Com 20 anos, cantora e compositora cratense desponta na música com letras autorais

O Cariri é uma região notoriamente rica em diversos aspectos. As belezas naturais com traçados singulares, a cultura pujante, a religião que atrai milhões de pessoas por ano e os talentos da terra, que despontam cada vez mais, como é o caso da jovem Bárbara Gomes de Moraes. Com apenas 20 anos, a cratense já possui longa trajetória na música, mas, afirma: “quero ir além”.

O desejo de crescer motivou a jovem a produzir um clipe autoral no ano passado. A música “Labirinto”, composta por ela mesmo, ganhou cenas genuinamente regionais, que casam com a letra da composição. “O movimento das cenas do trânsito caótico das cidades do Crajubar, evidencia quão frenético é o processo de procura por um amor perfeito. No entanto, labirinto aponta também para o desvencilhar de velhas amarras imposta à mulher que, norteada pelo amor, parte ao encontro da sua auto-afirmação”, explicou a cantora.

O clipe foi lançado no canal do Youtube há apenas três semanas e já apresenta grande aceitação do público. Com produção e direção de Geovane Brasil, o vídeo já foi visto mais de três mil vezes. “Eu mostrei ao Geovane e ele bolou uma idéia de como poderíamos descrever as cenas dessa música. Nós pensamos usar as imagens da nossa região pra valorizar o nosso lugar”, pontua, ao acrescentar que “o clipe marca com o lançamento do meu trabalho autoral aqui na região”.

Os próximos passos após o lançamento, segundo conta, é “realizar um show para lançamento do meu EP”.


Perfil
Discente do Curso de Licenciatura em Música, pela Universidade Federal do Cariri (UFCA), e integrante do quarteto feminino de Sax, “ElaSax”, além da Orquestra Sinfônica e Coral da instituição, Bárbara Gomes entrou no mundo da música logo aos 4 anos de idade. Aos 13, aprendeu a tocar violão e, a partir de então, começou a se apresentar em eventos particulares, festivais de músicas, e cantar em barzinho do eixo Crajubar.

A cantora possui parceria com renomados músicos da Região do Cariri, como Hugo Linard e Demétrius Cândido. Além disso, a jovem traz em seu trabalho, a Música Popular Brasileira como carro chefe, resultado da influencia de grandes nomes como Elis Regina, Renato Teixeira, Tim Maia, Gal Costa, entre outros.

Na música Regional, Luiz Gonzaga foi um dos grandes inspiradores. Suas apresentações trazem a MPB, regional, sertanejo e pop rock. Já na produção autoral destacam-se duas composições. No estilo regional, a musicista escreveu um xote “A voz de Luiz”, em homenagem ao músico Pernambucano, Luiz Gonzaga. Já no pop Rock, a composição “Labirinto”, que lhe um que lhe rendeu um clipe. A artista possui mais de doze composições autorais.

ANDRÉ COSTA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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10 motivos pelos quais o mundo sentirá saudades de Barack Obama

Faltam apenas duas semanas para Donald Trump ser empossado presidente dos Estados Unidos. Isso também quer dizer que o tempo restante para o atual ocupante do cargo, Barack Obama, é curto, e antes mesmo da despedida dele já tem gente sofrendo antecipadamente pela falta que ele fará. Os motivos são vários: à parte o fato histórico de que Obama foi o primeiro presidente negro da história de seu país, ele também foi uma espécie de popstar nos oito anos em que esteve no poder.

Difícil lembrar a última vez que isso aconteceu com um inquilino da Casa Branca. Talvez com Ronald Reagan, que antes de ser político foi ator de sucesso em Hollywood e sabia lidar com as câmeras. Ou com Bill Clinton, que apesar dos escândalos é até hoje um dos ex-Chefes do Executivo favoritos dos americanos.

Mas a verdade é que nunca houve um presidente como Obama, e como o momento também é dele listamos a seguir os 10 motivos pelos quais ele vai deixar saudades, não somente para boa parte dos americanos mas também para muita gente ao redor do mundo. Confira!

A oratória
O primeiro grande diferencial da chegada de Obama ao poder após o governo de George W. Bush, que nunca teve muito talento com as palavras, foi a capacidade de se expressar bem. Parte disso se deve ao escritor dos discursos dele, Cody Keenan, mas o próprio Obama deu show em várias ocasiões em que escolheu o improviso em vez do texto pronto. Em um de seus melhores momentos, ele chegou a entoar a canção “Amazing Grace”, uma espécie de hino não oficial dos Estados Unidos, no funeral do reverendo e senador Clementa Pinckney, assassinado em 2015 durante uma chacina em uma igreja de Charleston, no sudeste americano. A plateia foi ao delírio.

A defesa das mulheres
Obama foi o presidente americano que mais se posicionou favoravelmente aos direitos das mulheres até hoje. Mesmo em questões polêmicas, como o aborto, ele nunca se esquivou de expressar suas opiniões e, por conta disso, em várias ocasiões acabou ganhando mais inimigos do que apoiadores. Em agosto do ano passado, quando completou 55 anos, ele até publicou uma carta na qual se autoproclamou, com orgulho, como o primeiro ocupante da Casa Branca declaradamente feminista. “É isso que é o feminismo no século 21: a ideia de que quando todos somos iguais, somos também mais livres”, ele escreveu na carta.

O amor declarado por Michelle Obama
O governo de Obama também foi totalmente marcado pela presença da mulher dele, a primeira-dama Michelle Obama. A relação dos dois em público vai totalmente contra qualquer cartilha política: eles trocam carinhos, fazem piadas sobre si mesmos e proclamam sem o menor pudor o amor que sentem um pelo outro. O “estilo Hollywood” deles foi um dos pontos altos dos últimos oito anos em Washington. Os críticos do casal até dizem que tanta paixão nada mais é do que uma estratégia para que Michelle seja lançada como candidata à presidência no futuro (ela nega de pés juntos que isso seja verdade). Uma coisa é certa: os dois vão continuar sendo um dos casais que mais rendem notícias por um bom tempo.

A diplomacia nota 10
Poucos presidentes americanos se deram tão bem no universo político internacional. O exemplo maior disso é o estreitamento das relações entre os Estados Unidos e Cuba, fato que Obama considera como um dos maiores marcos de sua administração. Ele também jogou seu charme para políticos da América Latina que, em outras épocas, se declararam contra o “império ianque”. Aliás, quem não lembra da vez em que Obama se referiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “o cara”, algo que até hoje é festejado pelos aliados do petista? Isso sem falar que Obama ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2009 justamente por suas contribuições à diplomacia internacional.

O apoio à comunidade LGBT
Nesse ponto, Obama realmente fez história. Além de liderar os esforços pela legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos, o que ocorreu em 2015, ele nomeou, em 2010, a física e engenheira Amanda Simpson como conselheira do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Foi a primeira vez que uma mulher assumidamente transgênera recebeu um cargo de confiança de um presidente americano. Mais recentemente, em novembro, Obama também homenageou Elle DeGeneres, uma das maiores vozes da comunidade LGBT dos Estados Unidos, com a Medalha da Liberdade, a mais alta condecoração civil do país.

O gabinete mais diverso da história
Pra ser justo, a comunidade LGBT não foi a única minoria que teve destaque no governo de Obama. O gabinete dele foi, de maneira geral, o mais diverso de todos os tempos. Mais da metade (53,5%) dos cargos de confiança da administração Obama foram para mulheres e membros de minorias. Para efeito de comparação, no governo de George W. Bush esses grupos conquistaram apenas 25,6% dos cargos de confiança. Ele também nomeou Loretta Lynch como procuradora-geral dos Estados Unidos, a primeira mulher negra na função, e indicou Sonia Sotomayor para a Suprema Corte, tornando ela a primeira hispânica a fazer parte da instituição.

As aparições na TV
Ao longo de oito anos de governo, Obama trabalhou muito, e os cabelos brancos dele estão aí para comprovar isso. Mas, entre um compromisso e outro, ele sempre arranjou tempo para visitar os principais talk-shows da TV americana, algo que outros presidentes americanos costumavam fazer. E como é pop, Obama nunca decepcionava o público em suas aparições: ele dançou no programa de Ellen DeGeneres, leu tuítes que falavam mal dele próprio no programa de Jimmy Kimmel, fez uma paródia musical com notícias do momento ao lado de Jimmy Fallon e até substituiu Stephen Colbert em um de seus monólogos depois que o comediante declarou que nenhum político seria capaz de fazer o trabalho dele. Não é pra qualquer um.

O talento com as crianças
Chefes de estado são homens sisudos cheios de problemas para resolver e que não têm tempo para brincadeiras. Certo? Não no caso de Obama, que recebeu várias crianças na Casa Branca ao longo de seu governo, como o youtuber Robert Novak, intérprete do personagem Kid President, e a filha de Ben Rhodes, seu assessor para assuntos de segurança, com quem brincou no Salão Oval. Um dos momentos de bastidores mais marcantes dele, no entanto, é de 2009, quando um garoto negro de 5 anos visitou a residência oficial e pediu para que Obama deixasse ele tocar seu cabelo, para ver se era parecido com o dele. Pedido feito e prontamente atendido, por sinal. O clique do momento é um dos poucos porta-retratos presentes na mesa de trabalho dele.

Ele também erra no figurino
Nem Obama consegue ser cool em todos os momentos. A prova disso é o pedido feito a ele em 2009, pelo jornal “The New York Times”, que sugeriu ao ocupante do cargo mais importante dos Estados Unidos a contratação urgente de um personal shopper. Tudo por conta das calças jeans pra lá de largas que ele costuma usar, e que se tornaram motivo de piada desde então. Ainda no clima gente como a gente, Obama também é fã confesso de “Game of Thrones”, e nesse caso ele só se diferencia dos milhões de espectadores da série ao redor do mundo porque costuma assistir as novas temporadas da atração antes de todo mundo. Resta saber se ele vai manter o privilégio quando deixar a presidência…

Ele acredita no potencial do Brasil
Em julho de 2015, na Casa Branca, durante uma visita de estado da ex-presidente Dilma Rousseff, Obama disse com todas as letras que via o Brasil como “uma potência global”, algo que não se ouve todo dia de um presidente americano. Mais recentemente, já em meio a crise político e econômica vivida pelo país, ele também declarou acreditar que as instituições democráticas brasileiras são fortes e que os problemas do momento serão resolvidos. Obama esteve no Brasil em 2011, quando passou por Brasília e pelo Rio de Janeiro. Na ocasião, ele defendeu um maior protagonismo do país no cenário mundial e lembrou da mãe, com quem assistiu “Orfeu Negro” em 1983. “Ela jamais imaginaria que minha primeira viagem ao Brasil seria como presidente dos Estados Unidos”, ele disse enquanto passeava pela Cidade de Deus. 

Fonte: Glamurama

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Crato (CE): Secretário de Saúde reafirma comprometimento com a população em reunião com equipes de PSFs

O vice-prefeito e secretário de Saúde do Crato, André Barreto, esteve reunido na manhã desta quinta-feira, 5, com os profissionais de saúde das unidades de Estratégia de Saúde da Família, PSFs do Crato. O encontro aconteceu na 20° Coordenadoria Regional de Saúde (CRES), onde médicos, dentistas, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários puderam expor ao secretário o atual panorama dos postos de saúde cratenses.

Na ocasião, o secretário pôde explanar quais serão os próximos passos com relação a resolução de problemas relacionados à composição das equipes e ao reabastecimento de materiais dos PSFs. Segundo André, o momento é de união. Com o início da gestão também se iniciam mudanças e melhorias na área da Saúde para toda a comunidade. Algumas das melhorias a serem implementadas incluem o atendimento noturno e nos finais de semana. Serão realizadas ainda nesta semana novas reuniões com os PSFs da zona rural e com a Comissão dos Agentes de Endemias.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Telegram supera WhatsApp e passa a oferecer opção de apagar mensagens enviadas

Enviou uma mensagem e se arrependeu? Agora os usuários do Telegram não terão mais esse problema. A plataforma liberou um recurso que permite apagar as mensagens enviadas em até 48 horas.

Com a função, as mensagens apagadas desaparecem tanto do aparelho de quem enviou quanto do de quem recebeu. Por permitir apagar mensagem de até dois dias antes, o aplicativo não impede que o outro usuário visualize a mensagem antes de ela ser apagada, por isso, é preciso ficar atento à confirmação de leitura do aplicativo, caso o objetivo seja evitar que o outro leia o que você enviou.

Para apagar uma mensagem, basta pressionar até ela ser selecionada e tocar na tecla “backspace”. Uma janela de confirmação aparecerá, marque a opção “Apagar para [nome da pessoa]“ e toque em “OK”.

Rumores indicam que o WhatsApp também está avaliando oferecer o recurso para os seus usuários. No entanto, a empresa ainda não confirmou se isso realmente vai acontecer.

Fonte: Olhar Digital

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Empresa recolhe mais de 100 lotes de remédios (desses que você tem em casa)

A empresa farmacêutica Brainfarma, que faz parte do grupo Hypermarcas, anunciou que vai recolher voluntariamente 119 lotes de medicamentos por causa de um "equívoco operacional no processo de pesagem".

Entre os produtos que serão recolhidos estão Amoxicilina, Dipirona Sódica, Doril Enxaqueca, Epocler, Polaramine, Lisador, Biotônico Fontoura e Maracugina.

Segundo a empresa, não há indicações de que o uso desses remédios possa ter efeitos adversos à saúde, além dos previstos em bula. O total de produtos recolhidos representa 0,9% do volume produzido pela Brainfarma.

O anúncio do recolhimento foi publicado nesta terça-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, diante do comunicado de recolhimento a empresa, determinou a suspensão dos produtos. Para conferir os números dos lotes que serão recolhidos, visite a página da Anvisa.

Para consumidores que tiverem comprado medicamentos dos lotes afetados, a Brainfarma disponibiliza o serviço de atendimento ao consumidor (0800 77 17017). A empresa não recomenda o consumo dos produtos desses lotes.

Veja as marcas dos produtos que terão lotes recolhidos:

  • Acet Cipro+Etin
  • Amoxicilina
  • Ateneum
  • Atorvastatina
  • Atorvastatina
  • Beclonato
  • Biotonico Fontoura
  • Bisuisan
  • Celestamine
  • Clor De Ambroxol
  • Concepnor
  • Coristina Vit C
  • Diclo Dietilamonio
  • Dip Bet+Fos Bet
  • Dipirona Sodica
  • Doralgina
  • Doril Enxaqueca
  • Epocler
  • Escabin
  • Flavonid
  • Flomicin
  • Gastrol
  • Gestradiol
  • Histamin
  • Humectol-D
  • Lidogel
  • Lisador
  • Loratadina
  • Lydian
  • Mal Dexclorfeniram
  • Maracugina
  • Naproxeno
  • Neo Loratadin
  • Neo Moxilin
  • Neocoflan
  • Neolefrin
  • Neopiridin
  • Neosulida
  • Neotaren
  • Nistatina
  • Plantacil
  • Plesonax
  • Polaramine
  • Predsim Solucao
  • Quadrilon
  • Tamarine Geleia
  • Termopirona
  • Vitasay

Fonte: G1

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Crato (CE): Iniciada limpeza do Canal do Rio Grangeiro

As Secretarias de Infraestrutura e Controle Urbano, Meio-Ambiente e Serviços Públicos, do Município do Crato, iniciaram, nesta quinta-feira, 5, a limpeza do Canal do Rio Grangeiro.

Segundo o Secretário de Infraestrutura, Luiz Wellington Brandão, essa limpeza é necessária e preventiva, fazendo parte das ações contínuas da administração.

“A limpeza será feita regularmente pela Prefeitura e intensificada nos períodos que antecedem as chuvas”, explicou. Luiz Wellington ainda lembrou a importância do papel da população nesse trabalho preventivo, preservando e não jogando lixo no local.

Assessoria de Imprensa/PMC

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"A elite brasileira sabe que não dá para esperar e vai cavar o buraco de Temer também", diz Ciro Gomes

Uma aparente base sólida no Congresso Nacional contrasta com a baixa adesão popular. Por trás de mais uma possível contradição num país que definitivamente não é para amadores, existe a centelha para um novo processo de erosão no comando do Palácio do Planalto. Essa é a leitura que faz Ciro Gomes, um dos nomes cotados para lançar candidatura ao posto máximo dá República em 2018, sobre o cenário que se desenha para Michel Temer. Ele acredita que o atual presidente não terá condições de encerrar o mandato, e teme os efeitos da anarquia na política nacional.

Para o ex-ministro e ex-governador, o peemedebista é mero peão no xadrez dos bastidores do poder, que assumiu o comando do país encarregado de cumprir três principais missões em nome de uma elite que chama de "plutocracia": garantir a saúde dá relação dívida/PIB, remodelar a posição do Brasil no sistema político e econômico da multipolaridade internacional e adotar postura mais permissiva à participação estrangeira na exploração do petróleo nacional.

Em contraste com o que foi entendido por muitos como demonstração de força do governo na aprovação de medidas tidas como importantes para o ajuste fiscal proposto, Ciro Gomes enxerga vulnerabilidade. "Ele não tem forte apoio no Congresso. A elite brasileira, o baronato que manda no país é que baseou o impeachment é quem controla, de fora para dentro esses congressistas. Eles deram a Michel Temer tarefas para serem cumpridas. Para elas, há apoio no Congresso. Mas basta rivalizar com qualquer outro tipo de assunto [que se observar a fragilidade do governo]", argumenta.

Agora filiado ao PDT, após uma sucessão de trocas de partidos ao longo de sua trajetória política, Ciro Gomes acredita que o atual presidente não tem respondido da forma correta à primeira e principal missão que lhe teria sido conferida e isso deverá custar seu mandato. Tido como um dos poucos possíveis candidatos da esquerda no próximo pleito presidencial que se dedicam ao debate econômico, o ex-ministro defende a necessidade de se adotar medidas anticíclicas e uma política monetária frouxa para a recuperação da economia nacional e que somente a volta do crescimento provocará um alívio nas receitas e o reequilíbrio fiscal. Preocupado com o nível de endividamento das empresas e o estado de paralisia nacional, ele acusa o atual governo de contribuir para a manutenção do quadro depressivo.

Confira os destaques da entrevista concedida ao InfoMoney na tarde da última terça-feira (3):

InfoMoney: O senhor defende que não há rombo na Previdência. As estimativas de que o déficit do INSS vai superar os R$ 180 bilhões em 2017 estão erradas?

Ciro Gomes: Todas as vezes em que se reflete sobre um problema complexo no Brasil, os oportunistas a serviço dos interesses prevalecentes acabam reduzindo opiniões que deveriam ser complexas. A grande questão hoje é que, se você tem as receitas destinadas pela lei versus as despesas para a Previdência, não há déficit. Se somarmos CSLL, PIS, Cofins, as contribuições patronais do setor privado e público e as contribuições dos trabalhadores, contra as despesas do presente exercício, temos ainda um pequeno superávit. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de decência e não esteja a serviço da manipulação de informações vê isso. Eles têm a audácia de falar em déficit, porque propõem uma DRU [Desvinculação de Receitas da União], que capta 30% de todas essas receitas e aloca para pagar os serviços da dívida, com a maior taxa de juros do mundo, no momento da pior depressão da história do Brasil.

Dito isso, a Previdência Social tem dois problemas. Um é estrutural, derivado de uma mudança da demografia. Tínhamos seis pessoas ocupadas para cada aposentado quando o sistema foi montado, com expectativa de vida de 60 anos. Hoje, temos 1,7 trabalhador ocupado por aposentado, para expectativa de vida superior a 73 anos. Para resolver estrategicamente a equação de poupança e formação bruta de capital do Brasil, precisamos avançar com prioridade em uma reforma, mas nunca na direção que estão propondo. E aí vem o segundo problema: o futuro ou potencial déficit da previdência brasileira se dá pelas maiores pensões, dos maiores rendimentos, que levam mais da metade das despesas. Juízes, políticos, procuradores precocemente aposentados e com pensões acima de qualquer padrão de controle do país. Isso é uma aberração. A maior punição a um juiz ladrão que vende uma sentença no Brasil é a aposentadoria compulsória com 100% de seus proventos.

IM - E o que fazer para resolver o problema?

CG - O superávit vai sumir em dois ou três anos. Temos que evoluir do regime de repartição [em que as contribuições dos trabalhadores em atividade pagam os benefícios dos aposentados] para o de capitalização [em que cada trabalhador poupa para sua aposentadoria], que é o que todos os países do mundo fazem. E fazer uma espécie de transição, que é o mais complexo mas há como fazer também, de maneira que, ao fim do processo, tenhamos uma previdência básica para 100% da população da transição, e a previdência complementar pública, porém sob controle de coletivos de trabalhadores e com regramentos de governança corporativa, com prêmios para um grupo de executivos recrutados por concurso e com coletivos de apuração dos riscos dos investimentos.

IM - Qual é sua avaliação sobre a fixação de uma idade mínima para aposentadoria?

CG - Sou a favor, desde que se compreenda as diferenças do país. Considero uma aberração estabelecer uma idade mínima igual para um trabalhador engravatado, como eu, e um professor, que, no modo como Temer vê as coisas, precisaria trabalhar ao menos 49 anos para ter aposentadoria integral. A expectativa de vida no semiárido do Nordeste, por exemplo, não chega a 62 anos. Um carvoeiro do interior do Pará também não. É preciso evoluir para um padrão que conheça o País. Há de se estabelecer uma idade mínima, mas não pode ser por um modo autoritário e elitista, ditado pelos setores privilegiados da sociedade.

IM - Há economistas que, assim como o senhor tem feito nessa discussão da reforma da Previdência, questionam os atuais termos do debate. Qual deveria ser a agenda econômica atual na sua avaliação, levando-se em consideração a força do governo e do mercado em conduzir as discussões?

CG - O setor financeiro está produzindo uma crise para si próprio, com a proporção dívida/PIB indo de 75% para 90% no ano que começou. É tão estúpido o modelo feito com [Henrique] Meirelles que agora estão produzindo o próximo ciclo de crise. É uma crise do setor bancário, cujas sementes estão dadas. Já são a maior inadimplência e o maior volume de reserva de crédito para recuperação duvidosa da história, e eles estão querendo compensar os prejuízos com a taxa de juros real, que simplesmente está fazendo despencar a receita pública. Nos estados, já é caricata a situação de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e mais 14 estados por conta desse receituário absolutamente estúpido do ponto de vista técnico.

Temos que inverter essa ideia boba de ganhos de confiança, que vai se deteriorar todo dia muito mais. Confiança depende de números práticos, e o mais relevante deles é proporção dívida/PIB para o setor financeiro, mas para o setor produtivo é emprego, renda. Tudo isso está se deteriorando. O que tem que ser feito é o oposto do que essa gente está fazendo. Em todo momento de depressão econômica, até os mais conservadores sabem, é preciso que o governo aja de forma anticíclica para liberar uma dinâmica de retomada de desenvolvimento. E não é com farra fiscal, porque quem está produzindo desequilíbrio é a queda substantiva da receita. Basta ver que as despesas que estão aumentando são todas de iniciativa do senhor Michel Temer. A saber: reajuste das maiores corporações, a forma descuidada com que negociou a dívida dos estados e municípios.

Enquanto isso, há uma porção de iniciativas semiprontas que eles estão descontinuando. Desencomendaram 17 navios da recém-retomada indústria naval brasileira e desempregaram 50 mil pessoas; descontinuaram as obras da Transnordestina, que tinha 7 mil homens trabalhando; descontinuaram as obras do Rio São Francisco, enquanto o Nordeste brasileiro amarga seu quinto ano de seca. Tem áreas importantes colapsando o abastecimento de água humano. Essa é a realidade do governo.

IM - Qual seria a taxa de juros ideal para a retomada do crescimento, na sua avaliação como crítico à atual política monetária?

CG - Todos os grandes mercados do mundo estão com juros negativos neste momento. Qual é a razão de o Brasil ter os maiores juros reais do planeta? Teoricamente, defende-se juro alto para desconjurar inflação, que é o princípio mobilizante desses enganadores há duas ou três décadas no Brasil. Qual é a inflação de demanda que temos no país? Qual setor de produção brasileiro está com hiato de produto (demanda maior que oferta)? Estamos com a maior capacidade instalada ociosa da história moderna do Brasil.

Quando a taxa de juros foi estabelecida pela Dilma em 14,25%, a inflação estimada era de 11,5%. Portanto, se aceitássemos para argumentar -- o que é uma aberração, porque a inflação que se apresentou derivou-se de preços administrados pelo governo e das consequências da desvalorização do câmbio, ambos fenômenos sobre os quais os juros não têm efeito -- que 14,25% é uma taxa correta para enfrentar inflação anualizada a futuro de 11,5%, hoje a inflação projetada para 12 meses está inferior a 5%. Qual é a explicação para o atual patamar a não ser a boçalidade com que o Banco Central serve o setor financeiro?

IM - Mas seria possível reduzir essa taxa tão rapidamente?

CG - Evidentemente que está interditada a ideia, mas nada justifica que o Brasil não traga a taxa de juros tão rapidamente o quanto possível, para não quebrar expectativas e nem causar prejuízos mais graves a ninguém, e de forma profunda.

IM - O senhor mesmo tem o diagnóstico de que haveria um confronto entre as coalizões, sobretudo no mercado financeiro, no caso de uma queda abrupta na taxa. Como sair disso?

CG - Não estou falando em ser abrupto. Mas acho que o Banco Central tem que acabar com a história de reunir o Copom a 45 dias. Tem que se reunir, reduzir em um ponto [percentual a Selic] agora e anunciar um viés de baixa, que o mercado inteiro entenda. Os bancos mais sóbrios sabem que tenho razão. O Bradesco, por exemplo, sabe que a taxa de juros está causando prejuízo aos bancos. Em São Paulo, ninguém está pagando ninguém. Hoje, o Brasil está proibido de crescer também, porque o passivo das 300 maiores empresas estrangulou. No último trimestre, nenhuma das grandes empresas de capital aberto do Brasil gerou caixa para pagar o trimestre de dívida.

Os bancos privados estão todos saindo da praça e os créditos de recuperação duvidosa estão todos de novo se concentrando no Banco do Brasil e na Caixa Econômica. Enquanto isso, ninguém abre a boca. Só no calote da Oi, foram R$ 65 bilhões espetados no Banco do Brasil e na Caixa Econômica -- ouça-se: nas costas do povo brasileiro.

IM - Alguns especialistas chamam atenção para a situação de endividamento das empresas e seus efeitos sobre o sistema financeiro. Existe a percepção de um processo de deslavancagem em curso, que pode culminar em transferências de controle de companhias brasileiras a grupos estrangeiros. Qual é o seu entendimento sobre esse processo?

CG - É o passivo externo líquido explodindo. O desequilíbrio das contas externas brasileiras é outro fator que nos proíbe de crescer. Então, tem-se a depressão imposta, com o governo fazendo um processo restritivo, cíclico, as empresas com passivo estrangulado e o passivo externo líquido do país explodindo, inclusive com o governo fazendo desinvestimentos na Petrobras. É um crime, e o jornalismo brasileiro é cúmplice, por regra.

IM - O senhor se diz contrário às privatizações, ao passo que existem aqueles que veem nessa iniciativa a melhor saída, tendo em vista os recentes escândalos de corrupção revelados por operações como a Lava Jato...

CG - A Odebrecht é estatal?

IM - Não.

CG - Então está aí minha resposta.

IM - O senhor é um dos poucos candidatos que se define ideologicamente de esquerda e se dedica a um debate macroeconômico...

CG - O que eu advogo é uma grande aliança de centro-esquerda, que produza um projeto explícito, fora dos adjetivos desmoralizados gravemente pelo próprio PT, que malversou o conceito ‘esquerda’ e virou uma agremiação que cooptou setores organizados da sociedade para praticar uma agenda mista de alguma atenção ao consumismo popular, mas de absoluto conservadorismo nas estratégias de desenvolvimento do país. O que advogo é a coisa prática, que dê condição de novo da sociedade brasileira voltar a produzir e trabalhar.

IM - Quais são os riscos de sua candidatura não acabar vista como representante do eleitorado progressista e tampouco conquistar alguma adesão em um debate de maior controle da direita?

CG - No Brasil, infelizmente estamos olhando de forma rasa sobre problemas complexos. Não vou mudar minha posição, continuarei tentando pedagógica e pacientemente conscientizar o brasileiro sobre essas necessidades estratégicas do país.

IM - As esquerdas no mundo estão tendo um diagnóstico errado sobre o que representa a eleição de Donald Trump (e outros fenômenos globais), ao atribuí-la exclusivamente a um discurso reacionário e xenófobo? O pré-candidato Bernie Sanders, por exemplo, teve chances consideráveis de vencer o pleito e não poderia oferecer leitura mais antagônica.

CG - Acho que esse é um olhar superficial. Evidentemente, estamos com um debate em efervescência no mundo, com o colapso da Europa, a saída do Reino Unido [da União Europeia], vis-à-vis a tensão que a China está produzindo nas novas relações mundiais. Não sei o que Trump vai afirmar, mas ele foi eleito pela negação da perversão neoliberal e do rentismo prevalecendo sobre a produção. É o trabalhador branco, desempregado, do setor industrial americano a substância da base da eleição. Bernie Sanders sistematizou um pouco mais claramente esses valores, mas de forma dialeticamente difícil de ser engolida pelo grande sistema americano.

Mas o debate está fervendo na Europa, e todo mundo percebendo que a solução para o problema é recuperar os mecanismos de coordenação estratégica do governo e por interação com a iniciativa privada. Não é estatismo ao modo velho, muito menos esse liberalismo estúpido que produziu a maior agonia do capitalismo mundial com a crise de 2008, cujos escombros estamos vivendo ainda hoje.

IM - Muitos nomes favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff, pensando em uma retomada da economia, começaram a se ajustar a projeções mais negativas. O país ainda pode evoluir em 2017?

CG - Não vamos evoluir. É claro que você vai assistir o Banco Central correndo um pouco mais rapidamente na direção correta, mas ainda muito mais lentamente do que o necessário, de forma insuficiente para reverter expectativa. O ano de 2017 também já está comprometido.

Em uma palestra em um think tank em Washington, logo na iminência do impeachment, com todos muito animados, eu disse: “vocês estão completamente equivocados em querer colher maracujá em pé de laranja. Dessa coalizão de corruptos, incompetentes e entreguistas, não sai nada senão corrupção, incompetência e entreguismo”.

IM - O ajuste fiscal não seria uma saída?

CG - A única forma de o Brasil sair da profunda crise fiscal em que se encontra é aumentar a receita. Nessas circunstâncias, há duas condições -- o que não quer dizer que não se tenha que impor a eficiência da despesa. Uma delas é, de forma segregada, imediatamente aumentar alguns tributos, como Cide e CPMF. Mas estrategicamente só há um jeito de fazer a receita voltar a crescer: o país assumir a decisão de crescer.

Para isso, é preciso fazer grandes movimentos de conjuntura, como consolidar o passivo do setor privado, descendo a taxa de juros aceleradamente. Mas também proponho que se possibilite a consolidação de passivo com US$ 50 a 70 bilhões extraídos das reservas e alocados em um fundo soberano, que pode ser feito nos BRICS ou em um fundo soberano que o Brasil crie. Seria trocada dívida interna no juro brasileiro por uma dívida externa, com câmbio razoavelmente estabilizado, correndo a taxa de juros negativa no exterior. Você pagaria o hedge e ainda compensaria dramaticamente, também sendo um grande coadjuvante para a retomada do investimento privado e da queda da taxa de juros pela consolidação dos passivos de grandes empresas brasileiras, que tinham plano de investimento quando esses estúpidos começaram a destruir a economia.

IM - Nesse cenário de dificuldades na economia, o senhor vê Michel Temer encerrando o mandato em 2018?

CG - Não consigo ver. A elite brasileira sabe que não dá para esperar tanto tempo e vai cavar o buraco para ele também.

IM - Levando-se em consideração sua experiência parlamentar e como ministro e governador, qual é a avaliação que tem da atual situação de governabilidade de Temer? Um forte apoio congressual, mesmo em meio às fraturas na base, e a contradição com o elevado nível de reprovação popular.

CG - Ele não tem forte apoio no Congresso. A elite brasileira, a plutocracia, o baronato que manda no país e que baseou o impeachment é quem controla, de fora para dentro, esses congressistas. Eles deram a Michel Temer, que é uma pinguela ou um trambolho, tarefas para serem cumpridas. Para elas, há apoio no Congresso. Mas basta rivalizar com qualquer outro tipo de assunto [que se observa a fragilidade do governo]. Por exemplo: a reforma trabalhista não vai acontecer. Pergunte a opinião de Paulinho da Força (SD-SP), que estava junto com ele no impeachment, sobre esse assunto. Outro exemplo é a negociação dos governadores sobre a dívida. Pergunte ao filho do César Maia [Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados] a qual senhor ele serviu quando agiu lá. Então, vivemos de ilusões. Também é tarefa minha pedir ao jornalismo brasileiro que saia desse pacto de estupidez.

IM - O senhor compartilha do entendimento de que houve um golpe contra Dilma Rousseff e que ele não se restringe ao nível doméstico. Qual é o seu desenho da geopolítica do processo?

CG - Basicamente, o impeachment foi provocado ancestralmente pela descontinuação do governo Dilma, em função da distância entre a marketagem de campanha e a prática no início do segundo governo. Isso criou um ambiente que desconstruiu muito precocemente seu laço com o povo brasileiro. Ela fez uma opção de, ao não politizar os problemas estratégicos na campanha, enganar o povo e achar que teria tempo para corrigir. Essa é a causa remota.

A causa que se organizou – fissura, inclusive, pronta nessa contradição de Michel Temer -- tem três interesses bastante práticos:

1) Gerar excedentes fiscais, em ambiente de agonia fiscal, a qualquer preço para proteger a inflexão da proporção dívida/PIB, para o rentismo. Essa é a primeira grande razão e a tarefa de Temer, que tem que cumpri-la e não o está fazendo. O déficit primário vai se aproximar de R$ 200 bilhões, enquanto o nominal, R$ 450 bilhões.

2) O alinhamento internacional do Brasil completamente desmontado. [Apesar de] Contraditória e despolitizada, a presença do país em uma ordem internacional difusamente multipolar teve aproximações sensíveis com Rússia em uma hora de Crimeia, com a China, em uma hora em que a estratégia americana era o Tratado do Transpacífico (que Trump prometeu revogar). Em um momento estratégico como esse, os primeiros centrais princípios da política do império são não permitir uma ordem multipolar que não se renda ao monopólio do poder que ganhou na bala, na Segunda Guerra Mundial, e se sustenta na base do termo de troca (dólar) e na sofisticação tecnológica.

3) A entrega do petróleo. Observe a pressa com que [José] Serra apresentou um projeto para eliminar as restrições de acesso da Petrobras a reservas [do pré-sal], de eliminar o conteúdo nacional e a pressa como estão vendendo subfaturados vários dos investimentos da companhia. Na cara da imprensa brasileira, venderam o campo de Carcará por US$ 1,35 o barril de petróleo para uma estatal norueguesa e agora venderam, por US$ 2 bilhões coisa que custou recentemente US$ 9 bilhões, para a empresa francesa Total. Tudo com muita pressa.

As três grandes demandas Temer está tentando entregar. Não vai conseguir a mais grave, e, por isso, vai cair.

IM - Se o senhor se candidatar à Presidência em 2018, como pretende governar com um Congresso tão conservador, fragmentado e empoderado como o atual?

CG - Digo de novo: vou pensar mil vezes em me candidatar. Meu partido vai definir e cumprirei minha obrigação. Mas, se for, irei para fazer história.

O presidencialismo tem mil desvantagens e a mais grave delas é essa lógica de impasses, em que o presidente tem as responsabilidades pela saúde dos negócios de Estado e um Congresso, que não tem, no sentido jurídico do tema, responsabilidade nenhuma, pode diminuir ou aumentar despesas, sem pagar qualquer consequência, enquanto, no Parlamentarismo, isso não acontece.

Mas o presidencialismo também tem sua vantagem, que é a capacidade que o presidente da República tem tido, na tradição brasileira, de se escorar na opinião pública e fazer a construção de uma maioria de forma qualitativa. Fui ministro da Fazenda no governo Itamar Franco. Ele não tinha partido, não tinha maioria orgânica -- o que não é meu caso, que tenho experiência política e tenho um partido, onde as alianças políticas são perfeitamente praticáveis --, mas, ainda assim, conseguiu governar com força política imensa e, cada vez que precisou, apostou no povo, na mobilização da opinião pública, para que os grupos de pressão clandestinos não o esmagassem.

IM - Um entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e uma lei recentemente aprovada pelo Congresso, à revelia do que determina a Constituição Federal, apontam para chances de eleições diretas em caso de queda do governo Michel Temer. O senhor se vê apto a se candidatar se o processo eleitoral se iniciasse amanhã?

CG - Meu partido que vai resolver isso e cumprirei minha responsabilidade. Mas, se for, farei o que deve ser feito pelo País, para voltar para casa com a consciência tranquila. Tenho muita esperança e confiança de que é possível resolver o problema do país, não que seja simples ou fácil, mas é perfeitamente praticável fazer o Brasil retomar seu destino, que não é essa mediocridade corrupta que tomou conta.

Mas estou muito incomodado com esse estado de anarquia que as coisas têm acontecido. A Constituição diz que, se o presidente da República for cassado, o vice assume. Se o vice, por alguma razão, sair antes de dois anos de mandato, há eleições diretas. E, se ele sair depois de dois anos, a eleição é feita indireta pelo Congresso. Eu tenho nojo e pavor da ideia de que isso vá acontecer. Mais nojo e pavor tenho da ideia de se ficar manipulando a Constituição, desses juízes que fazem discursos políticos, porque isso é um estado de baderna e é muito pior do que qualquer outra coisa.

IM - A Operação Lava Jato é um tabu para a esquerda. Enquanto parte apoia, outra foge do debate, e uma terceira parcela critica abusos cometidos e os efeitos gerados para a economia do país e as empresas. Como promover um combate à corrupção sem provocar grandes fissuras na economia? O que o senhor proporia de diferente?

CG -  Temos que olhar as coisas complexas com olhares complexos. A Lava Jato é uma coisa essencialmente importante para o Brasil, porque parece dar fim ao histórico de impunidades do baronato da política e do mundo empresarial. Por isso, ela merece todo o apoio e estímulo.

Isto dito, temos também alguns problemas, como o excesso de aplausos e exibicionismos de juízes e procuradores. Isso não é bom, mesmo para a Lava Jato, porque à medida que você extrapola, o risco de suspeições está dado. Várias sentenças que alçaram a segunda instância da Justiça foram anuladas, é só se lembrar da Operação Satiagraha. É isso que está fadado a acontecer se não forçarmos a mão com essa garotada de Curitiba. Eles têm que se lembrar que Justiça é severidade, modéstia e não ficar se exibindo.

Outra coisa gravíssima é que quem comete crime é a pessoa física. No ordenamento jurídico brasileiro, pessoa jurídica não comete crime. Então, as punições têm que ser severas, mas destinadas exclusivamente à pessoa física, que praticou o ato ilícito. O mundo inteiro salva a cara das empresas. A Construção Civil é um dos raros setores em que temos algum protagonismo global, mas eles estão destruindo as empresas. Isso, no entanto, não é culpa dos juízes, mas dos políticos, que não têm coragem de fazer acordo de leniência e não deixam que os juízes cumpram suas tarefas de dar a pena que for necessária para as pessoas. Mas salvar as empresas para que elas atuem é um imperativo de ordem pública no Brasil.

Fonte: Infomoney

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Por incrível que pareça, foi descoberto um novo órgão humano

O mesentério é um velho conhecido dos estudantes de anatomia. Tão antigo, de fato, que foi descrito por ninguém menos que Leonardo da Vinci.

Acontece que, por toda a história, ele não era considerado um órgão contínuo, mas uma parte do peritôneo, a membrana que protege os órgãos internos. No caso do mesentério, trata-se da membrana que segura o intestino no lugar – uma parte do corpo tão desprezada que nem aparece nos diagramas clássicos do aparelho digestivo. Esses esquemas mostram o intestino como algo solto na sua barriga. Não. Há uma membrana ali atrás, que representamos aqui em amarelo: 


Mas então. Um novo estudo publicado no jornal The Lancet, revendo as informações coletadas nos últimos anos, afirma que o esquecido mesentério é, sim, um órgão completo. E que assim deve ser classificado, ensinado nas escolas de medicina, e considerado para o estudo de doenças.

O atraso nesse reconhecimento causou prejuízo. Pela desconsideração histórica, a gente não faz ainda a menor ideia de para que serve o mesentério, tirando isso de segurar o intestino no lugar.

“Estabelecemos agora a anatomia e a estrutura do órgão”, afirma J. Calvin Coffey, líder do estudo. “O próximo passo é saber sua função.” E isso seria um grande passo. Se a ciência entender o mesentério, saberá identificar quando comportamentos anormais do órgão. Ou seja: terá uma arma a mais para diagnosticar e tratar doenças.

Fonte: Superinteressante

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Crato (CE): Reunião da SBPC 2017, que acontecerá em maio, terá total apoio do Governo Municipal

Estiveram reunidos na tarde desta quarta-feira (4) nas dependências da Prefeitura Municipal o prefeito do Crato, Zé Ailton Brasil, juntamente com representantes da Universidade Regional do Cariri-URCA, Universidade Federal do Cariri (UFCA) e do Governo do Estado do Ceará.

A reunião teve como objetivo viabilizar o apoio da gestão municipal a reunião regional Nordeste anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecerá de 3 a 7 de maio desse ano na cidade do Crato e trará como algumas de suas propostas temáticas Desenvolvimento Regional, Sustentabilidade, Geopark Araripe, Geoeducação, Geoconservação Geoturismo, combate ao tráfico de fósseis, Biodiversidade regional entre outras.

Esse evento deverá atrair um público de docentes, estudantes, pesquisadores e renomados palestrantes sobre os temas propostos do Brasil. De acordo com o Reitor da Urca, Patrício Melo, a reunião anual da SBPC deve atrair cerca de 4 mil participantes, trazendo uma inquestionável notoriedade para a cidade do Crato e do Cariri, e consequentemente impulsionará o desenvolvimento da região como um todo.

O prefeito Zé Ailton afirmou seu compromisso em não medir esforços no apoio a realização do evento e reiterou o seu empenho no que diz respeito ao progresso do Crato. “Temos aqui um admirável potencial turístico e cultural e uma das premissas da gestão será fortalecer essas riquezas naturais, disponibilizando subsídios para o seu desenvolvimento”, concluiu.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Dezembro de 2016 registrou maior volume de chuvas para o mês dos últimos seis anos no CE

O mês de dezembro de 2016 registrou média de chuvas de 41.5mm em todo o Estado do Ceará. O índice é 31,1% maior que a normal climatológica, a média histórica utilizada como parâmetro pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que é de 31.6mm. O resultado é o melhor desde 2010, quando foi observada média de 88.2mm de chuvas no Estado.

Nos anos seguintes, no entanto, a curva foi decrescente. Em 2011, a média foi de apenas 5.8mm, desvio negativo de 81,7% do índice normal. A estatística se repetiu em 2014. Em 2012, foi registrado o pior levantamento, de apenas 4 mm. Já em 2015, choveu média de 11.6mm, queda de 63,3% do normal para o mês.

O único desvio positivo foi registrado em dezembro de 2013, quando choveu 36.7mm – um acréscimo de 16,1% no parâmetro. Conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a normal climatológica é o valor médio calculado para um período de, no mínimo, três décadas consecutivas. No Ceará, a Funceme considera os dados do período de 1981 a 2010.

Pré-estação
Apesar da melhora no índice, o órgão adverte que as chuvas dos últimos dias não têm relação com a quadra chuvosa, uma vez que precipitações intensas podem ser registradas na pré-estação, nos meses de dezembro e janeiro. Elas seriam causadas pela atuação e posicionamento favorável dos Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN), Cavados de Altos Níveis e sistemas frontais.

A quadra chuvosa cearense começa em fevereiro e se estende até maio. Como os sistemas meteorológicos são difíceis de serem previstos a longo prazo, segundo a Funceme, o órgão orienta que os usuários acompanhem a Previsão do Tempo diariamente. O prognóstico da quadra chuvosa 2017 será divulgada oficialmente no dia 18 de janeiro, no Palácio da Abolição.

Fonte: Diário do Nordeste

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Contra masturbação, deputado quer bloquear conteúdo pornô na internet do Brasil

O deputado federal Marcelo Aguiar (DEM-SP) travou uma batalha contra a pornografia e a masturbação. Para isso, ele apresentou um projeto à Câmara em que obriga as operadores que disponibilizam o acesso à internet a criarem um sistema que bloqueia qualquer conteúdo "de sexo virtual, prostituição e sites pornográficos".

O projeto de lei foi apresentado no final de 2016. Em sua justificativa, o deputado do DEM – que também é cantor na Igreja Evangélica e se autointitula como "servo de Deus" – afirma que há pessoas "viciadas em conteúdo pornô e na masturbação".

"Estudos atualizados informam um aumento no número de viciados em conteúdo pornô e na masturbação devido ao fácil acesso pela internet e à privacidade que celular e o tablet proporcionam", contextualiza.

"Os jovens são mais suscetíveis a desenvolver dependência e já estão sendo chamados de autossexuais – pessoas para quem o prazer com sexo solitário é maior do que o proporcionado, pelo método, digamos, tradicional", afirma.

Para o deputado, o pornô está se transformando "na base da educação sexual dos jovens de hoje, com uma série de efeitos indesejados".

Contra a ideologia de gênero
Marcelo Aguiar está cumprindo o seu segundo mandato como deputado federal pelo estado de São Paulo. Ainda em 2016, ele apresentou um modelo de "notificação extrajudicial", desenvolvido pelo procurador da República Guilherme Shelb, para que os pais ou responsáveis protejam os filhos contra o "ensino da ideologia de gênero pelas escolas".

Schelb chegou a justificar a notificação dizendo que "crianças em desenvolvimento estão sendo expostas a temas complexos e abusivos ao seu entendimento".

"Os pais desses alunos não estão sabendo que isso está sendo ministrado em sala de aula. E mais: isso também é uma violação aos direitos do professor, porque ele está sendo desviado da sua função de educador, para ser levado a ministrar temas morais e sexuais, que a lei não autoriza a escola a fazer", afirma.

O PL 6449/2016, contra a masturbação e a pornografia, que foi entregue à Câmara, está aguardando apensação na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI).

Fonte: Último Segundo 

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Secult Crato realiza cortejo no Dia de Reis

O Dia de Reis em Crato será marcado por um grande cortejo dos grupos de tradição, que acontecerá a partir das 16 horas desta sexta-feira, 6, com concentração na praça São Vicente. O cortejo segue pela rua Dr. João Pessoa, em direção à Praça da Sé. As ruas serão interditadas para o desfile dos grupos, numa tradicional festa que acontece no Dia de Reis, para a saudação dessa data.

Segundo o Secretário de Cultura do Crato, Wilton Dedê, serão de grupos reisados, maneiro pau, banda cabaçal, coco, entre outros. Todos os anos, o Município se destaca com os seus grupos de tradição, desfilando pelas principais ruas da cidade, demonstrando a força da cultura popular presente em solo cratense.

Assessoria de Inprensa/PMC

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Fazendo o povo de trouxa: Governo Temer distorce dados econômicos em propaganda de 120 dias e é desmascarado

O governo Michel Temer (PMDB) publicou anúncios de página inteira nos jornais de 29 de dezembro com uma propaganda sobre seus feitos nos 120 dias contados desde sua posse efetiva, em 31 de agosto, quando o Senado aprovou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Um site oficial também foi criado para divulgar a propaganda na internet. A reportagem do UOL conferiu o material e encontrou distorções nos dados econômicos apresentados pela gestão peemedebista. 

O anúncio fala em "quatro meses de trabalho intenso" e inclui uma lista de 40 itens que o governo chama de "algumas de muitas medidas que já se tornaram realidade". Na relação, aparecem ações, como a redução de ministérios e o reajuste do valor do Bolsa Família, mas também tópicos genéricos como "moralização das nomeações nas estatais" e situações que não dependem exclusivamente do governo, como a variação da cotação do dólar.

Além disso, há iniciativas controversas e que geraram críticas e contestações, como a imposição do limite de gastos públicos por 20 anos, a reforma do ensino médio e a reforma trabalhista, que ainda não passa de uma proposta.

Confira abaixo o que o governo disse sobre dados econômicos e contas públicas e os fatos que a reportagem do UOL apurou.

- Repatriação de capital: Medida que tornou possível trazer para o país R$ 46 bilhões em impostos que foram aplicados para o desenvolvimento do país e repassados para Estados e municípios

CERTO: O governo tem razão ao dizer que trouxe R$ 46 bilhões em impostos ao permitir a repatriação de capitais. O valor é o divulgado pela Receita Federal. Aprovada por Dilma, a lei da repatriação foi alterada pelo Congresso no governo Temer. Com a mudança, foi reaberto o prazo para repatriação e regularização de recursos enviados por brasileiros ao exterior.

- Reforma administrativa: já foram extintos 14.200 funções e cargos comissionados

EXAGERADO: O governo Temer aprovou uma lei em outubro que converte 10.462 cargos de direção e assessoramento superior, conhecidos como DAS, em funções comissionadas do Poder Executivo. "Na medida em que forem extintos os cargos", diz a norma, o Poder Executivo fica "autorizado a substituí-los, na mesma proporção, por funções de confiança denominadas Funções Comissionadas do Poder Executivo - FCPE, privativas de servidores efetivos". Ou seja, a lei prevê a extinção de cargos, mas também a abertura de funções na mesma quantidade.

Questionado pela reportagem, o próprio governo federal, em sua resposta, tratou a medida como conversão, e não como extinção. "Houve a conversão de 10.462 Cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) em Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE), que só podem ser ocupadas por servidores públicos concursados", afirmou em nota enviada ao UOL.

Em seu site, o Ministério do Planejamento informou, em 29 de dezembro, que até então 7.734 DAS já haviam sido transformados em FCPE, "cerca de 70% do estabelecido na lei". "O percentual restante será transformado à medida que os órgãos e entidades do Executivo Federal avaliarem novas oportunidades em suas estruturas", disse a pasta.

No mesmo texto, o Planejamento anunciou uma reforma administrativa que prevê o corte de 4.689 cargos comissionados e funções de confiança, mas com conclusão prevista para julho de 2017. Na resposta à reportagem, o governo disse que estes 4.689 cargos e funções foram extintos.

- Recuperação das grandes empresas estatais brasileiras e valorização de suas ações, como a Petrobras (114%), Eletrobras (237%), Banco do Brasil (98%)

EXAGERADO: O governo sobrevalorizou a alta das ações das empresas. Entre 31 de agosto e 28 de dezembro de 2016, véspera da divulgação da propaganda do governo Temer, houve de fato valorização de ações de estatais, mas com uma variação muito menor que a divulgada.

Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), a ação Petrobras ON (PETR3.SA) passou de R$ 14,74 para R$ 16,98, uma elevação de 15,2%. A ação Petrobras PN (PETR4.SA) valorizou-se 15%: de R$ 12,85 para R$ 14,78.

Os papéis Eletrobras ON (ELET3.SA) subiram pouco: somente 0,93%. As ações Eletrobras PNB (ELET6.SA) caíram 8,35%. No caso do Banco do Brasil, houve alta nos papéis, mas de 19,3%.

Se o parâmetro for a Bolsa de Valores de Nova York (EUA), a valorização dos papéis das estatais brasileiras comercializados por lá também foi inferior à propagandeada pelo governo brasileiro.

A ação Petrobras DRC (PBR) subiu 13% entre 31 de agosto e 28 de dezembro de 2016, índice ligeiramente superior ao do outro papel da estatal comercializado em Nova York, Petrobras ADR (PBRa), com alta de 12,9%.

Os papéis Eletrobras PNB (EBR) se mantiveram praticamente estáveis (0,44%), e as ações Eletrobras ADR (EBRb) caíram 1,6%. As ações do Banco do Brasil em Nova York (BDORY) se valorizaram 17,6%.

Em nota enviada à reportagem, o governo disse que "os dados divulgados são resultados de medidas adotadas pelo governo federal" e admitiu que usou o período de um ano, e não o de 120 dias, como referência. "Empresas estatais como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil se valorizaram na atual gestão, o que contribuiu para que, no período de um ano, o valor de mercado e as ações das empresas subissem substancialmente. Isso se verificou com as novas gestões de empresas a partir das nomeações feitas pelo novo governo e com as valorizações que o mercado fez a partir da possibilidade de um novo governo."

- Saldo positivo de US$ 45 bilhões no comércio exterior até a terceira semana de dezembro

ERRADO: A propaganda refere-se aos 120 dias de governo efetivo, mas o valor citado pelo governo abrange o período de janeiro até a terceira semana de dezembro.

De acordo com os dados oficiais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, no último quadrimestre do ano (setembro a dezembro), período que abrange os quatro meses do governo definitivo de Temer, o saldo da balança comercial brasileira foi bem mais baixo, de US$ 15,3 bilhões, um valor 20% inferior ao saldo de US$ 19,1 bilhões obtido no segundo quadrimestre (maio a agosto).

Em resposta à reportagem, o governo afirmou que o saldo citado na propaganda refere-se, de fato, ao ano todo de 2016, mas alegou que "Michel Temer comandou o país desde 12 de maio", data em que Dilma foi afastada temporariamente. "Portanto, [Temer governou] na maior parte do período mencionado", acrescentou a nota.

- Diminuição do Risco Brasil

ERRADO: Em 31 de agosto, quando Temer assumiu efetivamente o governo, o Risco Brasil, medido pela agência J.P. Morgan, era de 309 pontos, de acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). No fim de dezembro, ele atingiu os 325 pontos. Ou seja, estava mais alto.

- Queda do valor do dólar

ERRADO: A cotação do dólar passou de R$ 3,22 em 31 de agosto para R$ 3,28 em 28 de dezembro. Portanto, o valor da moeda norte-americana subiu no período de 120 dias.

A respeito dos dois pontos acima, o governo também alegou que usou como referência o período de um ano. "O mercado reagiu positivamente à nova gestão, demonstrando confiança nas medidas de austeridade fiscal adotadas. Indicadores como o Risco Brasil e cotação do dólar são voláteis, mas no ano a trajetória de queda do Risco Brasil e a cotação do dólar coincidem com a evolução do processo de impeachment e efetivação do novo governo", disse a assessoria de Temer.

"A credibilidade restaurada da moeda e da confiança no país contribuíram para valorizar o real, a partir da percepção de maior responsabilidade do governo federal no controle de contas e no ajuste fiscal. Discurso que sempre foi associado ao novo presidente, desde o lançamento do documento 'Uma Ponte para o Futuro'. A identificação com esses valores e a nova equipe econômica alinhada com esses postulados foram fundamentais para esses números", afirmou em nota.

- Renegociação das dívidas estaduais

EXAGERADO: O governo aprovou uma lei que trata das dívidas estaduais, mas Temer decidiu vetar mudanças feitas pela Câmara. Segundo o peemedebista, as modificações aprovadas pelos deputados federais, que retiraram as contrapartidas exigidas dos Estados, tornaram a medida "mais ou menos inútil". De acordo com ele, o governo terá negociar com cada Estado para identificar quais contrapartidas cada um poderá oferecer.

"Puro marketing"
Na avaliação do economista Paulo Feldmann, professor da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo), "o governo não tem nada para comemorar". "Os números da economia são muito ruins: 60 milhões de brasileiros e 4 milhões de empresas estão inadimplentes. Isso nunca aconteceu no país."

Para Feldmann, o governo Temer ainda não combateu o que de fato traria benefício para a economia e a população: o desemprego. "Não fez até agora absolutamente nada, e o desemprego está aumentando."

O Brasil encerrou 2016 com cerca de 12 milhões de pessoas desempregadas, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) relativa ao período entre setembro e novembro. Por isso, o economista define a lista de supostas realizações do governo Temer como "puro marketing".

Ele critica especialmente o fato de o governo incluir a suposta queda da cotação do dólar como feito, dizendo ser "uma enganação criminosa". Para ele, o dólar deveria estar cotado, na verdade, num patamar muito acima, na casa dos R$ 4,5, R$ 5. "O real está sobrevalorizado", diz.

A valorização das ações de empresas estatais, relacionada como reflexo positivo do novo governo, também é criticada pelo professor. "É outra medida mentirosa. A valorização das ações não tem nenhuma repercussão maior que ajuda a economia brasileira."

Soluções e riscos
O que poderia, então, favorecer efetivamente a retomada?

O professor cita duas formas de fazer: aumentar o consumo e elevar o investimento. "Mas não aconteceu nenhuma das duas, porque não há crédito."

Para Feldmann, a saída está em o governo obrigar empresas a renegociarem dívidas de consumidores, alongando prazos dos débitos, e os bancos voltarem, até de forma compulsória, a conceder mais empréstimos. "Essa é uma medida que seria fundamental."

O economista defende uma intervenção rápida do governo, porque o país, em sua visão, estaria na "iminência de ter uma quebradeira geral". "E isso seria catastrófico."

Feldmann, entretanto, minimiza a culpa do governo Temer na situação geral da economia e a debita na conta do governo da presidente Dilma Rousseff, afastada definitivamente do cargo em 31 de agosto de 2016, no segundo ano do seu segundo mandato.

"A principal responsável pela crise se chama Dilma. Cometeu erros gravíssimos principalmente em 2014, quando, para ganhar a eleição, concedeu desonerações fiscais a múltiplos setores."

O resultado, segundo ele, foi que a arrecadação desabou, e o país registrou o primeiro deficit fiscal em mais de 20 anos, sombra que se projeta até os dias de hoje.

Fonte: UOL

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Quer passar? Os 7 concursos menos concorridos com salários até R$ 11 mil

Existe um mito entre concurseiros de que todas as seleções são muito concorridas. Apesar da maioria ser, realmente, bem disputada, nem sempre é assim. Existem seleções públicas e concursos com pouca concorrência.

Apresentamos os 7 concursos públicos menos concorridos, com previsão de publicação de edital este ano, e que podem ampliar a sua chance de passar.

A principal razão é que: as seleções abaixo tratam de áreas de estudo não muito comuns escolhidas pela maioria dos concurseiros, que geralmente disputam vagas na PRF, PF, TJ, TRF, INSS, entre outros.

BNDES
Salários: variam de R$ 3.900,00 a R$ 4.100,00

Este é um dos concursos menos concorridos, pois a seleção é para cadastro de reserva e exige formação específica para cada cargo.

ANCINE (AGÊNCIA NACIONAL DO CINEMA)
Salários: chegam a R$ 4.900,00, aproximadamente

Agências reguladoras costumam ter concursos menos concorridos por exigirem formação superior e conhecimentos do poder Executivo, o que acaba por afastar os concorrentes. O Edital da Ancine deve acontecer no primeiro semestre deste ano.

ANA (AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS)
Salários: de R$ 4.000,00 a R$ 11.000,00, aproximadamente

Com cargos de consultor e que exigem conhecimentos avançados e específicos, torna-se um concurso mais fácil de aprovação.

FINEP
Salários: variam de R$ 3.000,00 a 10.500,00, aproximadamente

É uma empresa de inovação e pesquisa nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e instituições públicas ou privadas. É um dos concursos mais fáceis de passar devido às exigências dos editais.

FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL
Salários: podem chegar a R$ 4.600,00

Oferece cargos que não são procurados ou conhecidos, como os de arquivista e bibliotecário. Torna-se um dos concursos mais fáceis de passar pelo cargo menos visado devido à faixa salarial, quando comparado com outros concursos.

CONAB (COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO)
Salários: variam de R$ 2.100,00 a R$ 5.100,00, aproximadamente

Não é muito conhecido e divulgado, consequentemente, se torna um dos concursos mais fáceis de passar. Há ofertas para cargos voltados para assistentes, como por exemplo, de Técnico Agrícola ou de Tecnologia da Informação.

DPU (DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO)
Salários: variam de R$ 3.000,00 a R$ 4.600,00, aproximadamente

Apesar de possuir algumas funções concorridas e com salário-base de R$ 16 mil, como o de Defensor Público Federal, há aqueles que são concursos menos concorridos, de nível superior: arquivista, assistente social, bibliotecário, contador, economista, psicólogo e sociólogo.

Fonte: Diário do Nordeste

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Crato (CE): Decretada situação de emergência no município. Prefeito Zé Ailton explica o motivo

Nesta quarta-feira (4) foi decretada situação de emergência administrativa no município do Crato. A medida se refere a um período de 120 dias por conta do registro de acontecimentos adversos ocasionados pela gestão anterior tendo como consequência a inviabilização de determinadas atividades que precisam ser disponibilizadas. Segundo o Prefeito Zé Ailton o decreto não necessariamente terá a duração de 120 dias.

“Trata-se de um prazo seguro para que possamos resolver a situação de forma eficaz. A tomada dessa medida é fundamental para que possamos dar continuidade aos serviços essenciais como contratação de profissionais de saúde, compra de medicamentos e combustível”, explica.

Zé Ailton ainda ressalta que será instituído o mais rápido possível o processo licitatório com o lançamento de editais. “Sempre com a devida justificativa e demais procedimentos legais respeitando a lei e a transparência”, conclui.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Barbalha (CE): Cidade está tomada pelo lixo. População revoltada com a nova administração

Fotos: Joel Freitas
A mudança de gestor na prefeitura de Barbalha – saindo Zé Leite (PT) e entrando Argemiro Sampaio (PSDB) – , pelo visto afetou a situação da limpeza pública, ou melhor, da sujeira pública, na cidade. Barbalha está tomada pelo lixo!

Nas redes sociais, muitos cidadãos se manifestam indignados com a situação, preocupados com a possibilidade do surgimento de doenças em decorrência da sujeira. O nosso leitor Joel Freitas, por exemplo, publicou fotos da situação das ruas da cidade no seu perfil do Facebook.

A prefeitura municipal ainda não se pronunciou sobre o assunto. Não há, ainda, nenhum indício de planejamento para resolver em definitivo a situação que, além de ameaçar a saúde da cidade, é também extremamente incômoda.

Em alguns bairros a coleta já está sendo feita mas na maioria ainda não, e os lixos só se acumulam pelas ruas.

DEBORAH CAMPOS
REPORTER

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