Juazeiro do Norte (CE): Acusado de vários crimes é morto com uma facada no peito esquerdo

Damião Januário foi morto com uma facada no peito
(Foto: Cícero Valério/Ag. Miséria)
Dois dias após um novo homicídio foi registrado em Juazeiro do Norte se constituindo no sétimo de março e 37º do ano no município. Por volta das 21h30min Damião Januário dos Santos, de 42 anos, apelidado por “Negro de Beréu” que residia na Rua das Flores, 2010 (João Cabral), foi morto com uma facada no peito esquerdo perto de sua casa. Ele ainda saiu cambaleando, adentrou sua residência em busca de ajuda e deitou-se na cama perdendo bastante sangue.

Uma equipe do SAMU esteve no local, mas apenas constatou o óbito. Familiares da vítima disseram aos policiais da Força Tática de Apoio – FTA Motos que a vítima tinha recebido alvará de soltura recentemente já que cumpria pena por crime de violência doméstica. Em consulta ao SIP Integrado, os PMs souberam ainda que o “Negro de Beréu” respondia inquéritos por receptação, latrocínio, roubos, violência doméstica, ameaça, porte de arma branca e lesão corporal.

Populares comentaram que ele costumava brigar com vizinhos e, as vezes, causava desordens por embriaguez ou uso de drogas. Ontem voltou a se desentender com uma pessoa ainda não identificada, que o surpreendeu desferindo uma única facada em cima do peito esquerdo para fugir em seguida. A polícia ainda diligenciou, mas sem o êxito de encontrar o acusado.

No dia 9 de agosto de 2009, na mesma Rua das Flores, “Negro de Beréu”, tinha sido lesionado a faca no ombro esquerdo por "Cícero de Dona Mocinha", que fugiu. Já no dia 24 de janeiro de 2010, na Rua Senhor do Bonfim, igualmente no João Cabral, ele foi preso durante abordagem policial quando portava uma faca, enquanto no último dia 3 de outubro foi preso em sua residência após agredir sua companheira Maria de Lourdes Soares do Nascimento, de 48 anos.

Demontier Tenório

Fonte: Miséria



Minha geração deu a vida para que o povo pudesse ir às ruas, diz Dilma

A presidente DIlma Rousseff (PT) se emocionou em discurso durante solenidade para sanção do novo Código de Processo Civil ao falar dos protestos do final de semana. "Nunca mais no Brasil nós vamos ver pessoas, ao manifestarem sua opinião, seja contra quem quer que seja, inclusive a Presidência da República, sofrerem quaisquer consequências (...) valeu a pena lutar pela liberdade. Valeu a pena lutar pela democracia. Este país está mais forte que nunca", afirmou Dilma, com a voz embargada.

Esta foi a primeira vez que Dilma se manifestou sobre os protestos realizados no último domingo (15), quando pelo menos dois milhões de pessoas saíram às ruas de diversas cidades brasileiras em manifestações contra o governo da presidente. Houve protestos em todos os Estados do Brasil e no Distrito Federal. Somente em São Paulo, pelo menos 1 milhão de pessoas, segundo a PM, ou 210 mil, conforme o Datafolha, protestaram contra a presidente.

Dilma disse ainda que "muitos da minha geração deram a vida para que o povo pudesse ir às ruas se expressar". "Eu, particularmente, participei e tenho a honra de ter participado dos processos de resistência da ditadura. Como outros brasileiros, sofremos as consequências da resistência para ver esse país livre da censura e da opressão, da interdição da liberdade de expressão".

Dilma fez um discurso de união e afirmou que, apesar dos protestos, ela deverá presidir o país para "203 milhões de brasileiros". "O meu compromisso é governar para os 203 milhões de brasileiros. Sejam os que me elegeram, sejam os que não votaram em mim. Sejam os que participam das manifestações, seja os que não participam", afirmou.

"Vamos dialogar com todos. Com humildade, mas com firmeza. [...] Ouvir é a palavra, dialogar é a ação", disse. "No dia em que celebrávamos 30 anos do retorno à democratização, tivemos nesse dia e na sexta-feira uma inequívoca demonstração de que o país de agora é um país democrático que convive para pacificamente com manifestações, ao contrário de muitos países no resto do mundo".

O termo "humildade" também foi usado pela manhã pelos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Eduardo Braga (Minas e Energia), em entrevista coletiva após reunião do gabinete de governo realizada na manhã desta segunda-feira (16).

"O que nós queremos (...) é um país que, diante de convites a aventuras e a rupturas da normalidade política, escolhe o caminho da democracia e do respeito de todos os princípios constitucionais; um país que, amparado na separação, independência e harmonia dos poderes, na democracia representativa, na livre manifestação popular nas ruas e nas urnas, se torna cada vez mais impermeável ao preconceito, à intolerância, à violência, ao golpismo e ao retrocesso", discursou a presidente. "É com a democracia que se vencerá o ódio, é com a democracia se combaterá corruptores e corrompidos".

A presidente voltou a defender os ajustes econômicos que seu governo tenta implementar em seu segundo mandato. Segundo ela, as medidas são resultado da exaustão das medidas anti-cíclicas adotadas pelo governo desde o início da crise econômica internacional, em 2008.

Sobre corrupção, ela afirmou que não há setor imune a desvios.

"A corrupção não nasceu hoje. Não só é uma senhora bastante idosa nesse país como não poupa ninguém. Pode estar em qualquer área, inclusive no setor privado". Ela disse que o dinheiro possui "poder corruptor" e que é necessário ter mecanismos de vigilância e fiscalização para combater desvios.

Fonte: UOL



Crato (CE): Prefeitura inaugura nesta terça-feira, 17, o Centro de Referência da Mulher

A Prefeitura do Crato através da Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social (SMTDS) inaugura nesta terça-feira, 17, o Centro de Referência da Mulher (CRM) que funcionará no Bairro Pinto Madeira.

O equipamento é fruto de uma parceria da Prefeitura com o Governo Federal e será voltado para o atendimento, apoio e orientação da mulher vítima da violência.

Segundo a secretária  Elisângela Rodrigues o centro é um marco na gestão do prefeito Ronaldo,  na realidade, “um local de atendimento especializado  para as mulheres vítimas de violência doméstica”, afirmou.

De acordo com a gestora da SMTDS, o órgão que irá dar suporte essencial para o atendimento à mulher faz parte de uma reivindicação antiga das mulheres do nosso município implementando as políticas públicas de atendimento dentro de uma rede que está principalmente voltada ao apoio e combate aos crimes contra a mulher.

Elisangela Rodrigues informa que o Centro de Referência da Mulher será inaugurado  às 17 horas de hoje, 17 de março,  e funcionará  na Rua Padre Ibiapina, 245, no bairro Pinto Madeira.

Assessoria de Imprensa/PMC



MPF-CE questiona venda de sangue pelo Hemoce a hospitais privados

O Ministério Público Federal (MPF) quer que as denúncias de venda de sangue pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) sejam julgadas pela Justiça Federal. Para isso, o procurador da República Oscar Costa Filho determinou o envio, pelo MPF, de ofício à 5ª Vara da Fazenda Pública da Justiça Estadual do Ceará para que decline da competência sobre o caso.

Segundo o procurador, há interesse federal no caso em função de o Ministério da Saúde realizar repasses de verbas ao Hemoce. Somente para fazer a coleta, armazenamento e distribuição de sangue e derivados na rede pública, o hemocentro cearense recebe anualmente cerca de R$ 14 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS). Para custear a realização do Teste do Ácido Nucleico (NAT), que detecta doenças transmissíveis no sangue doado, o Hemoce também recebe por ano quase R$ 1,7 milhão em recursos federais.

Inquérito civil público instaurado em 2012 pelo MPF investiga a venda de sangue pelo Hemoce a hospitais privados, bem como outras irregularidades relacionadas às Unidades de Terapia Intensiva nos hospitais públicos e privados, especialmente no que diz respeito a problemas de financiamento e gestão do SUS no Ceará. Na Justiça Estadual foi proposta ação civil pública pelo Instituto de Transparência do Ceará (ITCE).

Para Oscar Costa Filho, o convênio firmado entre Hemoce e Unimed é um desvirtuamento da política de sangue no âmbito do SUS. "A comercialização de sangue é expressamente vedada pela Constituição Federal", diz o procurador da República. O convênio do hemocentro com a empresa privada havia sido suspenso, em novembro de 2014, pela 5ª Vara da Fazenda Pública, mas a liminar foi cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça no mês seguinte.

Para discutir o problema, estarão reunidos nesta terça-feira (17), na sede do MPF, em Fortaleza, o procurador da República Oscar Costa Filho, o secretário de Saúde do Ceará, Carlile Lavor, e a diretora executiva do Hemoce Luciana Maria de Barros Carlos.

Hemoce
Em nota, o  Hemoce enfatiza que não comercializa sangue e que o convênio citado é de natureza de prestação de serviços, em que os custos dos insumos, reagentes, materiais descartáveis e da mão de obra especializada utilizados em sua produção, devem ser ressarcidos sem que haja lucro decorrente desta atividade.

Quanto aos valores aplicados pelo Hemoce para se reembolsar dos custos da coleta, o hemocentro ressalta que a atividade se enquadra no conceito jurídico de serviço de interesse público e não de atividade econômica, não visando o lucro com a atividade desempenhada, mas sim assegurar o acesso universal à população cearense.

Com relação ao argumento de que a rede pública estaria sendo preterida em detrimento à rede particular, o Hemoce afirma que passou do atendimento ao SUS de 51,44% em 2007, para 100% em 2012. A nota diz, ainda, que “atestada essa capacidade do Hemoce para atendimento dos pacientes do SUS, não há impedimentos para que o serviço público absorva demandas de atendimento não-SUS (hospitais e planos privados), se apresentar taxa de capacidade de estoque superior a 10%, o que vem ocorrendo”.

Fonte: G1 CE



15 de março de 2015, dia da mentira

Com 23 anos de repórter, jamais havia me defrontado com uma situação como essa. Como escrever um texto no qual meus 12 entrevistados mentiram? Poderia expô-los, relatando as mentiras, depois as incoerências e desinformações e, também, as verdades que me disseram. Mas sempre adotei como norma de repórter ignorar o depoimento de um personagem que tentava me enganar.

O 15 de março de 2015 foi histórico, mas forjado na mentira. Ou em meias verdades, se preferir. Histórico porque pela primeira vez desde a redemocratização a elite paulistana saiu em massa para protestar nas ruas. Já o “histórico”, para os manifestantes, tinha outros sentidos: vociferar palavrões contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, culpar o PT por todos os problemas do Brasil, inclusive o 11 de setembro (nos Estados Unidos), chamar de “bundão” o prefeito paulistano Fernando Haddad, exigir intervenção militar, entre outros protestos difusos.

A primeira das minhas entrevistadas foi uma muher de 43 anos, comerciante da rua Augusta que vestia uma calça justa amarela e uma camisa azul de seda. Tinha joias que chamavam a atenção, mas podiam ser bijuterias. Dizia que só decidiu ir até a avenida Paulista depois que viu, na GloboNews, que o ato era pacífico. Sentiu-se feliz em ver que lá só havia “pessoas bonitas e honestas, trabalhadoras, e não um monte de vagabundos que podem protestar na sexta-feira”. Vou anotando tudo. Quando pergunto o que gostaria que acontecesse no país após essa manifestação, ela responde: “Que o Brasil fosse um país sem diferenças sociais.”

Talvez não fosse exatamente uma mentira, mas a última frase dessa personagem me soou deslocada. Insisti com uma outra pergunta, mas ela voltou a chamar os apoiadores de Dilma, que na sexta-feira estiveram na mesma avenida Paulista para apoiar a presidenta,  de “vagabundos”. Agradeci e risquei o nome dela – desde meus tempos de Folha de São Paulo, Veja e O Estado de São Paulo costumo fazer isso quando sinto que o personagem não diz a verdade.

Ao contrário do que fiz na sexta-feira, decido não expor os nomes dos meus 12 personagens. De que adiantaria? Isso é o que costumam fazer os jornalistas que se escudam no mantra “liberdade de imprensa” para acabar com reputações alheias. Antes de falar em liberdade deveríamos nós, profissionais da comunicação, pensar no nosso dever de informar a verdade. E o que vi, antes mesmo de sair às ruas, é que a “verdade” já estava sendo fabricada no noticiário televisivo.

A cobertura da TV e do rádio pela manhã é convocatória. Na rádio BandNews FM, o próprio locutor se espanta quando atualiza os números de participantes e afirma que saltara de 9 mil para 200 mil pessoas na avenida Paulista. O jornalista apenas reproduzia os dados da Polícia Militar de São Paulo, subordinada ao governador tucano Geraldo Alckmin, que depois de anunciar mais de 1 milhão de pessoas foi desmentida pelos 240 mil manifestantes aferidos pelo instituto Datafolha.

O Hino Nacional é tocado mais uma vez na Paulista. Nos primeiros 30 minutos de apuração jornalística, é a quarta vez que eu o ouço – desisto de fazer essa contagem. Encontro uma mulher de 27 anos, que logo se identifica como “médica do SUS”. Ergue cartazes com dizeres como “Fora corruPTos” e “Dilma, vai tomar no cu”. Trabalha no Hospital do Tatuapé. Mas no meio da entrevista afirma que vai fechar a clínica particular, na Vila Nova Conceição, porque a presidente está acabando com a medicina privada. Os convênios estão pagando muito pouco…

Dou mais uma chance à personagem. Ela explica que não adianta pedir o impeachment de Dilma, porque tem de tirar “todos os políticos que o PT colocou no Congresso”. Afirma que o Brasil só irá para frente quando a sociedade investir em valores éticos, assim como tornar prioridades a educação e a saúde. Tem o rosto pintado de verde-e-amarelo. Pergunto se é uma referência à época de Fernando Collor, o presidente deposto em 1992. “Claro, eu estava lá e erguia cartazes pedindo o PT no poder.” Confirmo a idade dela, 27 anos. Ela teria, portanto, apenas 4 anos de idade. Talvez estivesse acompanhando os pais, como tantas milhares de crianças estiveram neste domingo. “Não, eu estava lá, sim. Eu me lembro de tudo. O Collor não foi em 1992.”

Na esquina da Paulista com a alameda Campinas, um caminhão de som anuncia a chegada do jogador de futebol Ronaldo. Um dia antes, ele conclamava os brasileiros a protestarem nas ruas, via Twitter: “Este domingo vamos todos pra rua mudar o Brasil! #movimentobrasillivre.” O locutor avisa que o pentacampeão mundial de futebol joga muito, mas fala pouco. Eis uma verdade:

"Estamos cansados. Estamos cansados de tanta corrupção, de tanta impunidade. Nós temos que mudar o Brasil, gente. Muda Brasil!"

O locutor socorre o jogador e lembra que Ronaldo é eleitor de Aécio Neves. A multidão vai ao delírio. Um engenheiro usa uma camiseta em que diz “A culpa não é minha, eu votei no Aécio”, a mesma que o atleta veste. Ele afirma que foi ao protesto por estar cansado de notícias de corrupção, inflação e desemprego. Afirma não defender o impeachment de Dilma, que o problema é a falta de credibilidade das instituições e que só uma reforma política seria a solução. Pergunto se é correta a estratégia do governo de querer caracterizar essa manifestação como sendo uma espécie de terceiro turno, composta em sua maioria de eleitores do senador tucano. “Não, eu nem votei nele.” E a camiseta? “Ganhei de um cara que estava passando.” Verdade?

Poderia prosseguir nessa narrativa, mas as mentiras não merecem mais espaço. Pode ter sido apenas uma gigantesca falta de sorte. Um dia ruim. Uma conspiração contra alguém que, politicamente, não se identifica com o teor dos protestos. Ou outro motivo que não consigo enxergar agora.

Como repórter, vi brasileiros revoltados contra a presidenta Dilma e se sentindo felizes por botar para fora, ao lado de tantas pessoas com pensamentos semelhantes, todos os impropérios possíveis contra ela e contra o ex-presidente Lula. É como se os uniformizados de camisetas da seleção tivessem feito do 15 de março de 2015 uma desforra da derrota de 7 a 1 contra a Alemanha, no dia 8 de julho de 2014 – será que havia alguma placa culpando Dilma pelos 7 a 1?

Há, sim, pessoas de todas as classes sociais, embora seja visível a presença maciça da elite branca. É excepcional que os ricos tenham saído às ruas para participar de um ato público e não tenham criado camarotes VIPs para evitar se misturar com os manifestantes pobres. Ao mesmo tempo, é triste que tenham dado uma aula de mau comportamento a tantas crianças presentes ao protesto, com xingamentos dos mais variados tipos. Mas a cena que não sai da minha cabeça é o selfie de uma família que leva uma babá para o protesto. Eis uma mentira de que o Brasil-Colônia que prega menos corrupção e justiça social jamais se libertará.

Por: Eduardo Nunomura

Fonte: Blog Farofafá/Carta Capital



Decon divulga serviços e empresas com maior nº de reclamação no CE

O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (DECON) registrou 4.458 reclamações de consumidores em 2014. Os setores com maior número de reclamação foram produtos (49,8%); serviços essenciais (18,57%); assuntos financeiros (17,45%); e serviços privados (9,47%). A informações foram divulgadas na manhã desta segunda-feira (16).

Os dados coletados mostram ainda o ranking das empresas que menos resolveram os problemas registrados no Decon: TAM (79,25% de resolutividade); grupo Ricardo Eletro (93,62%); Bradesco (95,12%); Sky (95,38%); Cagece (95,45%). A Claro e a Oi Fixo apresentaram o maior índice de resolutividade, com 98,92% cada.

Entre s empresas contra as quais os consumidores mais prestaram queixas foram: Oi (461); Rabelo (167); grupo CCE (134); Ricardo Eletro (94); Claro (93) Magazine Luiza (85); Whirlpool (84); Samsumg (83); Bradesco (82); e Ibyte (71).

Fonte: G1 CE



Levy Fidelix é condenado a pagar R$ 1 milhão por declarações homofóbicas

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o ex-candidato do PRTB à presidência da República Levy Fidelix ao pagamento de R$ 1 milhão, em indenização por danos morais, a movimentos ligados à população LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros).

A decisão foi tomada com base em declarações feitas pelo então presidenciável durante debate pré-eleitoral transmitido pela Rede Record em setembro do ano passado, quando Levy Fidelix usou expressões como “dois iguais não fazem filho” e “aparelho excretor não reproduz” ao se referir a casais homossexuais.

O valor da indenização, corrigido, será destinado a ações de promoção de igualdade da população LGBT. A sentença é em primeira instância e ainda cabe recurso.

A assessoria de imprensa de Levy Fidelix informou que ainda não tem um posicionamento sobre a sentença. Já a defesa do ex-candidato à presidência da República informou que não recebeu nenhuma intimação e que não conhece o teor da sentença.

Fonte: Agência Brasil



Barbalha (CE): Polícia apreende mais de meia tonelada de drogas entre maconha e cocaína

436 quilos de maconha foi encontrado pela polícia
(Foto: Cícero Valério/Ag. Miséria)
Um volume recorde de maconha e cocaína e bastante munição foi apreendido neste domingo pela polícia no município de Barbalha. Por volta das 9 horas agentes da Polícia Federal já tinham apreendido 106 kg de maconha em poder do casal Francisco Clementino de Morais, de 33, e Iara Araújo Gomes, de 31 anos, residente na Rua Adalberto Napoleão de Araújo, 144 no Loteamento Campo Alegre (Bairro Planalto) em Juazeiro do Norte. Os dois foram autuados em flagrante pela Delegada da PF, Josefa Maria Lourenço da Silva, e recolhidos à cadeia pública de Barbalha.

Sob o comando do Capitão L. Rodrigues, a Polícia Militar deu sequência às investigações, pois sabia que tinha muito mais drogas e faltava apenas descobrir o local. Por volta das 22 horas e com o apoio do Sargento Luiz, Cabos Cavalcante, Amorim e Marcos e dos Soldados Sauzânio, Vieira, Duarte, Janoca, Deusidete, Hilderlânio, Nascimento, Ebert, Leite e Sousa saíram averiguando até chegar a um imóvel na Rua Honorato Filgueira Sampaio, 70 (Bairro Bulandeiras) em Barbalha.

Tratava-se de uma casa alugada e usada apenas como depósito, onde os policiais encontraram 436 quilos de maconha acondicionados em 451 tabletes e mais 26,1 quilos de cocaína em 25 tabletes. Além disso, uma balança mecânica e mais três digitais, dois carregadores de pistola, 15 cartuchos calibre 9mm, 24 cartuchos calibre .40 e mais 85 cartuchos calibre 380. Para o Capitão L. Rodrigues a droga se destinaria ao abastecimento de “bocas de fumo” em várias cidades do Cariri.

Demontier Tenório

Fonte: Miséria



Mídia internacional vê protesto "mais velho, mais branco e mais rico" do que os de 2013

As manifestações contra o governo Dilma que reuniram cerca de 2 milhões pessoas pelo Brasil no último domingo ganharam a atenção da imprensa internacional, que acompanhou de perto os acontecimentos, com publicação de notícias quase em tempo real. Apesar de a cobertura inicial estar mais presa aos fatos, sem que haja ainda muita análise sobre os impactos dos protestos, foi possível perceber que boa parte da mídia estrangeira assumiu uma postura crítica, comparando os protestos com os de junho de 2013 e percebendo uma feição mais elitista da ida às ruas mais recente. Segundo o jornal britânico "The Guardian", os protestos reuniram pessoas "mais velhas, mais brancas e mais ricas" do que em 2013.

Mais de uma centena de notícias foram publicadas até o início da noite de domingo citando o Brasil no resto do mundo. Reportagens em inglês, francês, espanhol, italiano e alemão ganharam espaço nos principais veículos de comunicação do mundo. O principal destaque foram as multidões de pessoas que tomaram as ruas e sua oposição ao governo. Algumas reportagens apresentaram entrevistas com manifestantes e falaram sobre a pauta de reivindicações, desde o fim da corrupção ao impeachment de Dilma.

Para socióloga Camila Maria Risso Sales, que faz doutorado sobre a imagem internacional do Brasil na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ainda é cedo para fazer uma avaliação aprofundada dos efeitos das manifestações na reputação do Brasil. Ela avalia que a primeira impressão deixada pela cobertura feita pela mídia estrangeira dos protestos deste fim de semana é de que os principais veículos de imprensa "de alguma maneira associaram os protestos à direita, às classes mais ricas e chamaram a atenção para os pedidos de intervenção militar", disse, em entrevista ao UOL.

Segundo a pesquisadora, a publicação de notícias e análises a respeito das manifestações no resto do mundo permite pensar em dois cenários para o se pensa a respeito do Brasil no exterior: "Alguns ressaltarão as manifestações como resultado do processo de consolidação da democracia, mas também podem surgir análises que destaquem a instabilidade gerada pelos protestos", disse. Para ela, entretanto, se houver algum impacto real na imagem do Brasil, isso vai ocorrer mais por conta da condução da política econômica do que a qualquer outra coisa.

Apesar de a cobertura internacional da realidade brasileira ter sido extremamente crítica em relação à condução da economia pelo governo Dilma, as principais opiniões internacionais a respeito da tensão política procuram minimizar os debates a respeito de impeachment da presidente. Tratando da imagem internacional do Brasil, o impeachment é visto com ressalvas porque ele soa como uma subversão das "regras do jogo" democrático, que é o que dá imagem de estabilidade ao Brasil. A transição democrática estabelecida desde os anos 1990, e fortalecida com os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva criaram uma imagem de segurança institucional para o Brasil, e o impeachment pode romper com as garantias de que o país é confiável para o resto do mundo.

O pesquisador chileno César Jiménez-Martínez avaliou que a atenção dada às manifestações atuais se diferencia por ser menos relacionada à violência, e muito mais ligada aos números de pessoas nas ruas. Jiménez-Martínez analisa em seu doutorado pela London School of Economics a imagem internacional do Brasil durante os protestos de 2013, segundo ele, a cobertura deste ano não parece ter a mesma urgência da de dois anos atrás.

"Em 2013, os números de manifestantes e violência ganhavam destaque. Agora só se fala de números. Isso se encaixa na narrativa de tempos difíceis para o Brasil que vem se construindo nos últimos tempos", disse, em entrevista ao UOL. Além disso, ele explica, também há o diferencial do contexto, já que em 2013 havia a expectativa relacionada à Copa do Mundo, e os protestos eram vistos como parte de uma tendência global, seguindo o que havia acontecido na Espanha, na Turquia e nos movimentos Occupy.

Festival do ódio
Em reportagem publicada ainda na tarde de domingo, o jornal inglês "The Guardian" chamou os protestos de "manifestações da direita" causadas por insatisfação crescente com a "economia moribunda", política travada e o imenso escândalo de corrupção na Petrobras. O "Guardian" ainda descreveu cartazes escritos em inglês pedindo a volta da ditadura.

"Os protestos de domingo foram os maiores no Brasil desde 2013, mas o perfil e as políticas dos participantes foram muito diferentes. As manifestações da Copa das Confederações dois anos atrás tiveram suas origens em campanhas para assegurar transporte público gratuito, e se espalharam rapidamente especialmente entre jovens, com ajuda de redes sociais, após a violência policial inflamar a opinião pública. A mais recente onda de protestos, entretanto, é de um grupo mais velho, mais branco e mais rico, reunidos após uma grande cobertura antecipada da grande mídia", disse.

Já a revista de economia "Forbes" chamou os protestos de "festival do ódio". "Estranhamento, não é a deterioração da economia que irrita os brasileiros. É a política. É a corrupção. Em outras palavras, a política de sempre. E, agora, os brasileiros estão abrindo as janelas dos seus apartamentos, colocando as cabeças para fora e gritando", diz, em referência ao filme "Rede de Intrigas", de 1976.

O jornal americano "New York Times" ressaltou que o impeachment ainda parece uma possibilidade distante, e defendeu a postura de Dilma diante dos protestos. "Em contraste com outros líderes da região que responderam à dissidência com ataques a seus críticos e uso de forças de segurança, a senhora Rousseff assumiu uma postura relativamente pouco confrontadora", disse o "New York Times", destacando que a presidente defendeu o direito de protestar dos brasileiros.

O jornal italiano "La Repubblica" destacou que havia manifestantes pedindo intervenção militar para "por fim ao predomínio político do partido dos trabalhadores". O jornal argentino "Clarín" se referiu aos protestos como "uma crise vizinha", e descreveu multidões de "dezenas de milhares" nos protestos. A publicação ressaltou que as manifestações que chegavam a pedir a saída do governo Dilma ocorreram 30 anos depois da redemocratização do país. O jornal disse ainda que alguns partidários do governo chamaram de golpistas os protestos.

Fonte: UOL



Crato (CE): Debate em prol do crescimento do município é realizado na CDL

Um debate em prol do desenvolvimento do Crato, foi realizado na tarde da última sexta-feira, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), com a presença do prefeito Ronaldo Sampaio Gomes de Mattos e parlamentares representantes do Município, além de empresários. O evento teve como principal foco os empreendimentos destinados à cidade, sob à temática “o Crato em Crescimento”,  em torno da conquista da Faculdade de Medicina, além de outras empresas.

O prefeito do Crato destacou em sua fala o olhar direcionado para o futuro, com o crescimento que o Município terá nos próximos anos. A Faculdade de Medicina se tornou uma das bandeiras de luta do Município, mas além dela, o prefeito anunciou em sua fala a conquista da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Cariri (UFCA), a ser instalada no Muriti, onde se encontra em funcionamento o Curso de Agronomia. Os documentos para o pedido do novo curso foram protocolados ontem, em Brasília, pelo prefeito e o deputado Arnon Bezerra, para o encaminhamento do pleito. Ronaldo destacou a importância da atuação política dos parlamentares para se chegar a conquista deste novo curso.

A atração de novas empresas para a geração de empregos, foi outros ponto de destaque por parte do gestor municipal. Ele disse que 19 terrenos são direcionados à empresas a serem instaladas na cidade, em diversos setores. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Venâncio Saraiva, afirmou o empenho da administração dentro do direcionamento de desenvolver os distritos industriais, nas localidades do Barro Branco e Muriti.

Quanto à Faculdade de Medicina, que terá uma instituição a ser definida a partir de edital para instalação do curso, teve um dos interessados no pleito presente no debate. Trata-se do diretor da Faculdade Leão Sampaio, professor Jaime Romero. Ele expôs as condições relacionadas à estrutura de instalação do curso, e ressaltou que a Leão Sampaio é até o momento a instituição com maiores condições de abrigar a Faculdade. “Em 30 dias estaremos realizando o vestibular para medicina”, afirmou ele, ao destacar que outras instituições demorariam no mínimo 18 meses, por ainda não contarem com locais adequados para isso.

O deputado federal, Arnon Bezerra, destacou que o Município do Crato tem todas as condições para receber a Faculdade. Ele ainda disse que todos os quesitos exigidos pelo Ministério da Educação (MEC) foram atendidos, mediante os prazos estabelecidos. O deputado abordou projetos para o Crato nas área de esporte, infraestrutura, a exemplo de novos calçamentos.

O presidente da CDL, José Alves Lobo, conduziu o debate, que contou também com a presença do deputado estadual, pelo Crato, José Ailton Brasil. O parlamentar ressaltou as novas possibilidades de crescimento que apontam na cidade e frisou a importância da união de forças para que isso ocorra. O diretor da CDL, Geraldo Pinheiro, e o presidente da Câmara Municipal, Pedro Alagoano, também estiveram presentes no encontro, além de secretários municipais. No final das apresentações, o público se manifestou sobre as novas possibilidades e problemáticas que devem ser solucionadas no Município, destacando diversas solicitações de melhorias e investimentos às autoridades presentes.

Assessoria de Imprensa/PMC



Crato (CE): Urca publica 21 livros da área acadêmica

Um lançamento que reúne diversas publicações com trabalhos de pesquisa de professores da Universidade Regional do Cariri (Urca) foi realizado na instituição, levando ao público 21 livros em diversas áreas, incluindo o campo das artes, economia, educação, saúde, direito, história, geografia e ciências sociais. O projeto irá beneficiar instituições regionais, com a doação da bibliografia recém-lançada, além dos próprios autores que recebem parte das publicações.

Os livros foram apresentados ao público durante uma solenidade coletiva, com a presença dos autores, que destacaram a importância de poder ver lançado o trabalho, de forma inédita na universidade. Eles concorreram a um edital com a seleção realizada por uma comissão avaliadora dos livros, divulgada desde o ano passado. Os investimentos para o projeto foram da própria instituição.

A reitora da Urca, professora Otonite Cortez, disse que essa é a primeira vez que há o lançamento de 21 livros de professores da Urca. A reitora destaca ainda que há uma nova licitação para os vencedores de uma segunda remessa, da chamada pública de 2014. Os atualmente lançados fazem parte da chamada pública do ano de 2013.

São 6.600 edições. Foram publicados 300 livros para cada autor, sendo que o material tem comercialização proibida. Cada um dos pesquisadores ficará com 100 livros, e os outros serão encaminhados para bibliotecas públicas, escolas, entre outras entidades. "Essa é uma política de incentivo à produção e a publicação acadêmica, com meta de criar novos programas de pós-graduação Stricto sensu e a publicação de pesquisas que estavam feitas e ainda não tinham sido publicadas", diz.

Relevância
Para a reitora, este também foi um momento importante pelos 28 anos de instalação da universidade, ocorrido em 7 de março de 1987. Ela destaca a grande relevância dos trabalhos publicados, com diversos temas abordados, e os campos de pesquisa utilizados. "Para nós, esse é um grande momento de alegria por poder trazer ao público essas publicações importantes", afirma.

Os 200 exemplares de cada edição lançada terão distribuição nas instituições e na biblioteca da Urca, pela própria universidade. A reitora destaca a iniciativa sugerida pelo professor Patrício Melo, vice-reitor, que teve participação fundamental para publicação do trabalho. Além da Pró-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, que foi essencial para que o projeto se tornasse possível, além das comissões de seleção e dos docentes.

A pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, Arlene Pessoa, afirma que o principal ganho com esse trabalho junto aos pesquisadores é tornar público as pesquisas e os trabalhos que estão sendo desenvolvidos na universidade pelo corpo docente. Ela ainda destaca que muitos dos livros envolvem mais de um autor.

Arlene Pessoa ainda ressalta que a maioria dos livros possui temas ligados à própria região do Cariri e também ao Nordeste. A ideia surgiu como uma política de apoio à produção docente da Urca. Segundo a pró-reitora, dentro desse contexto, ela disse que a proposta sugerida pelo vice-reitor é que sejam publicados mais livros das pesquisas realizadas na universidade. A professora do Curso de Artes Visuais, Ana Cláudia Lopes Assunção, é uma das autoras a lançar o seu livro, resultado do mestrado, com o título 'Mediação Cultural no Cariri Cearense'. Ela disse que essa é sem dúvida uma grande oportunidade. O seu livro foi readequado para a publicação, com uma linguagem menos técnica.

"É uma forma de manter a valorização da pesquisa e dos professores da Urca", diz ela, ao destacar a possibilidade de poder indicar bibliografias com pesquisas locais para os alunos, de dialogar no ambiente acadêmico e encaminhar essas publicações para outros estados e universidades.

Mais informações
Universidade Regional do Cariri (Urca)
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa
Telefone (88) 3102 .1200

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste



8 coincidências incríveis em que você mal pode acreditar

Existem histórias de coincidências tão incríveis que até parecem de mentira, mas não são. Muitas delas, inclusive, aconteceram com personalidades conhecidas do mundo do entretenimento. Logo abaixo você vai conhecer algumas delas, confira:

1 – O caso de Anthony Hopkins
Contando, parece pegadinha, mas a história de coincidência de Anthony Hopkins envolvendo um livro foi a mais pura verdade. Em 1974, o ator atuou em um filme chamado "The Girl From Petrovka", que foi adaptado de um romance. Hopkins curtiu tanto o roteiro que ficou muito interessado em ler o livro com a história original antes de as filmagens começarem.

Com isso, vagou por várias livrarias buscando uma cópia, mas não encontrou nenhuma. Em um desses dias de busca do livro, ao voltar para casa de trem, ele surpreendentemente viu uma cópia do livro em um banco da estação. Ele mal podia acreditar!

O mais curioso é que essa cópia estava repleta de anotações. Como não tinha ninguém por ali que parecia ser o dono, ele recolheu o livro e o levou para casa. Mais tarde, durante as gravações do filme, o ator conheceu o autor da história, George Feifer.

Durante a conversa, Feifer mencionou que havia emprestado sua própria cópia do livro cheia de anotações para um amigo, que acabou perdendo o item. Então Hopkins logo mostrou ao escritor o livro que ele tinha encontrado. O autor prontamente reconheceu suas próprias anotações, provando que a cópia de Hopkins era mesmo o livro perdido de Feifer.

2 – Mais um livro na história
Outro caso em que um livro foi o personagem principal de uma grande e emocionante coincidência aconteceu com a norte-americana Anne Parrish, uma famosa autora de livros infantis que atuou entre as décadas de 20 e 50.

A sua carreira começou devido à sua paixão pelo estilo dos contos para crianças, e um dos livros que a inspirou se chama “Jack Frost and Other Stories”, que ela tinha quando era apenas uma pequena garotinha.

Certa vez, ao visitar Paris com seu marido, ela entrou em uma livraria e encontrou uma cópia antiga desse mesmo livro. Anne, então, abriu o livro e ficou muito surpresa ao ver que o seu nome e o endereço de sua casa de infância estavam escritos com sua própria caligrafia na contracapa — “Anne Parrish, 209 N. Weber Street, Colorado Springs”.  Era o próprio livro dela de quando ela era criança! Não se sabe se Anna descobriu como ele foi parar em Paris.

3 – A tragédia dos gêmeos
Erskine e Neville Ebbin eram irmãos gêmeos que adoravam passear de ciclomotor (moto estilo lambreta ou “mobilete”) pelas ruas de Hamilton, capital das ilhas Bermudas. O problema foi quando esse hobby virou uma tragédia seguida de outra assustadoramente igual. Em 1974, Neville foi tragicamente morto ao ser atingido por um táxi enquanto andava com a sua motinha, um acidente que infelizmente não é incomum. Até aí, tudo normal, apesar de muito triste.

Porém, a história ficou realmente estranha um ano depois, quando seu irmão Erskine também se acidentou e morreu enquanto rodava com o mesmo ciclomotor. E as coincidências não param por aí. Ele foi atingido pelo mesmo táxi, que era conduzido pelo mesmo motorista que estava transportando o mesmo passageiro do dia da morte do irmão! E tudo isso também aconteceu na mesma rua.

4 – O carro de Franz Ferdinand
Em 28 de junho de 1914, um nacionalista iugoslavo chamado Gavrilo Princip assassinou o arquiduque Franz Ferdinand da Áustria-Hungria (e a sua esposa Sophie) enquanto eles estavam num carro pelas ruas de Sarajevo, resultando no caos sem precedentes que se instalou na Europa e deu origem à Primeira Guerra Mundial.

Os conflitos se estenderam até o dia 11 de novembro de 1918, que ficou conhecido como Dia do Armistício, o fim da Primeira Guerra Mundial. A coincidência por aqui é que a placa do carro em que Franz Ferdinand estava quando foi morto (fato que deu início aos conflitos) era “AIII118”, que pode ser lido como 11-11-18, ou a data do final da guerra.

5 – O terno do mágico
Frank Morgan era um ator bastante famoso na primeira metade do século 20. Quem assistiu à versão clássica de “O Mágico de Oz” pode se lembrar dele fazendo o papel do próprio mágico, que era um farsante na história de fantasia. Por esse motivo, o pessoal encarregado do figurino procurou roupas para o personagem em um estilo que um artista charlatão usaria.

Então, eles compraram uma roupa de mágico em uma loja de segunda mão e deram para Morgan vestir. No set de filmagem, Morgan por acaso virou o bolso (de dentro para fora) do terno comprado pelos figurinistas e ficou surpreso ao descobrir o nome "L. Frank Baum" bordado no interior. Acontece que L. Frank Baum era o autor da história de "O Mágico de Oz"! Após mostrarem o casaco para a família de Baum, foi confirmado que a peça tinha de fato pertencido a ele muitos anos antes.

6 – Edgar Allan Poe e Richard Parker
Edgar Allan Poe é um dos escritores mais famosos da história norte-americana. Ele era mais dedicado aos seus contos e poemas, mas também publicou um romance chamado "A Narrativa de Arthur Gordon Pym" (ou "O Relato de Arthur Gordon Pym) em 1838.

O livro conta a história de Pym, que se vê a bordo de um navio à deriva e tem várias experiências angustiantes. Em um ponto do romance, Pym e os outros marinheiros do navio são forçados a recorrer ao canibalismo para sobreviver. Eles então tiram a sorte, e um marinheiro chamado Richard Parker perde e se torna comida para os companheiros.

Até aí, tudo normal, era apenas uma história de ficção. Porém, 46 anos depois, no dia 5 de julho de 1884, um veleiro conhecido como o Mignonette afundou, e seus quatro sobreviventes ficaram à deriva em um bote salva-vidas a cerca de 700 quilômetros de distância da terra firme mais próxima. Depois de cerca de três semanas angustiantes no mar e sem resgate à vista, os marinheiros fizeram um sorteio, e um deles, já “nas últimas”, foi morto e comido pelos outros três homens. Seu nome era Richard Parker.

7 – Mark Twain e o Cometa Halley
O Cometa Halley é visível da Terra a cada cerca de 75 a 76 anos, sendo que a última aparição foi entre 1985/1986. Em 1835, o cometa também estava visível e, no dia 30 de novembro daquele ano, nascia Samuel Langhorne Clemens, mais conhecido como Mark Twain, um dos escritores mais famosos da história.

Em 1909, Twain observou que o cometa de Halley estava prestes a voltar a aparecer e teorizou que como ele havia nascido com o seu aparecimento, ele iria ser levado com o cometa na nova aparição. E assim foi: o cometa Halley apareceu novamente em 20 de abril de 1910, e Twain morreu de um ataque cardíaco no dia seguinte, aos 74 anos. Um ano antes ele escreveu: "Será a maior decepção da minha vida se eu não for embora com o cometa".

8 – Uma coincidência titânica
Em 1898, Morgan Robertson escreveu um romance intitulado "Futilidade ou o Naufrágio do Titan”. A história contava sobre um transatlântico de luxo, o Titan, que atinge um iceberg no oceano e afunda no Atlântico Norte, contando também que poucas pessoas sobreviveram devido a uma falta de botes salva-vidas.

Sim, você conhece essa história, e o mundo inteiro também. Acontece que o acidente real com o Titanic só ocorreu 14 anos depois que o livro de Morgan Robertson foi escrito! Quem estipulou a quantidade de botes no Titanic devia ter prestado mais atenção na história de Robertson.

Fonte: Mega Curioso (Via Guff)



Crato (CE): Brincar de boneca beneficia saúde

Uma brincadeira de boneca que já dura mais de 10 anos. A sombra do pé de manga nem existe mais, mas elas estão criativas, produtivas e felizes com o trabalho que destacou as Bonequeiras do Pé de Manga. O compromisso de fazer o que se gosta tornou-se uma atividade artesanal de resgate de uma tradição, além de se utilizar o produto final como instrumentos terapêuticos, por meio do Tatadrama, uma forma de psicoterapia.

A ideia de confeccionar as bonecas veio a partir de uma psicóloga de São Paulo, Elizete Leite. Não por acaso, a sua prima Gertrudes Leite foi a grande contemplada com uma mudança de vida, a partir do momento em que aceitou o desafio de pesquisar e desenvolver a arte. A alternativa redimensionou o cotidiano de dezenas de mulheres que já passaram pela Associação das Bonequeiras do Pé de Manga.

O exercício de buscar o aprimoramento, as lições de empreendedorismo, participação em feiras de vários estados e a satisfação de saber que as bonequinhas estão em Cuba, São Paulo e outros estados e países trazem um alento para as mulheres. Algumas delas estão no grupo desde que foi criado, no bairro São Miguel. O refúgio para a atividade concentrada era a sombra das mangueiras.

Experiência
Com agulhas, linhas, e outros artefatos a depender do modelo de boneca, as mulheres trocavam ideias, inspiravam e davam dicas uma as outras. Isso acontece hoje em dia, mas em menor intensidade, por conta da experiência acumulada.

E as personagens vão tomando formas pelas mãos das bonequeiras. Há as que são encomendadas, mediante a concepção da terapeuta, o que acontece em sua grande maioria. As primeiras a serem feitas foram mais comuns. São personagens que mexem com a subjetividade das pessoas. Era o reflexo de um ser animado, sobre os conflitos despertados por meio do inanimado. Vem daí o poder de proporcionar a transformação, pela terapia, que as bonecas de pano acabaram revelando na educação, saúde, socioeducação, entre outras formas de atuar no processo de transformação.

As artesãs até se divertiam no começo em que tinham que dar características mais humanas às suas criações. Não era fácil fazer bonecas com membros amputados, mulheres ensanguentadas. Mas há os bonecos inspirados em personagens da cultura popular e grupos de tradição.

Durante todos esses anos, as mulheres do Pé de Manga não chegaram a receber muitas encomendas da região do Cariri. O grupo já passou por várias dificuldades e a maioria das participantes chegou a desistir das atividades. Hoje, seis mulheres dão continuidade ao processo. O resgate se torna importante.

A coordenadora Gertrudes Leite lembra os primeiros momentos para iniciar a atividade, que contou com a sua irmã, Ana Maria Leite. Esse processo teve uma longa história para acontecer. A prima psicóloga em São Paulo guardava na lembrança de infância os momentos em que tinha as bonecas para brincar. Em Recife veio a lembrança das velhas bonequinhas e comprou dez delas, para trabalhar em São Paulo. Depois, achou melhor adquirir no Cariri, mas por aqui, com a modernidade, estava difícil encontrar muitas bonecas. Apenas dona Neinha, uma feirante do Crato, tinha o artigo, mas não podia atender uma demanda grande, com os pedidos da psicóloga que se tornaram frequentes.

A possibilidade de confeccionar veio em seguida, e Gertrudes afirma que começou a recrutar mulheres do bairro para iniciar a atividade. No começo, um trabalho árduo de aprendizado.

As encomendas aumentaram e as mulheres usavam as bonecas de dona Neinha como inspiração. Hoje, Gertrudes calcula cerca de 13 mil bonecas já confeccionadas para o projeto voltado para a terapia do Tatadrama. Ela sempre tem encomendado para as terapias e também para as suas exposições.

Estímulo
As reuniões à tarde debaixo da mangueira foram frutificando e estimulando a criatividade. Gertrudes afirma que veio aprender mesmo com nove anos de exercício. Ela chegou a viajar por feiras de várias cidades para desenvolver a sua criatividade, observando os exemplares que encontrava em outros locais.

Hoje, há especialidades diferentes de bonecas, entre elas as grávidas e da Frida Kahlo. Ao longo dos anos, o apoio institucional tem sido realizado por meio de instituições como a Universidade Regional do Cariri (Urca), que ocorreu há alguns anos, e também do Sebrae.

A artesã Maria do Socorro Silva afirma que aos poucos foi conquistando sua liberdade para poder produzir. Era difícil até elas mesmas acreditarem no seu potencial produtivo. "Sempre gostei das bonecas e hoje faço com o maior gosto", diz ela.

Para a artesã Maria do Rosário de Oliveira, o trabalho que mais marcou sua vida foi ter que produzir bonecas para levar para a Cuba, além de personagens deformadas. "Sofri com isso, porque confeccionamos pensando no humano", lembra.

O economista Genys Paulo Nicolau Tavares conheceu as bonequeiras quando ainda estava na universidade, por meio de um projeto de extensão. Passou a acompanhar o trabalho mais de perto, e veio a oportunidade de transformar o grupo em associação. Ele adotou um processo de organização das finanças e a parte administrativa. As encomendar são constantes, por empresários e outras psicólogas que fazem o Tatadrama com a sua prima. As bonecas são simples para esse trabalho e adaptadas para a terapia.

Mais informações
Associação das Bonequeiras do Pé de Manga
Avenida Perimetral, S/N
São Miguel - Crato
Telefone: (88) 9970.5137

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste



Droga contra o colesterol aumenta risco de diabetes

As estatinas, que são as drogas mais utilizadas contra o colesterol, impedindo a ocorrência de doenças cardiovasculares como angina, infartos e derrames, trazem um risco: provocar diabetes. A conclusão é de um estudo que acompanhou 8.749 participantes ao longo de seis anos, todos homens finlandeses de 45 a 73 anos e inicialmente não diabéticos. Ele foi publicado no periódico científico “Diabetologia”, da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes.

Um pouco mais de 2.000 participantes começaram a usar estatinas, como a sinvastatina (como o Zocor), a atorvastatina (Lipitor) ou a rosuvastatina (Crestor). Enquanto 11,1% dos pacientes que tomavam estatinas adquiriram diabetes, 5,8% dos que não tomavam (6.607) foram diagnosticados com a doença. Ou seja, a chance de ficar com diabetes é quase o dobro em quem usa estatinas em comparação a quem não usa. No Brasil, estima-se que 8 milhões usem as drogas.

Outros fatores também contribuem para adquirir o diabetes, como obesidade, histórico familiar da doença, fumo e uso de diuréticos e betabloqueadores (que combatem a taquicardia). Mesmo quando descontados os efeitos dessas variáveis, o risco de se adquirir diabetes ainda era 46% maior entre quem usava estatinas. Os pesquisadores ainda não sabem dizer por que ou como isso ocorre.

Quem tomava esses medicamentos apresentou uma secreção 12% menor de insulina. Também houve uma perda na sensibilidade ao hormônio - ou seja, ele tem sua função prejudicada em pessoas que tomam estatinas. “As estatinas são a ‘pedra fundamental’ da terapêutica preventiva. Talvez seja um preço a se pagar”, diz Raul Dias Filho, diretor da Unidade Clínica de Lípides do Incor (Instituto do Coração). Outros médicos também dizem que os benefícios conseguidos com a medicação podem superar os riscos.

Fonte: Folhapress



Demissão atinge o setor calçadista no Cariri

O ano não começa bem para o setor da indústria calçadista que mais emprega na região. São cerca de mil demissões desde janeiro. Mais que o dobro do ano passado, em função das mudanças na economia e baixa também na comercialização dos produtos no mercado nacional, além das exportações, mesmo que em pequena escala. O Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuários de Juazeiro do Norte (Sindin-dústria) durante este mês estará levando uma caravana de 46 empresários para participar de um evento internacional no intuito de promover o segmento. Mesmo assim, o órgão reconhece que há uma estabilidade do setor e com perspectiva de normalização a partir do próximo mês de abril.

São mais de 16 mil empregos ofertados pelo segmento na região. O polo calçadista de Juazeiro e adjacências conta com mais de 300 indústrias, desde as pequenas, médias e de grande porte, como a Grendene, e a Tecnolity, que atua na linha de produção da Havaianas. O presidente do Sindindústria, Antônio Mendonça, afirma que a última década foi de crescimento, dentro de uma postura alternativa, na busca de novos investimentos, além de indústrias implantadas.

Ele afirma ainda que indústrias da região se realocaram, no sentido de ampliar os seus espaços de produção, para novos investimentos.

Mercado
Mendonça justifica, por isso, o momento de estabilidade, mesmo diante do quadro de turbulência, que precisa de uma economia que desponte em nível nacional para a continuidade desse processo. O mercado interno é mais representativo, sendo que as exportações incluem uma média de 10% nas vendas dos calçados do polo regional.

O presidente do Sindin-dústria destaca a retração nas vendas por parte dos lojistas, pelo fato de do consumidor estar apreensivo, e há um forte reflexo disso com a baixa dos pedidos junto aos setores de produção. A alternativa tem sido viajar pelos eventos do segmento. Nos dias 25 e 26 de março, empresários de Juazeiro do Norte e região vão seguir em caravana para uma feira de calçados no Rio Grande do Sul. "De certa forma há uma movimentação, com a presença de compradores de outros países. Há uma grande concentração de todo o setor nacional e internacional", explica.

Com as alternativas buscadas pelos empresários, segundo Mendonça, abre-se a possibilidade para novas alternativas de futuro do mercado, no sentido que o segmento está tomando. Apesar da crise em vários setores, como o aumento de combustível, energia, a crise que envolve a Petrobras, conforme o empresário, há uma retração visível. "Isso se mostra muito diretamente nos custos de produção e também acaba gerando um medo na ponta, que é o do consumidor final", diz ele. O presidente do Sindindústria ainda ressalta que o setor de transporte está vivendo um momento difícil e isso vem respingando na indústria.

Nos primeiros dois meses foram contabilizadas mais de 800 demissões. Ele afirma que isso significa cerca de 7% no número de empregos diretos. "É preocupante se continuar essa mesma tensão do momento", alerta.

Em relação à Feira de Tecnologia e Calçados do Cariri (Fetecc), segundo o empresário, ainda não há nada certo para este ano. Em contato com duas secretarias de governo estadual, ele destacou a participação pelo 14º ano consecutivo de empresas da região na 47ª Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios (Francal). Além disso, fez menção ao evento da Fetecc, que vem sendo avaliado, para que haja o apoio governamental. A decisão virá até o final deste mês.

Mudanças
O empresário Marcos Tavares disse que as demissões começaram a acontecer desde o ano passado e que irão continuar ainda por este ano, em virtude, principalmente, das últimas mudanças na economia. Com os ajustes futuros é que se poderá chegar a uma perspectiva mais definida de como continuará o setor.

Ano passado, os empreendedores do setor estiveram participando da 46ª Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios (Francal), no Estado de São Paulo. Estiveram presentes representantes de 12 empresas da região, além das que foram individualmente.

Para o presidente do Sindindústria, essa parceria com a Francal tem sido de grande importância, no sentido de colocar os empresários do Cariri em contato com as principais novidades do segmento, no mercado internacional de calçados, numa das maiores feiras da América Latina. O mercado, segundo ele, está em ascensão, mesmo diante da oscilação na economia, por ter em grande parte da fabricação calçados populares.

Conforme dados do sindicato, no ano passado foram fabricados mais de 90 milhões de pares de calçados, pelas indústrias de calçados da região.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste



F-1: Hamilton leva GP da Austrália e Nasr faz história em estreia

Em uma prova marcada por abandonos e por uma consistente estreia de Felipe Nasr, Lewis Hamilton se manteve longe dos problemas e venceu o GP da Austrália de ponta a ponta. O inglês, que já é o quinto maior vencedor da história da Fórmula 1, triunfou pela 34ª vez na categoria. Nico Rosberg, em uma dobradinha da Mercedes, manteve-se a menos de 2s do companheiro por quase toda a prova, mas não conseguiu pressionar o atual campeão mundial e foi o segundo. Em sua primeira corrida pela Ferrari, Sebastian Vettel ganhou a posição de Felipe Massa nos boxes e conquistou um pódio, em terceiro. O piloto da Williams cruzou em quarto.

Mas quem roubou a cena foi Nasr, que se tornou o melhor estreante brasileiro da história da Fórmula 1, com o quinto lugar, superando o sétimo posto de Chico Serra no GP dos Estados Unidos de 1981, a bordo da Copersucar. O brasiliense de 22 anos fez uma boa largada e manteve um ritmo forte por toda a prova para superar a Red Bull de Daniel Ricciardo, em uma briga particular que durou praticamente toda a prova.

O resultado, ainda, marcou a primeira vez desde o GP da Grã-Bretanha de 2009 que dois brasileiros chegaram entre os cinco primeiros colocados. Na ocasião, Rubens Barrichello foi terceiro e Felipe Massa, o quarto.

Grid esvaziado
Dos 20 carros do grid original, apenas 15 largaram. A lista de ausentes começou com dois carros da Manor, que sequer andaram durante todo o final de semana. E Valtteri Bottas, da Williams, sentiu dores nas costas ainda na classificação, não passou pela avaliação dos médicos da FIA e ficou de fora da prova.

Outros dois carros ficaram pelo caminho. Kevin Magnussen, quando estava dando as voltas de checagem de sistemas antes de alinhar no grid, e estacionou na área de escape com fumaça saindo de sua McLaren. De acordo com o CEO da equipe, Ron Dennis, o dinamarquês, que substitui Fernando Alonso, sofreu uma "quebra de motor". Minutos depois, o mesmo aconteceu com Daniil Kvyat, no que seria sua estreia pela Red Bull. A suspeita é de uma quebra de câmbio.

Na largada, Hamilton manteve a ponta, à frente de Rosberg, Massa e Vettel. Raikkonen perdeu espaço na primeira curva e caiu para oitavo, permitindo que Sainz subisse para o quinto lugar, trazendo consigo Nasr. O brasileiro saiu ileso da primeira volta depois de ficar encaixotado na primeira curva e se tocar com Raikkonen e Maldonado, que rodou e bateu, causando o Safety Car. Daniel Ricciardo, que não largou bem, cruzou em sétimo, à frente de Raikkonen, Verstappen e Hulkenberg.

Nasr pula para quinto
Na relargada, Nasr se aproveitou de uma retomada ruim de Sainz para tomar o quinto posto. E o espanhol caiu para sétimo, também sendo superado por Ricciardo. Com o abandono de Romain Grosjean ainda no período de Safety Car, a prova passou a contar com 13 carros.

Enquanto isso, na ponta, Hamilton mantinha uma distância relativamente tranquila, de mais de 2s, para Rosberg. Os dois abriram cerca de 5s em cinco voltas para Felipe Massa, que tinha Vettel por perto. Já Nasr chegou a sofrer pressão de Ricciardo, mas, a partir da oitava volta, quando superou Sainz, Raikkonen passou a pressionar o australiano.

Lutando pela última posição, a McLaren pediu para Jenson Button dificultar a vida de Sergio Perez, e o inglês o fez: tocou-se com o mexicano, que rodou, mas continuou na pista.

Massa perde o pódio 
Na volta 17, encaixotado por Ricciardo, Raikkonen foi o primeiro a parar entre os ponteiros e teve um problema em seu pit stop, perdendo tempo e voltando em 11º. Com isso, a Red Bull não respondeu e manteve o australiano na pista.

Quem foi aos boxes foi Felipe Massa, na volta 22. Como o brasileiro voltou logo atrás de Ricciardo, a Ferrari decidiu não responder, esperando que o piloto da Williams perdesse tempo. Mesmo que a Red Bull tenha feito sua parada na volta 24, foi o suficiente para atrapalhar Felipe. Quando Vettel parou, voltou na frente da Williams.

O líder Hamilton só parou na volta 26, a mesma em que Nasr fez seu pit stop. O brasileiro, contudo, perdeu posição para Raikkonen, que lucrou tendo parado mais cedo, subindo para quinto. Com os pneus médios, as Ferrari passaram a demonstrar seu ritmo: Vettel passou a abrir em relação a Massa e Raikkonen era o mais rápido da pista. O finlandês, porém, tinha os pneus macios e teria que fazer uma segunda parada, ao contrário da grande maioria dos pilotos.

Na volta 34, o estreante mais jovem da história, Verstappen, abandonou sua primeira corrida na Fórmula 1 após problemas com o motor Renault. Nas voltas seguintes, começou a pressão de Ricciardo em cima de Nasr. Os brigavam pelo pelo quinto lugar depois que Raikkonen também abandonou devido a outro erro da Ferrari no box: novamente o pneu traseiro esquerdo demorou a ser trocado e o finlandês foi liberado antes que ele estivesse fixado.

Ricciardo, contudo, não conseguiu manter a pressão por muito tempo e Nasr abriu. Mais à frente, Massa ensaiou uma pressão para cima de Vettel, que economizava combustível, mas não conseguiu ficar a menos de dois segundos. O mesmo aconteceu na ponta, com Rosberg encurtando a distância, mas sem conseguir ficar a menos de um segundo de Hamilton. Em clara demonstração de superioridade, a dupla colocou mais de 30s no terceiro colocado.

No final, Hamilton venceu, seguido por Rosberg, Vettel, Massa, Nasr, Ricciardo, Hulkenberg, Ericsson, Sainz e Perez. Em 11º, Jenson Button foi o único a não pontuar na prova, chegando duas voltas atrás do líder e a 38s de seu rival mais próximo. Pelo menos, o inglês conseguiu completar 56 voltas, de longe a maior sequência que obteve até então neste ano pela McLaren – o máximo até antes da largada havia sido 12.

O segundo round dessa briga entre os pilotos da Mercedes, que promete durar toda a temporada, será daqui a duas semanas, no GP da Malásia, dia 29 de março.

Resultado do GP da Austrália
1. Lewis Hamilton (ING/Mercedes-Mercedes) - 58 voltas - 1h31min54s067
2. Nico Rosberg (ALE/Mercedes-Mercedes)  - a 1s3
3. Sebastian Vettel (ALE/Ferrari-Ferrari) - a 34s5
4. Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes) - a 38s1
5. Felipe Nasr (BRA/Sauber-Ferrari) - a 1min35s1
6. Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull-Renault) - a 1 volta
7. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - a 1 volta
8. Marcus Ericsson (SUE/Sauber-Ferrari) - a 1 volta
9. Carlos Sainz Jr (ESP/Toro Rosso-Renault) - a 1 volta
10. Sergio Perez (MEX/Force India-Mercedes) - a 1 volta
11. Jenson Button (ING/McLaren-Honda) - a 2 voltas

Abandonaram
Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari-Ferrari) 40 voltas completadas
Max Verstappen (HOL/Toro Rosso-Renault) 32 voltas completadas
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Mercedes) 0 voltas completadas
Pastor Maldonado (VEN/Lotus-Mercedes) 0 voltas completadas

Não largaram
Daniil Kvyat (RUS/Red Bull-Renault) câmbio
Kevin Magnussen (DIN/McLaren-Honda) motor
Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes) lesão nas costas
Will Stevens (ING/Manor-Ferrari) não se classificou
Roberto Merhi (ESP/Manor-Ferrari) não se classificou

Fonte: UOL



Curso de formação cultural favorece 30 municípios do Cariri e Centro-Sul

A caravana do Ministério da Cultura escolheu como primeira parada neste ano a região do Cariri. O ministro Juca Ferreira lançou, na semana passada, o curso de Formação e Gestão Cultural, que será oferecido a 30 municípios da região e do centro-sul do Ceará. Serão disponibilizadas 120 vagas, quatro para cada um dos municípios contemplados. O edital de seleção será lançado no dia 27 próximo. A previsão de início das atividades é junho deste ano.

O fortalecimento da cultura esteve entre os destaques da visita do ministro, reconhecendo a riqueza dos seus elementos nos mais distantes pontos do sul e centro sul do Brasil. Juca Ferreira veio ao Ceará e foi acompanhado por secretários de Cultura municipais e do Estado, Guilherme Sampaio, além representantes da área no Ceará e da Articulação Institucional (SAI) do MinC, dentre outros.

O dia de visita do ministro foi marcado por diversas manifestações artísticas e reivindicações de fortalecimento. A demanda, apresentada durante uma roda de conversas com os artistas e gestores, era por uma forma viável de financiamento de projetos. Um dos relatos veio do mestre da cultura João Galvão de Oliveira, do Museu do Sertão, que falou das dificuldades dos artistas locais para sobreviver do próprio ofício.

Emoção
Juca Ferreira se emocionou com visitas à Fundação Casa Grande, Memorial do Homem Cariri e ao Museu do Couro, do Mestre Espedito Seleiro. No município, ele foi recepcionado pelo prefeito local, Ronaldo Sampaio, que fez o pedido inusitado ao de uma rodoviária para a cidade considerada indutora do turismo. O pleito será levado ao Governo do Estado pelo secretário Guilherme Sampaio.

Durante o encontro com o Ministro, a secretária de Cultura do Crato, Dane de Jade, entregou a Carta Proposta do Cariri, em nome de municípios da região, em que estão destacados alguns pontos: a instalação da Casa de Patrimônio Cariri, que abrigará um escritório regional técnico do Iphan, e implementação de ações voltadas para essa rede.

Projetos relacionados à requalificação de espaços como o Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva e a Rffsa, além do Caldeirão do Beato José Lourenço, foram encaminhados pela secretária da Cultura do Crato junto à equipe do Ministro. Juca Ferreira foi recepcionado pelo prefeito do Crato, Ronaldo Sampaio Gomes de Mattos, onde houve um encontro com diversos prefeitos e gestores de cultura. O ministro esteve na Sociedade Lírica do Belmonte, do Monsenhor Àgio Moreira.

Diálogos
A culminância do evento foi realizada na Escola Violeta Arraes, onde gestores de cultura, mestres e artistas de toda a região cratense, estiveram presentes para participar dos Diálogos Culturais do Cariri. Na ocasião, artistas fizeram reivindicações e apresentaram demandas.

A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realizou a execução dos hinos do Crato e do Brasil, emocionando a todos. O ministro também foi surpreendido com apresentações dos grupos de reisado do Mestre Aldenir, Dedé de Luna do São Miguel, de Juazeiro do Norte.

Aos participantes, Juca disse ainda que irá trabalhar para mudar o mecanismo de financiamento cultural por meio da renúncia fiscal, com a reforma da Lei Rouanet. Atualmente, mais de 70% dos projetos com incentivo fiscal que conseguem o aval do governo para captação estão localizados nas regiões Sul e Sudeste. "A intenção é que isso mude para atender as necessidades de todo o Brasil", reforçou.

Com relação aos Pontos de Cultura, a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Ivana Bentes, salientou que a Política Nacional de Cultura Viva tem potencial de crescimento e que haverá uma simplificação na prestação de contas. Ela se comprometeu a resolver a questão dos pontos inadimplentes, incentivou a autodeclaração dos Pontos de Cultura e convidou prefeitos e secretários a participarem das discussões sobre a regulamentação da lei.

O secretário de Articulação Institucional (SAI) do MinC, Vinícius Wu, ressaltou que diálogos como este são importantes para qualificar a atuação do poder público. "Que esse curso seja um primeiro passo e se desdobre em outras iniciativas como a criação dos sistemas estadual e municipais de Cultura da região", apontou.

Parceira do ministério na iniciativa, a reitora da UFCA, Suely Chacon, destacou o papel da academia na promoção e preservação da produção cultural regional. "A Universidade Federal do Cariri é a primeira do Nordeste a ter uma pró-reitoria de cultura. Entendemos que a cultura faz parte da formação das pessoas e este é o compromisso da universidade, além de zelar pelo Cariri e pela cultura do Cariri. É uma honra fazer este curso em parceria com o MinC", afirmou.

Na primeira parada no Ponto de Cultura Fundação Casa Grande, o ministro destacou o Cariri como uma das regiões mais ricas do país, com um dos complexos culturais mais potentes. "A Fundação Casa Grande é um projeto muito ousado, porque envolve as crianças na gestão. Isso aqui é 100% de cidadania. É o mais avançado projeto de arte-educação e de construção da cidadania no Brasil", frisou o ministro.

A comitiva do ministro foi recebida por crianças atendidas pela fundação, que mostraram o Memorial do Homem Kariri e instalações do Ponto de Cultura. Depois, no auditório, elas cantaram o hino da fundação para os visitantes.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste