Entenda como funciona a Previdência e o que o Governo Temer quer mudar

A equipe econômica do governo do presidente interino, Michel Temer, já sinalizou que haverá mudanças na aposentadoria.

Confira abaixo como funciona a Previdência hoje e o que pode mudar.

1) Como ficou a Previdência no governo Temer?
Pelo novo desenho da Esplanada dos Ministérios, a pasta da Previdência será parcialmente incorporada ao Ministério da Fazenda. O antigo ministério foi desmembrado por Temer.

O INSS foi transferido para o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, comandado pelo peemedebista Osmar Terra.

Outros órgãos da Previdência, que teve a palavra "Social" retirada do seu nome oficial, vão ficar sob o comando de Meirelles.

Entre eles, a Dataprev (empresa de tecnologia da Previdência), o Conselho Nacional de Previdência e a Previc (superintendência de previdência complementar).

2) Qual o rombo na Previdência?
No INSS, o deficit deve chegar a R$ 125 bilhões neste ano. Entre servidores públicos civis e militares, o rombo é de R$ 70 bilhões. Estados e municípios com regime próprio de previdência têm deficit de R$ 48 bilhões (dados de 2013).

3) Quais as propostas em discussão?
Deve ser fixada uma idade mínima e uma regra de transição para quem já está no mercado de trabalho. Sindicalistas, porém, não abrem mão de que as mudanças aprovadas na previdência devem valer apenas para os novos trabalhadores.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que uma reforma que só afetasse novos trabalhadores seria uma "má solução".

4) O que são direitos adquiridos? A reforma vai mexer nesses direitos?
É aquele direito adquirido por uma pessoa não pode ser prejudicado por novas leis. No entanto, nenhuma norma pode ir contra a Constituição Federal.

O presidente interino, Michel Temer, afirmou que as reformas que ele vai propor não vão mexer em "direitos adquiridos", mas isso não significa que elas irão poupar todos que já estão no mercado de trabalho.

Ao julgar ações contra reformas feitas na Previdência nos últimos anos, os ministros do Supremo Tribunal Federal concluíram que só tinham "direitos adquiridos" os trabalhadores que tivessem alcançado antes da mudança as condições necessárias para se aposentar pelas regras antigas.

Conforme o entendimento dos ministros, os demais trabalhadores, que contribuíam com a Previdência há menos tempo e ainda não podiam se aposentar, tinham apenas uma "expectativa" de direito e eram obrigados a se adaptar ao novo regime.

Nas últimas vezes em que houve mudanças na Previdência, as regras de transição permitiram que trabalhadores mais próximos da hora da aposentadoria obtivessem benefícios um pouco melhores do que os assegurados aos demais pelas novas regras.

5) Quais os próximos passos?
Centrais sindicais e a cúpula do governo Temer se reuniram e decidiram criar um grupo de trabalho que vai apresentar no dia 30 de maio uma proposta de reforma da Previdência. A proposta será avaliada e, no dia 3 de junho, Planalto deve apresentar um projeto "de consenso" para a votação dos parlamentares e que "tudo está na mesa" para a discussão.

6) Quais os benefícios concedidos para trabalhadores?
A Previdência paga aposentadoria por idade, por tempo de contribuição e invalidez. Há ainda benefícios como auxílio-doença e acidente, pensão por morte e salário-maternidade (para mulheres que tiveram ou adotaram um filho), entre outros. Em março, havia 33 milhões de beneficiários da Previdência Social.

7) Quais são os regimes em vigor no Brasil?
São dois. O RGPS (Regime Geral da Previdência Social) abrange todos os indivíduos que contribuem para o INSS: trabalhadores da iniciativa privada, funcionários públicos (concursados e não concursados), militares e integrantes dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo.

Já o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) é organizado por Estados e municípios para servidores públicos ocupando cargos que exigem concurso público.

8) Quais as regras para se aposentar?
>>>Fator 85/95: soma da idade e do tempo de contribuição deve atingir 85 para as mulheres e 95 para os homens. Ao atingir o fator, o beneficiário recebe a aposentadoria integral. Fator chegará a 90/100 em 31 de dezembro de 2026, para levar em conta o aumento da expectativa de sobrevida.

>>>Fator previdenciário: média dos 80% maiores salários, corrigidos pela inflação desde jul.94, limitada ao teto do INSS, de R$ 5.189,82. Leva em conta tempo de contribuição, idade do segurado e expectativa de sobrevida ao se aposentar. Só é vantajoso para o segurado se for igual a 1 ou maior.

>>>Aposentadoria por idade: tempo de contribuição mínimo de 15 anos. Para mulheres, é preciso ter pelo menos 60 anos, enquanto homens devem ter 65 anos no mínimo.

9) Para trabalhadores domésticos, como funciona a aposentadoria?
O empregador recolhe mensalmente a contribuição (8% sobre o salário).

10) E para trabalhadores rurais?
O trabalhador rural não precisa recolher INSS, mas precisa comprovar que atuou na área rural. Além disso, pode se aposentar com 60 anos (homens) e 55 anos (mulheres). Ele precisa comprovar que atingiu a idade de aposentadoria realizando atividades no campo.

11) Como pedir a aposentadoria?
Para saber se já pode se aposentar ou até mesmo se o empregador está recolhendo corretamente para o INSS, o empregado deverá se dirigir a uma agência do INSS portando RG, CPF e o número do PIS e solicitar seu extrato.

É preciso agendar pela internet. Depois, será necessário ir a uma agência do INSS de posse dos documentos exigidos.

Fonte: Folha.com

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Sobral (CE): Prefeitura divulga edital com 162 vagas para professor

Com remuneração de R$ 1.102,85, a Prefeitura de Sobral lançou edital para contratação de 162 professores para o Sistema Municipal de Ensino. É necessário ter ensino superior e a jornada semanal de trabalho é de 20 horas. A taxa de inscrição é de R$ 50.

As vagas disponíveis são para professores de Educação Infantil (Pedagogia); Ensino Fundamental Inicial (até o 5º ano, Pedagogia); Ensino Fundamental Final (6º ao 9º ano, Matemática, Física, Ciências com Habilitação em Matemática, Letras Inglês ou segunda Licenciatura em Língua Inglesa).

As inscrições poderão ser feitas pela internet, de 30 de maio a 17 de junho. O concurso público tem validade de dois anos podendo ser prorrogado por igual período.

Seleção
A seleção do certame terá quatro fases:
1ª - eliminatória e classificatória, composta por Prova Objetiva com 50 questões de múltipla escolha;
2ª - eliminatória e classificatória, com Prova de Redação;
3ª - classificatória composta por Prova Didática (aula);
4ª - classificatória composta de Prova de Títulos.

Serviço:
Prefeitura de Sobral divulga edital com 162 vagas para professor
Inscrições: de 30 de maio a 17 de junho. Clique aqui
Taxa de inscrição: R$ 50
Remuneração: R$ 1.102,85

Fonte: O Povo

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Temer financiou campanhas com doações de empreiteiras da Lava Jato

A campanha de Michel Temer para a Vice-Presidência na chapa de Dilma Rousseff em 2014 doou R$ 4,7 milhões a candidatos e a diretórios de partidos com recursos recebidos de duas empreiteiras envolvidas no escândalo da Operação Lava Jato -- OAS e Andrade Gutierrez.

Ao todo, a campanha do vice-presidente repassou R$ 16,5 milhões a 76 candidatos a vários cargos e a oito diretórios regionais do PMDB.

As doações declaradas de empresas para campanhas não são ilegais. Mas a chapa Dilma/Temer é alvo de quatro processos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pedem a cassação do mandato por crimes eleitorais. Movidas pelo PSDB, as ações citam, entre os argumentos, as doações das empreiteiras envolvidas na Lava Jato como "abuso de poder econômico".

Os advogados de Temer, porém, pedem a separação das contas e alegam que o vice-presidente geriu os próprios recursos na campanha.

Além das doações por meio da conta aberta para a campanha, Temer fez outras duas doações com recursos próprios no valor de R$ 50 mil cada uma. Por essas doações, foi condenado, em segunda instância, no último dia 3 de maio, e pode se tornar inelegível por oito anos. Também terá de pagar multa de R$ 80 mil.

Ele ainda pode recorrer da decisão. A condenação ocorreu porque as doações excederam 10% de seu patrimônio declarado na eleição de 2014, que foi de R$ 839.924,46. 

As prestações de contas separadas dos recursos próprios de Temer e os de campanha existem porque, pela lei eleitoral, é obrigatória a abertura de uma conta específica para movimentações financeiras de campanha diferente da conta pessoal.

Doações
Em 2014, a campanha de Temer repassou R$ 11,9 milhões a 76 candidatos diferentes de cinco partidos: PT, PSD, PMDB, PCdoB e PDT. Desse total, R$ 3,3 milhões foram doados pela OAS.

As maiores doações a candidatos foram R$ 1,2 milhão para Roberto Requião (candidato derrotado ao governo do Paraná), R$ 1,1 milhão a Iris Rezende (postulante derrotado ao governo de Goiás) e R$ 900 mil a Confucio Moura (candidato eleito no governo de Rondônia). Os três são do PMDB.

Entre os cargos legislativos, R$ 900 mil foram para José Maranhão (eleito senador pela Paraíba) e R$ 814 mil para Dario Berger (eleito senador por Santa Catarina). Há também doações à campanha a deputado federal do Rio Grande do Sul de Osmar Terra (R$ 300 mil), que foi nomeado ministro do Desenvolvimento. Todos também são peemedebistas.

Para comitês e diretórios estaduais, Temer doou R$ 4,6 milhões, sendo que R$ 1,3 milhão teve a OAS como origem do dinheiro e R$ 100 mil vieram da Andrade Gutierrez. Os maiores beneficiários foram os comitês estaduais do PMDB do Pará (R$ 1,1 milhão), do Rio Grande do Norte (R$ 1 milhão), de Sergipe (R$ 1 milhão) e de São Paulo (R$ 960 mil).

Recibo de doação da Andrade Gutierrez para o então candidato a vice-presidente Michel Temer
Gastos próprios
Na prestação de contas dos gastos de Temer em campanha --feita em conjunto com a prestação de Dilma--, aparecem doações feitas à campanha dele pelo Diretório Nacional do PMDB no valor de R$ 9,6 milhões. Desses, a Andrade Gutierrez aparece como doadora de R$ 1 milhão.

O valor teria sido usado para pagar despesas de campanha como viagens, hospedagens, alimentação, prestação de serviços e produção de material de divulgação.

Outro lado
A reportagem do UOL fez três solicitações --nos dias 3, 5 e 12 de maio-- ao PMDB para que se pronunciasse sobre as doações de empresas investigadas na Lava Jato e quais os critérios usados pela candidatura de Temer para fazer os repasses a outros candidatos, mas não obteve resposta.

Os questionamentos também foram enviados à assessoria direta de Temer, nos dias 16 e 17 de maio, mas também não foram respondidos.

Em resposta a outro questionamento da reportagem, o PMDB havia informado que "sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país". Disse ainda que todas as doações estão "perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral".

Já a Andrade Gutierrez afirmou ao UOL que "as doações para campanhas são direcionadas apenas para os diretórios nacionais dos partidos políticos". "A definição das candidaturas que receberão esses recursos é feita pelos partidos, sem obrigatoriedade de informação às empresas doadoras", completou.

Procurada, a OAS informou que a empresa não está se pronunciando sobre o tema.

Para advogado, pode haver abuso de poder econômico
Para o advogado e jurista Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, o fato de Temer ter recebido uma alta quantia de empresas envolvidas na Operação Lava Jato pode ser um fator complicador em um eventual julgamento no TSE.

"Trata-se de um fato grave, que deve ser apurado dentro da lógica própria da Justiça Eleitoral. Ainda que não se comprove a prática de crime, é possível o reconhecimento do abuso do poder econômico", analisou.

Reis diz que quatro processos atribuem à chapa Dilma-Temer o uso de recursos ilícitos para financiamento da campanha em 2014.

"São alegações gravíssimas que estão relacionadas a desvios descobertos no contexto da Operação Lava Jato. O Brasil aguarda ansiosamente pelo julgamento desses processos, já que se vão quase dois anos desde que foram ajuizados", afirmou.

Fonte: UOL

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Crato (CE): Cresce o número de visitas noturnas ao Museu Histórico

Tem crescido o número de visitas ao Museu histórico de Crato no período noturno nos finais de semana. Desde outubro de 2015 o espaço está de portas abertas para a visitação neste horário.

Curador do Museu, Ricky Seabra explica que foi após sugestão de um artista da cidade que a direção do Museu resolveu abrir as portas para visitação neste horário, havendo êxito. Em média 8 à 9 pessoas visitam o museu no período do dia que corresponde de 9h às 17h. A noite as visitas ultrapassam 140 pessoas no final de semana no horário 19h às 22h.

Ricky comenta que as visitas são feitas por famílias: "O que chama a atenção é que são famílias que visitam o museu a noite. O legal é que você ver as crianças curiosas assinando o livro e isso marca a infância deles. Certamente eles irão no futuro cuidar melhor da memória do Crato",disse.

No espaço de exposição que abriga também a galeria de Arte Vicente Leite, cinco salas podem visitadas, duas delas dedicadas a exposições de produções de artistas locais.

Serviço
O Museu Histórico do Crato fica localizado à Rua Senador Pompe, 502 - Centro. Funciona de segunda-feira a sexta-feira das 9 às 17h. No final de semana o local é aberto das 19 às 22h.

Ronuery Rodrigues

Fonte: Miséria

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Quer uma alimentação mais saudável? Fritura sem óleo é opção

Falar em fritura sem óleo chega a soar estranho, não é mesmo? Mas saiba que é possível deixar a sua alimentação mais saudável sem perder o sabor. Basta variar as técnicas utilizadas na hora do preparo. o resultado vai surpreender você.

A batata frita pode ficar sequinha e crocante quando colocada no forno. 

Por que fritar não é saudável?
Fritar os alimentos aumenta a ingestão de calorias, especialmente se você usar o óleo ainda frio, empanar ou colocar muita comida na panela ao mesmo tempo. Tudo isso ajuda na absorção da gordura. O resultado é o risco maior de problemas de saúde.

A obesidade e o sobrepeso são dois deles. Um estudo publicado na revista Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases descobriu que consumir alimentos fritos mais de quatro vezes por semana aumenta o risco de obesidade em comparação com o consumo desses alimentos menos de duas vezes por semana.

Consumir alimentos fritos regularmente também está associado a um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2. É o que indica um estudo publicado na revista Diabetes Care.  Ainda segundo uma pesquisa conduzida pela Universidade do Alabama, dos Estados Unidos, você chega a aumentar o risco de um acidente vascular cerebral em 41 % se comer frituras seis vezes por semana.

Ou seja, vale a pena rever seus hábitos de alimentação e optar por alternativas menos gordurosas. Pode parecer difícil no início, mas você certamente vai se adaptar com o tempo. Também não é preciso cortar a fritura sem óleo por completo, basta reduzir o seu consumo.

Como fazer fritura sem óleo
É inegável que o sabor de alimentos fritos pode ser irresistível, mas é possível mudar a forma de preparo e, no mínimo, chegar perto desse sabor. Fazendo isso, de quebra você ainda será capaz de diminuir, e muito, os riscos que o excesso de gordura oferece à saúde.

Veja 3 técnicas para fritar sem óleo:

Com água
Nada de colocar óleo ou manteiga na hora de fritar um bife. Sim, é possível deixá-lo douradinho apenas usando água. Basta usar uma frigideira antiaderente e deixar que ela fique bem aquecida. Coloque então duas colheres de sopa de água e na sequência o bife.

Fique de olho para não queimar, adicionando mais uma colher de água quando a frigideira estiver seca. Faça isso até que o bife esteja no ponto desejado.

Assar
A maioria dos pratos fritos podem ser assados também. É o caso de batata frita, empanados e almondegas. É simples: basta colocar o alimento em uma assadeira e em camada única para assar em fogo médio, até que fiquem com a cor e a consistência desejadas.

Fritadeira sem óleo
Outra maneira de fazer uma fritura sem utilizar gordura é com uma fritadeira sem óleo. Atualmente, há muitas marcas no mercado que funcionam da mesma maneira. Elas usam o ar quente para cozinhar os alimentos, mantendo-os crocantes por mais tempo.

Fonte: Doutíssima

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Seis indicadores mostram como o Brasil mudou desde a chegada do PT ao poder

O aval do Senado à abertura do processo de impeachment contra a presidente, Dilma Rousseff, marca o fim de um período de 13 anos consecutivos em que o Partido dos Trabalhadores esteve no poder no Brasil.

Com o afastamento de Dilma, Michel Temer, do PMDB, assumiu a Presidência interinamente. A petista pode ficar afastada por até 180 dias para que o Senado realize o julgamento definitivo sobre seu mandato.

Nesse momento marcado pelo fim de um importante ciclo político para o país, a BBC Brasil procurou especialistas e levantou indicadores internacionais para entender o legado dos 13 anos de governo de PT. Afinal, no que avançamos - e no que retrocedemos ou ficamos estagnados?

Abaixo, listamos seis índices-chave que ajudam a explicar como o Brasil de hoje pode ser comparado a outros países e ao Brasil de 13 anos atrás:

1. Ranking das maiores economias
Em 2002, o Brasil ocupava a 13ª posição no ranking global de economias medido pelo PIB em dólar, segundo dados do Banco Mundial e FMI. Chegou a ser o 6º em 2011, desbancando a Grã-Bretanha, mas voltou a cair.

Hoje, é a 9ª maior economia do mundo de acordo com esse indicador, que sofre grande influência do câmbio - e, portanto, foi bastante afetado pela desvalorização do real.

Se considerarmos o PIB medido por Paridade de Poder de Compra (PPP), que procura, justamente, neutralizar esse efeito do câmbio, temos que o Brasil ocupou a 7ª e 8ª posição no ranking ao longo dos últimos anos.

Em 2003, subimos para a 7ª posição, ultrapassando a França. Em 2008, fomos ultrapassados pela Rússia. E em 2011 voltamos para a 7ª posição com a queda da Grã-Bretanha.

"No caso do PIB, o que comprometeu o resultado dos anos do PT no poder foi de fato a gestão Dilma - e em especial seu segundo mandato", diz Alessandra Ribeiro, economista da Consultoria Tendências.

Ela diz que, em função do crescimento do governo Lula (o país chegou a crescer 7,5% em 2010), nos últimos 13 anos a média de expansão do PIB foi de 2,9%, contra 2,5% da média do governo Fernando Henrique Cardoso.

Colocando "na conta" do governo Dilma a recessão deste ano (consultorias esperam uma retração do PIB de 4% em 2016), a média cairia para 2,4%, ainda próxima do crescimento de FHC.

Ribeiro atribui essa desaceleração brusca em parte à má gestão, ao suposto fracasso da política econômica de Dilma e ao que vê como um excesso de intervencionismo estatal na administração petista, além da falta de reformas estruturais que poderiam melhorar o ambiente para negócios no Brasil.

Ela ressalta, porém, que, o contexto internacional também ficou menos favorável e que a crise política e a Lava Jato também tiveram um impacto negativo grande na economia.

João Augusto de Castro Neves, diretor para América Latina da consultoria Eurasia Group, concorda. "Na economia, a Dilma pegou um avião em piloto automático e em um céu de brigadeiro. Quando veio a tempestade, ficou claro que não sabia pilotar", diz.

Para Neves, os erros que derrubaram o PIB nos últimos anos - culminando em uma das mais graves recessões da história do país - começaram no segundo mandato de Lula.

"O Estado começou a gastar mais para fazer uma política anticíclica (tentar manter os investimentos e o consumo em níveis altos), mas isso saiu do controle. Agora precisaremos provavelmente de uma década para recuperar o que foi perdido com a recessão do governo Dilma."

2. IDH e combate a pobreza
A nota do Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que era de 0,649 no início dos anos 2000, chegou a 0,755 hoje, o que indica uma melhora.

A pesquisa considera indicadores como a esperança de vida ao nascer, a expectativa de anos de estudo e a renda per capita. Como resultado, cada país recebe uma nota que vai de 0 a 1.

No relatório da ONU de 2015 sobre o índice, o Bolsa Família é retratado como uma espécie de modelo de programa social bem-sucedido. "Desde que o programa foi lançado, 5 milhões de brasileiros deixaram a extrema pobreza. E por volta de 2009 o programa havia reduzido a taxa de pobreza em 8 pontos percentuais."

Também é destacado o aumento da escolaridade no país e avanços no combate a miséria, o que vai ao encontro da avaliação de especialistas consultados pela BBC Brasil, que veem nas políticas sociais o maior legado positivo dos 13 anos do PT no poder no Brasil.

Angel Melguizo, chefe da unidade de América Latina e Caribe do Centro de Desenvolvimento da OCDE, por exemplo, destaca que nos últimos anos os índices de pobreza brasileiros caíram pela metade com a emergência de uma nova classe média.

Ele admite que parte desse contingente pode ter seus ganhos ameaçados pelo aumento do desemprego e recessão econômica, mas faz uma ressalva relativamente otimista:

"Dados do Banco Mundial que mencionaremos em nosso próximo relatório indicam que 43% dessa nova classe média brasileira seria o que chamamos de classe média consolidada, que tem trabalho formal, proteção social e mais condições de se proteger da crise. E que apenas 38% seria parte da classe média vulnerável, que pode voltar para a pobreza. O índice do Brasil é melhor que em outros países da região", afirma.

Para Otaviano Canuto, diretor-executivo para o Brasil no FMI, "políticas sociais para potencializar mudanças estruturais" são de fato "um grande legado" dos governos do PT.

Canuto defende, porém, que "há hoje necessidade de passar a limpo, ver relação entre custo e resultado do leque de políticas sociais que estão embutidas no orçamento". "Aquelas como Bolsa Família, que são demonstradas como eficazes e a baixo custo, devem ser intocáveis", opina.

3. Gini - Desigualdade
Outro indicador que também teve uma melhora foi o da desigualdade. O coeficiente Gini do Brasil, nos cálculos do Banco Mundial, passou de 58,6, em 2002, para 52,9, em 2013 (último dado disponível).

O Gini é um indicador que mede desigualdade de renda e vai de 0 a 100 (0 representa total igualdade).

Em 2014, um relatório da ONU sobre o tema também registrou uma queda significativa da desigualdade no Brasil na última década, com o Gini passando, nos cálculos das Nações Unidas, de 54,2 para 45,9.

Na época, a ONU destacou o efeito sobre a desigualdade do aumento real do salário mínimo - de 80% entre 2003 e 2010 - e dos esforços para a formalização do mercado de trabalho brasileiro, além dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

O economista Diego Sánchez-Ancochea, diretor do Centro de Estudos Latino-Americanos (LAC) da Universidade de Oxford, especialista em desigualdade, cita, como exemplo desses esforços de formalização do mercado, iniciativas como a Proposta de Emenda Constitucional sobre os trabalhadores domésticos.

"Já houve momentos em que a economia brasileira cresceu com um aumento da desigualdade, como nos anos 60 e início dos 70. Na época, o crescimento favoreceu os mais ricos e a alta classe média", diz Sánchez-Ancochea.

"Isso mostra que mesmo com o boom das commodities impulsionando a economia brasileira, a trajetória dos índices de desigualdade no país poderia ter sido diferente não fossem essas políticas adotadas (durante o governo do PT). O legado (do partido) nessa área é grande."

O economista de Oxford diz ser difícil prever o que vai acontecer daqui para frente, mas não descarta retrocessos nesse indicador. "Isso vai depender das políticas adotadas pelo novo governo, que chega prometendo fazer ajustes e cortes de gastos."

4. Percepção de corrupção
Em 2002, o Brasil ocupava a 45ª posição do ranking de percepção da corrupção da Transparência Internacional (TI), que incluía análises de 102 países. Em 2015, passamos para o 76º lugar entre 168 países - o que parece indicar estagnação.

O coordenador do Programa Brasil da TI Bruno Brandão diz, porém, que os índices dos dois anos não são comparáveis por que, além do número de países analisados, a metodologia da pesquisa também mudou em 2012.

"E desde 2012, nossos indicadores para o Brasil permaneceram relativamente estáveis, com a exceção de 2015, quando tivemos um aumento muito grande da percepção de corrupção que levou o país a cair do 69º ao 76º lugar no ranking, principalmente como efeito da Lava Jato", diz Brandão.

Segundo o coordenador da TI, a percepção da organização é de que o país avançou no combate à corrupção desde 2002 - embora a maior parte desse "avanço" não tenha ocorrido por mérito do governo.

"É complicado dizer se a corrupção ficou menor ou maior porque a corrupção é um fenômeno oculto - a única que aparece é a que foi pega. Mas para nós o que interessa é se há mais combate ao problema - e nesse ponto parece que o Brasil está de fato avançando", opina.

"Tivemos uma evolução institucional grande e um aumento da sociedade. Hoje temos a lei contra a lavagem de dinheiro, a lei anticorrupção, a da ficha limpa, de acesso a informação e etc. Instituições como o Ministério Público, a Polícia Federal e o próprio sistema judiciário também têm demonstrado grande autonomia."

O governo Dilma, na avaliação de Brandão, teria sido marcado por um certo "pudor republicano" que favoreceu o combate a corrupção em alguma medida, embora em algumas ocasiões esse pudor possa ter sido abandonado (por exemplo, se forem comprovadas as tentativas do governo de interferir na Lava Jato, como denunciou o ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral).

Ele lembra o caso da Malásia, onde o procurador-geral foi destituído após um escândalo de corrupção envolvendo o primeiro-ministro.

"No Brasil, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, foi reconduzido ao cargo em meio à Lava Jato. O Supremo Tribunal Federal também tem agido com autonomia, apesar de muitos de seus membros terem sido indicados pelo PT - enquanto na Venezuela, por exemplo, essa corte mais parece um escritório de advogados do presidente (Nicolás Maduro)."

Já para Neves, do Eurasia Group, dizer que o governo do PT "deixou que se investigasse" a corrupção na Petrobras é "papo furado".

"Concordo que é difícil dizer se a corrupção caiu ou cresceu no governo PT. Mas é relevante o fato de o escândalo da Lava Jato ser o maior escândalo de corrupção da história brasileira", opina. "Também chama a atenção a maneira coordenada e sistematizada com que o esquema foi montado na estatal."

5. PISA - Educação
Em 2000, primeiro ano em que o Brasil fez parte do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da OCDE (a organização dos países ricos), o país ficou em último lugar entre 32 nações.

O programa tem como objetivo avaliar e comparar o resultado de sistemas educacionais no mundo por meio de uma série de testes aplicados a estudantes.

No último relatório, publicado no final de 2013, agora com dados de 65 países (alguns ricos, como Japão, Suíça e Alemanha, o Brasil ocupou a posição 55 no ranking de leitura, 58 no de matemática e 59 no de ciências. Ou seja, comparativamente avançou em relação ao 2000, ainda que pouco.

Para Melguizo, da OECD, porém, é natural que a melhora tenha sido lenta porque a grande conquista do país nos últimos anos foi na questão da "cobertura do sistema", ou seja, no acesso à escola e universidades.

"Esse era um processo necessário. Falta agora avançar na questão da qualidade do ensino e também na educação para o trabalho. Mas não acho que devemos ver essa melhora lenta com pessimismo", diz ele."Na questão da cobertura o avanço foi significativo."

Castro Neves, do Eurasia Group concorda: "Considero a expansão do acesso a educação como parte do legado social positivo (dos anos de governo do PT), embora certamente falte melhorar a questão da qualidade."

6. Ambiente para negócios
A questão do ambiente para os negócios é outra área em que os especialistas veem certa estagnação como saldo dos 13 anos do governo petista - com deterioração na gestão Dilma.

Alguns índices internacionais parecem corroborar essa percepção. Em 2002, o país ficou no 46º lugar entre 80 países no ranking de competitividade global calculado pelo World Economic Forum (WEF), que considera dados sobre as condições de se fazer negócio pelo mundo.

Em 2015, ocupou a 75ª posição entre 140 países, após cair 18 posições em um ano em função de problemas como o aumento da pressão inflacionária, a alta da percepção de corrupção e a deterioração da confiança em instituições. Foi a pior classificação do país desde que o índice de competitividade global foi criado, nos anos 90.

O relatório de 2015 do WEF destaca, porém, o avanço do Brasil na questão do transporte aéreo e infraestrutura, apesar de esse ainda ser considerado um dos gargalos da economia brasileira. E cita o grande mercado consumidor do país como um dos fatores que ainda o torna atrativo para investidores.

"Nesses 13 anos - e principalmente nos anos de bonança econômica - o governo poderia ter aproveitado para fazer reformas estruturais, melhorar a questão tributária, reduzir a burocracia (para se fazer negócios no Brasil) e etc. Mas perdeu-se essa oportunidade", diz Neves.

"Hoje também parece claro que as políticas de campeões nacionais (conduzida pelo BNDES, que selecionou companhias para ajudar a torná-las mais competitivas globalmente, com créditos subsidiados e compra de participações acionárias) não foram uma boa ideia - criaram um ambiente de negócios em que era o governo quem escolhia perdedores e vencedores e, para se beneficiar, era preciso gritar mais alto."

Para Ribeiro, da Tendências, o ambiente para negócios piorou principalmente a partir de 2011. "Tivemos muitas mudanças nas regras do jogo, mais impostos para uns, subsídios para outros e tentativas do governo de intervir em determinados setores que não deram certo, como no setor elétrico", diz.

Fonte: BBC Brasil

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Crato (CE): Governo Municipal adquire modernos equipamentos de esterilização

Visando consultórios odontológicos mais seguros para os dentistas e pacientes, a Secretaria Municipal de Saúde adquire equipamentos de esterilização modernos para Unidades Básicas de Saúde de Crato.

É importante destacar a eficiência e praticidade do autoclave(método de esterilização por calor úmido sob pressão). Sua utilização adequada, confere segurança ao paciente e otimização do tempo de trabalho do dentista.

A coordenadora de saúde bucal do município, Dra. Sáskia Barreto, enfatiza a importância de buscar sempre melhorias para os consultório odontológicos do município, pois com equipamentos mais novos e modernos os dentistas ofertam serviços de mais qualidade a população Cratense.

Assessoria de Imprensa/PMC

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Após críticas a nível mundial, Ministério da Cultura será recriado

O ministro da Educação, Mendonça Filho, informou neste sábado (21) que o presidente em exercício Michel Temer decidiu recriar o Ministério da Cultura.

O novo ministro será Marcelo Calero, anunciado na última quarta (18) como secretário nacional de Cultura. Com a decisão, a Cultura deixa de ser uma secretaria e não ficará mais subordinada ao Ministério da Educação.

A decisão de fundir as pastas de Educação e Cultura foi tomada com base no princípio adotado por Temer ao assumir de reduzir o número de ministérios.

Diante dos protestos de parte dos artistas e de servidores do Ministério da Cultura, Temer já havia anunciado que, mesmo como secretaria, a estrutura da pasta seria mantida.

Agora, depois de ouvir artistas e representantes do setor, o presidente em exercício decidiu reverter a decisão e devolver à Cultura o status de ministério.

No último dia 12, ao assumir como presidente em exercício, Michel Temer editou uma medida provisória (726/2016) na qual determinou mudanças na composição do governo.

Entre essas mudanças, a pasta da Cultura foi incorporada pelo Ministério da Educação, que voltou a ser o Ministério da Educação e Cultura - nome que teve até 2003, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva separou as duas pastas. O ex-líder do DEM na Câmara Mendonça Filho (PE) assumiu a pasta a convite de Temer.

Após a publicação no “Diário Oficial”, uma medida provisória passa a valer como lei, e o Congresso tem até 120 dias para mantê-la ou derrubá-la.

A decisão do presidente em exercício Michel Temer de extinguir o Ministério da Cultura e transferir as atribuições da pasta para a Educação gerou diversos protestos de artistas e servidores da pasta nos últimos dias.

Com a repercussão negativa, Temer anunciou que toda a estrutura da Cultura atual será mantida e transferida para uma secretaria – sem o status de ministério.

Antes de indicar Calero, a intenção do peemedebista era nomear uma mulher para a comandar a área e, assim, responder às críticas pelo fato de o primeiro escalão do governo não ter nenhuma mulher no comando de pastas.

Fonte: G1

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Saiba quais são as doenças que mais matam no Brasil

Surtos recentes têm preocupado a população brasileira, mas você sabe quais são as doenças que mais matam no país? Vale a pena ficar de olho nas informações do Ministério da Saúde e adotar as medidas preventivas que estiverem ao seu alcance.

Quais as doenças que mais matam no Brasil
Conhecer quais são as doenças que mais matam no país é importante para saber como se manter longe delas. Segundo dados do Ministério da Saúde de 2013, entre as principais delas estão as relacionadas a problemas cerebrovasculares, infartos, pneumonia e diabetes.

De acordo com os números, aproximadamente 100 mil pessoas faleceram em 2013 por conta de doenças cerebrovasculares, dentre as quais a mais conhecida é o acidente vascular cerebral (AVC). Quem fuma, usa anticoncepcionais e consome bebidas alcoólicas faz parte do grupo de risco. Vale ficar atento ainda à obesidade e à hipertensão arterial.

No mesmo ano, o infarto levou a óbito 85,9 mil pessoas. Quem deve ficar de olho nesse problema são principalmente as pessoas sedentárias e que se alimentam inadequadamente, dois dos mais importantes fatores de risco.

A pneumonia também é outra doença preocupante, principalmente no inverno. Foram 68,3 mil mortes em 2013. Para se prevenir, evite hábitos como fumo e consumo de bebidas alcoólicas, que diminuem sua imunidade. Além disso, tenha atenção a ambientes secos, que favorecem a entrada de microrganismos nocivos nas vias respiratórias.

Há ainda a diabetes, que muitas vezes não é possível evitar. Por isso, quem já a desenvolveu deve focar em bons hábitos mantê-la sob controle, já que o problema foi responsável por 58 mil mortes no Brasil em um único ano – a quarta maior taxa dentre as doenças que mais matam.

Surtos recentes preocupam as autoridades
Com a proximidade do inverno chega também a preocupação das autoridades com surtos de doenças respiratórias, principalmente a causada pelo vírus H1N1. Mas em 2016 o problemas chegou mais cedo e pegou muita gente desprevenida.

Dados do Ministério da Saúde demonstram que 230 pessoas já haviam morrido em razão desse vírus até o dia 16 de abril. Houve ainda um total de 1.365 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), causada pelo H1N1.

Os principais sintomas dessa doença são febra súbita e alta, tosse seca e dores em garganta, corpo, articulações e cabeça. Embora possa também parecer algo menos grave, vale a pena buscar ajuda médica em casos de suspeita.

A vacina é a melhor forma de prevenção disponível. Embora não garanta 100% que você estará livre do vírus, diminui as chances de contração. Tenha também bons hábitos de higiene, como lavar as mãos constantemente e cobrir o rosto ao tossir ou espirrar.

Fonte: Doutíssima

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Crato (CE): Jovem de 18 anos foi executado com seis tiros no Alto da Penha

Após quase duas semanas de calmaria um novo homicídio foi registrado em Crato. Por volta das 20 horas desta sexta-feira, em frente ao número 84 da Travessa Rui Barbosa no bairro Alto da Penha, o jovem Caio Muniz do Nascimento, de 18 anos, apelidado por “Menor Caio”, foi morto com seis tiros, sendo um no tórax, dois nas mãos e três nos braços. Na área onde o crime ocorreu populares disseram ter ouvido apenas os estampidos de arma de fogo.

Ele residia em Iguatu e cumpria medida sócio-educativa no Centro Educacional São Miguel em Fortaleza de onde fugiu no último dia 18 de maio juntamente com outros 10 internos. Em virtude de inimizades, optou por não voltar para Iguatu e, desde ontem, estava morando na casa de uma cunhada no bairro Vila Lobo. A polícia foi avisada e os Soldados Gomes, Roberto e J. Oliveira do Ronda do Quarteirão estiveram no local e até diligenciaram na área sem o êxito de identificar os assassinos.

Foi o segundo homicídio do mês de maio em Crato e o 24º do ano no município. O último aconteceu no dia 9 tendo como vítima o servente de pedreiro Cristiano Costa da Silva, de 28 anos, que residia na Rua Presidente Vargas, 30 (Muriti), o qual morreu no Hospital Regional do Cariri em Juazeiro. Pela madrugada ele bebia com parentes em sua casa quando foi surpreendido com três golpes de facão. Segundo a polícia, os acusados são José Erisvaldo Gomes da Silva, o “Capilé”, e Rivaldo de Souza Nascimento.

Demontier Tenório

Fonte: Miséria

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É possível transar com um amigo sem estragar a amizade?

Nos anos 70, ainda impregnadas pelo perfume hippie da década anterior, as pessoas se dispunham a experimentar diversas formas de se relacionar. Com isso, a gíria "amizade colorida" entrou na moda para se referir aos amigos que transavam estabelecer qualquer vínculo mais sério. O termo usado na época soa um tanto antiquado para os dias atuais, no entanto, fazer sexo com um amigo é algo cada vez mais comum – e aprovado por especialistas, que vêem benefícios na prática.

"Trata-se de uma oportunidade de ter alguém de confiança para trocar carinhos e desfrutar momentos de intimidade mesmo não estando namorando", comenta Juliana Bonetti Simão, psicóloga especializada em sexualidade, de São Paulo (SP).

"Muitos homens e mulheres que viveram a experiência de uma 'amizade colorida' continuam a ser amigos, mesmo depois que o sexo acabou. Tudo vai depender de como cada um experimentou essa vivência. Há, inclusive, quem aprenda a se relacionar melhor em relacionamentos futuros", diz a sexóloga Carmen Janssen, de Vinhedo (SP), membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH).

Porém, assim como acontece em qualquer relação afetiva, o sexo entre amigos também precisa ser orientado por algumas regras que devem ser previamente combinadas pelos dois. O primeiro fundamento é que cada um saiba muito bem o que esperar desse tipo de arranjo.

"Ambos devem encarar a situação com maturidade, serem sinceros sobre suas reais intenções e para não criar expectativas", fala Carmen. "Algumas pessoas, geralmente as mulheres, não conseguem separar sexo de amor e aceitam a situação porque têm esperança de a relação se tornar mais séria. E, quando isso não acontece, elas acabam se frustrando", completa a especialista.

De acordo com Juliana, questões sobre fidelidade e lealdade devem ser discutidas para que nenhuma atitude das partes machuque o outro e ponha fim à amizade. É óbvio, entretanto, que os acordos podem se desviar do caminho.

"Os dois devem ter em mente que há grandes chances de alguém acabar se envolvendo afetivamente e a outra parte não. Há possibilidade ainda de as emoções se confundirem e a amizade acabar", declara a psicóloga.

Na opinião da psicóloga e sexóloga Jussania Oliveira, de Americana (SP), o "contrato" deve ser firmado de comum acordo, com as regras bem definidas para evitar mágoas e ressentimentos.

"Se ambos estão disponíveis, sentem atração sexual e aceitam a possibilidade de ficarem juntos sexualmente na boa, ok. Mas devem estar atentos quando uma ou mais regras forem quebradas, quando um ou outro começa a apresentar comportamento de posse, ciúmes ou exige satisfação e comprometimento. Isso precisa ser sinalizado para que reavaliem a continuação ou não dos encontros sexuais", explica.

Segundo Ricardo Desidério, sexólogo e psicoterapeuta de Londrina (PR), não se trata de um passatempo, um jogo, por mais descompromissada que a relação pareça.

"Mesmo sem quaisquer intenções, não estamos lidando com um simples objeto e sim com sensações, desejos, sejam eles ocultos ou não. O sexo casual pode desencadear uma bela história de amor, mas também pode acontecer uma única vez e mesmo assim abalar a relação de amizade", afirma.

Para preservar a amizade, o ideal é apostar na sinceridade desde o início. Não existe uma receita mágica que sirva para todo mundo nem garantias, mas viver é fazer escolhas. Ambos devem lembrar que sexo sem compromisso implica na possibilidade de ambos encontrarem outros relacionamentos e também de um se apaixonar pelo outro.

"Quem fica com a consciência pesada é sinal de que não estava preparado para ter quaisquer intimidades com o amigo. Por isso, nesse tipo de relacionamento é preciso ter uma visão muito aberta sobre a situação. Acredito que muitos não estão preparados", fala Desidério.

Quando um dos dois se interessa verdadeiramente por outra pessoa, é essencial abrir o jogo e se colocar perante essa nova situação, definindo como acabar a "amizade colorida". Sob essas circunstâncias, há um dilema: contar ou não ao parceiro que transava com o amigo?

"Não acredito ser producente revelar, uma vez que a convivência irá continuar e isso poderá constranger ou gerar ciúmes e desconfiança. Partilhar histórias e experiências anteriores, muitas vezes com riqueza de detalhes, não irá agregar absolutamente nada, correndo o risco de comprometer e influenciar negativamente esse novo relacionamento", diz Jussania.

"O novo amor pode não entender a situação e, eventualmente, contar tudo prejudicaria sua relação de amizade. O que aconteceu com você antes de conhecer seu parceiro fixo, quem você namorou ou ficou é algo pertencente a sua particularidade. O que realmente importa é o que vocês construirão juntos", fala Desidério.

Fonte: UOL

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Floresta Nacional do Araripe completa 70 anos neste mês

A primeira floresta criada por Decreto-Lei no Brasil celebra, neste mês, 70 anos desde a sua criação. Com área superior a 38 mil hectares, a Floresta Nacional (Flona) do Araripe-Apodi, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é considerada um dos últimos redutos da Mata Atlântica brasileira e funciona como caixa d'água do Cariri cerarense.

Criada em 1946, para manter as fontes de água e barrar o avanço da desertificação, a Floresta tem papel multifacetado na manutenção do equilíbrio hidrológico, climático e ecológico. Protege o solo, facilita a infiltração das águas pluviais, alimentando o aquífero do Araripe, abriga raras espécies da fauna e flora e permite o desenvolvimento e a conservação de patrimônio genético inestimável.

A Floresta do Araripe passou a ser uma espécie de "santuário ecológico" destinado a pesquisas científicas, recreação e lazer, educação ambiental, manejo florestal sustentável e turismo. Além disto, constitui importante refúgio para a fauna regional, inclusive para espécies ameaçadas de extinção, como o Soldadinho-do-Araripe. A ave é uma das espécies de maior risco de extinção no mundo e sobrevive na mata úmida do sopé da floresta.

Risco de extinção
Na área que corresponde à Floresta, vivem pelo menos cinco espécies ameaçadas de extinção. Dentre elas estão o Pintassilgo-do-Nordeste, a ave Jacucaca, o Vira-Folha-Cearense e, o mais conhecido, o Soldadinho-do-Araripe. O vice-presidente do Instituto Cultural do Cariri (ICC), Weber Girão, afirma que ave figura entre as 200 espécies de maior ameaça de extinção, dentre um universo de 10 mil aves no Planeta.

Para proteger o pássaro, o ornitólogo montou o Programa Soldadinho-do-Araripe, que visa proteger a ave e seu habitat, restrito a uma área de apenas 28Km², na encosta da Chapada do Araripe, entre os Estados do Ceará e Pernambuco. A busca pela manutenção do Soldadinho foi responsável pela criação de uma Unidade de Conservação (UC), em 2014, de quase 12 hectares, entre a Floresta Nacional do Araripe e o Sítio Fundão, intitulada Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

Na última contagem realizada pelo ICC, em 2014, foram contabilizados 280 casais na região do Crato. Desde que a contagem começou a ser feita, no início dos anos 2000, a perda da população adulta do Soldadinho gira entre 15% e 32%.

Ameaças diversas
Ao longo destas sete décadas, o local enfrentou e resistiu a inúmeros problemas, sobretudo a ação do ser humano devido à metropolização do Cariri e ao avanço do perímetro urbano frente à zona rural. Além da pressão antrópica, a Flona sofre com a caça ilegal, o lançamento de lixo por parte de usuários das estradas que cortam a Unidade e incêndios florestais. Para amenizar este último problema, a Flona conta com 18 brigadistas que cuidam da prevenção, combate e recuperação das áreas afetadas por incêndios florestais, que tem entre os meses de julho e dezembro o período mais crítico, devido às altas temperaturas e escassez de chuva.

"A grande lição da Flona Araripe para o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) tem sido seu poder de resiliência, pois enfrentou, em 70 anos, abusos, descasos e toda sorte de ameaças. Ainda assim, continua prestando serviços essenciais à região, ao Nordeste e a toda biosfera", pontua Francisco Willian Brito Bezerra, analista ambiental da UC.

Willian Brito destaca que o geossistema Araripe constitui um microclima privilegiado no Semiárido, pois as chapadas do Araripe e do Apodi são conhecidas como duas grandes cisternas que captam as águas na estação das chuvas, liberando-as para a flora e a fauna e para a população. Em longos períodos de estiagem, como verificado nos últimos cinco anos, diversas espécies buscam refúgio na Floresta.

Na década de 1990, pesquisas identificaram mais de 300 fontes jorrando da base das montanhas do Araripe. Já em relação à fauna, são mais de 200 espécies de aves que encontram na Flona abrigo e alimento. Os benefícios da Floresta, entretanto, vão além. O analista explica que "deslizamentos de massa capazes de destruir comunidades inteiras são evitados por conta da flora generosa que sustenta o solo". Lembra, ainda, que a Floresta "fornece às famílias mais carentes alimento e até remédio".

A extração do pequi é o principal meio de sobrevivência para cerca de 130 famílias. Ao lado dos pequizeiros, surgem acampamentos e casas improvisadas. O agricultor Manoel José Justino, 61, conta que há quase 40 anos sai de casa, na zona rural de Nova Olinda, para "morar um tempo perto da floresta". Apesar de o resultado este ano ter ficado abaixo do esperado, "devido à pouca chuva". Mas Manoel só agradece à Floresta: "Se não fosse essa mata toda, muitos de nós passaríamos fome". O preço do cento de pequi varia de R$ 15 a R$ 25. O óleo está a R$ 70.

Turismo
Nos últimos anos, o turismo tem ganhado bastante força em torno da Flona. Anualmente, recebe mais de 10 mil visitantes para desenvolvimento de atividades de ecoturismo e de educação ambiental. "A ideia é desenvolver um ecoturismo de base comunitária, em parceria com instituições como Senac e Sebrae, e ONGs, como a Associação dos Condutores e Amigos da Floresta Nacional do Araripe (Acafa)", pontua Verônica Maria Figueiredo Lima, chefe da Flona.

Um projeto paralelo, do governo do Estado, pretende impulsionar esta atividade com a criação do Teleférico de Caldas, em Barbalha. O projeto, gerido pela Secretaria das Cidades, tem como objetivo interligar a Vila do Caldas ao Mirante do Cruzeiro. Além de fomentar o turismo, o Teleférico proporcionará a interação das pessoas com as funções ambientais das UCs, promovendo de forma direta ações de educação, proteção, preservação, conservação do bioma.

"Apesar de ser evidente a importância da Chapada do Araripe para os municípios do Cariri, poucos conhecem a importância da primeira Flona do Brasil por isso trata-se mais que um equipamento turístico", ressaltou a Secretaria, destacando que o equipamento contribuirá diretamente para o desenvolvimento turístico da região. "Um dos objetivos é oferecer ao visitante excelência em serviços que agregue valor ao produto e gere empregos e oportunidades de negócios para a comunidade local", finaliza.

Avaliado em R$ 12 milhões o projeto será submetido para apreciação e votação aos membros do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema), em reunião que deve ocorrer no próximo de mês. A execução das obras devem ocorrer 30 dias após o recebimento da licença.

Pesquisas
A Flona também é um espaço privilegiado para a pesquisa, conforme lembra Verônica. No ano passado, por exemplo, foi lançada, na UC, a publicação "Sociobiodiversidade na Chapada do Araripe", que trouxe 23 trabalhos científicos sobre Geologia, Micologia, Botânica, Zoologia, Etnobiologia da Flona e da APA.

"O local atrai pesquisadores e estudantes de vários Estados brasileiros e até do exterior. Aqui pode se encontrar de quase tudo, inclusive pistas sobre a evolução da vida no Planeta. Os estudantes adquirem conhecimentos, desenvolvem habilidades, constroem valores e atitudes ecologicamente sustentáveis", conclui Verônica.

ANDRÉ COSTA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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Ausência de mulheres e negros em ministérios mostra descuido com país, diz Dilma


A presidente afastada, Dilma Rousseff, declarou em entrevista ao jornalista norte-americano Glenn Greenwald, do site "The Intercept", que a ausência de mulheres e negros nos ministérios do presidente interino, Michel Temer, mostra descuido do atual governo com o Brasil.

Dilma concedeu a entrevista na última terça-feira (17), em Brasília. Nesta quinta-feira (19), Greenwald divulgou um trecho em vídeo no qual Dilma comenta a composição feita pelo vice-presidente Temer e sua equipe. Ele disse que a versão completa da entrevista será divulgada ainda hoje.

"O que está me parecendo é que esse governo interino e ilegítimo será bastante conservador em todos os aspectos. Um deles é ter ministérios de homens brancos, sem negros, em um país que no último Censo, de 2010, mais de 50% se declarou de origem afrodescendente. Não ter mulher e não ter negros no governo mostra um certo descuidado com que país você está governando", completou.

Criticado por formar o primeiro ministeriado sem mulheres desde Ernesto Geisel (1974-1979), que também não tem nenhum ministro negro, Temer indicou posteriormente a economista Maria Sílvia Bastos Marques à presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a procuradora e professora Flávia Piovesan como secretária de Direitos Humanos do Ministério da Justiça.

Sobre a formação de seus ministérios, o vice-presidente disse em entrevista ao "Fantástico", da TV Globo, no domingo (15), que escolheu os melhores nomes indicados pelos partidos aliados. Segundo o presidente interino, seus escolhidos são "notáveis politicamente e administrativamente".

Já Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, afirmou que "não foi possível" ter mulheres nas pastas, citando a redução de ministérios (de 32 para 23) e o tempo limitado após a saída de Dilma. "Nós tentamos, e vocês mesmo noticiaram. Em várias funções nós tentamos buscar mulheres, mas, por razões que não vêm ao caso aqui nós discutirmos, não foi possível", disse Padilha na sexta passada (13).

O tema do preconceito na classe política também foi abordado por Dilma sobre a acusação que enfrenta no Senado. Dias antes da votação na Casa, Dilma disse que o fato de ela ser mulher teve influência na abertura do processo de impeachment. "A história ainda vai dizer o quanto de violência contra a mulher, o quanto de preconceito contra a mulher tem nesse processo de impeachment golpista", disse, na ocasião.

O jornalista Glenn Greenwald foi o responsável pela divulgação de dados fornecidos pelo ex-agente de segurança norte-americano Edward Snowden no final de 2012. Os primeiros documentos foram divulgados por Greenwald em junho de 2013, o que criou uma saia-justa para o governo de Barack Obama, que teve de explicar o monitoramento de informações e e-mails de autoridades de países espionados pelo NSA, a Agência de Segurança Nacional dos EUA. Na época, a presidente Dilma Rousseff chegou a cancelar uma visita ao presidente norte-americano após ter conhecimento de que sua correspondência digital fora violada.

Em abril, o jornalista norte-americano havia entrevistado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, Lula afirmou que o processo de impeachment era "tramado por um grupo que deseja chegar ao poder desrespeitando o voto popular".

Fonte: UOL

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Menores armados são apreendidos entre Crato e Juazeiro com moto roubada

Dois menores foram apreendidos armados com um revólver e uma motocicleta roubada e outras três motos terminaram sendo recuperadas pela polícia nas últimas horas. Por volta das 20h30min desta quinta-feira, no bairro São José em Juazeiro, a Equipe RAIO 10 apreendeu dois adolescentes de 16 e 17 anos, residentes no bairro Frei Damião, com uma moto Honda Biz 125 ES de cor preta e placa HXT-1333, inscrição do Ceará, e mais um revólver calibre 32 tendo seis cartuchos intactos.

O adolescente de 16 anos figura em processo como testemunha de roubo de veículo e seu comparsa por tráfico de drogas e roubo de veículo, sendo que na casa deste último os PMs encontraram um dólar de maconha. Segundo a polícia, a moto tinha sido roubada na noite da última terça-feira, dia 17, na Rua Poeta José Bernardo da Silva (Bairro Triângulo) junto ao proprietário do veículo de 40 anos.

Demontier Tenório

Fonte: Miséria

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Enem chega a 8,2 milhões de inscritos; prazo termina às 23h59

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 tinha, até as 17h45 desta sexta-feira (20), 8.222.491 inscritos. As inscrições serão encerradas às 23h59. Os participantes devem acessar a página do Enem para preencher o formulário. 

A taxa de inscrição custa R$ 68 – R$ 5 a mais que na edição do exame no ano passado. O prazo máximo para quitar o boleto é a próxima quarta-feira (25). Só após o pagamento é que a inscrição será confirmada. Dessa vez, ela poderá ser paga em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência de Correios (antes, só era possível quitar a guia no Banco do Brasil) .

Evolução das inscrições 
O balanço parcial de inscritos no Enem 2016 se aproxima do total de inscritos do ano passado. Em 2015 foram 8,4 milhões de inscritos, dos quais 7,7 milhões confirmaram as inscrições (com o pagamento do boleto ou obtenção da isenção da taxa). Ao fim daquele ano, 5,7 milhões fizeram as provas do exame.

Provas 
Neste ano, as provas serão realizadas nos dias 5 e 6 de novembro. No primeiro dia, sábado, o candidato terá 4 horas e 30 minutos para responder questões de ciências humanas e de ciências da natureza. No domingo, ele terá 5 horas e 30 minutos para as perguntas de linguagens, códigos e suas tecnologias, matemática e redação.

Os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília. As provas começarão, nos dois dias, às 13h30. Os gabaritos oficiais das questões objetivas serão divulgados pelo Inep até o dia 9 de novembro. Já os resultados ainda não têm data marcada para serem apresentados.

O Enem deste ano tem uma estimativa de 8 milhões de inscrições. Destas, 2,2 milhões são de estudantes que estão no último ano do ensino médio.

Isenção 
Aqueles que irão concluir o ensino médio em 2016 e estiverem matriculados na rede pública de ensino terão direito à isenção automática da taxa de inscrição.

Já os que pertencerem a famílias de baixa renda, mas que não sejam concluintes de escola pública, poderão declarar carência para conseguir a isenção. Durante o período de inscrição, o sistema avisará se o pedido foi aceito.

Lembrando que, a partir deste ano, os estudantes que conseguiram a isenção da taxa em 2015 e não compareceram à prova, sem justificar a ausência, vão perder o direito de não pagar a inscrição em 2016.

Atendimento especializado 
Os candidatos que precisarem de atendimento especializado (com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva e intelectual, surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo, discalculia ou outras condições especiais) devem indicar na inscrição qual o recurso que desejam para fazer a prova. Também podem solicitar auxílio: gestantes, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar e sabatistas.

Entre os dias 1º e 8 de junho, pela plataforma do Inep, a pessoa deve enviar o documento que comprova sua condição. Ele deve conter o nome completo, o diagnóstico com a descrição do que motiva o pedido de atendimento especial e a assinatura de um médico ou profissional especializado, com seu CRM (registro no Conselho Regional de Medicina).

As adaptações que o candidato pode solicitar são: prova em braile ou com letra ampliada (fonte 18, com imagens maiores) ou super-ampliada (fonte 24, com imagens maiores), tradutor-intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), guia-intérprete para pessoas com surdocegueira, auxílio para leitura (inclusive a labial) e transcrição, sala acessível e tempo extra de uma hora em cada dia da prova.

A participante lactante que precisar amamentar durante as provas deve levar um acompanhante adulto, que ficará em uma sala reservada e cuidará do bebê enquanto a mãe fizer o Enem. Já aquele que estiver internado para tratamentos de saúde deve assinalar a opção “classe hospitalar”. O Inep entrará em contato com o hospital em que a pessoa estiver para verificar as condições necessárias para que a prova seja feita.

Os sabatistas precisam marcar a alternativa “guardador do sábado por convicção religiosa” para fazê-la em outro horário. Eles entrarão no local de prova quando os portões abrirem, às 12 horas, juntos com os demais, e aguardarão até as 19 horas para fazer a prova.

Nome social 
Travestis e transexuais que quiserem tratamento pelo nome social devem informar o pedido ao Inep na inscrição, além de enviar cópia do documento de identificação, com foto recente e formulário preenchido, entre os dias 1º e 8 de junho.

Criado para avaliar os conhecimentos dos estudantes que concluíram o ensino médio, a prova também substitui vestibulares no acesso a instituições federais de ensino superior. No entanto, essa não é sua única função.

Para que serve o Enem 
As notas do Enem podem ser usadas por quem tem mais de 18 anos para obter a diploma do ensino médio. Também são exigidas para o candidato que pretende uma bolsa de estudos pelo ProUni ou financiamento estudantil pelo Fies.

O Ciência sem Fronteiras é outro programa federal que pede boas notas no exame nacional como critério de seleção.

VEJA ABAIXO AS FUNÇÕES DO ENEM

Seleção para universidades 
As notas do Enem são usadas para selecionar alunos para as vagas em universidades federais e outras instituições de ensino.

As universidades podem usar o Enem como único método de seleção, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ou fazer uma combinação entre as notas do Enem e seu vestibular próprio. O Sisu já recebeu a adesão da maioria das universidades e institutos federais e, na última edição, ofereceu mais de 205 mil vagas.

Programa Universidades Para Todos (Prouni) 
Para disputar uma bolsa de estudos do Prouni, que varia de 50% a 100% do curso de uma instituição de ensino superior privada, o candidato precisa ter obtido nota mínima de 450 pontos no Enem e não pode ter zerado a redação. Na última edição do programa, foram ofertadas 213.113 bolsas em 1.117 instituições.

Financiamento Estudantil (Fies) 
Estudantes que concluíram o ensino médio a partir de 2010 e querem solicitar o Fies devem ter feito Enem, caso contrário, não poderão solicitar o benefício. A partir deste ano, o candidato precisa ter obtido 450 pontos no exame nacional e não pode ter zerado a redação.

Pelo Fies é possível financiar os cursos de graduação bem avaliados junto ao MEC. A taxa de juros é de 3,4% ao ano para todos os cursos. Ele pode ser solicitado pelo estudante em qualquer etapa do curso e em qualquer mês.

Seleção para ensino técnico (Sisutec) 
Quem estiver interessado em uma vaga gratuita de cursos técnicos oferecidos em instituições públicas e privadas pelo Sisutec deverá ter feito as provas do Enem. As notas no exame serão usadas para classificação dos concorrentes.

Ciência Sem Fronteiras 
O programa do governo federal oferece bolsas de estudo para intercâmbios no exterior destinado a alunos de graduação e pós. Para participar da seleção de bolsas durante a graduação, é preciso ter feito qualquer edição do Enem a partir de 2009 e conseguido a média mínima de 600 pontos. Os candidatos também são avaliados de acordo com seu aproveitamento acadêmico na universidade.

Certificação para o Ensino Médio 
Quem tem no mínimo 18 anos e não concluiu o ensino médio pode conseguir a certificação por meio do Enem. A pontuação mínima é 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e 500 pontos na redação.

Fonte: G1

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