mente é a imagem de uma metrópole superpovoada ou a das fumegantes chaminés de uma indústria. Mas a produção agrícola joga também seu papel nessas emissões nocivas para o planeta. “Na verdade, a orgânica implica, em média, uma maior emissão de dióxido de carbono do que a convencional. É preciso levar em conta os trabalhos do campo, a mão de obra, a menor eficiência dos produtos fitossanitários para o controle de pragas e doenças ou da fertilização”, explica Montesinos.

“Em um programa de produção orgânica de maçãs, por exemplo, o controle de uma doença muito frequente denominada sarna-da-maçã requer aplicações semanais ou mais frequentes, durante três meses, de produtos pouco eficazes como o bicarbonato de potássio, o enxofre e o caulim. No final desses cuidados, isto pode significar mais de doze tratamentos.” Segundo o microbiologista, uma horta familiar, onde os trabalhos são feitos manualmente, não deixaria um rastro de CO2 maior, “mas em uma exploração de um hectare a presença do maquinário agrícola é mais frequente e, portanto, aumentam as emissões. Na agricultura convencional seriam usados fungicidas de sínteses muito mais eficazes e menos tratamentos, entre dois e cinco”.

Outro aspecto importante se refere ao custo energético dos produtos fitossanitários. O especialista exemplifica: “Em alguns cultivos orgânicos se requer menos energia, mas às vezes se utilizam compostos derivados, autorizados, de cobre, com um tremendo impacto ambiental. Embora sejam considerados naturais, não procedem em primeiro plano de extrações diretas de mineração, mas da reciclagem de cabos elétricos, entre outros. Essa reciclagem tem um considerável consumo energético e emissão de CO2.”

Com o objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, a tecnologia agrícola mais promissora até o momento corresponde à modificação genética, já que os cultivos modificados (OGM, na sigla em inglês) se destinam a capturar energia solar e, assim, reduzir o uso de fertilizantes. Na verdade, um estudo de 2014 fixava em 36,9% a diminuição do uso de pesticidas graças à modificação genética. “Tanto os cultivos transgênicos como os convencionais realizam a fotossíntese e fixam CO2 mediante a captura de energia solar. Os plantios comerciais atuais ainda não incorporam uma menor necessidade de fertilizantes porque, embora existam variedades OGM melhoradas, não estão no mercado. No futuro estas plantas poderão reduzir as emissões de CO2, e até mesmo ser usadas como escoadouro”, afirma Montesinos.

Rotulagem e consciência
A agricultura orgânica é vinculada constantemente à recuperação dos sabores de antes, o que o consumidor relaciona com um alimento mais saudável, diz Oltra: “É uma ideia errada: se um tomate comprado em uma grande superfície não tem gosto de tomate não é pelo tipo de agricultura de que provém, mas porque, ante uma demanda de produtos visualmente perfeitos (escolhemos o tomate por sua cor e não pelo seu sabor), os produtores convencionais priorizam o atrativo do alimento, sacrificando seu sabor”.

Para o bioquímico e divulgador José Miguel Mulet, autor de Los productos naturales, vaya timo (Laetoli) e Comer Sin Miedo (Destino), “o rótulo orgânico só diz que os que se utilizou é natural, mas não que seja melhor nem pior. Tampouco informa se foi aplicada alguma das numerosas exceções que o regulamento prevê. Só faz referência ao fato de ter sido produzido de acordo com as normas, mas nada sobre o impacto ecológico, como o rastro de carbono [o CO2 é emitido em todas as fases de criação de um produto]”, afirma.

Apesar de o certificado do rastro de carbono não ser obrigatório, há países europeus em que é comum que os produtos orgânicos tenham esse dado assinalado em seu rótulo. Para Oltra, este indicador não ajuda a se ter uma ideia real sobre se estamos diante de um produto nocivo para a natureza ou não. “A certificação é muito importante, mas só quando o usuário final pode entendê-la. Há outros conceitos, como o rastro hídrico (quantificar a água que se utilizou), que são mais compreensíveis. Mas, sobretudo, é necessário fazer uma comparação: quando se lê que um produto utilizou 18 litros para um quilo e outro, 32, fica mais claro. Com o rótulo, seria premiada a eficácia de um consumo verde, e não só no uso da água, também em fertilizantes e tratamentos fitossanitários”, observa.

Tudo vale a pena pela saúde?
Outro motivo pelo qual as pessoas escolhem produtos orgânicos é porque se preocupam com a saúde. Mulet considera que comer orgânicos não é mais saudável: “A qualidade nutricional é semelhante tanto no convencional como no orgânico, outra questão é a segurança alimentar, onde fica claro que os maiores alertas se deram no orgânico, a começar pela crise de 2011, que causou 47 vítimas”.

“Quando não há problema de pragas e de nutrição nas plantas, a agricultura orgânica não demanda ações importantes para seu controle, como o uso de pesticidas autorizados. No entanto, na prática, as pragas, doenças e ervas daninhas comprometem em perdas ao redor de 33% da produção potencial na agricultura convencional. É de se supor que na orgânica sejam ainda maiores por causa da menor eficácia dos sistemas de controle. Isto se traduz em que seus produtos apresentem maior deterioração e não se conservem tão bem como os convencionais, o que ocasiona deteriorações fúngicas. Alguns desses fungos produzem micotoxinas, hoje um dos problemas toxicológicos alimentares mais preocupantes”, conclui Emilio Montesinos.

Fonte: El País

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Crato (CE): Suspeito de matar a própria filha em São Paulo é preso

A polícia Militar prendeu na tarde desta terça-feira (13) no Crato, no interior do Ceará, um foragido da Justiça de São Paulo suspeito de matar a própria filha. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Ceará, José Orlando Santos, 46 anos, usava como esconderijo uma residência localizada na Rua Edilson Sucupira, no Bairro Sossego.

Ainda de acordo com a secretaria, José Orlando possuía um mandado de prisão preventiva por homicídio em aberto, expedido por juízes da cidade de Mogi das Cruzes, no estado paulista, pela morte de Patrícia Florêncio dos Santos – sua filha.

O crime ocorreu em maio de 2011, quando a vítima foi estrangulada com um fio. Ele havia se escondido na cidade do Crato por ser a cidade natal, segundo a investigação dos policiais. De acordo com levantamentos da PM, ele retornou à cidade em 2012 e, desde então, permaneceu foragido no local.

O foragido foi capturado durante buscas realizadas por policiais militares, após sua ex-companheira o denunciar por ameaça, por não aceitar o fim do relacionamento. Em depoimento, a mulher também revelou à Polícia que o homem respondia pelo homicídio da filha em São Paulo e que o crime teria sido motivado por ciúmes.

Então, os policiais o capturaram e cumpriram o mandado de prisão preventiva que existia em aberto contra ele. Após ser conduzido à Delegacia Regional da cidade, José Orlando foi transferido para a cadeia pública da cidade e está à disposição da Justiça.

Fonte: G1 CE

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​IFCE Crato lança edital de seleção para cursos técnicos

Estão abertas de 19 de dezembro de 2016 a 6 de janeiro de 2017 as inscrições para o processo seletivo do campus de Crato do Instituto Federal do Ceará. O campus oferta os cursos técnicos integrados ao ensino médio em Agropecuária (140 vagas) e Informática (60 vagas), além do curso técnico subsequente em Agropecuária (35 vagas).

As inscrições devem ser realizadas pela internet, no site qselecao.ifce.edu.br, em que está disponível o edital completo. Após realizar a inscrição online, o candidato deve levar ao campus o protocolo de inscrição, um documento oficial de identificação e o histórico escolar do ensino médio (para os cursos subsequentes) ou do ensino fundamental completo (para os cursos integrados).

As inscrições para a seleção do campus de Iguatu são determinadas pelo mesmo edital. No município, o IFCE oferta os cursos técnicos integrados em Agropecuária, Agroindústria, Informática e Nutrição e Dietética, além dos cursos técnicos subsequentes em Agroindústria, Comércio, Informática, Nutrição e Dietética e Zootecnia. São 330 vagas no total.

Assessoria de Imprensa/IFCE Crato

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Governistas barram emenda da eleição direta no caso de Temer deixar o cargo

Em meio a muito bate-boca, a base de apoio ao governo rejeitou nesta quarta-feira (14) votar ainda neste ano na Câmara dos Deputados a proposta de emenda à Constituição que estabelece eleição direta caso Michel Temer deixe o cargo antes do término do mandato, em 31 de dezembro de 2018.

A oposição tentou incluir na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara a PEC 227/2016, apresentada pelo deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) e já relatada favoravelmente por Esperidião Amin (PP-SC).

Apresentado com o apoio de PT, PDT, PSOL, Rede, PC do B e dissidentes da base governistas –entre outros, deputados do PSB, PSD e DEM–, requerimento para inclusão da PEC na sessão desta quarta da comissão acabou sendo derrotado por 33 votos a 9.

O requerimento foi votado na sessão que faz a análise inicial da reforma da Previdência e causou vários bate-bocas entre governistas e oposicionistas.

O deputado Carlos Marum (PMDB-MS) ameaçou bater nos adversários que não o deixavam falar e disse que a emenda é um "casuísmo". Em resposta, foi chamado de "golpista".

"Aqueles que consideram que essa PEC é casuísmo é que estão considerando que o governo Temer já acabou", afirmou Júlio Delgado (PSB-MG). "Trazer neste momento um tema que causa insegurança, instabilidade é jogar com falta de responsabilidade, o país está procura se reencontrar, se reerguer, não podemos aprofundar essa crise", discursou o governista Danilo Forte (PSB-CE).

O PSB é aliado a Temer, comanda o Ministério de Minas e Energia, mas tem correntes internas que defendem o rompimento imediato.

A Constituição estabelece a realização de eleições indiretas caso o presidente e o vice não possam ocupar o cargo após a metade do mandato de quatro anos. Ou seja, com o impeachment de Dilma Rousseff, caberia ao Congresso Nacional escolher de forma indireta o novo presidente caso Temer renuncie ou seja afastado do cargo a partir do próximo dia 1º.

A emenda de Miro altera a regra e institui eleições diretas caso a vacância, na atual circunstância, se dê até junho de 2018.

De acordo com o Datafolha, 63% dos brasileiros defendem a renúncia de Temer ainda este ano para possibilitar a realização de eleições diretas. A reprovação do presidente está em 51%.

Com a popularidade em baixa, com sinais desanimadores na economia e com o próprio nome e o de auxiliares incluídos no rol de suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras, Temer passa pelo momento mais difícil de sua ainda curta gestão. Aliados e partidos ameaçam rompimento, ao mesmo tempo em que a oposição reforça o pedido de renúncia imediata.

Fonte: Folha.com

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NOTA DE ESCLARECIMENTO :: ZÉ AILTON BRASIL


O prefeito eleito do Crato, Zé Ailton, vem a público para tranqüilizar a população cratense e a todos os seus eleitores acerca das informações veiculadas quanto a prestação de contas do período eleitoral.

Desde já, esclarecemos que Zé Ailton sempre prezou pela ética política e sempre respeitou as leis da Justiça Eleitoral. Ao se candidatar a prefeito do município do Crato afirma que todas as normas foram absolutamente cumpridas.

Certamente tal decisão será reapreciada pela Justiça Eleitoral e a justeza da decisão será feita. Sempre demonstrei respeito e apreço pelo Judiciário. Não o fiz apenas por palavras, mas mantendo uma relação cotidiana de respeito, diálogo e cooperação; na prática, que é o critério mais justo da verdade. Outrossim, sempre que necessário, recorri ao Poder Judiciário, especialmente para garantir direitos e prerrogativas que não me alcançam exclusivamente, mas a cada cidadão.

Por fim, há de se dizer que tal decisão em nada impedirá a diplomação aprazada para o próximo dia 16 de dezembro, bem como sua posse e gestão para o próximo quadriênio.

Continuamos na certeza que a vontade popular prevalecerá, em respeito à democracia, tudo para fazermos o nosso Crato grande e desenvolvido.

José Ailton Sousa Brasil
Prefeito eleito do Crato

Odebrecht pagava até 7 milhões de reais por lei aprovada no Congresso

Quanto custa para que o Congresso apoie uma lei ou Medida Provisória que atenda aos interesses de uma empresa? Após a delação de Claudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, é possível ter uma boa noção. De acordo com os termos da colaboração de Melo com a Operação Lava Jato, a empreiteira desembolsava entre 50.000 reais e 7 milhões para obter o apoio de congressistas a projetos que a beneficiavam. Ele relata, nas 82 páginas de seu depoimento, oito casos em que a Odebrecht pagou – principalmente senadores do PMDB – para ver seus interesses contemplados no Legislativo. Na condição de emissário da empreiteira, Melo tinha livre trânsito para levar as demandas de seu grupo privado para senadores e deputados, e posteriormente dar seguimento aos pagamentos.

A relação sinuosa entre o executivo e os parlamentares sempre teve um jogo de palavras em que o “toma lá dá cá” era subentendido. Mas, a empresa precisava fazer sua contabilidade para cobrar a fatura por favores feitos. De acordo com Melo, o valor mais alto pago pela empreiteira em troca de apoio no Congresso foram 7 milhões de reais, destinados ao senador Romero Jucá (PMDB-RR) em 2013. “Durante o trâmite da MP 613, o senador Romero Jucá, em reunião realizada no seu gabinete, solicitou-me apoio financeiro atrelado à aprovação do texto que interessava à companhia”, afirma o delator. A MP em questão previa descontos na contribuição de impostos para a comercialização de álcool. A Braskem, braço petroquímico da Odebrecht, foi beneficiada pela aprovação do texto da MP, que posteriormente foi transformada em lei. “Levei a demanda a Marcelo Odebrecht [herdeiro da empreiteira] (...) que determinou um teto para a contribuição a ser feita”, disse Melo.

A delação de Melo tem episódios curiosos com relação à compra de leis. Um deles envolve o também delator, e ex-senador petista Delcídio do Amaral. Após atuar conjuntamente com Jucá e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL, atual presidente do Senado) em 2010 para aprovar um Projeto de Resolução que beneficiaria a empreiteira, “Delcídio teria reclamado por não ter recebido muita “atenção” da nossa parte após a aprovação do PRS 72/2010”, afirma Melo. A solução foi um pagamento de 500.000 reais ao petista. A empreiteira já havia desembolsado 4 milhões aos peemedebistas, pagos pelo "decisivo apoio dado". "Esses pagamentos, segundo me foi dito por Romero Jucá,não seriam apenas para ele, mas também, como já havia ocorrido em outras oportunidades, para Renan Calheiros", diz o delator. O projeto em questão estabelece alíquota zero do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços em operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior. A Odebrecht importa grande parte de seu maquinário de empresas estrangeiras.

A Odebrecht também atuou para aprovar a MP 627, de 2013, que previa mudanças no regime de tributação do lucro obtido no exterior por empresas exportadoras. Na condição de companhia transnacional com presença em 26 países, a empreiteira tinha muito a ganhar com um alívio na tributação dos valores auferidos por seus braços em outros países. “Posteriormente à tramitação da medida provisória, recebi pedido do senador Jucá de pagamento em contrapartida à conversão em lei da MP 627. A área de operações estruturadas [o departamento de propina da Odebrecht] realizou o pagamento de 5 milhões de reais”, afirmou o delator. Para essa transação específica, Jucá recebeu nas planilhas da empresa o apelido de “Exportação”.

Até o momento todos os parlamentares citados na reportagem negaram qualquer malfeito nos trâmites de MP e projetos de lei, e negaram o recebimento de propina.

"Amigos da empresa"
Para cair nas graças dos parlamentares não bastava o pagamento em tempos de necessidade da empresa. A “amizade” era cultivada ao longo de todo o ano. O petista Jacques Wagner, por exemplo, foi agraciado em dois aniversários com “mimos” extras: dois relógios importados avaliados em 20.000 dólares (cerca de 60.000 reais) e 4.000 dólares (12.000 reais), das marcas Hublot e Corum. Curiosamente um deles trazia no verso uma imagem do Congresso Nacional.

Outro caso curioso envolve o ex-secretário de Governo de Michel Temer, o peemedebista Geddel Vieira de Lima. Melo afirma que “apesar dos pagamentos frequentes, Geddel sempre me disse que poderíamos ser mais generosos com ele”. A “amizade” é evocada pelo parlamentar para justificar pagamentos mais altos: “Geddel sempre me dizia que se considerava um ‘amigo da empresa’, e que isso precisava ser mais bem refletido financeiramente”.

Existia também a categoria dos “não amigos” da empreiteira. É o caso do senador Romario Faria (PSB-RJ). Após solicitar uma reunião com o parlamentar para apresentar um executivo da Odebrecht, Melo ouviu do colega um não taxativo, uma vez que “na propaganda eleitoral do senador ele havia aparecido na frente de uma placa da Odebrecht falando mal dos estádios construídos por nós”.

Mas as tratativas no Legislativo nem sempre ocorriam de maneira fácil. Melo apresenta ao Ministério Público Federal uma troca de emails que, segundo ele, “dão conta de que [o senador] Eunício de Oliveira (PMDB-CE) teria obstruído a votação” da MP 627 “no intuito de pleitear vantagens para dar continuidade ao tema”. Marcelo Odebrecht escreve para Melo “Que maluquice! O que ele ganha com isso?”, ao que o delator responde laconicamente: “o de sempre”.

Em outros casos, o custo para ter os interesses atendidos foi menor. O deputado Carlinhos Almeida (PT-SP), recebeu 50.000 reais por apoiar a MP 544, editada em 2011 e que tratava da criação de um regime de incentivos à indústria de defesa. A Odebrecht (ao lado da Federação das Indústrias de São Paulo, ligada ao peemedebista Paulo Skaf) fez lobby para que suas sugestões fossem acatadas por Almeida, que à época era relator da matéria na Câmara. A Odrebecht Defesa e Tecnologia, uma das subsidiárias da empreiteira, se beneficiaria diretamente com a aprovação da MP. Como prêmio pelos serviços prestados o petista recebeu a doação para sua campanha à prefeitura de São José dos Campos – ele conseguiu se eleger com 180.794 votos.

Por vezes, senadores recebiam seu prêmio da Odebrecht mesmo sem conseguir aprovar a matéria de interesse da empreiteira - bastava tentar. É o caso da MP 579, de 2012. A medida buscava ampliar o prazo de fornecimento de energia elétrica subsidiada para empresas no Nordeste. O Executivo vetou a MP, e no Senado faltaram dois votos para derrubar a decisão presidencial, que contrariava o desejo da construtora. “O presente caso deixou com Renan Calheiros um crédito, tendo em vista o forte empenho que dedicou aos nossos interesses”, disse Melo. Esse crédito foi “relembrado por ele a mim quando, em 2014, pediu que a companhia fizesse pagamento financeiro a seu filho a pretexto de contribuição de campanha. O pedido de Renan em favor de seu filho foi acolhido e realizado”. José Renan Vasconcelos Calheiros Filho foi eleito governador de Alagoas com a ajuda de pouco mais de 1 milhão de reais da Odebrecht.

Fonte: El País

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Crato (CE): Câmara Municipal reajusta tarifa de água em 52% a partir de janeiro

A Câmara Municipal do Crato, no sul do Ceará, aprovou nesta quarta-feira (14), projeto de lei que reajusta a tarifa de água, no município, em mais de 50%. Na cidade, o aumento causou revolta na população. “Eu fico sem água muitas vezes porque a água é pouca na minha rua. Aí agora eu vou pagar 50% mais caro por um serviço que não vou ter?”, questiona a professora Eugênia Duarte.

O aumento na conta de água foi aprovada por 15 dos 19 vereadores do município e o reajuste de 52,1% começa a ser cobrado a partir de janeiro. E poderia ser pior. O projeto original previa aumento de 107%. “Nós apresentamos emendas alterando esse percentual e reduzindo para 52,1%,  percentual que corresponde à inflação do período de 6 anos e mais uma taxa de crescimento”, explica o vereador Amadeu de Freitas (PT).

O serviço de distribuição de água no município é municipalizado. Quem administra é a Sociedade Anônima de Água e Esgoto do Crato (Saaec). O órgão alega que o aumento é necessário para tentar cobrir a inadimplência dos consumidores que está em 30%. A empresa diz, ainda, que a tarifa atual está defasada em pelo menos 10 anos.

Fonte: G1 CE

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Senado deixa ajuste do salário mínimo na regra que corta gasto por 20 anos

O Senado rejeitou, por 52 votos a 20, uma mudança que pedia que o reajuste do salário mínimo ficasse de fora da PEC do Teto. A Proposta de Emenda Constitucional que congela os gastos do governo por 20 anos foi aprovada nesta terça-feira (13) pelo Senado, por 53 votos a 16, na segunda votação.

A PEC prevê que, se o governo estourar o limite máximo de despesas, não deve haver aumento de gastos acima da inflação --isso inclui o salário mínimo.

Atualmente, o reajuste do salário mínimo é calculado com base na inflação do ano anterior, mais o crescimento da economia (o PIB, Produto Interno Bruto) de dois anos antes.

Assim, quando o país cresce, o salário mínimo tem um aumento acima da inflação. Essa medida vale até 2019 e depois pode ser revista pelo Congresso.

Agora, com a PEC do Teto, o reajuste do salário mínimo acima da inflação vai depender também de o governo manter suas despesas sob controle.

Oposição critica; governo minimiza
O senador da oposição Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou a medida como um "retrocesso".

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que a PEC não altera essa política do governo e, por isso, não ameaça o salário mínimo. "Nós não estamos tratando da política do salário mínimo. Por isso que essa emenda é inócua", disse.

O Ministério da Fazenda, porém, confirma que as novas medidas podem vir a afetar o reajuste do salário mínimo. Em texto divulgado em seu site, o ministério informa que "se o Poder Executivo estiver acima do seu limite de gasto, ele não poderá editar lei que estabeleça reajuste do salário mínimo acima da inflação, pois isso gerará aumento de gasto obrigatório acima da inflação. Mas tal restrição se aplica se e somente se o Poder Executivo estiver acima do limite, e apenas enquanto perdurar esse excesso".

O próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, havia dito anteriormente que, se for descumprido o limite dos gastos públicos, serão impostas restrições ao reajuste do salário mínimo: "Caso o teto seja violado pelo Executivo em algum momento, existem diversas restrições. E uma delas é que o salário mínimo, naquele período enquanto prevalecer [o teto], não pode ser elevado acima da inflação."

Ele acrescentou que, no ano seguinte, a partir do cumprimento do limite de gastos "volta a situação normal do salário mínimo".

Crise atual faz mínimo só cobrir inflação
Na prática, a crise econômica nos últimos anos faz com que o reajuste do salário mínimo só cubra a inflação.

Como a economia não está crescendo, não há aumento do PIB e, portanto, o reajuste do salário mínimo fica limitado à inflação.

Fonte: UOL (Com Estadão Conteúdo)

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Mais de 15 mil pessoas não sacaram o abono salarial do PIS no Ceará

Cerca de 15,8 mil pessoas ainda não sacaram o abono salarial do PIS/Pasep, referente ao ano de 2014, no Ceará. De acordo com o Ministério do Trabalho, somados, os benefícios não sacados correspondem a R$ 13,9 milhões. Dos 27.610 mil trabalhadores com direito ao abono, 11.750 sacaram o valor até o dia 29 de novembro. O prazo para o saque termina em duas semanas.

O pagamento do PIS/Pasep é feito até 29 de dezembro na rede bancária. Dia 30, data-limite para o saque, não haverá expediente bancário, as pessoas que possuem Cartão Cidadão com senha registrada podem sacar o dinheiro em caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal e em casas lotéricas.

Tem direito ao banefício de um salário mínimo (R$ 880) pessoas que trabalharam pelo menos dois meses com carteira assinada em 2014 com vencimento mensal médio de até dois salários mínimos e que tiveram seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Fonte: G1 CE

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Famílias pedem autorização para matar filhas e evitar estupro em Aleppo

Moradores do leste da cidade síria de Aleppo estão pedindo permissão a religiosos para que pais possam matar as filhas, mulheres e irmãs antes que elas sejam capturadas e estupradas pelas forças do regime de Bashar al-Assad, da milícia libanesa do Hezbollah ou do Irã, de acordo com relatos que circulam. As histórias ganharam força com a reprodução nas redes sociais da carta de uma enfermeira da área cercada da cidade explicando por que havia escolhido o suicídio diante da possibilidade de “cair nas mãos de animais do Exército sírio”. Outros postam mensagens desesperadas à medida que as tropas do governo se aproximam, trazendo para mais perto do mundo o drama vivido na área rebelde da cidade síria.

“Sou uma das mulheres em Aleppo que em breve serão violadas. Não há mais armas ou homens que possam ficar entre nós e os animais que estão prestes a vir, o chamado Exército do país. Eu não quero nada de você. Nem mesmo suas orações. Ainda sou capaz de falar e acho que a minhas orações são mais verdadeiras do que as suas. Tudo o que peço é que não assuma o lugar de Deus e me julgue quando eu me matar. Eu vou me matar e não me importo se você me condenar ao inferno! Estou cometendo suicídio porque não quero que meu corpo seja alguma fonte de prazer para aqueles que sequer ousavam mencionar o nome de Aleppo dias atrás. E quando você ler isso saiba que eu morri pura apesar de toda essa gente”, diz a carta. O nome não foi divulgado e a veracidade não pode ser comprovada.

A carta era endereçada a líderes religiosos e da oposição e, segundo o jornal britânico “Metro”, o post foi compartilhado pelo trabalhador humanitário Abdullateef Khaled. Ela reforça os rumores de mulheres cometendo o suicídio para evitar o estupro à medida que as forças sírias avançam e surgem denúncias de execuções.

Outros relatos que circulam nas redes sociais dizem que pais estão pedindo a permissão de autoridades religiosas para assassinar as próprias filhas antes que sejam capturadas. As forças sírias executaram mais de 80 pessoas em Aleppo na segunda-feira, incluindo mulheres e crianças ainda em suas casas.

Muhammad Al-Yaqoubi, um conhecido líder religioso que fugiu da Síria, tuitou na terça-feira que estava recebendo consultas de Aleppo, incluindo algumas inquietantes: “Pode um homem matar sua mulher ou irmã antes que ela seja estuprada pelas forças de Assad na frente dele?”

Desespero nas redes sociais
Uma trégua deveria ter permitido a saída de moradores da cidade. Mas com a retomada dos bombardeios nesta quarta-feira, a retirada foi suspensa. O desepero aumenta e, isolados por terra, moradores da área cercada enviam apelos pelas redes sociais.

Filmado pelo próprio celular, o professor de inglês Abdulkafi al-Hamdo aparece encolhido atrás de um muro. Afirmando que as forças de Assad estão chegando e que podem estar a 300 metros dali, ele resume a situação:

- Não há mais para onde ir. Este é o último lugar - diz no vídeo divulgado pelo Twitter. Espero que algo possa deter os massacres. Ninguém dormiu esta noite. Minha mulher, minha filha, todos os que conheço estão... - disse, até que o vídeo foi interrompido de repente.

Não se sabe a situação dentro de um dos últimos bolsões controlados pelos rebeldes na cidade. A última mensagem do jornalista americano Bilal Abdul Kareem na região veio na segunda-feira. Com o som de explosões ao fundo, ele disse poderia ser um de seus últimos vídeos.

- Talvez não possamos mais enviar mensagens à medida que o regime se aproxima cada vez mais.

Outros enviam mensagens de despedida, temendo a morte ou a captura. São agradecimentos a quem ajudou os sírios, pedidos para que habitantes de outros países protestem contra o que ocorre no país. Outras são reproduzidas por jornalistas que recebem mensagens de ativistas na cidade.

"Ativistas estão tuitando seus momentos finais. Eles quase certamente serão detidos/torturados/mortos após a captura. O aperto que se sente no estômago após ler as últimas mensagens de Aleppo. Que Deus nos perdoe por não ajudar essas pessoas", escreveu um jornalista no Twitter.

Fonte: O Globo

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Nova função permitirá apagar mensagens já enviadas pelo WhatsApp

O WhatsApp prepara o lançamento de uma função que será muito útil para usuários descuidados (ou arrependidos): a de apagar uma mensagem já enviada. Essa possibilidade foi incluída na versão 2.17.1.869 do aplicativo para o iOS (celulares da Apple) e está disponível, por enquanto, apenas para os usuários em beta.

Com a novidade, o usuário pode apagar a mensagem antes ou mesmo depois que ela seja vista pela pessoa que a recebeu. Como ainda está em fase de testes, é possível que o recurso passe por alterações antes de chegar ao grande público.

Na versão atual, quando o usuário apaga a mensagem, seu conteúdo desaparece, mas o aviso de que uma mensagem foi enviada (o “balãozinho”), não. A novidade foi detectada pelo WABetaInfo, site dedicado a acompanhar novidades do WhatsApp, mas que não está vinculado ao aplicativo, hoje de propriedade do Facebook.

O WhatsApp não anunciou oficialmente quando a ferramenta estará disponível aos usuários. Procurada pela site de VEJA, a empresa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta sobre “recursos que não foram lançados”.

Fonte: Veja.com

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PEC do Teto: Pobres estão percebendo que pagarão o pato pela crise


A ficha caiu entre os mais pobres. Perceberam que são eles que terão que pagar o pato pela crise econômica com a redução gradual da qualidade dos serviços públicos, do qual são dependentes.

De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada nesta terça (13), 60% dos que recebem até dois salários mínimos e 62% dos que ganham entre dois e cinco salários mínimos são contra a PEC do Teto, a proposta de emenda constitucional que prevê que os gastos públicos só crescerão no ritmo da inflação, o que deve dificultar novos investimentos em áreas como saúde, segurança pública, cultura, entre outros.

Entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, 65% são contra a medida. Esse grupo tem sido um dos mais mobilizados contra a PEC do Teto, ocupando escolas por todo o país como forma de protesto, por acreditarem que ela irá impedir a melhora na qualidade da educação.

No geral, 62% dos brasileiros acredita que a emenda trará mais prejuízo do que benefícios, enquanto 19% pensam o contrário. Isso seria um sinal de que o projeto precisava ser mais exaustivamente discutido com a sociedade. Mas o governo quis garantir sua aprovação – o que veio a ocorrer na tarde desta terça (13), após votação em segundo turno pelo Senado Federal – e promulgação, que deve acontecer nos próximos dias, pelo Congresso Nacional o quanto antes para mostrar que vem agindo no sentido de atacar a crise.

E, com isso, pode estar criando outra, de longo prazo, que deve estourar em algum momento nas próximas duas décadas, durante a validade das mudanças trazidas pela PEC, quando o tamanho do Estado for tão pequeno que nem consiga tentar responder às exigências constitucionais mais básicas. Porém, nesse momento, boa parte dos que ocupam a Esplanada dos Ministérios já não estará mais lá. Talvez estejam curtindo uma boa vida em uma praia tranquila, vivendo de renda. Ou cumprindo pena, condenados por corrupção no âmbito da Operação Lava Jato e congêneres.

O aumento da destinação de recursos para áreas como educação e saúde tem ocorrido acima da inflação nas últimas décadas para responder às demandas sociais presentes na Constituição de 1988 e, consequentemente, tentar reduzir o imenso abismo social do país. É questão de matemática. Se fosse apenas pela inflação, anualmente teríamos apenas um reajuste de custos e o tamanho da oferta de serviços não cresceria, permanecendo tudo como está. Se fossemos um país desenvolvido, apenas administraríamos o que existe. Mas estamos longe disso.

Se a qualidade do serviço público segue insuficiente para a garantia da dignidade da população, imagine quando novos investimentos forem cortados. Será um salto no sentido de cristalizar o andar de baixo como um local onde a vida vale muito pouco. Áreas como educação e saúde são, hoje, atreladas a uma porcentagem do orçamento – o montante da saúde, em nível federal, cresce baseado na variação do PIB, e o da educação, deve ser de, pelo menos, 18% da receita.

O déficit público precisa ser equacionado e soluções amargas devem ser propostas e discutidas. Mas, como venho dizendo aqui, o governo Michel Temer demonstra um carinho grande com o andar de cima ao propor uma medida que limitará gastos públicos – o que afeta a xepa – e evitar as que tirem uma pequena lasca dos mais ricos.

Por exemplo (vou repetir de novo isso): a volta da taxação de dividendos recebidos de empresas e uma alteração decente na tabela do Imposto de Renda (criando novas alíquotas para cobrar mais de quem ganha mais e isentando a maior parte da classe média). Isso sem falar na regulamentação de um imposto sobre grandes fortunas e um aumento na taxação de grandes heranças. Sem falar na redução de subsídios e a cobrança mais firme de sonegadores.

De acordo com a pesquisa Datafolha, entre os que ganham mais de cinco salários mínimos (acima de R$ 5.280,00), é maior a aprovação à PEC 55/2016 (antiga 241/2016): 35%. Entre os que ganham até dois salários mínimos, a aprovação é de 20%.

Já passamos da hora de rediscutir esse sistema que, em todos os momentos, de crise ou de bonança, faz com que os muito ricos sejam poupados, enquanto os mais pobres virem geleia.

Contudo, pela forma como pensa o governo e seus apoiadores, não duvido que a consequência dessa pesquisa seja o investimento em mais propaganda oficial a fim de convencer a população pobre de que levar chicotada no lombo é bom para a pele.

Por: Leonardo Sakamoto

Fonte: Blog do Sakamoto/UOL

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Saiba como montar sua hortinha caseira e deixar a alimentação mais saudável

Quem não gostaria de ter alimentos frescos disponíveis a qualquer momento? Ter uma hortinha caseira é alternativa para garantir a ervas e hortaliças sem agrotóxico e ainda renovar a decoração da sua casa. Além disso, é alternativa até para quem mora em apartamento.

Como montar a sua hortinha caseira
O primeiro passo para ter a sua hortinha caseira é desconstruir o mito de que é necessário muito espaço. Um cantinho pode ser suficiente para iniciar. Você vai precisar de vasos, latas e recipientes maiores, caso queira montar uma horta comunitária no seu condomínio residencial. Durante o processo, também vai precisar considerar dois itens básicos:

Luminosidade

Escolha um local que recebe sol em alguns momentos do dia, mas que não deixe as plantas totalmente expostas, especialmente nos horários em que os raios solares são mais intensos. Se tiver uma pequena sacada ou área externa, já pode começar.

Rega

A rega deve ser feita todos os dias e sempre à noite. Deve-se ficar atenta ao ressecamento da terra em estações mais quentes. Nessas épocas, é necessário regar com maior frequência. Lembre-se que a terra deve ficar úmida e não encharcada.

Passo a passo para o plantio
Certifique-se que o vaso que você escolheu tem uma pequena abertura no fundo, para que a água não fique acumulada, e que tem tamanho para que a muda possa crescer. Depois adicione seixos, um tipo de pedra de jardinagem, para dar apoio.

Tenha cuidado ao retirar o plástico que envolve a muda. Evite quebrar o torrão e danificar a raiz. Coloque a muda no vaso e acrescente terra, se for necessário. Para finalizar, adicione cascas ou musgos para proteger a terra e evitar que fique seca rapidamente.

A hortinha caseira deve ser adubada uma vez por mês. Algumas plantas são mais fáceis de cultivar. O alecrim, o manjericão e a salsinha são mais fáceis de cuidar. O manjericão, por exemplo, precisa apenas de quatro horas diárias de sol e rega todos os dias para se desenvolver bem.

No momento de colher, prefira retirar as folhas maiores para o consumo. Outra opção para organizar a sua horta são as jardineiras suspensas. Esses itens são excelentes para aqueles locais, como apartamentos, em que não se tem muito espaço.

É possível incluir mais de uma planta nesses locais, mas é necessário ficar atenta a quais ervas vão dividir a jardineira. A hortelã, por exemplo, deve ser cultivada separadamente, pois suas raízes tendem a invadir o espaço das outras e prejudicar o seu desenvolvimento.

Sálvia e tomilho são uma ótima combinação e podem ser plantadas juntas. Além de estar atenta a quais plantas cultivar juntas, húmus de minhoca e torta de mamona são recomendados para manter as pragas longe da sua horta caseira.

Fonte: Doutíssima

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Mais 10 mil pessoas fazem vestibular na Urca neste fim de semana

Mais de 10 mil candidatos realizarão as provas do vestibular 2017.1 da Universidade Regional do Cariri (Urca) neste final de semana (17 e 18) nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Campos Sales, Iguatu e Missão Velha.

Os vestibulandos já podem fazer a retirada do Cartão de Identificação até este sábado (17). No cartão, constam os locais das provas, que serão realizadas das 13h às 17h. O documento  pode ser obtido no site da Comissão Executiva do Vestibular (CEV).

No primeiro dia, os candidatos se submetem aos exames de Física, Matemática, Química e História; no segundo dia, de Biologia, Geografia, Língua Portuguesa/Literatura Brasileira e Portuguesa, Língua Estrangeira e Redação para ingressarem em um dos 18 cursos que a instituição oferece.

Cronograma do Processo Seletivo Unificado 2017.1

Aplicação das provas e resultado do vestibular:

1. Retirada do cartão de identificação (12 a 17 de dezembro de 2016), através do site: cev.urca.br/vestibular;
2. Aplicação das provas do processo seletivo unificado 2017.1 (17 e 18 de Dezembro), Locais: Crato, Campos Sales, Iguatu, Juazeiro do Norte e Missão Velha (Horário das 13h às 17h horas);
3. Divulgação dos gabaritos preliminares das provas: (18 de Dezembro de 2016), pela internet;
4. Divulgação do resultado final do processo seletivo unificado 2017.1 – URCA (listas de classificados e classificáveis e consulta individual): (20 de janeiro de 2017), através do site;
5. Matrícula dos classificados e classificáveis: presencial, no Departamento de Ensino e Graduação (DEG).

Fonte: G1 CE

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UFCA abre 67 vagas para professor com salários de até R$ 9,5 mil

A Universidade Federal do Cariri (UFCA), no interior do Ceará, divulgou edital de concurso público com 67 vagas para professor com salários de até R$ 9,5 mil para jornada de trabalho de até 40 horas semanais. O salário inclui auxílio-alimentação, que pode chegar a R$ 480.

Os interessados devem fazer a inscrição online, no site da universidade, até 31 de março de 2017. A taxa de inscrição custa de R$ 84,40 a R$ 239,90, dependendo da vaga que o candidato disputa.

O candidato será avaliado por meio de prova escrita, didática, avaliação de título e de currículo, além de desenvolvimento e defesa de projeto. A data da prova e dos demais exames será divulgada também no site da universidade após o período de matrículas.

O concurso tem prazo de validade de dois anos e pode ser prorrogado por mais dois anos.

Fonte: G1 CE

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Como a PEC do Teto aprovada no Congresso pode afetar sua vida

O governo do presidente Michel Temer (PMDB) aprovou nesta terça-feira (13) a principal medida econômica do governo neste ano: a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que congela os gastos da administração federal pelos próximos 20 anos.

Apelidada de PEC do Teto, por impor um limite ao crescimento das despesas, a medida é apresentada pelo governo como necessária para recuperar a confiança na economia, melhorar as contas públicas e retomar a geração de empregos.

Os críticos da medida dizem que ela vai achatar os investimentos em saúde e educação, o que vai piorar os serviços entregues à população. Durante a tramitação da PEC no Congresso, houve protestos contra a medida por todo o país.

Veja alguns pontos para entender como a PEC pode afetar sua vida:

A PEC já está valendo?
A PEC já foi aprovada em primeiro e segundo turno na Câmara e no Senado e não precisa de sanção do presidente Michel Temer. Depois de aprovado na votação final, o texto vira lei. A cerimônia de promulgação da PEC deve ocorrer na próxima quinta-feira (15).

A crise econômica vai acabar?
Não acabaria por causa da PEC. Mas o governo aponta a proposta como um caminho para equilibrar as contas públicas e retomar o crescimento da economia. A ideia é que o compromisso com o controle dos gastos estimule os empresários a voltarem a investir, o que favorece o crescimento econômico e a geração de empregos.

Os gastos com saúde e educação vão diminuir?
Sim, em comparação com a estimativa de gasto para os próximos anos com base nas regras atuais. Um estudo feito por técnicos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontou que, em 20 anos a saúde pode receber R$ 743 bilhões a menos com as novas regras. Na educação, essa diferença pode chegar a R$ 32,2 bilhões a menos na educação em 10 anos, segundo estudo feito por técnicos da Câmara dos Deputados.

Hoje, saúde e educação recebem um gasto mínimo calculado com base na receita do governo. Ou seja, se a economia cresce e o governo arrecada mais impostos, o investimento nessas áreas é maior. No entanto, se a economia vai mal, o gasto pode diminuir.

A PEC do governo Temer prevê mudar a regra dos gastos com saúde e educação a partir de 2018, quando as despesas com as áreas serão corrigidas apenas pela inflação.

 A fixação desse piso pela PEC levou defensores do governo a afirmar que os investimentos em saúde e educação estão protegidos. Mas críticos da proposta afirmam que a nova regra não garante o suficiente nos próximos anos para atender adequadamente a população.

O salário mínimo vai ser congelado?
Não de forma automática. A PEC limita o reajuste do mínimo à inflação apenas se o governo federal não conseguir cumprir o teto no ano anterior. Mas, na prática, os ganhos reais do mínimo acima da inflação não devem ser concedidos nos próximos anos, pois o desempenho da economia tem limitado esse valor.

A regra atual, que vale até 2019, diz que o salário mínimo será reajustado com base na inflação e no crescimento do PIB de dois anos antes. Mas em 2015 o PIB caiu 3,8% e este ano economistas preveem uma queda de cerca de 3%. Com isso, um aumento acima da inflação só seria possível em 2019, último ano da regra atual, já que só é previsto crescimento da economia a partir de 2017.

Bolsa Família e programas sociais vão ser congelados?
Não de forma obrigatória. A PEC não traz uma regra específica para o Bolsa Família ou os outros programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida. Portanto, não há limite para aumento nos gastos com o programa. Porém, como os gastos totais do governo estão limitados, um aumento no Bolsa Família leva necessariamente a um corte em outra área. Na soma final, é esperado que isso limite grandes expansões de gastos em áreas específicas do governo.

As contas públicas precisam de um teto?
Limitar o que o governo pode gastar é uma resposta ao problema da crise fiscal. Este será o terceiro ano em que o governo fecha as contas com déficit, ou seja, gastando mais do que arrecada. Insistir nessa trajetória aumenta a dívida pública. Uma dívida maior exige mais dinheiro do governo para pagamento dos juros e reduz a confiança dos investidores na economia.

O que significa congelar os gastos públicos?
A PEC do Teto determina que o total de dinheiro que o governo gasta a cada ano só poderá crescer em percentual igual à inflação do ano anterior. Na prática, isso quer dizer que os gastos ficam congelados porque o poder de compra do governo permanece o mesmo. Ou seja, a quantidade total de bens e serviços que o governo pode comprar com o Orçamento fica igual, já que de um ano para o outro os preços tendem a subir de acordo com o índice de inflação.

Por que congelar gastos por 20 anos?
O prazo longo da medida é uma aposta da equipe econômica do governo para controlar as contas públicas sem precisar fazer um grande corte de gastos de uma só vez ou aumentar impostos, duas medidas que poderiam ampliar a queda da economia.

A aposta é que com o tempo o governo volte a arrecadar mais do que gasta e reduza a proporção das despesas em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país a cada ano. Assim, sobra mais dinheiro para reduzir a dívida, o que aumenta a confiança dos investidores na economia do país.

Quem terá de cumprir a regra do teto?
Terão que cumprir o teto o governo federal, a Câmara dos Deputados, o Senado, o STF (Supremo Tribunal Federal), o STJ (Superior Tribunal de Justiça), o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública da União, a Justiça Federal, a Justiça do Trabalho e a Justiça Eleitoral. Estados e municípios ficam de fora das regras.

O que acontece se o teto não for cumprido?
Quem não conseguir cumprir o teto, nos anos seguintes fica proibido de aumentar alguns tipos de despesas até que o limite seja restabelecido. Entre as proibições estão: realizar concursos públicos, a não ser para repor cargos vagos, criar cargos e aumentar salários e benefícios.

Qual o próximo passo do governo?
A reforma da Previdência. Após a aprovação da PEC no Congresso, o governo priorizará a reforma da Previdência. Isso porque os gastos com pagamentos de aposentadoria tendem naturalmente a crescer à medida que mais gente se aposenta. Mas com os gastos do governo limitados, os pagamentos da Previdência vão reduzir o dinheiro disponível para outras áreas, como saúde, educação e obras públicas.

Por isso, é esperado que após a aprovação da PEC o governo trate como prioridade um projeto de reforma da Previdência. O projeto de Temer para a Previdência foi lançado na semana passada. Pela proposta de emenda constitucional, a idade mínima para se aposentar será de 65 anos, com pelo menos 25 anos de contribuição à Previdência. Mas, na prática, para receber 100% do valor, será preciso contribuir por 49 anos, mesmo que tenha atingido os 65 de idade. No entanto, como o Congresso deve entrar em recesso na próxima semana, a reforma da Previdência deve ser votada apenas no primeiro semestre de 2017.

Fonte: UOL

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Empresa cria pneu que não murcha e é imposível de furar

A parte mais chata de andar de bike (sem contar quando se leva uma pedalada na canela) é ter que ir no posto calibrar o pneu murcho toda hora – sem contar quando ele fura.

Pensando nos ciclistas apressados, a empresa norte-americana Canyon Crawler desenvolveu o Nexo Tires e o Ever Tires, pneus que não murcham e nem furam.

Ambos não têm câmara interna e não necessitam de ar. Eles possuem apenas a forma sólida da borracha e não podem ser furados. O modelo Ever Tires tem pequenos furos para não deixar o pneu duro demais e instável para os ciclistas. Já o Nexo Tires, modelo para estrada, tem design especialmente feito para as bikes de corrida.

A Canyon Crawler diz que os pneus pesam o mesmo que os comuns e podem ser utilizados por oito mil quilômetros antes de serem trocados. Segundo um fórum especializado, este é um período bastante longo comparado ao dos convencionais. Possivelmente por isso a empresa garante que são certificados com selos ambientais.

Os dois modelos, que ainda possuem versões coloridas, custam a partir de $76, cerca de R$260, mas por enquanto as entregas se restringem apenas aos Estados Unidos.

Veja o vídeo (em inglês) publicado pelo canal Ryan Ever Tires:


Fonte: SOS Solteiros

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Senado aprova PEC que impõe teto de gastos por 20 anos; veja como votou cada Senador

Em uma sessão tumultuada, o Senado aprovou nesta terça-feira (13), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos.

O texto, que vai para promulgação do presidente Michel Temer, foi foi aprovado por 53 votos a favor e 16 contra. Para a aprovação, eram necessários três quintos (49) dos votos dos 81 senadores.

No último dia 30, a PEC já havia sido aprovada em primeiro turno pelo Senado, por 61 votos a 14. Mas, por se tratar de uma mudança na Constituição, o texto ainda precisava passar por uma segunda votação.

A proposta foi enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso em junho e é considerada por governistas como essencial para o reequilíbrio das contas públicas, ao lado da reforma da Previdência.

Por outro lado, senadores da oposição chamam a proposta de “PEC da maldade” porque, na visão deles, a medida vai congelar investimentos nas áreas de saúde e educação, o que é negado por governistas.

Os oposicionistas citaram pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal “Folha de S. Paulo”, que diz que 60% das pessoas ouvidas pelo instituto é contra a PEC do teto.

Protestos contra a medida foram registrados em sete estados do país. Em Brasília, a Polícia Militar fechou os acessos ao Congresso Nacional.

Destaques
Depois de aprovado o texto-base, os senadores analisaram dois destaques (alterações) para retirar, do teto de gastos, despesas com reajustes do salário mínimo e investimentos em saúde e educação.

No entanto, os destaques foram rejeitados e o texto foi mantido na forma em que foi aprovado pela Câmara dos Deputados, o que permite que a proposta vá à promulgação pelo Congresso Nacional em sessão prevista para a próxima quinta-feira (15).

Bate-boca
Adversários do Palácio do Planalto protagonizaram bate-bocas com governistas durante a sessão. Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, por ter realizado três sessões em único dia para viabilizar a votação da PEC nesta terça.

O peemedebista negou que estivesse “atropelando” e lembrou que Lindbergh participou de reunião que acordou o calendário de votação. Já Fátima Bezerra (PT-RN) e José Medeiros (PSD-MT) trocaram ofensas durante debate da proposta.

Defensor da proposta, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) afirmou em plenário que a medida é necessária para a recuperação da crise econômica. Ele rebateu acusações da oposição de que os investimentos em saúde e educação serão reduzidos com a implementação da PEC.

“A medida proposta pelo governo deixa claro os valores mínimos que devem ser investidos em saúde e educação”, disse. “Nada impede que o governo gaste mais que a inflação nessas áreas, mas, para isso, terá que cortar de outro lugar”, completou.

Parlamentares da oposição, por outro lado, argumentam que a PEC trará consequências negativas à população, principalmente aos mais pobres, com cortes de gastos saciais e serviços públicos.

Senadores do PT foram além das críticas à proposta e, quatro dias após a divulgação de informações de delação de ex-executivo da Odebrecht, também pedem a renúncia do presidente Michel Temer e a convocação de eleições diretas.

“Falta a ele [Temer] e ao seu governo condições políticas para continuar governando”, afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE).

A PEC estabelece as seguintes regras:
  • As despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário e seus órgãos) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior;
  • A inflação para 2017, que servirá de base para os gastos, será de 7,2%;
  • Nos demais anos de vigência da medida, o teto corresponderá ao limite do ano anterior corrigido pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA);
  • Se um poder desrespeitar o limite, sofrerá sanções no ano seguinte, como a proibição de realizar concursos ou conceder reajustes;
  • Se um poder extrapolar o teto, outro poder deverá compensar;
  • Os gastos com saúde e educação só serão enquadrados no teto de gastos a partir de 2018;
  • Com relação aos gastos mínimos em saúde, o texto prevê que passem em 2017 dos atuais 13,7% para 15% da receita corrente líquida (somatório dos impostos descontadas as transferências previstas na Constituição). E que, a partir de 2018, esses investimentos se enquadrem no teto de gastos, sendo corrigidos pela inflação.
  • Ficam de fora das novas regras as transferências constitucionais a estados e municípios, além do Distrito Federal, os créditos extraordinários, as complementações do Fundeb, gastos da Justiça Eleitoral com eleições, e as despesas de capitalização de estatais não dependentes;
  • A partir do décimo ano de vigência do limite de gastos, o presidente da República poderá um projeto de lei ao Congresso para mudar a base de cálculo.

Veja como votou cada senador:


Clique para ampliar

Fonte: G1

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