Impeachment é articulado por quadrilha legislativa, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (25) que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff está sendo conduzido por uma “quadrilha legislativa”. Lula participa de encontro promovido pela Aliança Progressista, uma rede internacional de partidos e organizações de esquerda. Com a voz rouca, o discurso do ex-presidente foi lido pelo diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci.

“Uma aliança oportunista entre a grande imprensa, os partidos de oposição e uma verdadeira quadrilha legislativa, que implantou a agenda do caos”, disse Lula em discurso lido por Dulci. Do lado de fora do hotel onde ocorre o seminário, manifestantes favoráveis ao impeachment trocam provocações com grupos que apoiam o governo.

Após Dulci ter lido o discurso, o ex-presidente falou alguns minutos de improviso. Segundo Lula, os deputados federais não analisaram com equilíbrio os argumentos sobre o impedimento da presidente, e resolveu pela abertura do processo de forma sumária. “Ali não houve uma mínima análise de argumentos e provas. Houve um pelotão de fuzilamento, comandado pelo que há de mais repugnante no universo político”, criticou o ex-presidente.

“Essa operação foi comandada pelo presidente da Câmara dos Deputados, réu em dois processos por corrupção, investigado em quatro inquéritos e apanhado em flagrante ao mentir sobre suas contas secretas na Suíça”, disse em referência a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, de acordo com Lula, aceitou a tramitação do processo de impeachment como vingança. “Quando os deputados do PT se recusaram a acobertá-lo no Conselho de Ética, o presidente da Câmara abriu o procedimento do impeachment”.

Uma das razões da ação para a saída de Dilma é, segundo Lula, abafar as investigações e o combate à corrupção no país. “Os golpistas querem voltar ao poder para controlar, justamente a polícia. Intimidar o Ministério Público e a Justiça, como fizeram no passado. Para restabelecer o reino da impunidade que sempre os preservou”.

O agravamento da crise política, que criou o cenário propício ao impedimento da presidente, foi uma estratégia dos opositores ao governo, disse o ex-presidente. “Enquanto o governo se esforçava para equilibrar as contas públicas, cortando na própria carne, a oposição trabalhava para agravar a crise. Foram 18 meses de sabotagem no Legislativo, com a cumplicidade dos grandes meios de comunicação, que difundem o pessimismo e a incerteza 24h por dia”, disse.

Falando de improviso, o ex-presidente comparou o processo atual contra Dilma ao golpe que instaurou a ditadura militar no país. “Tirar a Dilma do jeito que eles querem tirar é a maior ilegalidade desde a revolução de 1964, no golpe militar”, comparou.

Os argumentos usados atualmente são, de acordo com Lula, semelhantes aos proferidos para derrubar governos e instaurar os regimes nazista e fascista na Alemanha e na Itália, respectivamente, na primeira metade do século 20. “O argumento é sempre o mesmo: acabar com a corrupção. Foi assim que Hitler cresceu, foi assim que Mussolini cresceu, é assim que a direita cresce em todos os países da América Latina”.

Para Lula, internacionalmente há o agravamento de crises políticas e econômicas, que afetam, em especial, os países latino-americanos. “Depois da crise de 1929, nunca tivemos uma situação como essa. Nós temos o mundo rico fracassado, o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vivendo problemas sérios e a América Latina retrocedendo, não apenas do ponto de vista econômico, a do ponto de vista da democracia”.

Fonte: Agência Brasil

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Crato (CE): Secult promove workshop 'O Ator Contemporâneo', com Guido Campos


Com o objetivo em criar possibilidades para as pessoas aprendendo técnicas de interpretar a partir da dança e do teatro, a Secretaria de Cultura do Crato, em parceria com a Sociedade de Cultura Artística do Crato (SCAC), realiza no próximo dia 30 de abril, na Casa Ninho, das 10h às 12h, o workshop “O ator contemporâneo”, com Guido Campos.

Guido é um ator visceral, que atua há mais de 30 anos e já foi dirigido, entre outros, por nomes como Antunes Filho, Amir Haddad, Luis Fernando Carvalho, Jorge Fernando, Wolf Maya, Hamilton Vaz Pereira, Regina Miranda e Henrique Rodovalho. Participou, também, das novelas “O Rei do Gado”, de Bendito Ruy Barbosa, e “Que Rei Sou Eu?”, de Cassiano Gabus Mendes, e dos longas "Lula o Filho do Brasil" de Fábio Barreto, “Carandiru”, de Hector Babenco, “O Tronco”, de João Batista de Andrade, “Outras Histórias”, de Pedro Bial, e “Terra de Deus”, de Iberê Cavalcanti.

Atualmente Guido Campos faz Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Goiás.

O workshop pretende discutir a prática do teatro/dança contemporânea com técnicas somáticas (consciência e reestruturação corporal) para a criação de cenas teatrais/coreográficas através da improvisação, aprofundando a investigação de cada ator/bailarino na experimentação a estímulos diversos, discutindo assuntos e práticas cênicas, atingindo desde o não-ator ao ator-artista. A ação recebe o apoio da Casa Ninho de Teatro e é voltada para atores e não atores. Estão sendo disponibilizadas 25 vagas para os participantes.

Inscrições: http://bit.ly/1MT5GaQ (link encurtado e seguro)

Assessoria de Imprensa/PMC

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Lula chama impeachment de maior ato de ilegalidade desde 1964 e diz que vai resistir

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceu nesta segunda-feira (25) a um seminário em São Paulo organizado pela Aliança Progressista. Durante sua palestra no evento, ele voltou a fazer críticas à imprensa nacional na cobertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, agradecendo o contraponto feito por jornalistas internacionais no Brasil.

"Eu estou convencido de que, aqui no Brasil, vai ter muita luta. Viveremos momentos de muito combate democrático. Não é possível aceitar que um canal de TV ou um jornal governem o país. Não é possível que meia dúzia de jornais ou revistas digam quem é bom para o país. Quem tem que dizer isso é o povo", afirmou.

"Eu quero que vocês saibam que nós, do PT, vamos resistir. Porque com a democracia não se brinca. Muita gente morreu para defender a democracia. Tem problemas? Tem. Tem problemas econômicos, tem conduções equivocadas que o PT discorda do governo. Mas, se erro de governo e momento ruim da economia forem levar presidente a impeachment e primeiro-ministro a voto de desconfiança, ninguém se sustenta dois anos em nenhum país do mundo."

Segundo o ex-presidente, "a imprensa estrangeira está dando uma lição de moral à imprensa brasileira". "Nós não queremos que [os jornais] defendam a Dilma, o PT. Queremos apenas a verdade", completou, para em seguida enfatizar que não há crime de responsabilidade no processo de impeachment de Dilma.

Lula também criticou os políticos da oposição que, segundo ele, utilizam as mesmas técnicas que resultaram na derrubada de João Goulart durante o golpe militar de 1964.

"Tirar a Dilma é apenas um gesto. É o maior ato de ilegalidade feito desde 1964, no golpe militar. No golpe, eles tinham alguns argumentos - de que o presidente era comunista, tinha proposto a reforma agrária e que era preciso derrubar a esquerda para evitar a corrupção. São sempre esses argumentos", afirmou.

Em seu discurso, Lula acusou indiretamente o vice-presidente, Michel Temer, de manobrar pelo impeachment. Para ele, os motivos defendidos pela acusação tornam qualquer país do mundo ingovernável.

"Aqui no Brasil, o vice é constitucionalista, é advogado e sabe que Dilma não cometeu crime. Mesmo assim, [os oposicionistas] resolveram tomar uma decisão política. Porque não há um julgamento do crime", declarou.

Por fim, em seu pronunciamento, Lula comparou a Operação Lava Jato à Operação Mãos Limpas, realizada na Itália entre as décadas de 80 e 90. Segundo ele, o vácuo de poder pela prisão de dirigentes pode acabar promovendo novos protagonistas, nem sempre os procurados pelos eleitores.

"A Itália sabe o que significou a Operação Mãos Limpas. Prenderam não sei quantos empresários. O resultado da moralização foi a eleição do [Silvio] Berlusconi", relembrou. "E aqui no Brasil, para combater tudo isso [a corrupção], eles [oposicionistas] querem [eleição] pela via indireta, eleger um presidente."

"Nós só queremos uma coisa: respeitem o voto popular e, se querem ganhar as eleições, esperem 2018", completou.

'Temer traidor'
O presidente do PT, Rui Falcão, também criticou Michel Temer nesta segunda-feira, em discurso na abertura do evento. Segundo Falcão, "Traidor de sua colega de chapa, contra a qual conspira abertamente, Temer já anunciou um programa antipopular, de supressão de direitos civis e sociais, de privatizações e de entrega do patrimônio nacional a grupos estrangeiros".

"Comanda o golpe o vice-presidente da República, que registra 1% de intenção de voto, caso passasse pelo teste das urnas. E que acumula nas pesquisas uma rejeição próxima de 80%", declarou Falcão, que foi além.

"Se a oposição de direita insistir na deposição da presidenta, reafirmamos que não haverá trégua nem respeito a um governo usurpador, sem o referendo do voto popular e, portanto, ilegítimo e ilegal", acrescentou.

Fonte: UOL (Com Estadão Conteúdo)

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Matéria de capa da The Economist diz que impeachment não resolverá crise econômica

Em matéria de capa intitulada “A Traição do Brasil”, veiculada nesta quinta-feira (21/04), a revista britânica The Economist afirma que toda a classe política decepcionou os brasileiros e não apenas a presidente Dilma Rousseff. Apesar de acreditar que a possível saída da mandatária não provocará um sentimento de luto entre os brasileiros, a revista afirma que o impeachment não resolverá as crises política e econômica atravessadas pelo país.

“Não foi apenas Dilma que falhou. Toda a classe política decepcionou o país por meio de uma mistura de negligência e corrupção. Os líderes brasileiros não irão ganhar de volta o respeito de seus cidadãos ou superar os problemas econômicos a não ser que seja feita uma meticulosa limpeza”, escreveu a Economist.

A publicação acredita que a saída para crise política no país seria a realização de novas eleições gerais.

Para a publicação, a melhor saída para o Brasil seria a realização de eleições gerais, para que os eleitores tenham a chance de “se livrar de um Congresso Nacional infestado de corrupção”.

“Apenas novos líderes e legisladores poderão realizar as reformas fundamentais que o Brasil precisa”, argumenta a revista.

No entanto, ela reconhece que novas eleições podem tardar a ocorrer, visto que é “improvável” que o Congresso aprove a emenda constitucional necessária para a realização de um pleito geral ou até mesmo presidencial. Assim, “existe uma boa chance de que o Brasil continue condenado a se debater sob a atual geração de líderes descreditados” até as próximas eleições, conclui a publicação britânica.

Fonte: Opera Mundi

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Estratégias de combate ao crime resultam na apreensão de armas, drogas e veículos no Cariri

Diretrizes Operacionais, estabelecidas pelo Tenente Coronel Paulo Hermann Fernandes, orientaram as ações de segurança realizadas pela Polícia Militar em toda a Área Integrada de Segurança 11 (AIS 11) durante o final de semana.

A AIS 11 abrange 25 cidade do Cariri cearense e demanda da segurança pública atenção especial para as particularidades de cada município. Neste sentido, ações específicas são planejadas pela Polícia Militar visando combater a criminalidade e garantir o bem estar social.

No período entre sexta e domingo foram apreendidos 18 veículos sendo que cinco deles possuíam registro de furto/roubo. Além disso, cinco mandados de prisão foram cumpridos, duas armas de fogo foram retiradas de circulação e cinco pessoas foram presas por tráfico de drogas.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

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Grupo de Temer avalia retirar benefícios do salário mínimo

Para escapar de uma alta inevitável de impostos neste primeiro momento, o grupo que apoia o vice-presidente Michel Temer vai insistir na proposta de desvincular benefícios - incluindo os da Previdência - dos reajustes concedidos ao salário mínimo. A aprovação dessa medida, impopular, mas necessária, segundo conselheiros do vice, seria possível graças a uma "onda" receptiva do Congresso às propostas de um eventual governo Temer para solucionar a crise brasileira.

A ideia é acabar também com as vinculações constitucionais, como gastos obrigatórios com saúde e educação, que engessam o Orçamento federal. A avaliação é de que esse caminho é mais viável do que a elevação de tributos num momento de recessão da economia. Segundo os assessores de Temer, agora é hora de cortar despesas, em vez de aumentar as receitas.

A adoção dessas medidas seria uma forma de sinalizar ao mercado que um eventual governo do vice estaria preocupado em resolver a questão fiscal pela via das despesas. Temer também se comprometeria com uma reforma mais estruturante, dos gastos da Previdência Social.

Interlocutores de Temer reconhecem, porém, que é quase impossível resolver o rombo das contas públicas sem mexer, mais adiante, na carga tributária. O diagnóstico agora é de que a elevação de tributos aumentaria a inadimplência.

Segundo técnicos do governo, o quadro fiscal tende a piorar porque o déficit de R$ 96,6 bilhões previstos para este ano conta com recursos que, já se sabe, não se realizarão, como a CPMF e outras receitas extraordinárias. A arrecadação com o fim da isenção da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para eletrônicos está abaixo do esperado. A aposta para melhorar um pouco a situação fiscal continua sendo a arrecadação com repatriação de divisas. O governo espera R$ 35 bilhões, mas ainda há muita incerteza. O grupo de Temer aposta nos recursos da repatriação para reforçar os cofres públicos e melhorar a situação no segundo semestre.

Gesto político
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ressaltou nesta segunda-feira (25) a importância dessas receitas. Para ele, o volume poderá ser maior caso Temer assuma pela melhora da confiança dos agentes econômicos. No domingo, Skaf se encontrou com Temer para entregar uma proposta de ajuste fiscal sem a elevação de impostos. Mas ele reconhece que o enxugamento da máquina pública não implica uma economia muito grande, mas cria um gesto político favorável.

Para José Roberto Afonso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), não há espaço para aumentar a carga tributária. "O Brasil está viciado em tentar resolver o quadro fiscal sempre pelo lado das receitas", afirmou. Segundo ele, não dá para pensar em aumentar tributos num cenário como o atual, de depressão econômica. "Não é uma questão econômica, mas física", disse.

Ex-secretário da Receita no governo de Fernando Henrique Cardoso Everardo Maciel afirmou que a carga tributária chegou no limite para acompanhar o aumento dos gastos. "As despesas são uma caixa-preta e há espaço para reduzi-las", disse.

Relator do Orçamento de 2016, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) tem pronta uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que desindexa todas as despesas do Orçamento e desvincula todas as receitas. Ele apresentou a proposta ao grupo de Temer e crê que há viabilidade política para aprová-la.

A PEC vai ao encontro do que defende o documento Uma Ponte para o Futuro, do PMDB. O fim da indexação é uma das pilastras do orçamento defendido pelo partido. Para os economistas ligados à legenda, é "indispensável" que se elimine a indexação de qualquer benefício ao valor do salário mínimo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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OMS aponta redução dos casos de Zika vírus no Brasil

Em uma coletiva de imprensa essa segunda-feira (25), a subdiretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Marie-Paule Kieny afirmou que a epidemia de Zika vírus está em uma fase de queda no Brasil, assim como na Colômbia e no Cabo Verde. Para a Organização, a queda se deve provavelmente ao fim do verão no hemisfério sul do planeta.

No entanto, ela também apontou que é impossível saber se haverá reativação do vírus no futuro e também sobre seu risco de propagação para regiões como a Europa e África. Por enquanto a epidemia pode se propagar a qualquer lugar em que exista o vetor, portanto está sendo organizada uma rede de vigilância na África, de acordo com Kieny.

Fonte: Minha Vida (Com informações de O Globo)

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Temer é “traidor” e cortará direitos sociais, diz presidente do PT

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse nesta segunda-feira (25) que o vice-presidente Michel Temer prepara plano contra os direitos civis e sociais caso assuma a Presidência da República. “Traidor de sua colega de chapa, contra a qual conspira abertamente, Temer já anunciou um programa antipopular, de supressão de direitos civis e sociais, de privatizações e de entrega do patrimônio nacional a grupos estrangeiros”, disse em discurso durante seminário promovido pela Aliança Progressista, uma rede internacional de partidos e organizações de esquerda. Falcão classificou o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff de golpe de Estado.

“Mas o fato é que vivemos um novo e indigno capítulo da nossa história: após 31 anos de vida democrática, um golpe de Estado busca depor a presidenta Dilma Rousseff, a primeira mulher a governar o Brasil e que foi reeleita em 2014 com mais de 54 milhões de votos”.

O presidente do PT voltou a dizer que não existem os indícios necessários para que Dilma Rousseff seja processada por crime de responsabilidade. “Ocorre que a lei maior brasileira exige, para que o impedimento se processe, a existência de crime de responsabilidade cometido pela presidenta. Como todos sabem, porém, a presidenta Dilma não cometeu crime algum. Não pesa contra ela qualquer denúncia de corrupção ou de recebimento de propina”, acrescentou, durante discurso no seminário.

Falcão criticou ainda o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que classificou como “principal algoz” da presidenta. “Ao contrário de seu principal algoz, o presidente da Câmara dos Deputados, que conduziu a primeira fase do processo, o deputado Eduardo Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e evasão de divisas”, disse. Cunha recebeu denúncia que deu início a abertura do processo de impeachment, após ter sido aprovado pelos deputados federais. O processo agora está sob análise do Senado.

O movimento pela saída de Dilma é coordenado, segundo Falcão, por setores da sociedade insatisfeitos com o resultado das eleições. “A escalada golpista só foi possível graças à participação ativa do grande capital, de setores do aparato policial e judicial do Estado, mancomunados com a mídia monopolizada e a oposição de direita. São eles o centro dirigente de uma operação destinada a subverter o resultado das urnas, nas quais foram batidos em quatro eleições presidenciais consecutivas desde 2002”, ressaltou.

Para o presidente do PT, o modo como as investigações contra corrupção estão sendo conduzidas mostram riscos às instituições democráticas. “Sucedem-se vazamentos ilegais e atropelos de garantias individuais a evidenciar que a nação está sendo sangrada pela construção de um regime de exceção e arbítrio, sob o comando de forças conservadoras cujo único objetivo é voltar ao governo a qualquer custo”.

Ao final, Falcão disse que o partido resistirá, caso a ação pelo impeachment de Dilma continue em curso, e pediu ajuda das organizações internacionais contra o processo. “Esperamos contar com a solidariedade dos democratas de todos os países para que este atentado à democracia não se consume. Juntos, poderemos resistir e derrotar as forças do ódio, da intolerância e do retrocesso”.

Temer
No último dia 22, Michel Temer disse que o Brasil não merece ser desqualificado com agressões à Vice-Presidência e que decidiu dar entrevistas à imprensa estrangeira após se sentir atacado por declarações da presidenta Dilma Rousseff. O peemedebista ocupou a Presidência, quando Dilma Rousseff viajou para os Estados Unidos na semana passada.

“Fui provocado para aquelas entrevistas, achei que deveria dizer alguma coisa à imprensa internacional, já que houve manifestações [de Dilma] em relação à imprensa internacional, especialmente pretendendo desqualificar a minha posição. Aí não é a coisa do vice-presidente, é uma coisa do Brasil, acho que o Brasil não merece desqualificação por meio de eventuais agressões à Vice-Presidência”, disse Temer em entrevista na saída de seu gabinete, no anexo do Palácio do Planalto.

A jornais norte-americanos, Temer negou que esteja conspirando contra Dilma, disse que está preocupado com as declarações da presidenta sobre o Brasil no exterior, como se o país fosse uma “República menor” onde “ocorrem golpes”. Ao The New York Times, Temer disse ainda que passou quatro anos no “ostracismo absoluto”.

Fonte: Congresso em Foco

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José de Abreu no Domingão: "O Cunha é ladrão, ele não pode impichar a presidente"

Era para ser uma simples e manjada homenagem no "Arquivo Confidencial", mas a participação de José de Abreu no "Domingão do Faustão" (Globo) deste domingo (24) deu oportunidade para o ator falar sobre a discussão em que se envolveu no final de semana, em São Paulo. Abreu ressaltou que não se arrepende de ter cuspido no casal que o teria ofendido porque "não pode se arrepender de um ato impensado, não sou responsável".

"Nunca cuspi em ninguém, nunca briguei com ninguém, não tenho um processo", disse a Fausto Silva. "A atitude dele [do advogado com quem discutiu] foi pensada, a minha não".

Segundo Abreu, o casal que estava na mesa ao lado da sua o chamou de "vagabundo" e ofendeu sua mulher, Priscila Petit. "Eles falaram que a bolsa da minha mulher foi comprada com o dinheiro do povo, pela lei Rouanet".

O ator de 69 anos contou que seu primeiro impulso ao ouvir os xingamentos foi pensar em derrubar as mesas que estavam por perto, mas que "conseguiu se segurar".

Sobre a jovem que acompanhava o advogado, disse: "Nenhuma feminista do Brasil a defendeu, ela xingou minha mulher pelo simples fato de ela ser mulher". Nas redes sociais, no entanto, militantes feministas repudiaram a postura de Abreu.

Faustão fez questão de deixar claro que o quadro estava marcado "desde o final de 'A Regra do Jogo', mas foi adiado porque ele [José de Abreu] estava viajando". O ator interpretou Gibson, o pai da facção da trama de João Emanuel Carneiro.

José de Abreu aproveitou a oportunidade para comentar o cenário político do país.

"O Temer já foi citado quatro vezes na Lava Jato. É ele que querem colocar no lugar de Dilma.O Cunha é ladrão, ele não pode impichar a presidente".

E o ator voltou a falar de discriminação de gênero: "O Brasil é um país machista. A Dilma não tem happy hour.Ela não vai tomar uisquinho com os políticos. O Lula tem saco para essas coisas. Ela não tem, então não faz."

Pouco interrompido por Faustão, ele continuou: Você viu a votação do impeachment? Dá para a Dilma conviver com esses deputados?." E mencionou a reportagem da Folha que revelou o envolvimento de deputados que disseram sim à deposição da presidente com o mercado de prostituição de luxo em Brasília.

Abreu lembrou Lobão e Roger, dizendo que estes, por serem de "direita", não são incomodados "enquanto jantam" em algum lugar. No Twitter, Roger ofendeu o ator e afirmou que não é xingado porque está "do lado dos bons". Lobão se limitou a retuitar o que opiniões de internautas.



Fonte: F5/Folha.com

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Afastamento de Cunha ainda está longe de ser julgado no STF

Enquanto a presidente Dilma Rousseff enfrenta no Congresso Nacional o processo de impeachment, com o risco de ser afastada do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), continuará exercendo o cargo, por tempo indeterminado. No que depender do Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de afastamento de Cunha ajuizado pela Procuradoria Geral da República não será julgado tão cedo. Isso porque os ministros não se convenceram de que existe um motivo jurídico forte o suficiente para tirá-lo da cadeira. Adiar a análise do caso foi a solução encontrada para não precisar declarar oficialmente que Cunha pode permanecer no cargo. Uma decisão desse tipo daria ainda mais poderes ao parlamentar nesse momento de crise — e isso o tribunal quer evitar.

Em conversas reservadas, ministros do STF declaram estar convencidos de que Cunha utiliza o cargo para se beneficiar no processo que corre contra ele no Conselho de Ética da Câmara, para tentar prejudicar Dilma no pedido de impeachment e também para ameaçar adversários. Entretanto, esse motivo não teria respaldo em lei para justificar que ele seja afastado do cargo. No tribunal, o entendimento é pacífico de que um parlamentar só pode deixar o mandato em caso de condenação judicial. Ainda assim, essa determinação cabe à Câmara, e não ao Judiciário. Cunha responde a uma ação penal e a dois inquéritos no STF. Não há previsão para o julgamento final.

No pedido para afastar Cunha do cargo e do mandato de deputado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também argumentou que o presidente da Câmara não poderia permanecer na linha sucessória da Presidência da República. É ele quem assume o posto em caso de afastamento ou ausência da presidente Dilma e do vice, Michel Temer. A Constituição Federal diz que o presidente da República não pode exercer o cargo caso responda a processo no STF. Cunha não preenche esse pré-requisito: ele é réu no tribunal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Esse argumento parece ter mais força, ao menos para o ministro Gilmar Mendes. Na segunda-feira, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Gilmar disse que o motivo é “plausível”.

— A Constituição diz que, se for recebida a denúncia contra o presidente da República, ou uma queixa-crime, ele deve ficar afastado do cargo por 180 dias, uma regra equivalente à regra do impeachment. Eles (juristas) estão dizendo que também o seu substituto não poderia estar a exercer cargo se teve uma denúncia contra si recebida, o que é um argumento plausível. Poderia ser aplicado ao presidente da Câmara — declarou o ministro.

Regra não vale para presidente do Senado
A regra não valeria para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também está na linha sucessória da Presidência da República, depois de Cunha. Isso porque Renan responde a inquéritos no STF. Ainda não houve recebimento de denúncia contra ele. Portanto, nenhuma investigação é ação penal.

O pedido de Janot para afastar Cunha de suas atividades chegou ao STF em dezembro do ano passado. Em tese, o caso já estaria pronto para ser julgado, porque a defesa do parlamentar já foi apresentada oficialmente.

O ministro Teori Zavascki, relator do pedido da PGR e também dos inquéritos na Lava-Jato, não tem previsão de quando vai liberar o caso para o julgamento em plenário. A interlocutores, ele tem dito que não quer levar o caso ao plenário antes de o impeachment da presidente ser resolvido, para não embaralhar ainda mais o jogo político. A tendência de manter Cunha no cargo também sujaria a imagem no tribunal perante a sociedade, o que é uma preocupação entre os ministros.

No pedido de afastamento, Janot lista uma série de justificativas para tentar comprovar que Cunha usa o cargo em benefício próprio, para obstruir investigações e achacar adversários. O principal argumento são os requerimentos de investigação que aliados de Cunha apresentaram perante a Câmara. Em um deles, houve pedido para investigar operações do grupo Mitsui. O objetivo seria pressionar o lobista Júlio Camargo para retomar o pagamento de propina ao parlamentar. Cunha também teria ordenado a apresentação de requerimentos e convocações com o intuito de pressionar donos do grupo Schahin. A pressão teria favorecido o doleiro Lúcio Funaro, amigo de Cunha, em um negócio. Ainda segundo a PGR, Cunha teria obstruído a pauta em benefício próprio e ameaçado o deputado Fausto Pinato (PRB-SP), ex-relator do processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.

Fonte: O Globo

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Teori Zavascki determina investigação de planilhas de doações da Odebrecht

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki determinou a abertura de procedimento para apuração preliminar sobre planinhas apreendidas na Operação Lava Jato com nomes de políticos que teriam recebido doações da Odebrechet.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai analisar a lista e decidir se há ou não indícios para pedir ao STF a abertura de inquérito contra os políticos citados, de acordo com a assessoria de comunicação da Corte.

As planilhas foram apreendidas na casa de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, executivo da empreiteira Odebrecht, e listam mais de 200 políticos da oposição e do governo que teriam recebido repasses da empreiteira. O executivo foi alvo da 23ª fase da Operação Lava, conhecida como Acarajé. Nos documentos, não há juízo sobre a legalidade dos pagamentos feitos pela construtora, que é uma das maiores doadoras a políticos.

Teori Zavascki também decidiu devolver ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, responsável pelos processos da Lava Jato, duas investigações que haviam sido remetidas ao Supremo, as da 23ª e 26ª fases da Operação Lava Jato, denominadas Acarajé e Xepa.

Em março, Moro decidiu enviar ao STF os processos decorrentes das duas fases da operação, que incluem a lista que trata dos pagamentos feitos pela Odebrechet a políticos. Moro havia colocado a lista em segredo de Justiça em função do foro privilegiado de alguns dos citados.

Fonte: Agência Brasil

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Por que ficamos tão chateados quando uma celebridade morre?

2016 já trouxe diversas perdas no campo das artes. O mundo se despediu de David Bowie, Alan Rickman e, mais recentemente, de Prince, que foi encontrado morto dentro de um elevador em sua casa na última quinta-feira (21). Mas afinal, por que sentimos tanto a morte de pessoas que, muito provavelmente, nunca conhecemos? A emoção pode até causar estranhamento em quem não compartilha da mesma tristeza, causando enxurradas de comentários nas redes sociais, como se o sentimento fosse "insincero".

Mas há realmente uma razão psicológica para lamentarmos tanto a morte de celebridades. Michael Brennan, um sociólogo em entrevista para o site QZ, explica que "fãs lamentam não apenas a perda da celebridade, mas outros aspectos de suas vidas pessoais que se relacionam com a pessoa famosa". Quem chorou pela perda de David Bowie não sentiu tristeza apenas pelo falecimento do cantor, por exemplo, e sim por todos os momentos em que a obra de Bowie foi importante em sua vida.

Brennan explica que quando ouvimos música — especialmente nos primeiros anos da vida adulta —, somos mais propensos a formar memórias fortemente ligadas às canções. Quando pensarmos na música desses artistas no futuro, refletiremos sobre relacionamentos, sonhos e até arrependimentos do que nunca aconteceu. "Ao entrarmos no luto por uma pessoa famosa, os fãs também estão em luto pela perda de relações pessoais, pela perda de algo dentro de si mesmos, de suas memórias", escreveu o sociólogo.

A morte de uma celebridade também nos lembra da nossa própria mortalidade. "Você também pode morrer sozinho e dentro de um elevador, não importa quão rico ou talentoso seja", explica Hamira Riaz, uma psicóloga baseada em Londres.

Em outro ponto de vista, talvez um tanto mais cínico, a Scientific American aponta que há também um fator "cosmopolita" em homenagear a celebridade em suas redes sociais. Ao compartilhar links ou twittar a respeito da morte de um artista, mostramos que sabemos o que está acontecendo no mundo. Brennan, contudo, reforça que a presença de artistas — cantores em especial — nas nossas vidas realmente deixa marcas profundas. "Isso não desvalida as reações de luto que indivíduos podem sentir, e sim sugere o poder da mídia moderna", explica. Somos tão bombardeados pela presença de celebridades em nosso cotidiano que a perda é, de fato, real.

Fonte: Galileu

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Decisivo para impeachment, Senado já reverteu derrotas de Dilma na Câmara

Aprovado na Câmara dos Deputados, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) segue agora para o Senado Federal. É lá que será decidido se o processo de afastamento da presidente será realmente aberto e, mais importante, se ela perderá mandato presidencial conquistado na eleição de 2014.

É no Senado também que o governo Dilma terá a chance de reverter a derrota mais importante já imposta a ele pela Câmara. A missão é difícil, mas o histórico mostra que é possível que senadores ajam contra deputados e a favor da presidente até mesmo sobre os assuntos mais polêmicos.

Desde que Dilma iniciou seu segundo mandato na Presidência, senadores já contrariaram deputados e colocaram-se ao lado do governo ao menos seis vezes. Em todos esses casos, a Câmara, presidida por Eduardo Cunha (PMDB), votou projetos de lei contra a orientação do Palácio do Planalto. Já o Senado, presidido por Renan Calheiros (PMDB), reformou esses projetos em favor da presidente ou agiu para minimizar eventuais prejuízos ao governo. Confira:

Redução da maioridade penal: a Câmara aprovou em agosto do ano passado a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos, como estupro, e para homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. A aprovação aconteceu após manobra de Cunha e à revelia do governo. A PEC seguiu para o Senado. Lá, acabou "engavetada". Renan diz ser contra a redução.

Financiamento privado de campanhas eleitorais: a Câmara manifestou-se mais de uma vez em favor do direito de empresas financiarem campanhas eleitorais no país. Em maio, deputados rejeitaram uma proposta que proibia as doações. Depois, aprovaram um projeto garantindo o direito às contribuições privadas. A proposta foi ao Senado, que votou contra. De volta à Câmara, o projeto foi novamente modificado para autorizar as contribuições de empresas. Dilma vetou a proposta. Os vetos foram analisados pelo Congresso Nacional e prevaleceu a posição do Senado e do governo, que proíbe as doações.

Reajuste de dívidas de Estados e municípios: Em abril de 2015, enquanto o governo federal tentava reequilibrar suas contas com um ajuste fiscal, a Câmara do Deputados aprovou um projeto de lei que revia os índices de correção de dívidas de Estados e municípios com a União. Na prática, a medida reduzia correções monetárias e comprometia a arrecadação federal, o que desagradava o governo. O projeto seguiu para o Senado. O então ministro da Fazenda Joaquim Levy negociou com senadores e incluiu na proposta um prazo para que o governo pudesse se adaptar. A alteração nos índices passou a vigorar apenas em janeiro.

Reajuste de salários de servidores do MP: Ainda durante as discussões do ajuste fiscal, a Câmara aprovou um projeto de lei que concedia reajustes salariais de até 59% aos servidores do MPF (Ministério Público Federal). O governo era contra o aumento. Quando a proposta foi ao Senado, ele agiu para que o índice de reajuste fosse revisto. O aumento salarial médio caiu para 41%, e seu pagamento ainda passou a ser parcelado até 2019.

Maior correção para o FGTS: Outro projeto de lei que desagradava o governo e que acabou aprovado pela Câmara dos Deputados foi o que aumentava o índice de correção do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de trabalhadores. Hoje, o saldo das contas é corrigido em cerca de 3% ao ano. A Câmara determinou que a correção fosse de cerca de 6% ao ano, ou seja, igual à poupança. Para o governo, a mudança poderia inviabilizar programas como o Minha Casa, Minha Vida. Por isso, ele agiu para que a proposta não avançasse no Senado. O projeto está parado há mais de seis meses.

Projeto sobre a terceirização do trabalho: A Câmara também aprovou no ano passado um projeto que visa a estabelecer regras mais claras para a terceirização do trabalho em empresas. Sindicatos e movimentos sociais são historicamente contrários à medida e têm o apoio do governo federal nessa questão. Após aprovação pelos deputados, o projeto foi enviado ao Senado e não avançou.

Cenário mudou
Apesar de os senadores serem mais compreensivos com o governo Dilma do que deputados, isso não significa que a presidente terá mais chances de se livrar do afastamento no Senado. Cientistas políticos ouvidos pelo UOL apontam que o cenário político atual é incomparável com o de meses atrás, quando senadores livraram a presidente de derrotas na Câmara. Para eles, a tendência hoje é que senadores abram o processo de impeachment e tirem Dilma da Presidência ao menos temporariamente.

"O quadro mudou completamente. No cenário atual, o impeachment deve avançar no Senado", afirmou o cientista político Ricardo Ismael, professor da PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio). "Em janeiro, víamos a Câmara, controlada por Cunha, fazendo oposição à Dilma. Já o Senado, presidido por Renan, estava mais neutro. Agora, cresce dia após dia a posição pró-impeachment no Senado. A compreensão de senadores está acabando."

A queda do apoio a Dilma no Senado também é observada pelo cientista político e diretor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio), Geraldo Tadeu Monteiro. "É difícil senadores segurarem essa onda contra a presidente que vem da Câmara", disse. "Eles são políticos e, claro, sensíveis à opinião pública. Não querem perder a credibilidade de seus eleitores. Com o impeachment aprovado por deputados, ele não deve ser barrado pelo Senado."

Fonte: UOL

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Bateria dura 400 vezes mais e cientistas não sabem o porquê

Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine criou uma bateria com uma vida útil 400 vezes maior do que as usadas normalmente em smartphones.

Mas não era isso que eles estavam tentando fazer - e nem sabem exatamente o que aumentou tanto o desempenho da nova criação.

A maior parte dos nossos celulares e laptops usa baterias de íon de lítio - ela é adotada em todos os produtos da Apple, por exemplo.

Ela pode ser carregada, em média, 500 vezes (um ciclo completo é contado quando a bateria fica zerada).

Depois disso, o lítio começa a corroer a estrutura interna, o desempenho vai caindo aos poucos e ela precisa ser substituída.

Essas baterias e pilhas que usamos no dia a dia tem líquidos no interior.

Sabe bem disso quem já guardou uma pilha por tempo demais e encontrou uma gosma escura vazando dela.

Por serem líquidas, elas pegam fogo com facilidade e são muito afetadas por mudanças de temperatura.

Por causa disso, os cientistas de Irvine queriam desenvolver uma bateria quase sólida, que usasse gel ao invés de líquido. O grupo usou nanocabos de ouro para armazenar a eletricidade, revestidos de óxido de magnésio e protegidos por uma camada do gel eletrolítico.

Depois, eles decidiram testar a resistência do conjunto para ver quantas vezes a bateria poderia ser carregada sem se desgastar.

Os nanocabos são muito frágeis e, em experimentos anteriores, eles ficavam completamente destruídos depois de cerca de cinco mil ciclos de carregamento.

Mas, nos testes mais recentes, o resultado foi outro. Eles puderam ser carregados 200 mil vezes seguidas sem perda de desempenho ou corrosão.

Os cientistas ainda não conseguiram explicar como foi que o material se tornou tão resistente, mas acreditam que o efeito protetor do gel foi essencial para evitar a destruição dos cabos.

Por enquanto, a tecnologia ainda está longe de se tornar uma bateria funcional.

A preocupação dos cientistas foi manter um ciclo contínuo de carregamento para ver o quão resistente e durável era a nova tecnologia.

Falta, por exemplo, ver como o conjunto funcionaria ao ter que transmitir essa eletricidade para um outro equipamento.

Outra dificuldade para a adoção comercial da tecnologia é que ela utiliza pequenos pedaços de ouro - e isso encarece bastante o processo de produção.

Mas, com o aperfeiçoamento da nova criação, o ouro pode ser substituído por materiais mais baratos mas que cumpririam a mesma função, como o níquel.

Enquanto isso, vale aprender a aumentar a vida útil da sua bateria para ela não te deixar na mão.

Fonte: Exame.com

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Anatel proíbe limites na internet de banda larga 'por prazo indeterminado'

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu nesta sexta-feira (22) que as operadoras ficarão proibidas de limitar o acesso à internet de banda larga fixa "por tempo indeterminado". Nesta semana, o órgão havia determinado que as empresas cumprissem a ordem "em caráter preventivo", por 90 dias.

A proibição vai valer até que o Conselho da Anatel julgue a questão, o que não tem data para acontecer. Assim, as prestadoras "continuarão proibidas de reduzir a velocidade, suspender o serviço ou cobrar pelo tráfego excedente nos casos em que os consumidores utilizarem toda a franquia contratada, ainda que tais ações estejam previstas em contrato", diz o órgão.

Segundo a Anatel, a decisão considera que mudanças na cobrança desses serviços, mesmo as previstas por lei, "precisam ser feitas sem ferir os direitos do consumidor" e acrescentou que o órgão "não proíbe a oferta de planos ilimitados", que dependem de cada operadora.

Polêmica
Nas últimas semanas, gerou polêmica a informação de que as operadoras querem oferecer planos de internet fixa, usada nas residências e empresas, com limite de download, em que o serviço pode ser suspenso quando o usuário atinge uma determinada quantidade de arquivos e dados baixados.

Atualmente, esse serviço é cobrado de acordo com a velocidade de navegação contratada, sem teto de uso da internet. Já o sistema que limita a quantidade de dados baixados, ou seja, que fixa uma franquia, já funciona na internet móvel, dos celulares.

A primeira decisão da Anatel foi divulgada quatro dias depois de o Ministério das Comunicações ter cobrado da agência medidas para garantir que as empresas respeitem os direitos dos consumidores.

A Anatel já havia informado que comunicou às operadoras que pretendem oferecer internet fixa com franquia limitada que elas só poderão começar a interromper o serviço se garantirem aos consumidores ferramenta para acompanhar o consumo. Nesta segunda, no entanto, as exigências divulgadas foram maiores – e sujeitas a multa.

As novas determinações
O despacho da Superintendência de Relações com os Consumidores da Anatel, publicado na edição de segunda-feira (18) do "Diário Oficial da União", determina que as empresas de telefonia não podem reduzir a velocidade, suspender o serviço ou fazer cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia – mesmo se isso estiver previsto em contrato – até que cumpram as condições estabelecidas pela agência reguladora.

Entre as condições definidas pela Anatel está a comprovação, por parte da operadora, de que disponibilizou aos clientes ferramentas que permitam o acompanhamento do consumo do serviço, o histórico da utilização e a notificação quanto à proximidade do esgotamento da franquia, além da possibilidade de comparar preços.

Também é necessário, segundo a Anatel, que a operadora deixe explícito em sua oferta e nas publicidades a existência e o volume de eventual franquia nos mesmos termos e com mesmo destaque dado aos demais elementos essenciais da oferta, como a velocidade de conexão e o preço. As operadoras terão que comprovar à Anatel que adotaram as medidas.

Fonte: G1

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Críticos da corrupção na sessão do impeachment são alvos de denúncias

A deputada Raquel Muniz (PSD-MG) em sessão da Câmara
Alvo de pelo menos quatro inquéritos criminais, entre eles por suspeita de formação de quadrilha e tentativa de homicídio, o deputado André Moura (PSC-SE) iniciou seu voto em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff afirmando que o país vive o maior escândalo de corrupção da história.

Um dos mais fiéis aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado sergipano também é investigado por suposto desvio de recursos públicos.

Pelos menos 7 dos 70 parlamentares que citaram "corrupção" na tribuna durante a sessão de domingo respondem a inquéritos ou ações penais no STF (Supremo Tribunal Federal) que miram em delitos graves como corrupção e desperdício do dinheiro público.

O caso da deputada Raquel Muniz (PSD-MG) é emblemático. Favorável ao impeachment e investigada por crime contra a fé pública, ela disse no plenário que o Brasil tem jeito e deu como exemplo de correção seu marido, o prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz.

Menos de 24 horas depois, Muniz foi preso sob a acusação de tentar inviabilizar o funcionamento de hospitais públicos e filantrópicos concorrentes da unidade de saúde que pertence à família dele.
Alberto Fraga (DEM) encabeçou a lista dos mais votados no Distrito Federal em 2014. Da tribuna, ele bradou: "Se 342 votos eu tivesse, 342 votos eu daria para salvar o país dessa corrupção, dessa ladroagem que se chama PT. Meu voto é "sim".

No STF, Fraga aparece como suspeito de ter recebido R$ 350 mil em propina quando era secretário de Transportes do DF, durante a gestão do governador José Roberto Arruda, preso pela PF em 2010.

Eleito pelo PSB da Paraíba, Rômulo Gouvêia afirmou, na sessão do fim de semana, que a Câmara estava votando "o combate à corrupção". "É o fim da corrupção", decretou.

Gouveia responde a uma ação penal sob a acusação de ter dispensado de forma ilegal licitação para contratação de uma empresa de publicidade quando presidia a Assembleia Legislativa da Paraíba, em 2003.

Ele também é um dos alvos de inquérito do STF, em segredo de Justiça, que investiga fraude no programa de internet gratuita no Estado. O contrato sob suspeita teve verba destinada pelo deputado.

Já Duarte Nogueira (PSDB-SP) não figura na relação de alvos do Supremo, mas em janeiro foi apontado pelo ex-presidente da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) Cássio Izaque Chebab como beneficiário da propina do esquema da merenda escolar.

Ele justificou seu voto em favor do afastamento de Dilma "pelo reencontro desse país maravilhoso com a esperança, porque não aguenta mais tanta afronta à Constituição, mentiras, impunidade e corrupção".

Um dos que pregaram a extinção "do projeto de poder e de corrupção" integra a lista de congressistas da Operação Lava Jato. Trata-se de Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

O doleiro Alberto Yousseff citou o nome do parlamentar como um dos possíveis destinatários do suborno pago ao líder do PP à época. O dinheiro seria proveniente de desvios na Petrobras.

Não foi só a ala anti-Dilma que levantou a bandeira do fim dos malfeitos. A petista Érika Kokay (DF) afirmou votar contra a "corrupção que está sentada na presidência desta sessão [se referindo a Cunha]".

Ela responde no STF a inquérito por lavagem, corrupção e formação de quadrilha.

Outro lado
Deputados ouvidos pela Folha negaram participação em irregularidades.

André Moura argumenta que não foram encontradas provas contra ele. "Foram denúncias de um adversário político, afastado da prefeitura por corrupção, que admite não ter provas e que já mudou depoimentos. Fui inocentado pela Justiça de Sergipe".

Duarte Nogueira ressaltou que a corregedoria do Estado concluiu a primeira etapa da apuração das fraudes na merenda em São Paulo e concluiu que ele "não recebeu nenhuma vantagem indevida". "Meu nome foi citado de forma irresponsável e leviana", acrescenta o tucano.

Érika Kokay atribui a investigação a um falso testemunho encomendado por um adversário que ela investigou na Comissão de Ética. Luiz Carlos Heinze diz que a citação a ele feita por Alberto Youssef é frágil. "Mostraram uma imagem minha e perguntaram ao Youssef se eu recebia. Ele pestanejou e disse que 'para mim, recebia'".

A Folha não conseguiu falar com Rômulo Gouveia e Raquel Muniz. Alberto Fraga não quis comentar. Em manifestações anteriores, Gouveia e Fraga se declararam inocentes.

Em nota oficial, Raquel disse não ver razão jurídica para a prisão do marido.

Fonte: Folha.com

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Julgamos as pessoas menos de 1 segundo depois de conhecê-las

Todo mundo gosta de pensar que dá o benefício da dúvida aos desconhecidos. Mas novas pesquisas provam o contrário.

Nossos cérebros processam opiniões e julgamentos sobre as pessoas milissegundos depois de conhecê-las, de acordo com um estudo da Universidade Albert Ludwigs, de Breisgau, Alemanha.

Sim, em menos de um segundo avaliamos se gostamos da pessoa ou não.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores ministraram o Teste de Associação Implícita, uma medida usada na psicologia que detecta as associações e atitudes imediatas e geralmente inconscientes entre certos conceitos.

O teste ajuda a determinar a reação inicia da pessoa, uma vez que o que ela diz não é necessariamente um reflexo preciso do que ela pensa.

Os participantes do estudo responderam a conceitos como “amor” e “morte” e nomes de coisas com as quais estavam familiarizadas, como seus jogadores de futebol prediletos, por exemplo. Enquanto isso, os pesquisadores mediam as ondas cerebrais por meio de eletroencefalogramas.

O experimento foi realizado para analisar os passos do cérebro no processamento de informações e o tempo que ele leva para fazer uma avaliação subconsciente. Os pesquisadores puderam observar fases individuais no processamento, chamadas de “microestados”, nos quais as redes neurais realizam passos específicos do processo.

Embora já se saiba que os tempos de reação no Teste de Associação Implícita são mais longos quando as pessoas associam conceitos desconhecidos com características positivas, este estudo indicou que a demora ocorre porque alguns dos passos exigem mais tempo, não porque há mais passos. Isso significa que estamos julgando tudo quase instantaneamente.

“Este estudo demonstra o potencial das imagens elétricas neurais modernas no entendimento da origem e do tempo dos processos sociais relevantes do cérebro”, disse o neurocientista Bastian Schiller em um comunicado de imprensa.

Os pesquisadores esperam usar os resultados da pesquisa para ajudar nas terapias de doenças mentais que envolvem problemas de relacionamento social.

Estudos anteriores indicam que as primeiras impressões são realmente importantes: pesquisadores da Universidade de Princeton descobriram que decidimos se uma pessoa é confiável em um décimo de segundo. Mas isso não deveria te deixar nervoso na sua próxima entrevista de emprego... definitivamente não.

Fonte: Exame.com

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Após hiato de três anos, Kid Abelha anuncia oficialmente o fim da banda

O Kid Abelha, ícone do rock brasileiro dos anos 1980, chegou oficialmente ao fim. A banda divulgou nesta sexta-feira (22) em suas redes sociais uma carta aos fãs anunciando o término das atividades. O grupo não se apresentava desde 2013, quando encerrou a turnê comemorativa de 30 anos.

"Optamos por um soft-ending, um final suave, evitando o sensacionalismo, com a convicção de que nossa trajetória vitoriosa sempre se deveu ao entusiasmo e dedicação sempre renovados a cada disco, cada turnê", diz o comunicado, assinado pelos três integrantes da banda: Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato.

Ex-vocalista, Paula Toller já falou sobre o fim do Kid Abelha em entrevistas, porém a banda nunca havia pronunciado a respeito. Desde 2007, o Kid Abelha fazia hiatos e reaparecia em turnês comemorativas. A última foi em 2011, para celebrar os 30 anos da banda, que não lançava um álbum com músicas inéditas havia 11 anos. O último, "Pega Vida", é de 2005.

Criada em 1981, Kid Abelha foi um dos expoentes do rock nacional e vendeu mais de 9 milhões de álbuns. O recordista, "Acústico MTV" (2002), teve mais de 2 milhões de cópias comercializadas. Entre os principais hits da banda, estão "Como Eu Quero", "Lágrimas e Chuva", "Fixação" e "Pintura Íntima".

Leia abaixo a carta do Kid Abelha sobre o fim da banda:


Fonte: UOL

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STF nega novamente habeas corpus a vereador Zé de Amélia

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o habeas corpus impetrado pela defesa do vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, José Duarte Pereira Júnior, conhecido como Zé de Amélia. A decisão é do ministro Edson Fachin, relator do caso, que entendeu que a medida era incabível porque a jurisprudência do Supremo não admite que ele seja em substituição a instrumento recursal constitucionalmente previsto

Segundo o STF, Fachin destacou que não é o caso de concessão da ordem de ofício, pois não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal. A defesa alega ao STF que não há fato concreto que justifique prisão e que ele já se encontrava cautelarmente afastado de suas funções junto à Administração Pública.

Zé de Amélia foi preso preventivamente sob a acusação de ordenação de despesa não autorizada, aumento de despesa de pessoal no último ano do mandato, falsidade ideológica, uso de documento falso, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O ministro disse ainda que a decisão do juízo de primeira instância, que decretou a prisão preventiva do vereador, informou que foi encontrado na residência de Zé de Amélia uma lista com particularidades de agentes públicos ocupantes de cargos de livre nomeação e exoneração e que seriam inquiridos na qualidade de testemunhas, o que atestaria o intuito de interferência na investigação.

Entenda o caso
Uma decisão da 2ª Vara Criminal da Juazeiro do Norte prendeu preventivamente, em dezembro de 2014, o vereador com justificativa de garantia da ordem pública e econômica e da instrução criminal. A denúncia dizia que Zé da Amélia era líder de uma organização criminosa que realizava empréstimos consignados fraudulentos e, para alcançar esse objetivo, outras práticas ilícitas eram necessárias. O desvio chegaria a R$ 3,3 milhões.

A medida cautelar, inicialmente revogada, foi restabelecida pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em dezembro de 2015, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, negou liminar em que a defesa pedia a revogação de sua prisão preventiva.

Fonte: Diário do Nordeste

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Justiça suíça amplia investigação contra políticos brasileiros

A Justiça suíça ampliou as investigações contra políticos brasileiros, ex-executivos da Petrobras e offshores da Odebrecht. O governo solicitou a cooperação de Panamá, Holanda e Liechtenstein para apurar o destino de milhões de dólares identificados nas contas de bancos do país. Entre os beneficiados estaria o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

No caso dele, o foco é a companhia Penbur Holdings, administrada pela consultoria Mossack Fonseca. Nos documentos revelados pelos Panamá Papers, o nome do banqueiro suíço David Muino é citado como a pessoa que atuaria para administrar parte da estrutura de Cunha.

O deputado, que nega que tenha cometido irregularidades, não é o único. No total, 57 nomes envolvidos na Lava Jato apareceram nos Panamá Papers, com a abertura de 107 sociedades offshore. As companhias teriam relações com Odebrecht, Schahin, Queiroz Galvão e outras. Nomes como o do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró também estão na lista.

A reportagem confirmou com pessoas próximas ao processo em Brasília que os suíços já haviam informado o Ministério Público brasileiro.

Segundo a imprensa suíça, cerca de uma centena de advogados de Genebra, Zurique e Lugano está envolvida na defesa dos suspeitos, entre eles Cunha, para evitar que os dados sejam transmitidos ao Brasil.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Barbalha (CE): Servidores dizem não a manobra de Zé Leite

Servidores fazem protesto no centro administrativo
em Barbalha
A greve dos servidores públicos ligados à saúde do município de Barbalha deve continuar. Essa é a informação da diretoria do SindMub (Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Barbalha) depois da a proposta do prefeito Zé leite (PT) ser recusada durante uma assembleia realizada nessa semana. Eles afirmam que o reajuste equivalente aos índices inflacionários não contempla a pauta de reivindicação que ocorre desde o ano passado.

A informação é que a gestão está tentando distorcer as informações para sobre as causas da greve que ocorre desde abril de 2015. Conforme o sindicato que representa a categoria, o reajuste proposto pelo prefeito, Zé Leite, de 10,67% para todas as categorias, contempla também os servidores da saúde, mas só sobre a campanha salarial 2016. A greve ocorre pela campanha salarial referente ao ano anterior que estabelece reajuste de 30% e quanto a essa pauta não houve proposta do governo.

Zé Leite, prefeito de Barbalha
Além do reajuste salarial, os mais de 120 profissionais de varias categorias cobram o a regulamentação do PMAQ-AB (Programa de Melhorias do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica), melhores condições de trabalho, entre outras pautas especificas de cada categoria. E nada dessas reivindicações foram levadas em consideração pela gestão municipal desde 2015.

Na última terça-feira (19), os profissionais realizaram um ato dentro do Centro Administrativo da cidade, onde funciona a Prefeitura Municipal. De acordo com a direção do sindicato o ato foi uma resposta aos repetidos pedidos de ilegalidade da greve que a gestão ingressa junto à Justiça do Trabalho afirma. Entre os argumento para considerar a greve ilegal, eles alegam que as atividades grevistas não estariam sendo desenvolvida.

Adriano Duarte

Fonte: Miséria

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STF recebe pedido de abertura de impeachment contra Temer

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu mais um pedido de abertura de processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer. O novo pedido foi protocolado no sábado (16) pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O parlamentar alega que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff deve ser analisado ao mesmo tempo que um processo contra Temer. Lopes aguarda que a liminar seja concedida ainda hoje, antes da votação sobre o processo contra Dilma.

"O governo da nação pode sair das mãos de quem foi democraticamente eleito pelo povo, indo para as mãos de uma pessoa que está sendo acusada de ter cometido exatamente os mesmos crimes. Não pode haver, em nenhuma situação possível e imaginável, risco maior para o povo brasileiro", afirmou o deputado.

O mandado de segurança protocolado por Reginaldo Lopes é relatado pelo ministro Marco Aurélio. No dia 5 de abril, o ministro determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitasse pedido de abertura de processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer.

O pedido foi protocolado pelo advogado Mariel Marley Marra, de Minas Gerais. De acordo com o advogado, há indícios de que o vice-presidente cometeu crimes de responsabilidade. O advogado tinha feito o mesmo pedido à Mesa da Câmara dos Deputados, mas a abertura foi rejeitada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na semana passada, sete dos 25 partidos com representação na Câmara dos Deputados indicaram nomes para compor a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment de Temer.

Após a decisão de ministro, a Mesa da Câmara dos Deputados recorreu à Corte e alegou que Temer não pode responder por crime de responsabilidade, porque sempre assumiu a Presidência da República eventualmente, na ausência da presidenta. Na semana passada, a Câmara apresentou primeiro recurso contra decisão do ministro.

Os advogados da Câmara também argumentam que o vice-presidente não pode ser responsabilizado pelos decretos que assinou sobre abertura de créditos suplementares. Segundo eles, Temer apenas deu continuidade às “iniciativas da presidente”.

Fonte: Agência Brasil

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